quarta-feira, 2 de setembro de 2015

EUTANÁSIA: O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O ASSUNTO

EUTANÁSIA: O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O ASSUNTO

Texto Bíblico: Sl 31.5; Sl 139.

Introdução: O que diz a Bíblia a dizer sobre a Eutanásia? Há casos de término abreviado ou induzido da vida, aprovados  por Deus? O que a Palavra de Deus nos ensina e nos orienta sobre esse assunto?

Questões sobre a eutanásia são bastante complexas e na verdade não conseguiríamos tratar de todos os detalhes em apenas um Culto, nem conseguiríamos responder a todas as perguntas. O que quero, juntamente com a Igreja, é enumerar alguns princípios bíblicos que podem nortear este assunto e abalizar nossas convicções.


1. DEFININDO EUTANÁSIA
a)O termo eutanásia, procede de dois termos gregos, do advérbio eu, isto é, “bem”, bom ““, boa “e, thanatos, ou seja”, morte ““. Literalmente, o vocábulo significa “boa morte” e se aplica aos casos em que o médico, usando meios a seu dispor, leva o paciente à ‘morte misericordiosa’, aliviando-lhe o sofrimento. Os tipos mais comuns de eutanásia são: a eutanásia passiva que consiste no desligamento dos aparelhos que sustêm a vida do paciente (“morte assistida”) e a eutanásia ativa que é a interrupção deliberada da vida de uma pessoa, e não o mero desligamento dos aparelhos que mantêm a vida do paciente.

b)Num sentido mais amplo, eutanásia é esforço humano de apressar a morte própria, de um parente ou de alguém que está em sofrimento. Para muitos é a extensão dos direitos humanos, uma vez que cada um deveria ter o direito a decidir sobre a própria vida. Mas isto é discutível, pois estabelece o fato de alguém decidir sobre a vida de outro, baseado em uma condição arbitrária e intangível – a existência ou não de qualidade naquela vida a ser terminada.
c)As decisões consideradas utilitárias (o chamado “politicamente correto”) contradizem o ensinamento da Palavra de Deus quanto ao término da vida humana. Nossa posição sobre um assunto tão controverso precisa estar baseado naquilo que a Bíblia nos revela sobre essa questão, que é a postura positiva na preservação da vida e no cuidado aos que sofrem.

d)Normalmente a maioria dos argumentos, tanto dos oponentes como dos defensores da eutanásia, é baseada apenas na experiência e nos relatos de casos. Os que são a favor, apresentam várias experiências de dor, sofrimento, despesas indevidas, que sacrificaram os vivos e sãos, somente para resultar na inevitável morte. Os que são contra, por sua vez, dão testemunhos de casos de pessoas que se encontravam em extremo sofrimento aguardando a morte, mas que se recuperaram e viveram com saúde.

2. A SOCIEDADE E A EUTANÁSIA

A Eutanásia é um assunto que vem recebendo cada vez mais atenção em todo o mundo. Existe a ERGO (Organização de Pesquisa e Direcionamento sobre a Eutanásia), que publica seus anúncios e trabalhos na Internet e há, também uma Federação Mundial que agrega entidades pró-eutanásia no mundo inteiro, a Federação Mundial das Sociedades do Direito à Morte. Em váriosc lugares do mundo há um crescente movimento pela legalização da eutanásia. O mais famoso defensor da eutanásia, Dr Jack Kevorkian, inventor da máquina doc suicídio, que auxiliou pessoalmente várias pessoas a encontrarem a morte, ainda hoje responde a vários processos criminais em função de suas ações em favor da eutanásia.

3. O VALOR DA VIDA.

O humanismo secular reconhece valor à vida, mas atribui a essa uma qualidade que é circunstancial (dependente das circunstâncias). Nesse sentido, a aferição subjetiva da qualidade de vida é determinante no julgamento se esta vida deve ser terminada ou não. A visão bíblica apresenta o valor da vida, como uma questão inerente ao fato de que ela é um dom de Deus. A própria criação da vida humana representa o ápice do trabalho criativo de Deus (Gn 1.26) e é chamado na Bíblia como sendo a “coroa da Criação”. Como o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus o seu valor não se  esvanece.

A visão humanista identifica sofrimento como sendo um fator que diminui essa “qualidade” de vida, chegando a legitimar o término da vida, quer voluntariamente, quer pelo arbítrio ou determinação de outro, como, por exemplo, a de um parente próximo.

A Bíblia, além de atribuir valor intrínseco à vida, e não circunstancial, apresenta outra visão do sofrimento. Ela reconhece que sofrimento não é algo desejável e pode diminuir o nosso desfrutar imediato desta vida, numa visão meramente temporal, um Co 1.8. O sofrimento pode ocorrer como resultado direto do pecado (Tg 4.8-9), mas, em várias ocasiões, ocorre dentro dos propósitos insondáveis de Deus, com a finalidade didática de nos ensinar alguma coisa. Pode, então, em vez de retirar qualidade da vida, adicionar qualidade real; fazer com que nos acheguemos e dependamos mais de Deus e capacitar, tanto ao que sofre como aos
que dele precisam cuidar, ao aprendizado de lições preciosas, 2 Co 1.3 e 4. É pensando assim que podemos até nos gloriar nas tribulações (Rm. 5.3-4) e estar contente em todos os momentos, Fp. 4.12. A ausência de felicidade aparente e temporal não diminui a qualidade de vida e não nos dá nenhuma prerrogativa sobre a decisão de vida ou morte, nossa e de outros, como defendem os adeptos da eutanásia.

4. EUTANÁSIA, UMA VISÃO ERRADA DA MORTE.

.Quem acha que a eutanásia é uma “libertação” do sofrimento, possui uma visão distorcida da existência humana, pois não consideram:

· Que a morte é algo não natural, ou seja, é fruto do pecado e sobreveio ao homem em função da queda (Rm. 5.12).

·  Que a morte dos santos é “preciosa aos olhos do Senhor” (Sl 116.12), mas em nenhuma passagem há aprovação para que essa morte seja apressada ou para que a vida seja terminada arbitrariamente, essa morte ocorre por uma decisão do próprio Deus.

· Que a morte dos ímpios, longe de ser liberação  de sofrimento, é o início do sofrimento eterno maior (Hb 9.27 e 10.31).

· Qualquer compreensão meramente utilitária da vida e da morte, que não leve em consideração o fator “pecado” e o trabalho de redenção do nosso Senhor Jesus Cristo, não pode ser abraçado ou defendido pelo crente, pois fugirá aos ensinamentos da Palavra de Deus, nossa única regra de fé e de prática.

5. O QUE PODERIA DETERMINAR O FIM DA VIDA?

Podemos estabelecer um padrão de término de uma vida dependendo apenas da cabeça e das conclusões de cada um? Se esse padrão, ou essa maneira de gerarmos padrões, for aceita, o que impedirá de partirmos da eutanásia e aborto voluntários para a eutanásia e aborto impostos? O que impedirá que as pessoas virem vítimas, não apenas de seus próprios pecados e decisões erradas próprias, mas também de políticas populacionais, sociais, ou raciais, estabelecidos por um organismoc  maior – governamental ou eclesiástico? Vamos passar a defender o aborto obrigatório para diminuir os bolsões de pobreza? A história nos fala das experiências nazistas, cubanas e russas que executaram milhões de pessoas deficientes sob a alegação de que a vida deles não “valia a pena ser vivida”. Essa sociedade maligna e doente em que vivemos quer usurpar o lugar de Deus determinando quem deve ou pode morrer.

6. O ENSINO DA PALAVRA SOBRE A EUTANÁSIA.

a. A vida é uma dádiva preciosa de Deus (Gn 1.20-25). A vida humana é especialmente preciosa, porque Deus fez o homem à sua imagem e semelhança. Devemos, portanto preservá-la e não tirá-la (Gn. 1.26 e 9.5-6).
b A morte não é o fim e nem uma fuga em si ao sofrimento, mas ela é o resultado do pecado (Rm. 6.23).

c. Muitas vezes ela ocorre com sofrimento e dor, nos propósitos insondáveis de Deus, como tribulação e dor podem ocorrer sem relacionamento direto com a morte (2 Co. 4.8-10). Esse sofrimento nem sempre é uma conseqüência direta do pecado (Jo 9.3), mas ocorre para que Deus seja glorificado.

d. O destemor da morte é uma característica do servo de Deus (Fp. 1.21). É verdade que servos de Deus muitas vezes expressaram o desejo de morrer antes do tempo apontado por Deus, buscando encontrá-lo (Fp. 1.23), mas submeteram-se à vontade de Deus em suas vidas,sendo o exemplo maior o do nosso Senhor Jesus Cristo (Mt. 26.39).
e. O homem é limitado em sua perspectiva e não pode definir os seus passos pelos resultados que espera (pragmatismo), pois esses não lhe são conhecidos (Mt. 26.29). Os padrões éticos do crente são encontrados na Palavra de Deus e nela achamos todo o incentivo para valorizarmos a vida e nos empenharmos em preservá-la,suportando as tribulações com paciência e perseverança, para a Glória de Deus.

Conclusão; A Bíblia fornece uma âncora às decisões individuais que devem ser tomadas com a consciência tranqüila perante Deus. É importante sabermos que não nos compete tomar a vida, mas temos, sim, o dever de preservá-la. Temos que nos lembrar que Deus ama aos Seus e está ciente dos seus sofrimentos e das suas dores. Ele pode nos sustentar e nas ocasiões em que tivermos de tomar decisões, vamos buscar a sua presença em oração, e, com a Palavra de Deus na mão, aplicar os Seus princípios.

SALVAÇÃO SOMENTE ATRAVÉS DE JESUS CRISTO

SALVAÇÃO SOMENTE ATRAVÉS DE JESUS CRISTO



"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em Mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" (João 11:25-26)



O homem natural tem prazer em tudo que o mundo lhe oferece. Em seu coração ele sabe que há dois caminhos que ele pode escolher seguir. Este caminhos são:

1- Um caminho largo que lhe oferece prazeres e tudo que o seu coração pecador almeja mas que Deus abomina.
Mateus 7:13, no entanto, diz o seguinte:
"... porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela."
É triste vermos milhares de pessoas caminhando por este caminho de perdição, sem Cristo, achando que ninguém é capaz de saber como se salvar, só Deus. Realmente, Deus sabe e deixou escrito em 1 João 5:13 palavras que nos asseguram que teremos vida eterna no céu. Elas dizem: "Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus."
Então, é responsabilidade nossa, que somos crentes no Senhor Jesus Cristo, falarmos dEle aos perdidos. Que possamos ter um peso pelas almas daqueles que estão sem Cristo!

2- Um caminho estreito que o conduz à vida eterna.
Mateus 7:14 diz claramente: "E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem." O caminho que nos leva ao céu por toda uma eternidade é estreito mas não é tortuoso, nem cheio de pedregulhos, nem tão difícil. Difícil foi para Jesus, o Deus que desceu da Sua glória para lançar sobre Si os pecados de toda a humanidade, derramar o Seu próprio sangue para ter-nos junto a Ele eternamente. Isto é o amor que não entendemos, nem sabemos explicar. É o amor que devemos seguir e ter dentro de nós a fim de que o mundo queira ter em sua vida o mesmo Deus que nós temos.

Dentre tantas pessoas que decidiram seguir pelo caminho estreito, vamos conhecer uma jovem judia que era segundo o coração de Deus. Seu nome era Maria. Ela, apesar de ser muito jovem, pobre, foi agraciada com a visita de um anjo enviado por Deus. Por duas vezes, o anjo Gabriel falou a Maria dizendo o quanto ela achou graça diante de Deus:

1) No versículo 28 de Lucas 1, ele disse: "... Salve agraciada ; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres" (grifo meu).

2) No versículo 30 de Lucas 1, ele disse: "... Maria não temas, porque achaste graça diante de Deus" (grifo meu).

Maria conhecia a Palavra de Deus e ela sabia que "Sem fé é impossível agradar-Lhe ..." (Hebreus 11:6). Ela, apesar de tão jovem, tinha uma fé no Deus que a criou e que ela carregava em seu coração amando-O e obedecendo-O.
Ela foi escolhida para ser a mãe de Jesus porque Deus conhecia o seu coração e sabia que ela O amava, obedecia e confiava nEle. Deus a escolheu apesar dela ser uma pecadora que necessitava ser salva através do sangue do verdadeiro Cordeiro de Deus, Jesus Cristo.
Ela mesma sabia que tinha que crer no Senhor para ser salva eternamente.
Ela sabia que necessitava de um Salvador quando disse: "A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador" (Lucas 1:46-47).
Maria, assim como eu e você, estava perdida, necessitando de um Salvador.
Ao vermos a própria Maria, mãe de Jesus, admitindo que estava perdida e precisava de um Salvador para ter seus pecados perdoados lembramos de uma outra mulher que aos olhos de Deus é também muito importante. Esta mulher é VOCÊ, minha amiga. Gostaria de lhe fazer algumas perguntas e pedir-lhe, amorosamente, que medite nelas.

De acordo com os versículos chaves do nosso estudo ...
* O que você deve fazer para ser salva?
* O que o próprio Jesus disse a mim e a você que devíamos fazer para sermos salvas?

Ele, claramente, nos diz: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em Mim, nunca morrerá. Crês tu isto?" (Lucas 1:25-26), (grifo meu).

* Você já decidiu crer em Jesus?
* Você já decidiu não ser uma pessoa morta, separada de Deus?
* Você já decidiu viver, eternamente, com Jesus, no céu por toda uma eternidade?
Se não, então ...
1- decida aceitar Jesus como seu Salvador;
2- decida vencer aquele que é inimigo da sua alma, Satanás;
3- decida entregar toda a sua vida Àquele que derramou o Seu sangue no seu lugar.

Certa vez, li um folheto que falava das desculpas que as pessoas apresentavam para não aceitar Jesus. Dentre tantas, algumas diziam: "Não, agora não, sou muito novo! Quem sabe mais adiante?"... "Talvez no próximo ano, pois agora estou muito ocupado!"... "Agora não, pois estou preocupado com os estudo dos meus filhos e não tenho muito tempo!" Estas são desculpas muito perigosas, pois nada neste mundo é mais importante do que a sua vida eterna no céu. O tempo de você tomar a sua decisão não é amanhã, pois a Bíblia em Provérbios 27:1 nos diz: "Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará."
O dia que você tem que fazer a sua decisão por Cristo é hoje. É a própria Bíblia que diz "... Ouvi-te em tempo aceitável! E socorri-te ao dia da salvação; Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" (2 Coríntios 6:2).
Amiga, talvez amanhã seja muito tarde para você aceitar Jesus em sua vida e receber o perdão dos seus pecados. Lembre-se que “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.” (1Jo 5:12 BRP).
Não pense que você é, suficientemente, boa e merecedora da vida eterna no céu. Você precisa crer em Jesus para se salvar. Dobre os joelhos, baixe a cabeça e, com o coração cheio de arrependimento, creia que você necessita de Jesus para ser salva, necessita segui-Lo.

Veja este comentário do "Life Application Bible Commentary" que nos diz como devemos seguir a Jesus: "As pessoas que podem ter um relacionamento com Cristo são aquelas que fazem a vontade do Pai. Elas ouvem, aprendem, crêem e obedecem. A obediência é a chave para fazer parte da família de Deus. O conhecimento não é o bastante - os líderes religiosos tinham conhecimento e, ainda assim, não compreenderam Jesus. Seguir não é o bastante - a multidão seguia mas não entendeu quem era Jesus. Aqueles que crêem em Jesus passam a fazer parte da família de Deus."

A Bíblia nos ensina no evangelho de João 1:12 que nós somos feitos filhos de Deus. Nós não nascemos fazendo parte da família de Deus mas nos tornamos filhos quando aceitamos Jesus como nosso Salvador. Veja o que este versículo diz: "Mas, a todos quanto O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no Seu nome."
Novamente, quero lhe perguntar:
Você já creu em Jesus?
Você já O aceitou como seu Salvador?
Então, se você já fez esta decisão, você já faz parte da família de Deus, já pode ser chamada de filha de Deus.
Mas se você decidiu não fazer esta decisão agora, lembre-se do que o Senhor diz na Sua Palavra:
* "Quem crer e por batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" (Marcos 16:16).
* "Quem crê nEle não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus" (João 3:18).

Amiga, pense seriamente no futuro eterno de sua alma. Veja ainda o que Tiago 4:14 lhe diz: "Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece."
Você tem certeza de que estará viva daqui a cinco minutos? Não, não é? Como o versículo disse, a nossa vida é como um vapor que aparece por um pouco de tempo e depois desaparece. Então, não perca tempo e reconheça que você é uma pecadora, que necessita ser salva para obter a vida eterna no céu. Não rejeite a verdade! Seja submissa ao que o Senhor ensina na Sua Palavra.

Vejamos algumas passagens bíblicas que nos mostram o que eu devo fazer para ser salva. Tenho que fazer boas obras? Tenho que reconhecer que sou pecadora e viver pedindo perdão para me conservar salva? A Bíblia nos diz...

"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12).

"... Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo..." (Atos 16:30-31).

"Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo ..." (Gálatas 2:16).

Que o Espírito Santo possa convencê-la a aceitar Jesus em sua vida, pois só assim você poderá passar toda a eternidade no céu.

Ao Cometer Suicídio, o Cristão Perde a Salvação?

Ao Cometer Suicídio, o Cristão Perde a Salvação?

Esse tem sido um dos temas mais controversos ao longo dos anos, e que lamentavelmente muitos têm respondido de uma maneira emocional e não através da análise bíblica. Aqueles de nós que crescemos no catolicismo sempre ouvimos que o suicídio é um pecado mortal que irremediavelmente envia a pessoa para o inferno. Para muitos que têm crescido com essa posição, é impossível despojar-se dessa ideia.
Outros têm estudado o tema e, depois de fazê-lo, concluem que nenhum cristão seria capaz de acabar com sua própria vida. Há outros que afirmam que um cristão poderia cometer suicídio, mas perderia a salvação. E ainda outros pensam que um cristão poderia cometer suicídio em situações extremas, sem que isso o conduza à condenação.
Em essência temos, então, quatro posições:
  1. Todo aquele que comete suicídio, sob qualquer circunstância, vai para o inferno (posição Católica Tradicional).
  2. Um cristão nunca chega a cometer suicídio, porque Deus impediria.
  3. Um cristão pode cometer suicídio, mas perderá sua salvação.
  4. Um cristão pode cometer suicídio, sem que necessariamente perca sua salvação.
A primeira dessas quatro posições foi basicamente a única crença até a época da Reforma, quando a doutrina da salvação (Soteriologia) começou a ser melhor estudada e entendida. Nesse momento, tanto Lutero como Calvino concluíram que eles não podiam afirmar categoricamente que um cristão não poderia cometer suicídio e/ou o que se suicidava iria ser condenado. Na medida em que a salvação das almas foi sendo analisada em detalhes, muitos dos reformadores começaram a fazer conclusões, de maneira distinta, sobre a posição que a Igreja de Roma tinha até então.
No fim das contas, a pergunta é: O Que a Bíblia diz?
Começamos mencionando aquelas coisas que sabemos de maneira definitiva a partir da revelação de Deus:

  • O ser humano é totalmente depravado (primeiro ponto do TULIP calvinista). Com isso, não queremos dizer que o ser humano é tão mal quanto poderia ser, mas que todas as suas capacidades estão manchadas pelo pecado: sua mente ou intelecto, seu coração ou emoções, e sua vontade.
  • O cristão foi regenerado, mas mesmo depois de ter nascido de novo, devido à permanência da natureza carnal, continua com a capacidade de cometer qualquer pecado, com a exceção do pecado imperdoável.
  • O pecado imperdoável é mencionado em Marcos 3:25-32 e outras passagens, e a partir desse contexto podemos concluir que esse pecado se refere à rejeição contínua da ação do Espírito Santo na conversão do homem. Outros, a partir dessa passagem citada, atribuem a Satanás as obras do Espírito de Deus. Obviamente, em ambos os casos está se fazendo referência a uma pessoa incrédula.
  • De maneira particular, queremos destacar que o cristão é capaz de tirar a vida de outra pessoa, como fez o Rei Davi, sem que isso afete a sua salvação.
  • O sacrifício de Cristo na cruz perdoou todos os nossos pecados: passados, presentes e futuros (Colossenses 2:13-14, Hebreus 10:11-18)
  • O anterior implica que o pecado que um cristão cometerá amanhã foi perdoado na cruz, onde Cristo nos justificou, e fomos declarados justos sem de fato sermos, e o fez como uma só ação que não necessita ser repetida no futuro. Na cruz, Cristo não nos tornou justificáveis, mas justificados (Romanos 3:23-26, Romanos 8:29-30)

A salvação e o ato do suicídio
Dentro do movimento evangélico existe um grupo de crentes, a quem já aludimos, denominados Arminianos, que diferem dos Calvinistas em relação à doutrina da salvação. Uma dessas diferenças, que não é a única, gira em torno da possibilidade de um cristão poder perder a salvação. Uma grande maioria nesse grupo crê que o suicídio é um dos pecados capazes de tirar a salvação do crente. Nós, que afirmamos a segurança eterna do crente (Perseverança dos Santos), não somos daqueles que acreditam que o suicídio ou qualquer outro pecado eliminaria a salvação que Cristo comprou na cruz.
Tanto na posição Calvinista como na Arminiana, alguns afirmam que um cristão jamais cometerá suicídio. No entanto, não existe nenhum versículo ou passagem bíblica que possa ser usado para categoricamente afirmar essa posição. Alguns, sabendo disso, defendem sua posição indicando que na Bíblia não há nenhum suicídio cometido pelos crentes, enquanto aparecem vários casos de personagens não crentes que acabaram com suas vidas. Com relação a essa observação, gostaria de dizer que usar isso para estabelecer que um cristão não pode cometer suicido não é uma conclusão sábia, porque estamos fazendo uso de um argumento de silêncio, que na lógica é o mais débil de todos. Há várias coisas não mencionadas na Bíblia (centenas ou talvez milhares) e se fizermos uso de argumentos de silêncio, estamos correndo o risco de estabelecer possíveis verdades nunca reveladas na Bíblia. Exemplo: não aparece um só relato de Jesus rindo; a partir disso eu poderia concluir que Jesus nunca riu ou não tinha capacidade para rir. Seria esse um argumento sólido? Obviamente não.
Gostaríamos de enfatizar que, se alguém que vive uma vida consistente com a fé cristã comete suicídio, teríamos que nos perguntar antes de ir mais além, se realmente essa pessoa evidenciava frutos de salvação, ou se sua vida era mais uma religiosidade do que qualquer outra coisa. Eu acho que, provavelmente, esse seria o caso da maioria dos suicídios dos chamados cristãos.
Apesar disso, cremos que, como Jó, Moisés, Elias e Jeremias, os cristãos podem se deprimir tanto a ponto de quererem morrer. E se esse cristão não tem um chamado e um caráter tão forte como o desses homens, pensamos que pode ir além do mero desejo e acabar tirando a própria vida. Nesse caso, o que Deus permitir acontecer pode representar parte da disciplina de Deus, por esse cristão não ter feito uso dos meios da graça dentro do corpo de Cristo, proporcionados por Deus para a ajuda de seus filhos.
Muitos acreditam, como já mencionamos, que esse pecado cometido no último momento não proveu oportunidade para o arrependimento, e é isso o que termina roubando-lhe a salvação ao suicidar-se. Eu quero que o leitor faça uma pausa nesse momento e questione o que aconteceria se ele morresse nesse exato momento, se ele pensa que morreria livre de pecado. A resposta para essa pergunta é evidente: Não! Ninguém morre sem pecado, porque não há nenhum instante em nossas vidas em que o ser humano está completamente livre do pecado. Em cada momento de nossa existência há pecados em nossas vidas dos quais não estamos nem sequer apercebidos, e outros que nem conhecemos, mas que nesse momento não temos nos dirigido ao Pai para buscar seu perdão, simplesmente porque o consideramos um pecado menos grave, ou porque estamos esperando pelo momento apropriado para ir orar e pedir tal perdão.
A realidade sobre isso é que, quando Cristo morreu na cruz, ele pagou por nossos pecados passados, presentes e futuros, como já dissemos. Portanto, o mesmo sacrifício que cobre os pecados que permanecerão conosco até o momento de nossa morte é o que cobrirá um pecado como o suicídio. A Palavra de Deus é clara em Romanos 8:38 e 39: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Note que o texto diz que “nenhuma outra coisa criada”. Esta frase inclui o próprio crente. Notemos também que essa passagem fala que “nem as coisas do presente, nem do porvir”, fazendo referência às situações futuras que ainda não vivemos. Por outro lado, João 10:27-29 nos fala que ninguém pode nos arrebatar da mão de nosso Pai, e Filipenses 1:6 diz que “aquele que começou a boa obra em vós, há de completá-la até o dia de Cristo Jesus”. Concluindo:

  • Se estabelecemos que o cristão é capaz de cometer qualquer pecado, por que não conceber que potencialmente ele poderá cometer o pecado do suicídio?
  • Se estabelecemos que o sangue de Cristo é capaz de perdoar todo pecado, ele não cobriria esse outro pecado?
  • Se o sacrifício na cruz nos tornou perfeitos para sempre, como diz o autor de Hebreus (7:28, 10:14), não seria isso suficiente para afirmarmos que nenhum pecado rouba a nossa salvação?
  • Se até Moisés chegou a desejar que Deus lhe tirasse a vida, devido à pressão que o povo exerceu sobre ele, não poderia um paciente esquizofrênico ou na condição de depressão extrema, que não tenha a força de caráter de um Moisés, atentar contra a sua própria vida de maneira definitiva?
  • Se não somos Deus e não temos nenhuma maneira de medir a conversão interior do ser humano, poderíamos afirmar categoricamente que alguém que deu testemunho de cristão durante sua vida, ao cometer suicídio, realmente não era um cristão?
  • Baseados na história bíblica e na experiência do povo de Deus, poderíamos concluir que o suicídio entre crentes provavelmente é uma ocorrência extraordinariamente rara, devido à ação do Espírito Santo e aos meios de graça presentes no corpo de Cristo.
  • Pensamos que o suicídio é um pecado grave, porque atenta contra a vida humana. Mas já estabelecemos que um crente é capaz de eliminar a vida humana, como o fez Davi. Se eu posso fazer algo contra alguém, como não conceber que posso fazê-lo contra mim mesmo? Essa é a nossa posição.

Como você pode ver, não é tão fácil estabelecer uma posição categórica sobre o suicídio e a salvação. Tudo o que podemos fazer é raciocinar através de verdades teológicas claramente estabelecidas, a fim de chegar a uma provável conclusão sobre um fato não estabelecido de forma definitiva. Portanto, quanto mais coerentemente teológico for meu argumento, mais provável será a conclusão que eu chegar. Agostinho tinha razão ao dizer: “Naquilo que é essencial, unidade; naquilo que é duvidoso, liberdade; e em todas as coisas, caridade”. Minha recomendação é que você possa fazer um estudo exaustivo, outra vez ou pela primeira vez, acerca de tudo o que Deus disse sobre a salvação, que é muito mais importante que o suicídio, que é quase nada.

Podemos ter a certeza da salvação?

Podemos ter a certeza da salvação?

Texto básico: 1 João 5.6-13
Texto devocional: Romanos 8.12-17
Versículo-chave: Hebreus 10.22
“Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza da fé.”
Alvo da lição: O aluno que tiver dúvida à respeito de sua salvação terá pela certeza da sua fé: mas também aquele presunçoso será despertado sua falsa certeza (“o crentinho”) e chegará a colocar sua fé total em Cristo.

Há muita gente em nossas igrejas que não tem “plena certeza de fé”. Tais pessoas não têm certeza de que seus pecados foram perdoados, e certamente não podem dizer com convicção que vão para o céu.
Quando fazemos a pergunta: “Você tem certeza da sua salvação?”, muitas vezes, vem a resposta “Acho que sim, espero que sim”. Tais respostas mostram que essas pessoas não conhecem a Bíblia.
Há pessoas que têm dúvidas. Podem ser dúvidas a respeito do amor de Deus ou a respeito da realidade da sua própria experiência de salvação. Outros insistem que é presunçoso dizer que sabem que seus pecados já estão perdoados ou que sabem que vão para o céu. Medo de ser considerado presunçoso tem impedido muitas pessoas de entrar na “plena certeza da fé”. Mas há também o contrário – pessoas presunçosas que acham que são crentes e não são.

I. Presunção

O Novo Testamento está cheio de exemplos de pessoas que pensaram que eram salvas, mas, de fato, estavam enganando a si mesmas.
1. O fariseu (Lc 18.9-14)
Ele confiava em si mesmo e não hesitou em aproximar-se de Deus, com plena certeza, mas faltou-lhe o coração quebrantado do publicano arrependido.
2. O judeu (Rm 2.17-23)
Um homem zeloso e religioso, gloriando-se em Deus, este acha que é um “guia dos cegos… instrutor de ignorantes”, mas infelizmente não pratica aquilo que prega e ensina (v.21). É possível professar ser crente, mas de fato ser hipócrita e ignorante da fé verdadeira.
3. Os professos (Mt 7.21-23)
No Sermão do Monte, Jesus falou desta possibilidade: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus… Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor!… Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci”. Isso mostra que nem palavras corretas: “Senhor, Senhor!”, nem obras impressionantes (“expelimos demônios… fizemos muitos milagres”) são evidências suficientes de pertencer a Cristo. O que é essencial é obediência à vontade de Deus e um conhecimento pessoal de Cristo. Infelizmente, Cristo diz que há “muitos” que pensam que são crentes e não são.
Vamos aplicar esse ensino aos nossos dias: muitos, naquele dia, hão de dizer a Cristo: “Senhor, será que nós não cantamos no coral da igreja tal, dirigimos o louvor, fomos professores da escola bíblica, etc.” e Ele pode nos dizer: “nunca vos conheci”. Qual é a sua verdadeira situação perante Cristo?
4. As dez virgens (Mt 25.1-13)
Mais uma vez notamos que metade das dez que estavam esperando a volta do noivo ficou do lado de fora quando “fechou-se a porta”. Sim, há pessoas que esperam a volta de Jesus, mas não estão preparadas e, na hora da volta Dele, ficarão fora.
Aplicação
 Você já nasceu de novo? É bom que estejamos em estado de alerta ao fato de que a Bíblia dá muitos avisos contra pessoas que presumem que são crentes, mas nunca experimentaram o novo nascimento. Então, onde você está? Dentro ou fora?

 II. Dúvidas

Dúvidas são o contrário de presunção. Há alguns que não têm “plena certeza de fé” porque lhes falta um “sincero coração”, enquanto há outros que não têm “plena certeza” porque não têm se aproximado de Deus – são pessoas cheias de dúvidas. Há muitos em nossas igrejas assim. Correram bem na vida cristã por algum tempo, mas, depois, começam a ter dúvidas a respeito da sua salvação – “Será que sou crente mesmo?”.
Às vezes, isso é resultado de frieza de coração, de esterilidade espiritual, de fraqueza em testemunhar. Às vezes, a causa é de falta de conhecimento da Palavra do Senhor.
1. Dúvida é uma situação muito comum
a) Pedro (Mt 14.31), que se tornou um grande líder, no início foi repreendido por Jesus: “Homem de pequena fé, por que duvidaste?”
b) Tomé (Jo 20.24-29) é o maior exemplo de um discípulo que duvidava – “não sejas incrédulo, mas crente”. Mas se temos, no meio das nossas dúvidas, um amor por Cristo como Tomé tinha, então chegaremos à mesma confissão: “Senhor meu e Deus meu!”
c) Os primeiros crentes em Antioquia (At 11.23). Barnabé “exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecem no Senhor”, porque reconhecer que eles tinham a tendência de vacilar na fé.
2. Causas de dúvidas
a) Um começo falso – Simplesmente porque uma pessoa levanta a mão na hora de apelo (ou vai à frente) não quer dizer que é nascida de novo. Tornar-se crente não é recitar uma fórmula mágica a pedido do pregador. É possível ir à frente por causa de pressão psicológica.
b) Uma falsa ideia da vida cristã – Há crentes que acham que depois de aceitar a Cristo não terão mais problemas ou sofrimentos, e não sabem que provações fazem parte do nosso amadurecimento cristão (Hb 12.4-13; Tg 1.2-4).
c) Falha em compreender a base do nosso perdão – Perdão vem da imerecida graça de Deus. O problema surge quando o novo crente peca – “Não sou mais crente!”. Temos que confessar o nosso pecado de novo ao Senhor. Perdão é algo constante – o sangue de Jesus Cristo continua a nos purificar de todo pecado (1Jo 1.7,9).
d) Falha em compreender a base de nosso perdão – Às vezes, a falta de “plena confiança” é por causa de pecado que ainda não foi confessado. O crente tem cometido pecado contra a orientação da palavra de Deus, mas o pecado nunca foi repudiado ou confessado. Foi assim na história de Davi (Sl 32.3-4).
e) Falha em apropriar-se dos “meios da graça” – Deus tem providenciado os meios pelos quais a alma pode ser abençoada, mas se o crente começar a negligenciar a leitura da Bíblia, a oração e os cultos na igreja, então vai esfriar na fé e duvidar da salvação (Hb 10.25).

 III. Plena certeza da nossa salvação

Podemos ter plena certeza da nossa salvação? Podemos! Aqui seguem três motivos por que podemos saber com certeza que uma vez salvo, sempre sou salvo.
1. As promessas da palavra de Deus declaram a nossa salvação
A Bíblia, embora não nos dê lugar para presunção ou dúvidas, fornece muitas provas para que tenhamos plena confiança da nossa salvação.
a) João 3.36 “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna”. Jesus não disse: Talvez tenha a vida eterna, mas sim, tem a vida eterna agora ( Jo 5.24; 6.47; Rm 10.9-10).
b) João 10.28-29 – “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão…”. Nem Satanás pode nos tirar das mãos do Senhor.
c) 1 João 5.13 – “Estas coisas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus”. Não é “talvez tenhais a vida eterna”. Sim, você pode saber que tem a vida eterna. Aleluia!
2. A perfeição da obra de Cristo assegura a nossa salvação
Quando Cristo morreu na cruz, pagou a penalidade de todo o nosso pecado – a Sua obra na cruz foi perfeita e completa. Isaías 53.6 diz: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Ef 2.8-9; Tt 3.4-7; Hb 9.26-28). Romanos 5.10 afirma: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida”.
 3. O testemunho do Espírito Santo no íntimo confirma a nossa salvação
O terceiro garantidor, o Espírito Santo, acompanha-nos para verificar a nossa chegada segura nos céus. Ele pessoalmente está conosco para nos ajudar e opera em nós, preparando-nos para o céu e para ficar na presença do Pai. Fomos selados pelo Espírito, o que indica que pertencemos ao Senhor, e Ele é o garantidor “da nossa herança” (Ef 1.13-14). Romanos 8.16 diz: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. Não seremos, mas sim somos. O Espírito Santo confirma a decisão no coração, porque conversão é obra do Espírito. E uma vez filhos, sempre somos filhos.
Mas que acontece quando a gente peca? Não perdemos a salvação? Não, de jeito nenhum! Quando um filho é desobediente, e mesmo chega a brigar com seu pai, que acontece? Ele continua sendo filho, mas o ambiente na casa fica carregado. É a mesma coisa em nosso relacionamento com Deus: quando pecamos, a nossa comunhão com Ele é afetada. Devemos, então, restabelecê-la, pedindo perdão, mas nunca deixamos de ser filhos.
Aplicação
 Você tem a plena certeza da sua salvação?

 Conclusão

 A Bíblia contém tanto encorajamento quanto avisos – que nunca devemos vacilar numa agonia de dúvidas, nem perecer numa certeza que foi mal colocada.
Em vez de manter os nossos olhos fixos no Senhor Jesus Cristo e através Dele gozar a plena certeza da nossa salvação, tantas vezes voltamos nossos olhos para nós mesmos e para a nossa incapacidade e nossas falhas. Por isso duvidamos. Precisamos confiar totalmente nas promessas preciosas da palavra de Deus, na perfeição da obra redentora de Cristo e na confirmação do testemunho do Espírito em nosso coração.

Salvação-O Plano de Deus para resgatar o homem

Salvação-O Plano de Deus para resgatar o homem
Deus tem uma boa notícia para a humanidade: Salvação. Esta palavra significa livramento de determinado perigo ou opressão. Morrer perdido é a pior tragédia que possa ocorrer! Significa sofrer eternamente no inferno afastado da presença de Deus. O evangelho de Cristo é chamado de Boa-Nova porque a má notícia da entrada do pecado no mundo é completamente anulada quando recebemos a Cristo como Salvador.

1.Sobre a necessidade da Salvação

No primeiro livro da Bíblia (Gênesis) lemos que Deus criou tudo em perfeita harmonia. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, onde lhe foi dado um espírito a fim de que pudesse comunicar-se com Deus, porque Deus é espírito. (João 4.24) Deus o pôs o homem em um jardim para lavrá-lo e guardá-lo. Adão e Eva poderiam comer de todo o fruto que havia lá, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Se comessem morreriam espiritualmente, Isto é, seu relacionamento com Deus terminaria. A obediência do casal era apenas uma prova de lealdade a Deus. Eles como seres morais com capacidade de escolha, enquanto obedecessem viveriam. Porém sabemos que eles desobedeceram e ocorreu a morte espiritual. Em Tiago 1.15 lemos: “depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” Então perderam imediatamente a comunhão com Deus fugindo da presença de Deus. A partir daí eles ficaram contaminados com o pecado. Já que fomos criados para existir eternamente, (Eclesiastes 3.14) a morte espiritual de Adão e Eva foi transmitida a toda a humanidade. Para nos livrar das conseqüências presentes e eternas Deus elaborou um Plano de Salvação na pessoa de seu filho Jesus Cristo a fim de nos resgatar do pecado e seus efeitos.
O pecado leva a morrer em vários sentidos: Morte Espiritual, Física e Eterna. Em João 3.16 lemos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Durante nossa existência na terra temos uma única oportunidade de receber a Cristo como Salvador ou rejeitá-lo! Nosso destino na eternidade tem muito a ver com a nossa escolha. Todos os que confessam a Cristo publicamente como salvador, recebem a salvação de Deus. É um ato exclusivamente da graça e da misericórdia de Deus. Em Efésios 2.8,9 lemos assim: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Quem é salvo tem por garantia a vida eterna. A salvação significa ser livre da morte espiritual e eterna. Consideremos alguns sentidos da palavra morte e aprendamos mais sobre o seu significado:
A palavra morte vem do grego “thanatos” significando separação. A Bíblia fala de vários tipos de morte:
Morte espiritual (Gn 2.17) -Ocorreu primeiramente com Adão e Eva, ainda no jardim do Éden. Ao desobedecerem a Deus ficaram separados da comunhão divina. O homem nasce neste estado! (Gn 2.16,17; Rm 6.23; 1Jo 3.14; Jo 5.25, 1Tm 5.6; Tg 1.15 etc.)
Morte Física ou corporal (Gn 3.19) – É a separação das partes materiais e imateriais do ser humano. A matéria (corpo) volta ao pó. Significa “expirar”. (Gn 3.19; Jó 34.14,15; Gn 25.7-9; Sl 146.4; Tg 2.26, etc).
Morte Eterna ou segunda morte (Ap 21.8) – É falecer sem ter recebido a Cristo como Salvador. Estes aguardarão o Juízo Final onde serão julgados e lançados no Lago de fogo. E a separação definitiva da presença de Deus na “vida” do ser humano. Veja os textos: Hb 9.27; 2Ts 1.8,9; Ap 20.11-15; 21.8, etc.
Observação: Morte espiritual é o estado em que nascemos (separados de Deus) É também “viver” na prática do pecado, não se importando em conhecer a vontade de Deus para praticá-la. (Lc 15.32; Ef 2.1-3). Significa viver de forma mundana. (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17; 5.19) Esse tipo de morte pode ser temporária se a pessoa se converter enquanto vivo fisicamente. Cristo disse: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5.24) Isto significa que vai estar com Cristo quando morrer fisicamente. (Lc 23.43) Porém se passar pela morte física sem ter recebido a Cristo como salvador, não se convertendo, o destino é o Hades (inferno) onde aguardará o Juízo Final (Lc 16.23; Jo 12.48; Sl 9.17)

2.Passos para a Salvação:

A nossa conversão vem com a convicção de nosso estado pecaminoso. O Espírito Santo convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. (João 16.8-11) Ele comunica ao homem que este precisa confessar a Cristo como Salvador para receber o perdão dos pecados. (Rm 10.8-11). Arrependimento é a fé estão inclusos no ato da conversão.
Arrependimento – Significa mudar de idéia, direção ou propósito. Se expressa através de uma tristeza por haver pecado contra Deus. Uma pessoa arrependida se dispõe a abandonar completamente a vida de pecado e se volta para Deus. O Espírito Santo é quem opera o arrependimento no homem. Veja a atitude do filho prodigo em Lucas 15.18-19. Leia também 2 Coríntios 7.10.
– É a convicção de que Cristo nos aceita e nos perdoa. É Reconhecer que Deus é fiel em suas promessas. Isto nos traz certeza e profunda paz.  A parábola do filho pródigo mostra que ele depositou fé no pai, ele sabia que o pai o perdoaria e o aceitaria de volta! (Lc 15.18-20) Leia também Miquéias 7.18,19!

3.Aspectos da Salvação

Justificação – É um ato da Graça de Deus onde Ele declara justo quem receber pela fé a Cristo como Salvador. É um termo judicial que lembra um tribunal onde Deus absolve o pecador (réu) de suas transgressões para com a Sua santa Lei e o declara justo e inocente. (Rm 5.1; 1 Co 6.11) A pessoa obtém a condição de estar em conformidade com Lei de Deus em todos os seus aspectos. (Rm 3.24)
Regeneração – É a natureza de Deus implantada em nós operando o novo nascimento. (Tg 1.18; 1 Jo 5.1; Tt 3.5) Também é  uma mudança de condição: Um pecador que servia ao diabo e era por natureza inimigo de Deus, em Cristo ele se torna filho de Deus através da adoção (Jo 1.12, 1 Jo 3.24)
Santificação – É um ato da Graça de Deus onde o pecador abandona as práticas pecaminosas e é restaurado à comunhão com Deus separando-se (santificando-se) para o serviço de Deus. (Lv 20.26; 1 Pe 2.9,10) Significa “andar na luz” (1 Jo 1.7). Nas palavras de Paulo, “agradar a Deus”(1Ts 4.1) e “viver de modo digno do Senhor.” (Cl 1.10) A santificação é tão importante que sem ela ninguém verá o Senhor.(Hb 12.14)
“Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro.” (Isaías 45. 6)
“Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti pela imposição das minhas mãos.” (2 Timóteo 1.6)

O NOVO NASCIMENTO

O NOVO NASCIMENTO



I. A NECESSIDADE DO NOVO NASCIMENTO

1. O FATO DE SUA NECESSIDADE

Jesus não deixou dúvidas quanto a indispensável necessidade do novo nascimento como um pré-requisito à entrada no Reino de Deus quando Ele disse a Nicodemos: “Aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” (João 3:5).

2. RAZÕES DE SUA NECESSIDADE

O novo nascimento é necessário porque:

(1). As bênçãos espirituais de Deus são somente para os filhos espirituais.

Rom. 8:16,17. O Homem, por natureza, não é um filho espiritual de Deus, ainda que o seja naturalmente. Adão é chamado “o filho de Deus” (Lc. 3:28). Esta filiação baseou-se, não no nascimento, nem na mera criação, mas na semelhança de Deus herdada pelo homem. Essa imagem era dupla: Adão tinha uma parecença moral e espiritual com Deus na santidade. Tinha uma parecença natural com Deus na personalidade. Para discussão mais ampla dessas semelhanças vide o capítulo sobre “O Estado Original e Queda do Homem”. Quando o homem caiu, ele perdeu a parecença moral e espiritual com Deus e assim cessou de ser um filho espiritual de Deus. Mas ele não perdeu sua personalidade, não caiu ao nível de um bruto e assim reteve uma base natural de filiação. Isto explica Atos 17:28-9.

Espiritualmente e moralmente o homem é um filho do diabo (João 8:44; e I João 3:10), porque traz a semelhança espiritual e moral do diabo. Assim ele deve nascer de novo para herdar as bênçãos espirituais de Deus, porque estas, como Rom. 8:16,17 mostra claramente, não são para ninguém exceto Seus filhos espirituais.

(2). O homem está espiritualmente morto e o reino de Deus, tanto aqui como além, é por natureza espiritual.

Rom. 5:12; Efe. 2:1; Col. 2:13; I João 3:14. A afirmação que o homem está espiritualmente morto quer dizer, por causa do pecado, que o homem está espiritualmente privado de vida espiritual divina; contudo, ele tem vida espiritual natural. O seu espírito perdeu toda afinidade real com Deus. Ele não tem afeto por Deus ou pelas coisas espirituais (Rom. 8:7,8). Ele não tem habilidade para as coisas espirituais (Jer. 13:23; João 6:65).

Portanto, nada há em a natureza do homem que o qualifique para a cidadania num reino espiritual. O que estiver espiritualmente morto não pode habitar um reino espiritual mais do que estiver fisicamente morto habitar um reino físico. Assim, deve o homem nascer de novo para poder entrar no reino de Deus.
(3). Estar no reino de Deus implica submissão à Lei de Deus e o homem por natureza está em inimizade com Deus.

Rom. 8:7,8. O reino de Deus é a Sua Lei nos corações de Seus santos; logo, entrar no Seu reino, é submeter-se à Sua Lei. Mas o homem, por natureza, não pode fazer isso porque ele está em inimizade contra Deus. É necessário o novo nascimento para que esta inimizade seja dominada.

II. A NATUREZA DO NOVO NASCIMENTO

1. CONSIDERADA NEGATIVAMENTE

(1). Não é uma erradicação da velha natureza

O novo nascimento pode-se chamar uma mudança de coração no sentido de uma mudança da disposição regente (incluindo os afetos bem como a vontade), mas o novo coração não desarraiga o velho. O velho, ou a natureza carnal, fica. Vide Rom. 7:14-25; Gal. 5:17. O novo coração ou natureza é colocado lado a lado do velho e o santo tem duas naturezas, como indicadas nas passagens pré-citadas. O novo nascimento deixa a velha natureza inalterada.

(2). Não é uma simples aquisição de religião

O homem é naturalmente religioso. Notai os atenienses pagãos em Atos 17. Recordai também as várias religiões e formas de culto nas terras gentias de hoje. Pouco importa quão religioso um homem se torne, sem o novo nascimento ele permanece essencialmente pecaminoso. Lemos num tratado metodista: “Cremos que alguém “adquira religião”, perca-a e fique eternamente perdido.” Escrevemos a margem: “Passar-vos-ei um melhor que esse: creio que um homem adquira religião, guarde-a e vá para o inferno, levando-a consigo.”

(3). Não é reforma humana

A reforma humana é superficial, deixando a natureza inteira essencialmente a mesma. Por essa razão a reforma humana provavelmente não dura. O novo nascimento será seguido de reformas, mas é reforma que provém de uma mudança fundamental na disposição regente e não a que se funda numa simples resolução da mente. A reforma humana nunca pode purgar da alma o pecado e implantar uma nova disposição. 2 Pedro 2:20-22.

(4). Não é adoção

Adoção é um termo legal. É o resultado imediato de justificação. Não é o mesmo que regeneração. Adoção faz-nos filhos de Deus legalmente, ao passo que a regeneração nos faz filhos de Deus experimentalmente. A adoção traz mera mudança de parentesco legal. A regeneração muda nossa natureza. A adoção tem de ver conosco como os filhos espirituais e morais do diabo por natureza. A regeneração tem de ver conosco como aqueles que por natureza estão privados de vida espiritual.

2. CONSIDERADA POSITIVAMENTE

A regeneração é aquele ato instantâneo de Deus na região da alma abaixo do senso íntimo pelo qual se remove toda a nódoa da alma, e pela qual, através da instrumentalidade da verdade, o exercício inicial da disposição santa assim comunicada se efetua. Na regeneração há também formada uma união inseparável entre a alma regenerada e o Espírito Santo.

Da descrição supra de regeneração notemos que:

(1). É um ato de Deus

O homem não pode dar nascimento a si mesmo. João atribui claramente a regeneração a Deus quando, ao falar de nascermos outra vez, diz: “Não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (João 1:13). Esta passagem nos diz que a nova natureza não é hereditária; que ela não provém da vontade da velha natureza (carne); e que não se realiza pela vontade de homem algum, mas é operada por Deus. Na regeneração não temos um homem trabalhando por si mesmo ou por algum outro homem, mas um homem trabalhado por Deus. Daí podemos amplificar a afirmação que encabeça este parágrafo e dizer que a regeneração é um ato soberano de Deus. João 3:8. Na sua fase inicial (vivificação) a regeneração é incondicional. Por ato algum de si mesmo o homem dispõe Deus a regenerá-lo .

(2). É um ato instantâneo

Diz A. H. Strong: “A regeneração não é uma obra gradual. Conquanto possa haver uma obra gradual da providência de Deus e do Espírito, preparando a mudança, e um reconhecimento gradual dela depois que ocorre, deve haver um instante de tempo em que, sob a influência do Espírito de Deus, a disposição da alma, logo antes hostil a Deus, muda-se para amar. Qualquer outra idéia assume um estado intermediário de indecisões que não tem nenhum caráter moral que seja e confunde a regeneração quer como a convicção quer com a santificação.” (System Theology, pág. 458).

A regeneração consiste de gerar e produzir , uma vivificação e um nascimento. E, por causa disso, alguns tem tentado explicar uma tal analogia entre os nascimentos físico e espiritual como interporia um lapso de tempo entre gerar e nascer; mas a separação quanto ao tempo entre gerar e nascer no reino físico é ocasionada por condições que são peculiares ao referido reino. Nenhumas condições tais prevalecem no reino espiritual.

Toda passagem da Escritura conduzindo ao novo nascimento implica que ele é instantâneo.

(3). Ele remove da alma toda a nódoa de pecado

Por natureza a alma do homem é pecaminosa, evidenciado pelo fato que a alma, quando separada do corpo, vai imediatamente ao tormento do fogo (Lc. 16:23). Se a alma dos incrédulos não fosse pecaminosa tanto quanto o corpo, não seria justo a alma sofrer no inferno. Mas que a alma da pessoa regenerada não é pecaminosa está evidenciado pelo fato que tal alma quando separada do corpo na morte, vai imediatamente à presença de Jesus, onde certamente nenhum pecado será permitido entrar. É-nos dito em 1 Pedro 1:22 que a fé purifica a alma.

E, a modo de mais extensa confirmação do precedente, notamos que, em descrever as duas naturezas dos crentes, a Escritura representa a velha natureza como corpo e carne, enquanto que a nova natureza é chamada mente ou espírito. O pecado no crente existe nas luxurias físicas e apetites, não na alma (espírito) ou parte imaterial do homem.

(4). Por meio desta purificação da alma os crentes se tornam “participantes da natureza divina” (2 Pedro 1:4)

Assim a imagem espiritual de Deus se restaura na alma dos crentes. A nova disposição santa assim instilada é a nova natureza ou novo homem... criado em justiça e verdadeira santidade (Efe. 4:24).

(5). O novo nascimento não está completo até que o arrependimento e a fé tenham sido operados na alma.

É a estes que nos referimos quando falamos acima de “o exercício inicial da santa disposição”, cujo exercício é efetuado pela regeneração. O arrependimento e a fé deveriam ser considerados como uma parte da regeneração mais do que como frutos dela. A alma não se renova enquanto ela permanece na impenitência e na incredulidade. Estas atitudes do coração expostas na regeneração. Isto se confirma pelo fato que a verdade é usada instrumentalmente na regeneração. Se a regeneração não consistisse da operação do arrependimento e da fé no coração, não haveria necessidade da instrumentalidade da palavra.

(6). O homem não é totalmente passivo na regeneração

Ele é passivo na vivificação, ou na comunicação inicial da vida. É passivo na mudança da disposição regente ou na remoção de toda a nódoa da alma. Mas no exercício inicial da santa disposição comunicada na regeneração o homem é ativo.

(7). Na regeneração forma-se uma união inseparável entre a alma regenerada e o Espírito Santo.

Rom. 8:26; Efe. 1:13,14. Esta união é tão íntima e completa que os santos gemidos do santo são os gemidos do Espírito Santo, por meio dos quais Ele faz intercessão pelo santo. É por meio desta união entre alma regenerada e o Espírito Santo que temos união moral e espiritual com Cristo (Rom. 7:2-4).

É em respeito a esta união do Espírito Santo com o espírito regenerado do homem que temos a diferença entre a regeneração no Velho Testamento e a regeneração no Novo. A do Velho era exatamente a mesma como a do Novo, exceto por isto:

III. COMO SE CUMPRE O NOVO NASCIMENTO

1. CONSIDERADO NEGATIVAMENTE

(1). Não por educação ou cultura

A educação e a cultura não podem tirar do homem aquilo que não esteja nele. Daí, desde que o homem é essencialmente pecaminoso e totalmente depravado, a educação e a cultura não podem nunca produzir aquela santa disposição regente que é operada na regeneração.

(2). Não por batismo

Que o batismo não é instrumental em o novo nascimento, está provado pelos seguintes fatos:

A. Não há nenhum meio concebível por que o batismo possa remover o pecado da alma ou comunicar uma santa disposição regente.

Os meios físicos não podem nunca operar uma mudança espiritual. A idéia de regeneração batismal “é parte e parcela de um esquema geral mais de salvação mecânica do que moral, mais coerente com uma filosofia materialística que espiritual.” (Strong).

B. Pedro afirma que o batismo não é o despojo da imundícia da carne senão a resposta de uma boa consciência para com Deus (I Pedro 3:21).

Uma boa consciência é a que foi purificada pelo sangue de Cristo (Heb. 9:14). Até que assim se purifica a consciência é má (Heb. 10:22). E quando alguém for purificado, não há mais consciência de pecados (Heb. 10:2). Daí um que tem uma boa consciência nunca fará nada para poder salvar-se, porque não tem consciência de pecados nenhum sentimento de necessidade de salvação. Tudo isto prova que alguém está salvo antes do batismo e não por meio do batismo.

C. As palavras de Jesus em Mat. 3:15 implicam que o batismo é uma obra de justiça e Paulo diz que não somente somos salvos pelas obras de justiça (Tito 3:15).

D. A fé deve preceder o batismo (Atos 2:41, 8:37, 19:1-5), e quando a fé é exercitada, já se está salvo (João 3:18; 5:24; I João 5:1,12).

E. Quando a fé foi exercida, a regeneração está completa; logo, o batismo que segue a fé não pode ser instrumental na regeneração.

A fé é operada no coração, como já foi mostrada e mais claro ainda se fará no capítulo sobre conversão.

F. O Ladrão na cruz foi salvo sem batismo.

A suposição que este ladrão deve ter tido o batismo de João antes de sua crucificação não tem base. Tal batismo não teria sido melhor do que o batismo recebido pelos doze em Éfeso, porque teria sido, como o dos doze, sem fé em Cristo, portanto não válida. O esforço para estabelecer que as palavras de Cristo ao ladrão formaram uma pergunta em vez de uma declaração é absurdo e sem o mais leve pretexto no grego. Que o paraíso é o céu, a presença imediata de Deus, está evidente de Apoc. 2:7 e 22:1,2.

Tomamos “água” em João 3:5 como um símbolo da Palavra de Deus na base dos seguintes fatos escrituristicos:

(a). A regeneração é uma lavagem (Tito 3:5) e é pela Palavra (Tiago 1:18; I Pedro 1:23).

(b). A purificação operada pela Palavra é como a “lavagem da água” Efe. 5:26.

Que é mais natural então do que “água” em João 3:5 representando o efeito purificador da Palavra na regeneração?

Alguns interpretam água em João 3:5 para referir-se ao nascimento natural. Uma interpretação tal é forçada e desnatural. Em nenhuma parte da Bíblia se fala do nascimento natural como um nascimento da água. E não havia necessidade de se dizer a um homem que ele tinha de nascer naturalmente para poder entrar no reino de Deus. A construção da frase também favorece a idéia que um só batismo é aqui referido. A preposição “de” ocorre antes de água só no grego.

2. CONSIDERADA POSITIVAMENTE

A regeneração é operada:

(1). Pelo Espírito Santo

João 3:5 nos diz que o novo nascimento é pelo Espírito Santo. Há dois sérios erros em referência à obra do Espírito Santo na regeneração. Um é que Ele opera (pelo menos em alguns casos) inteiramente independente e à parte da Palavra escrita de Deus. Isto é sustentado pelos Cascaduras. Conseqüentemente, eles crêem que os homens podem salvar-se sem o conhecimento da Palavra de Deus escrita. As passagens que atribuem à Palavra de Deus num lugar na regeneração, que são notadas sob a próxima epígrafe, refutam esta noção. O outro erro a que aqui nos referimos é o ensino que o Espírito na regeneração não age imediatamente sobre a alma, mas somente imediatamente por meio da Palavra. Isto é o ensino dos campbelistas. “As asserções escrituristicas da morada do Espírito Santo e do Seu imenso poder na alma proíbem-nos considerar o divino espírito na regeneração como vindo em contato, não com a alma, mas somente com a verdade. Desde que a verdade é só o que é, simplesmente, não pode haver mudança operada na verdade. As frases “energizar a verdade”, “intensificar a verdade”, “iluminar a verdade”, não tem sentido próprio, uma vez que Deus não pode fazer a verdade mais verdadeira. Se se opera alguma mudança, ela deve ser operada não na verdade senão na alma.” (Strong, Systematic Theology, pág. 453).

A depravação e inabilidade por natureza de receber a verdade e virar-se do pecado para Cristo e para a justiça (Jeremias 13:23; João 6:65; 1 Cor. 2:14) também mostram a necessidade absoluta do impacto imediato e da operação do Espírito Santo sobre a alma na regeneração. “O mero aumento de luz não fará que o cego veja; a doença do olho deve primeiro ser curada para que o cego veja objetos externos. Assim a obra de Deus na regeneração deve ser executada dentro da alma mesma. Sobre a cima de toda a influência da verdade deve estar a influência direta do Espírito Santo sobre o coração.” (ibid).

(2). Usando a instrumentalidade da palavra

A instrumentalidade da Palavra na regeneração está ensinada em Efes. 5:26; Tia. 1:18; 1 Ped. 1:23. É evidente de 1 Ped. 1:25 que a palavra nestas passagens é a Palavra escrita ou pregada antes que o Verbo encarnado (que é Cristo). Em 1 Ped. 1:23 a palavra está caracterizada como aquilo que “vive e permanece para sempre”. Então, no verso 24, está referido a natureza perecível de outras coisas. E, no verso 25, a duração da Palavra está de novo referida, e está plenamente especificada que a referida Palavra é “a Palavra de boas novas que vos foi evangelizada” (tradução correta).

Veremos mais adiante a evidência da instrumentalidade da Palavra na regeneração quando notamos em nossa consideração de fé, o que é o objeto e a base de fé, a qual é operada em nossos corações como parte da regeneração.
Todavia, carece de ficar entendido que na primeira fase da regeneração (vivificação) o Espírito opera sobre a alma independente da Palavra. À alma espiritualmente morta deve-se dar vida antes que ela possa ver e agir sobre a verdade. É na vivificação que se pode vir a Cristo (João 6:65). É assim que Deus dá homens à possessão de Cristo (João 6:37). “Na mudança primaria de disposição, a qual é o traço essencialíssimo da regeneração, o Espírito de Deus age diretamente sobre o espírito do homem. Na consecução do exercício inicial da nova posição – a qual constitui o traço secundário da obra de Deus na regeneração – a verdade é usada como um meio. Daí, talvez, em Tiago 1:18, lemos: “Do seu próprio querer ele nos gerou pela Palavra da verdade”, em vês de “Ele nos ganhou pela Palavra da Verdade” – a referência sendo ao secundário, não ao primário, traço da regeneração” (Strong, Systematic theology, pág. 454)
IV. EVIDENCIAS DO NOVO NASCIMENTO
1. CONFIANÇA GENUÍNA EM CRISTO SÓ PARA A SALVAÇÃO.
Notamos que a fé é operada no coração como uma parte (a secundária) ou regeneração. Isto é necessariamente assim porque a nova natureza não pode estar na incredulidade. A fé que se opera no homem pela regeneração não se detém por menos que implícita confiança e certeza em Cristo como salvador pessoal. Não é meramente crença a respeito dEle, mas fé e confiança nEle e sobre Ele. Isto é tão abundantemente evidente das passagens que tratam da fé que argumento mais extenso não é preciso para substanciá-lo.

Ninguém se regenerou até que esteja pronto a confiar o seu eterno bem-estar inteiramente a Cristo. Deve ter se arrependido das obras mortas (Heb. 6:1) . Todas as obras engajadas para a salvação são obras mortas. Nenhuma fé se conta por justiça e portanto não é fé salvadora. Exceto a fé do que “não obra” para salvação (Rom. 4:5). Enquanto alguém está olhando para qualquer coisa que não Cristo, não esta o tal regenerado.

2. O TESTEMUNHO E A PRESENÇA MORADORA DO ESPÍRITO

Rom. 8:16,9; 1 João 3:24; 4:13. O testemunho e a habitação do Espírito não se evidência por algum sentimento vago, místico, abstrato, mas pelo constante poder regente do Espírito (Rom. 8:14) produzindo devoção a Deus e uma vida obediente. É pela habitação constante do Espírito e Sua operação em nós que Deus executa até ao fim a obra que Ele começa em nós na regeneração (Fil. 1:6, 2:13). O testemunho e a moradia do Espírito estão evidenciados em todos os modos subseqüentes.

3. PRONTIDÃO EM ACEITAR A PALAVRA DE DEUS

João 8:47. Uma pessoa regenerada mostrará sempre um desejo de conhecer a vontade do Seu Pai em tudo a seguir essa vontade quando se torna conhecida. Não se achará andando continuamente em obstinada rebelião contra a verdade.

4. ESTADO CÔNSCIO DE PECADO

Rom. 7:14-25; 1 João 1:8. Nenhuma pessoa salva crer-se-á sem pecado. Os que crêem, estão enganados e sem a verdade, pela qual somos regenerados (Tia. 1:18) e feitos livres (João 8:32). Isto o torna claro que não estão salvos. A nova natureza reconhecerá sempre a presença do pecado no corpo, como no caso de Paulo (Rom. 7:14-25). Essa nova natureza tem em si mesma a unção iluminante do Espírito (1 João 2:27) e participa da natureza de Deus mesmo (2 Ped. 1:4), sendo criada em justiça e verdadeira santidade (Efe. 4:24). Não pode estar cega ao pecado.

5. AMOR DE DEUS E JUSTIÇA

João 8:42; Rom. 7:22; 2 Cor. 5:17; 1 João 4:16-19. Juntamente com o estado cônscio de moradia do pecado estará um amor de Deus e justiça, tal como no caso de Paulo. Paulo achou o pecado no corpo, mas contudo alegrou-se na Lei de Deus segundo o homem interior.

6. UMA VIDA QUE É OBEDIENTE SEGUNDO O SEU TEOR PRINCIPAL

João 14:21-24; Rom. 6:14; 8:6,13; Gal. 5:24; 1 João 1:6; 2:4,15; 3:8,9; 2 João 6. A vida da pessoa salva não será perfeita, mas será justa e obediente quanto ao seu teor principal. Para mais extensa discussão desta matéria vide estudo de 1 João 2:4.

7. PURIFICAÇÃO PROGRESSIVA

1 João 3:3. Enquanto o crente nunca alcançará perfeição sem pecado nesta vida, contudo ele sempre batalha contra os seus próprios pecados.

8. AMOR DE OUTROS CRENTES

1 João 3:14, 5:2. Há uma tal afinidade entre as pessoas regeneradas que elas se amam mutuamente. Uma evidência deste amor é que elas se alegram na presença e amizade de uns pelos outros. Deus, porém, ajuntou um outro teste de nosso amor pelos irmãos: se amarmos a Deus e guardamos os Seus mandamentos sabemos que amamos os filhos de Deus. Vede a segunda passagem à cima. Assim, de novo somos trazidos de volta à matéria de obediência a Deus.

9. PERSEVERANÇA ATÉ AO FIM.

Mat. 10:22; Rom. 11:22; Fil. 1:6; Col. 1:23; 1 João 3:9; 5:4. A perseverança tanto é uma doutrina da Escritura como a conservação. Pela conservação de Deus somos levados a perseverar. Estas duas doutrinas são perfeitamente coerentes e precisam de ser sustentadas e pregadas como verdades gêmeas. Ninguém alcançará o céu senão aqueles que resistem firmes até ao fim e vencem o mundo. Vide as promessas aos vencedores no Apoc. 3 e 4. Nenhumas promessas a outros. Mas todos dentre os regenerados vencerão (1 João 5:4).

A Regeneração

A Regeneração


Jo 3.3: “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”

Em 3.1-8, Jesus trata de uma das doutrinas fundamentais da fé cristã: a regeneração (Tt 3.5), ou o nascimento espiritual. Sem o novo nascimento, ninguém poderá ver o reino de Deus, i.e., receber a vida eterna e a salvação mediante Jesus Cristo. Apresentamos a seguir, importantes fatos a respeito do novo nascimento.

(1) A regeneração é a nova criação e transformação da pessoa (Rm 12.2; Ef 4.23,24), efetuadas por Deus e o Espírito Santo (3.6; Tt 3.5; ver o estudo A REGENERAÇÃO DOS DISCÍPULOS). Por esta operação, a vida eterna da parte do próprio Deus é outorgada ao crente (3.16; 2Pe 1.4; 1Jo 5.11), e este se torna um filho de Deus (1.12; Rm 8.16,17; Gl 3.26) e uma nova criatura (2Co 5.17; Cl 3.10). Já não se conforma com este mundo (Rm 12.2), mas é criado segundo Deus “em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.24).

(2) A regeneração é necessária porque, à parte de Cristo, todo ser humano, pela sua natureza inerente e pecadora, é incapaz de obedecer a Deus e de agradar-lhe (Sl 51.5; 58.3; Rm 8.7,8; 5.12; 1Co 2.14).

(3) A regeneração tem lugar naquele que se arrepende dos seus pecados, volta-se para Deus (Mt 3.2) e coloca a sua fé pessoal em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador (ver 1.12 nota).

(4) A regeneração envolve a mudança da velha vida de pecado em uma nova vida de obediência a Jesus Cristo (2Co 5.17; Ef 4.23,24; Cl 3.10). Aquele que realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado (ver 8.36 nota; Rm 6.14-23), e passa a ter desejo e disposição espiritual de obedecer a Deus e de seguir a direção do Espírito (Rm 8.13,14). Vive uma vida de retidão (1Jo 2.29), ama aos demais crentes (1Jo 4.7), evita uma vida de pecado (1Jo 3.9; 5.18) e não ama o mundo ( 1Jo 2.15,16).

(5) Quem é nascido de Deus não pode fazer do pecado uma prática habitual na sua vida (ver 1Jo 3.9 nota). Não é possível permanecer nascido de novo sem o desejo sincero e o esforço vitorioso de agradar a Deus e de evitar o mal (1Jo 2.3-11, 15-17, 24-29; 3.6-24; 4.7,8, 20; 5.1), mediante uma comunhão profunda com Cristo (ver 15.4 nota) e a dependência do Espírito Santo (Rm 8.2-14).

(6) Aqueles que continuam vivendo na imoralidade e nos caminhos pecaminosos do mundo, seja qual for a religião que professam, demonstram que ainda não nasceram de novo (1Jo 3.6,7).

(7) Assim como uma pessoa nasce do Espírito ao receber a vida de Deus, também pode extinguir essa vida ao enveredar pelo mal e viver em iniquidade. As Escrituras afirmam: “se viverdes segundo a carne, morrereis” (Rm 8.13). Ver também Gl 5.19-21, atentando para a expressão “como já antes vos disse” (v. 21).

(8) O novo nascimento não pode ser equiparado ao nascimento físico, pois o relacionamento entre Deus e o salvo é questão do espírito e não da carne (3.6). Logo, embora a ligação física entre um pai e um filho nunca possa ser desfeita, o relacionamento de pai para filho, que Deus quer manter conosco, é voluntário e dissolúvel durante nosso período probatório na terra (ver Rm 8.13 nota). Nosso relacionamento com Deus é condicionado pela nossa fé em Cristo durante nossa vida terrena; fé esta demonstrada numa vida de obediência e amor sinceros (Hb 5.9; 2Tm 2.12).