segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Arrebatamento da Igreja

 Arrebatamento da Igreja


Inúmeros líderes de Igrejas cristãs da atualidade, de variados entendimentos bíblicos teológicos, se proclamam autênticos seguidores da moral evangélica do Cristo e, por conseguinte, idealizam que as suas Igrejas, em particular, será arrebatada fisicamente do ambiente terrestre nos transes das grandes tribulações humanas que advirão nos finais de ciclos para desfrutar diretamente, sem nenhum esforço coletivo, as bodas do Cordeiro no reino celestial. Eximindo-se assim numa atitude egoística de exemplificar perante os demais irmãos da humanidade aquilo que Jesus mais fez questão de ensinar e vivenciar na sua jornada terrestre: a paciência e resignação nas tribulações da vida humana.

São decorridos mais de XX séculos em que árvore do cristianismo abriga sob a sua sombra benéfica as almas humanas, ensinando sob figuras de linguagem os mistérios da imortalidade para além do plano físico terrestre. Essa árvore para chegar frondosa aos nossos atuais dias sofreu ao longo dos séculos os embates da má vontade humana, em forma de perseguições cruciais às suas primeiras sementes, mutilações na formação dos seus primitivos ramos, destruição e queimadas nos seus galhos iniciais.

Muitos líderes atuais dessas Igrejas modernas desconhecem, ou fingem desconhecer, os martírios e tribulações pelos quais passaram os trabalhadores da boa nova dos primeiros séculos de cristianismo, ignorando assim sem racionalizar com integridade, a labuta do crescimento da árvore cristã para chegar aos nossos dias. Utilizando uma figura de linguagem bem simples: aderem ao movimento cristão que leva a bagagem de mais XX séculos de biografias das sociedades terrestres, e sem reflexionar o pão que “o diabo” da alma humana desviada do bem amassou em rejeição à pureza dos princípios cristãos.

Aqui abrimos um parágrafo de reflexão para ajudar irmãos de embrionário entendimento que se julgam inclusos em arrebatamento direto para do reino celestial, descaracterizando a mensagem viva da cruz, do trabalho nobre, do sacrifício pessoal, da perseverança no bem, da humildade e simplicidade nas coisas espirituais, com Jesus: aquele que quiser ser o maior, então que seja o servo de todos; quem a si mesmo se exaltar, será rebaixo na vida celestial; e os últimos é que realmente serão os primeiros...

BREVE RELATO DO CRISTIANISMO:

As primeiras perseguições aos ideais do Cristo foram encabeçadas por Herodes, governador da Judéia, após receber a visita dos astrólogos que estavam na busca de localizar a cidade onde o menino Jesus havia nascido. E Herodes temendo o seu futuro político, baixou um decreto e autorizou a mortandade de todas as crianças do sexo masculino com até dois anos de idade (Mateus 2. 16).

Quando Jesus completou 30 anos começou a sofrer perseguições do Sinédrio, Templo de Jerusalém, onde se praticava a religião mosaica com base no Antigo Testamento das escrituras. O Sinédrio comandava a religião dominante nessa época, na Judéia, e sentiu-se abalado em sua estrutura íntima pela moral queJesus propagava e vivenciava diante do povo. Os Sacerdotes liderados por Caifás resolveram então promover perseguições aos ideais de Jesus, e essas perseguições foram intensas que culminou no desfecho da condenação e crucificação de Jesus. De fato Jesus foi condenado à morte na cruz por acusação da Religião na figura dos Sacerdotes de Jerusalém; e pelo Poder Político que simplesmente lavou as mãos diante das exigências impostas pelo Sinédrio, e que influenciou a massa popular para aplaudir esse ato bárbaro.

Três cruzes se erguem no alto do monte, naquela sexta feira do ano 33 em que se consumou a ação da condenação de Jesus. Alguém que contemplasse a imagem do crucificado apenas pela visão carnal, abandonado pelos seus seguidores e amigos mais íntimos, e perseguido pelos influentes que executavam a religião dominante da época: os fariseus e saduceus; e também ignorado pelas autoridades políticas que lavaram as mãos para um ato desprezível, que era a crucificação como um malfeitor rebelde. Alguém certamente diria: ali jaz um carpinteiro visionário derrotado. Porém, àqueles que têm olhos para ver e ouvidos para entender além dos sentidos puramente materiais, saberiam que no martírio de Jesus fora descortinado uma luz imorredoura para todos os séculos da vida terrestre, e que no plano oculto do invisível essa luz iria trabalhar ativamente iluminando a escuridão mental na qual vagavam as consciências humanas por longos séculos. 

Após a morte física de Jesus as perseguições continuaram sendo destinados aos Apóstolos, com a finalidade de desestruturar os seguidores do Mestre, e tudo isso instituído pelo Sinédrio, onde o jovem Saulo foi um carrasco cruel, até a sua conversão às portas da cidade de Damasco - Síria. Quando em visão espiritual (ARREBATAMENTO) vislumbra em êxtase, o espírito de Jesus ressuscitado (Atos 9. 1 a 18).

A partir dos anos 40, a boa nova tem um novo seguidor Paulo, que se imortalizou como o apóstolo dos gentios, e que juntamente com Lucas, um jovem médico de origem grega, divulgam o Evangelho em várias pátrias sob a jurisdição do Império Romano, inclusive na própria Roma. Após os anos 50, em Antioquia é que os seguidores de Jesus foram realmente chamados de: cristãos (Atos 11. 26), por sugestão de Lucas, nascendo assim o termo cristianismo. Antes eram designados como os fiéis do Caminho (vide Atos dos apóstolos 19. 9)

Quando a evangelização alcançou os bairros de Roma, o imperador Nero autorizou perseguições cruciais à comunidade cristã a partir dos anos 55, aonde chegou ao extremo de mandar atear fogo em seus arredores no ano 64, para culpar cristãos. Aqueles que aderiam ao movimento das idéias cristãs eram caçados cruelmente e quando pegos pelas autoridades romanas eram queimados vivos, outros levados aos circus que serviam de palco para distrair as pessoas, e ali eram submetidos a enfrentar leões famintos, sucumbindo esquartejados por essas feras em dolorosos espetáculos de insensibilidade e degradação humana.

Os Cristãos não tinham direitos sociais e nem podiam se reunir para confessar publicamente suas crenças, pois eram punidos impiedosamente com sofrimentos atrozes até extinção do corpo carnal. Só para reflexionar essas atrocidades: Assim como Jesus foi traído, julgado injustamente pelo Sinédrio e condenado à morte horrenda na cruz... os seguidores mais íntimos do Mestre também foram execrados na praças públicas: Estevão foi apedrejado barbaramente; Pedro foi crucificado brutalmente de cabeça para baixo; Paulo foi degolado com ferocidade; e milhares e milhares de cristãos mortos cruelmente, à luz do dia. 

Três séculos de acossamentos cruéis às pessoas que simplesmente buscavam seguir um Mestre que tinha ensinado e vivenciado o amor a Deus, espírito criador de todas as coisas; o amor ao próximo como a si mesmo; a imortalidade da alma; as bem-aventuranças celestes aos que suportassem as provações da luta terrena com fé, esperança, e muito amor no coração.

Uma das perseguições mais atrozes da história foi organizada pelo Imperador Diocleciano no ano 305 que autorizou as Legiões Romanas incendiar do oriente ao ocidente todos os núcleos de pequenas congregações cristãs, mandando assassinar barbaramente milhares e milhares de famílias que professavam a fé emJesus.

O Império Romano estava em decadência moral. As pessoas não suportavam mais tanta barbaridade. Porém o Evangelho crescia na alma popular, e agora as classes dominantes de Roma já viam com bons olhos o heroísmo dos cristãos em suportarem as cruéis perseguições com tanto amor pelas promessas da imortalidade da alma, para além das provações da existência humana.

Final do século IV. O Império Romano governado por Constantino liberou publicamente o cristianismo em todas as nações do Império. A razão de sua conversão fora uma visão do símbolo da cruz no céu, durante a Batalha da Ponte Mílvia, em que venceu o inimigo na disputa pelo trono. Transcorrido esse período de calmaria sobe ao poder público: o imperador Teodósio, que desejando concentrar em Roma a matriz do cristianismo, constitui então o Catolicismo Apostólico Romano como a religião do estado romano. Com a instituição do Catolicismo o Império Romano estabeleceu a primazia do Bispo de Roma sobre todos os demais Bispos das congregações cristãs distribuídas nas demais regiões do mundo antigo, fato este que causou divisões entre os cristãos. Pois algumas congregações se opuseram a essa subordinação, por exemplo: Antiquióquia que era uma das primitivas do ano 42. Essa tomada de decisões abriu margem para quem se dizia cristão perseguir outro cristão. Doravante, repontam as heresias de crenças; as cruzadas religiosas e explorações de terras que incitam batalhas sanguinárias; as inquisições da crença que promovem perseguições cruéis em Tribunais intitulados de Santo Ofício e que, ao invés de anunciar a vida eterna lançam a morte atroz às pessoas que divergem fundamentos e princípios de crenças...

Mais de dez séculos de lutas fratricidas pela sobrevivência das idéias religiosas, até as reformas protestantes que aconteceram a partir do século XVI.

Certamente que não se alcançará o raciocínio lógico destas lutas renovadoras da evolução social e que sensibilizam as lembranças humanas, ignorando-se o principio básico da vida e muito bem divulgado no Evangelho: a imortalidade da alma. Conscientizou Jesus: “Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma”...  (Mateus 10: 28)

No mundo passareis por tribulações, mas tende bom animo eu venci, vós também vencereis... (João 16. 33)

Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus (Atos 14. 22)

Jesus tinha onisciência que os seus ensinamentos morais iriam inflamar as intolerâncias religiosas do mundo antigo cheio de maldades, violências, pecados, transgressões, corrupções... Ele mesmo dá conhecimento destas coisas, quando esclarece: Não penseis que vim trazer paz ociosa à Terra...  Não vim trazer esse tipo de paz; Mas, a ação da luta renovadora... Porque eu vim por em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra... E assim os oponentes do homem serão os seus próprios familiares (Mateus 10. 34 a 36)..  A sociedade não tinha uma base de fé unificada em Deus, os governos eram pagãos, a religião que era responsável de conduzir as Almas vivia se digladiando umas com as outras em guerras de extermínio e crueldade.  E dessa forma a mensagem renovadora do Evangelho do Cristo iria levar séculos para solidificar na alma humana, e que os primeiros trabalhadores de sua causa seriam trucidados vivos nos palcos e circos humanos, como de fato aconteceu: séculos de luta e derramamento de sangue para a sociedade começar a respeitar e reverenciar a moral salvadora de Jesus.

Estas divergências e lutas que ocasionaram muitas provações coletivas no plano físico terrestre elas se tornam perfeitamente compreendidas à luz e justiça da reencarnação das almas. Sem o princípio misericordioso da reencarnação da alma e seu trabalho progressivo para o reino celestial, todas essas lutas e provações seriam incompreensíveis e estaria subordinado a um acaso cego e insensato.

AGORA a certeza que Jesus fez questão de ensinar nos Evangelhos sob o véu de figuras de linguagem, é que após as provações, tribulações e martírios dos seus seguidores na luta material. Nenhum deles ficaria desamparado na vida imortal do espírito após extinção do corpo carnal, porque essas almas heróicas que perseverassem fiéis até o fim em suas provações, suas almas seriam salvas das tribulações do além túmulo, porque estariam amparadas pelos anjos celestiais e conduzidas para o reino espiritual no seio invisível de Deus, E DESTA FORMA É QUE SE REALIZA O ARREBATAMENTO ESPIRITUAL.

Se esperamos em Cristo nó nesta vida (material), somos os mais miseráveis de todos os homens... 

E há corpos celestes e corpos terrestres... Se há corpo animal, há também corpo espiritual...

A carne e sangue não podem herdar o reino de Deus (I Cor 15. 19 a 50).

O reino de paz e amor iniciado por Jesus ainda não pertence a este mundo, apesar de nosso mundo, o planeta Terra, no plano extrafisico todo poder de direção espiritual ter sido delegado por Deus: a Jesus Cristo. Nas infinitas moradas da Casa Universal do Pai, Jesus está preparando a todos aqueles que seguem a sua moral com consciência, novos lugares de bem-aventuranças celestiais

Aparentemente apesar de não vermos Jesus com os olhos carnais, Ele está presente invisivelmente em nossas vidas participando interativamente, nos consolando nas lutas, nos inspirando pelo poder espírito. “ Estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.  E o reino de Deus não vem com aparências exteriores... ali, aqui, lá, acolá... É uma conquista individual e interior, ou seja, é um estado de espírito que alcançamos quando a nossa consciência desperta em si mesmo os sentimentos divinos do Cristo.

Que despertem nas Igrejas nossos irmãos em Cristo, pois na vida eterna que se desdobra nos planos celestiais divinos não existe aposentadoria compulsória, tal qual na existência humana. Lembremo-nos do que ensinou Jesus: O Pai trabalha até hoje, assim também o Cristo, e todos os filhos da luz...

CONSCIENTIZAÇÃO CRISTÃ

Eu sou a Luz da Vida;
Eu sou a Luz do Mundo;
Eu sou o Pão que alimenta o espírito;
Eu sou a água viva que sacia a alma;
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

E que ninguém vai ao seio imaterial do Pai Criador para sentir a grandeza e integração multidimensional com a Vida Celeste, no Cosmos, senão através dos seus ensinamentos que tem a síntese de vivência na prática do amor e da virtude, princípios divinos (João 14. 6).

Jesus é o mesmo ontem hoje e sempre a mais elevada consciência espiritual queDeus, o Criador dos Mundos, facultou ao espírito humano a fim de que o siga como modelo orientador para vencer as provas e provações da luta material, até o Ser complementar a perfeição intelectual e moral no curso das existências que se concretizam nas infinitas moradas astrais do cosmo celeste.

PRINCÍPIOS MORAIS DO EVANGELHO DO CRISTO:

Amor a Deus - o Criador, com a força da alma, de todo coração, de todo entendimento;
Amor ao próximo como a si mesmo;
Fé em ti mesmo e no Poder Divino que te sustenta;
Não articular o mal para as pessoas nem por pensamentos, palavras, ou atitudes... Mas realizar o bem sem cessar;

Perdoar sem restrições: mágoas, ofensas morais, ações maldosas do próximo. No mesmo raciocínio como esperamos que Deus perdoe as nossas transgressões, em síntese: Pai! Perdoai os nossos pecados, assim como perdoamos as faltas que os nossos ofensores cometem contra a nossa consciência;

Orar com confiança, ou seja: buscar conexão com Plano Divino sem descanso; abençoar as adversidades; refletir bons pensamentos às pessoas com as quais não temos harmonia e nem afinidades pessoais simpáticas;

No plano divino serás analisado pelas obras do bem que realizares na vida;

Se a recompensa pelo bem que semeares não acontecer no plano terrestre, com certeza, realizar-se-á nos planos celestes da vida superior;

Acreditar plenamente na imortalidade da alma, e intensificar em si mesmo, a virtude de seus tesouros imperecíveis;

Confiar na assistência invisível dos poderes de Deus através de suas potências angélicas;

Procurar desenvolver o reino divino no coração, e esperar trabalhando com fé a felicidade de viver intensamente nas muitas moradas astrais, que integram a Casa Universal de Nosso Pai Celestial.

Eis a razão de Jesus imolar-se na cruz em prol de sua mensagem de amor e salvação moral à alma humana decaída em erros de existências passadas, para ensinar à humanidade exemplos dignificantes que em nome de Deus não se deve violentar a ninguém e nem promover desordens religiosas. Ele, Jesus filho do Altíssimo, ensinou e exemplificou com sacrifícios que culminou na sua crucificação que somente através do amor fraterno, do perdão incondicional, do trabalho social, do serviço pelo bem comum, da fé no poder divino, na tolerância às diferenças de crenças, e no respeito moral às pessoas poderemos encontrar a nossa redenção para a vida eterna no seio imaterial do Criador.

A Oportunidade de Deus

A Oportunidade de Deus

Dt 32.36


Introdução

Queridos, para o homem ímpio o tempo de sua queda é realmente fatal; pois não se levantam novamente, pois ele perece. Os ímpios sobem cada vez mais alto na escada da riqueza; mas, por fim, haverá um ponto que dali não podem subir mais; seus pés começam a escorregar e tudo por fim se acabará. Contudo, há três personagem dos quais agora passamos a falar; estes personagens são julgados neste mundo, para que não sejam condenados depois dele ( 1Co 11.32).

1 – A Igreja do Senhor Jesus Cristo:

A Igreja pode ser amargamente provada – “o poder se foi, não há escravo nem livre”.

Há vários fatores que podem causar uma amarga provação:

a) A Falta de um Ministério Fiel – isto causa: raquitismo espiritual, desanimo congregacional, fraqueza espiritual e falta de dinamisno, isto pode causar amargura e angústia.
b) A Falta da Unidade – Isso pode causar a dispersão do povo, infidelidade espiritual, falta compromisso.

Circunstâncias que Espalham o Povo de Deus:

a) Dissensão interna no meio da Igreja
b) Permitir heresias perniciosas no meio da Igreja
c) A Falta de vida Espiritual autentica
d) É preciso despertar, como a vida se desperta a cada manhã ensolarada.

2 - Deus permite que a Igreja seja Provada:

a) Para revelar os servos do Senhor, para distingui-los dos hipócritas (Is 33.14)
b) Para provar a fé dos crentes sinceros no intuito de aperfeiçoá-la.
c) Para se nos manifestar a Graça divina; sustentando-os, guardando-os; em tempos difíceis, visitando-os com copiosas bênçãos divinais.
d) Para sua própria Glória, quando lhe forem concedidos dias melhores.(grandes coisas fez o Senhor por Israel e fará por nós também).

2 – A Provação do Crente:

Paulo nos adverte dizendo: Quem está em pé veja que não caia!

2.1 Quando a força do crente se vai ele se torna pessoalmente inútil.
A Inutilidade na vida de um crente pode lhe trazer como conseqüência:

a) Sua saúde corporal pode falhar
b) A Prudência ficará desnorteada
c) Ele perderá a habilidade na luta
d) Sua coragem naufraga com o medo
e) Suas próprias forças espirituais serão afastadas dele

2.2 Sua Ajuda Terrena pode falhar: um homem sem amigos move a compaixão de Deus.

2.3 O Crente pode ser assaltado por dúvidas e temores:
a) Quando isso acontece geralmente perdemos o rumo, ficamos fragilizados
b) Quando isso acontece somos colocados diante do que temos que decidir
c) Que faremos? Creremos e nos submetemos; ou não e perderemos a benção?
d) Em tudo isso pode haver castigo pelo seu pecado, seja perseverante:

Viva uma vida de poder
Viva uma vida de vitoria
Viva uma vida de gloria
Viva uma vida em Cristo, em Cristo há vitoria para você!

3 – O Pecador Convicto:

O Pecador convicto será purificado de tudo o quanto se orgulha:

Quando o pecador convicto se encontra diante do Salvador:

a) Seus deleites mundanos se foram
b) Sua ousada provocação também se foi
c) Sua descrença pretensiosa se foi
d) Seus desfrutes, suas festanças se foram
e) Sua falta de cuidado e sua vã confiança nos ídolos Tudo se foram.
f) Nada ficou senão o homem e a compaixão de Deus
g) Depois que a maré se abaixa, as águas voltam ao seu lugar:
h) O filho pródigo gastou tudo antes de voltar
i) Os desesperos são garantias para a importunação
j) O fim dos recursos humanos é a porta que se abre para a oportunidade deDeus.

4 – Conclusão:

Deus nunca abandonará o seu Povo no dia da angústia:
Clama a mim e responder-te-ei
Chegai-vos a mim, e eu me chegarei a vós
Eu sei que pensamentos tenho a respeito de vós
Meus pensamentos não são os vossos pensamentos
Olhai para mim e serás salvos

Encherei Esta Casa de Glória

Encherei Esta Casa de Glória

Ageu 2.6,7


"Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, e farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca; e farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o SENHOR dos Exércitos." Ageu 2.6-7

Introdução:
Queremos que nesta oportunidade que Deus se manifeste ao seu povo , pois Deus nestes dias tem se manifestado no meio do seu povo, e no texto lido Deus fala agora através do ministério do profeta Ageu fazendo lhe uma promessa: ESTA CASA NA SUA PRIMEIRA GLÓRIA.
Depois de concluída a obra do templo pós-exílico, eles tinham levantado agora uma casa para adorar o Senhor, mas algumas pessoas viram-se desanimadas e desiludidas por considerarem o novo templo como "nada" em comparação à magnificência do templo construído por Salomão. Sendo assim, Deus através do ministério do profeta Ageu encoraja o povo com três promessas:
  • o próprio Deus estará com eles para garantir o cumprimento de todas as suas promessas segundo o concerto;
  • o Espírito de Deus permanecerá entre o povo (v. 5);
  • a glória do último templo seria maior que a do primeiro por causa da demonstração do poder de Deus que nele haverá (v. 9). Não é a beleza das estruturas eclesiásticas Porque o que adianta grandes templos sem a glória de Deus. O que mais importa é a presença dos dons, ministérios e poder do Espírito Santo, Ageu queria ver novamente a atuação de Deusmanifestando a sua glória.

Perguntemo-nos a nós mesmos: O Espírito Santo manifesta-se em grande medida em nossas reuniões, ou há pouca, ou nenhuma evidência, de sua presença e poder há entre nós.

· Deus promete enviar a sua glória, aqui nesta noite.

1 ) A GLÓRIA DE DEUS MANIFESTAVA NO PASSADO

Era a manifestação visível de Deus - Deus estava presente
  • Na coluna de fogo com Israel
  • No monte Sinai
  • Na arca de Deus
  • No tabernáculo
  • No templo
Os céus proclamam a gloria de Deus, eles viram visívelmente a Glória de Deus

2 ) A GLORIA DE DEUS FOI MANIFESTADA E REVELADA EM JESUS

  • Jesus era a glória de Deus, no seu nascimento houve Glória
 
"E eis que um anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!" Lc 2.9-14
  • João viu Jesus e viu a Glória de Deus.

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." Jo 1.14

  • Jesus refletiu a glória de Deus onde passava
  • Cumpriu seu ministério em glória
  • Ressuscitou em glória
  • Ascendeu ao céu em glória e vai voltar em glória
  • Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

3 ) A GLORIA DE DEUS QUER MANIFESTAR NESTES DIAS

  • Em nossa vida

"Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito deDeus habita em vós?" I Co 3.16

"Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus CristoDeus quer brilhar na nossa vida mais mais , mais é hora de despertar a glória de Deus quer se manifestar em ti." I Pe 2.5

"Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do SENHOR vai nascendo sobre ti. Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti o SENHOR virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti." Is 60.1,2

  • A gloria quer se manifestar hoje em nossa vida e quando se manifesta temos a presença de Deus.

Fogo e a glória de Deus são os sinais da sua aprovação


"E, acabando Salomão de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a casa. E os sacerdotes não podiam entrar na Casa do SENHOR, porque a glória do SENHOR tinha enchido a Casa do SENHOR. E todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo e a glória do SENHOR sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram, e louvaram o SENHOR, porque é bom, porque a sua benignidade dura para sempre." II Cr 7.1-3


Vamos ver a glória de Deus cair aqui.

Quantos querem ver a nuvem da Glória de Deus.

Vencendo o Gigante da Murmuração

Vencendo o Gigante da Murmuração

Números 14


Tem gente que vê dificuldade em tudo, e é negativo em todas as circunstâncias, e dizendo: — "Eu sou realista!"

O que você acha desta atitude?

No capítulo 10 da primeira Carta aos Coríntios, Paulo relembra alguns pecados cometidos por Israel, no deserto, e as tristes conseqüências da infidelidade. No versículo 10 ele faz a seguinte advertência: "Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador". Este versículo é uma referência ao episódio narrado no texto básico deste estudo – Números 14 – quando os filhos de Israel foram duramente castigados pelo Senhor, por causa damurmuração.

"Murmurar", conforme o dicionário, é soltar queixumes, lastimar-se, queixar-se em voz baixa, falar mal, apontar faltas, formar mau juízo de alguém ou de alguma coisa. Foi exatamente isto que aconteceu com o povo de Israel, após o relatório trazido pelos homens que foram espiar a terra (Nm 13.25-33). O Senhor indignou-se ante a atitude do povo: "Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim "(v. 26).

O objetivo deste estudo é alertar quanto ao pecado da murmuração e incentivar os crentes a uma vida de inteira confiança em Deus, de gratidão, e de apoio aos líderes.

Breve Análise do Texto

Diante dos desafios da caminhada, Israel se pôs a murmurar (v.1). As soluções que começaram a se desenhar, como fruto da murmuração, apontavam para um fim desastroso: a rejeição à autoridade de Moisés e Arão e sua substituição; o retorno ao opressor; o apedrejamento de Josué e Calebe por não compartilharem do pessimismo do povo (vv.2-10).

Mas Deus intervém, manifestando-se em glória sobre o tabernáculo (v.10). A condenação divina aos murmuradores é severa (vv.11,12,23,29,33,34).

O nosso Deus é misericordioso e providente. Ele conduz o seu povo e supre as suas necessidades. Por isso, reprova a murmuração. A murmuração é sinal de incre­dulidade, de ingratidão e de um agir irrefletido.

Conforme o texto, Moisés, tendo consciência da grande ofensa praticada pelo povo, mais uma vez intercede (vv.13-23). Deus se dispõe a perdoar o povo, mas não o livra das conseqüências do seu pecado. Observa Gordon J. Wenhan que, "como é típico da ironia desta história, o seu castigo é feito de forma comparativacom o seu crime. Eles queriam morrer no deserto e voltar para o Egito; demaneira um tanto diferente do que eles desejavam, Deus acede aos seus pedidos. O programa há muito esperado de entrar em Canaã será adiado para permitir que a geração rebelde morra onde deseja. (…) Eles disseram: Oxalá tivéssemos morrido neste deserto! (2). Quatro vezes eles são avisados: Neste deserto cairão os vossos cadáveres (29, 32, 33, 35). Os seus filhos, que eles disseram que iriam perecer em Canaã, mais tarde chegarão ali e tomarão posse da terra (3, 31, 33). Como imediata confirmação des­ses avisos, todos os espias infiéis morrem em uma praga enviada dos céus. Só Josué e Calebe, cuja entrada em Canaã é garantida, sobrevivem a ela (30, 36-38)".

A atitude dos murmuradores, narrada nos versículos 39 a 45, mostra que, embora entristecidos, não reconheciam a autoridade de Moisés, o seu legítimo representan­te. Também não estavam levando Deus a sério. Na verdade, os murmuradores não gostam de se submeter, agem por conta própria.

Tópicos para Reflexão

1. A AÇÃO DOS MURMURADORES CONSISTE EM PUXAR PARA TRÁS

O tema da murmuração, focalizado em Nú­meros 14, não é novo na caminhada de Isra­el. A murmuração está vinculada à increduli­dade do povo e, em diversas circunstâncias, verifica-se tal atitude. Na ocasião narrada no texto eles estavam acampados em Cades Barnéia. Anteriormente, o povo já havia mur­murado, conforme relatam as passagens de Êxodo 14.11,12; 15.24; 16.2,3,12; 17.3 e Números 11.1. Tudo isso se deu logo após a saída do Egito. Por causa damurmuração, Deus fez com que eles permanecessem no deserto cerca de 38 anos (Dt 2.14,15).

Embora a providência divina fosse incon­fundível durante aquela jornada, o povo esta­va constantemente duvidando. A liderança e a autoridade de Moisés eram questionadas (v. 4). Em diversas ocasiões Deus já havia se manifestado a Moisés, o qual desempenhava a importante função de mediador. Apesar dis­so, eles se opunham a Moisés, contendiam, lastimavam-se. Os desejos, em vez de estarem projetados para a terra da promessa, es­tavam fixados no Egito. Tinham grande dese­jo das comidas dos egípcios (Ex 16.3; Nm 11.4-6). Em vez de olhar para frente, olha­vam para trás. 0 comodismo do passado so­brepunha-se aos riscos e possibilidades do futuro. Eles diziam: "Não nos seria melhor voltar para o Egito?" (v. 3).

murmuração é tipicamente pessimista. Os murmuradores estão sempre a reclamar e a dar contra. Os versículos 39 a 45 compro­vam isto. Quando era para subir à terra pro­metida, eles se recusaram. Quando era para retroceder e aguardar, eles teimaram em pros­seguir. Eles estão sempre em descompasso. Parece que é pelo simples prazer de ser con­tra. O próprio Senhor Jesus conviveucom esta situação.

murmuração é fruto da incredulidade, pois os murmuradores, como já foi exposto, não crêem, não confiam. Na igreja, infeliz­mente, é possível encontrar pessoas assim. Vivem a criticar, acham que todos estão erra­dos, tudo é difícil, nenhuma idéia ou projeto vai funcionar. Em vez de colaborar, torcem para que as coisas dêem erradas. Tal atitude, além de antiética, depõe contra a causa cristã e trás prejuízos a toda a comunidade.

2. A MURMURAÇÃO TEM UM EFEITO CONTAGIOSO NA COMUNIDADE

O texto diz que "todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão" (v.2). A murmuração é um mal que rapida­mente envolve a todos. De umahora para outra, a liderança bem sucedida de Moisés e Arão se vê ameaçada: "E diziam uns aos ou­tros: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito" (v.4).

A ação destrutiva dos murmuradores con­tinua fazendo estragos entre o povo de Deus e arruinando a vida de líderes. Muitas vezes, pessoas crentes e ingênuas, acabam sendo usadas e manipuladas em conflitos de inte­resses. Líderes íntegros e comprometidos com Deus são desonrados e injustiçados, como aconteceu comMoisés. Comunidades intei­ras são afetadas, experimentando inimizades, divisões e enfraquecimento.

A conduta pouco ética dos murmuradores faz com que, em pouco tempo, muitos sejam contagiados. A ferramenta deles é a língua, a palavra. A propósito, vale a pena considerar as advertências contidas no capítulo 3 da Carta de Tiago, quanto aos pecados da lín­gua e o dever de refreá-la.

3. É PRECISO RESISTIR À TENTAÇÃO DA MURMURAÇÃO

murmuração é uma tentação sempre presente diante de nós. Pode até tornar-se um hábito. Conter a língua, ou falar o que é certo, de maneiracorreta, na hora apropriada e com quem deve ouvir, é uma arte que nemtodos dominam. A fórmula indicada por Tiago é muito útil para nos disciplinar neste sentido: "Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar" (Tg 1.19).

Não se pode confundir o questionamento bem intencionado e a crítica construtiva, com a murmuração. Esta inclui más intenções; é insensível e traiçoeira; é negativa e destrutiva. Somos desafiados a rever a maneira como tratamos nossos líderes, pois o alvo dos murmuradores é sempre a liderança (Fp 2.25,29; I Ts 5.12,13; Hb 13.17).

murmuração é incompatível com uma vida cristã marcada por fidelidade, confiança e cooperação. Conforme já foi mencionado na introdução, o texto de I Coríntios 10 – que recorda experiências de Israel no deserto -contém advertências quanto a uma série de erros que devemos evitar, dentre eles, a mur­muração (I Co 10.10).

murmuração afasta a bênção e atrai o juízo de Deus. Mas, quando amurmuração cede lugar à confiança em Deus, à união e cooperação entre os irmãos, "ali derrama o Senhor a sua bênção e a vida para sempre" (S1133).

Devemos tomar cuidado para não incorrermos no pecado da murmuração. Ela pode ser extremamente prejudicial, tanto para nós, quanto para a igreja. É por isso que a Palavra de Deus recomenda: "Fazei tudo sem murmurações nemcontendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo…" (Fp 2.14-16).

Reflexão Pessoal

1. Quando alguma coisa na igreja não está do seu agrado, você costuma procurar o pastor e a liderança para conversar, ou prefere ficar comentando por fora? O que é mais correto?

2. Você tem facilidade de ser influenciado por aqueles que só puxam para trás? Como se deve agir nestas situações?

As Lições da vida de Gideão

As Lições da vida de Gideão 
O seu nome significa Cortador; Decepador.


Depois da morte de Josué, o povo de Israel passou por mais de três séculos nos quais "não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto" (Juízes 17:6; 21:25). Durante esse período, se repetia várias vezes o mesmo ciclo: O povo obedecia a Deus por algum tempo e, depois, afastou-se dele. Como alerta ao povo rebelde, Deus permitia que um inimigo o oprimisse. Quando o povo se arrependia e pedia libertação, Deus mandava juízes para livrá-lo das mãos dos inimigos. O povo resgatado servia ao Senhor durante o resto daquela geração, assim começando, de novo, o ciclo. Gideão foi o quinto dos juízes ou libertadores, apresentado em Juízes, capítulos 6, 7 e 8. Da vida dele, podemos aproveitar muitas lições valiosas.

Homem valente ou homem tímido?
Gideão foi um homem tímido usado por Deus para livrar seu povo da opressão dos midianitas. Mas, sua primeira missão foi difícil. Deus mandou que ele derrubasse o altar de Baal e o poste-ídolo que pertenciam ao pai dele (Juízes 6:25).

Não podemos confiar na religião tradicional dos pais

Quando nossos pais nos guiam na verdade, devemos aprender a verdade e for fiel a ela. As pessoas abençoadas com pais dedicados e fiéis a Deus devem ser gratas por isso. Timóteo aprendeu a verdade de sua mãe e sua avó (2 Timóteo 1:3-5). O resultado é que ele depositou sua fé no Senhor e na palavra dele (2 Timóteo 3:14-17).

Mas, freqüentemente, é necessário rejeitar a religião dos pais para fazer a Vontade de Deus. Considere os exemplos de quatro grande heróis de fé:


Maldito o homem que confia no homem

O povo de Judá confiou nos homens e seus erros religiosos, ao invés de obedecer ao Senhor. Jeremias transmitiu as Palavras de Deus: "Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!" (17:5). O resultado foi desastroso: "Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável" (17:6).

Encontramos nesse trecho de Jeremias três ilustrações das maneiras que o homem pode confiar no homem e perder sua comunhão com Deus:

Pela prática da idolatria (religião inventada pelos homens) ao invés de servir a Deus (O Caminho revelado por Deus): "...porque profanaram a minha terra com os cadáveres dos seus ídolos detestáveis e encheram a minha herança com as suas abominações" (16:18). Muitos da nossa geração sugerem que todas as religiões são igualmente válidas, mas Deus nunca aceitou tal idéia. Desde a criação, ele tem afirmado a existência de um só Deus verdadeiro, que deve ser louvado em espírito e verdade (Efésios 4:5-6; João 4:24). O pluralismo religioso não vem de Deus, e não encontra nenhum apoio nas Escrituras.

Pela confiança nas riquezas e no poder humano. Deus condena "aquele que ajunta riquezas, mas não retamente" (17:11-13). A desonestidade continua sendo um terrível problema, mesmo entre as pessoas que se chamam cristãos. Muitas pessoas, e até nações inteiras, se acham capazes de solucionar seus problemas sem considerar a vontade de Deus. Mas o braço carnal não garante para o homem as coisas mais importantes. O homem abençoado é aquele que confia no Senhor (17:7-8).

Pela confiança no próprio coração. Uma das filosofias mais populares nos dias modernos é a noção que cada pessoa encontrará a verdade dentro de si. Algumas pessoas se envolvem totalmente na busca de si, fazendo o que acham certo para satisfazer os desejos do próprio coração. Na vida particular, tal filosofia gera egoísmo e infelicidade. Na religião, ela conduz os adeptos à ignorância, confusão e perdição. O pecado maior da geração de Jeremias foi exatamente essa confiança no coração do homem. Deus falou: "Vós fizestes pior do que vossos pais; pois eis que cada um de vós anda segundo a dureza do seu coração maligno, para não me dar ouvidos a mim"(16:12). O problema, Deus continua explicando, é que o coração do homem não consegue guiá-lo à verdade: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (17:9).

Fatos e escolhas importantes

Os capítulos 16 e 17 de Jeremias ensinam algumas lições importantíssimas. Entre elas: ì Deus vê tudo e julga retamente. Ele disse: "Porque os meus olhos estão sobre todos os seus caminhos; ninguém se esconde diante de mim, nem se encobre a sua iniqüidade aos meus olhos" (16:17). "Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações" (17:10). A onipresença de Deus conforta os fiéis e causa medo nos rebeldes. Pelo fato que ele vê tudo, é capaz de julgar cada pessoa individualmente (Ezequiel 18:4,20). í Temos apenas duas opções. Podemos confiar nos homens (17:5-6) ou no Senhor (17:7-8). Aqueles que confiam na carne serão malditos. Os que confiam em Deus serão abençoados. Algumas pessoas rejeitam a necessidade de escolher entre dois caminhos, achando que quase todos serão recebidos e abençoados por Deus, independente das escolhas feitas nesta vida. Malaquias respondeu a esse argumento em Malaquias 3:14-18. Às pessoas que acharam "inútil" servir ao Senhor, ele prometeu que chegaria o dia em que Deus faria distinção entre o justo e o perverso. No Novo Testamento, o próprio Jesus Cristo disse que ainda temos apenas duas possibilidades: "Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela" (Mateus 7:13-14).

O caminho do Senhor nem sempre é o mesmo que os pais e avós seguiam. Cada pessoa criada na imagem e semelhança de Deus precisa buscar o caminho do Senhor. Jesus é o único "caminho, e a verdade, e a vida" (João 14:6; Atos 14:12).


Os midianitas oprimiram os israelitas por sete anos. Eles subiam cada ano e tomavam os produtos alimentícios dos campos e todos os animais dos hebreus. Para sobreviver, os israelitas escondiam alimentos do inimigo. Gideão estava preparando comida para escondê-la quando o Anjo do Senhor apareceu. Imagine este homem, trabalhando com medo do inimigo, quando ele ouviu as palavras do Anjo: "O Senhor é contigo, homem valente" (Juízes 6:12). Pela resposta de Gideão, parece que ele nem pensou no significado da frase "homem valente". Ele entrou diretamente numa discussão com o anjo sobre a presença de Deus. Ele não entendeu como Deus, estando com o povo, deixaria Israel sofrer. Deus continuou a conversa, desafiando Gideão a resolver o problema. Já que ele duvidou da presença de Deus, devia ir na sua própria força (Juízes 6:14). Isso não! Gideão, agora, sentiu tão incapaz que procurou uma saída da missão dada por Deus. Ele explicou que era uma pessoa pequena de uma família insignificante de uma tribo pouco importante. Gideão não veio ao Senhor como homem valente. Deus ia fazer dele um líder corajoso.
A força verdadeira do servo do Senhor não vem de si mesmo, e sim de Deus. Ninguém é forte o bastante para resolver seus próprios problemas sozinho, especialmente quando falamos sobre nosso problema principal: o pecado. Dependemos de Deus e de sua graça (Efésios 2:8-9). Paulo disse: "tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13). Os homens valentes, hoje em dia, são aqueles que confiam no Senhor.

O Pequeno Exército de Gideão
Os israelitas tinham sofrido sete anos de opressão. Todos os anos, os midianitas, os amalequitas e os povos do Oriente invadiam seu território com um grande exército e destruíam suas searas e seu gado. O povo escolhido de Deus, sofrendo por causa de seu próprio pecado, buscava refúgio em cavernas e escondia do inimigo alimento apenas para sobreviver. "Assim, Israel ficou muito debilitado com a presença dos midianitas" (Juízes 6:6).

Deus ouviu o choro arrependido de seu povo, e resolveu salvá-lo de um modo incomum. Ele começou com um homem tímido chamado Gideão, que vinha de uma família pobre e insignificante da tribo de Manassés. Primeiro Deus converteu Gideão, dando prova clara de sua autoridade e poder divinos. Em seguida, Gideão teve que destruir os ídolos de seu próprio pai, assim tirando a influência do pecado de sua própria família. Então, ele chamou soldados de quatro tribos de Israel para lutar contra o formidável exército dos invasores. Ele reuniu 32.000 soldados para tentar derrotar 135.000 soldados inimigos. Ao enfrentar uma situação em que havia quatro soldados do inimigo para cada um deles, eles se prepararam para a batalha.
Deus disse que havia soldados demais no exército israelita, assim os que estavam amedrontados foram para casa. Dez mil permaneceram. Com mais de 13 soldados inimigos para cada guerreiro israelita, Deus disse que ainda eram demais! Ele deu ordem a Gideão para dispensar 9.700 dos soldados que restaram. Agora a diferença era mais amedrontadora: 450 a 1. Talvez você já conheça o resto da história. Deus transformou um co-mandante tímido e seu pequeno exército de 300 em grandes vitoriosos.

Você já se sentiu alguma vez assoberbado pela força do pecado e pasmado por tentações desnorteantes? Simplesmente imagine o que o Deus que venceu os Midianitas com o pequeno exército de Gideão poderia fazer com sua vida!

Jesus disse: "Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono" (Apocalipse 3:21). Você confiará nele o bastante para vencer os inimigos da tentação e do pecado?

Deus disse que havia soldados demais no exército israelita, assim os que estavam amedrontados foram para casa. Dez mil permaneceram. Com mais de 13 soldados inimigos para cada guerreiro israelita, Deus disse que ainda eram demais! Ele deu ordem a Gideão para dispensar 9.700 dos soldados que restaram. Agora a diferença era mais amedrontadora: 450 a 1. Talvez você já conheça o resto da história. Deus transformou um co-mandante tímido e seu pequeno exército de 300 em grandes vitoriosos.

Você já se sentiu alguma vez assoberbado pela força do pecado e pasmado por tentações desnorteantes? Simplesmente imagine o que o Deus que venceu os Midianitas com o pequeno exército de Gideão poderia fazer com sua vida!

Jesus disse: "Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono" (Apocalipse 3:21). Você confiará nele o bastante para vencer os inimigos da tentação e do pecado?


"Eu estou contigo"
Nas conversas com Gideão, Deus afirmou sua presença repetidas vezes. Primeiro, ele afirmou por palavras: "Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem" (Juízes 6:16). Segundo, ele afirmou por sinais. Antes da primeira missão de Gideão, Deus lhe deu um sinal impressionante. O Anjo do Senhor causou subir fogo para consumir a oferta de Gideão. Enquanto pessoas faziam ofertas ao Senhor todos os dias, era muito raro o próprio Senhor mandar o fogo para as consumir. Antes de sua segunda missão, Gideão recebeu mais três sinais. Deus deixou o orvalho molhar uma porção de lã sem molhar a terra em volta dela (Juízes 6:36-38). Na noite seguinte, ele fez ao contrário, deixando a lã seca no meio de terra molhada (Juízes 6:39-40). Nas vésperas da batalha, Deus permitiu que Gideão ouvisse uma conversa entre dois soldados midianitas, confirmando a sua vitória iminente (Juízes 7:9-15). Terceiro, Deus afirmou sua presença através de promessas cumpridas, principalmente no livramento do povo pela mão de Gideão (Juízes 6:16; 7:7,22; 8:10-12). As demonstrações de Deus foram convincentes. Gideão foi convertido!

A maior bênção imaginável é a presença do Senhor em nossas vidas. Quando Jesus veio ao mundo para habitar ou fazer seu tabernáculo entre os homens (João 1:14), foi lhe dado o nome Emanuel, "Deus conosco" (Mateus 1:23). No final da sua missão terrestre, ele foi preparar um lugar para nós na presença de Deus (João 14:1-4). Ele prometeu fazer morada naqueles que o amam (João 14:23).

A missão começa em casa
Uma vez que Deus chamou a atenção de Gideão, ele lhe deu a sua primeira missão: destruir os ídolos do próprio pai e fazer um altar ao Senhor no mesmo lugar (Juízes 6:25-26). Gideão levou dez homens consigo e cumpriu o mandamento do Senhor na mesma noite. Os vizinhos ficaram irados, mas o pai de Gideão entendeu o significado de seu ato e o defendeu. Um "deus" que não consegue se defender contra um punhado de homens não merece defesa pelos homens. Parece que Joás, pai de Gideão, foi o segundo convertido nessa história.

A nossa missão, como a de Gideão, começa em casa. Tanto no Velho como no Novo Testamento, Deus destaca as nossas responsabilidades em relação à própria família. Filhos devem obedecer e honrar aos pais (Efésios 6:1-3). Maridos e esposas devem amar um ao outro (Efésios 5:25; 1 Pedro 3:7; Tito 2:4-5). Pais devem instruir os filhos, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor (Deuteronômio 6:6-7; Efésios 6:4). Um dos alvos de cada servo de Deus é de influenciar sua família para servir ao Senhor (Josué 24:15).

Deus dá a vitória
Chegou o dia da grande batalha (Juízes 7). Gideão conduziu seu exército de 32.000 israelitas para o campo de conflito contra 135.000 midianitas. Sua desvantagem militar era de 4 contra 1! Deus não deixou Gideão entrar na batalha com este número de soldados. Em duas etapas, ele diminuiu a força militar de Israel. Primeiro, 22.000 voltaram para casa, e os midianitas ficaram com uma vantagem de 13,5 contra 1. Na segunda etapa, Deus mandou embora mais 9.700 israelitas, deixando Gideão com apenas 300 soldados. Para vencer o inimigo, cada soldado israelita teria que vencer 450 do inimigo!

Deus, na sua perfeita sabedoria, tinha um propósito bem definido nesta redução das forças militares de Israel. Ele mandou seu exército à batalha com uma desvantagem tão grande que ninguém poderia dizer: "A minha própria mão me livrou" (Juízes 7:2). Usando uma estratégia que não fez nenhum sentido, em termos militares, a pequena banda de israelitas venceu o exército dos midianitas.

Até hoje, muitas pessoas não aprenderam esta lição. Confiam em números, achando que grandes multidões são evidência da aprovação de Deus. Dependem de estratégias e táticas humanas e carnais para alcançar alvos de crescimento de igrejas. E, no fim, se gabam em seus relatórios, destacando os grandes feitos de homens. Muitos missionários e outros líderes religiosos, como os midianitas, confiam nos grandes números e nas táticas humanas (igrejas promovendo atividades não espirituais para aumentar sua freqüência, ensinando mensagens diluídas que parecem mais relevantes aos seus ouvintes carnais do que a mensagem da cruz, destacando edifícios impressionantes para atrair pessoas que não aceitariam a chamada simples de um Salvador humilde, etc.)

Mas, os verdadeiros servos de Deus não desviarão para tais caminhos errados. "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jeremias 17:5). "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gálatas 6:14). "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8:31).

Rejeição daqueles que ficaram em cima do muro
Gideão e sua banda de homens cansados perseguiram os midianitas (leia Juízes 8:1-21). Quando os soldados israelitas passaram nas cidades de Sucote e Peniel, eles pediram pão. Os homens dessas cidades não mostraram coragem para tomar uma atitude durante a batalha. Com medo de ofender os reis dos midianitas, eles recusaram ficar em pé com os homens de Deus. Só depois da batalha, quando baixar a poeira, apoiariam os servos do Senhor.

A decisão desses homens mostrou uma preocupação política ao invés de convicção espiritual. Pensaram mais na influência de homens importantes do que na palavra do Senhor. Gideão não aceitou tal postura. Ele voltou às mesmas cidades e castigou os covardes que recusaram apoiar os servos do Senhor na hora da batalha.

Gerações antes, Josué chamou o povo para tomar uma decisão para Deus e contra os falsos deuses (Josué 24:14-16). Séculos depois, Elias desafiou o povo indeciso com estas palavras: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém, o povo nada lhe respondeu" (1 Reis 18:21).

Hoje, muitas pessoas religiosas que alegam ser discípulos de Cristo demonstram a mesma covardia. Definem suas posições doutrinárias e práticas pelo vento de opiniões. Entendem mais de IBOPE do que de fé, mais de tradição do que de verdade, e mais de partidos do que de convicções. Paulo mostrou que o cristão deve sempre definir a sua posição pela palavra de Deus, e não pela opinião da maioria:"Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo" (Gálatas 1:10).
Bons homens tropeçam
Apesar de sua ilustre carreira militar, Gideão não era perfeito. O povo lhe agradeceu com um presente: argolas de ouro do despojo da batalha. Gideão usou o ouro para fazer uma estola sacerdotal que ele colocou na cidade dele. Não sabemos a intenção dele, mas os resultados são evidentes. O povo usou aquela estola como um tipo de ídolo, e logo iniciou o próximo ciclo de apostasia. Leia o relato em Juízes 8:22-35.

Devemos aprender desse erro. Às vezes, bons homens nos ajudam a sair da confusão religiosa, como Gideão ajudou os israelitas a saírem da idolatria. Esses homens podem nos ajudar em muitos sentidos, mostrando como respeitar a palavra de Deus em tudo que fazemos. Mas, eles ainda são homens. Da mesma forma que Gideão tomou o primeiro passo de volta à idolatria, bons homens hoje podem tropeçar e conduzir outros, de volta, à confusão religiosa. É uma ironia triste que, ao longo da História, muitos movimentos religiosos que começaram com tentativas de sair dos sistemas errados de denominações humanas resultaram na criação de novas denominações, com suas próprias tradições e falhas humanas. O fato que alguém nos ajudou no passado não garante que sempre nos conduzirá no caminho de Deus. Paulo mostrou que bons exemplos ajudam somente quando seguem a Cristo (1 Coríntios 11:1), e disse: "Julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal" (1 Tessalonicenses 5:21-22).

Tão completa foi a libertação que Yehowah trouxe por meio de Gideão, que não houve mais perturbação durante os 40 anos do seu juizado. Gideão passou a ter muitas esposas, com as quais teve 70 filhos. Depois da morte de Gideão, numa boa idade, Israel tornou-se novamente vítima da adoração de Baal. Além disso, Abimeleque, filho de Gideão com sua concubina, uma mulher de Siquém, matou os outros filhos de Gideão. Escapou apenas Jotão, o mais jovem. — Jz 8:28-9:5;

Vejamos algumas lições que podemos tirar do mesmo:

1) O livro de Juízes como um todo nos mostra que a infidelidade do povo de Deus pode levar a conseqüências desastrosas – O livro narra uma série de juízos corretivos de Deus que se abatiam sobre o povo sempre que ele se tornava infiel.

Essa lição permanece hoje tão atual como na época dos juízes, e é válida não só para a coletividade do povo de Deus como também para cada servo de Deus individualmente. Dentre outros textos que poderíamos citar, destaca-se 1 Coríntios 11.30ss. onde Paulo alerta os Crentes de Corinto sobre a indisciplina diante do Senhor: “Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram (morreram). Mas, se nós tivéssemos o cuidado de examinar a nós mesmos, não receberíamos juízo. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo”.

2) O arrependimento produz a misericórdia divina – ou seria melhor dizer que a misericórdia divina produz o arrependimento do homem? – Os dois pensamentos são verdadeiros. A misericórdia divina manifesta-se quando há arrependimento de nossa parte, mas ao mesmo tempo é a misericórdia divina que nos leva em direção ao arrependimento. Veja o que Paulo diz aos Coríntios: “Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para o arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus; de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma.

Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.” (2 Coríntios 7:9-10 RC) – Quando nos arrependemos, confessamos o nosso pecado e buscamos a misericórdia de Deus, Ele é misericordioso para conosco.

3) O homem é realmente um ser decadente – Esta é uma lição triste! O homem é extremamente sujeito a cair no pecado. No tempo dos juízes o ciclo opressão – libertação – queda se repete várias vezes. Vocês pensam que depois dessa libertação espetacular por parte de Deus o povo não caiu mais? Engano! Veja o que aconteceu: “ Assim, foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel e nunca mais levantaram a sua cabeça; e sossegou a terra quarenta anos nos dias de Gideão... E faleceu Gideão, filho de Joás, numa boa velhice e foi sepultado no sepulcro de seu pai Joás, em Ofra dos abiezritas. E sucedeu que, quando Gideão faleceu, os filhos de Israel se tornaram, e se prostituíram após os baalins, e puseram a Baal-Berite por deus. E os filhos de Israel se não lembraram do SENHOR, seu Deus, que os livrara da mão de todos os seus inimigos em redor” (Juízes 8:32-34 RC) – Talvez por isso haja tantas exortações a que estejamos vigilantes...

4) Deus gosta de usar pessoas que reconhecem as suas próprias fraquezas.

5) Deus gosta de nos usar, mas ele não depende de nós e nem de nada que temos para realizar grandes feitos. Deus pode fazer muita coisa contando com bem pouco ou mesmo com nada. Veja o que diz Paulo aos Coríntios: “Agora, meus irmãos, lembrem do que vocês eram quando Deus os chamou. Do ponto de vista humano poucos de vocês eram sábios ou poderosos ou de famílias importantes. Para envergonhar os sábios, Deus escolheu aquilo que o mundo acha que é loucura; e, para envergonhar os poderosos, ele escolheu o que o mundo acha fraco. Para destruir o que o mundo pensa que é importante, Deus escolheu aquilo que o mundo despreza, acha humilde e diz que não tem valor. Isso quer dizer que ninguém pode ficar orgulhoso, pois sabe que está sendo visto por Deus.” (1 Coríntios 1:26-29

A fé de Gideão, em face de grandes desvantagens, habilitou-o a ser mencionado como um dentre a “tão grande nuvem de testemunhas”. (He 11:32; 12:1) Além disso, sua modéstia era exemplar, e ela era acompanhada de cautela. Pelo visto, a cautela de Gideão era salutar, e não deve ser encarada como proveniente de falta de fé da sua parte, porque nunca foi censurado por ser cauteloso. Outrossim, conforme indicado no Salmo 83, a derrota de Midiã, nos dias de Gideão, fornece um padrão profético da vindoura destruição de todos os opositores de Yehowah, resultando na completa vindicação do Seu santo nome. — Veja Is 9:4; 10:26.

Que Deus nos ajude a crer, confiar e lutar, mas confiando no Senhor dos Exércitos que nos dá a vitória. Amém

Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito diz o Senhor dos Exércitos

Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito diz o Senhor dos Exércitos 
 
Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

Nesta matéria estaremos abordando um assunto extremamente importante para os obreiros do Senhor, que é a forma e o modelo de como devemos realizar a sua obra. Vamos acompanhar!

“Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6).

Por muitas vezes em nossa vida somos levados a confiar na força do nosso braço, ou seja, em nossa capacidade física, intelectual, emocional e espiritual. Sabemos que a nossa confiança está diretamente ligada à nossa força, quanto maior a força maior é a confiança, por vezes esta confiança nos leva a derrota.

É incrível como dia após outro é impossível não lidarmos com a mania de tentarmos fazer as coisas do nosso jeito!

Uma vida vitoriosa vai além de conhecermos a verdade, abrange a prática dessa verdade, pois somente a prática trará os resultados positivos que esperamos.

Uma vida direcionada pelo Espírito de Deus traz verdadeira satisfação, e é o que todos buscam.

"A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder", 1 Co 2,4.

Se, ao pregarmos o evangelho, substituirmos a confiança no poder do evangelho pelo conhecimento que temos do próprio caminho da salvação, impediremos que as pessoas cheguem à verdade por nós e por Cristo.

Precisamos ter aquele cuidado especial de que, ao proclamar nossos conhecimentos sobre o caminho da salvação, nós mesmos estejamos arraigados e alicerçados na fé em Deus para nossa própria defesa contra o pecado.

Jamais confiemos na clareza de nossa exposição; mas, ao sabermos desen¬volvê-la, certifiquemo-nos de que nós estamos confiantes na obra do Espírito Santo em nós, apenas.

Confiemos na certeza do poder redentor que vem com Deus e ele reproduzirá da vida dele em quantos nos ouvem também.

Ninguém que tenha ouvido falar de um Deus tão grande, poderá conformar-se com esse mundo, mas aceitar ser transformado pela renovação de sua maneira de pensar, conforme Romanos 12:2.

Mas a questão é que quando temos habilidade em alguma área, costumamos "confiar" nessa habilidade ou até eficiência.

Quando Deus em Zacarias 4:6, lançou essa Palavra "Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito diz o Senhor dos Exércitos" , queria literalmente que abandonássemos toda força própria, toda habilidade, toda eficiência e confiássemos integralmente na força do Espírito Santo que deseja liderar nossas vidas em todas as áreas que ela possua.

Já pensou se parássemos de perder tempo "tentando" resolver as coisas, e contássemos com esse auxílio maravilhoso a todo o momento?

Se Ele tem te direcionado a fazer algo, e em seu coração existe paz, e se Sua Palavra concorda com essa atitude, porque ainda resistir à Sua direção?

Nunca romperemos por nossa força, mas pela força de Seu Espírito em nós!

Quando Golias foi enfrentar Davi, aquele por sua estatura (apontando uma força falsa) desprezou Davi, como está escrito em 1Sm 17:42 ‘‘ E olhando o filisteu e vendo Davi, o desprezou, porquanto era jovem ruivo e de gentil aspecto‘‘.

A força (falsa) de Golias gerou nele uma autoconfiança muito elevada que o levou a uma derrota memorável.

Em contrapartida, Davi no alto de sua pequenez, declarou que ele estava na batalha confiando no Senhor dos Exércitos e não em sua força própria, como está escrito em 1Sm 17:45 ‘‘Disse Davi ao filisteu: Tu vens a mim com espada, com lança, e com escudo, MAS VENHO A TI EM NOME DE SENHOR DOS EXÉRCITOS, O DEUS DE ISRAEL, quem tens afrontado"

Davi sabia que a força não era dele e sim de Deus, por isso as batalhas que ele combatia eram sempre vencidas, porque ele deixava Deus agir.

O príncipe deste mundo puxa as pessoas para o caminho inverso, fazendo-as buscar demonstrações de força e poder. Pensemos apenas no poder do dinheiro.

Por trás dos pequenos negócios estão as grandes empresas, e, por trás delas as grandes multinacionais, esperando por suas vítimas como o fazem as serpentes.

Apocalipse 18.23b as desmascara: “…pois os teus mercadores foram os grandes da terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria.”

Ou pensemos no controle eletrônico da população mundial. Apesar de se falar muito em proteção de dados, armazenam-se dados e informações em todos os lugares.

 Sob o domínio de Seu Espírito

“Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito…”

Veja a vitória que Deus concedeu a Gideão quando este se encontrava aparentemente derrotado:
Em Juízes, Deus deu vitórias a Israel empregando meios e instrumentos estranhos:

1) Em 7.16, o exército usou trombetas, cântaros e tochas: “Dividiu os trezentos homens em três companhias e pôs nas mãos de todos eles trombetas e jarros vazios, com tochas dentro”.

2) Em 15.4 e 5, Sansão usou raposas: “Então Sansão saiu, capturou trezentas raposas e as amarrou aos pares pela cauda. Depois prendeu uma tocha em cada par de caudas, acendeu as tochas e soltou as raposas no meio das plantações dos filisteus. Assim ele queimou os feixes, o cereal que iam colher, e também as vinhas e os olivais”.

Em Juízes 15.15, Sansão usou ossada de jumento: “Encontrando a carcaça de um jumento, pegou a queixada e com ela matou mil homens”.

Eu lhe pergunto: Que instrumentos você tem usado nas suas batalhas espirituais? Você tem vencido o pecado, a falta de fé, a inércia, e a falta de compromisso sério com Jesus ?

Analisemos o Capitão Gideão como líder do exército de Israel, a batalha e a vitória:

I) GIDEÃO ERA CAPITÃO DO EXÉRCITO E SERVO DE DEUS – Juízes 6

1. Gideão era piedoso, temente a Deus, capaz de ouvir a voz de Deus: “Então o Anjo do SENHOR apareceu a Gideão e lhe disse: O SENHOR está com você, poderoso guerreiro” (v. 12).

2. Como servo de Deus, sentia profundamente a degradação moral e espiritual de seu povo: “Gideão respondeu, se o SENHOR está conosco, por que aconteceu tudo isso? Onde estão todas as suas maravilhas que os nossos pais nos contam…?” (v. 13).

3. Não podia desfrutar do resultado de seu trabalho, a colheita, porque os midianitas lhe roubavam tudo: “…Gideão estava malhando o trigo num tanque de prensar uvas, para escondê-lo dos midianitas” (v. 11). Irmão, preste atenção nas pessoas que estão roubando sua colheita, o fruto de seu trabalho, seu tempo, seus recursos.

4. Era de bom senso e acostumado a encarar os fatos, a vida e a olhar as coisas além das palavras: “…se o SENHOR está conosco, por que aconteceu tudo isso? Onde estão todas as suas maravilhas que os nossos pais nos contam…?” (v.13).

5. Era prudente pois queria ter a certeza de estar fazendo só a vontade de Deus: “Se de fato posso contar com o teu favor, dá-me um sinal de que és tu que estás falando comigo” (v. 17). Irmão, podemos pedir sinais para Deus, para confirmar Sua vontade em nossa vida!

6. Ficava impressionado com o poder de Deus. O segredo da vitória na vida é andar na presença de Deus: “Quando Gideão viu que era o Anjo do SENHOR, exclamou: Ah, SENHOR Soberano! Vi o Anjo do SENHOR face a face!” (v. 22). Irmão, quando foi a última vez que você ficou maravilhado com o poder de Deus em sua vida?

7. Buscava a santificação própria e de sua família, condição essencial do guerreiro no exército de Deus.

II) A IGREJA É O ISRAEL DE DEUS NA DISPENSAÇÃO DA GRAÇA

No texto de Juízes 6 e 7, a maioria do povo de Israel foi desclassificada para o serviço militar porque não passou nos testes. Como é a Igreja de nossos dias? Está passando nas provações ou não? Deus quer pessoas qualificadas no Seu exército para enfrentar o inimigo e alcançar a vitória.

A qualificação inclui a fé, a coragem, a força de vontade, a moral elevada, a santificação, o bom testemunho de Jesus.

Em Juízes 7.3, o exército israelita era de 32 mil, dos quais 22 mil eram medrosos e, por isso, foram desqualificados para guerrear; 9.700 se mostraram sem a força necessária, sem o desprendimento das comodidades. Ao se deitarem no chão e lamberam a água como cão o faz, deixando a arma no chão (v.5).

Trezentos soldados valentes agacharam-se e lamberam a água levando-a na boca com uma das mãos e, com a outra, seguravam a espada: “O número dos que lamberam a água levando-a com as mãos à boca foi de trezentos homens. Todos os demais se ajoelharam para beber” (v.7).

Deus conta com homens e mulheres depreendidos, que não considerem sua vida preciosa para si mesmos, que estejam dispostos a rastejar, se humilhar e obter as forças necessárias para enfrentar o inimigo sem se descuidar.

III) 300 SOLDADOS DISCIPLINADOS CONQUISTARAM A VITÓRIA SOBRE MILHARES

1. A vitória não resultou de nenhuma proeza humana, mas da irrestrita obediência à Palavra de Deus e à liderança de Gideão.

2. Foi uma batalha estranha à razão e aos olhos humanos:

a) O vale estava coberto de soldados inimigos como gafanhotos: “Os midianitas, os amalequitas … eram numerosos como nuvens de gafanhotos” (v. 12).

b) Gideão creu na revelação de Deus quando ouviu a interpretação do sonho do soldado midianita: “Quando Gideão ouviu o sonho e a sua interpretação, adorou a Deus.

Voltou para o acampamento de Israel e gritou: Levantem-se! O SENHOR entregou o acampamento midianita nas mãos de vocês” (v. 15). Você crê na atualidade dos dons do Espírito Santo no meio da Igreja?

c) Trombetas na mão direita; cântaros vazios com tochas acesas dentro na mão esquerda: “Dividiu os 300 homens em três companhias e pôs nas mãos de todos eles trombetas e jarros vazios, com tochas dentro” (v. 16).

d) Todos tinham que prestar atenção no líder Gideão:“Observem-me. Façam o que eu fizer. Quando eu chegar à extremidade do acampamento, façam o que eu fizer” (v. 17). O líder tem de ser exemplo do grupo, de ir à frente, de indicar ao povo a direção de Deus!

e) Tocaram as trombetas e quebraram os cântaros: “Então tocaram as suas trombetas e quebraram os jarros que tinham nas mãos; as três companhias tocaram as trombetas e despedaçaram os jarros.

Empunhando as tochas com a mão esquerda e as trombetas com a direita, gritaram: À espada, pelo SENHOR e por Gideão!” (vs. 19 e 20). A trombeta é o testemunho que tem que soar bem alto e coerente com a vida cristã. A tocha é a luz que tem que brilhar. O cântaro quebrado é nosso ego que precisa ser quebrantado diante de Deus.

f) Pela obediência, fidelidade e fé, a vitória aconteceu: o inimigo bateu em retirada, correram e mutuamente se mataram com suas próprias espadas: “Cada homem mantinha a sua posição em torno do acampamento, e todos os midianitas fugiam correndo e gritando” (v. 21).

O que impressionou o inimigo foi o repentino brilhar das 300 luzes e o toque estridente das 300 trombetas: unidade no testemunho de vida e na pregação do Evangelho! Mas o mais importante em tudo isso foi a obediência à voz de comando e à ação do poder de Deus.

Irmãos, ao concluir esta Pastoral gostaria de dizer-lhe o seguinte: Que qualidades dos 300 Homens de Gideão você considera que tem hoje?

Você está entre os 22 mil medrosos, entre os 9.700 desqualificados ou entre os 300 valentes de Israel?

Quais os inimigos que mais ameaçam sua vida espiritual? Seria a indiferença, o conformismo, a falta de compromisso, o pecado oculto, o espírito crítico, a maledicência, a fofoca, a indisposição para mudar?

A passagem bíblica mencionada no início era dirigida a Zorobabel; o texto completo diz o seguinte: “Prosseguiu ele (o anjo) e me disse: Esta é a Palavra do Senhor a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.”

Zorobabel (significa nascido na Babilônia) era da linhagem real e havia nascido na Babilônia durante o exílio. Ele havia sido o líder da primeira leva de 50.000 exilados judeus que voltaram do cativeiro para Jerusalém.

E o que encontraram em Jerusalém? Uma montanha de escombros! E Zorobabel reconheceu como prioridade reconstruir o templo e restabelecer o sacerdócio e o ministério dos levitas. Assim, Zorobabel ficou sendo o administrador da cidade.

Aqueles para quem o trabalho do Senhor é a prioridade máxima de suas vidas podem estar certos de ter a ajuda do Senhor de seu lado, conforme Jesus o disse em Mateus 6.33: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas.” “Buscar primeiro” é uma ordem muito clara para nós, cristãos.

Mas junto com a ordem vem a promessa: “…e todas estas cousas vos serão acrescentadas.” E o que o Senhor promete Ele cumpre! Será que a edificação do Reino de Deus ocupa realmente o primeiro lugar em nossas vidas? Se o ministério cristão é nossa maior prioridade, não precisamos ter medo de que algo possa nos faltar.

Mas age erradamente quem faz o caminho inverso, buscando em primeiro lugar seu próprio conforto e tentando atender em primeiro lugar às suas próprias necessidades.

E estas pessoas ainda pedem que Deus as abençoe! Nós desonramos a Deus quando agimos de modo calculista e humano, contando apenas com nossos próprios meios e recursos!

O Senhor distribui entre nós tarefas grandes ou pequenas e, às vezes, nos sentimos incapazes de realizá-las. Mas, nesses momentos, pela fé, podemos confiar na ajuda e na promessa de Deus assim como Zorobabel o fez.

Na carta de Tiago lemos: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.

Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma cousa” (cap. 1.5-7).

Podemos imaginar que surgiram dúvidas e tentações no coração de Zorobabel, e ele deve ter se questionado se era capaz de acabar o que estava iniciando. E nessa situação o Senhor lhe enviou esta maravilhosa palavra de ânimo: “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.”

A inteligência e a capacidade humanas são de grande valor, mas quem não as sujeita ao Senhor e não as coloca a Seu serviço, perde a bênção que poderia receber e não alcança o alvo proposto.

Uma vida assim fica sem frutos espirituais e as obras realizadas serão avaliadas diante do tribunal de Cristo e serão queimadas por serem madeira, feno e palha. Quem pensa conseguir realizá-las com suas próprias forças vive em grande engano.

A sentença de Deus sobre essa pessoa é a seguinte: “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” (Jr 17.5).

Portanto, firme-se na Palavra de Deus e aceite Seu conselho de deixar-se guiar e capacitar para toda e qualquer tarefa pelo Seu Espírito Santo. Tome como exemplo a humildade do rei Davi, e clame ao Senhor pedindo Sua ajuda: “Não me desampares, Senhor, Deus meu, não te ausentes de mim.

Apressa-te em socorrer-me, Senhor, salvação minha” (Sl 38.21-22). E, veja só, Sua ajuda nunca veio tarde demais, pois Davi testemunha: “No dia em que eu clamei, tu me acudiste, e alentaste a força de minha alma” (Sl 138.3).

Em uma dependência humilde como essa vivemos felizes e protegidos! Por isso, faça diariamente o que Davi fez: “Davi se reanimou no Senhor seu Deus” (1 Sm 30.6b). Davi era um herói de grandes façanhas: “As mulheres se alegravam e, cantando alternadamente, diziam: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares” (1 Sm 18.7).

Essas vitórias militares ou o acerto de contas com Golias foram os atos mais marcantes de Davi? De jeito nenhum! Sua maior vitória foi quando ele, com a força que vem de Deus, não fez uso da sua espada quando surpreendeu seu inimigo mortal Saul na caverna de En-Gedi (1 Sm 24)!

O apóstolo Paulo, que passou grandes dificuldades ao levar o Evangelho de país a país, recebeu a animadora promessa: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9a).

O poder de Deus no Espírito Santo é o maior poder que Ele quer dar a você e a mim! Se contássemos mais com o Seu poder, experimentaríamos vitórias maiores!

 O matrimônio e a família no sufoco anticristão

Quantos pais cristãos gemem hoje em dia sob a pressão maciça de nossa sociedade! Educação anti-autoritária ainda é “in”, apesar de qualquer pessoa sóbria reconhecer que essa semeadura traz frutos assustadores. A reivindicação por “democracia” no casamento e na família está dentro das tendências da época, mas se encontra em oposição à ordem divina.

Se o homem é o cabeça da mulher conforme 1 Coríntios 11.3, é lógico que ele é também o cabeça de toda a família. Mesmo que as feministas continuem cuspindo fel sobre o patriarcado e afirmem cada vez mais que o mesmo está definitivamente superado, isso nada muda na ordem divina, que é e continuará a ser um imperativo para nós, cristãos.

Através de um estilo “democrático” de viver em família, a autoridade natural, que Deus deu ao homem, é ignorada.

Mas ai do homem que abusa dessa autoridade e se aproveita de sua posição de liderança usando da força bruta! Um déspota desses, que procura elevar sua auto-estima com extravagâncias ditatoriais, que oprime sua esposa e seus filhos, esquece que o próprio Senhor é o cabeça da família!

Deus quer o melhor para nós; com Suas ordens Ele pensou em nosso bem! O patriarcado bíblico é uma instituição maravilhosa, pois pode ser uma fonte de alegria e de vida abundante.

Mas Satanás soube muito bem como espalhar suas sementes venenosas bem dentro do paraíso que é a família – e o faz inclusive nas famílias cristãs.

Cônjuges são separados uns dos outros pelas tendências da sociedade – pensemos apenas no alvoroço em torno da auto-realização.

A educação dos filhos é solapada pelo que aprendem na rua ou na escola – quem não participa de tudo é um excluído.

Mas não fiquemos inseguros, porém firmemo-nos em princípios bíblicos, mesmo que para isso tenhamos de nadar contra a correnteza. E como podemos fazê-lo? Resposta: “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.”

A atual pedagogia, alheia à existência de Deus, humanística e anti-autoritária, levou os jovens a uma postura desafiadora e rebelde contra toda e qualquer autoridade. E isto deve ser debitado na conta de nós, adultos, nós que negligenciamos os princípios de Deus.

Se deixarmos as coisas tomarem seu próprio rumo, dirigimo-nos ao ponto que é descrito por Isaías 3.4 da seguinte maneira: “Dar-lhes-ei meninos por príncipes, e crianças governarão sobre eles.”

O espírito de desrespeito, de chantagem, destruição e violência atinge mais e mais também os nossos filhos.

E eles são, por sua vez, vítimas, por lhes faltarem os exemplos e os valores tão fundamentais para suas vidas. E isto representa uma clara acusação para nós, pais cristãos, pois exatamente nós é que deveríamos ser exemplos, segundo a vontade de Deus.

Para uma educação no temor do Senhor é preciso ensinar aos filhos a auto-disciplina e não negligenciar o castigo.

“O que retém a vara aborrece o seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina” (Pv 13.24). Disciplina bíblica é muito difícil de ser praticada em nossos dias, mas realmente promete bons frutos no futuro!

O 6º capítulo de Deuteronômio nos revela de modo maravilhoso a pedagogia divina (lendo-o, você vai entender por quê).

Transpondo para os dias de hoje, isso pode nos ensinar resumidamente o seguinte: quando seu filho lhe pergunta (e ele pode e deve perguntar!): “Pai, porque você quer que seja assim e não de outro jeito?”, então responda-lhe: “Porque Deus quer assim.”

Com isso, seu filho não apenas terá respeito por você, mas aprenderá também o temor do Senhor. E é isto o que faz tanta falta hoje em dia! Pais: disciplina orientada pela Bíblia, disciplina que deve ser justa e sincera tem maravilhosas promessas e não faz com que as crianças se aborreçam da casa paterna.

Mas como será possível, como cabeça da família, ao mesmo tempo exercer a auto-disciplina e manter a autoridade? Também aqui a resposta é: “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.”

A verdadeira fonte de poder A eterna Palavra de Deus é nossa fonte de poder! Você se sente fraco e estressado? Então a promessa a seguir se aplica a você, que é vaso frágil: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4.7).

E esta fonte de poder Deus coloca à disposição de Seus filhos, para que possamos cumprir nossas tarefas e obrigações à Sua maneira. Fique ligado à videira como o ramo, e você viverá e trará frutos! “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11.13).

O Senhor quer lhe dar Sua plenitude: “Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem até o que tem lhe será tirado” (Mt 13.12).

Quem despreza o que é pequeno, não merece as coisas grandes e maravilhosas. As grandes conquistas da vida obtêm-se a partir de fundamentos escondidos e iniciados com pequenas pedras toscas.

A Obra de Deus no homem também principia com a pequena semente da Palavra da fé, semeada no mais íntimo do coração. Alimentada, disciplinada e sustentada pelo Espírito Santo do Senhor, pode atingir a glória de uma grande catedral.

"Não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos..."

Zacarias, na visão que recebe de Deus, vê a Obra como um pequeno candelabro de ouro e alimentado com azeite, símbolo do Espírito Santo. Pequeno, mas valioso e capaz de dar luz ao mundo!..

"Eu sou a Luz do mundo", a Luz que brilha em nós, por isso, "assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, de maneira que todos vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está no céu".

A Obra de Deus não pode ser feita pela força das armas, nem imposta com a violência brutal da humanidade, mas, sim, implantada pelo amor cristão. Esse amor, neste mundo de violência e brutalidade, só pode subsistir pela presença do Espírito Santo nas nossas vidas.

Não entristeçamos o Espírito Santo com as nossas vidas de pecado, nem O extingamos das nossas vidas, mas, antes, vivamos sob a Sua orientação, adornando-nos com a beleza de Cristo.

Portanto aprendemos que não será por meio de um poderoso exército nem pela nossa própria força que faremos o que temos de fazer, mas pelo PODER DO ESPÍRITO SANTO.

Entregue seus caminhos ao Senhor, confia Nele e o mais Ele fará. Amém!

O QUE DARÁ O HOMEM EM TROCA DA SUA ALMA?

O QUE DARÁ O HOMEM EM TROCA DA SUA ALMA?
 

Texto: Mat. 16: 26b

Introdução: A palavra que o Senhor me deu pra esta noite tem como título: o que dará o homem em troca da sua alma, ou seja, em troca da sua vida, esta é uma pergunta muito impactante e por mais que agente se esforce pra responder não vamos conseguir porque ainda que o homem se disponha a dar tudo que tem em troca da sua vida, ou seja, da sua salvação, não será o suficiente pra pagar a dívida que eu e você temos para com Deus, em outras palavras eu quero dizer que o dinheiro não pode comprar a nossa alma, a nossa salvação, só o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado (I Jo. 1:7).
   
Jesus propôs duas parábolas falando de um homem rico (Lucas 12: 16-21 e 16: 19-31), creio eu que era um homem muito conhecido daquela época, tamanha sua riqueza, e fala também de outro homem chamado Lázaro, um mendigo cheio de chagas que jazia a sua porta, esperando comer de suas migalhas, ou seja, das sobras.

Queridos eu acredito, não está escrito da Bíblia, mas tudo leva a crer que estas duas parábolas se referem a mesma pessoa, ao mesmo homem rico, até porque existe uma proximidade muito grande entre os capítulos 12 e o 16 de Lucas, e o interessante é que no capítulo 12 nós vemos este homem prosperando, a sua herdade tinha produzido em abundância e ele já não tinha espaço em seus celeiros para armazenar os seus frutos, a sua colheita, e resolveu derrubar os seus celeiros e construir outros maiores, quanto mais aumentava os seus bens, mais aumentava a sua vaidade, o seu eu crescia cada vez mais, e mais e mais se esquecia de Deus e de agradecer pelo que tinha, e após ter concluído a sua obra, depois de construídos celeiros maiores e de ter ajuntado ali todo seu patrimônio ele se sentiu realizado e disse para sua alma, falando consigo mesmo: Alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos: descansa, come, bebe e folga. Aquele homem não estava preocupado com sua vida espiritual, estava satisfeito, realizado. Só que no momento em que ele pensava que estava tudo bem, ouve a voz de Deus dizendo que naquela noite, naquela mesma noite em que ele estava satisfeito com tudo que tinha lhe seria tirada a sua vida, e veio a pergunta: o que tens preparado para quem será?

O final do texto se encerra revelando que aquele junta tesouros para sí e é pobre para com Deus é um louco, é o que nos diz em Apocalipse 3: 17 - Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu, palavras muito duras, mas que revelam a verdadeira identidade espiritual do homem que não tem em Deus o seu tesouro.

A segunda parábola e do rico e Lázaro, o nome Lázaro é uma abreviação de Eleazar que quer dizer aquele a quem Deus ajuda. Como já foi dito Lázaro era um mendigo e doente, a bíblia diz que ele jazia cheio de chagas a porta do homem rico, esperando receber migalhas para comer.

Queridos após ler os dois textos, as duas parábolas sobre este homem nos podemos traças o seu perfil: homem rico, materialista, vaidoso, gostava de se vestir como um rei, pois ele se vestia de púrpura e linho fino que eram as roupas usas por reis e sacerdotes, vestimentas caríssimas, um homem que vivia regaladamente, ou seja, esbanjando sua riqueza, homem soberbo, quantas vezes eu fico pensando que aquele homem rico expulsou Lazaro da porta de sua casa, quantas vezes ele humilhou a Lázaro.

Só que os dois morreram, Lázaro foi levado pelos anjos ao seio de Abraão, e o rico foi sepultado, a bíblia não diz que ele foi levado por anjos e nem que foi ao seio de Abraão, que é o paraíso. O interessante é que nem seu nome é mencionado. E a bíblia diz que no hades, ou seja no inferno, não no inferno que está preparado para condenação eterna, este ainda não foi inaugurado, mas no local da habitação das almas dos mortos, ele ergueu seus olhos em tormento e viu a Abraão e a Lazáro sobre o seu seio de longe e clamou por misericórdia e pediu que Lázaro colocasse o dedo na água e molhasse sua língua, só que não era possível, pois existia um grande abismo que os separava e aquele homem continua a clamar pelos seus irmãos e seu pai, e mais uma vez Abraão lhe disse que já existia Moisés e os profetas, ou seja, a palavra de Deus, em sua totalidade naquela época, o Antigo Testamento, e que seus irmãos deveriam ouvir a palavra de Deus. Queridos o grande ensinamento sobre esta passagem é que: Hebreus 9: 27 - E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo, depois da morte somente o juízo de Deus.

Conclusão: O homem rico não soube aproveitar a sua vida, e colocou o seu coração em seu tesouro como esta escrito em Mateus 6: 21 - Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Ele teve a chance de se arrepender, já tinha sido alertado pela voz de Deus que o chamou de louco, e o fez meditar em suas atitudes, mas ele preferiu se deleitar na riqueza, fazendo do dinheiro o seu deus.

Lázaro viveu miseravelmente, mas como Jó, nunca reclamou, nem murmurou, era feliz mesmo em sua triste situação, satisfeito com as migalhas que recebia, materialmente não tinha nada, nem saúde, mas espiritualmente era rico pois sempre teve Deus como o maior tesouro do seu coração.

Este foi o retrato da vida do homem rico: Jeremias 17: 5 - Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!

Este foi o retrato da vida de Lázaro: Jeremias 17: 7 - Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor.