MAIS QUE VENCEDORES
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Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Romanos 8:31,35, 37.
A vida cristã é uma vida de vitória, porque temos uma pessoa que venceu e nos fez mais que vencedores. Esse texto está indicando que o nosso Deus, nos confere vitória absoluta em Cristo Jesus, não existindo inimigos que possam frustrar a possessão final da plena salvação que há em Seu Filho, acerca do que essas coisas falam. Portanto, Deus aparece aqui como alguém que se coloca em nossa defesa. Isto para nos mostrar que não há adversário, externo ou interno, pessoas, seres angelicais bons ou maus, adversidade no sofrimento, perseguições, ou mesmo outros homens, que finalmente possam levar o cristão à derrota espiritual. Mesmo porque a salvação procede de Deus, é garantida pelo próprio Deus, sendo inexoravelmente conferida aos que creem. E sabemos que tudo aquilo que Deus faz dura para sempre. Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele.Eclesiastes 3:14.
Quando temos essa revelação de que tudo quanto Deus faz durará eternamente? Temos vitória e segurança da salvação. Não é aquilo que nós fazemos, mas o que Deus fez em Cristo Jesus, que nos faz mais que vencedores. Toda pessoa que ainda não foi liberta do pecado, sempre estará sujeita a Lei, a qual diz: “FAÇA”. Mas quando uma pessoa crê em sua morte e ressurreição com Cristo, ela é liberta da Lei do pecado e da morte, contudo vive debaixo da graça, que assegura: “ESTÁ FEITO!"Somos mais que vencedores, porque fomos salvos inteiramente pela graça e esta mesma graça, haverá de levar-nos à glorificação. Jesus Cristo é toda a teologia de que necessitamos nessa questão prática da vida vitoriosa. Não estamos lutando para obter vitória; mas estamos celebrando a vitória que já foi ganha para nós. Falamos muito sobre a graça de Deus, no entanto, nos esquecemos do fato que a vitória nos é foi dada em Cristo Jesus. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Coríntios 15:57.
Ninguém precisa trabalhar para receber um presente, nem tem alguém de participar da compra de um presente que lhe é oferecido. O presente em sua inteireza nos é oferecido, independentemente de nossos esforços e labutas. Lamentavelmente muitos cristãos estão experimentando derrotas em suas vidas, porque não fazem outra coisa a não ser “tentar”. Todas as vezes que tentamos fazer alguma coisa esperando obter vitória, estamos apenas enganando a nós próprios, pois qualquer vitória assim conseguida não passa de uma imitação. É necessário que todo aquele que nasceu de novo mude da palavra empregada, de “tentar” para “confiar”, porque ninguém pode tentar e confiar ao mesmo tempo. Tentar é aquilo que fazemos confiar é aquilo que deixamos o Senhor fazer. Devemos esperar pelo Senhor. Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera. Isaías 64:4.
Todo aquele que quer se tornar mais que vencedor, precisa deixar o Senhor trabalhar em sua vida. A vitória não é você e nem eu; a vitória é a pessoa de Cristo vivendo em nós! Hoje em dia, as pessoas cometem um grave erro ao acharem que a vitória é progressiva e a derrota é regressiva. Assim, se uma pessoa for capaz de controlar seu temperamento ou mantiver uma comunhão íntima com Deus, então essa pessoa é vitoriosa. Não é assim. Devemos nos lembrar de que a vitória não tem nenhuma relação com nosso “eu”. Para existir em nós uma vida de vitória, precisamos crer que naquela cruz, Deus em Cristo nos substituiu. Através da obra da cruz, já não sou mais eu, pois essa velha vida já não tem mais nada a ver comigo. Também não significa que o eu mal se tornou o eu bom, ou que o eu impuro se tornou puro. É simplesmente não mais eu. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2:20.
A fé consiste na outorga da própria alma aos cuidados de Cristo. Desse modo, o Espírito Santo vem assumir o controle de nosso ser, fazendo do Deus eterno o alvo de nosso anseio. Por outro lado, devemos ser honestos e verificar que em nós mesmos não há nada que possa fazer de nós mais que vencedores, neste mundo de pecado e de lamentações. O homem, por si mesmo, sem o plano e o amor de Deus, seria avassalado pela derrota e pela tristeza, tanto nesta esfera terrena como do outro lado da eternidade. Porém, existe o amor de Deus que está em Cristo Jesus, que nos garante a nossa vitória sobre este mundo pela fé. Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? 1 João 5:4-5.
A vida cristã vitoriosa é certamente impossível para nós na nossa própria força e poder. Se deixarmos por nossa conta, vamos permanecer derrotados. Mas, há boas novas para o seguidor de Cristo. Ele já proveu tudo para a nossa vitória. A vida cristã vitoriosa não é só um sonho ou um desejo impossível de ser alcançado para a nova criatura. É uma realidade. É algo que já foi alcançado por Cristo. Mas qual é a nossa experiência? É triste dizer que não temos vivido de maneira correta, por isso temos experimentado muitas derrotas. Pois, com a menor tribulação que vem em nossa direção, gritamos e reclamamos do quanto temos suportado e sofrido. Porém, se vivermos corretamente, seremos mais do que vencedores em todas as coisas. A vida cristã não é uma vida que às vezes vence e às vezes é derrotada, não é uma vida que é derrotada pela manhã e que vence à tarde. Ela é sempre triunfante em Cristo. Segundo o padrão bíblico, deve ser considerado estranho se você não vence, e comum se você vence! Vamos ler este maravilhoso texto em 2 Coríntios 2:14:Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.
A Bíblia fala que em Cristo é possível ser vencedor sempre, é possível triunfar sempre, mas a falta do entendimento correto do que seja essa vitória, têm levado muitos a uma frustração na vida cristã, ou até o abandono da carreira cristã. Existe um entendimento errado que vitória é ser bem sucedido financeiramente, ter um bom emprego. Para outros a vitória seria passar no vestibular e quando isso não acontece sentem-se derrotados; Ainda para outros a vitória é total ausência de enfermidades. Com certeza essas coisas são interessantes e até podem caracterizar pessoas bem sucedidas, porém nunca são elementos suficientes para afirmar que são pessoas vitoriosas. Tudo pode ser abalado, menos o amor de Deus revelado em Cristo. Então quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte? Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. Graças a Deus que em Cristo Jesus, somos mais que vencedores. Quem vence os obstáculos é um vencedor, mas quem vence com os obstáculos é mais que um vencedor. Quem vence com as suas forças é um vencedor admirável, mas quem vence com as forças de Deus é um inigualável vitorioso. Quem vence depois que lutou é vencedor, mas quem vence antes mesmo de ter lutado é mais que vencedor. E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; a nossa suficiência vem de Deus. 2 Coríntios 3:4-5b. Amém.
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quinta-feira, 7 de abril de 2016
MAIS QUE VENCEDORES
Práticas de uma vida em santidade
Práticas de uma vida em santidade
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"E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." - Romanos 12:2
O Apóstolo Paulo disse, no capítulo 12 da sua carta aos Romanos, que a renovação da mente tem o poder de transformar o nosso viver. Estudando a fundo suas palavras, entendemos com clareza que quando nossa mente está ocupada com outras coisas que não são as de Deus, perdemos totalmente Sua visão e, consequentemente, o desejo de andar no centro da vontade Dele abandona gradualmente nossos corações. A exortação de Paulo aos Romanos também nos ensina uma maneira para que isso jamais aconteça na nossa vida nos dias de hoje: “... transformai-vos pela renovação da vossa mente...”. Mas o que isso quer dizer? Renovar a mente significa, de acordo com as Sagradas Escrituras, meditarmos constantemente Nelas. A leitura diária da Palavra de Deus tem o poder imenso de nos mostrar coisas em nossa vida que, se buscássemos somente em nossa própria consciência, jamais conseguiríamos alcançar um mudança significativa. Esse texto nos mostra claramente uma tênue linha entre a fé emocional e a espiritual. Essa linha é, justamente, objeto deste estudo, pois ela é um estado de vida real e perigoso, onde muitos cristãos de hoje ser encontram. A Palavra de Deus faz menção, no texto de Romanos 12, de forma muito inteligente a algo totalmente incompreensível à época em que foi escrita. Ela nos aponta à percepção de que sérios problemas humanos têm origem psicológica. Por isso, esse texto jamais perderá sua atualidade, passe o tempo que passar. Mas como assim “origem psicológica”? Aprendemos através da Palavra que há diversas formas de brecha que podemos dar em nossa vida para que satanás encontre uma maneira de nos derrubar. Entre elas, as mais comumente exploradas pelo diabo são: a concupiscência dos olhos, a mentira, a maledicência, a murmuração, a desonestidade, a contenda, a ira, a dificuldade em perdão e a ociosidade da mente. Quando o escritor fala em renovação da mente, deixa claro que a ociosidade da mente é uma terrível porta aberta que dá livre acesso às investidas das hostes espirituais da maldade. Quando ocupamos nossa mente com coisas que não vêm do alto, que não são do interesse de Deus, nos distanciamos Dele, e quando nos distanciamos Dele, passamos a ocupar nossa mente com coisas que não vêm do alto, naturalmente! É, deu pra perceber que isso se torna uma roda vida. Infelizmente essa roda vida não pára por aí. Na verdade, muito mais que uma roda vida, essa situação se torna uma bola de neve, pois à medida que ocupamos nossa mente com coisas em que o Senhor não está, nos afastamos gradativamente Dele, e à medida que nos afastamos gradativamente Dele, gradativamente também começamos a nos envolver com este mundo, e à medida que começamos a nos envolver com este mundo, começamos a perder a consciência do pecado, e à medida que começamos a perder a consciência do pecado, começamos a perder o interesse pelas coisas de Deus, pois elas se tornam muito chatas e caretas pra nós. Logo começamos a compactuar com coisas que são abomináveis diante de Deus, e começamos até a achar normais alguns desejos que, se nós ao menos parássemos pra nos perguntar o que Jesus acharia deles, não precisaríamos nem ouvir Sua resposta. É triste pensar que tudo isso que foi hipoteticamente citado no parágrafo anterior é tido muitas vezes como “perfeitamente normal” na igreja dos dias de hoje. Quantas vezes não nos flagramos comentando “Ah, isso é normal, todo mundo da uma tropeçadinha de vez em quando”. Ta amarrado em nome de Jesus!!! O povo de Deus não pode “dar uma tropeçadinha de vez em quando” não, fora da igreja de Cristo esse pensamento diabólico! Temos é que nos dar conta que nosso padrão de santidade anda deveras medíocre, bem como o diabo gosta, não é mesmo? Temos que nos dar conta que nossa mente anda muito poluída, é, isso mesmo POLUÍDA! “Ah irmão, como assim se eu não penso em pornografia nem nada, poluída por quê?” Por que ela anda ocupada demais com coisas que não dizem respeito a Deus, e que para Ele não passam de poluição, ora! Será que alguns irmãos acham que Deus gosta de comer migalha, resto, o que sobra da mesa que nem o cachorro quer? É, eu acho que sim, pois a mente de muitos crentes de hoje anda lotada demais pra incluir Deus, pior que agenda de político em campanha eleitoral: · 8hs - Ligar a TV pra ver o programa da Ana Maria Braga · 8h30min - Café da manhã lendo o jornal, claro, por que a Bíblia de manhã cedo da muito sono · 9hs - Tem que trabalhar, e como o trabalho corrido demais não dá tempo de orar (nem quando vai ao banheiro da pra dobrar o joelho por que eu sou cristão e matar serviço desagrada a Deus) · 12hs - Oooooba, hora do almoço (normalmente lembra de agradecer pelo alimento lá pela penúltima garfada) · 13hs - De volta ao trabalho e mais correria (Deus entende, né?) · 18hs - Ida pra casa (eu até tento orar no ônibus, mas acabo dormindo de tão cansado né Senhor!) · 19 às 22hs – Espaço reservado pras novelas da Globo (Ah tá né, não me diz que novela também é pecado, se é assim então até o meu pastor ta com o pé no inferno!) · 23hs – Caminha, né, por que ninguém é de ferro também! Brincando, brincando esse é o quadro real de muitos e outros tantos crentes por aí a fora! Não se dão conta que estão totalmente aprisionados, sendo jogados pra fora da comunhão com Deus! Deus não se agrada de migalhas, amados! Ele quer as primícias da nossa vida, aquilo que é mais importante pra nós, não o que resta! Não o tempinho que sobra do nosso dia, entenda isso! É algo triste e revoltante ver a cegueira de alguns irmãos, principalmente dos que têm uma agenda parecida com a descrita acima! Não percebem que, sutilmente, satanás está conseguindo fazer exatamente aquilo que quer em suas vidas: afastá-los dos projetos grandiosos que o Senhor tem, ocupando suas mentes com coisas tão medíocres e passageiras frente àquelas que Deus reserva para aqueles que O amam! Pelo amor de Cristo, acorda povo de Deus!!! De um basta nessa situação ridícula e tire as pilhas do controle remoto que satanás tem usado pra controlar sua vida e sua mente, meu irmão e minha irmã! Vamos aprender com essa palavra tão atual eixada pelo apóstolo Paulo aos Romanos, e vamos renovar nossa mente na Santa Palavra de Deus. Vamos ocupar nossos pensamentos com as coisas que vêm do Alto e deixar o Senhor mortificar nossa carne para os desejos desse mundo que só encaminham para a morte! Vida em santidade não tem segredo, não tem mistério meu querido, minha querida. Ela começa com uma mente saudável, renovada, livre do fermento desse mundo e ocupada em pensar e meditar na Santa Doutrina “...para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus!” |
Romanos 11
Romanos 11
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por
D. Martyn Lloyd-Jones Edinburgo: Banner of Truth Trust, 1998. Este é o volume mais recente na publicação das exposições magistrais de Martyn Lloyd-Jones (MLJ) sobre Romanos, as quais ele pregou entre 1955-1968, e que têm sido publicados um volume de cada vez desde 1970. Este último volume, que contêm sermões pregados em 1964-1965, não desapontou, mas dá continuidade à excelente uniformidade da série. Como o resto dos volumes da série, este contém vários sumários magníficos tanto da epístola inteira até este ponto (Romanos 1-11, páginas 257-258), como da seção na qual encontramos o capítulo que é o assunto deste volume (Romanos 9-11. páginas 3-5, e novamente nas páginas 224-227). Assim, se você não leu os volumes precedentes, você pode facilmente se orientar com aqueles sumários. No capítulo 8 de Romanos, Paulo tinha exposto a garantia de que Deus com certeza trará todo o Seu povo à salvação, que nada pode se opor no caminho. ?Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades? (8:38-39). Mas um objetor pode dizer:o que dizer sobre os Judeus? Não é um fato que Israel rejeitou seu Messias significa que o plano de Deus para com os Judeus falhou? De modo nenhum, diz Paulo, ele mesmo é um Judeu. Então, há o princípio visto durante toda a história de Deus, que Deus nunca intentou salvar cada um dos Judeus. Antes, há um princípio visto em um versículo chave, 9:6: ?Porque nem todos os que são de Israel são israelitas?. O principio remanescente mostra que sempre houve um corpo de indivíduos eleitos dentro de Deus que Deus traria com segurança à salvação, um Israel espiritual dentro no Israel natural ou nacional. E no capítulo 10, ele mostra como Israel descrente foi responsável pela sua própria condenação, porque eles rejeitaram a justiça pela fé que Deus ofereceu, mas procuravam estabelecer a sua própria justiça (10:3). Ele começa o capítulo 11 dizendo: ?Acaso rejeitou Deus ao seu povo? De modo nenhum; por que eu também sou israelita, da descendência de Abraão...Deus não rejeitou ao seu povo que antes conheceu? (11:1-2). Portanto, as promessas de Deus para Israel estão ainda sendo cumpridas para o remanescente, porque Paulo diz: ?Assim, pois, também no tempo presente ficou um remanescente segundo a eleição da graça.?. (11:5). Mas então Paulo avança o argumento a media que ele revela um ?mistério?: ?Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado; e assim todo o Israel será salvo? (11: 25-26). Com um fundo no ensino dispensacional, eu estava particularmente interessado para ver como MLJ trataria o versículo 26, e o conceito de se Israel tem uma parte nos planos de Deus para o futuro. Assim MLJ diz: Minha alegação é que o Apóstolo levanta toda a questão porque ele tinha tratado com a gloriosa doutrina da segurança até o fim do capítulo 8. Ele tinha se gloriado na certeza e triunfo dos propósitos de Deus. Mas, com respeito à nação de Israel, eles pareciam ser uma contradição e terem se extraviado totalmente se o evangelho é verdadeiro e se a igreja é o povo de Deus...E a primeira parte da replica do Apóstolo é que há outro Israel, um ?Israel espiritual?, dentro do Israel natural....que sempre tem havido um remanescente de acordo com a eleição da graça . Mas você verá que esta não é toda a história...em 11:25 ele diz, ?Eis que vos digo um segredo. Eu recebi uma revelação. Eu estou falando como um profeta. Eu não estou mais argumentando?. Ele tinha estado argumentando nos termos do Velho Testamento. Ele não diz que isto é um argumento, eu vos dou uma revelação. O mistério que ele está revelando é, como temos visto, que Israel como um todo está caminhando para ser trazido para dentro. Ora, minha alegação é que não há nenhuma contradição entre o que ele diz no começo do capítulo 9 e o que ele diz aqui no capítulo 11, e especialmente perto do fim. Isto não é uma contradição. É uma adição...Não há razão qualquer que seja para dizer que o Israel verdadeiro deva sempre ser um remanescente. Tudo o que Paulo está dizendo é isto, que isto tem sido freqüentemente o caso. Era o caso quando ele estava escrevendo, e continuará sendo o caso ?até que a plenitude dos gentios haja entrado? (versículo 25). Então, não será meramente um remanescente que crerá mas, todo o Israel crerá(inclusive os gentios). ?todo o Israel será salvo,? (versículo 26). Dessa forma crê que Deus ainda tem planos não cumpridos para o Israel nacional. Em algum tempo no futuro, antes da segunda vinda, a maioria da nação de Israel - Israel como um todo, não apenas um pequeno remanescente dentro dele - será trazido à fé salvadora através da soberana graça de Deus. Deus não está tratando com a nação de Israel, com os Judeus, com os herdeiros físicos de Abraão. MLJ contrasta sua visão com a do dispensacionalismo com segue: Que Paulo está preocupado com a salvação de ?todo o Israel?. Ele não diz nada sobre o futuro da nação Judia de qualquer ponto de vista governamental, nem mesmo em terno da terra da Palestina. Não é sobre isto que ele está falando. Ele está falando sobre sua salvação e que os Judeus serão salvos exatamente da mesma maneira que todos os outros...Eles virão à igreja exatamente da mesma maneira como cada um de nós tem vindo - a saber, pelo arrependimento para com Deus e fé no Senhor Jesus. E então, na contemplação deste plano de Deus e de Sua graça, Paulo termina o capítulo 11 com uma maravilhosa doxologia para a ?profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus? (versículos 33-36). Há vários assuntos tratados no livro que eu gostaria dignos de atenção especial: 1. A doutrina da cegueira judicial, tratada no capítulo 5. 2. Os Salmos imprecatórios, tratados no capítulo 6. 3. Princípio: as passagens de advertência das Escrituras são o caminho de Deus realmente assegurar a perseverança dos Seus santos. 4. A diferença entre história e profecia, de acordo com Charles Hodge: A história dá os detalhes do que aconteceu; mas na profecia, os grandes eventos são previstos, mas o modo de sua ocorrência, seus detalhes, e suas conseqüências podem somente ser descoberto pelo evento (isto é, quando elas acontecem, ou seguindo o acontecimento delas). 5. Três princípios na interpretação da profecia. Este é um grande livro, como seus predecessores na série de Romanos. Portanto, verifique-o! |
Romanos 4
Romanos 4
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Paulo dedicou todo o quarto capítulo de Romanos para explicar o significado da justificação, que é por meio da fé em Jesus Cristo.
É importante que seja destacado que aqui neste capítulo, o apóstolo não está explicando o que é a santificação, mas somente a justificação, ou seja, o ato judicial declarativo de Deus pelo qual somos considerados justos por Ele.
Paulo demonstrou como é que a nossa justificação, que nos traz a salvação, promovendo a nossa conversão e união eternas a Cristo, é realizada somente pela graça, mediante a fé.
É importante observar como ele ordenou os argumentos nesta epístola aos Romanos, uma vez que primeiro apresentou a condição decaída no pecado e sujeita à condenação (cap 1 e 2); depois a forma como se é livrado da condenação pela justificação, que é o ato declarativo de Deus que nos torna seus filhos para sempre (cap 3 a 5); depois o significado da expiação e a consequente consagração pelo processo da nossa santificação (cap 6); depois apresentou a posição firme na qual todo crente se encontra diante de Deus por causa da sua união com Jesus, a par da sua luta interior (cap 7), e das provações externas (cap 8), e em tudo isto, sempre mostrando como somente é possível ser vitorioso sobre a carne, o diabo e o mundo, por causa da nossa união espiritual com Cristo, por meio da fé.
No capítulo 9º Paulo discorre sobre a predestinação e eleição; no 10º sobre o dever e o modo de se proclamar o evangelho; no 11º sobre a condição do povo de Israel perante Deus; do 12º ao 16º discorre principalmente sobre qual deve ser a conduta dos que foram salvos pelo evangelho.
Na verdade, nem na justificação, nem na santificação, temos motivo para nos gloriar em nós mesmos, tal como Abraão não tinha motivos para se gloriar no fato ter sido justificado pela fé.
Não somente por causa do argumento de que esta justificação é por pura graça e misericórdia de Deus, excluindo qualquer mérito do homem, como também pela verdade que toda a glória é devida ao Senhor, porque somente Ele é o Criador e o Salvador.
Sem Ele nada existiria. Sem Ele não haveria nenhuma salvação, nenhuma eleição, nenhuma justificação, nenhuma santificação, nenhuma glorificação, nenhuma cura do espírito, nenhum livramento da condenação, nenhuma herança para o cristão no céu.
Então, ao afirmar que se Abraão tivesse sido justificado por obras, teria motivo de se gloriar, mas não diante de Deus, Paulo queria dizer que ele teria realmente motivo de se gloriar em si mesmo, caso fosse possível alguém ser justificado por suas obras.
Mas, como isto é impossível, então ninguém deve se gloriar em si mesmo na Sua presença, senão somente no próprio Deus, que tudo opera em todos, e por meio de quem são todas as coisas.
Deste modo, não está sendo enfocado por Paulo que haja alguma obrigação de Deus em dar a salvação a qualquer pessoa como uma espécie de salário, de pagamento de uma dívida, por alguma boa obra que tenha sido praticada por aquele a quem Ele salvou.
Como Deus sabia que não haveria no homem nenhum modo de salvar a si mesmo do pecado, Ele deliberou, desde a eternidade, salvar pela graça mediante a fé.
Então se uma pessoa insiste em ser salva por obras, ela permanecerá sob a condenação de Deus, porque está sendo desobediente à Sua ordenação, de que aquele que for salvo, o será pela Sua graça, e mediante a fé. Tentar fazer valer a própria justiça sempre nos deixará desprovidos daquela Justiça que nos vem da parte de Deus pelo evangelho.
Cabe destacar que a causa da condenação não será a desobediência propriamente dita, mas o fato de que é por meio desta que ficamos alijados da graça de Cristo, porque Deus determinou que salvaria o pecador somente por fé, pela fé do pecador na Pessoa e obra do Seu Filho amado Jesus Cristo.
As boas obras devem ser praticadas, mas não com o fim de sermos salvos por Cristo, porque isto ocorre somente pela graça e por meio da fé. E é importante que se frise que estas boas obras se referem em primeiro lugar à transformação progressiva e gradual do cristão à imagem de Jesus, e depois se manifestam em atos de justiça, amor e bondade em relação ao próximo, porque esta é a consequência imediata daquele que tem caminhado com Deus, por ter sido reconciliado com Ele por meio da fé em Jesus.
Quando não se conhece esta verdade, ou mesmo quando a esquecemos, é possível que nos entreguemos com todo afinco à obra de evangelização, até mesmo convencendo a muitos a se tornarem cristãos... todavia, a questão essencial permanece de pé: como fruto do nosso trabalho, houve uma conversão real destas pessoas que se agregaram à Igreja? Houve uma transformação real em novas criaturas em Cristo? Houve a evidência das obras e fruto do Espírito Santo em suas vidas através da santificação?
Assim, não podemos dizer que o evangelho, que a fé, é meramente algo pró-ativo, ou seja, que demanda de nós apenas esforços para evangelizar o mundo. Se não tivermos uma santificação verdadeira operada pelo evangelho em nossas próprias vidas, é bem certo que ficaremos longe do alvo proposto por Deus para a pregação do evangelho, que é o de operar, antes de tudo, justificação, regeneração e santificação de pecadores.
É pela fé no sangue que Jesus derramou na cruz que somos lavados e perdoados dos nossos pecados.
Deus revelou esta verdade pelo Espírito ao rei Davi, a qual lemos no Sl 32.1,2, cujas palavras Paulo usou em Rom 4.7 e 8:
“7 Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos.
8 Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.”
Então a justificação é uma declaração da parte de Deus em relação a quem se converte, de que esta pessoa é agora justa diante dEle, ou seja, está justificada do pecado, por causa da obra realizada por Jesus em seu favor.
Esta justiça que é atribuída ao homem é decorrente da justiça do próprio Cristo. É a veste de Cristo com a qual ele agora está vestido.
Uma vez justificado, ele é chamado a ser justo em todo o seu procedimento, e assim há uma justiça procedente de Deus que deve ser nele implantada pelo Espírito, de maneira que seja aperfeiçoado na justiça evangélica, mas isto não faz parte do ato da justificação, que como vimos antes, é uma declaração feita por Deus de que somos agora justos aos Seus olhos por causa de Cristo, e não uma implantação da Sua justiça em nós.
Esta implantação da justiça é feita pela regeneração (novo nascimento) e santificação do Espírito Santo, sendo que a santificação é um processo progressivo, e não instantâneo tal como se dá com a justificação e a regeneração, quando do nosso encontro pessoal com Jesus na nossa conversão.
E esta bênção da justificação, que nos dá a salvação, não é somente para os judeus, uma vez que Abraão foi justificado pela fé, quando ainda era um gentio em Ur dos caldeus; e foi circuncidado em seu prepúcio somente depois de ter crido em Deus e ter sido justificado, de maneira que não é a circuncisão do prepúcio que justifica uma pessoa conforme os judeus costumavam ensinar, porque não foi por ter sido circuncidado que Abraão foi justificado.
Aconteceu justamente o contrário: ele foi circuncidado porque foi justificado, isto é, ele recebeu a circuncisão como um sinal comprobatório da justificação que é pela fé, que Deus lhe havia concedido.
De maneira que os cristãos que são justificados devem trazer em si este sinal comprobatório que também foram circuncidados por terem crido, já não mais no prepúcio, mas no coração.
A circuncisão dos judeus era um ato de despojamento da carne do prepúcio.
Então a circuncisão do cristão na Nova Aliança com Cristo consiste no despojamento da carne, não do prepúcio, mas do princípio operativo do pecado, que a Bíblia chama de carne; e que consiste em tudo aquilo que nos impeça de ter uma vida de comunhão no espírito com Deus.
Lembremos que o motivo alegado por Deus de que não permaneceria mais atuando nos homens nos dias de Noé, porque estes eram carnais, significava que eles haviam se tornado insensíveis, e completamente endurecidos à ação do Espírito Santo, que procurava conduzi-los ao arrependimento, conforme lemos em Gên 6.3.
Deve ser levado em conta também que a promessa da Nova Aliança foi feita a Abraão, mais de quatrocentos anos antes da Lei ter sido dada a Moisés no Sinai.
Isto significa que ao dizer que no Descendente de Abraão, que é Cristo, seriam benditas, todas as nações da terra, Deus estava mostrando que o modo de alguém ser salvo não seria por causa da Lei, mas pela promessa que fez a Abraão, de salvar também a muitos do mesmo modo como fizera com Abraão, a saber, somente pela fé.
Se a herança prometida a Abraão, de uma pátria celestial, para ele e aqueles que seriam considerados seus descendentes, tivesse sido feita pela Lei, a promessa de Deus teria sido aniquilada, mas isto é impossível, porque não foi pela Lei, mas pela justiça que é pela fé, que os homens são salvos, como Paulo afirma nos versos 13 e 14 deste quarto capítulo de Romanos.
Se a promessa fosse pelas obras da Lei todos continuariam debaixo da ira e da maldição de Deus, porque não há quem guarde perfeitamente todos os mandamentos, durante todos os dias da sua vida. E mais do que guardar os mandamentos de Deus, isto se refere sobretudo a se ter uma vida que seja à exata imagem e semelhança da santidade e caráter divinos.
Algum descendente de Adão, tanto quanto ele, poderia atender a tal exigência, sem a graça de Cristo? Por isso Deus não nos deu uma árvore de conhecimento divino para sermos salvos, mas uma Árvore de Vida, uma Videira Verdadeira, pela qual podemos participar da Sua própria vida celestial e inteiramente santa.
Mas o apóstolo argumenta num nível mais fácil, ainda que também impossível para o pecador, a saber, o da obediência à Lei para a salvação, uma vez que os judeus ensinavam e criam nisto. Ele os tem em mira quando argumenta sobre a justificação, de modo a lhes convencer que se alguém pretendesse ser salvo pela Lei e não pela fé, esta seria a única maneira de ser salvo, a saber, pela guarda perfeita da Lei.
Ainda que a Lei não deva ser desconsiderada e descumprida, mas amada e obedecida, não há quem possa cumpri-la perfeitamente, porque o princípio do pecado permanece operando na carne e exigindo que seja mortificado diariamente pela operação da cruz.
Então, todos os homens, de todas as épocas, quer antes da Lei, como foi o caso de Abraão, quer depois da Lei, depois de Moisés, encontram-se numa condição miserável diante da justiça de Deus, mas este determinou ser gracioso e misericordioso para com os pecadores, ao justificá-los somente pela fé, de maneira que sendo por fé, a justificação será pela graça do Senhor, conforme Ele estabeleceu, para que ninguém se glorie diante dEle por suas próprias obras, como Paulo afirma no verso 16.
Assim o registro da justificação de Abraão pela fé, não se encontra em Gên 12, somente por causa dele, mas também por nós que temos sido justificados pela mesma fé com a qual ele foi justificado, para que estejamos convictos sobre o modo pelo qual Deus salva, como também para que possamos ser efetivamente salvos da mesma maneira como Ele salvou Abraão, como se vê em Gên 15.6:
“E creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça.”.
A grande prova que a justificação que dá vida eterna é pela fé no Filho de Deus reside na ressurreição de Jesus.
Portanto, pela Sua ressurreição Ele comprovou que possui o poder de dar vida eterna aos que estão mortos em seus pecados, a saber todos os homens, e dentre os quais se encontrava o próprio Abraão.
E a ressurreição de Jesus foi também o sinal confirmatório de que a justiça divina havia sido plenamente satisfeita.
É importante saber que não há nenhum resto mortal de Jesus na terra; assim como também não há de Elias e Enoque, porque foram arrebatados.
Mas nenhum dos dois ressuscitou dos mortos como Jesus havia ressuscitado antes dEle ter subido ao céu, num corpo glorificado, depois de ter experimentado a morte por todos os homens, para dar vida aos que creem no Seu nome, de modo que somente o Senhor Jesus é Primícia dos que dormem, quanto à promessa da ressurreição futura de seus corpos no dia do Arrebatamento.
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Romanos 3
Romanos 3
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Tendo falado nos dois primeiros capítulos de Romanos sobre a natureza pecaminosa universal de toda a humanidade, quer em todas as épocas ou lugares, e do juízo de condenação eterna que há da parte de Deus sobre aqueles que se encontram nesta condição, a saber, todas as pessoas sem exceção, Paulo passou a discorrer nos capítulos 3, 4 e 5, sobre a solução provida por Deus para perdoar e restaurar o homem caído, ao nos dar Jesus Cristo para ser tanto o nosso sacrifício expiatório, quanto o nosso sumo sacerdote intercessor, o nosso guia, rei e senhor, bem como a nossa própria nova vida espiritual e celestial.
Tiago havia falado sobre a Lei Régia que condena todo homem, porque esta Lei não foi revogada ou substituída pela Nova Aliança feita no sangue de Jesus, senão apenas a Lei cerimonial e civil que foi dada através de Moisés para vigorar para a nação de Israel no período do Antigo Testamento, que durou de Moisés (1.440 a.C), até a morte de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz.
Tiago falou também de uma Lei da Liberdade sob a qual se encontram todos os que creem em Jesus. E por que ele se referiu a ela deste modo? Por que é pela lei do Espírito e da vida em Cristo Jesus que somos libertados da lei do pecado e da morte (Rom 8.2). Veja que é afirmado ser ela uma lei de liberdade. E liberdade do pecado e da morte espiritual eterna.
Não se trata portanto de uma simples lei de liberdade de vícios, de práticas imorais, ou de toda forma de pecado que se possa nomear, mas é sobretudo uma liberdade de uma condição de morte para a de vida eterna; de prisão em ignorância e em trevas, para o verdadeiro conhecimento de Deus e de luz. É liberdade da escravidão a Satanás e a todos os espíritos das trevas. É liberdade da condenação da Lei Régia e da própria Lei de Moisés. É liberdade para ter poder e capacidade para viver de maneira santa e agradável a Deus e em comunhão com Ele por toda a eternidade.
Tudo isto nos foi trazido pela graça e verdade que estão em Jesus Cristo, e que nos foram reveladas pelo Seu evangelho.
O injusto pecador, estando sob o evangelho, será visto por Deus como sendo justo, porque além de ter sido justificado pela fé no evangelho, terá também a justiça de Cristo sendo implantada nele progressivamente até a perfeição em glória, pela operação e instrução do Espírito Santo.
A justiça do próprio Cristo lhe foi oferecida pelo evangelho para poder ser perdoado e justificado por Deus.
É por estar em Cristo que somos justificados e por conseguinte tornados aceitáveis a Deus.
Deus não mais condenará eternamente aquele que foi justificado pela fé em Jesus.
Ele não o fará porque prometeu isto desde os dias dos profetas do Velho Testamento (Jeremias 31.31-35), porque castigaria e cobraria a conta de todos os nossos pecados em Seu próprio Filho Unigênito, que se ofereceu voluntariamente, em amor, por nós.
E para que não houvesse qualquer dúvida quanto ao que havia prometido acrescentou um juramento por Si mesmo de que jamais anularia o que nos prometeu (Hebreus 6.17).
É por isso que vemos o caráter deste perdão e justificação sendo ilustrado por Jesus em tantas passagens dos evangelhos, especialmente nas parábolas da dracma perdida, do filho pródigo e da ovelha perdida.
Não temos tempo e espaço para aprofundar aqui todo o ensino que há nestas parábolas, mas podemos destacar pelo menos este aspecto da busca de Deus pelos perdidos, e que deve haver também nos que estão perdidos, uma busca de Deus para que possam ser acolhidos por Ele.
Todavia, ninguém deve pensar que ao buscar a sua ovelha fujona e extraviada, que o Pastor teve da parte dela uma efusiva recepção.
É bem provável que ela tenha tentado escapar de seus braços imaculados, de tão suja que estava pelo pecado, envergonhada de sua condição, mas ainda assim ele insistiu em pegá-la e obteve êxito ao pegá-la e colocá-la sobre os seus ombros, para poder cuidar dela, lavando-a, alimentando-a e dando-lhe um abrigo seguro no aprisco.
É por este motivo que é ordenado aos cristãos seguirem o exemplo do Seu Pastor e Mestre, buscando também as ovelhas desviadas do rebanho. Ainda que haja uma resistência natural nelas ao serem assim procuradas, mas isto não deve ser motivo de deixarmos de orar por elas e de procurarmos abordá-las com exortações amorosas de encorajamento a retornarem ao redil.
Ainda que algumas tenham sido tratadas com a disciplina da Aliança prescrita pelo próprio Senhor Jesus Cristo, não nos é dado desprezá-las e deixar de amá-las e de interceder em favor delas para a sua futura restauração pela via do arrependimento.
E por que tudo isto? Porque são filhos de Deus. Adotados por Deus como filhos em Jesus Cristo. São amados de Deus. Reconciliados com Deus, ainda que estejam com sua comunhão presente arruinada por uma vida carnal e pecaminosa, porque o preço exigido para a justificação deles foi pago integralmente por Jesus, que nada deixou para que fosse pago por eles para poderem ser reconciliados com Deus. A inimizade que havia foi desfeita, porque “justificados pela graça mediante a fé temos paz com Deus por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”. A guerra de inimizade por causa do pecado acabou no momento em que nos rendemos por meio da fé em Jesus.
Neste, e nos capítulos anteriores, o apóstolo demonstrou com argumentos sólidos que a condição do melhor dos homens, diante de Deus é de completa miséria por causa do pecado.
Então, ainda que o fato de ser judeu tenha em si alguma vantagem, porque foi aos israelitas que Deus revelou a Sua Palavra, e por meio deste povo que trouxe Cristo ao mundo e com Ele a Sua salvação, no entanto, quanto ao que diz respeito à condição de escravidão por causa do pecado original, os judeus se encontram nas mesmas condições em que se encontram os gentios aos olhos de Deus.
Todos que são libertos, o são, portanto, somente pelo modo descrito pelo apóstolo, sobretudo nos versos 9 a 18, das coisas que são condenadas pela Lei, de maneira que toda boca se feche diante de Deus, quanto à tentativa de alegar diante dEle qualquer tipo de justiça ou mérito pessoal.
Pela exposição dos versos 3 a 8 Paulo demonstrou que o fato de alguns judeus, na verdade a maioria deles, não viver em conformidade com a vontade de Deus, por não serem convertidos, não demonstrava que a fidelidade de Deus havia sido aniquilada, ao contrário, comprovava que Ele é fiel em cumprir o que prometeu, porque apesar de toda a infidelidade deles quanto à antiga aliança, por cerca de 14 séculos, deu-lhes ainda assim um Salvador.
Assim, a injustiça deles trouxe à luz a bondade e a misericórdia de Deus, na pessoa de Jesus.
Deus permitiu e tem permitido a longa existência do pecado no mundo, para exibir o quanto é longânimo, perdoador, misericordioso, justo e bondoso.
Todavia, aqueles que afirmam que é bom praticar o pecado porque a graça tudo perdoa, demonstram com esta sua atitude que não conhecem de fato a Cristo, porque caso fossem convertidos, saberiam que os que assim pensam encontram-se condenados por permanecerem na prática deliberada do pecado, como Paulo afirma em Rom 3.8, pois os que têm sido de fato convertidos pela graça detestam o pecado e amam a santidade que há em Jesus. E ainda que temporariamente vencidos pelas cobiças e paixões carnais, eles virão a se arrepender e a se envergonhar disto em razão da nova natureza que receberam na conversão, que é inteiramente espiritual, santa e divina.
Assim, a graça há sempre de prevalecer neles sobre as suas quedas e fraquezas carnais, uma vez que Aquele que começou a boa obra neles, tem prometido e cumprido, completá-la até o dia da volta de Cristo.
É importante lembrar que já a partir deste capítulo o grande tema dominante desta epístola é o da justificação pela graça mediante a fé, sem o concurso das obras.
Paulo falou também de santificação a partir do sexto capítulo.
É muito importante ter sempre isto em vista ao estudar esta epístola aos Romanos para que não se faça uma confusão entre justificação e santificação, porque a justificação e a regeneração são instantâneas e acontecem no momento em que a pessoa se converte e passa a ter a habitação do Espírito Santo. E isto ocorre de uma vez para sempre, sem ser anulado. São atos irrevogáveis de Deus.
Já a santificação é um processo de negar-se a si mesmo e carregar a cruz seguindo a Jesus dia a dia.
É o ato que dura toda a vida, e que consiste no despojamento do velho homem e do crescimento na graça e no conhecimento de Jesus.
Então ao dizer que por obras da lei ninguém pode ser justificado, o apóstolo não estava negando a importância da lei, mas mostrando que ela não tem nenhuma participação no trabalho que é realizado para a nossa justificação e regeneração, senão somente auxiliar o Espírito Santo no Seu trabalho de nos convencer que somos pecadores e que necessitamos portanto de um Salvador.
Deste modo, Paulo fechou este terceiro capitulo dizendo que a fé do evangelho não está destinada a remover a lei, mas confirmar a lei, isto é, tanto sabemos pela fé o quanto a lei de Deus é perfeita em mostrar o Seu caráter e a nossa miséria, e o quanto podemos viver de modo que satisfaça as exigências da lei, somente quando somos convertidos pelo evangelho da graça de Cristo, mediante a fé.
Por isso Paulo afirma no verso 32: “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.”.
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Romanos 1
Romanos 1
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No primeiro capitulo de Romanos o apóstolo Paulo destaca especialmente a condição de todas as pessoas diante de Deus. Ele enfatiza que a justiça do próprio homem é imperfeita e incompleta para poder satisfazer a exigência da santidade e justiça de Deus, que demanda absoluta perfeição moral e espiritual, sem qualquer pecado cometido ao longo do curso de toda a nossa existência, condição esta que, patentemente, ninguém possuiu ou possui neste mundo (daí a razão de Jesus ter se apresentado como oferta de sacrifício em nosso lugar, para que morrendo a nossa morte, pudéssemos ter vida eterna juntamente com Ele diante de Deus, que é Deus de vivos e não de mortos).
A epístola aos Romanos tem sido chamada por muitos de o evangelho segundo Paulo.
Ele fez uso da palavra evangelho por 4 vezes somente neste primeiro capítulo, como se vê nos versículos 1, 9, 15 e 16, enfatizando que havia sido chamado para apóstolo, tendo sido separado de um modo especial por Deus, para pregar o evangelho de Cristo.
Esta repetição da Palavra “evangelho” logo no primeiro capítulo é muito importante para descortinarmos o propósito com o qual Paulo foi inspirado pelo Espírito Santo, a saber, o de ensinar aos cristãos de todos os tempos o que é o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo, e a importância dele para o cumprimento do propósito eterno de Deus de gerar pelo evangelho, muitos filhos semelhantes a Jesus, dentre os pecadores.
O próprio apóstolo havia sido gerado pela palavra do evangelho e por isso declarou que servia a Deus em seu espírito, no evangelho de Seu Filho.
Que estava pronto para anunciar também o evangelho em Roma, porque não se envergonhava do evangelho, uma vez que é ele o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. É sobre este evangelho, sobre o seu significado e aplicação que o apóstolo vai discorrer em toda a epístola aos Romanos.
A grande necessidade da humanidade de um evangelho de Deus que a salve, repousa na realidade de que Deus manifestou por várias vezes, especialmente no Velho Testamento, a Sua ira contra o pecado, para que soubéssemos que há de fato uma grande condenação final pairando sobre as cabeças de todas as pessoas, e é somente pelo evangelho que é possível escapar desta condenação decorrente do pecado.
Então, é somente pela justiça do evangelho, que é segundo a fé, que a ira de Deus contra o pecado daqueles que se convertem a Ele pode ser afastada, pela satisfação da sua justiça em relação à punição eterna que se exige em relação ao pecado, conforme o apóstolo vai expor amplamente nesta epístola.
Paulo diz que a justiça de Deus é revelada no evangelho de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé; porque esta justiça evangélica é a justiça de Deus; no sentido de que é a que Ele está aprovando e aceitando.
E a justiça que está sendo oferecida para a remissão dos pecados é a do próprio Cristo.
É portanto, somente por causa da fé em Jesus, que os pecadores são justificados, porque é o próprio Cristo que é a nossa Justiça, por estarmos unidos a Ele (I Cor 1.30). Deus nos vê em Cristo e fica satisfeito, porque estamos nAquele que é justo e santo, e que foi justificado pelo Pai por ter carregado os nossos pecados em sua morte, porque Ele não tinha qualquer pecado, de modo que isto foi comprovado, de que era Justo aos olhos de Deus em sua ressurreição e recepção na glória do céu em triunfo, depois de Sua ascensão.
Assim, é pelo conhecimento pessoal e real que temos dAquele que é perfeitamente Justo – Jesus – que somos justificados, conforme prometido desde os dias dos profetas do Velho Testamento (Isaías 53.11).
Paulo declarou qual era o seu principal propósito de estar entre os santos de Roma nos versos 11 e 12, que era o de comunicar algum dom espiritual a eles, e para que ele também fosse consolado por eles, através da fé mútua.
O evangelho deve ser pregado a toda criatura debaixo do céu, conforme ordenança de Jesus, e assim o apóstolo disse que estava pronto para pregar o evangelho também em Roma.
Não é por mérito de raça, de capacidade humana ou de qualquer outra qualificação ou capacitação que há salvação de pecadores, mas pela exclusiva graça que opera de fé em fé no evangelho, como Paulo afirma no verso 17.
A ação do pecado no mundo é evidente de várias maneiras, e o apóstolo enumera algumas a título de ilustração, até o versículo 32.
Todas as pessoas são portanto indesculpáveis perante o justo juízo de Deus que exige perfeita santidade a todos, sem exceção.
Ora, ainda que a nossa salvação seja efetuada exclusivamente segundo a misericórdia e graça de Deus, mediante o nosso arrependimento e fé, está claro, que é por estes pecados relacionados até o verso 32 que a ira de Deus permanece sobre aqueles que não se arrependem e não creem em Cristo. Disto se infere que na vida cristã, há uma absoluta necessidade para a nossa santificação para o uso por Deus; de um real abandono de todas as práticas pecaminosas ali relacionadas e todas as demais que se refiram à nossa velha natureza decaída – o que faremos recorrendo ao auxílio da graça e do poder de Deus, por meio da vigilância e da oração.
O pecado relativo a impureza sexual ou a qualquer outra, por exemplo, deve ser devidamente mortificado e abandonado. Enquanto os vícios nos dominarem não podemos ser instrumentos úteis e idôneos para o Senhor, porque se requer de nós uma posição firme contra todo e qualquer tipo de pecado, para cuja prática ou pensamento de atração estivermos naturalmente inclinados, porque é evidente que o pecado quebra a nossa comunhão com Ele, e sem permanecer nEle, nada podemos fazer conforme a Sua santa vontade.
Sem esta atitude de vigilância e combate contra os pensamentos e práticas pecaminosas não poderemos ser ajudados na hora da tentação, porque Deus dará graça ao que se esforça para agradá-Lo, porque os Seus olhos repousam sobre os justos para abençoá-los mas Ele é contra aqueles que praticam males deliberadamente, afrontando voluntariamente a Sua santidade e justiça.
Jesus morreu em nosso lugar para que não vivêssemos mais em pecado. Há nesses dias de apostasia da Igreja uma visão muito errada e concessiva quanto a isto, por se julgar que por se estar na graça não há mais necessidade de se preocupar com nossos pecados presentes ou futuros, porque Deus não estaria levando em conta estes pecados por termos sido perdoados por Cristo.
Todavia, não é este o ensino das Escrituras. É certo que toda a dívida de pecados de quem crê em Cristo foi paga por Ele na cruz, tanto de pecados passados, presentes ou futuros, todavia, isto se refere à salvação, e não a um viver santo e vitorioso no presente, que demanda uma verdadeira santificação.
Além disso não podemos ter certeza da segurança da nossa salvação, a não ser pelo meio de confirmar a nossa real eleição, pelo frutificação espiritual progressiva, que é vista em nossas vidas.
E isto, tanto no que se refere ao aspecto moral, quanto ao espiritual, uma vez que não basta ser virtuoso, é necessário também ser paciente e grato a Deus em todas as tribulações e sofrimentos que experimentamos neste mundo, por causa do nosso amor ao evangelho, uma vez que é assim que comprovamos que somos de fato eleitos de Deus.
Mas, nada desta vida vitoriosa pode ser alcançado sem que haja comunhão com Jesus e recepção diária da Sua própria vida e poder pelo Espírito Santo, uma vez que tudo o que somos e seremos, tudo o que fazemos para Deus e viermos a fazer, é sempre pela graça mediante a fé em Jesus, uma vez que não habita em nossa natureza terrena qualquer bem que nos torne aprovados por Deus.
Então é somente pela graça e justiça do evangelho que está sendo oferecida gratuitamente na dispensação da graça divina, que se pode escapar do Juízo condenatório em razão do pecado, e se obter um viver vitorioso espiritual em nossa jornada terrena.
Todos necessitam de um Salvador eficaz, e este é somente Jesus Cristo, conforme o apóstolo Paulo argumenta em toda a epístola aos Romanos.
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terça-feira, 5 de abril de 2016
A Minha Graça Te Basta
A Minha Graça Te Basta
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"E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza."
2 Coríntios 12:9a.
Quando uma pessoa inicia na vida cristã raramente tem completo entendimento do que é a GRAÇA de Deus. Na verdade muitas pessoas começam a vir para a igreja em busca de outras coisas, como uma porta de emprego, um relacionamento, a cura de uma enfermidade... Coisas menores e inferiores à GRAÇA de Deus, costumeiramente, são aquelas que mais atraem novos indivíduos para a casa do Senhor.
Contudo, quando uma pessoa entra em contato com Deus por meio do Espírito Santo e é convencido da Verdade, da Justiça e do Juízo (veja João 16:8), algo em seu interior muda, surge uma grande necessidade de Cristo, a qual o novo convertido não havia sentido antes. Seus olhos voltam-se para a Cruz, suas vontades são, pouco a pouco, dobradas à vontade de Deus e, o fator inicial pelo qual buscava o Senhor perde seu valor.
Inicialmente desejava o que Deus poderia dar, agora deseja a Deus e nada menos do que a companhia de Deus satisfará o desejo de seu novo coração. Antes queria as bênçãos, agora a suprema benção é ter consigo o Abençoador. Procurava viver o Céu na terra, mas hoje está na Terra olhando fixamente para o Céu e deseja com toda a força habitar no Santo Tabernáculo de adoração.
O cristão muitas vezes desejará "deixar esse corpo e habitar com o Senhor" 2 Coríntios 5:8, pois sabe que na presença Dele "Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas" Apocalipse 21:4. As fraquezas da velha natureza, as vontades más, os pensamentos vis e as inclinações carnais são vergonhosos agora, são dores constantes para o coração e a consciência. Antes de conhecer a Deus, estava cego e não via as manchas morais, mas agora, tendo os olhos iluminados pela Luz de Cristo, mesmo a menor mancha negra parece ser a pior coisa do mundo!
Na fraqueza de sua carne sofre e é afligido. Clama a Deus e invoca o Seu nome, e o que diz a resposta divina? Para Paulo foi "a minha GRAÇA te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". A luta espiritual de Paulo tinha um propósito, e o apóstolo sabia bem qual era: "E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar" 2 Coríntios 12:7.
As aflições geralmente mostram nossa dependência de Deus. A disciplina é dada pelo Pai a seus filhos, assim como está escrito: "Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?" Hebreus 12:6-7. Quando a GRAÇA de Deus começa a ser toda suficiente para um crente, o poder do Senhor é aperfeiçoado em sua vida. Por isso vemos servos de Cristo enfermos, mas pregando o evangelho, fracos em seus corpos, mas fortes em Cristo e bradando Sua Bendita Palavra, como se não sentissem tribulações e dores.
Paulo pregava mesmo tendo o "espinho na carne, um mensageiro de satanás para me esbofetear". Timóteo servia o Senhor mesmo com frequentes enfermidades estomacais (veja 1 Timóteo 5:23). Charles H. Spurgeon ensinava A Salvação por meio de Jesus Cristo, ainda que continuamente sofresse de depressões que, por vezes, o incapacitavam de estar no púlpito. John Bunyan pregou o Evangelho e escreveu vários livros cristãos e, por sua fé, foi preso por 12 anos e mantinha continuada luta contra pensamentos de dúvida, acusação e vontades contrárias à Palavra de Deus!
Todos estes homens, cuja história está registrada para nosso proveito, viveram daGRAÇA de Deus! O poder de Cristo se aperfeiçoou mais e mais neles, pois não olhavam nem dependiam de si mesmos, mas unicamente de Cristo, que lhes bastava! Hoje você pode estar passando por lutas e tribulações, talvez dúvidas até mesmo sobre sua fé estejam brotando em sua mente como um rio lança de si as impurezas para a beirada das águas. Saiba porém isso, apoie-se na GRAÇA de Deus, confie em Seu Amor que excede todo o entendimento, creia que Ele é poderoso para te sustentar nesse momento, como já te sustentou em outros momentos ruins que já se foram. Creia N`Ele e não olhe para si mesmo, nem para sua condição atual, nem tente imaginar "mas como Deus fará?" ou "quando Ele me auxiliará?", pois Ele, e não nós, sabe o tempo e as épocas certas de permitir a luta e conceder a vitória! Ele não te abandonará se você não abandoná-Lo, nem te rejeitará se você não rejeitá-Lo. A GRAÇA Dele deve ser suficiente para você, que sofre lutas, angústias e tribulações, pois se aprender a viver nessa GRAÇA, jamais você será abalado!
A fé que permanece apesar do que os olhos vêem é a fé salvadora. O poder de Cristo está sendo aperfeiçoado em você, que sofre por amor Dele. Espere com paciência e conserve a esperança, pois nenhuma luta dura para sempre, mas a sua vitória com Cristo será Eterna! Por isso revista-se da GRAÇA como de uma couraça, da cabeça aos pés, e diga cada dia: "Tua GRAÇA me basta, Senhor! Tua GRAÇA me basta, Santo Salvador! Ainda que os mares se voltem contra mim, na Tua GRAÇA caminharei sobre as águas!"
Que Deus te abençoe em Nome de Jesus Cristo!
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