domingo, 2 de outubro de 2016

O PECADO NÃO TERÁ DOMÍNIO SOBRE VÓS!


O PECADO NÃO TERÁ DOMÍNIO SOBRE VÓS!

Romanos 6:14 “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.” 
Muitos me escrevem e perguntam qual é o papel do pecado na teologia da genuína Graça de Deus?
Uma outra pergunta muito comum é: Se um crente, nascido de novo, peca e não se arrepende, e se Jesus, nesse ínterim, vem, ele fica ou vai?
Há ainda uma terceira: O pecado pode separar um cristão de Jesus Cristo?
Há uma pergunta muito constante: Pode uma pessoa pecar e pecar e pecar e pecar e ficar tudo bem, como se diz na gíria, numa boa?
Queria mostrar o que a Bíblia diz. Não gosto de pensamentos humanos, de raciocínios falazes, de tradições. A tradição erra. O próprio Cristo não pôde fazer muitos milagres por causa da tradição. A tradição anula a Palavra. Vamos ver o que diz a Palavra “Porque o pecado não terá domínio sobre vós;…”. Aqui está a primeira resposta: o pecado não terá domínio sobre nós.
Na lei, o pecado tinha domínio e escravizava, tanto que era necessário, uma vez por ano, o sacerdote entrar no santuário, no Santo dos santos, para aspergir sangue sobre a arca pedindo perdão dos pecados. Mas na Graça, o que Jesus veio fazer? Ele pegou os nossos pecados, a maldição, a doença, o castigo e os encravou na cruz do Calvário.
Isso é um grande privilégio, mas é também uma grande responsabilidade.
Um dos primeiros pensamentos que surge quando se conhece essa verdade é que, já que é assim, podemos pecar à vontade. Só que esse é o raciocínio humano, carnal, é a lógica de quem não conhece a Bíblia. Essa mesma afirmação foi feita quando Paulo ensinou o que agora eu transmito. E ele respondeu em Romanos 6:1-2 “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?”
Então, vamos continuar pecando para que a Graça seja abundante? Vejamos o que Paulo responde: “…de modo nenhum.”
Muitas pessoas, por não conhecerem a Bíblia, pensam que vão poder continuar pecando só porque são predestinadas e não perdem a salvação. Que tipo de pensamento é esse, senão diabólico?
No momento em que Jesus chega à vida de uma pessoa, que é eleita, que é escolhida, que é predestinada, aquelas influências do príncipe das potestades do ar, aquela natureza da ira e aquela velha natureza têm que morrer. Cristo passa a estar em primeiro lugar, passa a ser o primaz na sua vida. E o pecado? O pecado não pode ter mais domínio sobre a sua vida.
Agora, a mentalidade religiosa, quando ouve dizer que o pecado não tem mais domínio, pensa logo em poder pecar. Vou dizer uma coisa: toda pessoa que pensa dessa forma nunca foi crente.
Quando uma pessoa não conhece a Bíblia e se mete no Velho Testamento, em Crônicas, em Reis, no Pentateuco, sem conhecer as 14 Epístolas de Paulo, sem ser cortado pela Graça, sem conhecer o que é carne e o que é espírito, pode incorrer nesse erro.
O Velho Pacto era para a carne. O Novo Pacto é para o espírito. Romanos 6:12 “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;”.
A nossa verdadeira identidade é espírito, e no espírito o inimigo não pode tocar. Onde ele pode lançar dardos? Na carne, na mente, nos pensamentos. E atitude carnal não pode invalidar o que Jesus fez, eternamente, no espírito. Se isso fosse possível, o Sangue de Jesus seria igual ao de bodes, de touros ou de galinhas. O inimigo não pode tocar mais na nossa verdadeira identidade, que é espiritual. A carne não pode invalidar o espiritual. Fomos livres da maldição. Lê Gálatas 3:13.
Estamos mortos ao pecado. 1 Pedro 2:24 “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.”
Não entendo o porquê de uma pessoa, que saiu das garras de Satanás para a luz, ainda ter na mente a idéia de pecado. Ou a pessoa nasceu de novo ou não nasceu! Agora, precisamos nos ver como justos, pois tudo o que fazia parte da nossa vida antes de confessarmos Jesus ficou para trás. Diz Colossenses 1:13-14 “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.”
Ele não nos libertará se merecermos. Não é assim! Ele já nos libertou!
A pessoa que não tem nenhum compromisso com Deus, é louca: bebe, fuma, baila, cheira, injeta e adultera. Mas no momento em que Jesus Cristo, o Senhor, passa a governar a sua vida, ela sai do império das trevas.
O mundo tradicional não gosta disso porque o que mais um pregador, que não conhece a Graça de Deus, gosta de fazer, é manipular as pessoas com a possibilidade delas morrerem e irem para o inferno.
Paulo disse em Colossenses 3:5-7 “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas.”
Noutro tempo, andávamos! E no tempo de hoje? Não andamos mais. Por causa da nossa postura de homens e mulheres de Deus, não podemos ser iguais aos ímpios. Precisamos fazer morrer a nossa natureza terrena. Essa é a nossa responsabilidade!
Andamos no mundo, e ele é cheio de perversidade. Por isso, se deixamos o mundo entrar na nossa cabeça, damo-nos mal. É nossa responsabilidade dizer não.
Diz em 1 João 5:18 “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca.”
Pode um nascido de Deus mentir? Não, não pode. A nossa mente é outra. O nosso coração foi circuncidado. A mente é a de Cristo. Tanto é verdade que, se a pessoa foi possuída por Satanás no passado, hoje, ela é possuída por Cristo. É propriedade exclusiva de Deus.
Não temos mais espírito de escravidão na nossa vida. Ele diz que o diabo não pode nos tocar. Não pode!
Diz em 1 João 3:8-10 “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão.”
O que o filho de Deus veio fazer? Tirar a maldição, o pecado, o castigo, destruir as obra do diabo. Por isso, um crente espiritual, maduro, não pode viver na prática do pecado. O fruto do Espírito é amor, bondade, misericórdia, mansidão, domínio próprio, contra essas coisas não há lei.
Diz 1 Coríntios 6:9-11 “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
Quer dizer que Deus odeia o pecado do homossexualismo. E se uma pessoa, que está nessa prática, vier à igreja e se converter? Nasceu de novo. Pode voltar a essa prática? Não. E se voltar? Ou nunca foi convertido, ou está indo contra a Palavra de Deus, sujeita à disciplina, correção e açoite, que pode ser uma morte prematura.
Agora, se alguém crente, não se arrepende e Jesus volta. Como fica o caso dessa pessoa? Amado, vou falar sobre arrependimento. Porque esta é outra coisa que vejo sempre: as mesmas pessoas nos apelos.
Devemos nos sentir livres do pecado do passado, do presente e do futuro. Há pastores que não sabem que o pecado não tem mais domínio sobre eles, uma vez que estão debaixo da Graça e não da lei.Hebreus 10:14 “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.” Em Cristo, estamos perfeitos.
Quando essa perfeição começa a se manifestar? 2 Coríntos 7:9-11 “agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em tudo destes prova de estardes inocentes neste assunto.”
Existe uma tristeza que gera arrependimento, que é Deus quem dá. Quando uma pessoa é ovelha e está ai fora, e vive aqui e ali, há uma hora que lhe dá uma tristeza, uma agonia, um mal estar para arrependimento, que só se dá uma única vez. Então, para a salvação, arrependemo-nos uma vez e para sempre. No dia em que nos arrependemos, recebemos o Espírito Santo, fomos selados, batizados, ungidos, ficamos cheios de Deus, transbordamos do Espírito, embriagamo-nos do Espírito. E, quando alguém se arrepende, fica inocente diante de Deus. Mas se pecar, já como inocente, vem tristeza de morte! Portanto, não precisa o salvo se arrepender todos os domingos para a salvação. E por que isso acontece? Porque as pessoas têm pouca certeza da salvação. Porque não estão vivendo o Novo Pacto. Agora, quando uma pessoa não conhece essas verdades, fica como diz Efésios 4:14 “para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.”
De Cristo, nem o diabo, nem Deus podem nos tirar. Por quê? Porque os dons e a chamada são irrevogáveis. O que falta à igreja de Jesus é conhecer a verdade bíblica. Lê Oséias 4:6.
Se fosse possível voltarmos ao lugar que estávamos antes de confessarmos Jesus como Senhor e Salvador, a ressurreição de Cristo seria destruída, Jesus teria que voltar, teria quer ir para o túmulo e ressuscitar.
Foi Deus quem mandou Paulo ensinar em Romanos 8:38-39 “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Incluindo os pregadores.
Quem faz mal ao povo são os pregadores. Os que não têm o temor de Deus. Quem é que nos pode separar de Jesus? Ninguém!
Muitas pessoas vivem como salvos, mas ainda estão com a sua carne forte. Estão sempre debaixo de disciplina, de correção, de açoite, e, muitas vezes, até com morte prematura.
Diz Romanos 8:33 “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.”
Todos somos suscetíveis a altos e baixos, lutas e adversidades, questões e dúvidas. Todavia, gostaria que tivesses a convicção do que estou ensinando.
Diz Hebreus 6:4-6 “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.”
Da posição de salvo não podemos sair. Se saíssemos, o Sangue de Jesus não teria valor.
Guarda esta palavra: é impossível. É impossível renovar outra vez. Por quê? Porque, quando recebemos a primeira renovação, recebemos a última, a única. Se fosse possível um pecado nosso destruir a obra de Jesus, o cristianismo não existiria.
É impossível renovar outra vez. Por quê? Porque, quando uma pessoa recebe o perdão, recebe-o para sempre. É impossível perder a posição inicial, senão, Cristo teria que morrer outra vez. Quando Ele nos perdoou, foi para sempre.
É impossível renovar outra vez. Por quê? Porque a primeira vez é para sempre.
Diz Hebreus 10:26-27 “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários.”
Recebemos o pleno conhecimento, somos salvos, estamos na igreja, conhecemos a eleição, a predestinação, temos o selo do Espírito e provamos o poder de Deus. E se pecarmos? O que acontece? Nenhum pecado pode destruir o valor do Sangue de Cristo. O plano de Jesus é perfeito. Ele não veio perder a viagem. Ele não veio morrer, expor-se à ignomínia, à vergonha, sofrer, para perder a viagem. Contudo, se a pessoa, voluntariamente, pecar, sentirá expectação de juízo e fogo.
O que é expectação?
Não sei se todos já passaram por isso, mas a verdade é que, quando um crente salvo peca, deliberadamente, pois há pecado sem dolo, Deus permite que portas comessem a se fechar, a vida não dá certo, não progride.
Ninguém, por si mesmo, pode salvar-se. Jesus veio buscar o que se havia perdido. Quer dizer, então, que, quando uma pessoa peca deliberadamente, não dorme, tem pesadelo, tudo dá errado, fecham-se as portas, o dinheiro não chega, vem doença. Bem! A pessoa está debaixo de expectação. Expectação de juízo e fogo. O crente errou um pouquinho, já vem expectação de juízo e fogo. Porque Deus não quer mau testemunho sobre a Terra. O convertido sabe que, se semear, vai colher. Quem semeia na carne colhe corrupção. Se nos portamos injustamente, se semeamos divisões, se não abominamos o que Deus abomina, se nos contaminamos com outras situações, vamos pagar por isso.
Então, amado, quem é nascido de novo, tem domínio, porque, se não tiver domínio, sabe que Deus disciplina, corrige e açoita. Diz Hebreus 12:7-8 “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos.”
Deus disciplina o filho que ama. Para quê? Para que ele participe da Sua santidade.
Diz João 8:5-11 “E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.]”
Agora, vou te dar uma receita: o elixir da felicidade, do bem-estar da vida, da paz, da prosperidade, das finanças prósperas. Tu vais amar todo mundo, vais ficar feliz. O que deves fazer? Não pecar mais.
Qual o papel da igreja de Jesus?
Quando o pai briga com o filho, ele corre para a mãe. Com Deus também é assim. Ele disciplina, corrige e açoita, e vamos para a mãe. Quem é a mãe? É a igreja. A igreja faz o papel da mãe. Ela dá cobertura, mas diz que o pai tem razão. Ela não tira a força do pai. O pai tem razão!
Diz o Salmo 89:31:33 “se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade. Mas jamais retirarei dele a minha bondade, nem desmentirei a minha fidelidade.”
Portanto, amado, o pecado não tem mais domínio sobre nós. Quem tem domínio é Jesus Cristo. É o Espírito Santo que trabalha em nossa vida. Temos uma Aliança com Deus e ninguém, nem Deus pode destruí-la. O pecado não tem mais domínio sobre nós!

Fugindo da Aparência do Mal

Fugindo da Aparência do Mal


A bíblia diz: Abstende-vos de toda a aparência do mal. (1 Tessalonicenses 5:22)
Paulo ensina a igreja de Tessalônica os responsabilizando, incumbindo e comissionando para que fujam, fiquem fora e se abstenham de toda a aparência do mal. Note que ele diz que nós cristãos devemos nos abster não apenas de algumas ou da maioria, mas de TODA a aparência do mal.
     Note também que ele não está dizendo que devemos nos abster simplesmente do que é mal, mas também de tudo o que APARENTA ser mal. Por vezes, poderá até não ser o mal mas por temor e obediência a Deus e medo de desagradá-lo, nos afastamos até do que aparenta ser mal e não sabemos ao certo (não precisamos checar para nos certificarmos; provarmos se algo é mal ou não).



Outrossim: Jó era um homem que agradava a Deus. Sua vida era uma adoração ao Senhor. 
Por ser uma adoração ambulante com seu estilo de vida, Deus também aceitava seus sacrifícios. E foi por exatamnete isso que ele foi provado: porque era um homem bom. A prova é o caminho para as gigantescas bênçãos de Deus.
   Os ímpios não são provados. Não precisam, pois nunca degustarão a excelência de Deus em suas vidas. 
MAS OBSERVE: A Bíblia diz que Jó "agradava a Deus". Por quê?

“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal.” (Jó 1:1)

Resposta: Porque ele se desviava do mal! 
Ele não apenas procurava não fazer o que é mal aos olhos de Deus, mas ele se antevinha com precau­ção ao caminho que possuía o mal. Exatamente: ele fugia da aparência do mal. 

Desconfie de si mesmo! Nunca diga: “Ah, Eu nunca faria isso. Eu tenho controle!. Eu aguento. Eu sei o que estou fazendo.”
Não confie em si mesmo. Confie no SENHOR. 

A Bíblia também diz: 

Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!   (Jeremias 17:5)

Esse versículo é normalmente interpretado TOTALMENTE errado. A Bíblia não diz que é pecado confiar em alguém. A Bíblia diz que é pecado depositar a sua confiança EM SI MESMO. “Maldito o homem que confia no (próprio) homem. Que faz da carne o seu braço...”

Portanto, tome cuidado com algumas coisas.

Beber vinho é pecado?
Resposta: A Bíblia não fala sobre isso. Ela condena a embriaguez. 
Porém aí entra em cena a qualidade de vida espiritual que você deseja para você mesmo: o que você vai escolher?
“Eu tenho controle!” (Talvez você diga). Que tal se apartar da aparência do que é mal? 
Por que precisamos checar o quão perto do precipício conseguimos chegar?
Conhecia um pastor que dizia: o que você precisa para tomar o segundo copo? – Resposta: o primeiro. Verdade! Verdade.
O sábio se aparta da aparência do que é mal. Ele se afasta do mosto. Da cevada levedada também.

Normalmente nessas horas as pessoas gostam de justificar seus erros apoiando-se nos erros dos outros, dizendo: “Se é pecado beber vinho, por que não deixamos também a hipocrisia?” – verdade! Porém um erro não justifica outro. Simples assim.

Existem alimentos e líquidos que causam dependência. Tudo isso deve ser evitado. 
A Bíblia é contra a embriaguez, que na verdade, pode ser toda fuga do estado de domínio da consciência. Um bom exemplo disso são as drogas. 

Tome cuidado também com o cafezinho. Sabe aquele inofensivo cafezinho que se você não tomar umas 5 xicrinhas por dia ficará com enxaqueca, tremedeira e outras coisas mais? Isso se chama dependência. 

Tome cuidado com os remédios alucinógenos. Os tarjas pretas indutores do sono. Muita gente está verdadeiramente presa ao Rivotril e coisas desse tipo. Quer fugir da ansiedade e dos problemas? Por que não criar em sua vida de oração o seu refúgio particular?
Aqui podemos levantar outra pergunta: Por que fugimos do altar da oração? – Porque é difícil orar! Orar necessita de humilhação.

Fujamos também das rodinhas de fofoca. Das conversas da vida alheia na mesa do jantar. 
Da risadaria sem limites éticos. “Tudo pode em nome de uma boa risada”; Não senhores!
Quantas pessoas já não ofendemos com certas piadinhas em momentos que não soubemos parar?
Fujamos das brigas. Como gostamos de brigas! Como fazemos tudo para entrar em uma! Como gostamos de ter razão! NÃO ABRA MÃO DA PAZ! ENQUANTO FOR POSSÍVEL!

O adultério e o Perdão

O adultério e o Perdão
 
“O que adultera com uma mulher é falto de entendimento; destrói sua alma o que tal faz”. (Provérbios 6:32)

            A Bíblia há muito tempo nos adverte que o nosso adversário, “o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8); “e que o mundo inteiro jaz no maligno” (1 João 5:19). Basta uma quase imperceptível entrada e lá está esse “leão” proporcionando uma destruição imensa na vida do homem, da mulher e nas famílias. É como um maremoto que chega destruindo tudo o que aparece pela frente. A reconstrução sempre é penosa e muito difícil. O adultério, como todo e qualquer pecado, é fruto de um espaço que o homem dá para que satanás entre em sua vida; e aborrece e muito o Espírito de DEUS.

Muito já se disse e já se escreveu sobre esse tema, que vem provocando dissabores desde a Antigüidade, e criando feridas amargas, traumas quase que irreparáveis na vida de muitos. Espero aqui dar apenas uma contribuição a mais, no fortalecimento aos corações vitimados por esse mal e que clamam por socorro.

            O adultério é tão grave e de conseqüências tão tristes como uma mentirinha contada quase sem querer. Não há diferença alguma. Ambos se originam num coração contaminado, sobem a uma mente enfraquecida e produzem efeitos infelizes. Ambos também podem levar uma alma à perdição eterna. Na Bíblia talvez os dois casos mais conhecidos de adultério são o do rei Davi com Bete-Seba e o da mulher adúltera no livro de João. Coincidentemente, tanto Davi quanto a mulher encontraram amparo e graça diante de DEUS ao se arrependerem do mal cometido. Davi foi proclamado um homem de coração puro, reto, igual ao de Deus. A mulher adúltera foi a primeira contemplada para quem JESUS CRISTO apareceu ressuscitado. O que desejo mostrar nesses dois exemplos é que tanto o adultério quanto a mentirinha podem ser dignos de perdão por parte de DEUS e os seus executores encontrarem Graça e Salvação. A questão é: até que ponto um coração contaminado com o veneno de satanás quer realmente ser libertado e se encher de vergonha e de arrependimento? De nada adiantará se o coração promíscuo não clamar pela misericórdia de DEUS. Nenhuma palavra, nenhum estudo ou acompanhamento espiritual ou psicológico. Nada! Nada trará de volta o coração zeloso e apaixonado por JESUS se o coração não estiver quebrantado e arrependido para receber o perdão.

O adultério assim como todo o pecado provoca em quem comete um falso prazer e uma alegria efêmera. E como todo mal, ramifica e toma grandes proporções. É como a história do menino que quando era criança saía com a mãe para um supermercado e escondia no bolso balas e pirulitos. Por achar fácil demais, cresceu e se tornou um perigoso assaltante de bancos. Melhor fora que nunca provasse a primeira e pequenina experiência. Nem por curiosidade. A natureza humana por si só é propensa ao mal, à desobediência a DEUS. E quando ela é acionada por um olhar mal, a execução é imediatamente concretizada. Nesse nosso exemplo anterior do garoto que furtava bombons, trazendo para o adultério, equivale a primeira olhada maldosa que um homem dá para uma mulher, cobiçando-a. Por mais que imagine que nunca virá a tê-la; entretanto deixou cativa em seu coração uma semente maligna.

Na verdade, todo o homem está sujeito a esse tipo de pecado. O mais importante é não abrir as portas do coração para um primeiro olhar de cobiça. Quem é casado, comporte-se como casado. Quem é do mundo, naturalmente com as coisas do mundo; mas quem é de DEUS, comporte-se como filho da luz. E o proceder digno, honesto, justo e verdadeiro deve ser feito por amor a DEUS (não simplesmente como quem deseja apenas agradar a homens); pois quem peca contra a sua esposa, antes peca contra o Espírito Santo. Veja o que disse Davi no momento posterior ao adultério que cometera: “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal diante dos teus olhos, de modo que és justificado quando falas, e puro quando julgas” (Salmo 51:4).

            Uma das piores conseqüências do pecado do adultério está exatamente no coração de quem o sofreu. A vítima desfalece em seu estado emocional e espiritual; cria um mundo de mágoas, rancor, angústia e desilusão. E quando tenta recomeçar a vida sentimental, geralmente o faz com desconfiança e com medo. E se esta for uma mulher cristã, que procurou viver sob os princípios e a obediência a DEUS, que um dia acreditou que o casamento com um “homem de Deus” seria bem diferente dos relacionamentos mundanos, a situação é bem pior. Porque para quem é do mundo e ainda não conhece a DEUS, a traição tornou-se algo normal, corriqueiro. Os próprios filmes e telenovelas e o liberalismo atual se encarregam de difundir essa idéia má. Não para os cristãos, para os corações tementes à Palavra Sagrada, que sempre buscam e esperam pelo melhor para suas vidas. E aqui surge um outro grave problema: nasce dentro desse coração cristão, desse coração vitimado pelo adultério, um coração impiedoso, rancoroso, odioso, frágil, desesperançoso, medroso e que não encontra forças para liberar perdão. Depois para o homem que traiu tentar reconquistar a confiança da esposa é uma tarefa quase impossível.

Mas é preciso perdoar verdadeiramente. O adultério que o marido cometeu e que tanto desagradou a DEUS não é maior que os tantos e infinitos pecados que cometemos antes e depois que conhecemos o Nosso JESUS. E mesmo assim, ELE tomou o nosso lugar, foi torturado e crucificado cruelmente num madeiro; regenerou-nos com o Seu Sangue precioso e rasgou a cédula de dívida que existia em nós. Ao terceiro dia ressuscitou e hoje somos herdeiros do Seu Reino. Aleluia! Leia o que está escrito nos seguintes textos: “Aqueles aos quais perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; aqueles aos quais não perdoardes, ser-lhes-ão retidos” (João 20:23); “E quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas. Mas se não perdoardes, também vosso Pai, que está nos céus, não vos perdoará as vossas ofensas” (Marcos 11:25-26).

            Imagino o quanto é duro uma pessoa ser traída por outra, na qual, um dia, depositou todo amor e confiança. Imagino o grande mar de decepção que se agiganta por dentro da alma e sai construindo barreiras de desilusão e desesperança. Mas tão desolador quanto um adultério cometido é não ter as orações ouvidas e respondidas por DEUS pela falta de misericórdia e de perdão. Para os que dizem amar a DEUS e vivem no adultério, o apóstolo Paulo deixou algumas indagações: “Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? (...) Como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós” (Romanos 2:21-22 e 24). 

O pecado jaz à porta

O pecado jaz à porta




A palavra de Deus diz em Gênesis 4.7 “Se procederes bem, não serás aceito? E se não procederes bem, o pecado jaz `a porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar?” Esta passagem é acerca do momento em que dois irmãos oferecem ofertas ao Senhor, Caim e Abel , filhos de Adão e Eva. Caim o mais velho era agricultor e Abel cuidador de ovelhas, dessas ofertas atentou Deus muito mais para a oferta de Abel do que a de Caim por motivos de coração, Deus conhece o coração e não vê as aparências, mas no momento não vamos trabalhar como foi feita a oferta de ambos, o que eu poço adiantar é que O Nosso Deus é um Deus justo e se Ele aceitou a oferta de Abel e não a de Caim é por ótimos motivos, mas isso fica para um outro estudo, o que eu vou me prender agora é acerca do que sucedeu depois.
A bíblia diz que Caim irou-se fortemente, e decaiu-lhe o semblante. E Deus lhe fala em Gn 4.6 “Por que  te iraste? E por que descaiu o teu semblante?” Até aqui Deus tinha ainda boas oportunidades para Caim e demonstrou nessa afirmação inicial “Se procederes bem, não serás aceito?”.  Assim como para nós também, nos dias atuais, o que Deus espera de nossas atitudes é que procedamos bem para sermos aceitos, ou seja, tudo depende de nós de nossas atitudes nossas decisões. E para isso temos bem claro a palavra de Deus, as mensagens dos pastores nas igrejas, ou seja, temos conhecimento suficiente para procedermos bem diante de Nosso Deus, e ainda que  não tenhamos este conhecimento, o que não falta é irmãos para nos ajudar a entender o que Deus espera de cada um de nós.
 Mas na continuação vemos Deus dizer “E se não procederes bem, o pecado jaz a porta...” ou seja, como a bíblia mesmo diz “o diabo está em derredor buscando a quem possa tragar” as tentações, as armadilhas, os laços estão mais perto do que imaginamos, só esperando um pequeno espaço aberto, uma brecha, afinal, Nosso Jesus é educado e como diz em Apocalipse “Ele está `a porta e bate” somente se abrirmos, Ele com toda a sua educação entrará e ceará conosco e fará diferença em nossas vidas. No entanto, por outro lado o inimigo é totalmente o oposto, ele é impertinente, mal educado, grosseiro, e entra sem pedir licença nem permissão, ele invade, somente bastando uma pequena brecha, ou seja, um descuido, e infelizmente isso é o que nós mais damos em nossas vidas, brechas, com nossas atitudes erradas, nossos hábitos de vida errôneos e pecadores, e ele, o inimigo só atento aguardando o momento certo de atacar, e nós com nossas próprias mãos e de boa vontade o ajudamos a nos destruir, porque ele veio para roubar, matar e destruir e isso ele faz muito bem.
Então Deus com toda a sua sabedoria continua neste versículo de gênesis “e sobre ti será o seu desejo” desejo de quê? Qual é o desejo que o inimigo tem na sua vida? Todos os planos de Deus para nós são maravilhosos e Ele somente quer o nosso bem, por outro lado o inimigo oferece coisas maravilhosas, como foi oferecido na tentação no deserto com nosso Senhor Jesus, mas assim como Jesus o enfrentou com a palavra de Deus e prevaleceu, nós devemos fazer o mesmo, pois creia tudo de bom e maravilhoso que ele possa nos oferecer tem um preço “a sua vida eterna” e você está disposto a pagar este preço?
 Um alto preço, preço de sangue já foi pago por cada um de nós por meio do cordeiro de Deus, Jesus, não necessitamos mais pagar nada, mas se nós, ao depararmos com as seduções do inimigo para nossas vidas,  se não o enfrentarmos, nossa situação será sem salvação.
E para terminar Deus diz “mas sobre ele deves dominar” isso quer dizer que nós temos o domínio e o poder sobre o inimigo e suas ciladas, e esse poder nos foi dado por Jesus na cruz com seu sangue ao fazer-nos filhos de Deus e co-herdeiros de Cristo nas bênçãos e salvação eternas. O diabo nada pode contra nós se nós mesmos não dermos as armas para ele nos derrotar e muitas vezes é isso que acontece, nós damos as armas que o inimigo precisa para nos derrotar e não estamos dando conta disto. Nós podemos dominar sobre as potestades e dominadores deste mundo tenebroso, tão somente confiando no Nome de Jesus, no entanto muitos de nós temos é medo de o enfrentar, mas temos medo porque infelizmente não conhecemos as armas corretas que Deus já nos deu.
Caim preferiu manter-se afastado de Deus, sem O escutar, sem dar importância ao que Ele estava falando, e assim fazendo caiu cometendo o primeiro homicídio da história e acabando com sua vida eternamente. Não quis tomar posse das promessas de Deus que lhe garantia a vitória se tão somente fosse capaz de querer dominar seus impulsos e vontades. O inimigo nada pode contra você se você mesmo não o permitir. O pecado está a nossas portas pronto pra entrar, mas você e eu temos poder de impedi-lo somente declarando e aceitando a soberania de Jesus em nossas vidas

Estudo Livro do Profeta Habacuque

Habacuque - Capítulo 1

Deus não é a causa das injustiça sociais e nem das violações de questões legais estabelecida pelos homens. O juízo de Deus foi estabelecido sobre a humanidade em Adão, e a justiça de Deus manifesta-se em Cristo. No juízo está a condenação da humanidade, na justiça de Deus manifesta aos homens em Cristo, está a salvação.

"Entenda o motivo de o profeta Habacuque pedir a Deus que 'lembre da misericórdia' após pedir que a obra de Deus fosse avivada"
HABACUQUE 1
1 O PESO que viu o profeta Habacuque.
2 Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás? 
3 Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio.
4 Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.

Questões sem Respostas
A vida particular do profeta Habacuque é pouco conhecida assim como a dos outros profetas menores. Habacuque, cujo nome significa 'abraço', profetizou a Judá sobre a invasão iminente dos caldeus.
O primeiro verso do livro de Habacuque está mais para um título inicial, do que para um elemento essencial para o entendimento do texto. Durante a leitura do livro é possível verificar que o texto apresenta uma sentença (peso) que o profeta (oráculo de Deus) viu, ou seja, uma revelação de Deus.
O peso do Senhor não são as perguntas do profeta, antes uma resposta de Deus as suas perguntas.
O Livro de Habacuque tem início com algumas questões que importunavam o profeta "Até quando, Senhor..." (v. 2). As questões eram acerca dos tempos estabelecidos por Deus através do seu próprio poder. Ora, desde a antiguidade a preocupação dos homens centram-se nos tempos em que Deus realizará os seus desígnios "E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder" ( At 1:7 ).
Pedro demonstra a preocupação dos profetas acerca da salvação que haveria de ser revelada e dos tempos estabelecido por Deus "Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava..." ( 1Pe 1:11 ).
Além de querer saber os tempos que Deus estabeleceu por seu próprio poder, Habacuque clamava por justiça! (v. 2- 4). Mas, qual tipo de justiça era o anseio do profeta Habacuque?
Habacuque queria entender por que ele clamava e Deus não lhe respondia. Não escutar equivale a não responder. Habacuque não estava acusando Deus de surdez ou algo semelhante.
O profeta gritava: "Violência!" do mesmo modo quando os homens gritam: "Fogo!", e esperam ser atendidos. Porém, embora gritasse "Violência" e clamasse por auxílio, Habacuque não conseguia ver o auxilio de Deus.
Por que Habacuque não conseguiu ver o socorro de Deus? Porque ele estava focado em questões humanas!
Habacuque estava clamando a Deus por causa das injustiça sociais, pois ele via a opressão dos fortes sobre os fracos, dos ricos sobre os pobres, dos reis sobre os súditos, etc. A destruição e a violência era algo aferido diariamente pelo profeta, porém, ele não entendia porque Deus deixava os homens se lançarem às suas maldades.
A preocupação do profeta é a mesma de alguns religiosos e bons cidadãos em nossos dias. Por que tanta violência em nossos dias? Por que tanta morte, roubo, opressão, suborno, etc? Por que os inocentes sofrem?
Habacuque não estava clamando por sua salvação, pois quem invoca a Deus por salvação é atendido (ouvido) prontamente por Deus: é salvo da condenação que há no mundo, pois a mensagem de Deus é clara: "Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo" ( Rm 10:13 ; Jl 2:32 ).
Entretanto, quem clama a Deus para ver a providência divina com relação as contendas e litígios entre os homens, deve esperar o tempo ou as estações que Deus estabeleceu por seu próprio poder, quem clama por salvação é atendido prontamente. Pois hoje é o dia sobremodo aceitável! Hoje é o dia de salvação!
Os cristãos devem compreender que, após crerem em Cristo conforme diz as Escrituras, foram salvos da condenação proveniente da queda de Adão. Esta salvação é efetiva para o tempo que se chama hoje. Quem invoca a Cristo é salvo hoje de condenação estabelecida em Adão no passado ( 1Co 6:2 ).
Quem assim clamar (invocar) será escutado (atendido). Quem gritar ao Senhor acerca da violência estabelecida em Adão, verá a salvação de Deus. Quem ver a iniquidade em que foi formado, perceberá que precisa nascer de novo, da semente incorruptível, que é a palavra de Deus ( Sl 51:5 ).
Mas. quem olhar para as relações humanas onde o litígio e as contendas são fomentadas, quem olhar para as questões legais e as injustiças cometidas, ou quem olhar para os perversos que cercam os justos, indagará sempre acerca de como se dá a justiça de Deus.
Se Habacuque considerasse que o juízo de Deus foi estabelecido em Adão, e que todos os homens foram julgados e condenados, jamais diria que Deus não o escutava. Quem aprender com Habacuque jamais considerará que a justiça de Deus 'tarda mas não falha'. Aqueles que compreendem que a humanidade já está sob condenação, a condenação em Adão, percebe que o juízo e a condenação já foi estabelecido no passado da humanidade, ou seja, a justiça de Deus não é tardia.
Ora, não precisa ser profeta para ver que a violência humana e a iniquidade é crescente. Ao observar a iniquidade e a opressão, Habacuque considerava que Deus é quem lhe mostrava o estado de degradação do homem. Para ele, a justiça não se manifestava e a lei afrouxava por causa do ímpio, aquele que que suscita a contenda e o litígio (v. 3- 4).
A questão levantada por Habacuque é semelhante a dos religiosos, pois estes não compreendem por que Deus silencia acerca das injustiças dos homens (sociais). Por que Deus permanece inerte e despreocupado à vista da degradação da humanidade?
Diferentes dos religiosos da atualidade, que procuram dar uma resposta às suas indagações, Habacuque esperou uma resposta de Deus.
Deus não é a causa das injustiça sociais e nem das violações de questões legais estabelecida pelos homens. O juízo de Deus foi estabelecido sobre a humanidade em Adão, e a justiça de Deus manifesta-se em Cristo. No juízo está a condenação da humanidade, na justiça de Deus manifesta aos homens em Cristo, está a salvação.
Ora, as questões levantadas por Habacuque não precisa ser as mesmas dos cristãos, pois já sabemos que a salvação de Deus é individual e manifesta-se em Cristo "... aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" ( Jl 2:32 ). Os cristãos devem saber que 'justiça' neste mundo é utópico, pois mesmo na terra da retidão os ímpios não aprenderão a justiça (milênio) "Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; até na terra da retidão ele pratica a iniquidade, e não atenta para a majestade do SENHOR" ( Is 26:10 ).
Justiça segundo a concepção inicial de Habacuque só será estabelecida no novo céu e na nova terra que será criada por Deus num tempo estabelecido por seu próprio poder "Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão" ( Is 65:17 ); "Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça" ( 2Pe 3:13 ).
Embora a corrupção do gênero humano é observável a olho nu, o socorro e a salvação de Deus é imediata àqueles que invocam o seu nome. Os ouvidos de Deus não estão agravados para que não possa ouvir quem clame por salvação "E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo" ( Jl 2:32 ); "EIS que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir" ( Is 59:1 ).

5 Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada.
6 Porque eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcha sobre a largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas.
7 Horrível e terrível é; dela mesma sairá o seu juízo e a sua dignidade.
8 E os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, e mais espertos do que os lobos à tarde; os seus cavaleiros espalham-se por toda parte; os seus cavaleiros virão de longe; voarão como águias que se apressam a devorar.
9 Eles todos virão para fazer violência; os seus rostos buscarão o vento oriental, e reunirão os cativos como areia.
10 E escarnecerão dos reis, e dos príncipes farão zombaria; eles se rirão de todas as fortalezas, porque amontoarão terra, e as tomarão.
11 Então muda a sua mente, e seguirá, e se fará culpado, atribuindo este seu poder ao seu deus.
  
A Obra do Senhor
O profeta Habacuque como todos os homens 'anseiam' por uma resposta divina, porém, será que a resposta de Deus é conforme os anseios dos homens? A resposta de Deus é agradável aos homens?
Habacuque queria saber quando e como Deus trataria com o seu povo. Até quando a iniquidade, a opressão, a destruição, a violência, o litígio, a contenda, a injustiça e o ímpio seria uma constante em Israel? ( Sl 73).
Deus ordena a Habacuque e a quem dentre o povo de Israel que aguardava uma resposta de Deus, que olhassem entre as nações para encontrarem a resposta. Deus estava realizando nos dias de Habacuque uma obra maravilhosa, porém, não creriam quando tal obra fosse anunciada (v. 5).
Que obra Deus estava realizando e que daria uma resposta àqueles que esperavam em Deus? Deus estava suscitando os caldeus! Os caldeus eram habitantes semitas da Babilônia. Eram descendentes de Quesede, irmão de Abraão ( Gn 22:22 ). Nos caldeus estaria a resposta a pergunta de Habacuque!
Alguém poderia tentar contrariar o que Deus estava anunciando dizendo que creria piamente na mensagem acerca da obra Deus. Isto é possível?
Habacuque foi um dos profetas de Deus anterior ao cativeiro de Israel e Judá. Profetizaram antes do cativeiro em Judá: Jeremias (profetizou até o cativeiro), Joel, Miqueias, Naum, Habacuque e Sofonias, e em Israel Oseias, Amós e Jonas.
Dentre estes profetas, muitos se ocuparam em anunciar ao povo que Deus haveria de levar cativo o povo de Israel para a Babilônia. Acaso alguém creu em Isaías quando anunciou que o po 



vo haveria de ser cativo em Babilônia? Do mesmo modo, alguém creu quando Jeremias profetizou acerca do cativeiro?"O que ficar nesta cidade há de morrer à espada, ou de fome, ou de pestilência; mas o que sair, e se render aos caldeus, que vos têm cercado, viverá, e terá a sua vida por despojo" ( Jr 21:9 ).
Quem creu no anunciado pelos profetas? Quem creu na obra maravilhosa que foi anunciada: Deus suscitará os caldeus contra Israel para castigar!
Habacuque compreendeu e anunciou que os caldeus foram levantados por Deus. Bem antes de ocorrer a invasão de Nabucodonosor, Habacuque demonstrou que os caldeus eram uma nação feroz e impetuosa. Que eles marchariam para tomar casas que não eram suas (v. 6).
Os caldeus eram uma tribo semitas (também chamados babilônicos), que ocuparam a região entre o Golfo Pérsico e a Babilônia. Eles conquistaram a maior parte do Oriente num curto período de mais ou menos vinte e cinco anos.
Nem mesmo quando Jerusalém estava cercada pelos caldeus, o povo acreditou no anunciado por Jeremias "Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Eis que virarei contra vós as armas de guerra, que estão nas vossas mãos, com que vós pelejais contra o rei de Babilônia, e contra os caldeus, que vos têm cercado de fora dos muros, e ajuntá-los-ei no meio desta cidade" ( Jr 21:4 ).
O profeta descreve os caldeus com detalhes bem antes de iniciarem as suas conquistas:
a) Os caldeus eram uma nação amarga e impetuosa (v. 6);
b) Apoderam-se de tudo;
c) É uma nação horrível e terrível, pois ela estabelece o seu direito sobre o que não lhe pertencia segundo a sua dignidade (v. 7);
d) Eles utilizam cavalos que lhes dá agilidade para apanhar os inimigos, uma vez que tem a capacidade de espalharem-se por toda parte (v. 8);
e) A distância não é empecilho aos caldeus, pois podem alcançar a presa como as águias;
f) Os caldeus abaterão os povos com violência reunindo os cativos em grande número (v. 9);
g) Por fazerem várias conquistas, perdem o respeito pelos reis e os seus exércitos.

Após inúmeras conquistas, os caldeus passariam a considerar que as suas vitórias eram por causa de seus deuses, fato que torna os caldeus culpados (v. 11).
Quando pregou aos judeus na sinagoga em um dia de sábado, na cidade de Antioquia da Pisídia (Atos 13: 14), Paulo citou a ideia do verso cinco de Habacuque, que é similar ao exposto pelo profeta Isaías. Compare:
"Vede, ó desprezadores, e espantai-vos e desaparecei; Porque opero uma obra em vossos dias, Obra tal que não crereis, se alguém vo-la contar" ( At 13:41 );
"Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada" ( Hc 1:5 ), e;
"Diz o Senhor: Este povo se aproxima de mim com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim (...) Portanto continuarei a fazer uma obra maravilhosa no meio deste povo, uma obra maravilhosa e um assombro; a sabedoria dos seus sábios perecerá, e o entendimento dos seus prudentes se esconderá" ( Is 29:13 -14).
Paulo apresenta aos judeus o alerta divino: 'Vede, ó desprezadores...' (v. 5).
O que os judeus precisavam ver? Eles precisavam ver e entender que:
1) A obra maravilhosa Deus seria suscitar uma nação dentre os gentios para executar a sua vontade (v. 5);
2) Não acreditariam na obra realizada por Deus apesar de ter sido anunciada com antecedência (v. 5);
3) Diante da obra maravilhosa de Deus, a sabedoria e o entendimento dos homens haveria de desaparecer ( Is 29:14 ).
Nos dias de Habacuque a obra de Deus foi suscitar os caldeus, nação gentílica, nos dias do apóstolo Paulo a obra de Deus são os cristãos, pessoas levantadas dentre todas as nações que se convertiam a Cristo.
Deus revelou a Habacuque que haveria de levantar dentre as nações os caldeus, mas quando fosse anunciado ao povo de Israel a obra que Deus haveria de realizar, o povo de Habacuque não haveriam de crer.
Isaias, Jeremias, Ezequiel e muitos outros profetas anunciaram que o povo de Israel haveria de ser levado cativo pelos caldeus, porém, eles não creram quando lhes foi anunciada a palavra do Senhor.
Habacuque descreve os caldeus segundo a visão que Deus lhe concedeu, ao passo que o povo de Israel não acreditava na invasão dos Babilônicos, a obra maravilhosa que Deus haveria de fazer.
Embora o povo de Israel não terem crido na obra de Deus, no capítulo 5 do livro de Esdras, verso 12, Esdras descreveu a invasão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, o caldeu. Jeremias anunciou a obra maravilhosa de Deus e ficou em Jerusalém com o restante do povo que não foi levado cativo ( 2Rs 24:14 ). Ezequias também foi levado cativo à Babilônia na segunda deportação de Judá, segundo a obra maravilhosa que foi anunciada por Deus por intermédio dos seus profetas, como foi o caso de Habacuque.

12 Não és tu desde a eternidade, ó SENHOR meu Deus, meu Santo? Nós não morreremos. Ó SENHOR, para juízo o puseste, e tu, ó Rocha, o fundaste para castigar.
13 Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?
14 E por que farias os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe?
15 Ele a todos levantará com o anzol, apanhá-los-á com a sua rede, e os ajuntará na sua rede varredoura; por isso ele se alegrará e se regozijará.
16 Por isso sacrificará à sua rede, e queimará incenso à sua varredoura; porque com elas engordou a sua porção, e engrossou a sua comida.
17 Porventura por isso esvaziará a sua rede e não terá piedade de matar as nações continuamente?

Como compreender a Obra do Senhor?
O profeta Habacuque continua confiando em Deus, uma vez que Deus é imutável "Não és desde a eternidade, ó Senhor..." (v. 12). Deus é misericordioso, e não é por causa da profecia acerca da invasão dos caldeus que a misericórdia seria invalidada.
Apesar da invasão ser certa, contudo a confiança de Habacuque era firme na fidelidade de Deus: "Não morreremos" (v. 12). Habacuque demonstra que a fidelidade de Deus é a causa de Israel não ter sido consumido. Porque Deus é desde a eternidade é que o povo não seria exterminado (não morreremos).
Habacuque continua confiando em Deus, pois o invoca: "Ó Senhor...". Ele entendeu que os caldeus foram estabelecidos para juízo. Eles foram fundados para castigar Israel pela sua desobediência, conforme o predito na lei de Moisés.
O profeta compreende que Deus é puro de olhos, de modo que Ele não coaduna com a opressão (v. 13). A pureza de Deus era possível ao profeta compreender, porém, não compreendia como Deus poderia levar a efeito o seu propósito se a vara de correção (caldeus) eram homens aleivosos. Como os ímpios podiam ser usados por Deus, se o povo de Israel, segundo a concepção de Habacuque, eram mais justo do que eles?
É possível à concepção humana de justiça, alguém ser mais justo que outro. Porém, segundo a justiça e o juízo de Deus, não há uma gradação de justiça. Ou o homem é justo, ou não é.
Para Deus os caldeus e o judeus eram iguais, ambos condenáveis diante de Deus. Para Habacuque, por serem descendentes de Abraão, por terem as promessas, as escrituras, etc., ele considerava que a nação de Israel era mais justa que as nações em redor.
Habacuque invoca a soberania de Deus para que Ele estabeleça o seu reino, e os homens não mais vivam semelhante aos peixes e répteis, sem quem os governe. É plausível esta consideração de Habacuque? Não! Ele esqueceu de considerar que o domínio da terra foi dado aos homens, e o que é dado por Deus Ele não toma.
A Cristo foi dado o domínio de todas as coisas porque ele conquistou. Deus concedeu todo o domínio ao autor e consumador da nossa fé, pois ele conquistou este direito ao morrer e ressurgir dentre os mortos.
Habacuque não duvida da obra maravilhosa revelada, porém, continua em busca de respostas, pois não compreende o modo de Deus trazer correção ao seu povo.
Como Deus aceitava os caldeus abaterem os seus inimigos através do Seu poder, se eles atribuíam as suas conquistas as suas armadilhas e habilidades? (v. 16).
Habacuque procurou elementos para compreender a ação divina, mas os cristãos conhecem que:
  • Deus escolhe dentre os homens e dentre os povos quem executará uma obra, porém, isto não significa que o povo ou quem é escolhido será salvo;
  • Israel foi escolhido para tornar conhecido o nome do Senhor sobre a terra, porém, individualmente cada descendente de Abraão precisava circuncidar o seu coração, caso quisesse ver a salvação de Deus;
  • Ciro e Gideão executaram uma missão, porém, isto não lhes garantiu salvação;
  • A salvação dos homens não é segundo uma escolha divina entre quem será ou não salvo, antes é pela fé em Cristo. Uma missão não concede salvação a ninguém.
  • Os caldeus não eram mais ímpios que os israelitas, visto que a geração dos ímpios é diferente da geração dos justos.
Os ímpios são gerados segundo a vontade da carne, vontade do varão e do sangue. Já os justos são gerados segundo a vontade de Deus ( Jo 1:12 -13).
A geração dos ímpios é proveniente de Adão, e todos os nascidos em Adão são pecadores, filhos da ira e da desobediência. A geração dos justos é proveniente de Cristo, o último Adão, e todos os que são nascidos de Deus são conhecidos d'Ele.
O povo de Israel devia compreender o que foi exposto por Moisés: "Sabe, portanto, que não é por causa da tua justiça que o Senhor teu Deus te dá essa boa terra, para a possuirdes, pois és povo rebelde" ( Dt 9:6 ). Por que eles eram rebeldes? A resposta está em Isaías: "Teu primeiro pai pecou, e os teus intérpretes prevaricaram contra mim" ( Is 43:27 ).
O povo de Israel era rebelde (ímpio) pelo mesmo motivo que as outras nações: Adão pecou! Se os interpretes de Israel considerassem que todos pecaram em Adão e que foram destituídos da glória de Deus, não teriam prevaricado contra o Senhor.
Eles não diriam que o povo de Israel eram filhos de Deus por serem descendentes de Abraão. Antes demonstrariam que, para serem filhos de Deus, o povo precisava circuncidar o coração, o que só é possível através da fé em Deus, a mesma fé que teve o crente Abraão "Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz" ( Dt 10:16 ).
Habacuque considerava que a impiedade do seu povo era proveniente da opressão, da violência, do litígio, das injustiças, porém, esqueceu que os homens são ímpios porque foram gerados e concebidos em pecado. Ele não atinou que o primeiro pai dos homens (Adão) pecou e por isso todos tornaram-se pecados, e carecem da glória de Deus.

QUANDO O JUSTO GOVERNA

QUANDO O JUSTO GOVERNA

Quando os justos se engrandecem, o povo se alegra, mas, quando o ímpio domina, o povo suspira. (Provérbios 29.2)
Quando os justos triunfam, há grande alegria; mas, quando os ímpios sobem, os homens escondem-se. (Provérbios 28.12)
O povo de Deus tem deixado a caverna para governar, a fim de trazer alegria a toda a terra. Sabemos que por muito tempo o diabo, chamado de enganador nas Escrituras Sagradas, tem tentado enganar o povo de Deus com discursos repletos de sofismas (dar aparências de verdade), do tipo: “Crente tem que sair da cidade durante o carnaval, senão cai!” ou mais absurdo ainda: “Crentes não devem estar nas universidades, se não se desviam!”. E ainda: “Crentes não devem estar na política, senão se corrompem!”. Todos esses sofismas tem caído por terra nos últimos anos pra Gloria daquele que É.
O objetivo do mal era que a cidade ficasse entregue a Satanás durante o carnaval, através de um ato profético com o “rei momo” recebendo simbolicamente a chave da cidade pelas mãos da autoridade máxima, enquanto os crentes fugiam para os campos.
Os crentes, ficando fora das universidades, deixariam o poder do pensamento somente com aqueles que formam “deformando” através do Humanismo, do ceticismo do Darwinismo, ensinando aos nossos filhos que nada mais somos que uma simples e aleatória “evolução acidental”. Quem detem o conhecimento detem o poder!
Por fim vimos um discurso hipócrita que queria roubar a cidadania dos cristãos dizendo que “política é do diabo”, e que todo crente na política se corrompe. Ou seja, o diabo estava dizendo para os crentes: “Cuidem de suas igrejas e deixem a cidade comigo”.
Graças a Deus os cristãos estão despertando para o fato de que somos dos céus, mas não deixamos de ser cidadãos da Terra. E de que tivemos grandes homens de Deus na política. José, do Egito; Daniel, na Babilônia; Ester e muitos outros.
A própria Bíblia nos diz que a política nasce da fé, pois Deus disse a Abraão: De ti sairão reis, príncipes e governantes. (Gênesis 17.6). Quem não gosta de governantes terá dificuldade de aceitar Yeshua Ha Mashiach (Jesus Cristo – o Messias, em Hebraico), pois Ele voltará como Rei dos reis e Senhor dos senhores. E pelo que eu saiba um rei é um governante.
Alem disso a palavra política fala de administração publica e Deus disse que seremos reis e sacerdotes sobre a Terra. Então nosso destino é governar sobre a Terra quando da volta de nosso Senhor. Agora a Bíblia diz que quando o justo governa o povo se alegra, quando o governador é ímpio o povo suspira de tristeza. Por quê? Porque o verdadeiro justo será no governo a voz dos que não tem voz.
Abre a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham em desolação. (Provérbios 31.8)
Esse foi o conselho da mãe de Lemuel ao dizer pra ele que devia governar com sabedoria e abrir sua boca no meio das autoridades (vereadores, deputados e senadores) a favor dos que não tem voz para gritar por emprego.
Martin Luther King disse que lhe incomodava mais o silencio dos bons que os gritos dos maus. A omissão no governo é a pior coisa.
Omissão é falta de amor.
Às vezes votamos em alguém porque sorri muito, ou porque é simpático e nos esquecemos de buscarmos saber como é o caráter e qual é a real intenção de chegar ao poder.
Mas, por que a Bíblia diz que quando o justo governa o povo se alegra?
Porque o verdadeiro justo será na política o governador de todos!
8 Depois, levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José,
9 o qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós.
10 Eia, usemos sabiamente para com ele, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, ele também se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós, e suba da terra.
11 E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. E edificaram a Faraó cidades de tesouros, Pitom e Ramessés.
12 Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel. (Êxodo 1.8-12)
Um governo, mesmo evangélico, não é levantado pra governar somente para os evangélicos, mas sim para todos. Quando alguém governa para um público especifico tende a ser desleal com os demais.
Um governo, mesmo evangélico, não é levantado para governar a favor de um grupo seleto, mas sim para toda a cidade.
Um governo justo não pode governar somente para uma classe ou duas por estratificação (camada) social. Ele tem que governar para todos: religiosos e ateus, brancos e negros, ricos e pobres, eruditos e incultos, sábios e simples, enfim, todos indistintamente devem estar sob a boa administração política de um governo e de um legislador justo.
Deus é assim ao governar o universo. A Bíblia diz que Ele faz cair à chuva sobre justos e injustos, e faz nascer o sol sobre bons e maus. Ora, se Deus, que odeia o pecado, governa para todos aqueles que o serve e está no governo também deve governar para todos. O povo de Deus, no passado, sofreu porque levantou um governante que não conhecia José. José é uma tipologia de Jesus. Assim, um governante que não conhece a Jesus, tenderá a ser desleal para com o povo de Deus e trazer muitas vezes sofrimento aos que estão sob sua autoridade. E aqui vale dizer que por “conhecer Jesus” não me refiro ao simples fato de ser evangélico, mas sim em viver os princípios de Jesus, mesmo que os viva fora do arraial evangélico. Por isso mesmo nosso tema nesse editorial não é “quanto o crente governa”, mas sim “quanto o justo governa”.
Ocorre que no tempo de José, que é um tipo de Cristo, levanta-se um governador que não o conhecia, ou seja, não conhecia a obra de Cristo, vemos que ele começa a maltratar o povo de Deus.
Creio que chegou o tempo da equidade e da justiça!
E o governo do justo virá para trazer menos dor e mais alegria!