7 passos para a verdadeira prosperidade
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7 passos para a verdadeira prosperidade Nos dias atuais do que mais se fala é de prosperidade neste estudo iremos mostrar o que a Palavra de Deus diz sobre a verdadeira prosperidade e quais são os passos para alcançá-la, vamos verificar:
A prosperidade na Bíblia Mc 11.23 “porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.”. O que falamos cria habilidade! Sl 35.27 “Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, digam continuamente: O Senhor que se deleita na prosperidade do seu servo, seja engrandecido”. Sl 128.1 e 2 “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor, e anda nos seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás e tudo te irá bem.”. Dt 28.1 a 8 “Se atentamente obedeceres à voz de Deus, tendo o cuidado de guardar todos os teus mandamentos que hoje te ordeno o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. Se ouvires a voz do Senhor teu Deus, todas estas bênçãos virão sobre ti e te seguirão: Bendito serei na cidade, bendito serei no campo, bendito á o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais. Dt. 8.10 a 18 “Antes te lembraras do Senhor teu Deus: porque é ele que te dá forças para adquirires riquezas.”. Ec 2.26 “Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer ao homem que lhe agrada, mas ao pecador, dá trabalho, para que ele ajunte e amontoe, a fim de dar aquele que agrada a Deus. Também isto é vaidade e correr atrás do vento.”. Pv 13.22 “O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo.” Jó 36.11 “Se o ouvirem e o servirem, acabarão seus dias em felicidade e os seus anos em delicias.” Volte em Dt 8.18 – pratique todas estas palavras a partir de hoje. Mt 25.23 “Quem é fiel nas pequenas coisas será nas grandes”, se for nas pequenas Deus abençoará mais. Diga sempre: SOU ABENÇOADO! SOU PRÓSPERO! Porque meu Deus supre todas as minhas necessidades. SOU RICO NO PODER DE JESUS CRISTO! Ageu 2.8 “toda prata e todo ouro pertencem ao meu Pai” Somos filhos do Deus Altíssimo, Deus é nossa fonte, Ele supre nossas necessidades e se formos fiéis a Ele, Ele nos suprirá, mais além do que necessitamos, queremos ou pedimos. 1. Andar na Verdade 2. Não tenho maior gozo do que este: o de ouvir que os meus filhos andam na verdade. Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade)" (3 Jo 4; Ef 5.8-9). Freqüentemente a Bíblia emprega uma linguagem metafórica. Fala do “andar” significando conduta, comportamento. Assim ela fala de andar na luz, no amor e na verdade. Andar na Verdade: é ter comunhão com o Senhor através da leitura da Bíblia, é receber suprimento da Sua palavra. Dizer que cremos no Senhor, que amamos o Senhor, mas sem conhecê-Lo através da Bíblia, é além de "vaidade", mentira. Portanto, andar na verdade, de maneira prática, é ler a Bíblia (Jo 17:17); O andar na verdade tem algo em comum com o andar físico: se dá um passo depois do outro. Nossos dias estão constituídos por uma sucessão de decisões, palavras e atitudes que podem ser verdadeiras ou, pelo contrário, podem estar marcadas pela falsidade e hipocrisia. De opção em opção, de instante em instante, pouco a pouco se refaz a trilha em que uma pessoa se encontra no presente, seja na verdade ou na mentira. Como andar na verdade? Não basta ler ou citar a Bíblia corretamente. Nossa vida forma um todo através do qual a verdade deve brilhar. Queremos realmente que a verdade, como um prumo, seja o padrão de medida de cada área de nossa vida? Queremos de fato nos livrar de toda falsidade e injustiça? Então, decidamos sempre pelo Senhor e por Seus interesses. Ele é a luz que examina nossos atos e palavras. Será que Ele aprova o que fazemos, dizemos e pensamos? É difícil admitir que somos hipócritas e superficiais. Mas este é o caminho da liberdade no qual seremos conduzidos pelo Espírito Santo. 2. Fidelidade A Bíblia é repleta de promessas para os servos de Deus que são fiéis. Um exemplo disto está no Salmo 1, um texto muito querido de todos nós e que provavelmente você até tem gravado em sua memória. O Salmista descreve o servo fiel com as seguintes características: não segue conselho de ímpio, não imita a conduta de pecadores, não comunga com zombadores e tem profundo apego às Escrituras. Como resultado, o Salmo promete: (O Fiel) É como árvore plantada à beira de águas correntes: dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera! (Sl 1:3). Note que neste verso transcrito encontramos a frutificação e a prosperidade como promessas de Deus aos Seus servos fiéis. Basta observar as biografias dos servos de Deus para reconhecer que a fidelidade é prerrogativa para tais bênçãos. Os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó, José e todos os reis de Israel que foram fiéis ao Senhor, Daniel e seus três amigos Sadraque, Mesaque e Abdenego, dentre tantos outros exemplos, nos mostram que aos fiéis o Senhor reserva suas mais preciosas bênçãos. Em II Crônicas 16:9, lemos como o Senhor identifica Seus fiéis: Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a Terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração. Este texto confirma o que o Salmo 101:6 nos ensina, que o Senhor procura os fiéis e os elege para servi-lo. O fiel é aquele que dedica totalmente seu coração, sua alma, sua vida ao Senhor. O texto menciona especificamente o coração, referindo-se à vontade e aos sentimentos. O fiel é aquele que abre mão de suas vontades e procura a Vontade do Criador. A fidelidade requer testes. Há situações quando você será tentado a seguir seu próprio coração, seus impulsos, sentimentos e paixões. Porém, o fiel é aquele que consegue “crucificar” a própria vontade em prol de obedecer a Deus. A Parábola dos Talentos (Mt 25:14ss) mostra que os servos foram testados ao receberem incumbências e que o terceiro, que sepultou o talento, foi reprovado pelo Senhor e declarado como um servo mau e infiel (v. 26). “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!” Mateus 25:21 e 23 O propósito desta Pastoral é reafirmar que Deus tem dado a cada um de nós a capacidade de servi-LO em diferentes áreas da vida e ministérios, e vai cobrar prestação de contas um dia. Todos são capacitados por Deus. A parábola dos talentos deve ser compreendida do ponto de vista espiritual. Os talentos se referem a bens que Deus confia a cada um de nós, como dinheiro, profissão, habilidades naturais e dons intelectuais e espirituais para serem usados para a Glória dEle. No caso da parábola, talento era dinheiro, uma espécie de “capital de giro” confiado pelo patrão aos seus empregados. A viagem do patrão pode ser entendida como a ausência física de Jesus da terra quando de sua ascensão aos céus, mas que voltará um dia! 1. OS TALENTOS ERAM DINHEIRO Historicamente, um talento equivalia a 6.000 Denário, moeda romana. Um Denário era o salário de um dia de trabalhador braçal. Em reais, digamos, esse dia de trabalho equivaleria a, mais ou menos, R$. 20,00. A quantidade de talentos confiada aos empregados foi proporcional à capacidade de cada um: “A um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um; a cada um de acordo com a sua capacidade.” (vs.15). Deus continua entregando talentos em forma de dinheiro, profissão, capacidade e habilidades a todos os Seus servos. Fazendo as contas, se 1 talento equivalia a 6.000 denários, e se um denário era o salário de um dia de trabalhador braçal, mais ou menos R$.20,00, temos então que o primeiro recebeu R$.600 mil, o segundo R$.240 mil e o terceiro R$.120 mil. 2. O SENHOR CONFIOU SEUS BENS AOS SERVOS PARA QUE TRABALHASSEM EM SEU NOME. O senhor não disse aos servos o que eles deveriam fazer com os talentos, mas que certamente pediria contas ao voltar: “Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.” (v.19). Há diferença entre riqueza e prosperidade. Deus não prometeu que os Seus servos seriam ricos, mas que certamente seriam prósperos: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!” (vs. 21 e 23). Este “eu o porei sobre o muito” quer dizer: “eu o farei prosperar”. 3. A PROMESSA DO SENHOR É DE NOS FAZER PRÓSPEROS. – Prosperidade é crescimento, progresso ou desenvolvimento dos bens ou capacidades a nós confiados. Os servos da parábola que trabalharam o capital progrediram, desenvolveram, multiplicaram, prosperaram à taxa de 100% no período: “depois de muito tempo, voltou o senhor para ajustar contas com seus servos.” (v.19). O servo que enterrou o talento não progrediu, não o multiplicou, não o desenvolveu, e isto desagradou profundamente a seu Senhor. 4. QUANTO DEVERIA SER SEU PATRIMÔNIO HOJE? Se Você tem acima de 30 anos, confira seu patrimônio pessoal com esta fórmula: Renda anual x sua idade hoje: 10 = Patrimônio esperado. Pela fórmula, seu patrimônio precisa estar igual ou acima do “esperado” para ser considerado próspero. 5. O PERFIL DO SERVO QUE ENTERROU O TALENTO. Era um dizimista normal, que devolveu ao seu senhor o que já era dEle. Não há mérito nisto porque é ato de obediência e fé! Ele tinha imagem equivocada de seu senhor: “Colhe onde não plantou e ajunta onde não semeou!” (v.24). Ele tinha medo de correr riscos: “Tive medo, saí e escondi o seu talento no chão!”. “Enterrei-o!” (v.25). Cuidado com os talentos que Deus lhe tem dado! O 3º servo não progrediu, não o multiplicou, não o desenvolveu seu talento, portanto, não prosperou! Perdeu sua oportunidade! Enterrou seu talento! 6. A REAÇÃO DO SENHOR DIANTE DA ATITUDE DO 3º SERVO. O Senhor ficou decepcionado com seu servo: “Servo mau e negligente!” (v.26). Negligência é preguiça! Veja o que diz Salomão em Provérbios 6:6 a 9: “Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento. Até quando Você vai ficar deitado, preguiçoso?”. O Senhor censurou a maldade e a negligência de seu servo. Se não queria ou tinha medo de negociar com o dinheiro dele, deveria, pelo menos, fazer uma aplicação financeira: “... devia ter confiado aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse com juros.” (v.27). O servo negligente só perdeu ao não investir seu talento. Se não investir, não há progresso, não há desenvolvimento, não há prosperidade! Investimento não é só em dinheiro, mas em gestos, condutas, ações em nossos relacionamentos, vida devocional e piedosa, levar Deus e as pessoas a sério… 7. CADA SERVO TEVE A MESMA OPORTUNIDADE. Cada servo estava na posse de recursos dos quais não era dono ou proprietário – eram administradores. Portanto, precisavam ter mais zelo ainda. Tudo o que temos e somos provem e pertencem a Deus: “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem; pois foi Ele quem a fundou sobre os mares e a firmou sobre as águas.” (Salmo 24:1 e 2). Somos apenas mordomos, despenseiros, servos para cuidar de algo que pertence a Deus: “... o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.” (1ª Coríntios 4:2); “Sirvam uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” (1ª Pedro 4:10). 8. O SENHOR CONFIA SEUS DONS EM FORMA DE DELEGAÇÃO DE AUTORIDADE. Cada um recebeu a quantidade de talento de acordo com a sua capacidade de trabalho, a critério de seu senhor: “... a cada um de acordo com a sua capacidade” (v.15). O caráter de cada um foi revelado na forma como lidaram com os talentos alheios a eles confiados. 9. CADA UM PODERIA INVESTIR O DINHEIRO COMO DESEJASSE. A Palavra de Deus nos ensina que o Senhor nos dá o pão e a semente. Pão é alimento para nosso sustento. Semente é para plantar, para multiplicar, para que se tenha no futuro o que comer: “Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que como, também lhes suprirá e multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça.” (2ª Coríntios 9:10). Você está comendo a semente além do pão? 10. DIFERENÇAS ENTRE PÃO E SEMENTE. Pão é a provisão para nosso sustento, para nossa alimentação. Semente é a provisão para investimento que resultará em prosperidade. Se Você comer o pão e, depois, a semente também, não haverá meios para o progresso, para a multiplicação e para a prosperidade! Se o seu patrimônio hoje ainda não é o alvo desejado, transforme seus recursos em semente, em investimento no Reino de Deus e Você certamente colherá bons resultados! 3. Perseverança Encontramos na Bíblia, Gênesis 26:12-22, uma das maiores lições de perseverança das escrituras sagradas. Histórias de perseverança, é bem verdade, são inúmeras na história da humanidade e até mesmo nas nossas vidas, mas o que me parece diferenciar a maioria dos casos desse caso específico é a maneira que se deve perseverar. Isaque, um dos patriarcas, vai para terra dos filisteus e estando já bem instalado, com a proteção do Rei Abimeleque e – é claro – a benção de Deus, Isaque prosperou, mas prosperou a tal ponto que despertou a inveja dos outros, inclusive do próprio Abimeleque, que acabou mandando Isaque se retirar das terras acreditando que a prosperidade de Isaque era uma ameaça. Aqui parece nos surgir uma primeira lição: A prosperidade dos outros nos incomoda? A felicidade dos outros nos incomoda? Amados, não ignorem os sinais que muitas vezes são claros: incomodar-se com a felicidade, prosperidade e alegria alheias é inveja! Julgar os outros, seja pelo passado ou qualquer outro motivo, diante da prosperidade desses é a mais pura inveja. Por causa da inveja, os poços citados foram todos entupidos. O que você faria no lugar de Isaque? Olha, amados, eu sinceramente – no mínimo – diria alguma coisa, protestaria...Outros, no mundo de hoje, iriam bem mais longe...E você? A bíblia ensina que Isaque simplesmente se retirou do local pacificamente e foi para outro lugar, onde tornou a abrir poços até achar uma mina de água. Que maravilha, né? Será que temos nos retirado das situações cotidianas onde nossos “poços” tem sido entupidos? O “prosperar” do Salmo 1º não deve ser confundido com as benções automáticas, prometidas pela “teologia da prosperidade”. Nela todo crente, pelo simples fato de se filiar a uma igreja, tem a garantia de alcançar uma polpuda conta bancária, com direito a carro do ano, casa em bairro nobre e roupas com marcas granfinas. A prosperidade, referida pelo Salmista, tem a ver com perseverança. Há traduções que dizem: “ele leva até o fim tudo aquilo que começa”. A prosperidade do cristão, neste contexto, é aquela que advém da atitude de responsabilidade, de compromisso, da coragem de continuar apesar de todos os pesares. A prosperidade do cristão é, sim, uma conseqüência natural da sua fidelidade ao seu senhor. Ela é o prêmio que o Senhor dá à disciplina espiritual e física do cristão que, quando começa a arar a terra, “não olha para trás”. Bem-aventurado o cristão perseverante na sua fé nas suas obras: ele prosperará. 4. Dizimar “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida.” Ml 3.10, 11 e 12 O Dízimo foi instituído por Deus a Seus amados. As primeiras citações referem-se ao período patriarcal, a Palavra mostra-nos Abrão (“E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.” Gn 14.20) e Jacó (“e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.” Gn 28.22) como observadores desta prática. Posteriormente, com a Eleição de Israel como povo de Deus, tornou-se um mandamento. O dízimo era uma prática comum antes da Lei, durante a Lei e mandamento aos que vivem após a Lei. Jesus não determinou de forma direta a obrigatoriedade em dar-se “os dízimos” aos participantes da Nova Aliança, no entanto, este costume é citado algumas vezes no Novo Testamento, levando-nos a entender que é uma bênção que se estende aos Cristãos. O DÍZIMO NA BÍBLIA a) Abraão dizimou: "E de tudo lhe deu Abrão o dízimo." Gn 14.20 Abraão ao regressar da vitória sobre os reis inimigos, deu a Melquisedeque, sacerdote de Deus e rei de Salém, o dízimo de tudo que possuía e despojos da vitória. b) Jacó movido a dar o dízimo: "...de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo." Gn 28.22 c) Na Lei Mosaica. "A décima parte das colheitas, tanto dos cereais como das frutas, pertence a Deus, o SENHOR, e será dada a ele." Lv 27.30 e "Certamente, darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que ano após ano se recolher do campo." Dt 14.22 O OBJETIVO DO DÍZIMO O objetivo principal é para que “haja sustento na casa de Deus”. Deve-se entregá-lo no local definido por Deus, geralmente, a Igreja na qual congregamos e ou Ministérios envolvidos com a Obra do Pai. O uso dos montantes advindos do dízimo deverá usado exclusivamente para a manutenção das despesas ministeriais, e nos canais usados para a pregação do Santo Evangelho. É lamentável a constatação que o “dinheiro do Senhor” é usado por alguns líderes para a sua satisfação pessoal, bem como, aplicado em “situações” que não beneficiam a Obra do Senhor. Estes prestarão contas a Deus por suas ações pecaminosas. O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO O Novo Testamento não faz profundas referências a respeito do tema, mas, movidos pelo Espírito Santo, compreendemos que é bom e agradável dizimarmos a Deus. Paulo, dirigindo-se às igrejas ensina que deveriam fazer coletas, nas quais os servos dariam segundo a sua prosperidade ("Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for."1Co 16.1-2). DÍZIMOS NOS DIAS CONTEMPORÂNEOS É sábio devolvermos a Deus os dízimos e ou ofertas, observando os preceitos bíblicos, e tomados por uma verdadeira voluntariedade. É dar com prazer, com alegria. O dizimar era uma obrigação de cada israelita, mas, o desejo de ofertar deveria nascer no interior do coração, marcado por gratidão e alegria, uma ação voluntária, através da qual o Eterno era adorado. Assim devemos agir, não constrangidos por uma obrigação, mas, com prazer e alegria, pois é do Senhor e é para o Senhor. Vida Santa, uma condição "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta." Mt 5.23,24 A Santidade é uma condição especial, ela gera comunhão e intimidade com o Pai. Antes de trazermos as nossas ofertas ao Senhor, é necessário fazermos um "balanço" e confessarmos pecados e acertarmos todas situações que destoam da vontade de Deus. OS FIÉIS SÃO ABENÇOADOS Quando os servos movidos pelo amor a Deus entregam os dízimos com alegria, tornam-se detentores da promessa de Deus. Ele afirma: “...e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida.” a) Derramarei Bênçãos sem Medidas. É preciso que a nossa visão, inicialmente seja espiritual, esta é a visão que verdadeiramente nos interessa. Não devemos dizimar interessados em recompensas materiais. O sentimento que deve nos mover a entregar os dízimos é o amor a Deus. E o Eterno em sua misericórdia recompensará, não necessariamente com prosperidade, mas, possivelmente com a melhor das bênçãos a espiritual e a possibilidade de fazer a Sua Obra. Lembre-se: "Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo." Lc 14.33 b) Para que haja mantimento. Quando há fidelidade nos dízimos, a Casa do Senhor é agraciada com recursos que serão usados na pregação do Evangelho, abençoando missões, ministérios e também, o social, vestindo aos irmãos necessitados. Deus é fiel, honra as Suas promessas; nossa obrigação é sermos fiéis honrarmos ao Eterno em todas as áreas da vida, quando O honramos com os dízimos e ofertas tornamo-nos mais próximos do Pai e somos habilitados a recebermos as bênçãos divinas. Sedes fiéis ao Senhor nos Dízimos e Ofertas e verão a sua glória e a prosperidade certamente vos alcançará. - “Assim diz o Senhor ao seu ungido… Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortos; abrirei as portas, e despedaçarei os ferrolhos de ferro, e te darei os tesouros das escuridades, e as riquezas encobertas, para que possas saber que Eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome” (Is 45:1-3) (Mc 9.23) Pedro andou sobre as águas. Dez passos para ter uma empresa sobrenatural: Aqui segue os 1º segredos para ser bem-sucedido: 1. Acredite nas leis sobrenaturais (espirituais) Acredite na Palavra de Deus, acredite nas promessas de Deus. “Sem fé é impossível agradar a Deus porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é presenteador daqueles que o buscam” (Hb 11:6) 2. Conheça a vontade de Deus Saiba qual a vontade de Deus para o seu negócio. “Desejo que te vá bem em todas as coisas bem como vai a tua alma e que tenha saúde e prosperidade.” (3 Jo 1:2) 3. Tenha uma visão (alvos) sobre o seu negócio Sem visão o povo perece (Prov 29:18). Tenha uma visão, alvos específicos para a sua empresa de acordo com a Palavra de Deus. Veja como serão os seus funcionários, as suas vendas, o faturamento, a produção, a curto e longo prazo. Se você não tiver uma visão de acordo com a vontade de Deus, o diabo ocupará esse precioso espaço criativo de sua mente com conformismo, medo e fracassos do passado. 4. Tenha um compromisso com essa visão Decida não ceder, não parar, mantenha-se firme diante das circunstâncias adversas, lembre-se que é Deus que nos dá forças para adquirirmos riquezas (Deut 8:18) Avalie constantemente seus alvos e mude-os se necessário, mas não desista de alcançá-los. 5. Tenha um plano para atingir essa visão (alvos) Planeie o método que você utilizará para chegar ao seu alvo. Lembre-se, você opera no mundo natural, Deus no sobrenatural por isso não deixe Deus fora de seu projeto. Não chegue a Deus com um plano pronto para Ele aprovar mas ore primeiro e busque instruções de Deus na Sua Palavra, só assim o seu plano poderá ser perfeito. “Busque primeiro o reino de Deus e todas as coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33). 6. Escreva a visão e o plano para atingir Escreva a visão Habacuque 2:2 uma lei espiritual, para não nos desviarmos dela, e, para que possamos mostrá-la àqueles que Deus colocar em nosso caminho para cooperar conosco. 7. Não fique de braços cruzados Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje. Ore como se tudo dependesse de Deus e trabalhe como se tudo dependesse de você. “Pedi e dar-se-vos-à; buscai e encontrareis; batei e abrir-se-vos-á” (Mt 7:7) essa lei sobrenatural mostra que se você agir; Deus também age. 8. Aprenda sabedoria O principio da sabedoria é o temor do Senhor. Seja humilde para ouvir as pessoas e aprenda com elas. Elas sempre terão algo para lhe ensinar. Deus diz: “Bem aventurado o homem que acha sabedoria e adquire conhecimento pois na sua mão direita terá aumento de dias e na sua esquerda, riquezas e honra” (Prov.3:13-16). 9. Tenha uma atitude de vencedor O que você fizer vai determinar as bênçãos que você vai receber. Faça a Palavra de Deus e seja vencedor. No mundo espiritual, quanto maior a atitude de fé maior a benção. 10. Dê os dízimos de sua empresa Traga seus dízimos e ofertas à casa de Deus e tenha a atitude certa em seu coração. A Palavra de Deus diz: “O reino de Deus é como se um homem lançasse semente à terra, descansasse e colhesse os frutos depois” (Mc 4:26) “Dai e ser-vos-á dado, boa medida, recalcada, sacudida, trasbordante virão ao seu regaço ” (colo) (Lc 6:38) “Traga os dízimos à casa de Deus, faça prove-o e Ele abrirá as janelas do céu sobre você” (Mal 3:10) “Honre a Deus com a sua renda, com a renda da sua empresa e receba de Deus abundância” (Prov 3:9-10) 5. Semear Gálatas 6:7 Diz: Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Semear - espalhar, produzir,O que você semear, vai ter germinar, vai produzir alguma coisa, boa ou ruim, é a lei da semeadura. Gálatas 6:9 E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos. Ceifar no tempo certo é colher os resultados no tempo certo, as vezes o que semeamos no presente, parece não ter importância, mas com certeza, as conseqüências virão, elas são inadiáveis. Semear é oportunidade que Deus nos dá. Mas o interessante é que a palavra de Deus, dá muita importância, em relação as nossas atitudes com os mais próximos, que fazem parte do nosso círculo de relacionamento. Os de casa, da nossa família, aos parentes, filhos, cônjuges, todos aqueles que são unidos a nós, por um laço de parentesco. I Timóteo 5:8 Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo. Esses são justamente, os que mais sofrem, são eles que colhem os restos, a pior parte e isso vai prejudicá-los e nos prejudicar futuramente. Mc 4.26, 27 - "E dizia de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra. E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como" Isto é uma lei espiritual e tudo funciona de acordo com esta lei: Semear para Colher. Quando um agricultor lança uma semente na terra, ele não sabe como ela cresce, mas o facto é que a semente brota e dá fruto. O seu espírito é o Campo e a Palavra de Deus é a Boa Semente Em Mc 4.14 - "O que semeia, semeia a Palavra" Semear no seu espírito a Palavra de Deus, vai colher um bom fruto. Para colher um bom fruto terá de limpar o solo e arrancar as ervas daninhas, ou seja, terá de tirar do seu coração os problemas, ódios, guerrinhas, rancores, etc. que impedem a Palavra de Deus crescer no seu espírito e produzir frutos. Por exemplo: Se um agricultor quiser colher ervilhas, terá de semear sementes de ervilhas num campo adequado. Se quiser colher arroz, terá que semear arroz no solo próprio. No Reino de Deus também funciona desta forma. Portanto, se quiser colher saúde te4m de encher o seu coração com versículos bíblicos que falem de Cura Divina. Se quiser colher prosperidade terá de semear finanças no solo adequado que é na Obra de Deus. Agora, poderá entender o que vou explicar, se compreendeu esta lei espiritual de semear para colher você saberá sempre o seu futuro porque com aquilo que encher o seu coração e falar com a sua boca isso colherá. Para finalizar, o meu conselho é o seguinte: medite regularmente na Palavra de Deus, fale as promessas de Deus para a sua vida. O Grande Segredo de viver uma vida abundante e próspera em todas as áreas é semear a Palavra de Deus no seu coração. Medite nestes versículos da Palavra de Deus: Sal 103; Is 53.4 e 5; Is 54.17; Fp 4.19; Ml 3.10; Dt 28.8; Sl 91. 10-11; Rm 8.31 6. Crer. Abraão o patriarca da fé "Subiu, pois, Abrão do Egito para o Negebe, levando sua mulher e tudo o que tinha, e Ló o acompanhava. Abrão era muito rico em gado, em prata e em ouro. Nas suas jornadas subiu do Negebe para Betel, até o lugar onde outrora estivera a sua tenda, entre Betel e Ai, até o lugar do altar, que dantes ali fizera; e ali invocou Abrão o nome do Senhor." Gn 13:1-5 Abraão não ficou rico porque estava no Egito. Para termos prosperidade, precisamos ter sensibilidade do sobrenatural, das bênçãos de Deus. Se você não tiver a sensibilidade dessas bênçãos, vai entrar em ruína. Se você tem a promessa, pode até estar no Egito, mas o Egito não estará em você porque dentro de você está a promessa de Canaã que consiste em sermos prósperos em tudo. Por causa disso, o Senhor vai lhe respaldar, e do lugar de onde menos se tira prosperidade, o Senhor lhe fará próspero em todos os seus caminhos. Deus vai fazer você prosperar no lugar onde você está. Quando a bênção chegar você não terá dúvidas de que foi o Senhor Todo Poderoso, dono da prata e do ouro, que fez você próspero em todos os seus caminhos. Deus começou a trazer um novo mover de finanças para esta igreja. Isso significa que Deus desatou uma unção de finanças na vida dos discípulos. Você, na avaliação de Deus, está aprovado. Creia, tome posse desta palavra. Mesmo estando num lugar onde não é provável que se prospere o Senhor lhe dará o sustento com dignidade e você estará andando por fidelidade e não por interesse, porque você tem o Deus da bênção vivendo dentro de você. 7. Confessar. A DISCIPLINA CONFERE-NOS A SANTIDADE DE DEUS. * Não se tenta a Deus achando que não há retaliação – At 5.9 Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti. Pv 28.13 O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. A verdadeira prosperidade passa pela confissão de nossos pecados a Deus . Meu amado irmão em Cristo se você deseja como cada um de nós sermos próspero e bem-sucedido siga estes 7 passos que é: 1. Andar na verdade. 2. Fidelidade. 3. Perseverança 4. Dizimar. 5. Semear 6. Crer. 7. Confessar. E por certo que a Bênção de Deus te alcançará. Que Deus nos ajude a alcançar as suas Bênçãos integralmente para a glória de Deus, amém! |
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
7 passos para a verdadeira prosperidade
A Incredulidade Humana Não Afeta a Fidelidade Eterna
A Incredulidade Humana Não Afeta a Fidelidade Eterna
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“Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira
nenhuma pode negar-se a si mesmo.”. (2 Timóteo 2:13)
“Se não cremos, ele permanece fiel, não pode negar-se
a si mesmo.” 2 Timóteo 2:13
Esta é uma das cinco “palavras fiéis” que o apóstolo menciona,
e todas estas palavras fiéis são valiosas e importantes. Eu suponho
que a igreja as fez suas por terem sido expressadas por alguns
daqueles profetas que foram levantados para alimentar a Igreja em
sua infância, tais como Agabo, e as filhas de Felipe, e outros. Estas
puderam ter sido alguma das mais notáveis frases que foram gravadas
nas mentes de homens bons, e que eram citadas pelos pregadores e
professores, e desta maneira cobraram vigência em toda igreja.
Estas frases de ouro foram cunhadas em provérbios e passaram
de mãos em mãos, enriqueciam a todos que as recebiam, assim, aos
santos se voltaram familiares em seus lábios como palavras
cotidianas, e eram chamadas especialmente “palavras verdadeiras” ou
“palavras fiéis”. Sem dúvida o apóstolo Paulo deu sua aprovação a
muitos destes santos provérbios, porém a cinco desses revestiu com
inspiração e as transmitiu para que tomemos a devida anotação.
Talvez, seja interessante identificá-los conforme sua ordem em que
aparecem:
O primeiro e provavelmente o melhor se encontra em 1ª
Timóteo 1:15 “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo
Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o
principal.” Posso supor que cristãos de mente simples transmitiam
constantemente as Boas Novas ao mundo exterior desta forma breve e compacta: Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores, assim que era o comum de todos saberem, esse era um provérbio entre os cristãos. Era a maneira daqueles que não podiam pregar um sermão, e que, talvez, com muita dificuldade pudessem compor uma frase para eles mesmos; aprendiam a medula espinhal do Evangelho, e o tinham a mão de uma forma resumida e simples para poder instruir a outros. Os convertidos, onde quer que eles fossem, tinham o hábito de dizer isto a seus amigos e conhecidos pagãos, para que conhecessem a obra que Jesus Cristo veio cumprir e que fossem dirigidos a crer em Seu nome.
A seguinte “palavra fiel”, ou “palavra verdadeira” está em 1ª Timóteo 3:1 “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja”. Qualquer que deseja a liderança da igreja de Deus, e estar no meio do povo como um pastor, boa obra deseja. Ele atrairá sobre si mesmo grande ansiedade, grandes e árduos trabalhos. Porém, a obra é honrosa e tem uma recompensa espiritual muito grande, ao ponto de que quem a elege, e entrega toda sua vida, é sábio.
Outra destas “palavras fiéis” se encontra em 1ª Timóteo 4:8 “Pois dizem estas palavras, porque o exercício corporal para pouco é proveitoso, porém a piedade para tudo aproveita, pois tem a promessa desta vida presente, e da por vir. Palavra fiel é esta, e digna de ser recebida por todos. Que por isto mesmo trabalhamos e sofremos desonra pública, porque esperamos no Deus vivente, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos que creem.”
A piedade é proveitosa nesta vida e na seguinte, e por isto os piedosos estão contentes no sofrimento, porque esperam, e em efeito recebem, uma abundante benção das mãos de Deus como resultado disto. Um provérbio como este era grandemente necessário nos tempos de perseguição, e ainda é valioso nestes dias de insaciedade quando os homens pensam que a piedade é um obstáculo para a acumulação de riquezas, que nos leva a desviar para caminhos de desonestidade, e de falsidade.
A seguinte é a palavra que constitui nosso texto, portanto não vamos lê-la de novo, até que cheguemos a considerá-la.
Porém a quinta palavra está em Tito 3:8 “Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, façais afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos
na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens”.
Outra destas palavras fieis é que os que creem em Jesus devem manifestar em suas vidas o caráter santo de sua fé, a qual toma maior força quando vem de Paulo, porque ele mais que ninguém estava livre de qualquer suspeita de legalidade, ou de colocar o mérito humano no lugar da graça de Deus, que se recebe pela fé.
E agora chegamos à palavra fiel que vamos considerar. Pode ser que não lhes cause esta impressão no início, porém, alguns homens eruditos observaram que os versículos 11,12 e 13, assumem a forma de um hino. Os hinos hebreus se escreviam em paralelismos, e não em rima. E se pensa que estes três versículos, eram um dos hinos cristãos mais antigos: “Palavra fiel é esta, se somos mortos com Ele, também viveremos com Ele. Se sofremos, também reinaremos com Ele. Se Lhe negarmos, Ele também nos negará. Se formos infiéis, Ele permanece fiel, Ele não pode negar-se a Si mesmo”. Este é um salmo em miniatura, um destes salmos, hinos e cânticos espirituais, com os que os santos de Deus costumavam edificar-se uns aos outros.
Tenho a segurança de que esta última parte deste breve hino, é muito digna de ser considerada como uma palavra fiel entre nós. Irmãos, podemos nomeá-la sempre, podemos citá-la com frequência, podemos coloca-la na língua como um delicioso sanduíche, podemos passá-la de um ao outro, como uma expressão clássica de sabedoria cristã. “Se formos infiéis, Ele permanece fiel, Ele não pode negar-se a si mesmo”.
Para analisá-la neste momento, quero dividi-la em duas partes duplas. A primeira dupla porção é a triste possibilidade, com a segurança consoladora. “Se formos infiéis”, uma triste possibilidade, “Ele permanece fiel”, uma segurança consoladora. A segunda parte de nosso tema é a gloriosa impossibilidade, e a doce conclusão que podemos extrair dela. A gloriosa impossibilidade é: “Ele não poder negar-se a si mesmo”. E a conclusão que tiramos dela é o principal ou o contrário dentro de nosso texto, “se formos infiéis, Ele permanece fiel, Ele não pode negar-se a Si mesmo”.
Comecemos então com a triste possibilidade e a segurança consoladora:” Se formos infiéis, Ele permanece fiel”.
Devo tomar primeiro a triste possibilidade: “se formos infiéis”, e vou pegar esta expressão como se antes de nada, se dirigisse ao
mundo em geral, pois creio que se pode se ler assim com justiça. Se não cremos, se a humanidade não crê, se a raça humana fosse infiel, se as diversas classes de homens não creem, Ele permanece fiel.
Os governantes não creem, e existem alguns que dão muita importância a este ponto. Diziam com respeito de Jesus: “Por acaso criam Nele algum dos governantes”? Se o nobre fulano de tal, escuta o pregador, deve haver algo no que ele diz. Os ingleses ficam maravilhosamente impressionados com o juízo de um duque ou de um conde, e inclusive das pessoas com títulos de nobreza de menor grau. Se alguns dos governantes creem Nele, quem o questionaria entre as pessoas de hierarquia que assistem o culto de adoração? Está publicado debaixo de autoridade? Os grandes estão de acordo? Oh, então, disse alguém, “tem que ser bom, e tem que ser verdade”.
Agora, eu me atrevo a dizer que toda a história mostra que os governantes deste mundo aceitaram poucas vezes a verdade, e que na maioria, os mais pobres dos pobres foram mais capazes de perceber a verdade que os maiorais dos grandes.
Não haveria existido nenhum cristianismo no mundo no presente, se não tivesse encontrado um refúgio em oficinas e casas humildes. Floresceu entre os pobres desprezados, quando foram desdenhados pelos grandes da terra. “Bem amigos, se não cremos, isto é, se nossos homens maiores, se nossos senadores e juízes, príncipes e pessoas de grande poder, não creem, isso não afeta a verdade de Deus no mais mínimo grau que conheça: ‘Ele permanece fiel’”.
No entanto, muitos consideram que é mais importante saber de que lado estão alistados os líderes do pensamento, e existem certos indivíduos que não são eleitos a este posto especifico por voto popular, e que sem dúvida, decidem por si mesmos serem ditadores na república da opinião. São homens avançados que levam à frente a antiga escola de teólogos. Alguns pensamos que estão avançando na direção contrária, quer dizer, que vão em retrocesso, e que estão introduzindo ignorantes opiniões em vez da comprovada doutrina e dos sólidos e práticos ensinamentos da Escritura. Ainda assim, como em sua opinião são superiores e pioneiros no caminho do progresso, por um momento, vamos considerá-los como tal.
Agora bem, nos dias de nosso Senhor, os pensadores de vanguarda absolutamente não estavam do Seu lado. Todos eles estavam contra Ele, e depois que o jogo aconteceu, o mais grave perigo da igreja de Deus surgiu do pensamento de vanguarda do período. Os
gnósticos e outros pensadores gregos passaram a frente, e jogaram seu lodo filosófico na pura corrente do Evangelho, ao ponto a não existir nenhuma simples declaração que não tivesse sido convertida em mística, confusa e nublada, de maneira que somente os iniciados tinham a possibilidade de entendê-la.
O Evangelho de Jesus Cristo pretendia ser a verdade mais simples que jamais tivesse resplandecido sobre os filhos dos homens. Pretendia ser legível debaixo de sua própria luz para os jovens, os incultos, e para o povo simples. Porém os pensadores avançados tomaram o Evangelho e o torceram, o coloriram, o enfeitaram, o mancharam ao ponto que uma vez que tivesse atravessado seus diversos processos não haveriam sabido que se tratava da mesma coisa. E de fato, Paulo disse que não era a mesma coisa, e os chamou de “outro evangelho”, e logo ele se corrigiu e disse que “não era outro, porém, existem alguns que os perturbam”. No entanto, não devemos nos preocupar com estes sábios, pois se não creem e ainda escurecem o Evangelho, Deus permanece fiel. Se pelos terrenos cheios de árvores onde Sócrates e Platão reuniam a seus discípulos que chegavam atraídos por sua filosofia, se por lá, repito, não se encontrasse nenhum filosofo que cresse em Deus, seria pior para os filósofos, pois isto não afeta nem ao Evangelho, nem a nossa fé Nele. Se não creem, Ele permanece fiel. Ainda que Paulo no Areópago não encontre nenhuma simpatia exceto a de duas ou três pessoas que de fato só lhe trouxeram ali para saber: “Que quererá dizer este palavreado?” E ainda que eles todos, ao voltar para casa, dissessem que Paulo não tinha controle sobre seus atos, e que estava louco, e que era pregador de novos deuses, porém Paulo tinha razão e o Senhor permanece fiel.
Sim, e me arrisco a desenvolver esse pensamento um pouco mais. Se os governantes não creem, e se as mentes filosóficas não creem, e se somado a isto, a assim chamada opinião pública o rejeita, apesar de tudo, o Evangelho segue sendo a mesma verdade eterna. A opinião pública não é a prova nem o que mede a verdade, pois ela muda continuamente e seguirá mudando. A soma total de pensamentos de homens falíveis é menor que nada quando se compara com a mente de Deus, que é uma e infalível, revelada a nós por meio do Espírito Santo, nas palavras de verdade das Escrituras. Porém alguns têm a opinião de que o velho Evangelho não pode ser o correto, porque, vejam, todos dizem que não está atualizado e que está errado. Esta é mais uma razão para estar mais seguros de que está no correto, pois o mundo inteiro está debaixo do maligno e seu juízo está debaixo de sua influência. O que são as multidões se elas estão de baixo da influência do pai das mentiras? A maioria do mundo é uma minoria de um quando esse homem está do lado de Deus. Contem cabeças, querem? Contem elas por milhões se vocês querem, porém, eu prefiro pesar do que contar, e se digo a verdade de Deus tenho mais peso do meu lado, do que se pode encontrar em um milhão de seres que não creem. Eu desejaria que todos compartilhássemos o espírito de Atanásio, quando disse em defesa da deidade de seu grande Mestre: “Se o mundo vai contra a verdade, então, Atanásio vai contra o mundo”.
Vocês precisam aprender a estar sozinhos. Quando sabem que possuem a verdade revelada, vocês não podem comparar todos os juízos dos homens, com o eterno e infalível juízo do Deus Todo-Poderoso. Não, ainda que não creiamos, isto é, a maioria de nós e de nossas nações, “Ele permanece fiel, Ele não pode negar-se a si mesmo”.
Queria lhes pedir aqui sua atenção a uma consideração: Vocês não ouviram dizer com frequência, que os ministros deveriam saber o que ocorre nos tempos? Que a teologia deveria ser sempre harmoniosa e variada, de maneira que se adapte ao pensamento avançado do maravilhoso período em que vivemos? E como este é um tempo em que a infidelidade parece estar flutuando no ar, nos dizem que temos que simpatizar de forma sincera e cordial com ela, pois é uma forma de lutar pela luz que nós devíamos estimular. Agora, esta é outra maneira de falar muito diferente da que ouço o apóstolo Paulo falar. Ele não simpatiza em nada com isto, coloca o seu pé em cima. “Seja Deus verdadeiro e todo o homem mentiroso”, este é o estilo que ele fala. Enquanto, ao penetrar no interior dos estudos das filosofias com o objetivo de colocar o evangelho no tom justo delas, diz: “Me propus em não saber entre vocês nada, se não a Jesus Cristo, e a este crucificado”. Quando Paulo descobre que este estilo de doutrina não agrada ao judeu, e que é para ele um tropeço, e que não agrada ao grego, que faz ele zombar, e chamam de loucura, talvez, por isto o apóstolo Paulo disse: “Vem aqui, querido amigo judeu, tenho uma maneira de expressar isto que lhe mostrará que não quero dizer o que você pensou que eu disse. Eu usei a palavra ‘cruz’, em um certo sentido, que não é de maneira nenhuma, objetável ao judaísmo”? Por acaso, sussurra com cortesia: “Venha aqui, meu culto amigo grego, eu te mostrarei que seus amigos filósofos e eu queremos dizer o mesmo”? De maneira nenhuma, antes, permanece firme e irremovível quanto a Cristo crucificado e a salvação por Seu sangue. Como pela graça de Deus, eu confio que estamos resolvidos a fazermos o mesmo.
Ainda que não creiamos, isto é, que ainda que o mundo inteiro não creia, o Evangelho de Deus não deve ser alterado para que se adapte aos caprichos e as fantasias do homem. Senão, ainda tem que ser proclamado em toda sua angulosidade e singularidade, em toda sua autoridade divina, sem eliminar nada. Sem cortes, forjado como um todo, pois “Ele permanece fiel, Ele não pode negar-se a si mesmo”.
Agora que já falei do texto em referência ao mundo em geral, talvez, seja um assunto mais triste olhar em referência à igreja visível em particular. O apóstolo diz: “Se nós não cremos”, e seguramente quis dizer a igreja visível de Deus. Por acaso, a igreja de Deus, cai alguma vez em um estado tal que se pode dizer dela, “não crê”? Sim, a igreja visível, se desviou terrivelmente muitas vezes. Um exemplo disto, voltem ao deserto, os filhos de Israel foram tirados do Egito com uma mão levantada e um braço estendido, e foram alimentados no deserto com alimentos de anjos, e se lhe deram de beber da água da rocha, porém, eles duvidavam continuamente do seu Deus. Agora creem em Sua palavra, enquanto as rochas fluem com rios, logo com o pecado entristecem ao Senhor, e os juízos os abatem. Porém o que passou? Deus abandonou o seu propósito de dar à semente de Abraão a terra que fluía leite e mel? Quebrou Ele o pacto e se cansou dele? Não, pois a semente de Abraão herdou a terra, e cada um se sentou ali debaixo de sua videira e debaixo de sua figueira.
Ainda que o povo visível de Deus o rejeitou com suma frequência, de maneira que por sua incredulidade morreram no deserto, contudo, “Ele permaneceu fiel, Ele não negou a Si mesmo”, e não podia fazê-lo.
Bem, agora, acontece algumas vezes de acordo com este exemplo, que a igreja visível de Deus, se apóstata da verdade de Deus. As doutrinas da graça, as verdades do Evangelho são escurecidas, colocadas em lugares escuros, dificilmente pregadas, pregadas com palavras chamativas, ou são ocultadas detrás de cerimônias, ritos e de todo tipo de coisas. E o que acontece? As verdades fundamentais são eliminadas? Se inverte a verdade eterna? Deus retirou sua promessa? Oh não, “Ele permanece fiel, Ele não pode negar-se a si mesmo”.
Ai, a igreja de Deus parece perder algumas vezes sua fé na oração. Suas reuniões de oração se tornam escassas; raras são as vezes que elevam sua oração pela conversão dos pecadores, poucos se reúnem para suplicar ao Senhor e assediar ao propiciatório. Que, pois, Deus muda? Ele abandona Sua causa? Oh não, “Ele permanece fiel, Ele não pode negar-se a Si mesmo”. Em tais momentos a igreja quase perde sua fé no Espírito Santo, e considera a pregação, talvez, como um mal necessário que se deve tolerar, mas não como o veículo pelo qual o Espírito Santo salva aos homens. Tem pouca confiança na palavra de Deus que diz: “Que agradou a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação”. Não esperam que o reino de Cristo tenha predomínio, mas dizem: “que desde que os pais dormiram, quantas largas idades passaram, e que lento foi o progresso do cristianismo, é uma causa perdida. Fiquemos satisfeitos em deixar em paz ao mundo pagão”. Em tais momentos perdem o ânimo e toda fé em Deus. Não vimos cair em um estado como este a grandes seguimentos da igreja visível de Deus, ao ponto de que estivemos dispostos a perguntar a nosso professor: “Quando vier o Filho do Homem , achará fé na terra?”
O que então, meus irmãos, suponham que vivêssemos para ver por todas as partes uma igreja corrompida; suponham que se voltasse como Laodicéia, ao ponto que o Senhor parecesse cuspir a igreja visível de Sua boca, porque não se tornou nem quente, nem fria. Suponham que falasse da igreja professante de hoje o que disse de Silo na antiguidade: “agora a meu lugar em Silo, onde fiz morar meu nome no princípio, e vejam se ficou ali pedra sobre pedra, que não tenha sido derrubada”. Ele tirou o castiçal de Roma, e podia também tirar esse castiçal de outras igrejas. Porém, isso demonstraria que Deus foi infiel, ou que negou a Si mesmo? Não amados, não. Sua fidelidade seria vista, então, no juízo em que visitaria a uma igreja infiel. Sim, e é vista hoje; vocês verão que uma igreja que não crê no Evangelho simples, se torna pequena e frágil. Conforme as igrejas param de ser evangélicas, diminuem e são abatidas. Uma igreja que descuida a oração se torna desunida, dispersa, letárgica e quase morta. Uma igreja que não tem fé no Espírito Santo pode continuar cumprindo com suas ordenanças, porém, os faz com uma estéril formalidade, e sem o poder do alto, tudo o que demonstra a fidelidade daquele que disse: “Se andarem comigo em oposição, eu agirei contra vocês”. Se elas se privam de Sua força, não é senão fidelidade da parte de Deus que se tornem frágeis. Se vocês leem a história da igreja desde os dias de Cristo até agora, ainda servirá para demonstrar que Ele trata com Sua igreja de tal maneira como para fazê-la ver que Ele é fiel, prescindindo o que ela seja. Ele lhe ajudará quando se voltar a Ele, a abençoará quando confiar Nele. A coroará quando lhe exaltar, porém a abaterá e disciplinará quando ela se apartar da simplicidade de sua fé em qualquer medida, Ele demonstra assim, e segue sendo fiel.
Uma vez mais, meus irmãos, vou ler o versículo em um círculo um pouco mais estreito; se não cremos, quer dizer, se os mais selecionados professores, os pregadores e os escritores não creem, Ele permanece fiel.
Uma das provas mais duras para os jovens cristãos é a queda de um destacado mestre. Conheci alguns que estiveram quase no ponto de renunciar a sua fé, quando alguém que parecia muito sincero e fiel, apostatou de repente. Recordamos que tais coisas ocorreram para nossa intensa dor, portanto, quero expressá-lo claramente; se chegasse a acontecer que qualquer a quem você reverencia, porque foi de benção para sua alma, a quem você ama, porque recebeu dele a palavra de vida, se esta pessoa sobre quem, talvez, você tenha apoiado demais, resultar no futuro não ser fiel e não crer, não siga sua incredulidade, pois se formos infiéis, “Ele permanece fiel, Ele não pode negar-se a si mesmo”.
Pedro nega a seu mestre. Não siga a Pedro quando estiver fazendo isso, porque terá que voltar chorando, e lhe ouvirá pregando a seu Mestre de novo. Pior ainda, Judas vendeu a seu mestre. Não sigas a Judas, pois Judas morrerá de uma morte terrível, e sua destruição será uma advertência a outros, para que se agarrem com toda força a fé.
Vocês poderiam ver que o homem que esteve como um cedro do Líbano cai por um golpe do diabo, porém, nem por isto pensam que as árvores do Senhor que estão cheias de seiva caíram também. Ele guardará os Seus, pois conhece aos que são Seus. Não prendam sua fé com alfinetes a manga de nenhum homem. Sua confiança não deve apoiar-se em nenhum braço de carne, nem devem dizer: ‘eu creio graças ao testemunho de tal e tal. E retenho a forma das sãs palavras, porque meu ministro a reteve, pois todos estes apoios podem desaparecer e podem falhar brevemente.
Permitam-me expressar isto muito claramente, se nós não cremos, ou se aqueles que parecem ser os mais distintos mestres da época, se aqueles que parecem ser os mais exitosos evangelistas do período, se aqueles que ocupam um alto lugar na estima do povo de Deus, em uma má hora, abandonaram as verdades eternas e começaram a pregar-lhes algum outro evangelho que não seja o evangelho de Jesus Cristo, eu lhes suplico, que não nos sigam sem importar quem poderíamos ser, ou por grande que poderíamos ser. Não permitam que nenhum professor, por grande que possa ser, os
dirija a dúvida, pois Deus permanece fiel. Apeguem-se a vontade e a mente reveladas por Deus, pois, “Ele não pode negar-se a si mesmo”.
Então, eis aqui a terrível possibilidade, e com ela correm conjuntas esta segurança sumamente bendita e consoladora: “Ele permanece fiel”, Jesus Cristo permanece, não tem variações, nem mudanças Nele. Ele é uma rocha, e não uma areia movediça. Ele é o salvador, seja que os governantes, ou os filósofos creiam Nele ou o rejeitem; seja que a igreja e seus ministros sejam fieis a Ele ou o abandonem. Ele é o mesmo salvador, Deus homem, sentado no trono supremo.
Por que se amotinam contra a autoridade constituída, e os povos pensam coisas em vão? Se levantarão os reis da terra, e príncipes consultarão unidos contra Jeová e contra Seu ungido. O que mora nos céus se rirá, o Senhor zombará deles, porém diz Ele, “Coloquei sobre Sião meu rei meu santo monte”. Eles não podem afetar o trono imperial de Nosso imortal Senhor, Ele segue sendo o bendito e único que tem todo poder, e assim deve ser sem importar o que digam.
E como Cristo segue sendo o mesmo Salvador, nós temos o mesmo Evangelho. Nos dizem que eles o melhoraram, bem, eu me sinto tão satisfeito com o Evangelho, tal como o recebi de Paulo e dos inspirados apóstolos, que eu preferiria não ter este evangelho melhorado, se me permitem conservar o velho original. Porém, assim acontece que como bebes, contentes com novos brinquedos, proclamam seu pensamento moderno, e sua cultura e suas avançadas ideias. Aquele que degustou alguma vez do velho vinho, não deseja o novo, porque diz: ‘o velho é melhor’. Nosso Salvador e Seu Evangelho seguem sendo os mesmos. O Evangelho de Paulo, o Evangelho de Agostinho, o Evangelho de Calvino, o evangelho de Whitefhield, o evangelho de qualquer sucessão de homens fieis que vocês quisessem mencionar, nos basta. “Ele permanece Fiel”.
E assim como o Evangelho é o mesmo, assim Cristo permanece fiel a Seus compromissos com Seu Pai. Ele prometeu guardar aqueles que o Pai Lhe deu, e os guardará até o fim. E quando as ovelhas passarem debaixo das mãos Daquele que as conta, dirá: “dos que me deste, não perdi nenhum”. “Ele permanece fiel”. Ele diz aos pecadores em todo o mundo, que se vem até Ele, não os laçará fora, e Ele é fiel a isto. Ele promete clemente que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, e Ele será fiel a isto.
Ele também é fiel a Seus santos, Ele prometeu preservá-los para Seu reino e glória eternos, e os preservará. Ele diz: “Eu dou a minhas ovelhas vida eterna, e não morrerão jamais, nem ninguém as arrebatará de minha mão”, Ele as guardou no Seu amoroso abraço e as guardará até o fim. E tudo isto faz, ainda que toda incredulidade no mundo se levantem contra Ele. Ele cumprirá cada palavra que disse, e fará efetiva cada promessa que fez, ainda que todos desconfiem e neguem. Sim e amém em Cristo Jesus são todas as promessas, a partir de agora e para sempre, e veremos que é assim.
II. E agora, só nos resta pouco tempo para se dedicar a segunda parte de nosso texto, que é muito importante, e é UMA GLORIOSA IMPOSSIBILIDADE, COM UMA DOCE CONCLUSÃO QUE SE PODE EXTRAIR DELA: “Ele não pode negar-se a Si mesmo”.
Existem três coisas que Deus não pode fazer: Ele não pode morrer; Ele não pode mentir; Ele não pode ser enganado. Estas três impossibilidades não limitam Seu poder, mais sim magnificam Sua majestade, pois estas coisas seriam debilidades, e a debilidade não pode ter nenhum lugar no infinito e sempre bendito Deus.
Aqui está uma das coisas impossíveis para Deus, “Ele não pode negar-se a Si mesmo”; o que significa isto? Quer dizer em primeiro lugar, que o Senhor Jesus Cristo não pode mudar com relação a Sua natureza e caráter para nós os filhos dos homens, pois se mudasse, poderia mudar somente de um estado a outro; de um melhor a um pior, ou de um pior a um melhor. Se mudasse de um melhor a um pior, isso resultaria negar-se a Si mesmo, deixando de ser tão bom como é por natureza. E se mudasse de um pior a um melhor, isso seria negar-se a Si mesmo, demonstrando que Ele antes não era tão bom como poderia haver sido. Jesus Cristo não pode mudar em nenhum ponto, pois Ele é “Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e pelos séculos”. Se mudasse em qualquer ponto, nesse ponto negaria a Si mesmo. Porém Ele não pode fazer isto, pois sendo Deus, não muda.
Sua palavra não pode mudar. Quero que notem isto, porque Sua palavra, ostensivamente, é Ele mesmo. Seu nome é A Palavra de Deus, Ele mesmo é o Logos, a Palavra eterna, e esta Palavra não pode mudar. “A erva seca, e a flor cai, mais a palavra do Senhor permanece para sempre”. E esta é a Palavra que pelo Evangelho foi anunciada a vocês. Oh servo do Senhor, a mesma segurança que deram a Paulo e Pedro, você pode dá-la! Esta mesma palavra de misericórdia que aqueles primeiros mensageiros do céu saíram a declarar, você pode declará-la, pois segue sendo a mesma. Ele não pode negar Sua palavra, porque esta palavra é Ele mesmo, e “Ele não pode negar a Si mesmo”.
Queridos amigos, Ele não pode retirar a salvação que ofereceu aos filhos dos homens, pois esta salvação é certamente Ele mesmo. Jesus é a salvação de Israel. Se um pecador quer saber onde está a salvação, lhe indicamos ao Cristo de Deus. Não é somente um salvador, senão Ele mesmo é a salvação e Sua salvação não pode ser mudada, pois se mudasse, Ele mesmo seria mudado ou negado, e “Ele não pode negar-se a Si mesmo”. Existe ainda o mesmo perdão para o primeiro dos pecadores, a mesma regeneração para os corações mais duros, a mesma resposta generosa para aqueles que se desviaram mais. A mesma adoção na família para forasteiros e estrangeiros. Sua salvação, tal como Pedro pregou no Pentecostes, é a salvação que nós pregamos agora aos pecadores. “Ele não pode negar-se a Si mesmo”.
E logo, a expiação ainda é a mesma, pois também a expiação é Ele mesmo: “Ele por si mesmo padeceu por nossos pecados”. Ele mesmo é o sacrifício. Bem disse o poeta:
“Amado Cordeiro agonizante,
Seu sangue precioso não perderá nunca seu poder”.
Como é Seu sangue, tem que ser imutável em eficácia. Ele limpa nossos pecados por Si mesmo. Seu sangue é Sua vida, e Ele vive para sempre, e como Ele vive para sempre, “pode salvar perpetuamente aos que por Ele se aproximam a Deus”. Bendito seja Seu nome, porque o sacrifício expiatório não perdeu sua eficácia nem no mais mínimo grau. É tão poderoso como quando lavou ao ladrão moribundo da podridão do inferno para levá-lo a pureza do céu, o transportando de um suplício a um trono. Oh, quão bendito deve ser Seu poder já que lavou a um infeliz tão corrompido e o colocou com o próprio Mestre no paraíso naquele mesmo dia. A expiação não pode mudar, pois isto significaria que Jesus haveria negado a Si mesmo.
E o propiciatório, o lugar de oração, ainda permanece, pois se isto mudasse, “Ele havia negado a Si mesmo”, pois, o que era o assento da misericórdia ou o propiciatório? Esta tampa de ouro sobre a arca do pacto? O que será senão o próprio Cristo, que é nosso propiciatório, o verdadeiro assento da misericórdia? Vocês podem orar sempre, irmãos, pois se lhe negasse sua eficácia a oração, “Deus haveria negado a Si mesmo”. Este é Seu memorial: “O Deus que ouve a oração”; e se não ouvisse a oração, teria negado a Si mesmo e teria deixado de ser o que era. O SENHOR Jeová nunca negará a Si mesmo
como para voltar-se como Baal, um deus surdo; imaginar isto seria uma blasfêmia.
E está aqui outro doce pensamento: o amor de Cristo por Sua igreja, e Seu propósito para com ela, não podem mudar, “porque Ele não pode negar-se a Si mesmo”, e Sua igreja é Ele mesmo. Não me refiro a esta igreja visível da qual acabo de falar, que é uma multidão variada, senão que me refiro a esta igreja invisível, a esse povo espiritual, a essa esposa de Cristo que ninguém vê, porque é preparada na escuridão, e moldada curiosamente nas partes inferiores da terra; e Seu próprio Senhor não a verá nunca em realidade até que seja aperfeiçoada, assim também Adão não viu a Eva, senão que dormiu até que o grande Deus formou a sua esposa, e apresentou-a em toda sua beleza incomparável para que fosse sua irmã e sua esposa. Chega o dia quando o Senhor Jesus Cristo receberá assim a Sua esposa aperfeiçoada, e enquanto tanto Ele não pode mudar para com ela, mas sim Seus noivados serão confirmados. Ela foi tomada de Seu lado quando permanecia em sono profundo da morte, e ela é formada para ser semelhante a Ele, de maneira que quando em felicidade a contemple, Sua alegria e a alegria dela serão completas. Não, Ele nunca, nunca a negará, pois “não pode negar a Si mesmo”. Seu plano de amor será implementado e todos Seus pensamentos de graça serão cumpridos.
Nem tão pouco falhará jamais nenhuma de Suas funções para com Sua igreja e Seu povo. O profeta será profeta para sempre, “Ele não pode negar-se a Si mesmo”. O sacerdote será um sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque, e nunca recusará oferecer nossas orações e louvores, e nem limpar nossas almas, pois “Ele não pode negar-se a Si mesmo”. O Rei não terminará nunca de reinar, nem se tirará Sua coroa, nem separará o bastão de mandato, pois “não pode negar-se a Si mesmo”. O pastor guardará para sempre ao rebanho. O amigo seguirá eternamente mais unido que um irmão. O marido ainda amará a sua esposa. Todo o que Ele é em relação a Seu povo continuará e permanecerá, pois Ele permanece fiel: “Ele não pode negar-se a Si mesmo”.
Agora, minha última palavra é sobre uma inferência. O texto diz: “Se não cremos, Ele permanece fiel”. A declaração se baseia nesta suposição. Agora, irmãos, vejam a outra suposição: Suponhamos que com efeito cremos. Não será Ele fiel neste caso? E não será verdade que não se pode negar a Si mesmo?
Vou supor que um pecador está dizendo neste momento: “Eu creio que Cristo pode me salvar, irei e lhe pedirei, irei e confiarei Nele”. Ah, Ele não se negará a Si mesmo rejeitando seu clamor. Eu lhe digo, alma querida, qualquer uma que seja, que se você apelasse a Ele e Ele lhe deixasse fora, se negaria a Si mesmo. Ele ainda não negou a Si mesmo. Sempre que um pecador vem até Ele, se converte em seu Salvador. Sempre que encontra a uma alma doente, age como seu médico. Agora, ouvi sobre indivíduos que sendo médicos, ficaram doentes, ou estiveram esgotados e necessitaram de um descanso; quando ocorreu um acidente nestas condições, se sentiram inclinados a deixar-se de um lado, se fosse possível, por sentir-se cansados e desgastados. Lhe pediram a seu ajudante que fale: “Meu senhor não está em casa! Porém meu Senhor “nunca se negou a Si mesmo”. Nunca se afastará de um pecador. Se procura por Ele o encontrará em casa e lhe esperando; estará mais contente de lhe receber do que você de ser recebido, pois Ele “espera para ter piedade”.
Assim como Mateus estava sentado na coleteria, esperando que as pessoas pagassem o que deviam, assim que Cristo se senta no lugar de recepção dos pecadores, esperando que falem de suas necessidades. Ele está os vingando. Lhes repito que não pode rejeitá-los; isto seria alterar Seu caráter integro. Deixaria de ser Cristo. Se desprezasse a um pecador que se aproximasse, isto faria que deixasse de ser Jesus, e o converteria em alguém mais, e não Nele mesmo. “Ele não pode negar-se a Si mesmo”. Anda e prova-o. Anda e prova-o. Eu desejaria que uma alma tremula fosse neste momento e se lançasse em Cristo, e que logo nos reportasse o resultado. Andem, pobres buscadores trêmulos, cantem em seu coração, incrédulos como são, este nosso hino:
“Só pode perecer se vou,
Porém estou decidido a provar;
Pois se permaneço afastado, eu sei
Que vou morrer para sempre”.
Oh, porém se você fosse morrer a Seus pés, seria o primeiro que morreria entre todos os que se acercaram alguma vez a Ele; e não se viu jamais a esse primeiro homem. Vão e provem a meu Senhor e comprovem por vocês mesmos.
Bem, agora, povo cristão, quero que vocês também venham. Se creem no seu Senhor, Ele será fiel para com vocês. Suponho que é um tempo de tribulação para vocês; Ele será fiel a vocês; vão e lancem sobre Ele sua carga. Suponho que neste momento estás muito
inquieto por alguma aflição espiritual; vai ao Teu Senhor como você fez no princípio, como um pobre pecador, culpado e rebelde, e lance-se sobre Ele, e encontrarás que Ele é fiel. “Ele não pode negar-se a si mesmo”. Se meu Senhor não fosse tolerante comigo esta noite, quando for a Ele com minha carga, pensaria que errei de porta, porque o Senhor foi tão bom e tão fiel comigo até agora, que me deixaria sem respiração descobrir que Ele mudou. Oh, quão bom, quão extraordinariamente bom é meu Senhor! Não acabamos de cantar agora?
“Ele ao meu lado sempre esteve,
Oh, quão boa é Sua misericórdia!”.
Eu poderia cantar isto de todo coração, e esperaria que muitos de vocês se unissem sinceramente a mim. Vocês têm uma mãe amada, ou uma esposa carinhosa, ou um amigo íntimo, e nenhum deles lhes falou outra coisa que coisas amáveis; e portanto, se em alguma hora escura apelasse a eles, e em vez de mostrar-lhes simpatia lhes dissessem palavras duras e pudessem ver evidentemente que nos amam, quão surpreendidos vocês ficariam! Assim eu ficaria se fosse encontrar com algo que não fosse amor da parte do meu amado Senhor depois de todos estes anos de ternura. Não existe temor disto, pois “Ele não pode negar-se a si mesmo”.
Então, concluo dizendo que encontraremos que é assim em conexão com as coisas de Seu reino e os temas de Sua verdade. Há um grande alvoroço neste momento sobre Deus da providencia, e me chamam, não sei por que nomes, por dizer a verdade em nome do meu Senhor. Bem, que consequência tem nisto? Estaremos, portanto, temerosos? Não, porém se cremos, encontraremos que Ele é fiel. “Ele não se negará a Si mesmo”.
Está em perigo a boa e antiga causa por parte do ceticismo e a superstição? Falando da maneira dos homens, poderia parecer que sim; porém realmente não é assim nunca. Ainda se vacilássemos, não devemos colocar nossa mão sobre a arca do Senhor para dar estabilidade a ela. A causa de Deus é sempre segura. Eu não sei se podemos viver para vê-lo, porém tão certamente como o Senhor vive, a verdade triunfará na Inglaterra. Podem nos dizer que o puritanismo está colocado contra a parede, porém, ainda pegará a coroa na calçada. A velha causa retrocede um pouco para tomar ar, porém dará tal salto nesta terra que surpreenderá completamente os adivinhos, porque o Senhor enlouquecerá aos adivinhos, e aqueles que contam as torres e dizem que Sião está totalmente caída não saberão onde
esconder suas cabeças. O diabo voou uma vez sobre a Europa e disse: “é toda minha. Aqui estão vendendo indulgências, e o Papa e eu somos senhores dela toda”. Porém um pobre monge acabara de ver a luz a pouco tempo, cravou suas teses na porta de uma igreja, e a partir desta hora a luz começou a se estender por toda Europa.
E creem vocês que o Senhor está sem Luteros? Imaginam que não lhe resta nenhuma espada ou lança no Seu arsenal? Eu lhes falo que tem a Seu alcance tantos instrumentos como têm estrelas no céu. Quando a influência do Evangelho parece retroceder é como a maré quando está começando a baixar. Consistentemente vai para trás, e se não soubéssemos que não é assim, começaríamos a pensar que as ondas de prata dariam lugar ao lodo e ao cascalho; contudo, quando chega a hora, no minuto certo, as águas fazem uma pausa e permanecem um curto tempo em um ponto. Logo se levanta a primeira onda do fluxo, e logo outra, e outra, e outra, e outra, e se levantam, e avançam conquistando a costa até que o mar alcança sua plenitude novamente. Assim tem que ser, e assim será com o oceano da verdade; temos que ter somente fé, e veremos ao Evangelho em plenitude de novo, e a velha Inglaterra coberta com ele.
Duvidem do que queiram irmãos, porém não duvidem da verdade divina, nem duvidem de Deus. Apeguem-se ao lado que está mais desacreditado e desonrado, e que recebe os piores comentários dos homens, pois Cristo e Sua igreja frequentemente ocupam o lado sombrio do monte. Contentem-se com fazer frente à corrente com o valor aprendido de seu Redentor e Senhor, pois vem o dia quando ter estado com a verdade e com o Filho de Deus será a maior honra que uma criatura possa ostentar.
Que seja nossa essa honra, por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém
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Os galardões e recompensas dos fiéis
Os galardões e recompensas dos fiéis
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Nós estaremos desenvolvendo um tema superimportante que é a recompensa dos fiéis, pois há diferentes graus de recompensa no céu, dependendo de nossa fidelidade a Cristo na terra. Jesus disse: "E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras" (Ap 22:12). Paulo disse que a obra de cada crente vai ser provada pelo fogo e, "se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão" (1 Co 3:14). Em 2 Coríntios 5 está escrito que todos nós haveremos de aparecer perante o tribunal de Cristo, "para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito" (v. 10) A distinção entre dádiva e recompensa (galardão) nas Escrituras é bem clara. A Graça é imerecida; é Dom Gratuito de Deus, recebida pela fé, sem dinheiro e sem preço. Na Graça o melhor serviço é sem valor, a obrigação não é reconhecida e o valor não é considerado. Porém, o Galardão é merecido; é o salário pelo serviço prestado, recebido pelas obras através do labor e sacrifício. No Galardão o menor serviço é lembrado, a obrigação é reconhecida e o valor é considerado. O Galardão depende totalmente do crente; a Graça depende totalmente de Cristo. O Galardão olha para a fidelidade de crente; a Graça olha para a fidelidade de Deus. O galardão reconhece o mais simples serviço; a Graça ignora o melhor serviço. A linguagem do Galardão é: “Vosso trabalho de amor.” A linguagem da Graça é: “não vem de vós.” A mensagem do Galardão é: “Servi ao Senhor.” A mensagem da Graça é: “Àquele que não trabalha.” A voz do Galardão é: “Fostes fiel no pouco.” A voz da Graça é: “Nisto está o amor.” Jesus disse que Ele está vindo de repente, e quando vier, Ele trará consigo recompensas para dar aos homens de acordo com o que fizeram. Isso nos ensina que haverá um tempo de galardão para os Cristãos. Em 2 Timóteo 4, lemos as palavras de Paulo ao terminar seu ministério: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”. A distribuição das recompensas será logo depois da vinda de Cristo para arrebatar Sua igreja. Deixaremos esse mundo, encontraremo-nos com Jesus Cristo nos ares, iremos à casa do Pai e então haverá um momento para os galardões. Apenas as obras que sobreviverem o fogo de purificação de Deus vão ter valor eterno e serão dignas de galardão. Aquelas obras preciosas são conhecidas como “ouro, prata, pedras preciosas” (1 Co 3:12) e são essas obras que foram construídas sobre o alicerce de fé em Cristo. As obras que não serão recompensadas são chamadas de “madeira, feno, palha” na mesma passagem em Coríntios e representam não obras ruins, mas sim atividades superficiais, sem nenhum valor eterno. Os galardões serão distribuídos no “Tribunal de Cristo”, um lugar onde as vidas dos crentes serão avaliadas apenas com o propósito de distribuir as recompensas. O julgamento dos crentes nunca se refere à punição do pecado. Jesus Cristo foi punido pelo nosso pecado quando Ele morreu na cruz, e Deus disse: “Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hb 8:12). Que pensamento glorioso! O Cristão nunca precisa temer punição, mas pode antecipar coroas de galardão que poderemos colocar aos pés de nosso Salvador. A palavra grega que encontramos no Novo Testamento em grego, transliterada (escrita em caracteres da nossa própria língua) para galardão é misthós, que significa salário (Rm4.4) ou recompensa (Mt 5.46). Galardão, portanto, pode ser entendido como recompensas que os salvos receberão na glória porvir, de acordo com suas obras (2 Co 5.10). Devemos lembrar que a recompensa é como espada de dois gumes: “Vós, servos, obedecei... sabendo que do Senhor recebereis a recompensa da herança; servi a Cristo, o Senhor” porque “quem faz injustiça receberá a paga da injustiça que fez; e não há acepção de pessoas” (Cl 3:22-25). Vejamos algumas das coisas que o Senhor há de retribuir naquele dia: a) Piedade e Conduta Semelhantes de Deus: “Amais os vossos inimigos, fazei o bem, emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa e serei filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus” (Lc 6:35). Aqui a recompensa gira em torno da conduta e caráter à semelhança do nosso Pai celestial. Devemos amar a todos indistintamente assim como faz nosso Pai. Agindo assim é que seremos “filhos” (Ruiós = filhos maduros, grego) do Altíssimo. b) Devoção Secreta: “Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”(Mt 6:6). Tal oração será respondida e recompensada. c) Nossa Atitude de Coração: “Não julgueis e não sereis julgados... perdoai e sereis perdoados” (Lc 6:37). Um servo do Senhor disse que “nossa vida está colocando, palavra por palavra, à sentença sobre nós nos lábios de Cristo. A bondade e a glória são apenas parte de um todo: a bondade é o lado do sofrimento da glória e a glória é o lado resplandecente da bondade” . d) Nosso Serviço: “E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa”(Mt 10:42). Todo serviço que prestarmos ao Senhor será recompensado. As medidas da recompensa serão devidamente pesadas pelo Senhor: “Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo” (Mt 10:41) Estas declarações manifestam de forma clara a tremenda e bendita verdade conhecida como a “lei da semeadura”: “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque quem semeia na sua carne, na carne ceifará corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gl 6:7, 8). Lamentavelmente, quando lemos estas palavras nossas mentes se voltam para o problema do pecado. Entretanto, o sentido aqui é mais amplo, pois Paulo continua dizendo... “façamos o bem a todos, principalmente aos domésticos da fé” (v. 10), e no versículo 6 ele disse: “E o que está sendo instruído na palavra, faça participante em todas as boas coisas aquele que o instrui.” Está claro que o contexto aqui é semear o bem através das boas obras. A expressão “levai as cargas uns dos outros” (v.2) está intimamente ligada com a questão das nossas posses. Podemos entender que existem várias categorias de galardões. A Bíblia os menciona em Mateus 10.41 através das expressões "galardão de profeta" e "galardão de justo" essa divisão em categorias. Entretanto ela não especifica quais são os galardões que pertencem a que categoria. Encontramos também a explicação de COROAS que indicam “prêmios” recebidos (galardão) por desempenhar determinadas tarefas. No mundo antigo, a coroa tinha mais significado que hoje, claro porque havia mais reis! Mas em competições, por exemplo, o vencedor recebia uma coroa de louros ou depois de uma vitória em uma guerra havia vários tipos de coroas para identificar o grau de envolvimento e a intensidade da vitória alcançada. Assim, fica mais fácil de entender porque é usada essa forma de explicação para “recompensas” que os seres humanos receberão por ter desempenhado uma tarefa ou não, já que o texto Bíblico mostra que as pessoas receberão galardões de acordo com sua atitude, positivas ou não, galardões considerados bons ou não. Existe até uma forma de classificar os “galardões positivos” e como são alcançados, de acordo com o que segue: Coroa Como Ganhar Fonte Bíblica Alegria Ganhando almas (1Ts 2.19 ;Fp 4.1) Vida Suportando provas, aflições e tentações, e mesmo assim permanecer fiel (Tg 1.12;Ap 2.10) Incorruptibilidade Negando-se a si mesmo (1Co 9.25) Glória Cuidando do rebanho (1Pe 5.4) Justiça Ansiando pela volta de Cristo (2Tm 4.8) A palavra grega para galardão é misthós , que significa salário (Rm.4:4) ou recompensa (Mt.5:46). Galardão, portanto, são as recompensas que os salvos receberão na glória porvir, de acordo com suas obras (2 Co 5:10). A doutrina do galardão não é nenhum absurdo; ela encontra apoio escriturístico suficiente, tanto no Antigo Testamento (2 Cr 15:7; Is 40:10; Is 62:11), quanto no Novo Testamento (Mt 16:27; 1 Co 3:8,14; Ef 6:8; Ap 2:23; 11:18; 22:12). Ocorre outra palavra grega no Novo Testamento que dá apoio a esta doutrina. Trata-se da palavra grega antapódosis cujo sentido é o de retribuição. Esta palavra é usada tanto no sentido positivo de recompensa (Cl 3:24; Lc 14:12) como no sentido negativo de punição (Rm11:9). Existem várias categorias de galardões. A Bíblia os menciona em Mateus 10:41, através das expressões "galardão de profeta" e "galardão de justo". Entretanto ela não especifica quais são os galardões que pertencem a categoria de profeta ou de justo. AS COROAS Outras passagens do Novo Testamento mencionam os galardões, fazendo referência apenas aos seus nomes e à forma como se consegue obtê-los. São as coroas que se constituem em número de cinco: Coroa da Alegria, Coroa da Vida, Coroa da Incorruptibilidade, Coroa da Glória e Coroa da Justiça. Coroa da Alegria (1Ts 2:19; Fp.4:1): Esta Coroa será concedida aos ganhadores de alma. Paulo se refere aos irmãos que ele levou à Cristo como sendo a sua alegria e coroa. Portanto aqueles que ganham muitas almas receberão a Coroa da Alegria. Às vezes a coroa é símbolo de alegria (Is 28:1; Ct 3:11; Ez.23:42), e a Bíblia declara que há alegria no céu quando uma alma é ganha para Cristo (Lc 15:7). Coroa da Vida (Tg 1:12; Ap 2:10): Esta Coroa não é a vida eterna como pensam muitos cristãos. O galardão é dado com base nas obras; a salvação é dada exclusivamente com base na graça de Deus. De maneira nenhuma a vida eterna poderia ser concedida ou obtida por meio da fidelidade dos cristãos nos momentos de tribulação, embora se requeira tal fidelidade como prova de genuína salvação. O fato é que muitos cristãos são reprovados em suas provações (Hb.12:5), mas apesar disso continuam salvos pela graça de Deus. Esta coroa, então, está vinculada à fidelidade nas tribulações. Aqueles que suportam provações e sofrimentos nesta vida, por causa do nome de Cristo, e permanecem fiéis no seu amor a Deus, receberão como prêmio a Coroa da Vida. Coroa da Incorruptibilidade (2 Co 9:25,27): Esta Coroa será concedida àqueles que procuram viver uma vida incorruptível, de auto abnegação (Lc.9:23), renegando ao pecado, as obras da carne, e vivendo uma vida íntegra diante de Deus e dos homens. Coroa da Glória (1ª Pe 5:2-4): Esta coroa será concedida aos pastores que desempenharem bem seus ministérios e também àqueles que liderarem com fidelidade sobre o povo de Deus, procurando sempre o bem das ovelhas de Cristo, sempre com intuito de fazê-las crescer, alimentando-as na fé e no amor de Deus. Coroa da Justiça (2 Tm.4:8): Receberão esta Coroa aqueles cujas vidas foram entregues inteiramente em prol do reino de Deus (Mt.6:33), e àqueles que demonstram uma ardente expectativa pela volta de Cristo e a desejam ardentemente. São estes aqueles que oram com intensidade no espírito: Maranatha (Ap 22:17,20). PARA QUÊ COROAS? Há quem pense que as Coroas devem ser desprezadas porque a salvação não é um evento competitivo, cujos ganhadores poderão exibir seus prêmios nos céus. Tal raciocínio, no entanto, é errôneo, pois satisfazer-se somente com a salvação em si desvinculada de recompensas não é uma atitude cristã, embora pareça que os tais assim agem movidos apenas pelo amor a obra de Cristo, não visando prêmios nem interesse pessoal, exceto a própria salvação. Os galardões serão oferecidos a Cristo (Ap 4:10,11; Rm 11;35,36), pois as obras que os cristãos realizam no Espírito, são também frutos da graça de Deus (Is 26:12; Fp 2:13; Hb 13:20,21). Cada palavra, pensamento ou ato nosso é como uma semente que lançamos no solo. Um dia a colheita surgirá: será ela linda ou alarmante? Por isso devemos semear no Espírito e não na carne. Devemos considerar seriamente estes quatro pontos: quando semeamos, os que semeamos, quanto semeamos e o porquê semearam. “OLHAI POR VÓS MESMOS, PARA QUE NÃO PERCAIS O FRUTO DO VOSSO TRABALHO, ANTES RECEBEI A PLENA RECOMPENSA” (2 Jo 8). Cada um de nó devemos fazer a obra de Deus da melhor maneira possível pois Deus não haverá de recompensar-nos pelas quantidade de obras realizadas e sim pela qualidade delas. Ele irá considerar as obras cujas motivações foram sinceras e verdadeiras; porém aqueles que ao fazer algo para o Senhor tocam a trombeta já receberam o seu galardão aqui na terra não restando algo a receber nos céus. A nossa oração a Deus é no sentido de que cada um de nós façamos a obra do Senhor para a Glória de Deus. Amém! |
FIDELIDADE SÓ PELO ESPÍRITO
FIDELIDADE SÓ PELO ESPÍRITO
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Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. Gálatas 5:22-23.
Ninguém nasce neste mundo como uma pessoa fiel. É bom termos consciência de que somos infiéis por natureza. O que significa uma pessoa fiel? Significa uma pessoa que tem probidade, integridade, fidedignidade, lealdade, honestidade e sinceridade. O indivíduo fiel é digno de crédito, age corretamente e cumpre suas promessas. É fiel no ministério que recebeu do Senhor, é diligente e reconhece que seu tempo, talentos e posses pertencem ao Senhor. Mas existem muitos “evangélicos” que são fiéis aos seus cônjuges, ministério, à igreja e a tantas outras coisas, mas não guardam a Palavra do Senhor, esses são os infiéis. Está escrito algo muito importante nos Salmos 119:158 Vi os infiéis e senti desgosto, porque não guardam a tua palavra.
Quando nos voltamos para as Escrituras somos surpreendidos com o tipo de pessoas que Deus usa para realizar os seus projetos. Muitas vezes, para nosso desapontamento, os homens e mulheres bíblicos não foram os heróis que imaginamos. Não encontramos modelos impecáveis de fidelidade. Por exemplo: Abraão mentiu; Jacó enganou; Moisés assassinou e murmurou; Davi cometeu adultério, e Pedro blasfemou. E quando nós olhamos para eles muitas vezes nós nos vemos, e isso porque nós fomos moldados no mesmo barro que eles. Esse vaso de barro que o Senhor fez perfeitamente se estragou em Suas mãos, então Ele fez um novo vaso e dentro dele colocou toda a Sua fidelidade. 2 Coríntios 4:7 Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
O que nos enche de alegria é sabermos que apesar de nossa infidelidade, o nosso Deus e Pai aniquilou na cruz no corpo de Cristo a nossa máscara de “fidelidade fingida” e colocou em nós o Seu Filho que é fiel e fiel em todas as coisas. Agora você precisa descobrir quem é que vive. É você mesmo, ou é Cristo? Se for você, certamente é um infiel, mas se for a Pessoa de Cristo, você é fiel, mas por causa da fidelidade de Cristo. O objetivo do Espírito Santo é que alcancemos a medida de Cristo. A medida de Jesus fala da essência daquilo que Ele é, do seu caráter. Uma das características que devemos conhecer de Cristo para que sejamos aperfeiçoados Nele é a fidelidade. Como achar alguém é fiel? Cada qual entre os homens apregoa a sua bondade; mas o homem fiel, quem o achará? Provérbios 20:6.
Com a obra da cruz Jesus conquistou o direito de propriedade absoluta sobre todos aqueles que são regenerados por Ele. Sendo propriedade de Jesus, tudo que concerne a nossa vida deve ser direcionado à Glória de Deus, cumprindo em nós toda Sua Santa vontade. Pois, a nossa fidelidade expressa de forma clara a este mundo de trevas, que somos propriedade do Deus Altíssimo, o que só ocorre quando vivemos a vida que Ele nos propõe em Sua Palavra Santa. Em nossos dias as pessoas são aparentemente fiéis, mas é somente aparência, pois elas não produzem este fruto da fidelidade de Deus. Assim como Jesus viu aquela figueira cheia de folhas, pensou encontrar nela frutos, mas não encontrou, pois ela era falsa. Assim também para aqueles que se declaram ser novo nascido, o Senhor vai procurar neles os seus frutos. Será que Deus encontrará em nós fidelidade? Salmos 101:6 Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda em reto caminho, esse me servirá.
A infidelidade é um dos pecados mais proeminente nestes dias maus. Com raríssimas exceções, a palavra de um homem não é mais a sua fiança, nos negócios deste mundo. No mundo social, a infidelidade conjugal ocorre por todo lado, sendo que os laços matrimoniais são desfeitos com a mesma facilidade com que uma roupa velha é rejeitada. Na esfera eclesiástica, muitas pessoas que se comprometeram solenemente a pregar a verdade, sem nenhum escrúpulo a negam e a atacam. São pessoas que até conhecem a mensagem da cruz, mas negam com seu viver infiel a Palavra de Deus. Está escrito em Tito 1:16 No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.
Deus é fiel e verdadeiro. Sua Palavra de promessa é certa. Em todas as Suas relações com o Seu povo, Deus é fiel. Pode-se confiar Nele, com segurança, nunca houve alguém que tivesse confiado Nele em vão. Vemos esta preciosa verdade expressa em quase toda parte nas Escrituras, pois o Seu povo precisa saber que a fidelidade é uma parte essencial do caráter divino. Esta qualidade é essencial ao Seu ser; sem ela Ele não seria Deus. A fidelidade é uma das gloriosas perfeições do Seu ser. É como se Ele estivesse vestido com esta perfeição. Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos. Deuteronômio 7:9.
Há alguém que é grande em Sua fidelidade. A fidelidade é uma perfeição em Deus pela qual Ele é fiel à sua Palavra e a todos os Seus concertos. Ele nunca quebra um contrato consigo mesmo nem com Suas criaturas. Então, sejamos fieis a Sua Palavra que a Sua fidelidade será real em nós, pois o que Ele propôs isto fará, e o que prometeu isto executará. A mentira é um dos pecados que mais prevaleceu em todos os tempos. Foi o acreditar numa mentira que arruinou toda a raça humana. Adão e Eva deixaram a Palavra de Deus e seguiram o pai das mentiras. E todos os seus filhos seguiram no mesmo caminho. Os filhos de Israel, literalmente rogavam, no passado distante, aos profetas a pregarem mentiras a eles. Eles clamavam: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos. Isaías 30:10b.
Em nossos dias, a palavra mentira se camuflou com o termo “propaganda”. Conta-se que em Sião quem fosse pego contando mentira teria a boca costurada por três dias. Creio que se esta fosse à lei aqui em nosso país, muitos homens de negócios não poderiam atender ao telefone, e que muitas senhoras andariam com lindos bordados na boca. A inclinação de contar e acreditar numa mentira é um dos fatos mais surpreendentes na história da humanidade. Da boca de um só Homem, nunca saiu nenhuma mentira. E este foi o Deus-Homem, Jesus Cristo, a verdade encarnada. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Isaías 53:9.
Deus é verdadeiro. Sua Palavra de promessa é certa. Em todas as Suas relações com o Seu povo, Deus é fiel Pode-se confiar Nele, com segurança, nunca houve alguém que tivesse confiado Nele em vão. Vemos esta preciosa verdade expressa em quase toda parte nas Escrituras, pois o Seu povo precisa saber que a fidelidade é uma parte essencial do caráter divino. Esta é à base da nossa confiança Nele. Mas, uma coisa é aceitar a fidelidade de Deus como uma verdade divina, e outra coisa, muito diferente, é agir com base nisso. Deus “nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas”, mas nós contamos realmente com o seu cumprimento por Deus? Esperamos de fato que Ele vai fazer por nós tudo que disse que fará? Descansamos com implícita segurança nestas palavras: Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Hebreus 10:23.Amém.
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