domingo, 9 de abril de 2017

ESCOLHAS QUE FAZEM A DIFERENÇA

ESCOLHAS QUE FAZEM A DIFERENÇA
 Dt:30-19
Introdução:
A vida é feita de escolhas, desde quando nascemos até a nossa morte vivemos fazendo escolhas.

 Desde o momento em que nos levantamos até o fim do dia, milhares de escolhas são feitas.
 
Muitas delas não estão relacionadas ao conceito de certo e errado
Algumas escolhas vão influenciar nossa vida para sempre, alias, alguém disse que nos somos a soma das escolhas que fazemos.

A maioria das consequências da nossa vida é resultado de escolhas feitas  por nós mesmos!
 
Escolhas certas têm resultados certos. Escolhas erradas têm resultados errados.

Considere, na hora de comprar, a variedade de produtos à sua disposição: você tem 36 tipos de cremes dentais, 100 marcas de iogurtes, milhares de DVDs, 200 tipos de celulares...
 
Agora, existem escolhas que tem  ser feitas com mais calma. São as escolhas que vão fazer a diferença na nossa vida.

São aquelas que têm  maior impacto e consequências em nosso futuro: Que curso vou fazer: fisioterapia, medicina ou comunicação? Que emprego vou aceitar? Com quem vou me casar? Onde vamos morar?
 
Não podemos ignorar  a importância de uma escolha, porque quando alguém está dizendo “sim” para uma coisa, está dizendo “não” para muitas outras.
 E as escolhas mais difíceis nem são entre o bom e o ruim, mas entre o bom e o melhor.

Podemos fazer algumas escolhas erradas e sobreviver: você pode escolher o trabalho errado,  e não vai morrer por causa disto.
Você pode escolher a cidade errada onde morar, e não vai morrer por causa disto.

Pode escolher  o carro errado,e não vai morrer por isto.
 E até o cônjuge errado pode ser escolha (o que vai ser um desastre pro resto da sua vida), mas você não vai morrer por isto.

Desde as coisas mais simples até as mais difíceis, existem coisas que temos de poder de escolher e existem coisas das quis não temos este poder de escolha.

Não podemos escolher:
Os nossos pais, o nosso nome, a cor da nossa pele, a cor dos nossos olhos... Etc

Podemos escolher:
A nossa profissão, a cidade onde vamos morar, a roupa que vamos usar, a nossa religião, com quem vamos nos casar,... Etc
Até servir a Deus ou ao diabo é uma escolha totalmente sua Deus não obriga ninguém a escolher andar nos seus caminhos, pelo contrario ele nos deu o livre arbítrio, que é nada mais nada menos que a capacidade da fazer escolhas.
Existem escolhas que fazemos erradas e por isso pagamos por elas a vida toda.
Se olharmos com atenção, veremos que uma escolha equivocada pode anular todo um projeto. Exemplos?

Exemplos de escolhas erradas na Bíblia
1àEsaú trocou seu direito de primogenitura por um ensopado de lentilhas
Gn 25:29-34, por isso a bíblia chama Esaú de profano Hb 12:16-17
Quantos hoje estão trocando Deus e a sua palavra por ensopados de lentilha trocando Deus por um cigarro, por um copo de cachaça, pela prostituição....etc

2àSansão trocou o seu chamado de nazireu pelas amizades e pela prostituição com Dalila
Jz 16:15-19
Tem muitos crentes e obreiros trocando seu ministério por minutos de prazeres, estão brincando com Deus, sem perceber que Deus não esta mais na vida deles.

3àQuem não conhece a história de Jonas?
Deus disse: Vá à Nínive. Eu tenho um projeto. Eu vou usar vc lá.
Ele disse:  Não ! Eu vou a Tarsis. . Jn 1:1-3
Fez a escolha errada. Ele foi caindo, caindo, caindo.
Caiu no porão do navio, caiu no mar, caiu na barriga do peixe e lá no ventre do peixe, ele clamou ao Senhor e o Senhor o colocou em terra firme.
Só uma coisa faltava àquele jovem e era indispensável para que ele pudesse ser realmente vitorioso:

Amar Mais Jesus do que a qualquer Outra Coisa!
Não fosse isto verdade, o Mestre não teria ensinado:“Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o entendimento.”conforme lemos em Mt.22:37.

Cada um de nós tem seu ponto fraco, uma tendência natural, se deixarmos que isto nos domine, todo o resto ira mal. 1 Co 10:23
Faça a escolha certa, escolha servir a Jesus e obedecer sua Palavra

Exemplos Escolhas certas
Assim como homens da bíblia fizeram escolhas erradas há homens na bíblia também que fizeram escolhas certas

1àJosé escolheu ser fiel a Deus na terra do Egito:
Ele foi levado para o Egito como escravo, foi ser mordomo na casa de potifar.
A mulher de potifar se apaixonou por Jose e queria se deitar com ele, mas, Jose foi fiel a Deus e a seu Senhor e não concordou com isto.
Ele acabou acusando Jose de tentar se deitar com ela a força e Jose foi preso injustamente e ficou na cadeia 13 anos sem merecer. Gn 39:7-20.
Só que Deus estava tralhando na vida e na historia de Jose,através da sua prisão ele revelou os sonhos de Faráo e assim se tornou o governador do Egito e trouxe salvação para o seu povo.
Ao fazer a escolha de ser fiel a Deus e não aceitar as investidas da mulher de Potifar, José mudou a história do Egito e do povo Hebreu,e ainda se tornou o mais perfeito tipo de Cristo do velho testamento.

2àDaniel escolheu não se contaminar com os manjares do rei e não deixar de buscar a Deus 3 vezes ao dia.
Quando Daniel chegou no cativeiro que foi escolhido para assistir no palacio diante do rei.
Ele teria que por 3 anos se alimentar dos manjares e do rei, só que os manjares do rei eram oferecidos aos ídolos.
Daniel fiel a Deus como era escolheu não se contaminar com esta comida,como resultado Deus exaltou a Daniel no império babilônico e ele se tornou um dos maiorais daquele reino Dn 1:3-21
No reinado de Dario Daniel ainda permanecia como um dos principais lideres do governo.
Tentaram achar alguma coisa pra acusar Daniel diante do rei mais não puderam.
Então persuadiram o rei Dari a fazer um decreto para através deste decreto ter do que acusa-lo.
Durante 30 dias ninguém nos domínios do império poderia orar e fazer petições a nenhum Deus senão ao rei Dario, e os que desobedecessem seriam lançados na mesma hora na cova dos leões.
Quando Daniel ficou sabendo do decreto do rei, ele fez a escolha certa, e escolheu continuar orando e buscando a Deus.
3 vezes ao dia como já era seu costume Daniel com as janelas abetas para olado do oriente orava e dava graças a Deus.
Logo acusaram Daniel diante do rei e eLe mesmo contra sua vontade pois, gostava muito de Daniel teve que lança-lo na cova dos leões.
Só que naquela noite algo diferente aconteceu naquela cova dos leões, Deus enviou ali o seu anjo e fechou a boca dos leões.

Como diz o hino da Mara lima:
 –  Calma, Daniel, eu sou o Senhor. Não tenha medo, não, o leão me escutou.
Eu ordenei a ele prá que fosse se deitar,durante esta prova o leão vai jejuar.
Calma, Daniel, eu estou aqui.Se você tiver com sono, Daniel, pode dormir.Aí tem travesseiro, deita em cima do leão.
Durante aquela noite foi só glória e unção.

Deus livrou DANIEL na cova dos leões por que Daniel fez a escolha certa
 
3àOs 3 jovens da fornalha escolheram não dobrar o joelha diante da estatua de nabudoconosor

O rei Nabucodonosor mandou fazer uma estatua de mais ou menos 30 metros de altura.
  fez um decreto dizendo que quando os instrumentos musicais tocassem todos os povos sobre o seu domínio deveriam se ajoelhar e adorar a estatua que ele fez.
Os que não obedecessem ao decreto seriam na mesma hora lançados na fornalha de fogo ardente.
Quando Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ficaram sabendo eles fizeram a escolha certa, de não dobrar os seus joelhos diante daquela estatua, mas eles foram parar numa fornalha.
Mas naquela fornalha, Deus provou a eles que eles fizeram a escolha certa, porque Deus enviou um 4º homem semelhante a um filho de deuses que livrou Sadraque, Mesaque e Abede- Nego.
Diz a Palavra que nem um fio do cabelo queimou daqueles homens. Dn 3: 13-27
E o que isso traz como lição para nós?
Que no final das contas, valeu a pena eles terem feito as escolhas certas.
Tudo cooperou para o bem deles. Tudo cooperou para o final vitorioso.Aqueles vencedores continuaram vencendo, porque eles fizeram escolhas certas.
O final da história sempre vai revelar o principio dela.
Qual foi o final da história de Daniel?
Deus o livrou da cova dos leões.
Qual  o final da história dos 3 jovens?
Deus enviou o anjo para livrar do fogo.
E qual foi o final de Sansão? Desabou!
Jonas? Foi parar na barriga do peixe.
Tudo o que começa bem, termina bem. As  escolhas certas, nos levam a experimentar provações.
São adversidades que nós não escolhemos viver ou passar.
Quando fazemos as escolhas certas, sofremos perseguições, calúnia, inveja, perdas traições, decepções, pessoas se revelam falsas quando você  achava que eram verdadeiras.
É só você  romper com o sistema doentio, corrupto, errado que esse sistema se volta contra você.
O final da história sempre revela o principio dela.
Quando vc faz a escolha certa, você  vê que vale a pena, porque o final é sempre vitorioso.
Escolhas que fazem a diferença são as escolhas inspiradas por Deus.
As escolhas que fazem diferença são as escolhas respaldadas pela palavra.
Foi Deus que se moveu em Daniel, para ele não se contaminar.
Quem é que inspira você  a vir a igreja?Deus!
Quem é que inspira a viver uma vida correta, a viver pela verdade? É Deus!
Então, as escolhas que fazem a diferença são as escolhas inspiradas por Deus e respaldadas pela palavra do Senhor.
O final vai revelar que o começo não foi bom.

10 exemplos de perseverança na Bíblia

10 exemplos de perseverança na Bíblia 

Definição de perseverança

Conservar-se firme e constante; persistir, prosseguir, Continuar a ser ou ficar; manter-se, permanecer, conservar-se, persistir, Conservar a sua força ou ação; continuar, perdurar, subsistir, persistir, Ter ou mostrar perseverança, firmeza; permanecer sem mudar ou sem variar de intento.

Encontramos essa expressão de Jesus em três textos dos Evangelhos: Mt 10.22; ;24.13; Mc 13.13.

Tem sido uma expressão muito utilizada pelos defensores de que uma pessoa alcança a salvação através de esforço pessoal e de que uma pessoa, não perseverando até o fim da sua vida, perde a salvação. É uma expressão tão difícil de ser interpretada que a maioria absoluta dos comentaristas ou não fazem referência alguma, ou tecem comentários superficiais, evitando se aprofundar.

No entanto a expressão pode ser compreendida perfeitamente, desde que a analisemos à luz do contexto de ensinamentos claros de Jesus Cristo sobre o recebimento da salvação e sobre a garantia da salvação. Também pode ser compreendida à luz do contexto em que foram pronunciadas.

Primeiramente devemos observar que Jesus ensinou que a salvação é uma dádiva de Deus (por isso é uma graça – Ef 2:8) e que desfruta dessa dádiva todos os que crêem nele como Filho unigênito de Deus (João 3.16). Também devemos observar que Jesus ensinou que todo aquele que dá ouvidos à sua Palavra e, conseqüentemente, crê em Deus como aquele que enviou Jesus Cristo como Salvador, tem a vida eterna. Não terá no fim, mas tem no presente. Ensinou que não entrará em condenação, garantindo que a vida do crente já está sob a garantia da absolvição. E ensinou, também, que todo aquele que é salvo já tem uma nova vida, pois passou da morte para a vida (João 5.24).

Tivemos alguns homens que desistiram de perseverar deixando-se levar pelo pecado e a perda da comunhão de Deus.

" Judas, Mt. 27:4-5
" Ananias e Safira, At. 5:1-9, usou a mentira, e foram punidos por não perseverar.
" Himeneu e Alexandre, I Tm. 1:1-20
Não podemos deixar de perseverar, porque a perseverança:

" Nos conduz a salvação, Mt. 24: 13
" Nos tornam santos, Cl. 1.22
" Nos tornam seguros, I Cor. 15.58

Vejamos alguns exemplos de perseverança à luz da Bíblia:

1. Abraão. Ele passou um longo período de tempo aguardando o cumprimento das promessas do Senhor. Acredito que o exemplo de Abraão é mais próximo de nossas atitudes (enquanto ser humano), pois depois de receber a promessa que seria pai de muitas nações (Gn 12:2 e 13.16), tentou “encurtar o caminho” tendo um filho com a serva de Sara, a Agar. Prosseguindo na história, vemos que não era este os planos do Senhor para Abraão (Gn 17.16, 19, 21), acredito inclusive que a passagem em Gn 17.1 é um “puxão de orelha” que o Senhor deu em Abraão.

A promessa do Senhor de fazer a descendência de Abraão prospera e incontável, implicaria em um início de no mínimo um filho, mas havia ali uma enorme dificuldade, uma vez que Sara era estéril (Gn 11.30), mas Deus não se limita as circunstâncias naturais. Podemos crer em suas promessas, por mais que pareçam impossíveis como no caso de Abraão. Não precisamos encurtar o caminho! Mas tenho que admitir que é isso é muito mais fácil na “teoria” do que na prática… (Ajuda-nos Senhor!)

Outro grande exemplo bíblico de perseverança é José, que após ter revelações em sonhos (Gn 37.5-9), passou por situações adversas, sendo inclusive jogado em uma cova por seus próprios irmãos (Gn 37.24) e depois foi vendido como escravo a mercadores (Gn 37.28). Neste instante, vemos que a situação não estava nada favorável a José. Ele poderia pensar que todos os seus sonhos não passaram de bobagens e ilusões, mas não foi o que aconteceu. Durante todo o momento de adversidade que José estava vivendo, o Senhor era com ele (Gn 39:2, 21), e com perseverança, José alcançou as promessas reveladas por sonho a ele (Gn 42.6).

2. A igreja primitiva (At 2.40-42)

"E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações."

Vemos então que perseverar é permanecer em Cristo e isto é uma ligação fundamental para experimentarmos Jesus em nossas vidas.

Em que eles perseveravam?

Na doutrina dos apóstolos Nos ensinamentos dos apóstolos ( At 5.42 ) Nas bases do que eles criam, nos fundamentos ( Hb 6:1-2 ) Não negavam nem questionavam os ensinamentos, mas procuravam aprender, se dedicavam ao estudo da palavra, compreender as verdades de Deus, oravam a respeito. ( At 6:4 )

E assim, porque eles perseveravam na doutrina, o Espírito Santo lhes proporcionava revelação da Palavra e experiência, de modo que o plano de Deus para eles era simples e claro. Na comunhão

"Era um o coração e a alma dos que criam" ( At 4:31 ) Estavam sempre juntos, reunidos nas casas e no templo ( do lado de fora ).

Dependiam uns dos outros, havia um relacionamento intenso entre os discípulos.

Comiam juntos, freqüentavam as casas uns dos outros, amavam uns aos outros, oravam uns pelos outros. Eles se dedicavam a isso, se empenhavam nisso, e o Espírito Santo enriquecia os relacionamentos produzindo experiências tremendas como a de Pedro que foi libertado da prisão e imediatamente procurou os irmãos que oravam por ele. ( At 12.12-17 )

No partir do pão
Isto não significa somente que eles comiam juntos, mas que repartiam tudo o que tinham.
Ninguém passava fome, ninguém era rico ou pobre ( tinham tudo em comum )
Ninguém considerava seu aquilo que possuía, mas do Senhor.
E a Palavra nos mostra que eles perseveravam também nesta questão e o Senhor cuidava de todos, de modo que não havia necessitados entre eles. (At 4.31-37)

Nas orações
Como precisamos aprender com eles esta questão da oração. A vida de oração, a necessidade de oração.
Parece que eles estavam sempre orando.
Após se converter, Paulo se pôs em oração - At 9.11
Cornélio estava orando e o Senhor enviou Pedro - At 10.30
Pedro estava orando e teve visão do lençol - At 10.9
Oravam em todo lugar - At 16.3 Oravam para que as pessoas recebessem o Espírito Santo - At 8.14-15 Oravam antes de enviar os apóstolos - At 13:2-3
Aqui não estamos falando de orar eventualmente, ou quando aparece uma situação difícil, estamos falando de vida de oração.
Orar pedindo, orar agradecendo, orar para conhecer a vontade de Deus, ora r para ser cheio do Espírito. ( isto é se entregar a Deus em oração )

Como conseqüência disso o Espírito Santo operava sinais e prodígios através deles, concedia revelação, entendimento, profecias, curas, livramento, provisão e tudo mais. Precisamos ser perseverantes na oração.

1. Aos crentes de Éfeso Paulo orientou a que eles orassem em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito, e a que vigiassem nisso com toda perseverança e súplica, não só por eles, mas por todos os santos (crentes)

2. Veja em Efésios 6.10 em diante as razões de Paulo para essa orientação.

3. Léo Francisco Pais, em seu livro “Oração”, ao falar sobre a importância da oração, destaca os seguintes pontos:

a. A oração ocupou o centro do ministério público de Jesus – Em Marcos 1.35 encontramos o Mestre em privação do sono para dedicar-se ao labor da oração. Houve ocasiões em que ele passou noites inteiras em oração. Lucas 6.12 nos revela uma dessas noites.

b. A oração ocupou o centro do ministério apostólico – Veja Atos 6.1-4.

c. A oração ocupa o centro do ministério atual de nosso Senhor Ressurreto – ( Hb 7.23-25 e 9.24).

d. A oração é o meio pelo qual entramos em comunhão com Deus – A oração é um lugar de encontro entre o Pai e o filho querido.

e. A oração é o meio pelo qual recebemos as coisas que pedimos a Deus – Veja Mateus 7.7 e 8.

f. A oração é a maior obra que Deus requer dos cristãos.

g. A oração é a preparação do caminho do Senhor.

h. A oração do cristão é a semente de todo avivamento espiritual – A grande mentira de Satanás é a de que no mundo de hoje não há tempo para se dedicar à oração. No entanto, quando compreendermos que a oração é tão importante quanto o sono, a respiração e o alimento diário, ficaremos admirados com a constatação da abundância de tempo que podemos dedicar a esse exercício espiritual. É pela oração que o Espírito Santo leva os homens e mulheres a confessarem seus pecados e receberem a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas. Enquanto mantemos o espírito de oração na igreja, as pessoas se convertem em toda parte pela fé em Jesus Cristo. / O avivamento espiritual não somente é iniciado pela oração, mas também é mantido pela constância da oração persistente. No momento em que a oração fervorosa e contínua cessa dentro da igreja, o avivamento perde seu ímpeto, restando somente um fraco impulso do passado. A oração é o recurso que temos para manter a continuidade do avivamento produzido pela ação do Espírito Santo na vida dos crentes. A falta de oração tem como conseqüência o afastamento da visitação especial de Deus, e o movimento que antes trouxe vida abundante a muitos fica como um monumento do passado.

3. Eliseu

1. Perseverança em caminhar com Elias
a. Elizeu estava sendo tratado no seu caráter, a área da disposição e determinação de fazer a vontade do Senhor: “Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o Senhor me enviou a Betel. Respondeu Eliseu: Tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, desceram a Betel. Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque o Senhor me enviou a Jericó. Porém ele disse: Tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, foram a Jericó. Disse-lhe, pois, Elias: Fica-te aqui, porque o Senhor me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Tão certo como vive o Senhor e vive a tua alma, não te deixarei. E, assim, ambos foram juntos” (Vs.2,4,6).

b. Elizeu estava sendo tratado em seu caráter na área de obediência e fidelidade em seguir ao Senhor.

2. Perseverança em crer diante da incredulidade Elizeu se dispôs em crer mesmo diante da incredulidade dos discípulos dos profetas – “Foram cinquenta homens dos discípulos dos profetas e pararam a certa distância deles; eles ambos pararam junto ao Jordão. Então, Elias tomou o seu manto, enrolou-o e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco” (vs.7,8).

a. A incredulidade gera maldição (Nm 14.5-12).
b. A incredulidade nos afasta do Deus vivo (Hb 3.12).
c. A incredulidade traz derrotas e bloqueia o cumprimento das promessas de Deus na nossa vida (Mt 13.58).

3. Elizeu perseverou diante do Jordão

a. Todo servo de Deus enfrentará o Rio Jordão - “Foram cinqüenta homens dos discípulos dos profetas e pararam a certa distância deles; eles ambos pararam junto ao Jordão. Então, Elias tomou o seu manto, enrolou-o e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco” (vs.7,8).

b. Antes de uma grande benção enfrentaremos o desafio de atravessar o Jordão.

c. exemplos de Jordões que se colocam diante de nós:

- Jordão da enfermidade (Is 53.4,5; Is 38.17).
- Jordão da insegurança ou indecisão (Sl 25.12-14).
- Jordão do medo (Is 41.10; Js 1.9).
- Jordão do desânimo
- Jordão das dificuldades financeiras (Fl 4.19).
- Jordão da desavença familiar (I Jo 3.8).

4. Mudanças e transformações que ocorreram na vida de Elizeu
a. Recebeu porção dobrada do ministério de Elias (vs.9-14).
b. Renunciou completamente ao passado – “tomando as suas vestes, rasgou-as em duas partes” (v.12b).

c. Passou a viver com um nível de autoridade espiritual mais elevada – “Então, levantou o manto que Elias lhe deixara cair e, voltando-se, pôs-se à borda do Jordão. Tomou o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está o Senhor, Deus de Elias? Quando feriu ele as águas, elas se dividiram para um e outro lado, e Eliseu passou” (vs.13,14).

d. O sobrenatural passou a fazer parte do seu cotidiano – “Os homens da cidade disseram a Eliseu: Eis que é bem situada esta cidade, como vê o meu senhor, porém as águas são más, e a terra é estéril. Ele disse: Trazei-me um prato novo e ponde nele sal. E lho trouxeram. Então, saiu ele ao manancial das águas e deitou sal nele; e disse: Assim diz o Senhor: Tornei saudáveis estas águas; já não procederá daí morte nem esterilidade. Ficaram, pois, saudáveis aquelas águas, até ao dia de hoje, segundo a palavra que Eliseu tinha dito” (vs.19-22).

4. Josué e Calebe. “Da idade de quarenta anos era eu... palavras de um homem de perseverança, Calebe.” (Js14.07)

Perseverança em um mundo totalmente sem esperança em nada, quanto mais em Deus. Um mundo onde todos dizem “que correria”, “não dá tempo para nada”, as semanas, meses passam tão rápidos, que quando percebemos já se passou o ano.

E agora onde você se encontra, pronto para receber todas as heranças e recompensa por aquilo que semeou no Reino de Deus, ou não plantou nada por que os dias passaram tão “rápidos” como um relâmpago.

Calebe foi enviado a espiar a terra quando tinha 40 anos, não era mais uma criança mais sim um HOMEM, cheio da presença de Deus, pois só sendo cheio da presença de Deus podemos vencer e perseverar contra toda a adversidade e calunias que sofremos.

A palavra de Deus nos diz que necessitamos de perseverança, paciência (Hb. 10.36), para alcançarmos aquilo que esta reservado para os que forem fieis. Quando Moisés enviou Calebe e Josué, eles não questionaram, perseveraram em obedecer.

Muitos HOMENS têm o hábito de desistir, desanimar no meio de algo que traçaram para si em suas vidas familiar, espiritual ou profissional.

Dizem estar muito “corrido” e não deu tempo de concluir ou terminar o começado, isso exige mais que o normal. Quando Calebe voltou e declarou o que estava em seu coração, muitos ou porque não dizer quase todo o povo não aceitou sua declaração, mas ele perseverou no Senhor e confiou na palavra dita, “terra que mana leite e mel”.

Tal perseverança é tão eficaz na vida de Calebe que, quando chega a Josué declara: “ E, ainda hoje, estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou...” (Js 14 11).

5. Moisés. O que dizer das orações desse gigante da intercessão que foi Moisés, permanecendo sobre seu rosto, diante de Deus, por quarenta dias e quarenta noites, sem comer, Sem beber, intercedendo pela nação, até que o cetro de Deus se levantasse e o povo fosse poupado (Dt 9.18-20)? Isso é que é perseverança!

Moisés foi tão insistente, que nos assombra em sua ousadia e importunação diante de Deus. O povo pecara grosseiramente, quebrando a primeira palavra de aliança. Diante da justiça e retidão de Deus, não havia como poupá-lo. Dera lugar ao diabo e este conquistara um direito legal de oprimi-lo. Deus informa o caso a Moisés, propondo consumir o povo e fazer dele uma grande nação. Moisés recusa terminantemente a idéia e argumenta com Deus com uma veemência singular:

“Por que se acende, Senhor, a Tua ira contra o Teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e poderosa mão? Porque hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá-los nos montes, e para consumi-los da face da terra. Torna-te do furor da Tua ira e arrepende-te deste mal contra o Teu povo…” (Gn 32.11,12). Só que Moisés ainda não vira o espetáculo. Vendo-o, porém, fica tão indignado e perplexo diante de tão monstruoso quadro do povo adorando um bezerro de ouro, que “acendendo-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte; e pegando no bezerro, que tinham feito, queimou-o no fogo, e o reduziu a pó que espalhou sobre a água e deu de beber aos filhos de Israel” (Ex 32.19b-20).

Agora Moisés pode entender bem o que Deus estava sentindo. Mesmo assim volta à Sua presença para insistir no perdão e, desta vez, vai ao cúmulo de dizer: “Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste” (Ex 32.32).

Deus ouve a Moisés, mas diz-lhe que não pode ir ao meio do povo, por causa da sua dureza, para que não o consumisse pelo caminho (Ex 33.33-5). Mas enviaria um anjo que os guiaria (Ex 33:2). Aí Moisés volta a insistir na sua maneira ousada e importuna de falar: “Tu me dizes: Faze subir este povo, porém, não me deste saber a quem hás de enviar comigo; contudo disseste: conheço-te pelo teu nome, também achaste graça aos Meus olhos…” (v. 12). Deus atende Moisés: “A Minha presença irá contigo, e Eu te darei descanso” (v. 14). Ele ainda não se conforma, e insiste: “Se a Tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar. Pois como se há de saber que achamos graça aos Teus olhos, eu e o Teu povo? Não é porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o Teu povo, de todos os povos da terra” (V.15,16)? Mais uma vez Deus atende Moisés: “Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos Meus olhos, e Eu te conheço pelo teu nome” (v. 33.17).

Você dirá: Agora ele vai se dá por satisfeito! Que nada! Aproveita a declaração de Deus e pede mais: “Rogo-te que me mostres a Tua glória” (v.17)! Isso é que é importunação, perseverança, determinação! E não pense que ele parou por aí. Deus pede que ele faça novas tábuas e suba ao monte, e ele confessa no texto que vimos que fez súplicas pelo povo por mais quarenta dias. Não admira que tenha tido o relacionamento com Deus que nenhum mortal até hoje foi capaz de provar na terra. Como precisamos do espírito de Moisés! Todo intercessor deve se debruçar sobre suas orações e aprender dele.

6. A mulher siro-fenícia

Ela com certeza ela tinha escutado acerca dos milagres de Jesus e saiu ao seu encontro. Sua filha estava mal e precisava urgente uma solução.

Ela tinha muitas barreiras que a impediam de chegar até Ele, mas sua fe e coragem foi mais forte que qualquer preconceito.

Jesus no começo não fez caso, mas ela insistiu e ouviu esta resposta: “não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”.

Com estas palavras era para ela deixar seus sentimentos virem a flor da pele, dar meia volta e ir embora, desistir sempre é o caminho mais fácil.

Mas com sua perseverança e consciente de que realmente não era merecedora, ela sabia que só Ele tinha a solução e humildemente respondeu: “Sim Senhor, porem os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.”

O Senhor Jesus ficou admirado com tamanha fe e teve que abençoá-la, não poderia ser de outro jeito.

Nos as mulheres, normalmente somos muito sentimentais, podemos estar cheias de fe, ser perseverantes, mas de repente deixar nossas emoções florescerem e em segundos tudo vai por água abaixo .

Uma palavra rude, uma repreensão, uma falta de atenção, já são motivos para nos entristecer e ficarmos arrasadas. Não podemos permitir que por causa de sentimentalismos, nossa fe seja aniquilada.

Quantas pessoas já abandonaram a fe por coisas tão mesquinhas, porque alguém não deu bom-dia, ou virou a cara ou não respondeu e por isso deixou de alcançar o milagre.

Imaginem se a mulher siro-fenícia tivesse ido embora zangada com o “não” que Jesus lhe deu, sua filha jamais seria curada.

Viver pela fé é estar imune a todas essas coisinhas que querem nos atrapalhar de conquistar nossas bênçãos e desviar nossa atenção.

7. Noé

Quando Noé começou a construir a Arca, tenho certeza que várias pessoas o criticaram ou tentaram desanimá-lo. Porém, quem está disposto a cumprir o chamado e a ordem de Deus pra sua vida, não tem seus ouvidos abertos para as palavras contrárias à promessa.

Noé também estava sujeito às tentações da época, a sociedade também tentava exercer influência sobre ele, porém Noé não se desestabilizou. Não se deixou ser levado por nenhuma delas. Não se desviou do propósito.

Existem duas coisas que podem desviar o jovem do propósito que Deus o chamou: O mundo e as coisas que existem no mundo.

8. Jó Prefiro olhar para Jó como sendo um homem perseverante e não apenas paciente. O patrimônio que seu exemplo deixa para nós é valioso e deve ser repetido. Que sejamos sempre perseverantes e que a disciplina da espera gere em nós não a tristeza ou cansaço mas sim o ânimo de quem confia no Senhor e sabe que ao final de tudo estará mais forte do que no início.

Quando você está diante de inimigos, de situações, de problemas, de circunstâncias, quando você age com Fé, é resistente, persevera, então, você alcança vitória. Quando você confirma a sua fé, é perseverante, tem confiança e não a abandona, então, está exercendo a sua autoridade como filho de Deus.

9. Rute

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu vás irei eu, e onde quer que pouse, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, e o teu Deus é o meu Deus.” Rt. 1.16

Elimeleque foi para a terra de Moabe fugindo de uma fome que assolava Israel. Morreu, e sua mulher, Noemi, tomou mulheres para seus filhos. Os filhos de Noemi morreram também ficando ela só, com suas noras. A reação natural foi de retornar para sua terra. Ela despede suas noras para que voltem ao seu povo, mas Rute não aceita a separação. A decisão de Rute, de aceitar o Deus de Israel como seu Deus fez toda a diferença em sua vida. Daí em diante ela começou a ser honrada por buscar ao Senhor. Por sua fé e perseverança, não só foi abençoada, como também entrou pra uma lista seleta: a genealogia de Jesus Cristo! Porque ela acreditou. Porque ela buscou ao Senhor. Porque ela não desistiu, mas perseverou, o Senhor a honrou.

• 10. Paulo. A "perseverança" é, pois, fruto do evangelho na vida do apóstolo, como de qualquer ministro da palavra e de todo filho de Deus. Esta expressão inicial, "na muita perseverança (paciência)". Paulo mesmo coloca a sua perseverança como exemplo para o pastor Timóteo (2 Tm 3.10; cf. 1 Tm 6.11). Tiago associa a perseverança à provação (Tg 1.3).

2.2 Seus Sofrimentos. Neste capítulo, o apóstolo enumera alguns sofrimentos que ele enfrentou. Ele diz: "Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns..." (II Co 6.4,5). Vejamos o significado de cada um deles:

• Aflições - No grego temos o termo "thlipsis", uma palavra geral que indica várias formas de aflição produzida por circunstâncias externas adversas, pelas tribulações, pelas perseguições, pelas angústias mentais e espirituais. A idéia desta palavra é " pressão". (Mt 13:21; 24:21,29)

• Privações - É traduzida pelo vocábulo grego "anagke", que quer dizer necessidade, calamidade. Essa idéia podia transmitir a idéia da falta de algo necessário, ou seja, a redução a uma pobreza externa. Sabemos que Paulo sofreu assim, porquanto aprendeu a ter abundância e a padecer necessidades. "Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade." ( Fl 4:12).

• Angústias - No grego é "stenochoria", que literalmente traduzido seria "estreiteza", demonstrando um estado de confinamento, de restrição, dando a idéia de angústias, apertos de muitas formas. (II Co 1:4,8; 2:4; 4:7; II Co 12:10).

• Açoites - É o mesmo que chicotadas. A lei romana prescrevia que os criminosos fossem açoitados. Cristo foi açoitado (Mt 27.26); os apóstolos também foram (At 5.40); e o apóstolo Paulo também (At 16.23,37; II Co 11.24).

• Prisões - Paulo passou por várias prisões. Segundo eruditos, as prisões de Paulo foram mais do que estão registradas no livro de Atos, os quais especulam que houve pelo menos também um período de aprisionamento em Éfeso, e que algumas dentre as chamadas epístolas da "prisão" podem ter sido escritas ali. ( II Co 11:23; At 16:23; 21:23) Paulo também foi aprisionado em Filipos ( At 16), em Cesaréia (At 23:23), em Jerusalém (At 23) e em Roma (At 26-28).

• Tumultos - No grego temos o termo "akatastasia", cuja idéia básica é a instabilidade, falta de fixação. Essa palavra era empregada para indicar instabilidade política; mais comumente, entretanto, indicava todas as formas de levantes e perturbações da ordem pública. Sua forma verbal significa vacilar, estabilizar. Levantes e perturbações públicas, produzidas pela pregação do evangelho, perfaziam uma experiência comum para Paulo. ( At 13:50; 14:19; 17:5; 18:12 e 19:29).

• Trabalhos - Tarefa que Paulo fazia para cumprir fielmente a sua missão. Paulo não se poupava, crendo na filosofia que diz que é melhor alguém desgastar-se do que enferrujar. O termo Grego para "trabalho" é "kopos", que significa exatamente isso, como também " labuta", posto que igualmente pode indicar dificuldades. Labuta pode indicar dificuldades. (At 18:3; I Co 15:10).

• Vigílias - No grego, "agupnia", que significa " insônia", preocupação, que produz noites mal dormidas. (II Co 11.27). Havia muitas causas que levaram Paulo a perder o sono. Algumas vezes ele pregava e ensinava pela noite adentro. (At 20:7,9) Seu cuidado pelas igrejas provavelmente produzia isso (II Co 11.27), como também a necessidade de manter-se desperto para a sua autoproteção, quando estava sob ameaça.

• Jejuns - Paulo menciona jejuns também em (2 Co 11: 27), sendo que ali distingue (fome). Nos seus outros usos no NT, o vocábulo está associado a um rito de significado religioso. E é provavelmente neste sentido que Paulo emprega o termo em 2 Coríntios, em uma referência a jejuns, próprios nas congregações onde os judeus estavam presentes (At 14.23). Pode-se ver aqui um exemplo do que Paulo dissera em 1 Co 9.20: "Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus.

Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar. Ou seja, precisamos ter cuidado com aquilo que falamos, com aquilo que confessamos. Não podemos vacilar, porque se vacilarmos na confissão, estamos mostrando que não estamos preparados, que não estamos resistentes.

Se você está bem preparado, resistente, quando vem um problema de uma doença, com a autoridade, com a Fé, com a sua confiança, com a sua perseverança, você diz: “Tudo coopera para o bem. Deus está no controle. Pelas chagas de Cristo já fui sarado.”

Diz a Palavra, em 1 João 5.13-14: "Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus. E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito." A oração feita com Fé é aquela que você agradece pela resposta antes que ela chegue. A oração com Fé e com autoridade é aquela que você pede certo de que já obteve a vitória. A sua confissão demonstra a Fé e a autoridade, o preparo que você está.

A causa do fracasso na vida de muitas pessoas, é que elas começam seus projetos e nunca terminam. Os homens que fizeram história e realizaram seus sonhos. São os que não se renderam, não desanimaram, não perderam o foco. Mt.24.13 “mas aquele que perseverar até o fim, será salvo” Não sei se existe uma receita para a felicidade; mas se existir a perseverança é um de seus ingredientes.

Persevere em buscar ao Senhor mesmo que as notícias sejam más. Mesmo que você esteja cercado por problemas.

Creia que o Senhor é contigo e veja a bênção do Senhor chegar a sua vida.

Que Deus nos ajude a perseverar até o fim quando então seremos salvos, amém!

Os três personagens que surpreenderam a Jesus

Os três personagens que surpreenderam a Jesus 

Surpreender a Jesus não é uma tarefa fácil. Até porque, é muito difícil a criação conseguir surpreender ao criador.

Alguns personagens que cruzaram o caminho de Jesus foram marcados por Ele. Outros, no entanto, O marcaram profundamente.

Alguns pela falta de fé, outros, porém, por demonstrar tamanha fé que, até mesmo, ao próprio Mestre surpreendia.

Na Carta aos Hebreus 10.38, disse o Senhor: O justo viverá pela Fé, mas se ele recuar a minha alma não tem prazer nele. Mas, o que significa esse dom celestial chamado Fé? Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a certeza das coisas que não se vêem (Hb 11.1).

A Fé é o alimento que nutri e fortalece o nosso espírito. Ela aproxima o homem de Deus, traz comunhão e paz com o Senhor Jesus. É aceitação da doutrina revelada por Deus, e a confiança na obra salvadora de Cristo.

Por isso, o nosso objetivo é levar aos amados, uma mensagem de exortação e encorajamento a uma Fé plena e consistente, porque a palavra na carta aos Hebreus 11.6 assegura: Sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que d’Ele se aproxima, creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam.

É evidente que não nos referimos a fé generalizada, a fé popular, ou a fé só pelo ouvir falar e saber da existência de Deus e do seu amado Filho Jesus Cristo que Ele gerou na sua plenitude. Isso todos sabem e não produz resultado algum.

Porque a fé que o mundo conhece só se manifesta na hora do desespero, e se desperta apenas pelo rogo, na súplica ao socorro no momento de angústia. Nessa ocasião, se reverenciam a Deus, mas nada mais pode ser feito, porque é uma fé confessada por força de expressão e necessidade.

É uma fé da boca prá fora, vazia e sem consistência, porque não é nutrida pelo Espírito Santo de Deus. E a palavra afirma que Deus não ouve a pecadores, mas se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse Ele ouve (Jo 9.31).

Sendo assim, objetivamos alcançar uma Fé viva, nascida do coração de Deus, que tem poder para curar, libertar, transformar vidas, realizar até o impossível aos olhos humanos, e ainda nos dá a certeza da salvação para a vida eterna.

Queremos levar aos amados a Fé que arde o coração quando falamos do infinito amor do Senhor Jesus, porque essa Fé é um dom celestial, produzida pelo trabalho íntimo do Espírito Santo de Deus na alma humana.

I. A mulher Siro-fenícia.

Um desses encontros está registrado no livro de Mateus no capítulo 15 e conta a história, desesperadora, de uma mulher que o que sabemos dela se restringe à sua origem – siro-fenícia – e ao seu problema – a sua única filha estava, terrivelmente, endemoninhada.

Jesus, como diz a Escritura, resolveu se retirar para as terras de Tiro e Sidom. E foi desse desejo que se originou uma das mais belas passagens bíblicas.

O evangelho de Marcos nos acrescenta uma importante informação que nos leva a entender que Jesus estava procurando algum lugar para descansar e, naquele momento, não desejava ser importunado por ninguém.

Eis o que escrito está: E, levantando-se dali, foi para os termos de Tiro e de Sidom. E, entrando numa casa, não queria que alguém o soubesse, mas não pôde esconder-se;

De fato, as longas caminhadas absorviam Suas forças físicas e, para recompô-las, um descanso se fazia necessário.

Começava então a busca, incessante, da mulher siro-fenícia.

A oportunidade, talvez, fosse única, de se encontrar com Aquele que poderia resolver seu problema e, de uma vez por todas, trazer a paz de espírito que tanto aquela mulher desejou para ela e sua querida filha.

O seu coração se encheu de alegria quando soube que, por ali Jesus passaria, e de fé e esperança quando o avistou se aproximando.

De fato, quando Jesus chegou próximo, de forma desesperadora, começou a gritar: “Jesus filho de Davi, tenha misericórdia de mim; pois, minha filha está, miseravelmente, endemoninhada!”

Para quem achou que Jesus, de pronto, atenderia aquela mulher se surpreendeu com Sua atitude. Silêncio.

A Bíblia diz que Jesus nada lhe respondeu.

Algumas vezes isto pode acontecer conosco. Estamos desesperados e precisando, urgentemente da intervenção, de um sinal ou até mesmo de uma imediata resposta de Deus, e o que encontramos?

O silêncio divino.

E logo temos a louca sensação de que Deus não nos ouve. Muitos até chegam a colocar a Sua existência em prova.

Não foram estes pensamentos que contaminaram o coração daquela mulher. Em nenhum momento ela colocou em dúvida ou questionou a soberania de Deus. Pelo contrário. A sensação que nos dá é que quanto mais dificuldades lhe sobrevinham, mas o seu coração se enchia de fé e de certeza que sua filha seria liberta.

Entretanto, os empecilhos e obstáculos não pararam por ai.

Como se não bastasse o silêncio de Jesus, os discípulos, incomodados com os gritos da mulher, aconselham ao Mestre, inclinados a seu pé – como que implorando – que a despedisse, pois, estava gritando atrás deles.

“Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas de Israel”. Respondeu Jesus aos incomodados discípulos.

Nem o silêncio de Jesus, muito menos a insensibilidade dos discípulos, foi suficiente para fazer aquela mulher desistir do seu objetivo. Ao passo que, aproximando-se de Jesus, suplicou e adorou dizendo: “Senhor, socorre-me!”

Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. A resposta de Jesus, para quem não conhece o seu significado e seu contexto histórico, foi um tanto quanto surpreendente.

Para alguns que, não sabem o que querem, não tem foco ou mesmo dedicação em seus objetivos, seria mais um motivo para desistir e voltar para casa sem sua benção.

Mas aquela mulher sofrida, porém, determinada, responde Jesus com muita sabedoria:

Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.

Talvez Jesus não esperasse tal resposta, mas o fato é que não havia outra possibilidade, senão responder:

”Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas”.

E desde aquela hora a sua filha ficou sã, livre de todas as amarras do diabo.

Hoje, existem mães e pais que choram desesperados para verem seus filhos livres das drogas, prostituição ou qualquer outro tipo de vício. Para estes, o exemplo desta mulher deve ser seguido.

Ela não olhou para homem algum, antes, alicerçou sua fé e esperança Naquele que pode todas as coisas.

II. O Centurião de Cafarnaum

Vamos lhe apresentar uma Fé semelhante a do Centurião de Cafarnaum, quando esse suplicava a Jesus pelo seu servo, e Cristo lhe propôs ir a sua casa e ele recusou dizendo: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas diz somente uma palavra, e o meu criado sarará. Tamanha era a fé daquele Centurião que surpreende até o Senhor Jesus, e maravilhado Ele disse: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé (Mt 8:8).

Centurião: Oficial do Exército Romano, comandante de uma tropa de cem. Aquele homem era dotado de uma fé impar, e pelos olhos do Espírito havia nele a certeza de estar diante da glória do Filho de Deus. Não se sentiu digno de receber Jesus sob o seu teto, mas não hesitou e creu incondicionalmente que pela palavra do Mestre, maravilhas aconteceriam na vida do servo pelo qual intercedia.

Certa vez, ao entrar em Cafarnaum, Cristo encontrou-Se com um centurião - um comandante responsável por cem soldados. Ao aproximar-se de Jesus, o centurião exclamou:

Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico e violentamente atormentado (Mt 8:6).
O oficial não se decepcionou por ter confiado e ido até Jesus. O mesmo ocorrerá com qualquer pessoa que buscar o Mestre, porque, quando fazemos isso, o Senhor cumpre as Suas promessas. Então, o inesperado aconteceu: quando Jesus ofereceu-Se para ir à casa do centurião, este reconheceu não ser digno de tal ato.

O comandante se humilhou diante da grandeza de Cristo. Os altivos não agradam a Deus e são, na verdade, dignos de compaixão. Apesar de ser uma autoridade, o centurião não se achava merecedor de receber Jesus em seu lar.

Além de demonstrar humildade, o comandante revelou uma convicção que surpreendeu o Salvador (Mt 8:10). Cristo não encontrara fé assim em Israel, o povo escolhido por Deus, que se reunia aos sábados para estudar a Lei de Moisés, mas não tinha fé. Foi em um representante do Império Romano que Jesus detectou surpreendente fé e firmeza espiritual.

Hoje, muitos aceitam o Salvador, mas não demonstram interesse em aprender a Palavra, acomodando-se em sua condição.

Temos a autoridade do Nome de Jesus e o poder da Palavra de Deus para destruir as obras do diabo. Além disso, os anjos do Senhor são espíritos que ministram em nosso favor (Hb 1:14). Cientes do que somos e temos em Cristo, devemos repreender o mal quando somos atacados pelo inimigo, tendo a certeza de que o nosso Pai já nos concedeu socorro. Compete a nós tomarmos uma posição, exigindo que o mal vá embora em Nome de Jesus.

O centurião demonstrou saber que o poder de Deus estava à disposição de Cristo. Aquele homem disse que, por ser uma autoridade, tinha soldados que lhe obedeciam, assim como também recebia ordens superiores. Ele reconheceu a grandeza do ministério do Senhor e Sua autoridade sobre todas as coisas.

Siga o exemplo do centurião. Havendo um problema, não abaixe a cabeça, pensando que, quando Deus quiser, irá abençoá-lo. O Senhor quer que você seja vitorioso, porque Jesus foi levado à cruz para sofrer e morrer em seu lugar. Exija que o diabo saia da sua vida. O que você decretar, em Nome Jesus, será realizado pelo exército do Senhor.

Jesus maravilhou-Se com a atitude de fé do centurião, considerando-o sábio. Sejamos sábios em todo nosso proceder, retendo no coração a Palavra de Deus. Não há algo que deixe o Senhor Deus mais alegre do que a nossa decisão de usar o poder dEle para desfrutar de tudo o que Ele nos concedeu (Pv 23.15). Mediante nossas palavras, colocamos o poder de Deus em ação em nosso favor (SI 103.20).

Assuma o seu lugar no Reino dos céus, viva a liberdade que Cristo lhe deu, desfrute o poder que o Senhor colocou ao seu dispor e seja mais que vitorioso. As promessas de Deus não passam (Mt24:35), e Ele deseja cumpri-las em sua vida.

III. A mulher do fluxo de sangue

A mulher que nem queria ser vista por Jesus, apenas desejava tocar no seu manto e o surpreendeu por sua fé.

Esta mulher tinha uma grande dificuldade na vida: ela era enferma. Fora acometida por uma hemorragia que não cessava há doze anos. Entretanto, essa mulher ouvira falar de Jesus. Marcos relata o seguinte sobre ela: “Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste. Porque dizia: ‘Se tão somente tocar nas suas vestes, sararei’.

E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.” (Mc 5.27-29).

Para achegar-se a Jesus, aquela mulher teve de enfrentar a barreira da multidão que se avolumava ao redor do Mestre. Ela queria tocá-lo. Ela pensava e chegou a dizer para si mesma: “Se eu puder tocá-lo, ficarei curada.”

Esta era a sua fé. Todo esforço que fizesse valia a pena. E, assim, ela tocou Jesus e sentiu a cura imediata. E a vida dela iria voltando ao normal, quando Jesus, logo em seguida, parou sua marcha e perguntou: “Quem me tocou?”

Os discípulos acharam aquela pergunta de Jesus sem sentido, pois todos estavam tocando no Senhor. Todos se acotovelavam para vê-lo e para ficar perto dele. Mas Jesus sentiu que dele saíra virtude. Jesus queria saber quem fora curado ao tocá-lo.

Vendo que não poderia ocultar-se, aquela mulher se prostrou diante de Jesus e lhe confessou a sua cura, o milagre que recebera. E ouviu do Mestre: “A tua fé te salvou.” Jesus não tinha apenas cura física para ela, mas também a espiritual, aleluia!

Para refletir:

Sete estágios pelo quais passou essa mulher:

1. Seu sofrimento

"E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia." Mc 5:25.

Em seu corpo habitava uma enfermidade que a debilitava e a marcava em dose dupla; na alma e no corpo. E de uma maneira crônica, pois esta hemorragia fazia dela uma pessoa impura pela Lei judaica.

2. Seu caráter

Uma mulher que vivendo humilhada obteve um renovo ao ouvir a fama de Jesus. Esta mulher nos mostra e nos dá um testemunho do caráter que devemos ter. O caráter demonstrado em atitudes. O caráter que não diminui ao pedir ou procurar ajuda, pelo contrário, esta atitude só acrescenta.

3. Sua solidão

"E estava ali certa mulher..." Esta mulher vivia em uma sociedade onde o período menstrual era considerado impuro.

4. Surge uma esperança

"Quando ouviu falar de Jesus..." Quando a mulher ouviu falar de Jesus, começou a ser gerada em seu interior a esperança de que se apenas tocasse no seu manto ficaria curada.

5. Sua perseverança

"...chegou por trás dele e tocou na borda do seu manto, ..." Doze anos, quatro mil trezentos e oitenta dias, sangrando. Esta mulher tentou de tudo, gastou com médicos e remédios . Enquanto tentava e gastava todas as suas economias, nada mudava, continuava sangrando.

Mesmo enfraquecida no seu corpo em sua alma sofrida, mesmo assim perseverava em não desistir.

6. estágio - Sua ousadia

Muitas vezes nós ficamos sós no pensamento; e pensamentos muitas vezes são contrários a vontade de Deus. Esta mulher pensou e tomou uma atitude ousada, ela foi até Jesus e o tocou.

7. estágio - Sua alegria

"...Na presença de todo o povo contou por que tinha tocado nele e como fora instantaneamente curada."(Lc 8:47).

A atitude de Jesus em insistir em quem lhe tocou, demonstra o Seu amor e o Seu cuidado. Esta mulher precisava ser vista por todos não mais como a mulher com hemorragia, mas a mulher que com apenas um toque havia sido curada instantaneamente.

Essa mulher assim como os outros citados surpreenderam a Jesus. Faça como essas pessoas surpreenda ao Senhor Jesus e mostre a sua fé. O maior beneficiado por esta atitude será você mesmo, pois a sua fé irá mover o Senhor a conceder-lhe o que tanto necessita.

A crença da mulher lhe salvou porque ela creu naquele que tem poder para justificar o ímpio, ou seja, a crença dela lhe foi imputada como justiça, assim como ocorreu com Abraão “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” ( Rm 4:5 ); "E creu ele no SENHOR, e imputou-lhe isto por justiça" ( Gn 15:6 ).

Aprendendo com a Mulher do Fluxo de Sangue

Ela nos ensina que a fé precisa de uma ação. “A Bíblia diz: ”Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6) e outra vez diz: ” A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus"( Rm 10:17). Ao praticar essas verdades são vencidos os medos, fracassos e tudo mais que porventura nos impediriam de chegar até Jesus. Ele sempre está disposto a transformar vidas, porém, como a multidão, muitas vidas não conseguem alcançar o milagre.

Existiam duas multidões nessa história: Uma próxima a Jesus e outra distante ,representada pelos familiares, vizinhos, enfim, todos os que faziam parte do cotidiano da mulher. O que aprendemos? Essas multidões ainda são reais. Da mesma forma, religiosos, fariseus podem nos impedir de alcançar o Reino, também pessoas queridas. A mulher, no entanto tinha muita convicção. O livro de Romanos diz:

"De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus " (Rm 14.12)

Somente nós poderemos tomar essa decisão.

Se você ainda não teve um encontro real com Jesus, lhe convido a fazer como esta mulher. Agarre, segure o Mestre e confesse a Ele tudo o que está em seu ser. Ele pode e quer lhe curar totalmente dando-lhe vida em abundância.

PEDRO: UM EXEMPLO DE QUE DEUS NÃO DESISTE DOS SEUS ESCOLHIDOS!

PEDRO: UM EXEMPLO DE QUE DEUS NÃO DESISTE DOS SEUS ESCOLHIDOS!

“E vendo isto Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor ausenta-te de mim, que sou um homem pecador. Pois que o espanto se apoderara dele, e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca de peixe que haviam feito. E, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens”
(Lucas 5:8-10).

Tu confiarias a sua casa, seu carro, ou principalmente um ministério, ou mesmo outra coisa importante, nas mãos de quem iria te trair, te negar ou mesmo falhar seriamente em relação a sua pessoa, caso previamente você soubesse? E se, além disso, tivesse esta pessoa no “currículo” uma grande quantidade de falhas, e limitações? Você montaria uma equipe de pessoas assim? Muito provavelmente que não. No mínimo a tendência seria de ficar-se muito desconfiado, e procurar outras pessoas em que houvesse total confiança. Mas Jesus tem um olhar de graça e misericórdia, e olha mais além. Vou mostrar isto tendo como exemplo maior, Pedro.

Pois bem, Jesus Cristo mesmo sabendo que Pedro iria negá-lo, e das muitas falhas que ele teria durante alguns momentos, o chamou para ser discípulo, investiu nele, o amou profundamente e quando saiu da terra, confiou a ele um cargo de extrema importância na igreja. E olha que se analisarmos bem, estas falhas e limitações em sua trajetória, fariam com que muitos hoje em dia talvez não fizessem nem metade do que Cristo fez por ele. Brevemente quero destacar pelo menos cinco coisas:

1. Pedro uma hora é usado pelo Espírito, mas pouco tempo depois já cede lugar a satanás, mostrando ser ainda muito imaturo na fé e incapaz de enxergar os propósitos de Deus (Leia Mateus 16:16-23);

2. Pedro diz que não vai negar Cristo de jeito algum, mas evidentemente acaba negando (Veja em Mateus 26:33-35);

3. Pedro não consegue orar com Jesus, no momento em que Ele mais precisou: “E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo?” (Mateus 26:40);

4. Pedro demonstra em certo momento uma grande falta de fé (Mateus 14:28-31, mostra isto). Muitos quando procedem assim hoje são até escanteados na igreja;

5. Pedro tem uma atitude violenta, que Jesus não aprovou (Verifique em João 18:10).

Poderia expor ainda muitas outras coisas. Mais o fato é que o amor de Deus pelo ser humano é espetacular. Pedro inicialmente não tinha características de alguém capaz para executar a obra do Senhor, e era inclusive iletrado (hoje em dia não teria oportunidade em muitos lugares). Mais o olhar de Jesus é mais profundo e amoroso. No olhar do homem, havia ali alguém cheio de falhas e incapacidades. No de Deus, um escolhido para uma obra valorosa, e cheio da Sua unção. Deus sabia quem Pedro era, mas Ele o escolheu mesmo assim. O Senhor ver potencial e valor onde nem todos enxergam. Ele perdoa como só Ele é capaz, e ama de forma incondicional. Jesus não desiste das suas escolhas nunca e o Pai celestial, que sabe antecipadamente o que há no coração, investe na terra seca, e faz dela um lugar frutífero: “Converte o deserto em lagoa, e a terra seca em fontes. E faz habitar ali os famintos, para que edifiquem cidade para habitação” (Salmos 107:35-36).

De vez de abandonar as pessoas, Jesus prefere lutar por elas, para mudar, corrigir, e restaurar. A Palavra de Deus tem muitos exemplos de como Ele age de forma sem igual, e vou mostrar isto em rápidas considerações. Davi, por exemplo, não parecia que tinha “aspecto” de rei, mas Deus não olhou a sua aparência, e fez dele um rei ungido. Saulo, posteriormente chamado de apostolo Paulo (quem imaginaria que seria transformado em um homem tremendo) é outro modelo. Os discípulos então (cheios de limitações), são prova disto. E o que dizer de José (um jovem, que seus irmãos odiavam, mas que viria a ser governador do Egito, cumprindo inclusive um papel profético para preservar a nação de onde viria o messias). Em um olhar humano, Davi, os discípulos, Paulo, José e outros muitos (na bíblia e na história), não iria muito longe, mais o agir de Deus é sem igual, e prevalece sempre, pois Ele cumpre Seus propósitos.

Depois que ressuscitou Jesus não lançou em rosto o fato de Pedro tê-lo negado e suas outras falhas, mas simplesmente revelou que queria estar com ele: “Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse” (Marcos 16:7). Este texto particularmente soa par mim, como que Jesus mandando dizer: Diga a Pedro que a esperança não acabou, Eu estou vivo! Sei que ele me negou, mas eu não me esqueci e desistir dele, meus planos para ele está de pé!

Se alguém tem um coração disposto e arrependido, grandes coisas se farão. O Senhor tem amor (de forma inimaginável). A bíblia diz: “Eis que já te purifiquei, mas não como a prata; escolhi-te na fornalha da aflição. Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem. Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último. Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra mediu os céus a palmos; eu os chamarei, e aparecerão juntos... Porém tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi descendência de Abraão, meu amigo; Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei. Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Isaías 48:19-22; 41:8-10).

Não existe pessoa alguma que Deus não possa recuperar, tratar e capacitar. Ele jamais então desistirá de seus filhos, pois Ele ama a cada um. Saiba que o Deus que investiu em Pedro, também te valoriza e te ama. Se existem áreas que precisa de transformações, lute para mudar, crescer e melhorar no que é necessário, mas sabendo que o Senhor mantém o Seu amor em todo tempo. O fato é que Deus toca e levanta aquele que ninguém quer mais tocar e erguer. Ele é capaz de fazer o que homem algum pode, e de forma espetacular vem tratar o caráter do ser humano, restaurando-o por inteiro. Pedro é sem dúvida um grande exemplo de que Deus não desiste de seus escolhidos. Receba então a graça de Deus sobre tua vida, em nome de Jesus, amém.

OS SETE VALES ONDE DEUS RESTAURA O CRENTE

OS SETE VALES ONDE DEUS RESTAURA O CRENTE
 

Texto Is. 40.4

Introdução

A Palestina é um território de grandes montes e vales, por isso encontramos muitas povoações com o nome de vale ou de serra. Geralmente quando se menciona um vale o nome está se referindo a um “desfiladeiro”. É uma depressão entre montes, uma área de baixa altitude, geralmente banhada por um rio, e cercada por áreas mais altas como montanhas e colinas. O vale no sentido espiritual simboliza um lugar sombrio, um lugar de dores, de experiências dolorosas, lugar de lágrimas, lugar de experiência com Deus. O início de muitas histórias começou nos vales.

Quando Deus tem propósitos na vida do crente, é lá que nos encontramos com Ele!. O vale é um lugar de preparação!. Deus não nos leva para o vale para sofrermos, mas para nos moldar e nos provar. É no vale que iremos crescer e nos aperfeiçoar para fazermos melhor a obra do Senhor!.

Os vales são inevitáveis na nossa vida espiritual, mais cedo ou mais tarde, alguns vales aparecerão para nos desafiar. Não dá para fugir, a melhor coisa a fazer é enfrentá-los!. Os nossos vales é para que Deus seja glorificado através da nossa vida. Vale também que os vales podem ser: Lugar de Benção (II Co.20.26), Lugar de Restauração (Ez.37.1-14), Lugar de Exaltação (Is.40.4), Lugar de Manifestação da Glória de Deus (Ez.3.23).

O PRIMEIRO VALE – O VALE DE SIDIM (Gn.14.1-3 – 10.16)

Simboliza o Vale da Grande Perda. Foi nesse vale que ocorreu a primeira guerra mencionada na bíblia. Uma guerra de quatro reis contra cinco. Nesse vale a batalha foi travada à noite, e os quatro reis venceram os cinco. Ló, sobrinho de Abraão que morava em Sodoma, é levado cativo. Um dos fugitivos correu para levar a noticia a Abraão, informando que seu sobrinho Ló, tinha sido aprisionado. Sodoma e Gomorra tinham sido saqueadas. Tudo que eles tinham de valor foram levado!. Pessoas também foram levadas!.

Ló perdeu tudo de uma hora para outra!. Ele que fora tão astuto, agora não passava de um escravo!. Mas, para quem é valente do Senhor, se levantará na unção da conquista e pelejará contra os inimigos e trará tudo o que perdeu de volta!. Abraão preparou um pequeno exército composto de dois amorreus, seus vizinhos, e de 318 homens valentes. Após um preparo estratégico à noite, o corajoso exército de Abraão derrotaram os inimigos.

Pondo-os em fuga, resgatou seu sobrinho Ló, seus pertences, assim como as mulheres e os homens. Abraão resgatou Ló das consequências de seu próprio pecado!. Salvar Ló foi a única razão do resgate ousado de Abraão. Em vez de paz e prosperidade ele encontrou vergonha e escravidão!.

Amados, Deus também sabe da nossa teimosia. Mesmo assim, o Senhor não poupará esforços para nos resgatar da escravidão do pecado, e nos livrar do nosso cativeiro!. O Senhor é Deus dos Vales (IRs.20.28)!

O SEGUNDO VALE – O VALE DE GERAR (Gn.26.1-2)

Simboliza o Vale das Afrontas. Isaac pensou em se refugiar no Egito, mas Deus lhe disse para não ir para o Egito. Nas horas de dificuldades, em quem costumamos nos refugiar?. Como é difícil depender de Deus nessas horas!. Nessa situação difícil, Deus faz promessas a Isaac ( v.3-5). E ele ficou em no vale de Gerar. (v6). Isaac começou a trabalhar. Foi à luta (Gn.26.12)!. Não ficou acomodado esperando que os outros trouxessem um pedaço de pão!. E sabe o que aconteceu?. Deus colocou no caminho de Isaac os degraus da prosperidade (v.13-14).

Naquele vale, começaram a surgir inimigos invejosos, que tentaram de tudo para impedir o progresso de Isaac (v. 15-21). Esses inimigos entulharam os poços para impedir que Isaac progredisse!. Será que com você não está acontecendo o mesmo?. Quando as coisas começam a dar certo, seus inimigos não começam a se levantar?. Os invejosos não começam a se revoltarem?. No mínimo, começam a por defeitos no seu trabalho!.

Seus inimigos farão de tudo para que você perca sua bênção!. Quantos irmãos já até desistiram por causa das afrontas do inimigo?. Quantos já não se frustraram, só porque apareceram alguns impedimentos?. Não desista se tentarem matar teus sonhos!.

Amado, se o inimigo fechou uma porta em sua vida, saiba que o céu está aberto a seu favor!. Deus está dizendo: recomece novamente! Estou contigo! Você é capaz! Você vai vencer!. Veja isso: Isaac não desanimou!. Perseverou, cavou outros poços e quanto mais os inimigos entulhavam, mais ele abria poços!. Foi aí que ele chegou até Reobote, que quer dizer “espaços largos” (v.22). Vitória final!.

Amados, Deus tem espaços largos na tua vida espiritual, profissional, material e financeira!. Casa nova!. Família restaurada!. Casamento restaurado!. Tudo novo, vida nova!. Deus vai tirar você do estreito, desse vale de precariedade financeira. No livro de Isaias você irá encontrar uma promessa feita na medida para você, então leia: “Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas” (Is.54.2). O nosso Deus é Deus de Vitória (Sl. 44.7)!.

O TERCEIRO VALE – O VALE DE BACA (Sl. 84.4-6)

Simboliza o “Vale das Lágrimas”. É o trecho mais difícil da estrada!. O vale do lamento! O vale tinha o nome de “Baca”, porque essa palavra hebraica significa: lágrima e choro!. A nossa passagem pela vida nos faz chegar a esse vale. A Palavra de Deus nos mostra que por muitas vezes no nosso caminhar, nem tudo serão rosas, nem tudo serão “planícies”. Isso quer dizer que na vida de todos nós, existem vales profundos, vales secos, desertos e vale de lágrimas!.

Quantos não tem chorado desesperadamente, porque precisam de soluções, de respostas, de curas. Precisam ver sua família restaurada!. Deus quer nos tirar desse vale. Mas o que podemos fazer?. Para quem está passando por essa terrível experiência, só tem uma saída: É ter Deus como fonte de nossa força!.

Só vence o Vale de Lágrimas aquele que faz de Deus a sua Fonte, a sua Usina de vitalidade. Só venceremos o vale de Baca, quando entrarmos nele afirmando de onde vem a nossa força. A nossa força não vem do pensamento positivo, não vem do dinheiro, não vem do nosso líder, não vem da família. A nossa força vem do Senhor!. É PRECISO VIVER A LIÇÃO DA GRAÇA. O que significa isto?. Significa que mesmo que o seu vale esteja cheio de lágrimas, de tristezas, de decepção, de dores, Deus enviará a graça do tamanho da sua dor; ela ganhará a dimensão do seu sofrimento!.

Esta é a lição da graça: quanto maior a dor, maior a quantidade da Graça enviada por Deus em nossa vida!. E no vale de Baca, Deus vem com poder e Graça nos consolando e dizendo: “Assim diz o Senhor: “Reprime a tua voz do choro, e das lágrimas os teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor, e eles voltarão da terra do inimigo. E há esperança para o teu futuro, diz o Senhor; pois teus filhos voltarão para os seus termos” (Jr 31.16-17). Deus é Fiel (Is.49.15)!.

O QUARTO VALE – O VALE DE HEBROM (Gn.37.14)

Simboliza o Vale da Traição e da Escravidão. Foi onde Abraão fixou sua família (Gn.35.27). É o mesmo local onde Sara foi sepultada (Gn.23.19), e séculos depois essas terras foram herdadas por Calebe. A bíblia narra um lindo episódio ocorrido nessas terras. A história de José!. Tudo começou quando José obedeceu seu pai e foi a procura de seus irmãos. No verso 18-19, a bíblia diz que seus irmãos planejaram a morte dele, porque o odiavam, porque ele era um sonhador. Seus próprios irmãos o estavam traindo!.

Quantos familiares seus não lutaram para matarem seus sonhos?. Quem sabe, pessoas de sua família se reuniram contra você por causa de seu casamento!. Se revoltaram contra sua decisão de ter aceitado a Jesus!. Os irmãos de José criaram um plano para apagar a sua memória da sua família, ao imergirem sua túnica no sangue de um cabrito e mandaram levar a seu pai dizendo que ele fora morto; por uma fera!.

Quantos aqui já foram esquecidos pela sua família? Rejeitados, esquecidos como se já estivessem mortos?. Mas quando o inimigo pensa que nos derrotou no vale, Deus tem seus planos infalíveis para por em ação. O escravo José, esquecido pelos irmãos, e pela família, foi conduzido ao Egito para cumprir o plano de Deus. Deus tem um plano vitorioso para essa situação que você está vivendo!. Para muitos será seu fim! Mas para Deus, é o começo de uma grande prosperidade e vitória (Jr. 29.11).

De simples escravo, José se tornou Governador do Egito!. E havendo uma grande fome na terra, seus irmãos se prostraram diante dele em busca de ajuda no Egito. Amado, se tua família esqueceu e te abandonou no vale, eles que se preparem; pois irão ver teu progresso e tua prosperidade!. E você ainda os ajudará, porque em seu coração não há lugar para o ódio, para a mágoa, mas para o amor e o perdão!. Creia nisso!.

O QUINTO VALE - O VALE DE ACOR (Os.2.15)

Significa o Vale da Esperança!. Esse vale separava a tribo de Benjamin e Judá. A bíblia se refere a este vale por três vezes. A primeira foi onde ocorreu o apedrejamento de Acã e sua família (Js.7.24-26). A segunda vez, a bíblia nos apresenta como um lugar de repouso e refúgio para o gado. Símbolos das providências divina da paz e da fartura! (Is.65.9-10). A terceira vez nos fala do cumprimento da profecia de Oséias, que dizia que o profeta receberia sua esposa Gomer de volta para viver uma nova vida com muita paz (Os.2.14-16).

O vale de Acor nos recorda Três importantes mensagens: Primeiro - o pecado, a desobediência e o castigo daqueles que não deram ouvidos às ordens de Deus.

Segundo - fala da perpétua vigilância e cuidado de Deus sobre seus filhos!.

Terceiro - a bem aventurança para o pecador que, por mais fundo que tenha ido, sempre encontrará uma “Porta de Esperança” aberta para ele, quando se arrepende!.

O vale de Acor já fez parte de muitas vidas cristãs!. E creio que essas vidas, um dia, tiveram uma forte e inesquecível experiência com Deus!. Por esse vale, todos passam pelos três aspectos para chegar a “Porta da Esperança”.
Primeiro: pelo castigo!.
Segundo: pelo “Perdão e as Benções”!.
Terceiro: pela conversão!. O nosso Deus é Infalível (Jó 42.2)!.

O SEXTO VALE – O VALE DE OSSOS SECOS (Ez.37.1-14).

Significa o Vale da Restauração!. A visão do profeta foi fantástica!. Ezequiel se encontrava no meio de um cemitério ao ar livre!. Um vale cheio de esqueletos, com ossos sequíssimos!. Havia muito tempo que aqueles ossos estavam jogados ali. Interessante que eles não estavam enterrados!. Sabe por que?. Porque quando Deus olha para nós, e nos vê secos espiritualmente, o Senhor não nos descarta!. Ele não nos vê como mortos!. Para o Senhor, nós ainda não estamos enterrados!. Ele sabe a nossa identidade!. Ele quer nos falar individualmente. Não importa a nossa condição!.

Essa passagem nos mostra o povo israelita morto espiritualmente. E quando foi que Israel se tornou espiritualmente morto?. Quando eles se desviaram de Deus, dos caminhos do entendimento, do conhecimento, e se inclinaram para servirem outros deuses!. Observe que Ezequiel profetizou para aqueles ossos secos, eles se encheram de carnes e de nervos, mas continuaram mortos!.

É assim que acontece nas nossas igrejas!. O pastor prega, profetiza, há um reboliço, mas quando chega lá fora vemos o crente com o mesmo rosto cansado, triste, desencorajado, sem perspectiva, sem esperança!. Nesse caso, quando Deus olha para eles, vê um monte de ossos andando e entrando apressadamente nos seus carros!.

O profeta Ezequiel profetizou e nada aconteceu!. Mas agora é a voz do Senhor que será ouvida nesse vale!. O Senhor vem para livrar você da condenação!. O Senhor está descendo nesse vale para por os tendões, a carne, juntar seus ossos, restaurar a tua visão, livrá-lo da morte espiritual, dar uma nova vida!. Uma nova vida significa andar conforme a vontade de Deus!. Reconheça que sem Deus a sua vida não passa de um monte de ossos secos!. Volte a viver em Cristo!.

O SÉTIMO VALE – O VALE DA VISÃO (Is. 22.1)

Significa Habitação da Paz (Jerusalém)!. Essa passagem mostra uma assombrosa visão que Isaias teve de seus governantes egoístas fugindo de Jerusalém e abandonando-a para ser saqueada (v.1-4). Jerusalém iria ser capturada pela Babilônia, já que o povo havia se esquecido do Senhor. Isaias havia condenado o comportamento da cidade que gostava de festejo, em vez de se arrependimento (v.12.13).

As pessoas achavam que podiam ser salvas por meio de alianças com os povos ao redor, construindo muros cada vez mais altos e sistemas de defesa cada vez mais sofisticados. A cidade havia sido livrada do ataque da Assíria no tempo de Ezequias, mas Isaias chora porque sabia que haveria outro julgamento severo de Deus chegando para aquele povo.

Amados, é triste dizer, mas muitas vezes somos como o povo de Jerusalém!. Gostamos de nos apoiar em nossas habilidades, em nossas arrogâncias, fechamos nossos ouvidos ou fingimos que somos cegos quando Deus começa a falar conosco nos cultos!. Jerusalém havia recebido mensagens após mensagens de Deus, contudo, não se importou com elas!.

O Vale da Visão – Este nome refere-se ao Vale junto a Jerusalém, onde Deus revelou-se a Isaias em visões proféticas. O profeta Isaias era o único que sabia da calamidade que viria sobre Jerusalém. Quando o povo de Deus aparta-se da obediência dos retos caminhos do Senhor, Ele nos chama ao arrependimento, à confissão da nossa pobreza espiritual, e a buscar mais a Sua face!. A vontade de Cristo é que cada igreja examine o seu estado espiritual à luz dos evangelhos. Jesus conclama o povo ao arrependimento, à humilhação, às lágrimas, à oração e ao jejum, e não à superficialidade!. O Senhor é o nosso Deus Verdadeiro (Dt.32.4)!.

Conclusão

Quando passamos pelos vales, podemos até sentir dor, mas teremos uma experiência inesquecível com o Senhor!. A melhor coisa que devemos fazer quando estivermos no Vale é: Confiar no Senhor (Sl.20.7-8), Esperar no Senhor (Os.2.15), Descansar no Senhor (Is.65.10), Glorificar o nome do Senhor (Sl.103.1-5). O Senhor nos diz hoje: Não temas, nem te assombres pois o Senhor é poderoso para abrir fontes no meio dos vales e te saciar de alegria (Is.4.10). Aleluia!.

Que o Senhor te abençoe grandemente nos vales e te exalte nos montes!. Em nome de Jesus.
Amém.