quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A Segurança da Salvação e o Perigo da Apostasia

A Segurança da Salvação e o Perigo da Apostasia 
 
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Heb 6:1 Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus,
 
Heb 6:2 o ensino de batismos e da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno.
 
Heb 6:3 Isso faremos, se Deus permitir.
 
Heb 6:4 É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo,
 
Heb 6:5 e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro,
 
Heb 6:6 e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.
 
Heb 6:7 Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus;
 
Heb 6:8 mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada.
 
Heb 6:9 Quanto a vós outros, todavia, ó amados, estamos persuadidos das coisas que são melhores e pertencentes à salvação, ainda que falamos desta maneira.
 
Heb 6:10 Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos.
 
Heb 6:11 Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança;
 
Heb 6:12 para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas.
 
Heb 6:13 Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo,
 
Heb 6:14 dizendo: Certamente, te abençoarei e te multiplicarei.
 
Heb 6:15 E assim, depois de esperar com paciência, obteve Abraão a promessa.
 
Heb 6:16 Pois os homens juram pelo que lhes é superior, e o juramento, servindo de garantia, para eles, é o fim de toda contenda.
 
Heb 6:17 Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento,
 
Heb 6:18 para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta;
 
Heb 6:19 a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu,
 
Heb 6:20 onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

Este sexto capítulo é introduzido com a partícula conclusiva dió, que no  original grego significa, “por isso”, “em razão disso”, “desta maneira”, ou seja, ele iria passar a descrever verdades que se apoiavam em  tudo quanto havia dito anteriormente.
 
Como a dizer: “Bem, já que Cristo é tudo o que acabamos de afirmar, sendo Ele  próprio a razão, o princípio,  o fundamento e tudo  o mais que se refere ao cumprimento do propósito de Deus nos cristãos, então, o que podemos concluir é o seguinte:”      
 
Vocês não fizeram progresso rumo à maturidade espiritual em Cristo, de modo que estão, até mesmo  necessitando que os rudimentos da fé (doutrinas relacionadas nos versos 1 e 2) sejam de novo ensinados a vocês, mas não farei isto agora, porém, em outra ocasião caso Deus permita.
 
Não é o caso de concentrarmos nossa atenção  nos rudimentos da fé, neste momento, lhes convocando a  um novo  arrependimento para a conversão, para a regeneração, para impor-lhes as mãos para receberem os dons e o poder do  Espírito Santo, lhes ministrar acerca do juízo vindouro e da ressurreição dos mortos, porque não é o caso, e não é isto o de que têm necessidade nesta hora, em razão da condição em que vocês se encontram.
 
Confiando na carne e se aperfeiçoando na carne, como poderão estar aptos a recepcionarem tudo aquilo que se refere à nova vida no Espírito Santo?
 
Tudo quanto necessitam é despertarem primeiro, para a necessidade de se voltarem mais uma vez para Cristo, e se unirem a Ele em espírito; não para nascerem de novo e serem purificados, porque isto já ocorreu no passado e vocês foram lavados pela Palavra que lhes foi pregada.
 
Vocês precisam de crescimento espiritual. 
 
 Precisam olhar mais uma vez para o Cristo crucificado, e se verem também crucificados com Ele, para viverem ressuscitados  em  novidade de vida.”     
 
É por isso que na primeira parte deste sexto capítulo, o autor afirma a sua determinação de se aprofundar neste momento, em tratar do assunto da apostasia deles, e não se ater aos rudimentos da fé que lhes havia ensinado, e que por ora, deixaria de lado por um tempo, para poder se concentrar no tratamento que eles estavam necessitando. 
 
Este “deixemo-nos levar para o que é perfeito” do verso 1, se refere à vocação imposta por Deus a todos os cristãos de crescerem na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, até a estatura de varão perfeito. 
 
Não que chegarão ao estado de perfeição moral absoluta, sem pecado, enquanto estiverem neste mundo, mas que devem chegar à perfeição espiritual, à plenitude do desenvolvimento das suas faculdades, para poderem discernir tanto o bem quanto o mal, o que é possível somente para aqueles que chegaram à plenitude do seu amadurecimento espiritual, de maneira a estarem aptos a darem um correto e adequado testemunho da verdade, no poder do Espírito (Pv 4.18; I Cor 2.6; II Cor 13.11; Ef 4.13; Fp 3.15; Col 1.28; 2.6; 4.12; II Tim 3.16,17; Hb 5.12-14; Tg 1.4). 
 
Esta perfeição é atingida se aperfeiçoando a santidade no crescimento da graça e do conhecimento de Jesus Cristo (II Cor 7.1; Ef 4.12; Hb 13.21; I Pe 5.10). 
 
Do mesmo modo que há uma perfeição a ser esperada no porvir que é total e absoluta, sem qualquer pecado, há também uma perfeição que é para ser buscada e atingida enquanto ainda estamos neste mundo, e que se refere ao nosso amadurecimento espiritual pelo crescimento progressivo em santificação, até atingir tal medida de perfeição que foi proposta por Deus aos cristãos, conforme foi exigida do próprio Abraão: 
 
“Anda na minha presença e sê perfeito.” (Gën 17.1).   
 
Na parte final do capítulo anterior o autor afirma que, tinha muitas coisas a dizer aos seus leitores, que eram difíceis de serem explicadas, não propriamente pela natureza da dificuldade delas, mas porque eles não haviam crescido espiritualmente, de modo a poderem entendê-las. 
 
Pelo tempo que tinham de cristãos, caso estivessem se aplicando à prática da Palavra, eles teriam suas faculdades exercitadas, de modo a poderem discernir o significado da vida  cristã (v. 14).
 
Seria necessário demonstrar àqueles cristãos judeus, que o sacerdócio e sacrifício de Jesus configuravam o fundamento da sua salvação, mas havia uma grande dificuldade para entenderem que o sacerdócio e os sacrifícios arônicos passariam, conforme lhes diria o autor de Hebreus, porque o templo ainda devia estar de pé por ocasião da escrita da epístola, com todos os seus serviços ativados. 
 
No entendimento deles, como poderia ser possível agradar a Deus sem oferecer os sacrifícios de animais, que Ele mesmo havia ordenado em Sua Lei?
 
Como deixar a guarda do dia de sábado, substituindo-o pelo domingo? 
 
Como deixar todas as demais prescrições cerimoniais da Lei de lado? 
 
Parece que até antes da escrita desta epístola, os hebreus não haviam sido convencidos suficientemente, que havia sido dado um fim absoluto a todas as instituições mosaicas desde que a Nova Aliança entrou em vigor, apesar do fato de o templo ainda estar de pé e a quase totalidade dos judeus ter rejeitado a Cristo, permanecendo debaixo das tradições do judaísmo.    
  
Os cristãos hebreus tinham muito do que se arrepender, porque estavam colocando sua confiança, para a salvação de suas almas, em muitas coisas, até no próprio arrependimento em relação ao pecado, mas só que fora de Cristo. 
 
Eles não conseguiam ainda entender de que modo absoluto o perdão dos nossos pecados é dependente de Cristo e da obra que ele realizou em nosso favor, como Sacrifício e Sacerdote.  
 
A palavra de alerta em sequência a Hb 6.4-6, nos versos 7 e 8 é também muito interessante para descrever o estado em que se encontrava a quase totalidade dos destinatários da epístola. 
 
Eles eram qual terra que havia recebido e absorvido a chuva da graça de Deus sobre suas vidas, só que em vez de crescerem e darem bons frutos, estavam produzindo espinhos e abrolhos. 
 
É isto o que acontece quando o cristão pára de se santificar. 
 
Ele vai produzir as obras da carne, em vez do fruto do Espírito. Os espinhos amargosos e venenosos das práticas do mundo. Esta não é uma condição para ser abençoada por Deus; ao contrário é uma posição para ser sujeitada à sua correção e disciplina.
 
A sequência imediata no verso 9, é muito elucidativa, como o; 
“Quanto a vós outros, todavia, ó amados, estamos persuadidos das coisas que são melhores e pertencentes à salvação,” 

Isto porque, em sendo eles verdadeiros cristãos, certamente poderiam dar frutos para Deus em Jesus Cristo, conforme o Seu santo propósito determinado antes da fundação do mundo, porque fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras que Deus preparou de antemão. 
 
Os cristãos hebreus, num certo sentido, haviam apostatado da fé. Eles estavam virando as costas a Cristo e estavam renunciando à graça que lhes havia salvado, por um retorno ao cerimonialismo da lei de Moisés e às tradições do judaísmo desviadas da verdade. 
 
No entanto, nós vemos o Espírito Santo estendendo a mão a eles, chamando-lhes a um renovado arrependimento, não para a justificação e regeneração, mas pelos seus pecados presentes, de modo a que pudessem retomar à carreira espiritual em que estavam inscritos. 
 
Isto não é uma clara demonstração da possibilidade de reconciliação de cristãos desviados? 
 
A misericórdia de Deus nunca se apartará daqueles aos quais recebeu como filhos, por meio da fé em Cristo Jesus. 
 
Por isso, o autor de Hebreus estava procurando incitá-los a despertar do sono espiritual, e a abrirem seus olhos que se encontravam fechados pelas trevas do legalismo; a comprarem ouro espiritual refinado no Senhor para serem santificados e enriquecidos, pela verdade da Sua Palavra revelada aos apóstolos. 
 
É por isso que nós encontramos exortações ao longo de toda a epístola, para que eles se apegassem à verdade que havia sido dada aos santos de uma vez por todas.
 
O doreas = dom, presente; epouraniou = celestial, de Hb 6.4, se refere ao Espírito Santo, porque Ele é o dom da Nova Aliança, prometido por Cristo aos cristãos. 
 
O autor de Hebreus afirma, que seria impossível renovar para arrependimento aqueles que receberam o Espírito Santo como um dom, que se tornaram participantes dEle, e  que caíram definitivamente, numa queda final, tal como Judas.
 
Eles já haviam estado sob a influência do Espírito Santo, mas não permitiram serem transformados por Ele em novas criaturas. 
 
Não haviam entrado no descanso de Deus por causa da incredulidade, ou seja, porque não eram possuidores da fé que salva.
 
Como seria possível então, renovar aquilo que nunca havia sido tornado novo, e que permaneceu  sendo como o vinho velho, no odre velho?
 
Como reavivar o que nunca foi avivado? 
 
Se quando aparentavam estar ligados a Cristo já se encontravam em perdição, como poderiam então, ser salvos depois de terem profanado e calcado sob seus pés o sangue da  aliança? 
 
O verbo renovar usado em Hebreus 6.6, é oriundo da palavra composta grega, anakaínos, onde aná, é a preposição outra vez, e kainós, o adjetivo novo. Significando literalmente “tornar novo outra vez”. 
 
Vale lembrar que tal adjetivo kainós é usado em várias passagens do Novo Testamento, inclusive, no uso que nosso Senhor fez da mesma no evangelho, quando se referiu a vinho novo e odres novos.
 
O substantivo arrependimento, na mesma passagem é oriundo da palavra grega metanóia, a qual é sempre usada no Novo Testamento para arrependimento, e que significa literalmente transformação de mente. 
 
Assim, não há aqui, uma referência à perda de salvação, mas a indicação de uma impossibilidade de tornar novo outra vez, para uma transformação de mente; ou seja, a de regenerar, de produzir o novo  nascimento do Espírito, ou seja, de que alguém se converta de fato a Deus.
 
E quem são estes dos quais se diz que seria impossível que se convertessem a Deus?
 
São os que são designados pelo verbo grego parapípto, que significa os que se afastaram, que apostataram. 
 
É dito que eles, ao  caírem,  ou seja, ao apostatarem, estavam crucificando mais uma vez o Senhor e o expondo à ignomínia, ou seja, eles já o haviam feito anteriormente com sua falsa profissão de fé, e agora, com a sua apostasia consumada.
 
Ao dizer que eles estavam crucificando o Senhor mais uma vez, para si mesmos, o sentido  aqui é o de que como se afirmassem, que  de nada serviu para eles o nosso  Senhor ter morrido na cruz, e estariam como que exigindo dEle um  novo sacrifício.  
 
Paulo falou relativamente aos cristãos gálatas, de um decaimento da graça por estarem confiando na Lei para serem justificados. Mas de modo nenhum, se tratava de uma queda para uma perdição final. Eles seriam restaurados à comunhão com o Senhor, pela Palavra de exortação que lhes fora dirigida pelo apóstolo, a permanecerem na fé e na graça.
 
Se fosse possível um genuíno eleito, justificado e regenerado cair definitivamente da graça, perdendo a condição de filho de Deus, que havia recebido anteriormente, então não seria realmente possível trazê-lo de novo a esta condição, porque isto demandaria uma nova justificação e regeneração, e estes são atos únicos que ocorrem uma só vez e para sempre na vida daqueles que alcançaram a salvação. 
 
Quanto aos apóstatas, nada foi dito pelo autor de Hebreus quanto a terem nascido de novo, não da vontade do homem nem da carne, senão o que se lê nos versos 7 e 8, que eles são como  um tipo de solo que absorve a chuva frequentemente, não para produzir erva útil, mas para produzir espinhos e abrolhos; por isso é rejeitado e perto está da maldição, e o seu fim é o de ser queimado. 
 
Como tais palavras poderiam ser aplicadas a verdadeiros cristãos? 
 
É por isso, que o  autor de Hebreus prossegue seu discurso fazendo uma distinção clara entre estes apóstatas e os verdadeiros cristãos, dos quais somente se pode esperar as coisas melhores relativas à salvação.  
 
 Deus fez uma aliança eterna com os cristãos, e prometeu isto desde os dias dos profetas, e o prometeu especialmente a Davi. 
 
Sendo eterna não pode ser anulada. 
 
E, como aliança em seu caráter matrimonial onde Ele é o esposo, e a igreja a noiva, o que se requer então dos aliançados é que eles sejam fiéis. 
 
Deus sempre será fiel, porque não pode se negar a si mesmo. 
 
Todavia, os cristãos, por causa do resquício de corrupções que remanescem na natureza terrena, são exortados a serem fiéis em tudo durante a sua peregrinação terrena, porque, tal casamento, do Criador com a criatura, requer isto. 
 
Deus continuará amando Seus filhos adúlteros, mas os sujeitará à disciplina da aliança. 
 
Ele não os repudiará, porque tem prometido manter o compromisso por toda a eternidade. 
 
Diante de tal caráter imutável da promessa que Ele fez, não resta aos aliançados senão a alternativa de serem também fiéis, de modo que se viva de modo agradável Àquele com os quais se aliançaram numa união de amor indissolúvel e eterno. 
 
O que o autor de Hebreus desejava de fato expor àqueles cristãos, que estavam abandonando o seu primeiro amor é o que lemos nos versos 11 e 12:
 
“11 Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança;
 
12  para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas.”.
 
Ele marcou, portanto, a necessidade de diligência em santificação para o crescimento na graça e no conhecimento de Jesus, porque esta é a única maneira de se ter a plena certeza da esperança da salvação. 
 
Veja: a certeza da salvação, e não a salvação propriamente dita (v. 11). 
 
Esta diligência não tem em vista somente a certeza da salvação, mas também e principalmente conduzir a um modo de vida digno da vocação a que o cristão foi chamado por Deus, que é pela fé e longanimidade (v. 12). 
 
Por conseguinte, ele reforçou estes argumentos detalhando em qual base segura se alicerça a salvação dos cristãos, nos versos 13 a 20.
 
A esperança da nossa salvação é referida pelo autor de Hebreus, como sendo uma âncora da nossa alma, que a manterá segura e firme por toda a eternidade, porque esta âncora está firmada no Santo dos Santos, além do véu, onde Jesus entrou, e nos mantém ancorados como o grande sumo sacerdote da nossa fé,  de maneira que não podemos ser movidos da nossa união com Ele. 
 
A nossa salvação não é baseada num pacto ou aliança da Lei ou obras, mas num pacto, ou seja, numa aliança de pura graça, do Espírito Santo.
 
É bom lembrarmos sempre, que neste sexto capítulo de Hebreus é afirmada a imutabilidade da promessa da salvação que Deus fez a Abraão, quando lhe preanunciou o evangelho, dizendo que no Seu descendente que é Cristo seriam abençoadas todas as nações da terra. E,  para confirmar tal imutabilidade do Seu propósito de salvar com segurança eterna os aliançados com Cristo pela fé, o fez jurando por Si mesmo.
 
Reparem que ele quase se retrata no verso 9: “ainda que falamos desta maneira”, isto é, falando de uma ameaça de inferno para quem cai definitivamente da graça. Mas para reparar qualquer mal entendido da parte dos seus destinatários, pensando que poderia estar se dirigindo a autênticos filhos de Deus, disse no mesmo verso que estava persuadido em relação a eles das coisas que são melhores e pertencentes à salvação. 
 
Ele disse que estava persuadido quanto à segurança da salvação deles. Ele sabia que eles eram filhos de Deus, portanto, a condição de apostasia final a que havia se referido não era aplicável a eles. 
 
E acrescentou um argumento para esta sua persuasão: eles haviam dado mostras anteriormente da genuinidade da sua fé através das boas obras. Deus estava amarrado ao compromisso de dar-lhes a recompensa prometida ao fruto da fé deles, e certamente, isto não poderia ser feito de modo algum no inferno. 
Israel, apesar de ser o povo da aliança com Deus no Velho Testamento, tinha um grande contingente de apóstatas.
 
 Eles haviam desperdiçado toda a disponibilidade da graça de Deus que caía sobre eles como a chuva que cai do céu.
 
Os israelitas negligenciaram a fé, o amor e a misericórdia, e como poderiam dar os frutos esperados por Deus? 
 
A palavra de Deus e o derramar do Espírito Santo são comparados à chuva que desce do céu para amolecer e fertilizar o coração dos homens. 
 
O que se pode esperar que seja feito por Deus ao solo do coração que recebendo continuamente esta chuva, nunca chega a produzir bons frutos? 
 
O coração deve ser preparado para a recepção da graça do evangelho. 
 
Um coração endurecido não permitirá ser penetrado por esta doutrina celestial que é apropriada para corações de carne, e não para corações de pedra; porque  na promessa da Nova Aliança Deus disse que trocaria o coração de pedra por um novo coração de carne. 
 
Daí a importância do arrependimento, do quebrantamento, da humilhação perante Deus, para que Ele opere em nosso novo coração recebido dEle, pela fé em Cristo; de nos apresentarmos diante dEle como aquilo que somos de fato, a saber, pobres de espírito, inteiramente necessitados da Sua graça, reconhecendo que somos pecadores necessitados do Seu perdão; e assim, vazios de nós mesmos, a chuva celestial poderá encharcar a nossa terra e torná-la apta a gerar e a sustentar o crescimento de todas as plantas espirituais relativas à graça de Deus. 
 
 Os israelitas estiveram debaixo da boa doutrina, Deus lhes deu a lei por meio de Moisés, e lhes enviou a Sua Palavra pelos profetas. A chuva que caiu sobre eles era boa chuva. Não era chuva sulfúrica, mas o solo infértil dos seus corações endurecidos não fez um bom uso daquela chuva que Deus lhes enviou. 
 
Na consideração da terra que seria amaldiçoada, queimada e rejeitada, como citado em Hb 6.8, deve-se também ter em conta que é dito que continuamente recebeu a chuva que Deus enviou sobre ela, no entanto não permitiu que aquela chuva a tornasse útil para os propósitos do Senhor. 
 
Nós vemos aqui esta longanimidade e graça divinas, sendo aplicadas antes do juízo de destruição. 
 
É isto o que acontece na prática em relação às pessoas que não permitem o trabalho da graça em seus corações endurecidos. 
 
Elas poderiam permitir serem penetradas pela graça, tal como a água da chuva que penetra nos solos permeáveis, no entanto, não permitem este trabalho, e permanecem no endurecimento que por fim ocasionará a destruição delas. 
 
A prova disto está no fato de Deus afirmar que não tem prazer na morte do ímpio, antes que ele se converta e viva (Ez 18.23; 33.11). 
 
O que é reafirmado pelo apóstolo Paulo, quando diz em I Tim 2.4 que;
 Deus quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. 

Os dias do evangelho, a dispensação da graça, são o tempo do reino da paciência ou perseverança (hipomoné) em Jesus Cristo (Apo 1.9; 3.10; 13.10). 
 
Porque este momento não é apenas o tempo do reinado do Senhor como também o tempo da paciência dEle. Deus está sendo paciente e longânimo para com todos os pecadores na presente dispensação da graça, e Seus filhos devem seguir os Seus passos. 
 
Abraão é fixado como exemplo e marco da fé; por isso é citado neste sexto capitulo.  Quantas vezes o povo de Deus fracassou no Antigo Testamento, e quantas vezes a igreja parecia definhar no mundo ao longo da sua história de dois milênios; entretanto ela prosseguirá adiante porque as portas do inferno não  poderão prevalecer contra ela, porque Deus fez promessas relativas aos cristãos desde Abraão, que serão cabalmente cumpridas, a par de toda forma de oposição e dificuldades. Isto deve servir para animar a fé dos cristãos a perseverarem e nunca desfalecerem.  
 
Nenhuma promessa de Deus falhará, nem deixará de ter o devido efeito. 
 
E, para mostrar a imutabilidade da promessa e de que não a revogaria de modo algum, isto se aplica especialmente à adoção dos eleitos como Seus filhos, pois prometeu a Abraão que no Seu descendente que é Cristo, seriam benditas todas as nações da terra, isto é, todos estes que estão em Cristo são abençoados, porque são resgatados da maldição para serem adotados na família de Deus como Seus filhos. A promessa foi feita com a interposição de um juramento divino, tendo Deus jurado por Si mesmo, mostrando que jurou no grau mais elevado que existe, porque não há nada mais elevado do que Ele próprio. 
 
Então, o sentido aqui é que Ele deixaria de ser Deus (caso isto fosse possível) se deixasse de cumprir o que prometeu a Abraão em relação à descendência que formaria a partir dele, tanto a natural (a nação israelita contada na descendência de Jacó, neto de Abraão) quanto a espiritual (os eleitos que são justificados e regenerados por causa da fé em Cristo) (Gên 22.15-18).  
 
Se Deus fez a promessa, isto não é para ser discutido, mas recebido pela fé. Se entre os homens o juramento põe fim à discussão sobre qualquer demanda, muito mais temos razão para entender que o juramento que Deus fez quando fez a promessa a Abraão, põe um ponto final logo de início em toda a discussão possível, se a salvação é pela graça ou pelas obras, porque se é pela promessa, é evidente que é por pura graça. 
 
E também que é segura, porque Deus jurou que a daria aos que estivessem ligados pela fé a Cristo. O próprio Deus é quem assegura esta salvação e não os nossos méritos e capacidades (Rom 9.8; Gál 3.18). 
 
Foi exatamente para mostrar aos herdeiros da promessa da salvação (os cristãos) de que eles seriam realmente salvos em Cristo, e que deveriam descansar quanto a esta verdade; Deus, para mostrar a imutabilidade deste Seu propósito se interpôs com um juramento. 
 
Se Deus jurou fazer é porque Ele de fato, não voltará atrás no propósito sobre o qual jurou, em nenhum tempo. Então não serão as perplexidades, as fraquezas, as tristezas, os sofrimentos e tudo o mais que os cristãos possam sofrer em sua caminhada terrena, que poderá lhes tirar esta salvação que foi prometida por juramento e que alcançaram pela fé em Jesus. 
 
A imutabilidade deste propósito divino foi evidenciada por duas coisas imutáveis, a saber: a promessa (primeira coisa) e o juramento que Ele fez (segunda coisa). A promessa já seria suficiente, mas foi reforçada com um juramento para que não houvesse nenhuma dúvida quanto à segurança de recebermos e mantermos para sempre aquilo que Deus nos prometeu, a saber, sermos herdeiros juntamente com Cristo. 
 
O autor de Hebreus afirma que na condição de eleitos, que já haviam corrido para o refúgio que nos livra da condenação vindoura, que é Cristo, tenhamos um forte alento (consolo) em face de todas as perseguições e oposições que possamos sofrer neste mundo, ou em face de todas as nossas próprias fraquezas, porque é impossível que Deus minta quanto ao que prometeu e quanto ao que jurou. 
Deus nos propôs esta salvação por pura graça, por promessa, e pela fé os cristãos lançaram mão dela, isto é, se apropriaram da promessa e da graça que lhes foi oferecida em Cristo pela esperança de serem santos assim como Ele é santo, e de serem co-herdeiros com Ele no céu.  

A natureza desta firmeza é comparada a uma âncora, que nos segura firmemente. A segurança e firmeza não são propriamente nossas, nem da nossa fé, mas desta âncora que é a promessa e o juramento feito por Deus. 
 
É nisto que somos ancorados. É isto que nos garante o céu, porque esta promessa e juramento penetraram o véu não propriamente por nossos esforços, mas juntamente com Cristo, que é o Sumo Sacerdote da nossa fé que entrou no Santo dos Santos para fazer uma eterna propiciação pelos nossos pecados com o Seu próprio sangue. 
 
Então, a promessa e o juramento estão ancorados no sacerdócio e no sacrifício de Jesus e não em nós mesmos, de maneira que não vacilemos ou duvidemos do seu cumprimento, porque não estão firmadas em nós que estamos rodeados de muitas fraquezas, mas no próprio Cristo que não tem qualquer fraqueza, antes é Todo Poderoso. 
 
Os cristãos podem também penetrar além do véu, porque Jesus, seu precursor está lá intercedendo por eles.
 
E, quanto à certeza da esperança da salvação  é dito no verso 19 (“a qual” = esperança proposta) que ela é como uma âncora firme e segura da alma, porque entra até o interior do véu, onde Jesus penetrou como precursor. 
 
A esperança proposta referida pelo autor de Hebreus nada tem a ver com a noção comum de esperança que está relacionada a algo duvidoso, incerto, que flutua na expectativa do que será ou não o futuro, pois a esperança referida no texto conforme se verifica no contexto da epístola, tem a ver com confiança e não com incerteza. 
 
Embora possam ser incluídas tais expectativas de todos os tipos na noção geral de esperança, contudo elas são totalmente excluídas da  natureza daquela graça da esperança que nos é recomendada na Bíblia. 
 
Porque, uma confiança firme em Deus para o desfrutar das coisas boas contidas nas Suas promessas, à época designada, eleva na alma um desejo sincero por elas e pela expectativa delas, com uma grande alegria por saber que são coisas prometidas, mas que são certas e seguras porque têm sido garantidas e prometidas não pelo homem, mas pelo próprio Deus, e com a confirmação de um juramento d`Ele.
 
A esperança é uma das graças da fé evangélica, que é infundida em nossos corações pelo Espírito Santo; esta graça é tanto maior quanto mais crescemos na perseverança e na experiência da bondade de Deus para conosco em Cristo Jesus, como se vê em Romanos 5.4,5. 
 
É dito que esta esperança é âncora da alma, porque isto insinua que nossas almas estarão muitas vezes expostas às tempestades, tensão de perigos espirituais, perseguições, aflições, tentações, temores, pecados e morte, que batem frequentemente nelas; então necessitamos de uma âncora que nos mantenha firmes em nossa posição a par de todas estas tempestades que sobrevêm sobre nós.   
 
Por causa da violência destas tempestades, há graus nelas que são mais urgentes do que outros, e assim elas tendem em sua própria natureza, a trazer ruína e destruição.
 
É esta âncora o segredo da segurança da alma dos cristãos.
 
E, se é esta âncora que nos segura firmemente, se esta âncora não somos propriamente nós mesmos, devemos abandonar por completo a idéia de que somos os próprios agentes da firmeza e segurança da nossa salvação, senão a promessa de Deus que se cumpre em Cristo Jesus.  
 
Esta âncora não está fixada no fundo do mar, mas no céu, onde Jesus penetrou como precursor. Ela penetrou além do véu, e o que é este véu? 
 
É o que fazia separação entre o Lugar Santo e o Santo dos Santos; e o que estava além do véu era o Santo dos Santos no qual somente era admitida a presença do sumo sacerdote para fazer expiação por toda a nação de Israel, uma vez por ano. 
 
Isto indicava, que este trabalho de expiação, não por mais um ano, mas por toda a eternidade deveria ser feito por um Sumo Sacerdote celestial, porque o trabalho dEle seria feito não no tabernáculo terreno, mas no celestial. E como se diz que Jesus foi feito sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque (v. 20), então isto pressupõe que a nossa salvação é também eterna, assim como o sacerdócio dEle é eterno. 
 
É, portanto uma salvação para durar para sempre, e quando isto começa a acontecer? No momento mesmo em que somos justificados e regenerados pela fé em Jesus no dia da nossa conversão, porque se diz que passamos desde então a ter uma firme e segura esperança, porque ela está ancorada no céu, na pessoa do Sumo Sacerdote que garante a eternidade da nossa salvação.  
 
E o que está dentro deste véu? Não uma arca com tábuas de pedra, nem querubins entalhados em madeira e ouro, mas o próprio Deus em Seu trono de graça e o Senhor Jesus Cristo à Sua destra em Seu trono, como Sumo Sacerdote da igreja. É aqui que reside a segurança da esperança da alma que é firme em todas as tempestades que possam nos sobrevir.  
 
A esperança dos cristãos não está firmada nas coisas abaláveis da Antiga Aliança, que se encontravam no tabernáculo terreno, e que sendo apenas figura das coisas celestiais estavam prestes a desaparecer, como de fato desapareceram. 
Todas aquelas coisas desapareceram, porque agora podemos nos aproximar diretamente do Pai e do Filho no tabernáculo celestial, sem a necessidade de cumprir as prescrições de uma ordem de culto terreno que havia na Antiga Aliança. 
 
E, se Cristo não tivesse penetrado o céu depois de ter morrido e ressuscitado por nós, não haveria nenhum trono de graça e misericórdia no céu, porque isto não poderia ser dado aos pecadores sem uma obra de expiação do pecado. 
 
O nome Jesus significa Salvador, porque Ele foi dado para salvar o Seu povo dos seus pecados.  
 
Jesus salva os eleitos do poder do pecado, de Satanás, da morte e da condenação da lei.
  
Como Jesus entrou no céu como nosso precursor, então é nosso dever seguir Seus passos quanto ao modo como Ele lá entrou, pois, no seu caso, esta entrada foi antecedida pela santidade e pela cruz, e estas duas partes essenciais do modo com que nosso precursor entrou na glória também se aplicam a nós. 

UM CONVITE A SALVAÇÃO

UM CONVITE A SALVAÇÃO
 
Vamos meditar na Palavra de Deus em IS 1. 2-20 que diz:

Visão de Isaías, filho de Amós, que ele teve a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias, reis de Judá.

Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o SENHOR tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim.

O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.

Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao SENHOR, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás.

Por que seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco.

Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo.

A vossa terra está assolada, as vossas cidades estão abrasadas pelo fogo; a vossa terra os estranhos a devoram em vossa presença; e está como devastada, numa subversão de estranhos.

E a filha de Sião é deixada como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como uma cidade sitiada.

Se o SENHOR dos Exércitos não nos tivesse deixado algum remanescente, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a Gomorra

Ouvi a palavra do SENHOR, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra.

De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SENHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.

Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios?

Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene.
As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.

Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.

Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.

Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.

Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.

Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra. Mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse.

1. Os convidados:

a) Filhos desviados e revoltados. V.2.
b) Infiéis e insensatos. V.3.
c) Iníquos e corruptos. V4.
d) Doentes e miseráveis. V.5.
e) Desesperados. V.6.

Oh! Vós todos que tendes sede, vinde as águas! Mesmo que não tenhais dinheiro, vinde! Comprai cereais e comei! Mesmo sem dinheiro ou pagamento, vinde beber vinho e leite!

Isaías: 55- 1

Nesta passagem bíblica o profeta Isaías é usado por Deus para fazer- nos um convite à Salvação, Neste trecho profético também é possível notar que Isaías enquanto boca de Deus não distingue rico, nem pobre, branco ou negro, criança ou adulto, enfim, Deus convida a todos, à participarem da grande festa da que é a Salvação, que aliás é deve ser nosso alvo principal durante nossa estadia aqui na terra.

Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura.

Isaías 55-2

Porque gastais dinheiro naquilo que não é pão?, Porque gastais dinheiro com aquilo que não te alimenta? Porque gastais seu tempo com coisas vãs que não te levam a lugar algum e que não acrescentam nada de bom a sua vida? Muitas pessoas tem certa dificuldade em entender o que Deus quer lhes dizer através de sua palavra, mas a verdade é que as vezes é tão simples de entender que acabamos achando difícil demais de fazer.

Neste outro versículo, ainda do capítulo 55 de Isaías, Deus nos pergunta porque fazemos tantas coisas erradas quando temos plena consciência de que elas estão erradas. Muitas vezes deixamos para nos redimir dos erros depois que eles forem praticados e o pior é que na maioria das vezes pré meditamos um pedido de perdão a Deus, pós pecado e aí fica difícil de perdoar.

Porém se comermos o que é bom, se dermos atenção as coisas de Deus e as sua palavra, Ele nós faz desfrutar do que é bom. Sacia a fome e a sede de nossa alma.

Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi.

Eis que eu o dei por testemunha aos povos, como líder e governador dos povos.

Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para ti, por amor do SENHOR teu Deus, e do Santo de Israel; porque ele te glorificou.

Isaías 55: 3- 5

Ouve o que o SENHOR diz e dEle não te afastes, pois Ele é quem te guarda e te livra do inimigo e de suas armadilhas. Ele fará contigo aliança eterna e te exaltará entre os povos, pois até a natureza reconhece um ungido de Deus. Só Deus pode glorificar você neste mundo e na eternidade.

Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.

Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.

Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.

Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come,

Isaías 55: 6- 9

Deus é o Criador e nós somos a Sua criatura, e como tal devemos nos comportar. Ele não irá esperar que nós convertamos de coração a Ele por toda eternidade. Vivemos neste mundo com o único propósito de sermos "testados". A vida é como um vestibular para o céu, ou para o inferno.

Buscai a Deus enquanto Ele se deixa encontrar, então não deixe que Ele veja em você um caso perdido e barre sua entrada no dia da salvação, pois Ele te convida, mas cabe à você e somente à você, aceitar ou recusar este convite à salvação! E lembre- se sempre que ninguém, nem você sabe qual o melhor caminho a se seguir, apenas Deus tem a resposta de todas as perguntas e se você quiser um dia descobri- las terá que aceitar o convite.

Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.

Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas.

Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta; o que será para o SENHOR por nome, e por sinal eterno, que nunca se apagará.

Isaías 55: 10- 12

Então enquanto não chega a hora da grande festa da salvação, preocupe- se em obedecer a Deus e fazer- se ungido por Ele, pois quando Deus está contigo, não há problemas que você não encontre solução, não há inveja, feitiço, ou qualquer outra armadilha do diabo que atinja você.

Quando Deus é contigo até mesmo a natureza conspira a teu favor. O céu se abre e derrama bênçãos sobre ti.

Nenhum mal pode te atingir e o SALMO 91 será o resumo perfeito da sua vida. Habitarás a sombra do Onipotente e sobre Suas asas estarás seguro. Pisarás o leão, e a áspide e nada te acontecerá. Pois o SENHOR é contigo e te fez forte

2. O convite:

a) Vir para conversar com o Senhor. V.18.
b) Aqui se encontram a rebelião do homem e a misericórdia de Deus.

3. A promessa:

a) Pleno perdão de todos os delitos. V.18.
b) Bem-aventurança na terra. V.19.

A partir da promessa que foi feita no Éden (Gn 3:15), aonde Deus prometeu para o homem que enviaria um salvador.

A humanidade passou a viver dias de grande expectação, aguardando o cumprimento dessa promessa.

Com o passar dos tempos, Deus escolheu o patriarca Abraão e prometeu-lhe suscitar dentre os seus descendentes o Redentor (Gn 12:1-7; Gl 3:16).
Deus preparando o mundo para a vinda do seu Filho, falou através dos profetas, avisando-o do grande acontecimento de todos os tempos.

Assim Isaías, o profeta messiânico, disse a respeito do Cristo: “... PREPARAI o caminho do Senhor, ENDIREITAI no ermo vereda a nosso Deus”.

Notamos, portanto em primeiro lugar, a preparação para este grande acontecimento, a vinda de Jesus ao mundo.

Israel foi preparado de diversas formas, através da lei, das profecias e do cativeiro. Deus fez uso desses meios para ensinar e prepará-los para vinda de Jesus.

Desde o princípio Deus estava empenhado em prevenir o mundo deste acontecimento (Gn 3:15; 49:10; Deut. 18:15-18; Nm 24:16-17; Mq 5:3). Entretanto, o povo israelita não teve bom êxito, não reconheceram o Messias, nem tão pouco o recebeu.

“ Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.” (Jo 1:10-11).

A promessa da salvação é a mais preciosa de todas as promessas das Escrituras. E todo crente (salvo) tem essa certeza guardada dentro do seu coração. Ela é a maior prova da misericórdia de Deus.

Em todo o Antigo Testamento as Escrituras apontaram para esse grande acontecimento, a encarnação do Filho de Deus.

Deus demonstrando a sua justiça e bondade, não deixou de punir o homem pelo seu pecado lá no Éden, mas também demonstrou seu amor. (Gn 3:15-21).

Através da promessa da salvação, nós crentes (salvos) fomos tirados da escravidão do pecado, a nossa comunhão com o Criador foi restaurada e temos a certeza da nossa salvação.

É por isso que cada um de nós, tem a obrigação de falar do amor de Deus, pregando a sua palavra, mostrando para as pessoas que essa promessa não é especificamente para um grupo de pessoas, mas que é para qualquer pecador.

E para o homem ser participante dessa maravilhosa promessa, basta somente que creia na suficiência da graça manifesta em Cristo Jesus, (Rm 10:8-10) a salvação é para todos os que aceitam Jesus como o Senhor da sua vida.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16).

Jesus veio ao mundo para cumprir a sua missão, para dar vitória ao homem pecador. Jesus se humilhou, se desfez, esvaziou-se, deixando a glória que Ele tinha juntado ao Pai, para se assemelhar aos homens, e mais ainda, até a forma de servo pela grande paixão da morte. (Fp. 2:8; Hb 2:9).

Portanto, Cristo veio cumprir na plenitude dos tempos, a promessa da salvação, prefigurada no primeiro sacrifício realizado no Jardim do Éden. (Gn 3:21).

Sendo assim, a condição de Deus para a salvação humana é o arrependimento e a fé. O homem precisa confiar em Deus para receber a salvação, crer em Deus para a salvação é mais do que partilhar um conjunto de doutrinas, é uma decisão contínua de negar-se a si mesmo e seguir os passos de Cristo (Mt 16:24).

Crer em Deus não é simplesmente fazer parte de uma denominação religiosa, nem tão pouco dizer que é crente.

“ Tu crês que há um só Deus? Fazes bem também os demônios o crêem e estremecem.” (Tg 2:19).

O homem precisa se arrepender dos seus pecados, voltando-se para Aquele que, com amor nos atraiu para si, para que não mais vivêssemos em condenação (Rm 8:1).
O primeiro passo que o homem deve fazer para ser salvo é se expor à Palavra de Deus. Ouvir a palavra com atenção, com reflexão, com reverência, com interesse, com sede de conhecer a verdade.

“ E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará .” (Jo 8:32).

Depois se arrepender de seus pecados, confessá-los e deixá-los.
O terceiro passo é aceitar o convite de Jesus e permitir que Ele more no seu coração.

“Eis que estou á porta, e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” (Ap. 3:20).

Ao aceitar esse convite você passará a ser uma nova criatura.

“ Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo.” (II Cor. 5:17).

4. Uma advertência severa:

Extermínio, se o convite for recusado. V.20.

Como Voltar para Deus? (2 Co 5:19)

Para nos reconciliar com Deus, é imprescindível um coração arrependido que deseje, acima de tudo, estar em comunhão com o Senhor (veja os comentários sobre Salmo 51 no artigo anterior – Quero Voltar para Deus).

Mas o desejo do coração precisa ser demonstrado. É necessário agir para nos aproximar de Deus. Neste artigo, vamos considerar a importância da nossa ação e algumas coisas que precisamos fazer para voltar ao Senhor.

Levantar e Ir
Quando Jesus enfrentou a auto-justiça e falta de compaixão dos fariseus e escribas, ele contou uma série de parábolas sobre perdidos e achados (Lucas 15).

Da terceira destas parábolas, geralmente conhecida como a Parábola do Filho Pródigo, aprendemos algumas lições importantes sobre como voltar para a casa do nosso Pai.

Nesta história, um filho ingrato pediu a sua herança (enquanto seu pai ainda estava vivo!) e saiu de casa.

Gastou o seu dinheiro numa vida de libertinagem e logo se encontrou passando fome numa terra estranha (Lucas 15:11-16).

Ele chegou ao fundo do poço, e representa a situação de cada um de nós quando nos entregamos ao pecado. Quando abandonamos o Pai que nos criou e que nos ama e usamos os nossos recursos – tempo, dinheiro, energia, a própria vida – no pecado, fazemos a mesma coisa que o filho rebelde fez.

Vivemos desperdiçando no pecado as coisas boas que recebemos do Pai. Reconhecendo ou não a nossa condição espiritual, chegamos ao fundo do poço do pecado.

O filho reconheceu o seu problema, e viu que não era necessário sofrer tanto. Ele lembrou da bondade de seu pai: “ Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome!” (Lucas 15:17).

Antes de voltar para Deus, precisamos chegar ao ponto de compreender que a vida com ele é muito melhor do que a vida no mundo do pecado.

Este entendimento pode vir por meio de sofrimento e conseqüências que o pecado traz na nossa vida, ou pode vir por cansar da futilidade de prazeres que nunca satisfazem as nossas necessidades reais. Antes de voltar para Deus, temos de perceber que estamos afastados dele.

Ele decidiu agir em humildade. Uma vez que encarou o seu problema, o filho se arrependeu; ele decidiu mudar.

Disse consigo: “Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (Lucas 15:18-19).

Nós precisamos da mesma atitude do arrependimento para chegar ao Senhor. Primeiro, decidamos agir – “levantar-me-ei”.

Segundo, busquemos a Deus com humildade – ”já não sou digno”. A pessoa que se acha digna e merecedora da salvação jamais chegará a Deus (Romanos 10:3; Efésios 2:8-9). O filho arrependido agiu, e voltou para o Pai. É importante reconhecer o problema e decidir como agir, mas precisa seguir o plano.

Muitas pessoas lamentam sua situação no pecado e até prometem voltar para Deus, mas continuam dia após dia sem fazer nada. O filho rebelde fez o que falou: “E, levantando-se, foi para seu pai.

Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lucas 15:20-21).

Não é fácil nos humilhar para admitir o nosso pecado e nos entregar à misericórdia de Deus.

O orgulho humano luta contra este desejo de nos reconciliar com o Pai. Mas a nossa salvação e a nossa esperança eterna dependem de Deus, e da nossa decisão de nos submeter a ele.

Quando o filho rebelde voltou, ninguém tomou a decisão por ele. Ele não foi induzido ou levado por outros. Este filho tomou a sua própria decisão e se reconciliou com seu pai. Observamos, também, que ninguém impediu a salvação dele. Mesmo o irmão mais velho, que não o aceitou bem, não foi capaz de manter este homem afastado de seu pai. Da mesma forma, a decisão sobre a nossa salvação é nossa. Ninguém nos força a voltarmos para Deus, e ninguém é capaz de impedir a nossa reconciliação com o Pai. Nós decidimos buscar a Deus ou não. Queremos, mais do que qualquer outra coisa, estar em comunhão com Deus?

Duas Situações Diferentes

Quem precisa se reconciliar com Deus? Há duas situações em que precisamos voltar para Deus: O pecador que nunca se converteu a Cristo, e O cristão desviado – aquele que começou a andar com Deus e desviou. Vamos ver o que cada pessoa precisa fazer.

O Pecador Que Ainda Não Se converteu

Jesus enviou os apóstolos ao mundo para pregar a mensagem da reconciliação. “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). A palavra que eles falaram e escreveram tinha um propósito fundamental: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31).

Para reconciliar-se com Deus, o pecador que ouve a mensagem de Cristo precisa reagir. É necessário:

● Crer em Jesus. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.”

(Hebreus 11:6). Jesus disse: “Porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (João 8:24).

● Confessar a fé em Jesus. A fé verdadeira nos leva, naturalmente, à confissão aberta. Paulo escreveu: “Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Romanos 10:10).

Jesus disse: “Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 10:32-33).

● Arrepender-se dos pecados. Foi o pecado que nos afastou de Deus, e o arrependimento do pecado é uma das condições para nos reconciliar com o Senhor.

Jesus disse: “Se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lucas 13:3,5). Pedro pregou a mesma mensagem ao povo de Jerusalém:“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19).

● Ser batizado para remissão dos pecados. Para chegar à comunhão com o Senhor, precisamos ser batizados. Jesus disse: “Quem crer e for batizado será salvo” (Marcos 16:16). Pedro respondeu a pergunta dos judeus perdidos no Dia de Pentecostes com estas instruções: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

Três dias depois de encontrar Jesus no caminho para Damasco, Saulo permanecia no pecado e precisava do perdão de Deus. Ananias o instruiu: “Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados” (Atos 22:16). O mesmo Saulo (mais conhecido como Paulo) afirmou que o batismo é o sepultamento que precede a nova vida (Romanos 6:3-4).

Também disse que é pelo batismo que entramos em Cristo (Gálatas 3:27). O próprio Jesus disse que o batismo nos conduz à comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mateus 28:19).

O Cristão que se Desviou

Uma boa parte do Novo Testamento foi escrita para ajudar os cristãos manterem-se no caminho do Senhor.

Não devemos desviar, mas existe o perigo real de cair na tentação e se afastar novamente de Deus. Pedro disse que é pior para o cristão voltar para o pecado do que nunca ter-se convertido (2 Pedro 2:20-22).

Tiago disse: “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tiago 5:19-20).

Esse isso acontecer comigo, o que eu preciso fazer? Preciso ser batizado novamente cada vez que tropeço? Não! Veremos o que as Escrituras dizem, usando o exemplo de um discípulo em Samaria que caiu.

Simão creu e foi batizado (Atos 8:13) e, em seguida, caiu no pecado. Juntando as informações do caso dele e alguns outros trechos, aprendemos que:

● O pecado do cristão o condena. Pedro disse que Simão estava no “laço da iniqüidade” (Atos 8:23).

● O cristão que peca precisa se arrepender. Pedro lhe disse: “Arrepende-te” (Atos 8:22).

● O discípulo que peca precisa orar e pedir perdão. Pedro disse a Simão: “Roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração” (Atos 8:22).

● Quando o cristão confessa seus pecados, Deus os perdoa (1 João 1:7 - 2:2).

● Quando temos pecado contra outras pessoas, devemos confessar e pedir perdão a elas (Mateus 18:15-17; Lucas 17:3-4; Tiago 5:16).

Vamos Voltar!

Todos nós pecamos. Deus é misericordioso e quer nos perdoar. Cabe a nós aceitarmos os termos dele para alcançar a bênção da vida eterna na presença do nosso Senhor!

JESUS CRISTO, A SALVAÇÃO PARA OS PECADORES

JESUS CRISTO, A SALVAÇÃO PARA OS PECADORES
Na carta aos Hebreus 12.16, 17 a palavra de Deus relata que Esaú, por um bocado de manjar, vendeu ao seu irmão, o seu direito a primogenitude; e querendo ele ainda herdar a benção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimentoainda que com lágrima o buscou.
O pecado havia se consumadoe a morte tomou posse do homem, a promessa de viver eternamente  no Paraíso de Deus já não existia mais, e, havendo Deus lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.
Com a inimizade criada com Deus, o homem que fora criado para dominar e viver eternamente, estavam definitivamente separado do seu Criador pela sua insubordinação. O Senhor colocou anjos ao redor do Paraíso impedindo que o homem, agora na condição de pecador vivesse eternamente. O homem que recebera ordenança do Senhor para guardar o Paraíso e dominar, sujeitou-se a satanás e vindo a ser o seu escravo.
Por essa razão Esaú não achou lugar de arrependimento, sendo necessário o Senhor preparar um plano para restabelecer a reconciliação com o homem, o qual ofereceu o seu único filho em sacrifício, ainda que para isso houvesse derramamento de sangue para resgatar o homem da maldição do pecado, e lhe ofertar novamente a libertação e a vida eterna.
            No Evangelho de Lucas 23.33 a 43 a palavra de Deus relata que quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um, à direita, e outro, à esquerda. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem
E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Mas foi repreendido pelo outro que dizia: Tu não temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam, mas este homem é inocente.  E disse a Jesus: Senhor lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino.  Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.  
Podemos observar que ao lado de Jesus, haviam dois homens que foram com Ele crucificados. Ambos, execrados por ordenança da lei de Moisés, os quais haviam sidos condenados a pena máxima (pena de morte pela crucificação). O Senhor Jesus poderia ter salvado os dois. Mas então, porque razão salvou apenas um dos pecadores?
O primeiro a dirigir a palavra a Jesus, blasfemou e procurou desacreditá-lo, mas o outro, reconheceu ser um pecador, sentiu a necessidade de uma transformação na sua vida, arrependeu-se e se humilhou diante da Grandeza do Rei, e pela sua fé, o qual creu verdadeiramente que Cristo poderia lhe salvar, e foi recompensado na mesma hora com a oferta da vida eterna.  
Na palavra está escrito que Esaú não achou lugar de arrependimentoainda que com lágrima o buscou, porque o homem, estava morto na maldição do pecado, o Senhor havia colocado anjos vigiando o caminho da árvore da vida, que é justamente paraíso que Cristo ofertou ao homem que estava crucificado ao seu lado, pela sua fé, humildade e arrependimento. E, pelo sangue de Cristo, o homem teve novamente acesso ao perdão e a salvação para a vida eterna.
Na carta aos Romanos 3.20, a palavra afirma que nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei, vem o conhecimento do pecado, fazendo-se necessário que o Senhor Deus oferecesse em oferta, a vida do seu próprio Filho em sacrifício  na cruz, para a remissão dos nossos pecados.
E hoje, pela aspersão do seu sangue, achamos lugar de arrependimento, Cristo levou sobre si o pecado do mundo inteiro (Isaias capítulo 53), abriu a porta do paraíso e nós, sendo inimigos de Deus, fomos reconciliados pela morte do seu filho, e, pelo seu sangue restabeleceu a paz entre Deus e o homem.
CRISTO BATE A PORTA DO SEU CORAÇÃO
Disse Jesus: Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.   Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voznão endureçais os vossos corações, como na provação, no dia da tentação do deserto.
            O Senhor Jesus Cristo, chama para si todas as nossas culpas, angústias e aflições. Porem, quando ouvirdes a sua voz, não endureçais, o vosso coração.  Ele está batendo, abra o seu coração e deixa-O entrar. Não deixe Cristo esperando do lado de fora, não entristeça o Espírito Santo de Deus.
Precisamos de coragem e iniciativa para renunciar as coisas deste mundo e buscar no Senhor a sua vontade. Porque o jugo suave de Jesus são os seus mandamentos, e o fardo leve e a sua graça, o seu perdão e a remissão dos nossos pecados pela aspersão do seu sangue na cruz. Então encontraremos o refrigério, e o verdadeiro descanso para nossa alma.
Necessário é fazer tudo conforme está escrito na palavra do Senhor, não apenas o que nos interessa, mas primar pela porta estreita (Mateus 7.13), por que aquele que guardar toda lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos (Tiago 2.10). Nada aproveita o homem,  honrar o Senhor com os lábios estando com o coração impuro,  fazendo coisas diferente da doutrina que o Mestre ensinou. Indispensável é renunciar tudo, tomar sua cruz e seguir o caminho que o Senhor tem nos ensinado, de outra forma a nossa fé está sendo vã.
 Para alcançarmos a salvação, não basta apenas freqüentar a igreja com periodicidade, participar das festividades e das reuniões solenes, não basta conhecer a palavra de forma didática ou tê-la no seu entendimento material. Para alcançarmos a Glória de Deus é preciso muito mais, é preciso humildade, arrependimento, conversão para que a palavra de Cristo venha a entrar no seu coração. 

A NOVA JERUSALEM

A palavra de Deus revelada a João em Apocalipse 21.1 a 7, relata a visão maravilhosa da cidade santa, a nova Jerusalém, e de um novo céu e uma nova terra, para aqueles que esperam pela vinda de Cristo, porque o primeiro céu e a primeira terra já se passaram e o mar já não existe.

            E o apóstolo João ainda descreve: Ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homenspois com eles habitará, e eles serão o seu povo e o mesmo Deus estará come eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem clamor, nem dor, porque  já as primeiras coisas são passadas.
            E disse Deus: Eis que faço nova todas as coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fieis.
            E disse mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. Quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.
            Quem vencer herdará todas estas coisas; e eu serei o seu Deus e ele será  o meu filho.

As 6 promessas bíblicas de Deus para o seu povo

As 6 promessas bíblicas de Deus para o seu povo 




Por um ato de amor Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,26) para conhecê-LO, servi-LO e venerá-LO.

Após a queda do homem pelo pecado da desobediência a Deus, por amor ao homem Deus fez um plano de salvação pelo qual lhe promete paz e alegria na Terra e felicidade eterna no Reino dos Céus.

"Deus cumpre suas promessas. Ele revelou-se a Israel como aquele que é rico em amor e fidelidade"(Ex 34,6). Nosso Deus "é verdadeiramente um Deus fiel, que guarda a sua aliança e a sua misericórdia para com aqueles que O amam e observam os seus mandamentos"(Dt 7,9). "Sim, Senhor Deus, tuas palavras são verdade"(2Sm 7,28).

Eis, a seguir, algumas das promessas de Deus ao homem, expressas por seus canais: os profetas, o seu santíssimo Filho Jesus e seus apóstolos.

1. As promessas nas alianças: depois da queda, Deus prometeu ao homem a salvação e ofereceu-lhe sua aliança (Gn 3,15; CIC 70);

• Aliança com Noé, depois do dilúvio: "Nenhuma criatura será mais destruída pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a Terra"(Gn 9,9-17);

• Aliança com Abraão: Deus fez Abraão pai de uma multidão de nações(Gn 17,5) e prometeu: "Em ti serão abençoadas todas as nações da Terra"(Gn 12,3);

• Aliança com os filhos de Jacó: "Meu espírito que sobre ti repousa, e minhas palavras que coloquei em tua boca não deixarão teus lábios nem os de teus filhos, nem os de seus descendentes, desde agora e para sempre"(Is 59,21; Rom 11,27);

1. Aliança com Moisés: promessa de libertação e de posse da terra(Êx 3,8);

• Aliança com David: promessa de reino eterno e de numerosa descendência(2Sm 7,5-16);

2. Deus promete não nos desamparar:

• "Não te deixarei nem te desampararei"(Deut 31,6);

• "Eu estarei contigo"(Ex 3,12);

• Deus promete ajudar na nossa conversão:

• "Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo: tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo com que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos"(Ez 36,26-27);

• "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouve a minha voz e abre a porta, cearei com ele e ele comigo"(Ap 3,20)

• Deus nos promete bonança e segurança: "Se seguirdes minhas leis e guardardes os meus preceitos e os praticardes eu vos darei as chuvas nos seus tempos(...) e habitareis em segurança a vossa terra(...). Andarei entre vós: serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo"(Lv 26,3.12);

3. Deus promete nos tratar com piedade: "Não executarei o ardor de minha ira(...) porque sou Deus e não homem"(Os 11,9);

a. aos que O têm no coração Deus permite apreciar toda a sua beleza: "Farei passar diante de ti toda a minha beleza..." (Êx 33,18-19);

b. Deus promete dar-nos o Espírito Santo: "Que o homem de boa vontade receba, gratuitamente, da água da vida"(Ap 22,17);

c. Deus nos promete amor eterno: "Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais meu amor te abandonará"(Is 54,10);

d. Deus nos promete a salvação:

4. "Ao vencedor darei de comer(do fruto) da árvore da vida que se acha no paraíso(...) e o maná escondido"(Ap 2,7.17);

5. "Todo aquele que crê em Jesus terá a vida eterna e ressuscitará no último dia"(Jo 6,39-40);

6. "Voltai-vos para mim e sereis salvos"(Is 45,22);

" Não mais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades"(Hb 10,16-17);

7. "Não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo"(Rom 8,1);

8. "Deus amou tanto o mundo, que enviou o seu Filho único não para condenar o mundo, mas para que o mundo se salve"(Jo 3,16-17);

• "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância"(Jo 10,10);

9. "A promessa é para vocês e seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, nosso Deus, chamar"(At 2,39)

10. Deus promete aliviar nossos sofrimentos:

• "Deus lhes enxugará todas as lágrimas de seus olhos"(Ap 21,4);

"São numerosas as tribulações do justo mas de todas o livra o Senhor"(Sal 33,20);

• "Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele e ele agirá"(Sal 36,5);

• "Põe a tua confiança no Senhor e segue os seus caminhos. Ele te exaltará e possuirás a Terra"(Sal 36,34);

11.Deus promete levantar-nos nas nossas quedas: "O Senhor torna firmes os passos do homem e aprova os seus caminhos. E ainda que caia, não ficará prostrado, porque o Senhor o sustenta pela mão"(Sal 36,23-24);

12.Deus promete nos presentear com o melhor presente: "Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam"(1Co 2,9);

13.Jesus nos promete o reino dos céus e todas as coisas, por acréscimo: "Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas"(Mt 6,31-33);

14.Jesus nos promete a vida eterna: "Eu sou o pão da vida"(Jo 6,35). "Quem come deste pão vive eternamente"(Jo 6,51);

15.Jesus promete alívio para nossas aflições :"Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei...e achareis o repouso para as vossas almas"(Mt 11, 28-30);

16.Jesus promete amar aos que O amam: "Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei, e manifestar-me-ei nele"(Jo 14,21);

17.Jesus promete viver em nós:

• "Se alguém me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada"(Jo 14,23);

• "Eu sou a videira, vós os ramos. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós"(Jo 15,4-5);

18.Jesus promete dar sentido a nossa vida:

• "Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida"(Jo 8,12);

• "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim"(Jo 14,6);

19.Jesus promete nos dar tudo que pedimos a ele: "Se permanecerdes em mim...pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito"(Jo 15,7);

20.Jesus promete ser para nós um verdadeiro pai: "Serei para vós um pai e sereis para mim filhos e filhas"(2Co 6,18);

21.Jesus promete nunca nos abandonar: "Eis que estou convosco todos os dias até o fim dos tempos"(Mt 28,20);

22.Jesus promete voltar para nós: "Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós"(Jo 14,18). "...Hei de ver-vos outra vez e vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará a vossa alegria"(Jo 16,22);

23.Jesus promete nos libertar da escravidão do pecado: "Em verdade vos digo, todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo. Se permanecerdes na minha palavra, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"(Jo 8,32.34);

24.Jesus promete estar presente quando estamos unidos em oração: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles"(Mt 18,19-20);

25.Jesus promete enviar o Espírito Santo para ajudar na nossa aprendizagem: "Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força"(At 1,8); "O Espírito da Verdade ficará eternamente convosco...e vos ensinará todas as coisas"(Jo 14,16.26);

26.No juízo final, Jesus promete o céu aos bons e o inferno aos maus: "Direi aos bons: "vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino..."(Mt 25,34) e aos maus direi: "Afastai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno..."(Mt 25,41)

“E esta é a promessa que ele mesmo nos fez: a vida eterna” (I Jo.2:25)

O nosso Deus, é um Deus de promessas, quando ele fala, ele cumpri, com tudo aqui que ele têm falado, com tudo que ele têm prometido.

(Jr 1:12) “Disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo pela minha palavra para cumprir”.

Se você têm promessas de Deus, aguarde o tempo do Senhor, não seja precipitado e não queira tomar a frente do Senhor, deixa Deus trabalhar, deixa Deus agir.

Nesta mensagem quero falar sobre seis promessas de Deus para a sua vida.
Quais são as promessas de Deus para a sua vida?

Com base na palavra de Deus, que é a nossa regra de fé, o nosso manual de instruções, veremos quais são as seis promessas de Deus.

I. O SENHOR PROMETEU NOS LIVRAR NA HORA DA TENTAÇÃO

(I Co 10:13) “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar”.

Deus ele está sobre a sua vida para te guardar, para te livrar, para te ajudar, se você não está mais aquentando, não está mais suportando, está achando que a luta é grande demais, e você olha para dentro de você, lá no íntimo no profundo do seu coração, e você percebe que você não tem forças necessárias para enfrentar, e suportar as lutas e as tentações que te cercam e batem implacavelmente contra a tua vida, e você acaba entrando em um desespero profundo.

E as vezes você têm falado, têm se queixado, têm procurado um meio e uma forma para poder sair e se desvencilhar desta situação, mais tudo que você tenta fazer é em vão.

Têm hora, que passa pela sua cabeça em fazer alguma besteira na vida, achando que isto vai resolver o seu problema.

Você já chegou no fundo do poço, está na beira de um grande abismo, pare!.. não tome nenhuma decisão. Olha o que o Senhor está falando com você.

Não veio tentação que não fosse humana. Ou seja, todas as lutas, todas as provações, todas as tentações, que vem sobre a nossa vida, têm como suportar e aquentar. Jesus também foi tentado, em todas as áreas, assim como eu e você.

Mais ele suportou, aquentou firme e não pecou e venceu. Então não existe ninguém que possa te ajudar a não ser: “JESUS” somente Jesus têm poder para te ajudar, ele sabe como agir em sua vida.

A única coisa que eu e você, todos nós, temos que fazer: “É COLOCAR A NOSSA VIDA NAS MÃOS DO MESTRE, NAS MÃOS DE JESUS E DEIXAR, QUE ELE VENHA NOS AJUDAR”.

O senhor está falando comigo e com você, que ele é fiel, e não permitirá que sejamos tentados e provados além das nossas forças, e através da tentação, ele providenciará o livramento para você de uma forma que você pode suportar, até que ele te livre por completo, então receba nesta hora, força e virtude para você enfrentar as tentações e os dias difíceis.

Nesta passagem o Senhor está falando que proverá livramento. Isto não significa necessariamente alívio, ou seja, você vai sentir a dor, mas Deus te dará poder e capacidade de você suportar as aflições e as provações.

Então aquenta firme crendo que a qualquer momento, Deus vai te livrar, o Senhor vai te libertar, ele vai te conceder a vitória que você tanto está esperando.

II. O SENHOR PROMETEU SUPRIR TODAS AS NOSSAS NECESSIDADES

(Fl 4:19) ” E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”.

Deus nesta passagem usou o apóstolo Paulo, para nos dizer que ele a de suprir todas as nossas necessidades, veja bem “TODAS” e não somente algumas necessidades, mais todas as tuas necessidades o Senhor vai suprir.

Se está te faltando unção, poder e autoridade, Deus nesta hora começa a suprir a tua necessidade, não é necessário você ficar oco e vazio, porque Deus é riquíssimo em poder e glória, e a glória do Senhor vai descer sobre ti, e você será impactado pelo poder de Deus.

Assim como a glória do Senhor encheu todo o tabernáculo, e todo o templo, o Senhor vai encher a sua vida, o Senhor vai encher a tua alma e todo o teu ser.

Hoje, o Senhor Jesus está derramando o óleo da unção sobre a tua cabeça, e esta unção vai transformar todo o teu ser, Deus vai operar maravilhas em sua vida, e suprirá toda a sua necessidade espiritual.

Mais veja, Paulo continua dizendo neste versículo, que Deus suprirá, em Cristo Jesus:“CADA UMA DE VOSSAS NECESSIDADES” Não sei do que você está precisando agora, não sei se está te faltando alguma coisa, mais uma coisa eu sei, é que Deus vai suprir cada uma de vossa necessidade. Você vai deitar em segurança e não vai sentir falta de nada, sabe por quê?

(Sl 23:1) “Porque O Senhor é o teu pastor e nada te faltará”.

Aqui neste Salmo, Deus está dizendo que o Senhor Jesus, cuida muito bem do seu povo. E quando ele fala que não vai te faltar nada, então nada há de faltar para você, porque ele suprirá.

Confia no Senhor e descansa a tua mente e acalma o teu coração, porque o Senhor cuida de você.

(Sl 37:5,7,25) “Entrega o teu caminho ao senhor, confia nele, e o mais ele fará. Descansa no Senhor e espera nele”.

Já fui moço, e agora sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão “ Se as tuas aflições são tantas, não se preocupe o Senhor te livrará de todas.

(Sl 34:19) “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra”.

(Sl 34.17) “Clamam os justos, e o Senhor os escutas e os livra de todas as suas tribulações”.

(37:17) “Mas os justos, o Senhor o sustém”.

É isto que Deus faz com aquele que crê em seu nome. Não importa a situação que você está vivendo agora, confia no Senhor, espera nele, porque o Senhor não vai te desamparar, ele vai cuidar de você e de toda a sua família, o Senhor te livrará de todas as tribulações e te sustentará com a destra da sua justiça.

III. O SENHOR PROMETEU TE DAR PAZ E SEGURANÇA

(Jo 14:27) “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.

Quero diz para você, que paz você só irá encontrar em Jesus. Nenhum governante desta terra poderá de dar paz.

Os homens não têm condição de oferecer paz, ainda que eles mudem as leis, mesmo assim eles não podem suprir esta necessidade, que o mundo está clamando, o mundo precisa de paz, você precisa de paz, chega de tanta violência, a sociedade, as pessoas já não aquentam mais, o mundo está clamado, as pessoas estão clamando: “Queremos paz e segurança” Mais esta paz e segurança, você não vai encontrar em nenhuma instituição governamental desta terra, pois o nosso sistema são fracos, frágeis e corruptos, prometem, mais não cumprem.

A muitas pessoas sérias nas instituições governamentais e mesmo que coloquem leis para beneficiar a população, mesmo assim são frágeis.

Ou seja, nenhum sistema de governo tem condições de te oferecer paz e segurança. A paz e segurança que os governantes podem te oferecer, é uma paz ilusória, que só fica no papel ou se desfaz em palavras que de nada se aproveitam.

Mesmo quando são assinados tratados de paz, por um motivo ou outro, eles são quebrados.

Jesus disse em (I Ts 5:3) ” Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição”.

Mais eu quero te dizer, que existe esperança para você, que existe um Deus, que pode te oferecer paz e segurança que pode te dar a verdadeira paz e a verdadeira segurança e o seu nome é “JESUS”, somente em Jesus, você encontrará paz e segurança para a sua vida. Se a conflitos dentro da sua casa, a sua alma está angustiada e aflita, o seu lar vive em pé de guerras, a brigas e contendas.

O pai não consegue entender o filho, os filhos não conseguem entender os seus pais, muitos lares estão sendo destruídos porque as pessoas estão buscando nas drogas e nos vícios, uma forma de proteção, achando que isto vão lhes dar paz e segurança, mas encontram apenas alguns momentos de prazer.

Mais tudo isto é em vão, podem até por algumas horas ficarem bem, mais depois, vem a depressão, a dor e um angustia profunda. Isto é uma paz ilusória, não adianta você buscar nestes meios, estes meios são frágeis e te levaram cada vez mais para o fundo do poço, isto está destruindo a sua vida.

Mude de vida, busca no Senhor Jesus a solução, pois para todos que esperam no Senhor ele têm paz para o teu coração.

(Sl.119:165) “Grande paz têm os que amam a tua lei, para eles não há tropeço”. Ou seja se você ama a Jesus e obedece a sua palavra, Deus têm grande paz para a tua vida e não deixará você tropeças.

IV. O SENHOR PROMETEU PERDOAR OS NOSSOS PECADOS

(I Jo 1:9) “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

Quando uma pessoa comete algum delito, algum crime, não importa que tipo de pecado seja este.

Ou seja, podem ser: Calúnia, injúria, fraude, contenda, murmuração, prostituição se ela se arrepender e confessar os seus pecados ao Senhor Jesus, o Senhor perdoará os seus pecados e sarará a tua terra. Ou seja, o Senhor te liberta e te perdoa de todo mal, de toda culpa de toda condenação.

Em (Rm 8:1)“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”.

O que isto significa? Significa, se uma pessoa que era pecadora, e cometeu vários crimes, se ela se arrepender e confessar os seus pecados ao Senhor, Deus ouvirá do céu e perdoará todas as suas iniqüidades.

(Jr 19.20a-22) “A alma que pecar, essa morrerá.

Mas se o perverso, ou seja, (o pecador) se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que ‘reto e justo, certamente viverá; não será morto.

“E de todas as transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela justiça que praticou viverá”.

Deus usando o profeta Jeremias nesta passagem, ele está dizendo que todos os pecadores que se aproximarem dele, e o aceitar como seu salvador pessoal e fizer o que reto e justo, ele perdoará todas as transgressões que esta pessoa cometeu, e não se lembrará mais, de nenhum pecado, pois agora esta pessoa está limpa, e não existe mais nenhuma condenação.

É difícil de entender e compreender, como pode uma pessoal que cometeu crimes bárbaros, quando aceita à Jesus, o Senhor perdoa todos os seus pecados.

Só têm uma forma e uma maneira para entendermos: “Deus veio buscar e salvar, aqueles que estavam perdidos, o seu amor é grande” Quando Jesus estava pendurando na cruz, estavam ali do seu lado dois homens pecadores.

Um olhou para Jesus e disse: “Quando entrares no teu reino lembra-se de mim. Jesus virando para ele disse: hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.

Ainda existe esperança para você. Você que está achando que não existe mais jeito, porque os seus pecados são terríveis, nem tudo está perdido, não importa quão terrível foram os teus pecados, se você se arrepender e não praticá-los mais, ou seja, deixar, Jesus perdoará todos os seus pecados e não se lembrará de nenhum deles, porque o sangue de Jesus tem poder para perdoar todos os seus pecados.

Procure uma igreja, mais próximo da sua casa e aceita a Jesus como seu salvador pessoal.

V. O SENHOR PROMETEU RESPONDER AS NOSSAS ORAÇÕES

(Jo 15.7) “Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito”.

Olha que palavra maravilhosa de Jesus para a sua vida. Ele está dizendo, se você buscar a sua face e a sua presença ele responderá as sua orações.

(Lc 18.41-42) Jesus disse para o cego Bartimeu: O que queres que eu te faça? Então o cego Bartimeu respondeu: “Senhor que eu torne a ver”, disse-lhe Jesus: “Vê a tua fé te salvou” Para o Senhor te ouvir, você tem que buscá-lo de todo o seu coração.

Não perca mais tempo, começa a buscar ao Senhor, ele vai responder ao seu clamor. Se você buscar ao Senhor de todo o seu coração, você vai encontrá-lo. Então o que você está esperando? Começa hoje mesmo, busque ao Senhor, ele vai responder as suas orações.

VI. O SENHOR PROMETEU A VIDA ETERNA

(I Jo 2.25) “E esta é a promessa que ele mesmo nos fez: a vida eterna”.

Para você que não têm esperança, está desiludido da vida, achando que a vida se resume aqui, e que após a morte tudo acabou, e deixaremos de existir, ou voltaremos no corpo de outra pessoa, quero te dizer que não é desta forma, se você assim, a vida não teria nenhum sentido para viver. Em (I Ts 4.13-18)

O apóstolo Paulo estava dizendo aos irmãos de Tessalônica, para eles não serem ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança, ele continua dizendo, que Jesus ressuscitou e que nós também ressuscitaremos e estaremos para todo o sempre com o Senhor.

Portanto, fique firme meu irmão, fica firme minha irmã, fica firme igreja do Senhor. Existe um lugar muito especial onde você vai morar. Jesus disse para os seus discípulos: (Jo 14:1-3) “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.

Pois vou preparar-vos lugar. “E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos recebereis para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também”.

Você vai viver a eternidade ao lado de Jesus para todo sempre. Esta é sem dúvida, a maior promessa que está registrada na bíblia: “A VIDA ETERNA”.

As promessas de Deus, não falham e são eternas. Se você tem promessas de Deus aguarde o tempo do Senhor, não seja precipitado e não queira tomar a frente do Senhor, deixa Deus trabalhar, deixa Deus agir.

Porque o que ele prometeu, ela vai cumprir. Nesta mensagem aprendemos sobre seis promessas de Deus para a nossa vida.

Primeiro: O Senhor prometeu te livrar na hora da tentação, o Senhor prometeu suprir todas as nossas necessidades, o Senhor prometeu te dar paz e segurança, o Senhor prometeu perdoar os nossos pecados, o Senhor prometeu responder as nossas orações, o Senhor prometeu te dar a vida eterna.

Que Deus nos ajude a esperar com paciência no Senhor até o momento de alcançarmos o cumprimento de suas promessas em nome de Jesus, amém!