segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

A queda de uma família de sacerdotes

A queda de uma família de sacerdotes

Eli como sacerdote falhou na educação dos filhos, e isso não somente afetou a sua família, mas toda a nação de Israel. Todavia, se negligenciarmos a educação e a disciplina dos nossos filhos, também pagaremos um alto preço assim como Eli pagou. Logo podemos aprender muitas verdades com a trágica história de Eli.

1- A Queda é um processo.

Em primeiro Samuel capítulo dois, encontramos alguns passos que levaram os filhos de Eli a queda.

Verso 12- Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o Senhor  A palavra Belial vem do hebraico que quer dizer: perverso. Que passou a ser conhecido como filhos do diabo.

Verso 17- Era, pois, mui grande o pecado destes micos perante o Senhor, porquanto eles desprezavam a oferta do Senhor.

Grande era o pecado. Era um pecado tríplice: contra Deus por quebrarem a Sua Lei; contra o templo, por profanarem-no; contra o povo, por privarem-no do perdão divino, conspurcando os sacrifícios de propiação.

Verso 22- Era, porém, Eli já muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que serviam à porta da tenda da congregação.

Verso 25- Entretanto, não ouviram a voz de seu pai, porque o Senhor os queria matar.

2- Deus envia um homem de Deus para alertar Eli.

Verso 30- Agora, diz o Senhor: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos.

Verso 31- Eis que vê dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa do teu pai, para que não haja mais velho nenhum em tua casa.

Verso 34- Ser-te-á por sinal o que sobrevirá a teus dois filhos, a Hofni e Finéas: ambos morrerão no mesmo dia.

E no verso 36, os descendentes de Eli chegaram a mendigar por um emprego no templo, para não morrerem de fome.

3- Deus fala com Samuel numa visão. 1 Samuel 3:13

Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu.


Deus é amor, mas também Ele é justiça. Deus antes de punir sempre dá várias oportunidades, pois seu desejo é que todo homem se converta, e se volte para ele. Mas como sendo um Deus justo, chega um momento em que sua justiça  entra em cena, e o perverso é punido pelos seus atos e escolhas. Hofni e Finéias tiveram muitas oportunidades de mudar de vida, mas permaneceram no pecado até que um dia foi punido pelas suas escolhas erradas.

4- Longe de Deus Israel é vencido pelos inimigos.  1 Samuel 4

Verso 2- Dispuseram-se os filisteus em ordem de batalha, para sair de encontro a Israel: e, travada a peleja, Israel foi derrotado pelos filisteus; e estes mataram, no campo aberto, cerca de quatro mil homens.

Juntaram no arraial os anciãos e o povo e tiveram uma idéia brilhante, levariam a Arca da Aliança com um fetiche ou amuleto para que o Senhor os livrasse das mãos dos inimigos. E assim o fizeram e no meio desta multidão insensata, estavam os dois filhos de Eli com a Arca da Aliança de Deus.

E no verso cinco: Vindo a arca da Aliança do Senhor ao arraial, rompeu todo o Israel em grandes brados, e ressoou a terra.

Barulho muitas vezes não significa a presença de Deus, e foi o que estava acontecendo em Silo, muito barulho sem a presença de Deus. E hoje esse quadro se repete: Muito barulho e alarido e pouca vida com Deus.

O júbilo era tão grande, que os filisteus se atemorizaram, pois eles conheciam a fúria do Deus de Israel quando derrotou o vil faraó no Egito. Mas que triste ironia do destino, Deus encoraja os filisteus a irem para peleja e eles saem vitoriosos, foi grande a derrota, pois foram mortos de Israel trinta mil homens de pé, foi tomada a arca de Deus, e mortos os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias.
Diante dessa tragédia, podemos aprender que quando estamos distante de Deus e de sua vontade. Não adianta fazermos das coisas sagradas um amuleto que nos dará a vitória, pois não funcionará. O tiro saiu pela culatra, quando foram pelejar sem Arca, morreram quatro mil homens, quando levaram a Arca, morreram 30 mil homens. Logo o amuleto, não funcionou. E hoje há muitas pessoas fazendo da bíblia um amuleto e acreditam que a Bíblia aberta no Salmo 23, trará prosperidade, aberta no Salmo 91, toda obra das trevas fugirá. Com Deus não funciona assim, pois Ele dará livramento aqueles que o buscam em espírito e em verdade. Obedecer é melhor que sacrificar.

5-Eis o resumo da queda.  1 Samuel 4

Um homem de Benjamim deixou as fileiras de batalha e foi até Siló levar as más notícias do que havia sucedido. Ao saber que houve grande morticínio entre o povo, e também que os teus dois filhos foram mortos, e a arca de Deus foi tomada, caiu Eli da cadeira para trás e quebrou-se lhe o pescoço, e morreu. Estando sua nora, a mulher de Finéias grávida, e próxima o parto, ouvindo toda essa tragédia, encurvou-se e deu à luz e expirou-se. E nasceu um varão e foi colocado o nome de Icabô, que significa: Foi-se a glória de Israel.


Conclusão: A derrota vem:

1-Quando se confia mais nas coisas criadas do que no criador.

2-Quando tratam levianamente das coisas do Senhor. Levaram a Arca para o campo de batalha, quando o seu lugar era no Santuário.

3-Quando homens ímpios colocam-se a postos no comando e Deus é esquecido. O resultado foi morte de 34.000 mil homens, a perda da arca e a destruição de Siló.


Diante dessa fatídica história, que o Senhor dê graça e sabedoria para educarmos os nossos filhos nos caminhos do Senhor. E se necessário usar a disciplina para que eles não tenham o mesmo fim trágico da família de Eli. O profeta Eli errou, e Deus permitiu que essa história chegasse até nós para não cometermos os mesmos erros. Disciplinar faz parte do processo de educação e é como remédio: Remédio é bom na dose certa.

As Vestes Sacerdotais

 
As Vestes Sacerdotais
 
Entre os diversos assuntos bíblicos que geram muita controvérsia, as vestes sacerdotais e a forma como os sacrifícios eram oferecidos são de especial destaque. Isso porque há muitos pregadores que, para “enfeitar” suas mensagens, utilizam-se de informações contraditórias e infundadas, sem base bíblica. Nesse estudo quero desmistificar esse assunto através de concordância bíblica e histórica, mostrando a verdade para instrução do povo cristão.

Entre as várias invenções sobre esse assunto, uma das mais ouvidas é acerca da corda. Ensinam alguns que o Sumo Sacerdote, na época de entrar no Santo dos Santos para oferecer sacrifícios pelos pecados seus e do povo, corria o risco de ser morto por Deus. Então se amarraria uma corda nele e, caso morresse no Santo dos Santos, seria puxado para fora (pois somente o Sumo Sacerdote podia entrar ali). Estudei vários autores, fui buscar referências em Flávio Josefo (historiador judeu que viveu no primeiro século – de 37 d.C. a 100 d.C.), e não há absolutamente nenhum indício que tal prática seja verdadeira. Portanto, ensinar que o Sumo Sacerdote era preso a uma corda é um invenção que há muito tempo se dissemina no meio cristão.

Outro ponto de especial importância diz respeito aos guizos (sinos ou campainhas) que rodeavam a orla da sobrepeliz (túnica azul arroxeada que ficava por baixo da estola sacerdotal). Eu mesmo, por um tempo, pensei que tais sinos serviam para avisar da morte do Sumo Sacerdote dentro do Santo dos Santos, mas, após ser tocado pelo Espírito, comecei a pesquisar sobre seu real significado, e descobri que estava enganado em minha interpretação. Por isso também publico esse estudo, para que outros que estejam enganados possam corrigir-se enquanto há tempo, a fim de ensinar corretamente o povo santo de Deus.

 Vejamos, em primeiro lugar, os componentes das vestes do Sumo Sacerdote, parte por parte:

1- Calções de Linho, da cintura até os joelhos (“Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; irão dos lombos até as coxas.” Êxodo 28:42);
 
2- Túnica de Linho Fino; Mitra de Linho Fino; Cinto de Linho Fino, obra de bordador (“Também farás túnica de linho fino; também farás uma mitra de linho fino; mas o cinto farás de obra de bordador.” Êxodo 28:39);

3- Tiaras ou Turbantes (“Também farás túnicas aos filhos de Arão, e far-lhes-ás cintos; também lhes farás tiaras, para glória e ornamento.” Êxodo 28:40);

4- Sobrepeliz, cor azul arroxeada, que ficava por baixo da estola sacerdotal, em cuja orla haviam romãs feitas de estofo azul, purpúrea e carmesim, e campainhas de ouro entre as romãs, que soavam quando o Sumo Sacerdote se movia (“Também farás o manto do éfode, todo de azul. E a abertura da cabeça estará no meio dele; esta abertura terá uma borda de obra tecida ao redor; como abertura de cota de malha será, para que não se rompa. E nas suas bordas farás romãs de azul, e de púrpura, e de carmesim, ao redor das suas bordas; e campainhas de ouro no meio delas ao redor. Uma campainha de ouro, e uma romã, outra campainha de ouro, e outra romã, haverá nas bordas do manto ao redor, e estará sobre Arão quando ministrar, para que se ouça o seu sonido, quando entrar no santuário diante do Senhor, e quando sair, para que não morra.” Êxodo 28:31-35);

5- A Estola Sacerdotal era uma vestimenta de linho e fios de ouro, semelhante a um avental, que era composta de duas partes, sem mangas, presas por ombreiras (“E tomarão o ouro, e o azul, e a púrpura, e o carmesim, e o linho fino, e farão o éfode de ouro, e de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido, de obra esmerada. Terá duas ombreiras, que se unam às suas duas pontas, e assim se unirá.” Êxodo 28:5-7);
 
6- O Peitoral do Juízo, o qual nunca poderia se separar da Estola Sacerdotal, media 1 palmo de largura por 1 palmo de comprimento, trazendo sobre si 12 pedras preciosas com o nome de cada tribo de Israel gravada sobre elas. Ficava sobre a Estola, na posição do coração do Sumo Sacerdote (“Farás também o peitoral do juízo de obra esmerada, conforme a obra do éfode o farás; de ouro, de azul, e de púrpura, e de carmesim, e de linho fino torcido o farás. Quadrado e duplo, será de um palmo o seu comprimento, e de um palmo a sua largura. E o encherás de pedras de engaste, com quatro ordens de pedras; a ordem de um sárdio, de um topázio, e de um carbúnculo; esta será a primeira ordem; e a segunda ordem será de uma esmeralda, de uma safira, e de um diamante; e a terceira ordem será de um jacinto, de uma ágata, e de uma ametista; e a quarta ordem será de um berilo, e de um ônix, e de um jaspe; engastadas em ouro serão nos seus engastes. E serão aquelas pedras segundo os nomes dos filhos de Israel, doze segundo os seus nomes; serão esculpidas como selos, cada uma com o seu nome, para as doze tribos. Também farás para o peitoral cadeiazinhas de igual medida, obra trançada de ouro puro. Também farás para o peitoral dois anéis de ouro, e porás os dois anéis nas extremidades do peitoral. Então porás as duas cadeiazinhas de fieira de ouro nos dois anéis, nas extremidades do peitoral; e as duas pontas das duas cadeiazinhas de fieira colocarás nos dois engastes, e as porás nas ombreiras do éfode, na frente dele. Farás também dois anéis de ouro, e os porás nas duas extremidades do peitoral, na sua borda que estiver junto ao éfode por dentro. Farás também dois anéis de ouro, que porás nas duas ombreiras do éfode, abaixo, na frente dele, perto da sua juntura, sobre o cinto de obra esmerada do éfode. E ligarão o peitoral, com os seus anéis, aos anéis do éfode por cima, com um cordão de azul, para que esteja sobre o cinto de obra esmerada do éfode; e nunca se separará o peitoral do éfode. Assim Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no santuário, para memória diante do Senhor continuamente. Também porás no peitoral do juízo Urim e Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar diante do Senhor: assim Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante do Senhor continuamente.” Êxodo 28:15-30).

Essas são as partes principais das roupas do Sumo Sacerdote, enquanto realiza seus afazeres diários. Contudo, quando chegava o dia de apresentar-se a Deus no Santo dos Santos, oferecendo sacrifício pelos seus próprios pecados e também pelos pecados da nação, as roupas descritas acima eram retiradas e trocadas por roupas mais simples, conforme está escrito em Levítico 16:

“E falou o SENHOR a Moisés, depois da morte dos dois filhos de Arão, que morreram quando se chegaram diante do SENHOR. Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque eu aparecerei na nuvem sobre o propiciatório. Com isto Arão entrará no santuário: com um novilho, para expiação do pecado, e um carneiro para holocausto. Vestirá ele a túnica santa de linho, e terá ceroulas de linho sobre a sua carne, e cingir-se-á com um cinto de linho, e se cobrirá com uma mitra de linho; estas são vestes santas; por isso banhará a sua carne na água, e as vestirá.” Levítico 16:1-4.

Se estas eram as roupas para adentrar o véu e as demais vestes eram retiradas, assim também a sobrepeliz com as romãs e campainhas era retirada. Desta maneira, não havia ruído de sinos dentro do Santo dos Santos e, o fictício propósito dos sinos avisarem da morte do Sumo Sacerdote, torna-se sem sentido. Concorda com isso Flávio Josefo, conforme trecho do livro a História dos Hebreus:

O sumo sacerdote não estava sempre revestido desses hábitos, mas usava um menos rico; só o fazia uma vez por ano, quando entrava sozinho no Santo dos Santos; nesse dia celebrava-se um jejum geral.” Flávio Josefo, a História dos Hebreus, página 1342.

Percebam agora a semelhança entre os elementos das vestes do Sumo Sacerdote e Jesus, filho do Deus Bendito, Nosso Sumo Sacerdote:

1- O Sumo Sacerdote tinha que se despir de suas roupas habituais e vestir algo muito mais simples, feita totalmente de linho, e assim apresentar-se diante de Deus. Jesus, ao se apresentar diante de Deus naquela cruz, foi despido de suas vestes habituais, apresentando-se como o próprio sacrifício pelos pecados;

2- O Sumo Sacerdote trazia os nomes das tribos de Israel sobre seu coração, no Peitoral do Juízo. Cristo trouxe nossos nomes sobre o Seu próprio coração e, amando-nos mais do que merecemos e além do que imaginamos, trouxe todos os nossos pecados a juízo, cobrindo o seu preço com sangue;

3- As campainhas ao redor do manto do éfode (sobrepeliz) deviam ser ouvidas sempre que o Sumo Sacerdote se movimentava. Ao entrar e sair do Templo, as campainhas eram o som característico. Segundo o site judaico Chabad (http://www.chabad.org.br/interativo/FAQ/sumoSacerdote.html) as romãs e campainhas têm o seguinte significado: “Um ministro que entra na sala do rei sem aviso está sujeito a pena de morte. Da mesma forma, antes de retirar-se, deve pedir a licença do rei. Os sinos e romãs do manto do sumo sacerdote produziam som. Este som era como se fosse um aviso quando o sumo sacerdote se dirigia e se retirava do local onde trabalhava no Templo”. Agora vemos Jesus, que não usava campainhas em suas roupas, mas ao apresentar-se diante de Deus, clamou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” Lucas 23:34 e, ao retirar-se para a morte, disse: “Está consumado” João 19:30 e “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” Lucas 23:46. Nosso Senhor apresentou-se como Sumo Sacerdote diante do Rei, o Pai, clamando pelo pecador e, ao concluir seu trabalho, consumou a salvação em si mesmo! Muito maior do que o soar de um sino foi a voz de súplicas do Filho de Deus!!!

Vemos, então, que as invenções sobre sinos e cordas não condizem com a realidade. Também não há relatos na Bíblia sobre algum Sumo Sacerdote que houvesse morrido ao entrar no Santo dos Santos. Espero que com este estudo você tenha podido tirar suas dúvidas acerca do tema e possa instruir outros sobre este tópico.

Que Deus os abençoe em Nome de Jesus Cristo!

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Como está a tua visão?

Como está a tua visão?
 
II Rs. 6:17

Introdução
A visão é considerada o mais importante órgão dos sentidos naturais do corpo. Através dela podemos identificar e dimensionar objetos, estimar distâncias, e distinguir cores. Entretanto, embora seja a visão um órgão altamente sofisticado, é limitado em seu alcance à medida que passa o tempo.

Há entretanto, uma outra forma de ver as coisas: através da mente, do pensamento, e da fé. Através da mente e do pensamento podemos ampliar a visão, projetar e realizar as atividades do mundo físico, mas é a fé o meio pelo qual enxergamos as coisas no mundo espiritual. Visão e Fé são inseparáveis.

Em 2 Rs.7:2 encontramos uma ilustração que nos fala exatamente de falta de visão e fé. Diz a Bíblia, que um certo capitão duvidou da palavra do profeta, que havia anunciado que no dia seguinte não haveria mais falta de alimento naquela cidade, pois estavam cercados pelo exército da Síria. Na verdade o oficial do rei foi além de Deus não quer, para Deus não pode. E a profecia realizou-se tal como havia dito o profeta. Como o seu destino ilustra (vv.19-20), um homem duvidoso é aquele sem visão do poder de Deus. Descobrirá que Deus pode, mas para eles será muito tarde !!.

Muitos precisam ver para crer e, nesse caso, os tais nunca conhecerão a Deus, ou experimentarão a sua presença. Em Jo. 20:25,28, podemos ver a mensagem da descrença de Tomé quando seus companheiros avisam de que o Mestre estava vivo.

A prova é que Jesus foi tolerante com ele, se manifestando oito dias após e chamando-o a si disse: “Põe aqui o teu dedo e vê aqui as minhas mãos, chega a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. A dúvida quando nos leva a questões de elucidativas, é necessária e produz efeito positivo para as pessoas. Porem, quando enseja teimosia, é grandemente prejudicial à fé. Nesse sentido, a dúvida pode servir para aprofundar a fé ou para neutralizá-la.

Embora estejamos vivendo num mundo incrédulo e não tenhamos visto a Jesus, nós aceitamos pela fé a palavra de Deus anunciada por suas testemunhas. Então, a capacidade de realizarmos algo para o Reino de Deus está na dimensão da nossa fé e da nossa visão . Se ela possui um alcance limitado, suas realizações estarão condicionadas a esse limite.

No livro do profeta Isaías, no cap. 6:1, isso foi aproximadamente 740 AC , em sua visão , ele viu a glória , a majestade, e a santidade de Deus . Era o seu chamado profético, Deus permitiu sua visão reconhecer a necessidade da sua obra ser realizada na vida do profeta. Para isso ele enxergou cinco tipos de visão:

1 – A SANTIDADE DE DEUS
2 – A GLÓRIA DE DEUS
3 - O PECADO NA VIDA DO PROFETA
4 - A NECESSIDADE DA PURIFICAÇÃO
5 - O SERVIÇO

Diante de tudo isso, Deus quer chamar a nossa atenção para o seguinte fato: O tamanho da nossa fé ,e a amplitude da nossa visão revelam a nossa idade espiritual. É através da nossa idade espiritual ou amadurecimento, é que poderemos reconhecer o que Deus planejou para nossas vidas.

Será que todos nós também temos idade espiritual? É possível sabermos a nossa idade espiritual? Sim, é possível! É através da nossa visão, que podemos dimensionar, identificar, distinguir, ou até estimar a nossa idade espiritual.

Assim como o homem nasce e cresce fisicamente, todos nós também passamos por processos de nascimento e crescimento espiritual. O que nos diz a palavra de Deus acerca dessas coisas?

A Palavra de Deus nos fala de cinco tipos de idade.

1 - Aquele que ainda não nasceu de novo. Jo.3:3

Embora tenha nascido da carne (nascimento natural), Jesus ensina que o homem natural não herdará a vida sobrenatural sem a conversão produzida pelo arrependimento

2 - Filhinhos I Pe.2:2

São os que aceitam Jesus como Salvador e Senhor de suas vidas e têm seus pecados perdoados por causa do nome de Jesus. Mas são como crianças espirituais, necessitam crescer espiritualmente, ser imitadores de Cristo. Se não formos seus imitadores, a quem iremos imitar?

3 - Jovens I Jo. 2:14

Uma de suas características é que são fortes, porque são fortalecidos no Senhor e na força do seu Poder. Como resultado são vitoriosos contra o inimigo.

4 - Os Pais

Suas características são:

a)    A intimidade com Deus, conhecem a Deus e a sua Palavra I Jo.2:14
b)    Como são pais, geram filhos na fé e cuidam deles transmitindo o caráter de Cristo para os mesmos Mt. 20:18

5 - Aqueles que não terão crescimento Espiritual

Características:

a)    Permanecer como filhinhos, pois não alcançam a estatura de Cristo
b)    Devido a falta de intimidade e vivência da Palavra são facilmente vencidos pelo inimigo de nossas almas, pois não conseguiram amadurecer, nem se desenvolver

Para que o campo da nossa visão e da nossa fé se amplie, é necessário a leitura , o apego,o estudo da Palavra, e a oração , como meios de crescimento espiritual.

Ficamos nos lembrando que há obreiros cujo ministério é limitado em expansão e em qualidade. Porque é a visão do Reino de Deus proporcionada pela fé, é que tornará o ministério do obreiro próspero. Muitos possuem dificuldades em formar ministério e patrimônios, até tem uma boa formação evangelística, porém são míopes, tem visão deformada, e são imaturos espiritualmente.

Deus espera que todos sejam adultos no entendimento e possam dar frutos para a eternidade, tendo uma maior intimidade com o Pai , comunhão com os irmãos para que possamos ser mais que vencedores em Cristo Jesus.

O fruto dessas atitudes nos fará aproximar-se de Deus, na certeza de sermos ricamente recompensado na eternidade. Muitas das vezes não conseguimos enxergar, devido a nossa imaturidade espiritual ,e de certo modo já nem lembramos mais de praticar esses frutos. Por exemplo:

- Quando levamos outros ao conhecimento do evangelho, estamos propiciando à salvação e encorajando a um viver honesto e abençoado neste mundo.

- Quando cuidamos dos necessitados, estamos exercitando o dom de repartir e devemos fazê-lo com liberalidade.

- Quando usamos sabiamente os recursos da igreja, estamos exercitando o dom de administrar.

Enfim, tudo o que fazemos para Deus deve estar ao alcance do controle para que sejamos chamados a responsabilidade ou sejamos considerados servos inúteis.

No livro de II Rs. 6: 8-14, há uma lição importante para que possamos tirar proveito e enriquecermos a nossa vida cristã. O rei da Síria acreditou que Deus revelava os seus planos para Eliseu, ele aceitou como verdadeiro o fato de que havia um mundo invisível e sobrenatural, mas mandou prender o profeta. Nem lhe ocorreu que Eliseu sabia as palavras que o rei falava no quarto. Infelizmente este tipo de crente é aquele que pensa que realmente há um mundo invisível do nosso lado, mas ainda assim, procura meios lógicos para encontrar a solução.

Só sabem usar meios naturais para solucionar o espiritual.

Mandou prender Eliseu, cercou a cidade onde Eliseu estava. Enviou centenas de soldados que viajara toda a noite. Armou uma grande estratégia militar, mas seu plano foi de um fracasso. Ficou envergonhado e procurou resolver a situação à sua maneira, porem a solução do problema era espiritual e não físico. Temos que entender que as nossas atitudes devem ser tomadas depois de muita oração, pois nem sempre os caminhos de Deus são a lógica do homem.

Crentes assim, fracassam na vida porque em vez de buscar a Deus e a sua direção, resolvem tudo à sua maneira, “achando” que o caminho da lógica. é o melhor caminho.

Há tipos de pessoas que até acredita em Deus, acredita que há uma solução espiritual, mas não consegue “ enxergar” o quão perto ela está.

Veja o exemplo do servo de Eliseu: vivia com o profeta e testificara muitos milagres, muitas pessoas nos dias atuais estão na mesma situação e tem o mesmo procedimento. Crêem em Deus, mas não conseguem enxergar que Deus está ali. Não conseguem crer que Deus irá livrá-los e ficam apavorados. Pensam como o servo de Eliseu: “Estamos perdidos, estamos mortos. Que adiantou servir a Deus todos esses anos? Ai meu senhor, o que faremos?

Por falta de visão, tomam atitudes desse tipo:

- Não percebem a presença de anjos. Não percebem que os problemas dos homens são só uma oportunidade para que os milagres de Deus.

- Crêem em Deus, mas em um Deus que está distante.

- Crêem num Deus que não deve estar muito preocupado com eles, um Deus que não está vendo a sua situação desesperadora.

- Ficam com medo, pois não tem em seu coração o pensamento que Deus é por nós.

O servo de Eliseu, como muitos estava com os seus olhos espirituais fechados. Há pessoas que quando recebem o diagnóstico médico ficam apavorados, desesperados, querem abandonar a fé. Parece que Deus não sabe o que fazer com os seus problemas, precisam ter os seus olhos abertos para enxergarem que “mais são os que estão conosco do que os que estão com eles”

Eliseu sabia o poder do Deus que tinha. Seus olhos espirituais estavam mais abertos que os físicos. Veja que ele não se preocupou com o exército inimigo, pois estava certo que o seu Deus o livraria daquela situação.

A falta de visão não deixa que vejamos o invisível, saber que o poder está disponível para nós, e também não nos deixa agir com tranqüilidade.

Pela fé e oração Eliseu orou. Não orou por si, mas por aquele que não cria (v.17). O Senhor abriu os olhos do moço, e ele olhou e viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo em redor de Eliseu. Havia mais anjo que soldados armados. Não caberiam mais cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.

Quem tem visão crê na oração. Vê o invisível.

O monte estava cheio. Todo o tempo os anjos estavam lá e Eliseu sabia disso, embora seus olhos naturais não vissem nada. Eliseu era um homem diferente, possuía visão espiritual. Sabia que Deus não o abandonaria, pois cuida e protege aqueles que o amam. Interviria quando necessário e o livraria, pois estava presente olhando tudo. Deus não falharia.

Quem tem visão, tem confiança em Deus e fica tranqüilo diante de qualquer situação difícil.

Para encerrar, quero dizer algo de Deus para a sua vida:

Deus tem o controle de toda a situação. Façamos como Eliseu: ore sem reclamar, fique tranqüilo, sabendo que o Senhor está do teu lado para o que der e vier. Mesmo que pareça que não há saídas, que não há solução, ou que tenha vontade de chorar, desesperar e abandonar tudo, saiba que Deus ainda assim está cuidando de você, mesmo que não veja nada com seus olhos físicos. Deus ordenará aos seus anjos para guardá-lo(a) em todos os seus caminhos . Não desista, fique firme e creia na sua Palavra: “Não temas. Mais são os que estão conosco do que estão com eles”.

Ore bastante, dependa de Deus. Aprenda a ouvir a sua voz, nada nos deixa mais sensível ao mundo espiritual do que o jejum e a oração, e este é o tipo de cristão que Deus quer que você seja:

Uma pessoa com visão, com fé, para enxergar o sobrenatural de Deus na sua vida!

Talvez você esteja se perguntando: Enxergar o quê?

“Enxergar” é presenciar três grandes momentos de Deus:

1 – Ver o perigo que está a nossa volta
2 – Ver a proteção especial de Deus a nosso favor
3 – Ver o grande livramento que Deus nos dá

Que a partir desse instante sua visão possa contemplar todas as ações de Deus, vendo o invisível, o sobrenatural , o espiritual, a glória e o poder de quem sempre cuidou de você!.

Como disse Jesus: não sejas incrédulo, mas crente!!.
Em nome de Jesus.

GRAÇA E CONHECIMENTO andam juntos! (2 Pe 3.18)

GRAÇA E CONHECIMENTO andam juntos! (2 Pe 3.18)

Crescer no conhecimento sem esquecer o poder do Alto.

Antes crescei na graça e conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A Ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”, 2 Pe 3.18. O apóstolo Pedro teve suas dificuldades no início da sua fé em Cristo, e também ao longo dela, como registra o Novo Testamento. Jesus, antes do calvário, chegou a adverti-lo de que Satanás estava a tramar contra os Doze, inclusive ele, Pedro, para arruinar a sua fé. “Disse-lhe também o Senhor: Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos”, Lc 22.31,32. O texto bíblico que abre este artigo mostra-nos que na vida espiritual, do crente mais simples ao líder cristão mais destacado, o elemento basilar é a fé em Cristo, priorizada, mantida, fortalecida, purificada, renovada e, ao mesmo tempo, seguida do conhecimento de Deus.

“Crescei na graça e conhecimento”, diz o texto sagrado. Essa ordem jamais deve ser invertida. Cuidar da nossa fé é cuidar do nosso crescente relacionamento e comunhão com Deus. Estamos falando da fé como elemento da natureza divina, como atributo de Deus (Atos 16: “...a fé que é por Ele...”; Gálatas 5.5: “...pelo Espírito da fé...”).

A fé em Deus, basilar e primacial como é na vida do cristão, deve ser seguida do conhecimento espiritual. “Criado com as palavras da fé e da boa doutrina”, 1 Tm 4.6. Veja também 2 Pedro 1.5, onde o conhecimento deve seguir-se à fé. Fé sem conhecimento, segundo as Escrituras, leva ao descontrole, ao exagero, ao misticismo, ao sectarismo e ao fanatismo final e fatal. Sobre isso adverte-nos o versículo 17, anterior ao que abre o presente artigo, que os leitores farão bem em lê-lo. É oportuno observarmos que o dito versículo remete-nos claramente ao versículo 18, que estamos destacando. “Antes” é um termo conclusivo; refere-se a uma conclusão à qual se chega.

“Antes crescei” – A vida cristã normal deve ser um crescer constante para a maturidade espiritual, como mostra 2 Coríntios 3.18: “Somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” Esse crescimento transformador deve ser homogêneo, uniforme, simétrico; caso contrário virão as anormalidades com suas consequências. Lembremo-nos do testemunho do apóstolo Paulo sobre si mesmo em 1 Coríntios 13.11, e o comparemos com o depoimento bíblico de Atos 9.19-30 e 11.25-30. Um crente sempre imaturo na graça e conhecimento de Deus é também um problema contínuo para ele mesmo, para outros à sua volta e para a sua congregação como um todo. E pior ainda é quando o cristão desavisado cuida apenas de seu conhecimento secular, terreno, humano, social, e também quando cuido do conhecimento bíblico e teológico sem antes e ao mesmo tempo renovar-se no poder do Alto, o poder do Espírito Santo, que nos vem pela imensurável graça de Deus em suas riquezas (Ef 2.7). Tudo mediante Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Crescimento do crente na graça de Deus – A graça de Deus é seu grandioso favor imerecido por todos nós pecadores. Essa maravilhosa graça divina é multiforme e abundante (1Pe 4.10; Ef 2.7). Nosso Deus é “o Deus de toda a graça” (1Pe 5.10). Menosprezar essa inefável graça divina é insultar o Espírito Santo, “o Espírito da graça” (Hb. 10.29). Só haverá crescimento na graça de Deus por parte do crente se este invocá-la, apoderar-se dela pela fé e cultivá-la em sua vida. “Minha graça te basta”, disse o Senhor a Paulo quando este orava por livramento (2 Co 12.8-10).

Crescimento do crente no conhecimento – Esse conhecimento do crente na esfera da salvação, de que nos fala a Escritura, nos vem pelo Espírito Santo (Ef. 1.17, 18; Cl 1.9; 1Co 12.8). Cristo é a fonte e manancial da graça de Deus (Jo. 1.16, 17) e também o alvo do nosso conhecimento (Fp. 1.8,10). O conhecimento de Deus nos vem também pela comunhão com Ele, é óbvio, sendo um meio de usufruirmos mais de Sua graça (2Pe 1.2). Quem está crescendo na graça e no conhecimento de Deus ainda tem muito a crescer. Afirma o texto de João 1.17 “...e graça por graça...”. Se alguém estacionar no desenvolvimento de seu andar com Deus, virá o colapso. É como alguém sabiamente disse: “A verdadeira vida cristã é como andar de bicicleta; se você parar de avançar, você cai!”.

O Senhor Jesus ensinou, dizendo: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, Jo. 8.31,32. Não é, portanto, o conhecimento em si que liberta; ele é um meio provido por Deus para chegarmos à verdade. Há muitos na igreja com vasto conhecimento secular, teológico e bíblico, contudo repletos de dúvidas, interrogações, suposições e enganos quanto a Deus, quanto à salvação, quanto às Sagradas Escrituras etc.

Como pode o crente crescer na graça e no conhecimento de Deus – Primeiro, orando sem cessar (1Ts 5.17; 2Co 12.8, 9; Jr 33.3). A oração é um precioso e eficaz meio de comunhão com Deus. Segundo, lendo e estudando a Bíblia continuamente (At 17.11; 1Pe 2.2; Sl 1.2, 3), e obedecendo a Deus, a partir da Sua Palavra (Sl 119.9. 11; Jo 14.21, 23). E também vivendo de modo agradável a Deus (e não somente em obediência a Deus) (Cl 1.10; 1Jo 3.22); testemunhando de Cristo e de Sua salvação (At 1.8; 5.42); permanecendo na doutrina do Senhor (At 2.42; Rm 6.17; 3Jo vv.3,4); frequentando a Casa de Deus (Hb 10.25; Lc 2.37; Sl 27.4); sendo ativo no serviço do Senhor (Mt 21.28); vivendo continuamente em santidade (Lc 1.75; 2Co 7.1); mantendo-se renovado espiritualmente (2Co 4.17; Ef 5.18) e experimentando a progressiva transformação espiritual pelo Espírito Santo, tendo Ele em nós plena liberdade para isso (2Co 3.18).

Sinais de “meninice” (não-crescimento) espiritual – Os cristãos da igreja de corinto tiveram este problema (1 Co 3.1, 2). Ver também Hebreus 5.12- 14. Crianças, no sentido físico, são fáceis de detectar; no sentido espiritual, também – havendo exceções, é evidente. A criança fala muito, mas não diz nada ou quase nada. A criança, por natureza, é egoísta. Tudo sou “eu” e o todo é “meu”. A criança brinca muito e também “briga” muito. A criança normal dorme muito – e dorme em qualquer lugar! A criança gosta muito de ruído, de barulho, e geralmente no momento e no lugar impróprios para os adultos. Quanto mais barulho, mais a criança gosta! A criança gosta muito de doces (Ler Provérbios 25.16,27 e Levítico 2.11). Doces engordam, mas engordar não é crescer, e nem sempre é sinal de saúde.

A criança é muito sentimentalista. Ela vive pelo que sente. Por coisa mínima, a criança chora, amua-se e some da cena. A criança é muito crédula. Ela não discute nem questiona as coisas da vida em geral. Ela crê em tudo, sem argumentar. Ela aceita praticamente tudo sem averiguar, sem filtrar, sem discutir.

A criança não gosta de disciplina. Ela não gosta de obedecer. Também a criança é fantasiosa. Ela exagera as coisas. Ela cria o seu próprio mundo de fantasia para si e vive esse seu mundo. A criança pequena não tem equilíbrio. Não tem firmeza. Com facilidade, ela tropeça, escorrega, cai e levanta-se. A criança é imitadora. Ela, se puder, imita tudo, inclusive o ato de trabalhar dos adultos, mas tudo imitação, e às vezes machuca-se por isso. A criança, em geral, é fraca; ela não tem a resistência dos adultos. Finalmente, a criança não entende coisas difíceis, coisas de gente grande.

Essas verdades e realidades devem ser aplicadas à nossa vida cristã para vermos se estamos crescendo para a maturidade ou se ainda permanecemos quais criancinhas incipientes e crédulas. O procedimento correto para o crente evitar um colapso na sua vida espiritual é “crescer na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”

10 tipos de crentes

10 tipos de crentes 

Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus a Paz do Senhor!

Estaremos desenvolvendo mais um estudo bíblico; desta feita falaremos de 10 tipos de crentes que passam ou sofre uma ação.

Neste caso o verbo está posto na forma nominal do particípio que sempre tem a terminação, “ado”. Veja em qual dessas qualidades você melhor se identifica!

Em Fp 4.8, Paulo nos mostra um caminho tremendo para a maturidade, tomando como ponto de partida a mente, já que ela comanda o corpo. Nesse verso, o apóstolo exalta a prática de virtudes.

Para ele, são qualidades morais sempre relacionadas, como indicativos da obra regeneradora e transformadora do Espírito Santo na vida do cristão.pessoa vive diferentes fases em sua trajetória: infância, adolescência e vida adulta. Na carreira cristã ocorre o mesmo.

Não é nenhum demérito dizer que alguém ainda é um menino espiritual; o problema é continuar nesse estágio e não prosseguir crescendo.

Seria uma anomalia se um bebê, após quatro ou cinco anos, não apresentasse nenhum tipo de crescimento. No âmbito espiritual, nascemos de novo para crescer; todo ser vivo cresce até a maturidade.

Quando um adulto se comporta como uma criança, sua atitude é considerada inadequada. É assim também nos níveis de crescimento espiritual. Um cristão maduro comportar-se como um menino na fé é algo que beira o ridículo.

O inimigo está trabalhando de forma intensa na mente de cristãos superficiais, transformando-a em verdadeiro campo de batalha, fantasiando coisas e situações, tornando momentos simples do cotidiano de uma igreja em situações de conflito.

Há muitos cristãos que se entristecem com facilidade, parece até que vão à igreja de “mente armada”.

Observando a Igreja hoje, identificamos pelo menos três tipos de cristãos: os contenciosos, os coitadinhos e os que estão amadurecendo. É claro que mesmo estes últimos têm momentos de imaturidade, mas essa não é a regra, e sim a exceção.

Os contenciosos são críticos de palanque, têm quase sempre uma visão turva de situações simples, levam tudo para o lado pessoal, normalmente são radicais quanto ao comportamento de cristãos dentro da igreja, são intolerantes e não admitem que outros errem; isso os leva a uma vida de contendas.

Em geral, os contenciosos são críticos de tudo e de todos, estão sempre à procura de erros, são movidos pelo ciúme, pela inveja, são fundamentalistas, principalmente no que diz respeito a suas convicções. Porque, onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa (Tg 3.16).

Os coitadinhos são aqueles que vivem exigindo atenção, entristecem-se com facilidade, culpam sempre os outros por sua prostração, permanecem desanimados e dependem de elogios. Não raramente escondem uma frustração por não serem bem-sucedidos em alguma área da vida; assim, quando não recebem a atenção que consideram necessárias, ficam pesarosos, não porque foram maltratados, e sim porque não foram exaltados. Querem que o mundo gire em torno de si, querem ser o centro das atenções.

Os que estão amadurecendo ou, como dizem os agricultores, “de vez” (digo assim porque acredito que todos estão sempre amadurecendo), não são super crentes, e sim pessoas comuns que procuram aprender com os próprios erros e fazer de seus fracassos verdadeiros degraus para ir mais adiante ao crescimento em Cristo; procuram a todo custo crescer na Graça e no Conhecimento, dando ênfase às virtudes dos outros e às suas próprias.

1. Conformado?

2. O escritor aos Romanos 12:2 nos advertiu a: “Não nos conformar com este mundo, mas transformarmos pela renovação do nosso entendimento, para que venhamos a experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”

Experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, foi o que aconteceu com Abraão ele creu incondicionalmente e esperou nas bem-aventuranças de Deus. Espere no Senhor, Creia Nele...

2. Deformado

Ao homem Herege, depois de uma ou outra admoestação, evita-o (Tt 3:10)
E Rogo-vos, irmãos que noteis aos que promovem dissensões e escândalos contra a Doutrina que aprendestes desviai-vos deles. (Rm 16-17)

Procure homens e mulheres que são exemplo de vida e se espelhe neles, lembre-se dos heróis da fé...

3. Reformado

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos, e de toda imundícia (Mt 23:27)

Então Paulo lhe disse: Ferirá, parede branqueada! Tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei e, contra a lei, me mandarás ferir? (At 23:3)

Reforma traz mudança e em Cristo temos nossa vida Reformada para fazer a vontade de Deus...

4. Reprovado

Examinai-vos a vós mesmos, se permanecereis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Senão é que já estais reprovados (2 Co 13:5)

Confessam os que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, reprovados para toda boa obra (Tt 1:16)

O principio da vitória diária em Cristo Jesus está no obedecer a Deus...

5. Transformado

Mas todos nós, com a cara descoberta, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (2 Co 3:18)

Aleluia! Como é bom olharmos para nós mesmos e vermos que representamos a glória do Senhor nesta terra. Louve a Deus e de um brado de vitória em Cristo...

6. Consagrado

Rogo-vos, pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. (Romanos 12:1)
Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação (I Ts 4:7)

Peça cotidianamente para que Deus lave suas vestes no Sangue de Cristo Jesus, o Cordeiro Imaculado...

7. Renovado

Não pelas obras da justiça, que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração do Espírito Santo. (Tt 3:5)

Cria em mim, ó Deus um coração puro e renova em mim um espírito reto. (Sl 51:10)
Que oração linda do Salmista e Rei Davi, ore a Deus e reja renovado sempre...

8. Edificado

Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina. No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo do Senhor. No qual também vos juntamente sois edificados para morada de Deus no espírito. (Ef 2:20-22)

Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo (Jd 20)

Cristo é a pedra angular e é nele que devemos estar firmados a cada dia...

9. Aprovado

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (2 Tm 2:15)

Oração e Leitura diária da Bíblia, nos aproxima da vontade de Deus, se você quer que a palavra de Deus mexa com você lhe aconselho a mexer com ela...

10. Conservado

Conservai a vós mesmo na caridade de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. (Jd 21)

E o mesmo Deus de Paz lhe santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. (I Ts 5:23)

• Deus procura homens segundo o seu coração (Sl 89.20-21).

Davi era um homem segundo o coração de Deus.

• Ele cria em Deus desde a sua mocidade.

• Buscava diligentemente a face do Senhor dependendo inteiramente Dele.

• Adorava a Deus com totalidade do seu ser, e instruía a nação de Israel a fazer o mesmo.

• Reconhecia humildemente que Deus era o verdadeiro REI de Israel, e que ele não passava de um representante Dele.

• Deus procura homens cheios de fé

( At 6.4-7. 11.24).

Homens cheios de fé e do Espírito Santo, estão sempre prontos para fazer a obra do Senhor. Todo crente é responsável por fazer o máximo sob a mão de Deus no desenvolvimento e uso de seus dons pessoais.

Os apóstolos mostraram-se bem sensíveis a esse fato, sendo que também entregaram aos outros, as funções que podiam ser realizadas por outras pessoas afins de que tivessem a liberdade de se entregarem ao importantíssimo oficio:

• da oração (O batismo no Espírito Santo, em si, não basta para uma liderança cristã eficaz. Os líderes cristãos devem dedicar-se constantemente à oração e à pregação da Palavra).

• do ensino (homens dedicados ao conhecimento cristão, à pratica de estudo da Palavra de Deus).

• da evangelização (Hoje vemos a falta desta prática, pois nos acomodamos não obedecendo o IDE de Mc 16.15).

• além do governo da igreja

Meus irmãos em Cristo que alcançamos a estatura de varão perfeito, não nos esqueçamos do jejum, oração, leitura bíblica. Esta é a força motriz da Igreja.

Que Deus nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus, amém!

SINAIS DE UM CRISTÃO MADURO

SINAIS DE UM CRISTÃO MADURO 
Deixe-me começar dizendo que não é errado para um novo crente ser imaturo, assim como não é errado para uma criança ser infantil. Infantilidade só é irritante em um adulto. Quando uma criança de quatro anos veste uma capa, uma cueca por sobre a calça, alegando ter visão raio-x, isso é fofo. Quando seu pai faz isso, é preocupante (ou insanidade). Quando você é um crente por muitos anos, porém, a falta de alguns desses indicadores deve ser preocupante. Cristãos maduros possuem estes 5 indicadores…
1 -  Um desejo por alimento sólido.
É bom aproveitar o leite do evangelho em todas as refeições. Mas alguns cristãos orgulham-se de si mesmos por focar apenas no evangelho, esnobando a oferta de doutrinas mais profundas. O amor pela doutrina pode ser adquirido com o passar do tempo, mas ele sempre estará lá em um crente maduro. O autor aos Hebreus repreende seus leitores por causa da relutância em mastigar. Hebreus 5. 11-14: “A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim vos tornastes necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal”.
A refeição de uma criança precisa ir ao liquidificador durante os primeiros meses dela (ou dele). Quando uma pessoa normal de 21 anos pede para a mamãe alimentá-lo com batata amassada, de colher, isso é assustador e disfuncional.
2. Uma impermeabilidade a ofensas pessoais. 
É raro um cristão maduro se sentir ofendido. A ofensa é apropriada ao crente em qualquer ataque à glória de Deus, como quando o zelo pela casa de Deus consumiu Jesus e ele usou um chicote do Indiana Jones na corrupta zona comercial do templo por causa dos animais superfaturados. Mas um cristão maduro não fica pessoalmente ofendido de maneira tão fácil. Eles entendem que quando alguém peca contra eles, há coisas maiores em jogo do que seus próprios direitos pessoais como, por exemplo, a glória de Deus, o relacionamento do outro com Deus, etc. Veja Paulo. Quando ele já não podia atrair uma multidão (estando preso por causa do evangelho e tal…), pregadores rivais estavam “jogando sal” em suas algemas ao pregar o evangelho em competição com Paulo. Ele não se tornou insolente. Muito pelo contrário, ele parecia animado com a notícia de que o evangelho estava sendo pregado. Isso é maturidade! Filipenses 1.15-18: “Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulações às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei”.
3. Uma consciência informada pelas Escrituras, não por opiniões. Quando você é um novo convertido, é natural ter um pêndulo oscilando em aversão a qualquer coisa associada com o seu antigo estilo de vida. 
Isso pode ser saudável. Mas, à medida que vai se tornando mais maduro, você vai criando uma visão mais balanceada sobre liberdade. Se Jesus diz que algo está “ok”, então você não vai ficar chateado quando alguns cristãos aproveitam essa liberdade. Romanos 14.1-3: “Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que de tudo pode comer, mas o débil como legumes; quem come não despreze o que não come, e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu”.
Eu amo vegetarianos – sobra mais carne pra mim. Porém, quando um crente se abstém da liberdade legal pensando que isso torna-o mais aceitável para Deus, isso é um sinal de imaturidade. Quanto mais você cresce no seu entendimento sobre graça, menos você se incomoda quando as pessoas ignoram normas religiosas feitas por homens. Você pode continuar escolhendo se abster, mas sua consciência não é atormentada pelo conhecimento de que outros cristãos participam do que você evita.
4. Uma sensação de humilde surpresa quando usado por Deus no ministério. 
Deus usa pecadores para fazer Seu trabalho por uma boa razão: não há mais ninguém para Ele escolher. Alguns pecadores são usados poderosamente. Um crente maduro sempre vai sentir-se humilde por sua eficácia no ministério de Deus. Frequentemente, no entanto, o mesmo privilégio vai inflar o ego de um crente imaturo. 1 Timóteo 3.6: “Não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo”.
O pressuposto de Paulo é que um novo convertido – que é mais provável de ser imaturo – quando usado no ministério de Deus, não vai possuir a sensação de surpresa e humildade que são sinais de maturidade. Compare isso com a própria atitude de Paulo, de que ele é o principal dos pecadores, usado apenas como meio para mostrar a extensão da misericórdia de Deus (1 Tm 1.15). Ele considerava a si mesmo como improvável e inadequado vaso que foi abençoado por abrigar temporariamente o tesouro inestimável dos dons de Deus (2 Co 4.7).
5. Tendência de dar crédito a Deus pelo crescimento espiritual, não a homens. 
Nosso mundo é uma arena para idolatria. “American Idol” é o nome mais adequado e tributo descaradamente honesto para a nossa cultura de celebridade. Nossos corações são orientados a adular e a adorar. Um crente imaturo luta para quebrar o hábito de idolatrar pessoas. Ele meramente transfere sua adulação pelas celebridades do mundo para celebridades espirituais. Quer seja um pedestal para o seu pastor, ou uma desordenada reverência por João Calvino, ou qualquer outro sintoma, a imaturidade falha em dar a credibilidade devida ao poder de Deus em Seu trabalho. 1 Coríntios 3.4: Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? 5 Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. 6 Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. 7 De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.  Experientes donos de cavalos de corrida têm respeito por bons jóqueis, treinadores, e veterinários, mas todos entendem que o fator principal para uma vitória é o cavalo. Respeitamos bons pregadores, escritores, comentaristas, e mentores espirituais, mas, esperançosamente, nós reconhecemos o real músculo por trás de qualquer vitória no ministério deles. Vá com este pensamento: na minha vida, qualquer imaturidade residual em qualquer uma dessas áreas irá desembocar na minha “caixa de entrada” espiritual. Sou confortado em saber que sou uma obra em progresso e me agarro à Filipenses 1.6: Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus. Amém! Que o nosso Deus lhe edifique!!!

Os quatro tipos de crentes

Os quatro tipos de crentes 
 

O conceito do crente carnal envolve o entendimento de que na igreja existiriam muitos que permanecem em um estágio inferior e primitivo de espiritualidade mantendo um comportamento virtualmente similar ao do incrédulo.

No conceito do "crente carnal", essa divisão tríplice seria:

(1) os incrédulos,

(2) os crentes carnais e

(3) os crentes espirituais.

O incrédulo, dispensa descrição. O crente espiritual seria uma superior categoria de crentes, dissociada do crente carnal - a categoria inferior.

Crente espiritual não representaria, meramente, uma descrição dos salvos por Cristo, uma vez que os "carnais" também o seriam, mas identificaria aqueles que deram o segundo passo de aceitação, em direção a Deus.

Já haviam aceitado a Cristo como Salvador, mas, em um segundo passo e em uma segunda experiência, o aceitam como Senhor.

Essa idéia do "Crente Carnal" procede de uma compreensão superficial das palavras do apóstolo Paulo, em 1 Co 3.1-4, e foi popularizada nas notas de rodapé da famosa Bíblia de Scofield. Infelizmente, essa "doutrina" encontrou abrigo em nosso meio, o que nos impele a esse esclarecimento maior.

Esse último, como espiritual que é (isto é: gerado pelo Espírito Santo), tem a possibilidade de discernir o ensinamento do Espírito e de manter sintonia com o Deus Supremo. Por essa razão, o comportamento específico tratado nos versos iniciais do capítulo 3 - partidarismo e espírito de divisão e dissensão (uns de Paulo, outros de Apolo), eram incompatíveis com a fé professada.

Paulo vê-se, portanto, forçado a dirigir-se a eles como descrentes procurando-os sacudi-los à racionalidade cristã. Como espirituais, tinham que apresentar crescimento. Não podiam permanecer como crianças e exibir carnalidade.

Vejamos agora Os quatro tipos de crentes:

1. o crente natural: É o crente sem o Espírito, que precisa do novo nascimento (Jo 3.1-8);

O crente natural vive na atmosfera da carne. Estuda a Palavra de Deus com o seu raciocínio e não tem experiência com a revelação do Espírito de Deus. Julga que os milagres foram apenas para a época dos apóstolos e que hoje Jesus não os opera mais. Ele não acredita que haja demônios e que tudo o que acontece de bom ou de mal são coisas da vida.

O crente natural não conhece a presença de Jesus. Ele conhece apenas a história de Jesus e o que sobre Ele é ensinado nos sermões. A sua fé se baseia em sabedoria humana e não no poder de Deus (I Co 2: 4, 5).

Ele é mundano porque não conhece o poder transformador do Senhor. Vive na roda dos escarnecedores porque ainda não sente prazer na palavra de Deus. (Sl 1: 1,2). Procura resolver seus problemas através da lógica, do raciocínio, do bom-senso. No seu vocabulário não consta a palavra milagre, maravilha, sinais e prodígios. Ele nem sabe o que isso.

2. O crente carnal e fraco: É o crente-menino em Cristo, que precisa crescer através da recepção do leite da Palavra (1 Co 3.1);

Há crentes com cinco, dez, vinte, trinta anos e mais tempo de vida cristã, que lamentavelmente conhecem tudo isso, mas vivem na carne. Acontece que alguns têm medo de serem chamados de fanáticos.

No domingo são "Crentes", mas, na segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira agem como se Deus não fosse uma realidade para a sua vida e como se Jesus Cristo não tivesse feito nada por ele para levá-lo ao Pai.

É uma pessoa sem amor, sem carinho pelos outros, sem alegria: é macambúzio, triste. É uma pessoa sem paz, não tem paciência, não é gentil, não é bondoso, não é digno de crédito, não é manso e não tem domínio próprio. Citamos as características do fruto do Espírito, em Gálatas 5.22,23. Quando acorda cada dia e todos os dias, tem gosto de segunda-feira cinzenta, cansada na boca.

Mas a Bíblia diz (e glória a Deus!) que existe o crente espiritual: "Mas o que é espiritual discerne bem a tudo, e ele de ninguém é discernido (1Co 2.15)". Os outros não o entendem, porque busca as coisas do Espírito. Para ele a Bíblia tem autoridade, ele a estuda, conhece a Palavra, tem prazer, tem alegria cada dia da semana e leva a sério o Espírito Santo.

Fique certo, meu irmão querido, querida irmã, que Satanás sabe o tipo de crente que você é. Sabe qual é o meu e o seu ponto fraco, e se aproveita disso para nos acusar diante de Deus. Afinal de contas, essa é sua função, não está dito na Bíblia?: "Eu ouvia uma voz que dizia, agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino, e autoridade porque já foi lançado fora o acusador dos nossos irmão" (Ap 12.10).

Há crente carnal que afasta o descrente de Jesus Cristo, e há o crente sal da terra, luz do mundo que atrai à salvação, que leva a Jesus Cristo. Fale a verdade, meu irmão, quantas pessoas você tem trazido a Cristo ultimamente? Pense com seriedade. E quantos se afastaram de Jesus, ou, no mínimo, quantos se afastaram de sua igreja ou de uma organização da igreja por sua culpa?

Uma vida que leva a sério o Espírito Santo distingue-se por um amor profundo à Palavra. Gosta de lê-la, e mais ainda, ama estudá-la.

Veja comigo o perfil do crente fraco

- O crente passeador

Vive de igreja em igreja

Só vem na igreja aos domingos à noite

Às vezes só vem na Santa Ceia

Às vezes períodos mais longos ainda

- O crente desconfiado

Tem medo do pastor

Não confia nos irmãos

Só recebe benção quando vêem os outros recebendo

Tem que ver para crer

- O crente sem graça

o Prevalece a lei do mais forte (egocêntrico, só ele e bom)

Nunca esta contente (não agradece)

Sempre se faz de vitima (para chamar atenção)

Desequilibrado em tudo (ora pré-potente, ora sub-potente)

- E cruel com ele mesmo- não se perdoa

- E cruel com os outros – não perdoa os outros

- Rouba as contribuições, dízimos e ofertas – e diz que é para sobreviver

- Mata os outros – e diz que é pela causa do mestre (com a boca)

- Não se arrepende – não pede perdão

- Não compartilha nada – experiências

- Às vezes não se alimenta, e às vezes se alimenta de mais. (desequilibrado)

- Come qualquer coisa, não toma gosto, se envenena, fica doente (falsos ensinos)

- Não gosta de pagar a comida que come – não coopera.

- Gosta muito de festa de outras igrejas, para comer de graça –(sem orar, cooperar, ou contribuir, ou participar)

- Gosta de ficar do lado de fora, ou neutro – nada de compromisso.

- Da muito trabalho para a igreja - sempre tem problemas dele para se resolver

- Gosta de má companhia

- Gosta de andar as margens da lei do Espírito (é carnal)
- E sempre um estranho na igreja, - chega como se estivesse saído.

Se quiser melhorar esse perfil, mude hoje mesmo comece a freqüentar a EBD, e cultos de ensino.

3. o crente carnal e obstinado: Não é mais um crente-menino, mas é ainda imaturo, um crente que precisa da restauração da comunhão, pela confissão de sua teimosia ou pecado (1 Jo 1.9);

O que vem a ser uma geração, um servo, uma pessoa obstinada?

Quando pensamos no significado da palavra “obstinação”, vemos que a mesma representa “teimosia”, sendo assim, podemos dizer que há gerações, assim como pessoas e servos teimosos.

A obstinação, quando enraizada no coração do ser humano, faz dele uma pessoa rebelde, e o que é pior, inconstante, infiel.

É possível imaginar um servo de Deus, cujo coração se tornara obstinado, teimoso e rebelde?

“…e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus.” (Sl 78.8)

Hoje vivemos tempos em que muitos servos estão à frente de nações, de igrejas, de famílias, servindo com seus corações obstinados, fazendo da missão um lazer pessoal, um brinquedo, agindo como uma criança que se acha dono do seu brinquedo, determinando quem pode brincar com ele.

Que Deus nos livre desse pecado, de sermos pais, líderes servos obstinados, rebeldes, que tenhamos sempre em mente o alerta deixado por Deus em sua Palavra, quando através de Samuel, ele alertou o servo Saul dizendo:

“Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei”.(1 Sm 15.23)

Quando Saul reconheceu sua rebelião e obstinação, era tarde demais.

4. o crente espiritual: É o crente que aceitou o leite e cresceu até chegar a maturidade espiritual, de modo que é forte e capaz de aceitar a carne da Palavra ( 1 Co 2.15;3.2).

5. O CRENTE ESPIRITUAL

O nascimento no Espírito:

“Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3.5).

Nunca poderíamos fazer um diagnóstico do crente carnal, e deixá-lo morrer na sua doença. O falso médico é aquele que mostra a doença, mas não trata do doente para que seja curado, só o remedeia. Jesus não é um médico que apenas veio mostrar a doença, mas curar e salvar totalmente todo doente que crê.

É para chamar os crentes carnais doentes, que Jesus veio. Jesus não veio para os sãos, nem para os justos, mas para os doentes, injustos e pecadores. “Jesus, porém, ouvindo isso, respondeu: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos. Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento”( Mt 9.12-13).

As obras de um carnal e de um espiritual são claramente vistas e manifestas. Assim como o pecado não é algo que fica inativo, mas se manifesta no carnal, assim também os frutos do Espírito são claramente vistos naqueles que nasceram do Espírito.

Leitor, se o pecado ainda tem domínio sobre a tua carne, você ainda é um carnal e está sem conhecer o Salvador, mesmo que seja um crente dedicado. Se o que manifestam em você são os frutos do Espírito, com toda certeza você está convicto do seu novo nascimento e conhece o seu Salvador.

“Quem, Senhor, habitará na tua tenda? quem morará no teu santo monte? Aquele que anda irrepreensivelmente e pratica a justiça, e do coração fala a verdade; que não difama com a sua língua, nem faz o mal ao seu próximo, nem contra ele aceita nenhuma afronta; aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas que honra os que temem ao Senhor; aquele que, embora jure com dano seu, não muda” (Sl15.1-4).

O ministério do Espírito em uma pessoa tem um aspecto pleno, pois, Ele é o que traz a compreensão da Palavra de Deus e as suas promessas: “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus” I Coríntios 2.12.

Muitos crêem que este coração de pedra, que nada mais é do que o velho homem, ainda continua no crente depois do seu novo nascimento. Mas neste versículo de Ezequiel 36.25-27, temos de Deus a clareza de que o coração de pedra é tirado do nosso interior, e é colocado em seu lugar um coração de carne.

Ao contrário do que se pregam em vários púlpitos, Deus não deixa os dois corações, ou os dois cachorros branco e preto, ou as duas naturezas, ou ainda o EU ou Cristo no trono. Ele tira o velho e nos dá um coração totalmente novo, como também nos faz andar em sua vontade, com uma só vida, a vida de Cristo em nós (Gálatas 2.20).

2- Os que são de Cristo crucificaram a carne:

“E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” Gálatas 5.24.

O novo nascimento é a obra que Deus realizou no sacrifício de Cristo, tirando de nós a nossa natureza carnal e pecadora que nascemos com ela herdadas de Adão, colocando em Cristo naquele madeiro; dando-nos da Sua natureza divina, espiritual e incorruptível pela ressurreição de Jesus dentre os mortos, e que agora é gerado em nós pela Palavra de Deus e pelo Espírito Santo: “Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus...

E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna” João 3.5; 14-15. “...sendo de novo gerados, não de semente corruptível (pela semente do homem), mas de incorruptível (pela divina semente de Deus (I Jo 3.9) pela palavra de Deus, a qual vive e permanece para sempre”( I Pe 1.23).

“Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”( Tg 1.18).

3 - A libertação plena do pecado:

“Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça”( Rm 6.17-18).

Nesta passagem das Escrituras, o apóstolo Paulo fala daqueles que no passado foram escravos do pecado, mas agora conhecendo e crendo na verdade da sua morte e ressurreição juntamente com Cristo, obedecem de coração à doutrina, isto é, ao ensino desta verdade da Palavra de Deus, e a experimentam.

Consideram-se mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus. Crêem que morreram com Cristo, portanto, estão vivendo com Cristo. Com isto, foram libertos do pecado, e estão servindo à justiça (Rm 6.8-11).

Conosco não há diferença; o Senhor permite algumas investidas do inimigo sobre nós, não com o intuito de sermos derrotados, mas para sermos exercitados, disciplinados, ensinados e plenamente vitoriosos. O Senhor concede esta luta para que possamos experimentar com aqueles que são santos a vitória sobre Satanás: “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte” (Ap 12.11).

Estes são os vencedores que irão Reinar juntamente com Cristo. Aleluia! É do Senhor que vem o livramento, por isso, todo aquele que nasceu de novo, anda pela fé do Filho de Deus, que é a sua vida, e que o amou, e a si mesmo se entregou (Gálatas 2.20): “também sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar para o dia do juízo os injustos, que já estão sendo castigados” (2 Pedro 2.9).

4 - Cristo a nossa vida:
“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando “Cristo que é a vossa vida se manifestar, então vós vos manifestareis com Ele em glória” Colossenses 3.3-4.

Pudemos ver anteriormente, que Deus fez uma obra completa de libertação por nós em Cristo Jesus, e não precisamos mais andar como escravos do pecado, nem mesmo sermos derrotados pelo diabo, mas livres para crescermos em santidade. Este é o ponto que queremos atentar neste capítulo.

Apesar de estarmos em Cristo, Deus agora tem para nós uma vida cada vez maior de santidade. Esta santidade é para igualar-se a Sua Santidade, pois, Ele diz: “mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”( I Pe 1.15-16). Aqui Deus fala de ser santo em todo o nosso procedimento, e é aqui que resume toda a nossa necessidade como novas criaturas.

No novo nascimento, Deus muda nosso coração e nosso espírito, e coloca dentro em nós o Seu Espírito, e então nos faz andar nos seus estatutos, nas suas ordenanças e as observar (Ez 36.26-27). Em Cristo, tudo se faz novo, e a partir da regeneração, passamos a andar em novidade de vida I Co 5.17; Rm 6.4).

Estamos livres do pecado, e apesar de sermos crianças em Cristo, estamos guardados por Deus, e podemos caminhar para a perfeição. A perfeição é o estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo (Ef 4.13). Para Deus não existe aperfeiçoamento no pecado. O pecador precisa ser feito santo pelo lavar da regeneração (Tt 3.5), para depois ser santificado.

Aquele que está em Cristo, é uma nova criatura, é um novo homem, as coisas velhas já passaram, não existem mais, tudo agora é novo. Tudo o que diz respeito ao velho homem, não existe mais, está morto, deve ser despojado. Eis que tudo, absolutamente tudo se fez novo ( Co 5.17).

A velha criatura é o espelho de Adão, a nova criatura é o espelho de Cristo. Tudo o que é de Adão, ficou em Jesus naquela cruz. Ele foi o último Adão (I Co 15.45). Agora tudo o que passamos a experimentar e conhecer pela nova vida são de Cristo, do novo homem (Ef 2.15): “pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” Cl 3.9-10.

Todo aquele que nasceu do Espírito, anda assim, e não haverá mais condenação. Isto é o que a Palavra de Deus chama de andar no Espírito e não mais na carne: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.

Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” Romanos 8.1-2. Jesus é o Espírito e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. Se Jesus é a sua vida, você já goza a libertação do pecado, e a cada dia está sendo transformado por Ele na Sua Imagem: “Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.

Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” 2 Co 3.17-18.

Você ainda poderá dizer: - Como poderei saber que Jesus é a minha vida? É muito simples. Se o pecado te domina, você ainda é um carnal, e só conhece a Jesus de ouvir falar: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum.

Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?” Romanos 6.1-2. “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade; mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado” I João 1.4-6.

Jó também era um crente carnal, e só conhecia Deus de ouvir falar. Mas ele recebeu esta graça, e pôde ver o Senhor, e conhecer a libertação que Ele proporciona (Jó 42.1-6).

5 - A perseverança dos santos:

“e farei com eles um pacto eterno de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor no seu coração para que nunca se apartem de mim” Jr 32.40.

Talvez fosse bom falar primeiro, o que significa perseverança. Perseverança é o ato de permanecer firme e constante, e jamais cair ou voltar atrás. Ou como usam as igrejas: desviar-se ou cair da fé.

Quando alguém pensa que a perseverança está na sua própria capacidade, logo ele concluirá que é possível cair. Quando olhamos para a graça de Deus, ficamos tranqüilos sabendo que jamais pereceremos. Somente Deus aqui tem o poder de manter em pé ou deixar cair. Em Cristo, estamos firmados na rocha: “Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio SENHOR ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar” (Rm 14.4).

Deus é fiel, a sua saída como a alva é certa. Nem um j ou um til cairá da Sua Palavra sem que tudo se cumpra, porque Ele mesmo vela pela Sua Palavra para a cumprir (Jr 1.12). Tudo o que Deus prometeu, Ele cumprirá, nenhuma de Suas Palavras cairá por terra: “Ó Senhor, Deus dos exércitos, quem é poderoso como tu, Senhor, com a tua fidelidade ao redor de ti? Os céus louvarão as tuas maravilhas, ó Senhor, e a tua fidelidade na assembléia dos santos” Salmos 89.8, 5.

"Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram" Josué 23.14.

A fidelidade de Deus é mais uma segurança real do crente espiritual para a sua perseverança.

É através dela que encontramos uma âncora segura e firme. Num grande navio, é a âncora que o mantém fixo sobre as águas. Nesta nova vida, a garantia desta estabilidade, firmeza e segurança na perseverança, também está na Fidelidade de Deus: "assim que, querendo Deus mostrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu conselho, se interpôs com juramento; para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos poderosa consolação, nós, os que nos refugiamos em lançar mão da esperança proposta; a qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu” Hebreus 6.17-19.

Se você não creu no que vimos na Palavra de Deus nos capítulos anteriores deste livro, nunca você poderá crer nesta perseverança.

Mas se o Senhor pela Sua misericórdia e graça, tem-lhe feito crer na Sua Palavra, você jamais duvidará que esta perseverança esteja garantida por Ele, e pelo Espírito de Cristo que vive em nós.

Como os filhos de Deus são guiados pelo Espírito de Deus, e este Espírito foi enviado para nos guiar a toda a verdade, cada dia que passa a segurança e a confiança neste Seu poder, no Seu amor, na Sua fidelidade, e nas Suas promessas feitas a Jesus, tornam-se um motivo de louvor e confissão, pois, assim nos ensina as Escrituras quando diz: “retenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porque fiel é aquele que fez a promessa” (Hb 10.23).

"E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual foram selados para o dia da redenção" (Ef 4.30).

Um crente espiritual persevera porque Deus mudou o seu coração, deu-lhe um só caminho, e ainda colocou dentre dele o Espírito de Cristo para guardá-lo de tropeçar (Jd 24). Também Deus colocou neste coração novo, o Seu temor, para que nunca se apartem dEle: "... e farei com eles um pacto eterno de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim" Jeremias 32.40.

A Palavra também é impressa no coração e no entendimento de todo aquele que nasceu de novo (Hb 8.10). O crente espiritual não tem desejo de pecar contra Deus, porque a divina semente que é Jesus permanece nEle (I João 3.9). “Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti”( Sl 119.11).

Um crente espiritual, livre do poder do pecado, se torna um servo da justiça. Este novo coração, e a vida santa do Filho de Deus nele fazem que tenha nojo da sua vida passada no pecado: “E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis... Então vos lembrareis dos vossos maus caminhos, e dos vossos feitos, que não foram bons; e tereis nojo em vós mesmos das vossas iniqüidades e das vossas abominações”( Jr 36.31).

Agora o seu desejo é só o conhecimento de Cristo e a sua santificação: “E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça... Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna” (Rm 6.22).

Quando o Senhor torna-se o nosso refúgio, e o Altíssimo a nossa habitação, com toda a certeza, não cairemos no laço do passarinheiro e na peste perniciosa, porque Ele nos cobre com as suas asas, e a Sua verdade, passa a ser para nós um escudo e broquel.

Nem os terrores da noite, nem as setas que voam de dia, nem mesmo a mortandade que assola ao meio-dia poderão mais nos amedrontar (Salmos 91.1-9). Certamente que a bondade e a misericórdia do Senhor nos seguirão todos os dias da nossa vida, e habitaremos na casa do Senhor por longos dias (Sl 23.5).

Se você duvida, é certo que não receberá do Senhor coisa alguma (Tiago 1.7). Para o que crê, Deus continua a mostrar as suas promessas para esta perseverança necessária quando diz: “... tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus”( Fp 1.6).

“E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer”( I Pe 5.10). “...

O qual também vos confirmará até o fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor” (I Co 1.8-9).

Jesus ainda nos traz mais segurança e confiança quando diz: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão.
Meu Pai, que, mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.27-30).

Na boca de Jesus, a palavra “jamais” tem o sentido de eternidade, isto é, uma vez nascidos de novo, não perecerão eternamente.

Os crentes espirituais foram salvos pela graça de Deus, e estão sendo sustentados pela mesma graça. Confiam que a mesma graça os levará são e salvos deste mundo, para o novo céu e a nova terra. Felizes, crêem que nada, absolutamente nada, poderá separar-lhes do amor de Deus que está em Cristo Jesus o Senhor.

Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra coisa poderá lhes separar deste amor (Rm 8.38-39).

Ele novamente nos lembra: “Mas Israel será salvo pelo Senhor, com uma salvação eterna; pelo que não sereis jamais envergonhados nem confundidos em toda a eternidade” (Is 45.17). “Confiai sempre no Senhor; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna”( Is 26.4). Quem nele crê não será confundido (Rm 10.11).

CONCLUSÃO

“Perguntaram-lhe, pois: Que havemos de fazer para praticarmos as obras de Deus?
Jesus lhes respondeu: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou”( Jo 6.28-29).

Ninguém pode dizer que é um crente, crendo parcialmente na Palavra de Deus. O que se espera de alguém que se diz crente, é pelo menos crer na Palavra de Deus. Creia na Palavra como ela está escrita. Se você o fizer, Jesus disse que do seu interior correrão rios de água viva (Jo 7.38).

Creia no Seu amor, na Sua graça, na Sua fidelidade, nas Suas promessas, e no Seu poder, pois Ele mesmo diz: “Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.

Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma” (Hb 10.38-39). Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo, por isso, Ele ainda lhe fala: “Irei, e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles aflitos, ansiosamente me buscarão”( Os 5.15).

Se você tem sede, vá a ele e beba de graça da fonte da água da vida. Deixe a sua insensatez e viva. Vá a Ele, você que está cansado e oprimido, que Ele te aliviará. Tome o Seu jugo, aprenda dEle, porque Ele é manso e humilde de coração, e você achará descanso para a sua alma. Porque o seu jugo é suave, e o Seu fardo verdadeiramente é leve. Deus tem estendido as Suas mãos todos os dias, apesar de você ser rebelde e contradizente

. As Suas mãos não estão encolhidas para que não possa salvar. Nem os seus ouvidos tapados para que não possa ouvir.

Se você tem sede, creia e beba da fonte da água da vida. Se você não tem como pagar a sua dívida, e não pode porque é caríssima, creia e participe da grande ceia, receba, pois é de graça. Incline os seus ouvidos, e ouça a Ele; atente à Sua voz e a tua alma viverá, porque Ele fará contigo um pacto perpétuo, dando-lhe as firmes beneficências prometidas a Davi.

Deixe o seu caminho ímpio, os seus malignos pensamentos, e volte-se para o Senhor, que se compadecerá de ti; volte-se para o seu Deus, porque é riquíssimo em perdoar. Busque o Senhor enquanto se pode achar, invoque-o enquanto está perto.

O pão já está lançado sobre as águas, e espero em Deus que depois de muitos dias o acharei, mas todo o louvor e toda a glória sejam dados ao Senhor. Nós não temos capacidade nem de pensar alguma coisa como de nós mesmos. Se você considera o testemunho dos homens verdadeiro, o testemunho de Deus é maior. Seja antes todo homem mentiroso e Deus verdadeiro como está escrito. Saiba também que ainda que alguns fossem infiéis, Deus permanece fiel.

De acordo com a Palavra de Deus há crentes maduros, espirituais (pneumátikós) (Ef 5.18), cuja vida está rendida ao Senhor, na qual se reflete e expressa o fruto do Espírito.

" 22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. " (Gl. 5:22.23).

A vontade do crente espiritual está sujeita à vontade de Deus, porque seu espírito está intimamente unido ao Espírito de Deus.

O cristão cujo homem interior tenha sido fortalecido e está Cristo habitando pela fé em seu coração, sabe por experiência o que é ser cheio de toda a plenitude de Deus; chega a se aprofundar até compreender que só na perfeita expressão da unidade do Corpo de Cristo é que se pode entender como é grande o nosso Deus, Seus propósitos, Seu amor e Sua misericórdia para conosco. Só o cristão espiritual chega a ser um vencedor.

Como determinar a maturidade espiritual de um crente? Para que haja espiritualidade deve haver disposição no crente; a espiritualidade não se adquire por inércia.

A maturidade espiritual sempre se determina pela disposição de sacrificar nossos próprios desejos, interesses e comodidades, em prol do reino dos céus e dos interesses do Senhor e dos demais irmãos, e essa disposição de sacrifício se traduz em que se deve pagar um preço, como as virgens prudentes.

Que Deus nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus. Amém!