quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

No mundo, mas não do mundo

No mundo, mas não do mundo

Texto base: João 17.1-19 

Introdução

O cristão está no mundo. Jesus intercedeu por sua igreja pedindo ao Pai que não nos tirasse do mundo. Estamos inseridos neste contexto de coisas trazidas à existência por obra do Criador, somos homens e mulheres criados conforme a imagem de Deus e com a tarefa de estabelecer relacionamentos e interagir biblicamente com o mundo à nossa volta. Mas como fazer isso de modo que Deus seja glorificado? Como evitar que nossa vida se torne mundana, secularizada?
Neste trimestre,[1] nosso assunto é o cristão e a cultura. Somos cidadãos dos céus, mas com a responsabilidade de trazer luz a este mundo, cujos valores se distanciam do que agrada a Deus.

I. O grande problema

A igreja evangélica tem se esforçado para ser relevante como sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-14), mas geralmente tem adotado dois extremos perigosos: (1) Tornar-se um gueto, um grupo isolado, somente voltado para os exercícios religiosos, inoperante e irrelevante para a sociedade, uma luz que não brilha; (2) Firmar um diálogo aberto com o mundo, tanto empenhando-se em aprender o idioma do mundo que perde sua própria essência. Portanto, é urgente discutir a questão biblicamente a fim de adotarmos uma postura equilibrada, que esclareça os crentes sobre qual é a atitude correta em relação à cultura.
O fundador do departamento de História da Universidade Livre de Amsterdã, professor Rookmaaker, com precisão argumentou sobre um desses extremos, o qual envolve a prática do que ele chama de espiritualidade fantasmagórica. Segundo Rookmaaker, muitos cristãos, com frequência, acreditam que é suficiente pregar o evangelho e fazer caridade. Ao se concentrarem em salvar almas, esquecem que Deus é o Deus da vida e que a Bíblia ensina como as pessoas devem viver e como devem lidar com o mundo, a criação de Deus. O resultado é que, apesar de muitas pessoas terem se tornado cristãs, o mundo se tornou totalmente secularizado – um lugar em que a influência cristã é praticamente nula.
Do outro lado, temos um movimento de igrejas que tentam competir com o mundo, no qual o evangelho tem sido transformado em entretenimento e pastores se esforçam para serem descolados, tão bacanas quanto celebridades televisivas, desenvolvendo imitações “cristãs” de tudo o que existe na cultura popular. Algumas igrejas se orgulham justamente por copiarem o mundo ao redor. 

II. O “mundo” nas Escrituras

A confusão, em parte, ocorre pela dificuldade de entender como a Bíblia define o mundo e como devemos nos relacionar com ele. Por vezes a palavra “mundo” é empregada como o resultado final da criação do universo; às vezes, no sentido de o planeta Terra; outras vezes, como um conjunto de ideias e comportamentos que acendem a ira justa de Deus e o entristecem. 
A. Um mundo bom
“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Deus trouxe todas as coisas à existência por meio da sua palavra. Mas o Criador não apenas ordenou que tudo viesse a existir, ele também determinou que certas atividades fossem realizadas (Gn 1.26-28). Ainda “faltava” algo. Alguns elementos e atividades estavam por existir, e Deus resolver cumprir seu propósito por meio da ação do ser humano. Por exemplo: Adão e Eva ainda não tinham filhos e a terra não estava povoada. Deus poderia ter criado um grande número de pessoas, mas cumpriu seu propósito abençoando o primeiro casal com fecundidade e ordenando que se multiplicassem. Outras árvores (além das criadas por Deus) deveriam ser plantadas a partir daquelas cujos frutos produziam sementes, e animais deveriam ser cuidados com vista à manutenção da vida do homem (Gn 1.29-30). Deus ordenou o estabelecimento das culturas agrícola e pecuária. E “viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn 1.31).
Havia uma infinidade de potencialidades que deveriam ser desenvolvidas pelos seres humanos. A ordem de povoar a terra não traz consigo a ideia da criação de habitações e a responsabilidade de organização social? Por isso não é nenhum exagero pensar que “as ordens de Deus também se estendem às estruturas da sociedade, ao mundo das artes, dos negócios e do comércio” (A Criação Restaurada, Albert M. Wolters, Cultura Cristã). No entanto, o pecado entrou em cena e trouxe permanentes consequências (Gn 3), mas sem, contudo, apagar a beleza de Deus impressa em tudo o que ele criou.
No livro de Jó, encontramos uma seção (cap. 38–41) que não apenas exalta a pessoa de Deus como o Criador, mas também deixa claro o prazer dele nas obras de suas mãos. Cornelius Plantinga faz um empolgante comentário sobre essa seção: “Esses capítulos repletos de teor poético não nos ensinam zoologia, mas nos transmitem uma coisa importante: eles nos ensinam que Deus ama a sua criação. Deus celebra a sua criação. Deus até brinca com a sua criação” (O crente no mundo de Deus, Cultura Cristã).
Essa perspectiva ecoa nos escritos do Novo Testamento. Quando João fala “no princípio era o Verbo”, certamente usou a expressão “no princípio” apontando para Gênesis 1.1, reafirmado, assim, que o mundo foi criado por Deus. O apóstolo Paulo fala dessa verdade (At 17; Cl 1.16,17), e o autor da Carta aos Hebreus também diz que pela fé entendemos que Deus criou todas as coisas (Hb 11.3). 
B. O mundo corrompido
A Bíblia ensina que este mesmo mundo criado por Deus está sob a maldição do pecado, que afetou toda a realidade criada. De acordo com o Evangelho de João, por exemplo, “o mundo inteiro jaz no maligno” (1Jo 5.19) e está sujeito ao dominador deste mundo, Satanás (Jo 14.30; 16.11), que é o “deus deste século” (2Co 4.4). O mundo não conhece a Deus nem aos filhos de Deus (1Co 1.21; Jo 17.25; 1Jo 3.1,13). Na verdade, odeia os filhos de Deus (Jo 15.18-19; 17.14). Então, os seguidores de Cristo devem se opor às manifestações de pecado existentes neste mundo e vencê-las pela fé (1Jo 2.15-17; 5.4).
O texto de 2Coríntios 4.4 afirma: “… o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” Paulo ensina, assim, que Satanás é deus deste mundo apenas no sentido de que ele está sendo servido como se fosse Deus. Satanás, o príncipe do mundo (Jo 14.30), não está no controle de todas as coisas, mas é um agente importante na produção de uma cultura marcada pela cegueira espiritual.
Eis aqui outro ponto importante. Os seres humanos que rejeitam o senhorio de Deus são agentes culturais cegados pelo próprio pecado e pela ação de Satanás, mas continuam agindo e produzindo cultura e, por mais que tenham em mente difamar o Criador, continuam a usufruir das bênçãos divinas: a vida, a inteligência, a criatividade, o ar, o sol, etc., ou seja, continuam sempre dependentes de Deus, ainda que produzindo um ambiente hostil aos filhos de Deus.
Na oração sacerdotal, Jesus intercede por todos os seus, pedindo que não sejam tirados desta realidade criada, mas libertos do mal (Jo 17.14-16). Continuamos aqui na Terra, mesmo tendo, em Cristo, uma nova natureza, porque temos uma missão: ser sal e luz. 
C. O mundo sendo redimido
O universo trazido à existência pelas mãos do Criador, mas agora manchado pelo pecado, pode ser reparado, restaurado. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.19). Cristo é a luz do mundo (Jo 1.12) e é também seu Salvador (Jo 4.14). Afinal, Deus continua soberano, a beleza de seus atos ainda pode ser vista (Sl 19; Rm 1.18-21). Cornelius Plantinga tenta exemplificar essas questões nos seguintes termos: “Do mesmo modo que um violino Stradivarius que esteja danificado, batido, mal consertado, desafinado, pode ser ainda inconfundível ao olhar e aos ouvidos bem treinados, tudo o que foi feito por Deus retém pelo menos parte da sua bondade e da sua promessa”. Jesus veio para nos mostrar que somente nele podemos ter a esperança de o mundo voltar a soar harmoniosamente.
Ainda na oração sacerdotal, Jesus (Jo 17.17-18), após pedir que os seus discípulos fossem santificados na verdade, anuncia que eles agora teriam uma missão no mundo: “Assim como o Pai enviou seu Filho ao mundo para salvar pecadores, assim Cristo enviou os apóstolos para darem continuidade a essa obra” (Bíblia de Estudo de Genebra). A igreja é o povo que deve dar continuidade ao que Cristo iniciou. A igreja deve ser um oásis no meio do deserto. 

III. Dualismo

A visão de mundo dualista é uma maneira de tentar entender a realidade à nossa volta. Parte do princípio da existência de uma tensão (conflito) de opostos em equilíbrio de forças: o bem e o mal, as trevas e a luz, o yin e o yang da cultura oriental, o corpóreo e o espiritual. O dualismo enxerga o mundo na coexistência de dois poderes, o bem disputando contra o mal. Quando esse conceito é aplicado ao cristianismo, cria-se a ideia errada de Deus lutando para tentar vencer o diabo. E assim se enxerga uma divisão entre aquilo que é santo (de Deus) e o que é profano (do diabo).
Todavia, não é isso o que a Bíblia ensina. Na verdade, Deus criou todas as coisas e, mesmo com a ação do pecado e a ação real e mortal de Satanás, o mundo permanece sob o domínio soberano de Deus. Um exemplo evidente disso está no início do livro de Jó: o diabo aflige a vida de Jó dentro dos limites estabelecidos e permitidos por Deus (Jó 1.12). Nos Evangelhos, os demônios reconhecem a autoridade de Jesus e são expulsos pelo poder de Cristo, o Filho do Homem (Mt 8.16,28-32; Mc 1.32-34). Nenhum pardal cai ao chão sem a permissão divina (Mt 10.29-30), pois não apenas a vida, mas até a constante ação da gravidade é manifestação do seu domínio perene. Portanto, o mundo não está sendo disputado em uma queda de braço.
A Igreja, no período medieval, distanciou-se da visão bíblica e abraçou a forma dualista de ver e entender o mundo. Como resultado, passou a enxergar o mundo em basicamente dois compartimentos distintos: o reino espiritual de Deus (as orações, a vida monástica, o serviço à igreja, as manifestações de devoção religiosa) em oposição ao reino deste mundo natural. Naquele período, por exemplo, o único meio de um pintor talentoso ganhar a vida era estando a serviço da igreja; as pinturas quase sempre possuíam temas religiosos, com a intenção de inspirar devoção e ensinar uma lição moral ou espiritual.
A Reforma Protestante buscou purificar a igreja e livrá-la desse erro doutrinário. Para os reformadores, o natural era tão santo quanto o espiritual, e a obra do Pai na criação era considerada tão magnífica e cheia de significado quanto a obra do Filho na redenção. A partir da Escritura, eles compreenderam que Jesus é o redentor cósmico, o único por meio de quem todas as coisas eram restauradas ao Pai (Cl 1.20).
A salvação em Cristo não tem apenas implicações para a glória futura, tem também alegrias e consequências aqui e agora, implicações para a vida presente do crente. A vida de santidade se desenvolve no relacionamento do crente com este mundo: nas tentações que são superadas, na tarefa de evangelização, na integralidade da vida do lar, na busca pela excelência profissional e estudantil, assim como na leitura da Palavra e na vida de oração. Jesus salvou (transformou) os agentes culturais e espera-se, portanto, que a cultura também seja transformada.

Conclusão

Realmente existe uma batalha ocorrendo na Terra, onde Satanás tenta confundir os crentes ou diminuir a confiança de que Cristo é suficiente para nossa salvação. Em outras palavras, é uma batalha pelos corações e pelas mentes e tem a ver com verdade versus erro, fé versus incredulidade. Deus continua no controle, sem nos dar muitos detalhes do motivo pelo qual permite a existência das armadilhas do inimigo. E embora a humanidade tenha transformado este mundo em um lugar de rebeldia, maldade e aparente desordem, Satanás não tem a menor chance de vitória final. Ela já foi conquistada por Cristo.
Um entendimento mais profundo do evangelho nos ajudará a melhor compreender o mundo à nossa volta e como devemos nos relacionar biblicamente com ele, sem desprezar a realidade do senhorio de Cristo, vislumbrando a glória porvir, mas entendendo que temos uma nobre missão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

A Parábola de Jesus Sobre Remendo Novo, Veste Velha

A Parábola de Jesus Sobre Remendo Novo, Veste Velha


“Ninguém deita remendo de pano novo, em veste velha, porque semelhante remendo rompe a veste e faz-se maior a rotura” Mt 9:16

Quando Jesus falou sobre veste e remendo, Ele estava diante de alguns discípulos de João Batista que o interrogavam sobre jejum. A necessidade de tal pratica também era observada com afinco pelo clero fariseu. Antes de proferir essa parábola, Jesus havia se deparado com fariseus e escribas criticando seu modo de viver: “ Por que come vosso mestre com os publicanos e pecadores? (Mt 9:11) Ele blasfema (Mt 9:3), rogaram para que Jesus se retirasse de seu território ( Mt 9: 34)". Imaginar Jesus salvando vidas com todo amor e bondade de Sua alma e recebendo olhares e palavras ríspidas como recompensa.  Mas Ele não desistia, nem se intimidava com a perseguição, muito pelo contrário, todo o tempo possível era usado para curar corações. Pessoas, vidas, esse era o maior alvo do Mestre.

Costureiras sempre dizem que é mais fácil e prático fazer uma peça nova do que concertar uma antiga. Remendos são soluções provisórias para prolongar a vida útil de uma veste e a palavra grega usada por Jesus sobre remendo foi “Agnaphos”, indicando um tipo de tecido inacabado, de algodão e fibras ainda desalinhadas. Ou seja, um tecido que  precisaria de retoques especiais para poder ser utilizado e nunca em veste velha, caso contrário, com a subsequente lavagem, ou mesmo com a força da linha de costura, o rasgo se tornaria ainda maior. A fraqueza do tecido velho, não suportaria a junção e resistência do novo. Que significado teria essa parábola de Jesus?

Interessante perceber a referência ao tipo de tecido usado para remendo e a contextualização da conversa que girava em torno de fariseus e discípulos de João batista: “ Podem porventura andarem tristes os filhos das bodas , enquanto o esposo está com eles? Dias, porém virão, em que lhes será tirado o esposo, então jejuarão. Ninguém deita remendo  de pano novo em veste velha, porque semelhante remendo rompe a veste e torna ainda maior a rotura” Mt 9: 15:16. O tecido novo  era o próprio Jesus, a Nova Aliança da graça e a roupa velha, era a lei, todo o sistema religioso que dominava os fariseus, escribas e religiosos da época que não compreendiam os requisitos para o Novo Reino: arrependimento, perdão, novo nascimento.

Jesus estava com eles, e Ele era maior que toda e qualquer regra, a santidade consistia em se aproximar Dele e recebê-Lo no coração como novo homem, com nova vida. Era impossível seguir Jesus e continuar servindo ao antigo sistema de obras e tradições. A Nova Aliança, era aquele tecido inacabado, porque Jesus ainda seria morto e ressuscitaria para cumprir definitivamente o plano salvífico. Os filhos das bodas eram os discípulos. Jesus o esposo, O noivo que seria tirado, ou seja, após a ressurreição, seria elevado ao céu (Atos 1:9) para aguardar o cumprimento dos tempos. Apesar da comparação entre antiga e nova aliança, veste velha e remendo novo, Jesus aponta para um futuro em que os corações dos homens seriam comparados a vestes novas, brancas, completas, sem remendos. Uma transformação possível através da fé e não de tradições. Do amor, e não da religião. Da graça que se cumpre com a ação do Espírito santo em nós, pecadores como Saulo que se fez Paulo. Eis o reino de vestes que não precisariam de remendos.

Pode-se fazer uma comparação fiel entre a parábola de Jesus e esses versos de Efésios:
E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo,  Efésios 4:17-20

O velho homem, de vestes velhas.

É vaidoso, ignorante, duro de coração, separado de Deus, enganado quanto a si mesmo, voltado para imoralidade e sem sentimento.

E quando observei o significado real de “sem sentimento”, pude compreender melhor o estado do homem que vive sem Cristo.  “Sem sentimento” é a tradução para “parar de vigiar, de se preocupar”.  A veste velha é como esse homem que se acostuma ao pecado e já não liga mais para o que Deus pensa sobre ele. Se perde o temor, o amor e procura agradar somente a si mesmo. Os remendos surgem com muitas cores e tamanhos: “idas a igrejas, vida fora de suspeita, evangelho vivido de forma emocional , superficial, mas nada de transformação, de rasgar as antigas vestes e vestir as novas para aguardar a volta do Noivo”.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Estudo Bíblico O Altar do Incenso

Estudo Bíblico O Altar do Incenso


Êxodo 30:1-7
1. E farás um altar para queimar o incenso; de madeira de acácia o farás. 2. O seu comprimento será de um côvado, e a sua largura de um côvado; será quadrado, e dois côvados a sua altura; dele mesmo serão as suas pontas. 3. E com ouro puro o forrarás, o seu teto, e as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe farás uma coroa de ouro ao redor. 4. Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da sua coroa; nos dois cantos as farás, de ambos os lados; e serão para lugares dos varais, com que será levado. 5. E os varais farás de madeira de acácia, e os forrarás com ouro. 6. E o porás diante do véu que está diante da arca do testemunho, diante do propiciatório, que está sobre o testemunho, onde me ajuntarei contigo. 7. E Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas, o queimará.

INTRODUÇÃO

Após uma escravidão de cerca de 430 anos, Deus tira o povo de Israel da terra do Egito, que traduzido significa “terra de Cão”. Então com a saída do povo de Israel daquela terra, O Eterno decide levá-los a uma terra de fartura, a terra que “mana leite e mel”. Mas o povo tendo saído da escravidão começou a murmurar, e assim o Eterno os leva ao deserto e ali eles foram tratados, ficando lá enterrados uma geração de incrédulos. Dizem os sábios Judeus, que quando o povo de Israel saiu do Egito eles estavam com sua vida espiritual muito baixa, e só o deserto para curá-los.

Então o povo sai da terra do Egito, e o Eterno dá uma ordem a Moisés, dizendo para que ele construa um tabernáculo, e seus móveis. Um dos primeiro utensílio a ser ordenado pelo Eterno para que se construa é o ALTAR DO INCENSO.

Diante da ordem de Deus, Moisés chama o seu arquiteto, de nome Bezalel, e dá a ele as medidas e os detalhes para que se construísse o Altar do Incenso.

Este altar tem uma grande importância em nossas vidas, pois o antigo testamento é uma forma oculta e simbólica da pessoa do Senhor Jesus e nós, pois se olharmos o nome do portão do tabernáculo, O CAMINHO, e o nome do espaço de sete passos, que separavam o altar do sacrifício e o portão, A VERDADE, e entendermos que o altar do sacrifício simboliza a VIDA que seria sacrificada, então veremos Jesus decodificando este tabernáculo ao dizer: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA (Jo 14:6)”.

Por isso esta mensagem será uma revelação aos nossos olhos. Abra o seu coração e desfrute da revelação da palavra de Deus para sua vida.

A REVELAÇÃO

Tudo na bíblia tem um significado, pois até mesmo uma vírgula está ali pelo desejo do coração de Deus, e se olharmos para o altar do incenso, veremos os desejos do Eterno em que nos aproximemos da Arca, que biblicamente simboliza a presença de Deus.

Do portão do Tabernáculo até a Arca, é espiritualmente, um longo caminho a se percorrer, quando reconhecemos os passos de um verdadeiro adorador. Mas nesta mensagem gostaria que cada irmão soubesse o que o Eterno revelou ao olhar para o altar do incenso, por isso aprenda com a bíblia a conhecer a Deus.

O altar do incenso tinha no conceito de Deus uma única utilidade, que era o de nele se queimar incenso, mas não poderia ser um incenso estranho. Mas qual seria o significado do incenso? Deus revela!!!

OS DETALHES DO ALTAR DO INCENSO

Conheça cada detalhe do altar do incenso e o que cada um desses detalhes significam para nossas vidas.

O PRIMEIRO DETALHE

O primeiro detalhe que Jeová disse a Moisés de que o altar de incenso deveria ter, era que ele fosse feito de madeira de acácia, mas porque não carvalho, palmeira, cedro ou outra madeira qualquer, mas deveria ser de acácia. Então eu te digo!

A acácia era uma árvore de flores lindas, e uma planta resistente à ação de insetos, e pragas, mas o que isso tem a ver com o altar do incenso? Através da figura da acácia vejo o nosso Senhor Jeová nos mostrando que o altar do incenso deveria ser resistente as artimanhas do inimigo, aos ataques do mundo, ficando firmes em perseverantes, imaculados e obedientes a boa palavra do Senhor.

Outra qualidade da madeira de acácia era a sua grande durabilidade, resistência aos efeitos do tempo. Isso tem tudo a ver com o altar do incenso, pois Salomão nos fala que tudo tem seu tempo embaixo do céu (Ec 3:1), há tempo para tudo, por isso a resistência da acácia, esperando o tempo determinado de cada coisa. Então seja o altar do incenso seja resistente ao tempo e aos ataques do mundo e do maligno.

O SEGUNDO DETALHE

A segunda exigência do Eterno, era que o altar fosse quadrado, na largura, na altura e no comprimento. Isso nos mostra o desejo de Deus que a plenitude da perfeição seja uma constante na vida do altar do incenso. Todos nós éramos imperfeitos, pois no momento em que o pecado entrou no mundo, ficamos deformados, agredindo os olhos de Deus quando Ele olhava para a face da terra.

Por acaso você acha que o Eterno Deus nos pediria algo que nós não pudéssemos fazer, NÃO!!!! E se Ele disse a Abraão, que estava com seus noventa e nove anos, anda em minha presença e SÊ PERFEITO (Gn 17:1), então temos condição de sermos perfeito aos olhos do Eterno Deus, pois hoje a presença de Deus é Jesus, e se você tem Jesus e obedece a palavra, ainda que pecador, você é perfeito, pois então veja, Deus também nos disse, “sede santos, por que Eu sou Santo!(Lv 20:7)”, então a santidade não é coisa impossível para cada um de nós. Um altar do incenso deve ser quadrado em suas medidas para agradar os olhos de Deus.

O TERCEIRO DETALHE

Outro detalhe era que o altar do incenso tivesse quatro pontas que eram peças que deveriam ser confeccionadas diretamente da mesma peça, não sendo feitas separadas, mas uma só peça. As pontas ou chifres, conforme algumas traduções, apontavam cada um para um lado, sendo os quatro pontos cardeais, Norte, Sul, Leste, Oeste. Sabe por quê?

Para que se ficasse declarado a universalidade do cristão, que deveria um verdadeiro adorador em qualquer parte do mundo, ou seja, que nós nos portemos como um filho verdadeiro onde quer que estejamos e a qualquer tempo. Por isso meu querido irmão eu sempre digo que ser crente dentro da Igreja é muito fácil, ser um adorador dentro da Igreja não significa que somos dignos de Deus, mas é no mundo a todo tempo que devemos declarar que somos um adorador da Santidade do Eterno e Soberano Deus do céu e da terra. Então vejo as quatro pontas do altar do incenso apontando para um adorador em tempo integral e que independente do local que esteja continua na presença do Eterno.

O QUARTO DETALHE

Este detalhe é um tanto curioso, pois o Eterno ordena que depois de feito o altar do incenso de madeira de acácia, este deveria ser coberto, revestido de ouro, mas não era um ouro comum, deveria ser um ouro puro. Talvez você não saiba o que é ouro puro. O ouro puro é o ouro que fica por mais tempo no fogo, pois quanto mais tempo no fogo maior é a pureza do ouro. Então aqui vemos que se por dentro devemos ser como a madeira de acácia, por fora devemos ter ouro puro nos revestindo.

O ouro é o metal mais nobre que existe, por isso a exigência de ser o metal que revestiria o altar. Ainda devemos perceber que o ouro também é símbolo de realeza e poder. Isso nos revela que o Eterno deseja que o altar seja revestido pela realeza da presença do Espírito Santo, pois bem sabemos que o amarelo representa o querido Espírito Santo. É por isso que Jesus disse a seus discípulos que ficassem em Jerusalém até que do alto fossem REVESTIDOS de poder. Ele estava falando o revestimento do Espírito Santo, do qual devemos buscar e pedir que venha sobre nós.
        

O QUINTO DETALHE

Algo interessante era que se fizesse uma coroa no altar, por volta rodeasse o altar e se fundisse com as quatro pontas. Então devemos entender o que uma coroa significa na visão da bíblia. Uma coroa representa um reinado, pois toda vez que alguém era ungido ou escolhido para ser rei, isso só se concretizaria quando este alguém colocasse em sua cabeça a coroa real.

Esta é uma promessa no altar do incenso, a promessa de um rei que viria para reinar em nossos corações. Um Rei que jamais perderia seu reinado para alguém. Um Rei que defenderia seus súditos, seus amados do coração. Mas também devemos nos recordar que no livro das revelações está escrito algo que nos mostra o porquê da coroa em volta do altar. Ap. 2:10- Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida. E ainda Ap. 3:11-Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

Com certeza o altar do incenso deve ter sua coroa, simbolizando sua realeza e as promessas sobre sua vida em relação àquele que estava atrás do véu, pois a coroa tem tudo a ver com o altar, ou então o próprio Deus assim não exigido que fosse feito, que também teria sobre si o ouro.

O SEXTO DETALHE

Este talvez seja um detalhe um tanto oculto a nossos olhos, as varas de acácia cobertas de ouro e as argolas, mas façamos uma relação com os outros detalhes, pois se os demais são o que são, então vejamos.

O tabernáculo era um santuário que quando o povo andava, ele deveria ser desmontado e no próximo local de acampamento montado novamente da mesma maneira, respeitando a santidade e a ordem. Porém se o santuário era desmontado, então o altar do incenso também deveria ser transportado, juntamente com os outros móveis. Então, como todos os utensílios eram santos, ninguém poderia tocá-los, lembre-se de Uzá, amigo do rei Davi (II Sm 6:6-7). Sendo que o único local onde se poderia tocar era nas varas de acácia cobertas de ouro, e passadas nas argolas, que para isso foram feitas. Então vejo aqui as leis do Eterno para as nossas vidas, pois de nada adiantaria um altar para se queimar incenso, se a ele e para ele, não fossem estabelecidas leis. Um altar de incenso deve ter protocolo, regras que respeitem a vontade de Deus e não sejam quebradas, pois quando quebramos nossos votos com o Eterno, o Diabo vem para nos acusar e conseguir legalidade em nossas vidas e nas vidas de nossos familiares. Mas este detalhe deveria estar debaixo da coroa. Entendeu? Era para que ao ser transportado, o altar do incenso fosse bem sustentado e não corresse o risco de cair e tocar o chão, fazendo dele algo impuro.

O SÉTIMO DETALHE

Esta exigência é peculiar, pois o altar do incenso deveria estar defronte do véu que separava a Arca da Aliança que ficava no Santo dos Santos ou lugar Santíssimo. Porém devemos saber que do véu, até a arca eram sete passos, e do altar do incenso até o véu eram sete passos, assim vemos a perfeição da presença de Deus, pois o número sete a isto representa, a divindade de Jeová.

Aqui vejo a necessidade do altar do incenso estar diante do lugar Santíssimo, isto é, sem sairmos da presença de Deus, pois fora dali ele deixaria de ser um altar do incenso, além do que um dia o véu seria rasgado e fora dali o altar de incenso não iria presenciar tal evento. Recordo que a primeira coisa que o cego filho de Timeu viu ao enxergar, foi a Jesus, aquele que é a presença do Eterno na terra.

O altar do incenso deve sempre estar diante do Santo dos Santos, na expectativa e no desejo de entrar na intimidade com a arca do Senhor. Foi por isso que o Eterno ordenou que o altar do incenso estivesse diante do véu, diante da arca. E o Eterno Deus fala do propiciatório, que é a tampa da Arca, mas esta é uma outra mensagem.

O OITAVO DETALHE

Aqui temos a última ordenança do Eterno. Que o sacerdote Arão queimasse o incenso, em cima do altar do incenso. Sabemos que o Sacerdote era diferente do profeta, pois na bíblia vemos três autoridades que regia o povo de Israel, os reis, os profetas e os sacerdotes. Neste momento falarei um pouquinho sobre o sacerdote.

Este grande homem era separado para o ofício pela ordem de Deus, e o sacerdote era aquele que ouvia as lamúrias do povo e levava a Deus, eles olhavam o pecado do povo e pediam o perdão ao Eterno, fazendo o sacrifício pelos pecadores. Eles faziam a ligação do povo para com Deus.

Por isso o Eterno chamou o sacerdote, que neste contesto representa a Igreja de Cristo na terra, que nos faz descobrir as verdades de uma palavra revelada da parte de Deus quando estamos na intimidade da união com os irmãos dentro do templo. É bem verdade que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens, mas Ele nos informa que na igreja o óleo santo é derramado e ali a vida é ministrada (Salmo 133).

CONCLUSÃO

Agora veja a revelação do coração do Eterno e receba aquilo que foi preparado para cada um de nós, pois somos o sonho concretizado de Deus na terra.

Veja o que a bíblia nos diz no livro de Salmos, quando Davi, o homem segundo o coração de Deus, na direção do Espírito Santo escreve.

Salmo 141:2 - Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde.

Queridos e amados irmãos, você e eu somos o altar do incenso e nossas orações são o próprio incenso que é oferecido a Deus e para o céu levado pelo Espírito Santo (leia Rm 8:26). Por isso amados, tenham reverência na presença de Deus, pois Ele te chamou para ser UM ALTAR DO INCENSO.

Deus sabia o que estava fazendo ao dar a ordem a Moisés para que fizesse o altar do incenso e o colocasse diante da arca do Senhor. Talvez hoje a sua vida não esteja na presença de Deus. Talvez ao ler esta mensagem você esteja desviado do caminho do Senhor, e você não seja digno de ser chamada de o altar do incenso, por isso acerte sua vida com o Eterno Deus.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

As sete características do obreiro aprovado

As sete características do obreiro aprovado 

Vamos nesta oportunidade meditar em 2 Tm 2: 15

“ PROCURA APRESENTAR- TE A DEUS, APROVADO , COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DO QUE SE ENVERGONHAR, QUE MANEJA BEM A PALAVRA DE VERDADE “.

O obreiro aprovado é aquele que: em primeiro lugar ama a Deus e a Sua Palavra acima de tudo. Sabe que não é ele; mas Cristo em sua própria vida.

O obreiro aprovado entende que foi escolhido, chamado e eleito pelo próprio Deus, de quem recebe o selo das primícias espirituais quando, pela unção do Espírito Santo e através da autoridade do ministério a qual está subordinado, conscientiza-se de que servir a Deus e batalhar pela defesa do Evangelho; implícita submeter-se, obedecer e fazer não aquilo que pensa ou acha, mas, tudo o que for necessário para a continuação da vitória de Cristo.

*
O obreiro é um operário qualificado, que trabalha a serviço do Reino de Deus. Esse trabalho é continuo e sem descanso. Ele nunca se despe do “seu uniforme” de trabalho. Seu uniforme é espiritual, logo, sobrepõe à vestimenta terrena.

Seja um policial, professor, motorista, dona de casa ou estudante. Qualquer que seja sua ocupação secular, sempre estará sobre ele seu uniforme de trabalho espiritual. Deste ele não pode se despir jamais.

A qualquer momento, a farda do policial, o giz do professor, o veículo do motorista, os afazeres da dona de casa ou o material didático do estudante poderão ser substituídos pelas ferramentas ou armas usadas pelo obreiro. Nesse momento, o cidadão comum se torna o soldado da resistência. Apto e disposto a combater o bom combate.

No entanto, existem alguns aspectos que são necessários e fundamentais, a serem observados e vividos pelo obreiro que deseja realmente ser aprovado e servir fielmente seu Senhor.

Deus enviou JESUS CRISTO para mudar a história do planeta terra e de seus habitantes, a terra nunca mais foi a mesma depois da vinda de CRISTO. JESUS partiu para os céus, mas o ESPÍRITO SANTO ficou na terra na vida dos servos de DEUS.

Estes servos de DEUS são aqueles que confiaram em JESUS e se arrependeram de seus pecados, reconhecendo JESUS CRISTO como seu SENHOR E SALVADOR.

A OBRA DE DEUS iniciada no VELHO TESTAMENTO por DEUS através de seus servos JUDEUS continua através dos SERVOS DE DEUS de todas as nações. O trabalho a ser realizado por estas pessoas é a OBRA DE DEUS e as pessoas que a realizam são os OBREIROS.

Neste artigo, vejamos o que Deus tem a nos dizer sobre a tarefa que os servos de DEUS devem realizar para DEUS.

 PROCURA APRESENTAR- TE A DEUS APROVADO

Como obreiro de DEUS PROCURAMOS muitas coisas. Procuramos estudar, procuramos orar, procuramos nos santificar, procuramos servir as pessoas, procuramos freqüentar os cultos, procuramos dizimar, ofertar, procuramos crescer como obreiro.

Tudo isto é importante, mas existe algo mais importante que devemos fazer, devemos PROCURAR nos APRESENTAR A DEUS. É neste detalhe que muitos falham, muitos obreiros se apresentam a sua igreja, a sua denominação, ao seu pastor, ao seu bispo, aos congregados que ele serve, mas as vezes se esquece de se APRESENTAR A DEUS. DEUS é o SENHOR de sua própria obra, ELE é o responsável pela divisão de tarefas de sua obra, é a ELE a quem devemos prestar contas de nossos trabalhos.

O OBREIRO de DEUS deve conversar com DEUS todos os dias, esta comunhão diária proporcionará o aperfeiçoamento do servo de DEUS. Existem “ obreiros “ que não oram, que quase não estudam a bíblia, não se apresentam a Deus, como pode esta pessoa ser bem sucedida na obra de DEUS , que se caracteriza pelas lutas espirituais com as forças do mal?
Paulo diz que o OBREIRO deve se apresentar a DEUS , mas diz também de que maneira este obreiro deve se apresentar a DEUS.

O obreiro deve se apresentar a DEUS APROVADO. O que isto significa? significa que temos que ter a aprovação de DEUS e da Bíblia para o que fazemos. Um obreiro de DEUS deve ser PACIFICADOR e não guerreador.

A luta do obreiro é contras as forças do mal e não contra pessoas. Como obreiros de DEUS temos que respeitar a religião das outras pessoas, pois só podemos apresentar JESUS para as pessoas, provando que o AMOR DE DEUS habita em nós, e o AMOR de DEUS vem acompanhado de RESPEITO a liberdade das pessoas.

Tem obreiro que gasta tempo em sermão em vídeo , áudio e até em livro , brigando com outros obreiros e brigando com outros religiosos. O povo de DEUS é o povo que representa DEUS , se dissemos que andamos com DEUS , as pessoas esperam ver as virtudes e o caráter de DEUS em nossas atitudes e relacionamentos.

O obreiro para ser APROVADO tem que passar nos testes do ministério. Quando eu quis ser advogado, eu tive que passar no teste do vestibular, depois tive que passar em muitos testes e provas de inúmeras matérias durante 5 anos de bacharelado, depois tive que passar no teste de 1 ano de estágio, depois tive que passar no teste do fórum , enfrentando juízes e funcionários do fórum, depois fiz pós- graduação, tive que enfrentar mais provas e testes durante um ano. Na vida espiritual é assim também, nada vem de graça, DEUS prova as pessoas que chama as provas de fogo constantemente estão diante de nós.

Algumas pessoas se apresentarão em nosso caminho para nos atrapalhar, para nos difamar, para tentar nos parar, mas temos que nos lembrar que fomos chamados por DEUS e portanto temos que nos apresentar somente a DEUS.

 COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DO QUE SE ENVERGONHAR... 
Temos muitos motivos para nos orgulhar como obreiro de DEUS . Fomos criados por DEUS, fomos sustentados durante toda a nossa vida por DEUS , fomos salvos por JESUS, o Espírito Santo habita em nosso coração, os ANJOS DE DEUS nos protegem todos os dias, fazemos parte da mesma comunidade que Abraão, Jacó, Elias , Davi, Pedro , Paulo, Débora e de outros servos de DEUS do passado e do presente. Hoje pertencemos a igreja de nossa geração, portanto pertencemos a um grupo de pessoas salvas por JESUS espalhadas em toda a terra, portanto não estamos sós na tarefa que realizamos, temos muitos motivos para nos orgulhar.

Um obreiro de DEUS não deveria ter do que se envergonhar, mas não é isto o que acontece na prática, nós os verdadeiros e sérios obreiros nos envergonhamos de muitas coisas.

Eu me envergonho de ver pregadores COBRANDO e cobrando alto para pregar o que receberam de graça de JESUS, eu me envergonho de ver obreiros brigando com outros obreiros por causa de dinheiro, de membros, de região geográfica, eu me envergonho de ver obreiros que deveriam agir com transparência, usarem o dinheiro sagrado de dízimos e ofertas que o povo de DEUS dá para a obra de DEUS, para uso próprio, comprando mansões, viajando de primeira classe para pregar e comprando até jatinhos de milhões de dólares.

Eu me envergonho de ver tantos obreiros se separando de suas esposas e família, namorando com suas secretárias , assistentes e membros da congregação, e continuam a “ ministrar “ como se nada tivesse acontecido.

Eu me envergonho de ver “ obreiros “ que não conhecem a bíblia e seus personagens, e querem ensinar alguma coisa espiritual ao povo de DEUS. Eu me envergonho de ver gente se rebelando nas igrejas sérias e abrindo milhares de “ igrejas “ com nomes estranho e que causam vergonha aos que seriamente servem a DEUS.

Eu me envergonho de ver no ministério musical das igrejas verdadeiros “ PARAQUEDISTAS ESPIRITUAIS “ gente que nunca pertenceu a igreja, que não faz mais sucesso em suas carreiras, e por saber que o Brasil tem pelo menos 50 milhões de evangélicos, se infiltram nas igrejas, vendendo cds, dvs e outras “ cositas mais “.

Eu me envergonho de ver na época de eleições os púlpitos das igrejas serem usados por oportunistas que só querem o voto e nada tem com DEUS e sua obra. Púlpito é lugar de pregador da palavra de DEUS.

Não tenho tempo para enumerar tudo o que me ENVERGONHA na igreja hoje, mas como eu me preocupo em AMAR E SERVIR a DEUS , eu não me envergonho de ser um servo de DEUS , de ser Cristão, de ser evangélico, de ser crente. Tenho orgulho de pertencer a um grupo vencedor como este, me orgulho de abrir a bíblia e poder entender suas lições, me orgulho de dobrar meu joelho diante daquele que me criou e me salvou, me orgulho de ser um cidadão dos céus.

 QUE MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE...
*
A Palavra tem poder, ninguém duvida. Podemos falar e estimular uma pessoa ou podemos dizer algo que desanime uma pessoa. A palavra é expressão do pensamento, mas nem tudo o que pensamos devemos dizer. Devemos selecionar cuidadosamente cada palavra que dizemos, pois senão corremos o risco de criar muitos problemas para nós e para as pessoas ao nosso redor. Pior do que dizer uma palavra mal selecionada é dizer MENTIRAS.

A mentira não existe, é uma criação da pessoa, por isto em alguns tribunais jurídicos, para forçar uma pessoa a dizer a verdade, a pessoa deve falar com a mão sobre a bíblia, a pergunta é : “ VOCE PROMETE DIZER A VERDADE, SOMENTE A VERDADE , NADA MAIS DO QUE A VERDADE ? “. Hoje existem detectores de mentiras, para saber se o que a pessoa está dizendo é a verdade.

O obreiro de DEUS é o detentor da verdade. Ele prega sobre o que DEUS é e o que ELE promete para as pessoas, DEUS nunca mente, tudo o que ELE diz é a verdade, o diabo é o PAI DA MENTIRA , portanto não podemos acreditar nele, a verdade não faz parte dele.

É por isto que o obreiro de DEUS deve usar a bíblia como base, o servo de DEUS nunca pode mentir, ele deve manejar bem a PALAVRA DA VERDADE.

A PALAVRA DA VERDADE É a Bíblia sagrada, o obreiro de DEUS deve dominar a bíblia de gênesis a apocalipse, deve conhecer todos os seus personagens, deve conhecer as doutrinas e princípios. Um obreiro de DEUS deve ser transparente em tudo o que faz, como líder deve ser VERDADEIRO na administração financeira da igreja.

Se um agente público dever ter alto grau de honestidade, um servidor de DEUS não pode ser menos avaliado. O obreiro de DEUS deve sempre dizer a VERDADE, PREGAR A VERDADE, VIVER A VERDADE e espalhar a verdade, a verdade sempre prevalece, a mentira tem pernas curtas e logo é descoberta.

I. O OBREIRO DEVE AGIR COMO SOLDADO, ATLETA E LAVRADOR

O contexto do que vamos avaliar aqui é o do:

A. SOLDADO DE CRISTO, dos versos 1 a 4, Paulo fala que o SERVO, E OBREIRO DE DEUS , TAMBÉM é soldado, ou seja para servir a DEUS é preciso se preparar da mesma forma que um soldado vai para a guerra, sabendo que vai encontrar um inimigo preparado, é preciso estar alerta e preparado para ser vitorioso.

Dos versos 5 a 9, Paulo diz que o OBREIRO , tem que ser DISCIPLINADO, e dá como exemplo o ATLETA E LAVRADOR.

Todo atleta precisa ser disciplinado para vencer. Disciplina, significa diariamente exercitar para aprimorar a técnica e manter a forma. O servo de DEUS como atleta deve orar, e praticar com as pessoas diariamente, tudo o que tem aprendido de DEUS.

O LAVRADOR precisa conhecer do tempo, da terra, da semente, da semeadura e colheita. O servo de DEUS LAVRADOR , ao plantar oração, adoração, serviço aos pobres e necessitados, certamente vai colher vidas salvas, libertas e felizes para o reino de DEUS.

Dos versos 11 a 13, Paulo fala que o OBREIRO DE DEUS tem que CONFIAR em DEUS. JESUS morreu e os servos de DEUS morreram com ELE, JESUS ressuscitou, os servos de DEUS vivem com JESUS também.

Quem persevera reinará, quem negar JESUS será negado por ELE, Quem for INFIEL, terá a garantia que JESUS continuará FIEL, JESUS continuará fiel, pois este é um atributo inerente ao próprio JESUS , se ELE deixasse de ser fiel acabaria negando a ELE mesmo. Devemos sempre ser fiel a DEUS e as pessoas, mas se falharmos JESUS continuará sendo fiel.

II. DÁ TESTEMUNHO SOLENE A TODOS PERANTE DEUS, PARA QUE EVITEM CONTENDAS DE PALAVRAS, QUE PARA NADA APROVEITAM, EXCETO PARA A SUBVERSÃO DOS OUVINTES ( v. 14)

O obreiro de DEUS deve entender que a pessoa a quem ele deve prestar contas é DEUS, é verdade que o obreiro serve a igreja, ao pastor, ao ministério, mas quem chamou o obreiro para servir a igreja foi DEUS , portanto tudo o que o obreiro fizer, deve fazer com o objetivo de agradar a DEUS. Paulo diz que o obreiro deve dar testemunho a todos ( PERANTE DEUS ).

Uma qualidade do OBREIRO DE DEUS é que ele deve usar sua capacidade de falar, para PREGAR O EVANGELHO, para ORAR pelos aflitos, para UNIR os outros OBREIROS espalhados na terra.

Um obreiro nunca deve ser elemento de CONTENDAS, nunca deve usar a PALAVRA para contender. É verdade que a obra de DEUS espalha -se sobre a terra em várias denominações, ministérios , e cada um destes grupos tem opiniões diversificadas sobre vários temas, por exemplo os PENTECOSTAIS acreditam que para um crente chegar ao crescimento espiritual máximo , ele deve ser “ BATIZADO COM O ESPÍRITO SANTO e falar em línguas. Os que se consideram TRADICIONAIS não enfatizam os dons espirituais, mas a comunhão com DEUS e o serviço ao necessitado.

Mesmo pensando diferente em alguns temas, o Povo de DEUS vai concordar nos temas principais, como por exemplo , todos concordam que JESUS é o filho de DEUS e SENHOR DA IGREJA , todos concordam que Maria não é intermediária entre os homens e DEUS , mas uma serva de DEUS que cumpriu uma missão especial, a de gerar o filho de DEUS e que por ter tido outros filhos deixou de ser virgem, todos concordam que a Bíblia sagrada, de gênesis a apocalipse é a PALAVRA REVELADA DE DEUS que não pode ser nem tirada nem acrescentada.

Todos os cristãos concordam que a igreja são as pessoas salvas por JESUS e que o templo não é a igreja. O templo é o lugar de reunião dos servos de DEUS.

Vimos então que vamos CONCORDAR nos pontos básicos e discordar em temas que não tem relevância, o mais importante para o servo de DEUS é unir-se com os servos de DEUS de todos os grupos e trabalhar para o crescimento da igreja.

III. O OBREIRO AGE COM SABEDORIA E MANSIDÃO

E repele as questões insensatas e absurdas, pois sabes que só engendram contendas. Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender e sim deve ser brando para com todos aptos para instruir, paciente; disciplinando com mansidão os que se opõem na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele, para cumprirem a sua vontade." ( 2 Tm 2.23-26)

Lembre-se do problema dos falsos mestres na igreja de Éfeso. Já estudamos isso anteriormente, que tais mestres ensinavam doutrinas estranhas baseadas em genealogias judaicas e lendas fantásticas, que só desviavam os crentes da verdade.

Havia então um grande risco de Timóteo agir impulsivamente, agir pela carne, afinal os falsos mestres estavam tentando desviar a igreja. Timóteo poderia cair no jogo deles e entrar numa discussão confusa, inútil, que acabaria com certeza em bate-boca, se não acabasse em coisa pior.

Por isso ele deveria ter sabedoria e mansidão. Deveria prezar por uma atitude refletida e não impulsiva ou impensada.

a) Sabedoria para evitar as contendas

Deveria ser sábio para evitar as contendas, pelos seguintes motivos:

• Porque são insensatas – Eram assuntos sobre questões tolas, pois não tinham sentido e distorciam a verdade bíblica;

• Porque são absurdas – Eram assuntos incoerentes e inúteis, porque não edificavam, nem sequer levavam a lugar algum;

• Porque conduzem a brigas – contenda é briga bate-boca, disputa. A igreja, como vimos, deve ser palco da justiça, da fé, do amor e da paz. Mas se há contendas, a igreja vira lugar batalhas, ódio e mágoas, aonde os membros vão se comportar como galos de briga.

Onde acontecem tais coisas a fé se torna medíocre, a igreja fria.

• Porque não é pela força que se convence alguém – não é pela altura da nossa voz que uma pessoa se convence que estava no caminho errado, mas sim por Deus, pelo Espírito Santo (v25,26)

Por essas razoes Timóteo deveria fugir dessas disputas públicas com os falsos mestres.

b) Manso para pastorear a igreja

Mesmo diante de controvérsias, Paulo aconselha que Timóteo tenha uma atitude de mansidão para com a igreja:

• Sendo amável com todos

"Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender e sim deve ser brando para com todos... disciplinando com mansidão os que se opõem," ( 2 Tm 2.24,25)

• Ensinando a verdade bíblica

(2 Tm 2.24)

apto para instruir

Na igreja podem existir pessoas com idéias equivocadas. Nada melhor do que o ensino bíblico para mostrar a estas pessoas aquilo que é certo.

• Exercendo a paciência

(2 Tm 2.24)

paciente;

Sem dúvida, a paciência é indispensável para o líder. Ainda mais na igreja, onde lidamos com vários tipos de pessoas, com diferentes personalidades.

IV. O OBREIRO É CONVERTODO

Significa: mudança de direção, mudança, transformação ou adaptação.
É preciso demonstrar conversão em todas as áreas da vida. No modo de pensar, falar, agir. Na fartura ou na escassez.

Na alegria ou na tristeza. Quando honrado ou quando contrariado. Com saúde ou enfermo. No comando ou sendo subordinado. Amando ou sendo desprezado. Em casa ou em público.

A tempo ou a fora de tempo. A verdadeira conversão é visível. Por isso mesmo, tem a capacidade de impressionar (produzir, deixar uma marca, transformar pela luz) as pessoas a nosso redor e o mundo.

V. É SUBMISSO

Significa: ato ou efeito de submeter-se, obediência voluntária, sujeição.
Reconhecendo a autoridade ministerial e espiritual que está sobre sua liderança, e identificando em seu líder espiritual o caráter de Deus, o obreiro não se sente submisso (que está em posição ou lugar inferior, resignado, conformado). Ao contrário, sente-se honrado e privilegiado em poder obedecer.

VI. É OBEDIENTE

Significa: sujeitar-se à vontade de, cumprir ordens, deixar-se conduzir, estar sob uma força ou influência, ceder.

O obreiro aprovado alegra-se em cumprir todas as ordens ou determinações vindas da direção do ministério. Está sempre pronto a servir. Não questiona, não despreza e nem negligencia. Porque confia no seu Deus, sabe que Ele é fiel.

Quando o obreiro examina e entende o real significado desses três aspectos acima citados; significa que tem consciência do seu chamado.

O próprio Senhor Jesus declara: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.” (Jo.15:16).

Saber-se escolhido pelo próprio Senhor Jesus, leva o obreiro a desejar conhecê-lo mais intimamente, desejando ser como Ele é. “Sede, pois imitadores de Deus, como a filhos amados;” (Ef.5:1).

Para sermos igual a alguém naquilo que essa pessoa em de melhor, precisamos conhecê-lo. Para sermos imitadores então, precisamos conhecer intimamente, em detalhes; não deixando que nada passe despercebido.

É necessário neste caso, estar no mesmo espírito. Como nossos irmãos da Igreja primitiva. “Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2.44).

A visão do obreiro aprovado é de crescimento do ministério. O ide pregado pelo Senhor Jesus, refere-se a sua Igreja estabelecida nos quatro cantos da terra.

Somos comparados a árvore que dá frutos. Vistos por Deus como seu povo no Egito: “... os filhos de Israel frutificaram, e aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.” (Ex 1:7).

É preciso estar solidamente firmado e estruturado espiritualmente para ser visto e reconhecido por Deus como um verdadeiro obreiro.

Fincar raízes espirituais implica uma vida de oração; como nos ensina Paulo: “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; .” (Cl 4:2)

A vida de oração, leva a vigilância, que leva a resultados materializados em bênçãos. A vida de oração, não permite que sejamos enganados ou pegos de surpresa. A vida de oração, leva o obreiro a consagração; conforme determinado pelo Senhor Deus: “Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus.


E guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o Senhor que vos santifica.” (Lv 20:7,8)
Aqueles que desejam e sinceramente se esforçam em consagrar-se a Deus, são galardoados com o conhecimento da verdade.

Esse conhecimento significa: entre outra coisa; libertação e prosperidade: “Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento.” (1 Co 1:5)

Como na parábola dos talentos (Mt 25:14a), tudo o que recebemos da parte do Senhor, nos é dado para que venhamos multiplicar.

Assim sendo, em relação ao conhecimento da palavra, precisamos fazê-la prosperar em nossas vidas através das nossas próprias experiências. Se recebermos o conhecimento da palavra e não tivermos experiências com ela, se a palavra não for manifestada através da nossa vida (no dia-a-dia); então, seremos como aquele que enterrou o talento que lhe foi confiado.

Viver a palavra em toda sua excelência e plenitude tem o poder de nos lavar de todas as imundícias espirituais e carnais. Por que, por essa palavra também somos sarados: “De todas as suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela sua justiça que praticou, viverá.” (Ez 18.22)

Certo estrategista militar certa vez declarou: a melhor defesa é o ataque.

Para o obreiro que tem visão espiritual, sabedor que todos os dias são dias de batalha, atuar na defesa do evangelho para ele é como beber água, comer, dormir; disso depende sua própria vida. Ele sabe que se defender; significa estar sendo atacado.

Sabe que o combate nem sempre se trava no campo de batalha. Sabe que algumas vezes, se luta também na retaguarda. Sabe que nem sempre se usam as armas convencionais.

Conhece que as calúnias, traições e afrontas também fazem parte do arsenal bélico usado pelo nosso adversário. O apóstolo Paulo, sofreu esse tipo de ataque: “Temos achado que este homem é uma peste e promotor de sedições entre todos os judeus, por todo o mundo, e o principal defensor da seita dos nazarenos;...” (At 24)

Por isso, é necessário ter certeza absoluta e firme convicção quanto a causa pela qual se está lutando. A dúvida leva ao medo, que leva a covardia, que leva a perseguição, que leva a fraqueza, que leva a fuga, que leva a derrota, que leva a escravidão.

Estar no campo de batalha, gera desconforto, privações, sofrimentos e experiências desagradáveis. Tudo isso só será superado se acreditarmos na causa pela qual estamos lutando. se por ela decidimos dar nossa própria vida.

Neste caso, ainda uma vez recorremos ao apóstolo Paulo; para confirmação da nossa fé: “... por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho, porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia.” (2Tm 1:12)

Para se crer inabalavelmente na palavra de Deus; que nos leva a ter fé; é necessário ter visão espiritual. Somente com os olhos da fé, podemos enxergar o que não pode ser visto com nossos olhos carnais. Mas não basta apenas ter visão ou revelação espiritual.

É necessário estar em íntima e santa comunhão com Deus; para que aquilo que nos for dado; sejam visões, sejam revelações, profecias ou ensinamentos, venhamos revelar-las aos homens.

Entre os anos de 740/710 AC, um homem de Deus; o Profeta Miquéias recebeu e nos revelou uma das mais lindas promessas feita por Deus a humanidade: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Mq 5:2)

De tudo o que aprendemos até agora, e com toda importância que possa ter e significar em nossa vida espiritual; valor ou proveito algum terá se o Senhor Deus não receber de nossa parte como oferta (aproximação) de sacrifício e renúncia.

O valor do obreiro aprovado, está em desistir de algo que o agrada ou convém; voluntariamente. Renegar, rejeitar o que está em nós ou no mundo, por amor a Cristo. Dispor-se a desistir de sonhos, projetos, renegar costumes, vontades, tradições. Rejeitar o cômodo, o certo, o vantajoso.

Recomeçar fundamentado naquilo que não se vê; mas se crê. Seguindo os passos do Mestre quando Ele diz: “E, chamando a si a multidão, com os seu discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.” (Mc 8:34)

VII. O obreiro aprovado é ético. 

O significado de ética: Ética é o estudo da moralidade. Consiste da analise da natureza da vida humana, como os padrões do "certo" e "errado”, pelos quais a conduta possa ser guiada.

A palavra Ética é originada do grego ethos: modo de ser, caráter. Através do latim mos (ou no plural mores) costumes; de onde se derivou a palavra moral. Em Filosofia, Ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo.

Contudo a ética de Deus é diferente dos homens, pois Deus não precisa de padrões éticos e morais a seguir. A ética humana muitas vezes confunde o certo e o errado a luz e as trevas, o doce com o amargo, o moral e o imoral. Este tipo de padrão ético muitas vezes é diabólico, pois promove ou defende ações que vão contra a palavra de Deus. Infelizmente muitas igrejas estão vivendo tais padrões éticos e morais.

Este trabalho visa o aprimoramento de todos nós que temos a tarefa de ministrar a palavra do Senhor no altar. De quem deseja fazer a obra com ousadia e conhecimento, a fim de agradar aquele que nos chamou para esta boa obra.

Quando nós obreiros estamos pregando a palavra do Senhor devemos tomar alguns cuidados. Detalhes que devem ser levados a sério e com certeza são a diferença entre a boa e má pregação. Tais como:

1 - Oração: É o caminho da unção divina. Uma vida de constante oração é dever daquele que aceita o chamado para a obra de Deus. Aceite isso com o coração aberto, orar antes da pregação ou no momento de tribulação não é o bastante para o obreiro que deseja ser aprovado.

2 – Administração do tempo: O pregador deve administrar o tempo enquanto ministra a palavra de Deus. É necessário valorizar o tempo e não gastá-lo com: saudações, louvores e orações prolongadas.

3- Cuidado com as ilustrações: Usar outras histórias de exemplo é bom, entretanto devem ser pertinentes ao assunto, e o foco deve ser a palavra de Deus (a Bíblia) e não a outra história contada.

4 – Não desabafar: Cuidado o altar é lugar de adoração. O pregador deve edificar a igreja com a palavra de Deus; e nunca usá-la para seu próprio interesse e jamais para resolver problemas pessoais.

5 – Utilizar palavras simples: Não adianta estudar muito e utilizar expressões que não serão compreendidas pela igreja, ou seja, não adianta estudar demais e a igreja não compreender o que foi dito. Neste caso a pregação foi inútil.

6 – Microfone:

- Não precisa gritar, fale normalmente que o equipamento de som faz o resto; se a igreja não te ouve a culpa não é sua, é de quem manipula o equipamento de som.

- Não aperte: O microfone não vai fugir, apenas segure firme o bastante para não cair no chão.

- Não bata: Para testar o microfone fale nele, bater irá danificá-lo. Pode não parecer, mas é um equipamento sensível.

7 – Outros fatores gerais:

- Tranqüilidade: um pregador nervoso pode pregar a mensagem errada.

- Sensibilidade: um pregador sensível tem melhor compreensão da palavra e do momento que a igreja vive.

- Equilíbrio: o pregador deve se sereno diante da igreja. Demonstrar alegria, raiva ou tristeza pode colocá-lo em descrédito. A mensagem deve tocar a igreja e não o pregador.

Em outras palavras: O palhaço do circo não ri da própria piada, pois o objetivo é que platéia se divirta e não o artista. Talvez a comparação seja fora do contexto igreja, mas o sentido é o mesmo.

Que nós obreiros a cima de tudo sejamos cheio de toda a plenitude de Deus e que tenhamos em nossa vida humildade para fazer a obra de Deus todos os dias de nossa vida. Para ganharmos muitas almas par o reino de Deus (1 Co 1: 10; Ef 3: 20).

Assim Cristo vai habitar em nosso viver, agir e sentir. Quando os homens chegaram para João Batista e falaram que Jesus estava batizando no Jordão esses homens esperavam que João ficasse bravo.

Mas João Batista nos ensinou uma grande lição. “Importa que ele cresça e eu diminua mais e mais” (Jo 3:30). Todos os obreiros sejam unidos na obra de deus (Ef 4:11).Deus deu um cargo conforme a capacidade de cada um, para fazer a obra de Deus.

Que Deus nos abençoe amém!

CINCO PASSOS PARA PREVENIR A MINHA FAMÍLIA DO MAL

CINCO PASSOS PARA PREVENIR A MINHA FAMÍLIA DO MAL
 
TEXTO BIBLICO: Sl.128.1-6
INTRODUÇÃO
FAMILIA: A família é uma instituição divina criada por Deus, no jardim do Édem. (Gn.2.7) E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente. (Gn.2.21.22) Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem.

1: É TEMER A DEUS: O dicionário da bíblia Almeida define que temer a Deus é “reverência-l0” (Hb.12.28) Retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor; “obedecê-lo” (Ecl.12.13) Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem. “amá-lo” (Mt.22.37) Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. (Pv.9.10) O temor do Senhor é o princípio sabedoria; e o conhecimento do Santo é o entendimento. (Pv.28.14) Feliz é o homem que teme ao Senhor continuamente; mas o que endurece o seu coração virá a cair no mal. (Pv.10.27) O temor do Senhor aumenta os dias; mas os anos os ímpios serão abreviado. (Pv.19.23) O temor do Senhor encaminha para a vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará. (Pv.14.27) O temor do Senhor é uma fonte de vida, para o homem se desviar dos laços da morte.

2: É ANDAR NOS CAMINHOS DO SENHOR: (Sl.128.1) Bem-aventurado todo aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. (Sl.86.10) Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe o meu coração para temer o teu nome. Porque razão Davi faz está oração. (Pv.10.29) O caminho do Senhor é fortaleza para os retos; mas é destruição para os que praticam a iniqüidade. (Ef.5.15) Portanto, vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios. Pv.16.25) (Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte. (1.João.2.6) Aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou. (Ez.20.19) Eu sou o Senhor vosso Deus; andai nos meus caminhos, e guardai as minhas ordenanças, e executai-os.

3: É SEMPRE MEDITAR E VIVER A PALAVRA DO SENHOR: (Ap.3.1) Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. (Sl.1.1-3) Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará. (Pv.7.2) Observa os meus mandamentos e vive; guarda a minha lei, como a menina dos teus olhos. Porque Salomão diz assim, veja. (Js.1.8) Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.
(Tg.1.22) E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. (Mt.7.24) Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha.

4: É ENSINAR NOSSOS FILHOS O CAMINHO DO SENHOR E SEMPRE O LEVA-LO A IGREJA: (Pv.22.6) Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele. (Dt.6.7) E as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Porque razão o Senhor faz a nos Pais está recomendação, veja (Sl.127.3) Eis que os filhos são herança da parte do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. (Pv.9.9) Instrui ao sábio, e ele se fará mais, sábio; ensina ao justo, e ele crescerá em entendimento. Porque levar os filhos a Igreja. (Sl.84.10) Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil. (Sl.27.4) Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e aprender no seu templo. Veja as palavras de Josué, (Js.24. 15) Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.

5: É SERMOS O EXEMPLO DE NOSSA FAMILIA: (Tito.2.7) Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra integridade, sobriedade. (1Pd.5.3) Nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. (Tito.2.3.4) As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam reverentes no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem, para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos, Veja o que disse Paulo em (Fl.3.17) Irmãos, sede meus imitadores, e atentai para aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós. (1.Tm.4.12) Ninguém despreze a tua mocidade, mas sê um exemplo para os fiéis na “palavra”, no “procedimento”, no “amor”, na “fé”, na “pureza”. (Ef.429) Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas ó a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem. (Pv.18.21) A morte e a vida estão no poder da língua. (1.Pd.1.15) Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento. (1.João.4.7.8) Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (Tito.2.2) Exorta os velhos a que sejam temperantes, sérios, sóbrios, sãos na fé, no amor, e na constância. (Fl.4.8) Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é [puro], tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Sl.24.3-5) Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração; que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá do Senhor uma bênção, e a justiça do Deus da sua salvação.

As 10 características do Verdadeiro Cidadão do Céu

As 10 características do Verdadeiro Cidadão do Céu 

SALMOS: 15
1 SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?

2 Aquele que anda sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração.

3 Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo;

4 A cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao SENHOR; aquele que jura com dano seu, e, contudo não muda.

5 Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado.

A Igreja do Senhor é estrangeira aqui nessa terra, nosso objetivo é um dia morar no céu com o Senhor e tornarmos cidadãos do céu. Porém, não se obtém a cidadania celestial sem primeiro apresentarmos os requisitos necessários.

No Salmo 15 encontramos preciosas lições sobre o caráter do verdadeiro cidadão do céu.

I – A Pergunta de Davi (verso 1):

Com esta pergunta o salmista obteve mais que uma resposta para si mesmo. Obteve uma revelação das qualidades necessárias a todos os que querem ir para o céu.

a) QUEM HABITARÁ NO TEU TABERNÁCULO?
- Davi conhecia o tabernáculo terrestre, que fora construído no deserto. ERA UM LUGAR SANTO. Ali, manifestava-se A PRESENÇA DE DEUS. Davi também sabia da existência DE UM TABERNÁCULO MELHOR, ETERNO, NOS CÉUS.

Mas queria saber quem seriam seus habitantes.

Perguntas semelhantes feitas No Novo Testamento:

O Jovem rico: Como obter A VIDA ETERNA? (Lucas 18:18)
O carcereiro de Filipos: O que é necessário fazer para me salvar? (Atos 16:30)

b) QUEM MORARÁ NO TEU SANTO MONTE?

- Em Israel havia muitas cidades e aldeias. Entretanto, era um privilégio morar no Monte Sião (Jerusalém). Cidade dos príncipes.

- No tempo de Neemias, só 10% dos hebreus tiveram o privilégio de morar em Jerusalém. Foram abençoados os que passaram a residir ali:

"Ora, os príncipes do povo habitaram em Jerusalém; e o restante do povo lançou sortes, para atirar um de cada dez que habitasse na santa cidade de Jerusalém, ficando nove nas outras cidades. E o povo bendisse todos os homens que voluntariamente se ofereceram para habitar em Jerusalém". (Ne 11:1-2)

- Jerusalém é uma figura da Igreja Triunfante - Os crentes fiéis estarão para sempre na Nova Jerusalém:

"E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles". (Ap 21:2-3)

Você já se perguntou se está preparado para entrar no Céu? Quais seriam as qualidades necessárias para entrar no Céu? Como posso viver de tal modo que não seja decepcionado em minhas expectativas e anseios para morar um dia no Paraíso Celeste? De fato, esta é uma grande preocupação, e deve ser respondida, antes que seja tarde demais.

O Salmo 14 ensina a universalidade do pecado: todos são pecadores, e não há quem busque a Deus. Mas, de acordo com o Salmo 15, como poderia um pecador sequer pensar na possibilidade de entrar na presença de Deus? Após a revelação do Salmo 14, é lógico pensar na impossibilidade de termos acesso a Deus.

Entretanto, diz o Salmo 5:7, que é pela riqueza da misericórdia de Deus que entramos na Sua casa, e nos prostramos diante do Seu santo templo, no seu temor.

É pela graça de Deus que somos transformados de pecadores em santos. Somente os santos habitarão no Seu “santo monte”.

O salmo 14 foi escrito para que soubéssemos quão pecadores somos. O Salmo 15 foi escrito para que soubéssemos quão perfeitos podemos ser. O Salmo 14 nos coloca no pó; o Salmo 15 nos coloca na glória. O Salmo 14 humilha o pecador; o Salmo15 exalta o justo. Ele é estimulante e desafiador. Ele nos leva a um profundo exame de consciência e a um desejo de agradar a Deus a fim de podermos estar com Ele. Este é o verdadeiro equilíbrio das Escrituras.

Este salmo é mais uma jóia da Inspiração que usou o poeta Davi para nos presentear com a sabedoria divina. Aqui estão as qualidades do verdadeiro cidadão do Céu. Portanto, trata-se de um assunto essencial, a fim de que não fiquemos desavisados de nossas obrigações espirituais e sociais para com Deus e nosso semelhante.

Quem é cidadão da pátria celestial tem pelo menos 1O características benéficas.

1.    Integridade:

ser íntegro significa ser inteiro, ou seja, não ter faltas ou não ser faltante, como era o caso de Belsazar, que foi achado em falta (Dn 5.27);

Quando o cristão começa sua jornada de guiar outras pessoas percebe-se tendo que encarar sentimentos, impulsos e limitações que nunca imaginou que enfrentaria quando chegasse a tal posição.

Há uma relação direta entre ser um cristão e apontar o caminho para outras pessoas. Por isso nos referimos a cada cristão como um líder.

As tentações não se materializam como grandes desafios éticos, mas sim em pequenas coisas que estão ao alcance do líder em seu dia a dia. O amadurecimento de um cristão começa quando ele aprende a lidar com suas pequenas fraquezas e também a compreender a fraqueza dos outros.

Sabemos que não se pode medir o nível de Integridade de uma pessoa. É uma avaliação subjetiva.

Mas podemos dizer que existe uma linha imaginária que a mede e que as pessoas, de maneira geral, vêem esta linha e respondem a ela. Esta linha é medida inconscientemente pelas pessoas quando percebem a distância entre fazer o que se fala e falar o que se faz.
Quanto maior a Integridade de um cristão mais ele pode fazer o que fala e falar o que faz.

Muitas pessoas, quando em público, são doces e amorosas, mas em sua vida pessoal são vistas como algozes impiedosos.

Freqüentemente não somos a mesma pessoa em nossa vida pessoal e na vida privada. É claro que sua privacidade não precisa ser invadida a todo o momento mas vale lembrar que um dia ela será e tudo o que está oculto em sua vida será descoberto.
Então a vida cristã e o caráter cristão são uma só experiência.

Experiência essa marcada pela frustração e pela busca de socorro em Deus.

A Integridade dá:
Poder às nossas palavras.
Força aos nossos planos.
Impacto às nossas ações.
Quando se estabelece a Integridade muito pode ser feito. Mas se há uma dúvida quanto à Integridade de um líder ou de uma Igreja, quase nada pode ser feito.
Tito 2; 7-8
7 Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra integridade, sobriedade,
8 Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se confunda, não tendo nenhum mal que dizer de nós.
Um dos primeiros ataques a um cristão ou a qualquer líder é quanto à sua Integridade, depois quanto à legitimidade de sua liderança.

Estes ataques não acontecem “fora das muralhas”, advindos da estratégia do inimigo, mas sim de dentro de nossa sala mais íntima e segura, transbordando daqueles com quem dividimos o pão.

Esta maldição se manifesta sem que ninguém perceba o seu poder de corrosão. Um reino não pode prevalecer quando está dividido e a falta de confiança no líder gera a divisão e a rebelião.
Tome cuidado com as pequenas coisas
Mt.25.21

Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Nos pequenos detalhes, no segundo olhar, nas pequenas e inocentes provas que parecem sem risco algum... nos detalhes quebramos a relação de intimidade com Deus. Integridade só é conseguida na relação de amor e dependência de Deus.

Diga não à tentação... o mais rápido possível.
I Tm 6.11
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.

Não deixe sua mente negociar. Uma das cenas mais sutis do filme “O Advogado do Diabo” o jovem advogado está conversando com o dono do escritório de advocacia sem saber que ele e o próprio diabo e pergunta: “Você está negociando?” e o diabo responde: “Estou sempre negociando!”

I Sam 15.30
Ao que disse Saul: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel, e volta comigo, para que eu adore ao Senhor teu Deus.

Em qualquer dúvida diga não! Sua consciência é seu bem mais valioso e deve ser treinada para fazer o que é certo tendo como base princípios e não quantidades ou quantias.

Mantenha sua consciência limpa.

Atenção para motivos escusos.

Quando assumimos o nosso papel como cristãos e como líderes, estamos querendo que as pessoas nos sigam e elas não seguem idéias, seguem pessoas. Quando a pessoa não é fidedigna, ninguém a seguirá. Seja transparente diante dos homens e de Deus.
At 24.16

Por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensas diante de Deus e dos homens.
Não se permita caminhar com pendências em nenhuma área de sua vida.

A Palavra de Deus nos convoca a limpar as pendências com os irmãos antes de fazer o mais sagrado: ofertar no altar do Senhor. Se algo é levantado contra a imagem ou o ministério de um líder, não é suficiente que ele tenha boas justificativas.

É necessário que ele saiba lidar com o processo por detrás da queixa.


Se é algo a ser consertado, reparado ou resgatado, resolva com o irmão.
Se é uma insurreição dentro da Igreja ou do ministério, dissolva as causas.

Se é uma armadilha do diabo, resista e lute dentro da Palavra de Deus.

Mas em todos os casos entenda que há um chamado de Deus para um conserto, portanto humilhe-se diante do Pai, e Ele te exaltará diante dos homens.

2.    justiça:

ser justo tanto tem a ver com praticar a justiça como ter sido justificado, ou seja, remido pelo sangue do Cordeiro. Ser justo não tem a ver com ser justiceiro, fazer justiça com as próprias mãos;

3.    veracidade:


ser verdadeiro não está em moda atualmente, quando a maioria das pessoas quer levar vantagem em tudo. Dizer a verdade quando isso lhe põe em situação difícil é pedir para ser taxado de “trouxa”, mas lhe garante a cidadania eterna;

4.    bendicência:

ser detentor da cidadania celeste implica em não ser um difamador da reputação alheia, não lançar má fama sobre alguém, pelo contrário, bendizer e não ser desrespeitoso. Difícil entender isso? Claro que não, mas por que isso não é posto em prática com a mesma facilidade?

5.    benignidade

Uma qualidade excelente. Benignidade é a “qualidade daquele que é benigno”. Benigno quer dizer “suave, brando, agradável; não perigoso nem maligno” (Dic. Aurélio). Esses são os significados que encontramos no dicionário sobre a palavra benignidade. É a qualidade daquele que só faz o bem. Uma pessoa benigna é agradável.
Quem dela se aproxima sente-se bem. É diferente de uma pessoa maligna, cuja presença faz mal. Às vezes, uma pessoa maligna consegue usar uma máscara, e engana a muitos.

Mas, no meio cristão, existem recursos poderosos, sobrenaturais, que nos levam a identificar aquele que é maligno, disfarçado de benigno. De um lado, há o dom de discernir os espíritos. De outro, há o discernimento que Deus concede a muitas pessoas para que percebem a presença ou a atuação de um maligno.

A Bíblia diz: “o que usa de engano, não permanecerá dentro da minha casa”. Sabendo disso, devemos procurar sempre ser benignos para com os nossos irmãos e para com os de fora.

significa, em outras palavras, ser benigno, desejar o bem às pessoas. Também pode significar não guardar mágoas e ressentimentos, pois quem faz isso, automaticamente, não consegue desejar o bem a quem o magoou.

6.    bondade: significa ser bondoso, ou seja, fazer o bem aos outros. É a complementação do item anterior, benignidade. Fazer o bem não é tão difícil, dependendo de para quem for feito, não é mesmo? Mas, o texto permite acepção de pessoas? É, essa é a parte difícil…

7.    imparcialidade: ser imparcial, nos dias de hoje, não é coisa das mais fáceis. Não sei se, no passado, foi alguma vez fácil. Por que ser imparcial não é fácil? Quer um exemplo? Tratar o rico e o pobre da mesma forma, sabendo que um pode fazer algo por você, e o outro não. É uma tentação ou não é? Tratar o patrão e o subordinado, proporcionalmente, com o mesmo respeito, outro exemplo.

8.    confiabilidade: ser uma pessoa de palavra, atualmente, quando a regra é a flexibilidade das promessas e quebra dos votos mais sagrados, é remar contra a maré, ir na contramão do que o mundo faz. Mas, cidadão do céu tem que ser diferente mesmo de cidadão mundano. Qual você deseja ser?

9.    generosidade: essa característica é facilmente entendida como o contrário da cobiça. Se Jesus disse: “de graça recebestes, de graça dai”, está claramente exposto o princípio da generosidade. A cobiça é meia-irmã da inveja e, convenhamos, um cobiçoso ou invejoso não se sentiria bem na pátria celestial, onde tais sentimentos não poderiam aflorar, concorda?

10.    honestidade: a definição mais simples é não se deixar corromper. Os jornais estampam, diariamente, situações desonrosas de pessoas corrompendo e se deixando corromper, tornando a corrupção regra, e a honestidade, exceção. Quer morar no céu? Saiba que lá, corrupto não entra.

Conflito de consciência: ser ou não ser um cidadão do céu?
E então, passou no teste, ou ainda está em falta com alguma característica?
É fácil conquistar essas qualidades? Não, é quase impossível. Somente com a ajuda do Espírito Santo conseguimos cultivar essas qualidades, e fazê-las florescer em nossas vidas, para colher seus frutos na eternidade.

Aqui temos a promessa de Deus para todos os que seguem os passos de Jesus Cristo e estão se preparando para entrar no Céu e habitar no monte Sião, junto a Deus e os santos anjos.

Estamos no limiar da eternidade, e muitos vivem em uma falsa segurança. Somente os que são íntegros poderão entrar nos portais das mansões celestes.

Temos nós buscado a Deus a fim de que esse caráter possa ser visto em nós? Se nós buscarmos sinceramente a Jesus Cristo, Ele nos dará o Seu Espírito abundantemente, a fim de transformar a nossa vida, perdoando os nossos pecados e nos levando à integridade e perfeição.

Desse modo, jamais seremos abalados, “ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares”. (Sl 46:2).

Que Deus nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus, amém.