segunda-feira, 11 de junho de 2018

Os Sete passos do filho pródigo para a vitória

Os Sete passos do filho pródigo para a vitória 

(Lc 15.11-17)

Após o filho pródigo abandonar a casa do Pai resolvendo cujo final redundou em uma trajetória de fracassos e dissabores, chegou a conclusão que a sua rebeldia tinha lhe custado um alto preço. Esta situação serviu de instrumento para quebra da casca do orgulho e soberba fazendo com que surgisse em seu interior o desejo de retornar à casa do pai, de onde nunca deveria ter saído. A quebra da casca faz surgir o lado sensível que ainda não havia sido atingido levando o filho pródigo cair em si.

Esta obra somente é feita através do Espírito Santo que convence o mundo do pecado da justiça e do juízo – Jo 16.8.

O CAMINHO PARA A VITÓRIA:

1 – Seu despertar – caiu em si – v.17

2 – Sua reflexão – eu aqui morro de fome – v.17

3 – Sua decisão – levantar-me-ei – v.18

4 – Sua confissão – eu pequei – v.18

5 – Sua declaração – eu não sou digno – v.19

6 – Sua prontidão – abrir mão de tudo – v.19

7 – Seu regresso – levantou-se e foi – v.20 a

A parábola certamente é uma das mais conhecidas entre os cristãos e também entre os não crentes. Por ser uma das mais conhecidas, corre também o risco de ser uma das mais mal interpretadas. Para ilustrar seu ponto de vista, ele cita 2 exemplos:

1. A parábola não fala da ira ou da justiça do pai ao receber o filho, mas descreve seu amor. Logo, poderíamos concluir que o Pai não tem ira nem justiça, mas tão somente amor e aceitação.

2. A parábola não fala de um intermediador entre o pródigo e o pai, apenas fala do filho indo ao pai. Logo, poderíamos deduzir que Jesus não é necessário para nos conciliar com o Pai.
Por estas e outras razões é que se faz necessário olharmos para as parábolas (e também para a Bíblia) a partir de uma visão geral e ampla, sempre considerando o todo de sua verdade infalível. Quando começamos a relativizar o ensino bíblico, caímos nos laços liberais, partimos para a heresia e anulamos a sã doutrina.

Nesta parábola, Jesus responde a declaração que os fariseus e seus mestres fizeram a ele quando disseram: "Este homem recebe pecadores e come com eles". (15.2) Lucas já havia registrado no capítulo 5, versículo 31 quando Jesus dissera: "Não são os que tem saúde que precisam de médico, mas os doentes. Eu não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento". É mister notarmos que Jesus não estava dizendo a eles que existem pessoas que são naturalmente justas e outras que são pecadoras, mas sim, fazia uma distinção entre os fariseus (que se achavam justos) e os "pecadores" (o restante do povo que à vista dos fariseus não cumpria todas as ordenanças impostas por eles).

Alguns versículos antes, Jesus havia dito: "Se alguém vem a mim e ama... até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo". 14.26 Temos neste versículo o retrato perfeito do que aconteceu ao filho pródigo. Ele havia pedido sua herança ao seu pai, saiu de casa para desperdiçar seus bens e acabou por desperdiçar boa parte de sua vida.

A Bíblia de Estudos de Genebra comenta que não era comum o pai entregar o patrimônio aos filhos. Informa-nos também que o filho mais velho tinha direito a 2/3 da herança, logo, o filho mais moço (o pródigo) recebera 1/3 dela. Quando o pai entregava o patrimônio aos filhos, ele retinha o usufruto da renda, ou seja, o pai não podia se desfazer do patrimônio (pois já era de seus filhos), mas os filhos podiam vendê-lo. Contudo, caso os filhos vendessem a parte que lhes era devida, o comprador não podia tomar posse antes da morte do pai. Tal feito era muito incomum durante aqueles dias.

Nosso quadro então está pintado com um filho que acabara de receber sua herança, que acabara de ter recebido a parte que lhe era devida. A Bíblia nos diz que esse jovem "foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente".(v.13) Este filho que tinha a herança em suas mãos, que tinha a oportunidade de fazer bons negócios e de ampliar sua riqueza, agora resolve sair e desperdiçar sua preciosa herança. Não bastasse tê-la desperdiçado e tê-la empregado em situações que não lhe convinham, este filho sequer matutou na possibilidade de poupar um pouco de seus bens, para o caso de lhe sobrevir alguma necessidade. Eis então que depois "de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade". (v. 14)

Amados, aqui temos o exemplo de um péssimo de filho. O exemplo de alguém descuidado, o exemplo de alguém que achava que suas riquezas durariam para sempre, o exemplo de um filho que pensou que nunca iria ter falta de coisa alguma! Este filho tinha tudo para se dar bem na vida, mas se deixou levar pelas suas paixões e não reconheceu o devido valor da casa de seu pai. Atentemos para que o texto nos diz claramente que este pródigo "foi para uma região distante".

Provavelmente ele se dirigiu a alguma cidade maior, a algum lugar onde pudesse extravasar e saciar os seus desejos mais íntimos, um lugar longe da casa de seu pai, um lugar onde ele achava que poderia ser dono de si mesmo!

Em seu desprezo vivencial, em sua necessidade pelas coisas mais básicas da vida, pela simples comida que sustenta diariamente o homem, ele agora resolve ser empregado como todos os outros daquela região. Este jovem que é filho de um homem que tem propriedades, que de nada sentia falta, que morava na casa de seu pai e era sustentado por ele e seus criados, agora se encontra à beira da amargura. Sua situação não melhora, como talvez ele imaginasse, mas piora drasticamente quando seu empregador lhe designa para cuidar de porcos (v.15).

Lembremos novamente que Jesus está contando esta parábola para os fariseus. Para o judeu, comer carne de porco era comer um animal imundo. A lei de Deus em Levítico 11.7 havia classificado o porco como criatura imunda, imprópria para o consumo; quanto mais sua criação! A Bíblia de Estudos de Genebra comenta que os rabinos (líderes da congregação judaica) consideravam as pessoas que criavam porcos como amaldiçoados.

A narrativa bíblica não nos diz para qual "região distante" este pródigo havia ido, mas podemos deduzir duas possibilidades: A primeira é de que essa região distante fosse uma região judaica, mas que havia se apartado das leis do Senhor (pois criavam porcos, algo contrário à lei). A segunda diz respeito a uma região gentia (não-judaica), cujo modo de vida não era regido pelas leis do Senhor.

Seja como for, os fariseus estão diante do pai terrível relato que poderiam ouvir. Sabemos que tais fariseus eram judeus, zelosos pela lei do Senhor, acreditavam que seriam para sempre o único povo escolhido, tratavam com desprezo as pessoas de outras nações e esperavam um messias de cunho político. Não bastasse estarem diante do suposto messias, agora lhe ouvem falar coisas totalmente contrárias àquilo que sempre pensaram! Estes homens não podiam se dobrar diante de tal parábola "absurda"! Ora, o jovem pródigo havia se rebelado contra seu pai, havia feito mal uso de sua herança, estava falido e procurava por migalhas.

Era visto também como um amaldiçoado! De igual modo os fariseus viam que Jesus arrebanhava pessoas de "outros apriscos" e ainda por fim ouvem-no dizer que o pai recebeu o pródigo de volta em sua casa! Era demais para estes homens suportarem.

A narrativa nos conta que o pródigo estava padecendo das necessidades mais básicas da vida. "Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam". (v.16) O filho do dono de propriedades agora suplica para que fosse sustentado tal qual um porco, mas nem isso ele consegue.

Amado, você tem visto semelhança entre este jovem e a sua própria conduta? Ao olhar para ele, você tem se encaixado em tal descrição? Tal qual esse filho mais moço, você já experimentou a fartura de bênçãos espirituais e hoje se encontra afastado da casa do Pai? A narrativa nos trouxe até aqui e nos tem mostrado que falta muito pouco para que este pródigo venha a falecer e nunca mais possa ter comunhão com seu pai.

Pv 16.18 diz: "O orgulho precede a ruína". O jovem pródigo se orgulhou, achou que poderia viver longe da casa de seu pai e longe de seus cuidados. Mas ele caiu, "e foi grande a sua queda".

O relato de hoje nos leva a refletir acerca do que temos feito com nossas vidas. Alguns de nós nasceram em meio à igrejas, famílias cristãs e foram rodeados de amigos cristãos. Outros talvez não tiveram tal regalia, mas já experimentaram a "boa, perfeita e agradável vontade de Deus" (Rm 12.2).

Veremos mais adiante que foi pela graça de Deus que este pródigo foi levado de volta à sua casa. Mas é mister notarmos que até o momento ele se encontra em total estado de perdição. Sua vida logo se irá e nos braços do Pai, não irá mais ficar. Oremos e não deixemos para amanhã a volta para a casa do Pai.

Nosso texto de hoje continua dizendo: "Caindo em si, ele disse:". (v.17) Encontramos grande perigo em tão afirmação. Ao lermos tal declaração podemos cogitar que o "cair em si mesmo" foi uma atitude do homem, podemos deduzir que foi devido ao livre-arbítrio do jovem pródigo que ele chegou ao arrependimento; mas a bíblia não nos permite tal feito. Em Efésios 2.1 lemos que: "Vocês estavam mortos em seus delitos e pecados". No mesmo capítulo, mas nos versículos 4 e 5 lemos: "Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões - pela graça vocês são salvos".

Ao discorrer sobre o livre-arbítrio do homem, Lutero escreveu: "Se algum homem, de alguma maneira, atribuir a salvação ao livre-arbítrio do homem, mesmo que a ínfima parte, nada sabe sobre a graça e não conheceu Jesus Cristo corretamente". Certamente essas palavras nos soam quase que como agressivas, mas sabemos que não podemos suavizar a mensagem do evangelho.

Temos visto em nossos dias as mais variadas correntes teológicas crescendo e ganhando forma. A teologia aos poucos tem se tornado antropocêntrica em vez de ser cristocêntrica. É importante notar que quando a igreja faz distinção entre arminianismo e calvinismo, não é para criar brigas (ou não deveria ser) tolas, mas para mostrar que enquanto o primeiro sistema se baseia na autonomia humana, o segundo reconhece a soberania de Deus em absolutamente todas as coisas.

A passagem de Efésios que lemos anteriormente nos mostra a situação em que o filho pródigo se encontrava: morto. Aquele jovem estava desejoso da comida de porcos, mas nem isso conseguia obter (v.16). Aquele jovem que outrora havia desfrutado de banquetes e regalias na casa de seu pai, agora está na rua da amargura e em completo desespero - está completamente morto.

Então, Deus em um toque de graça, o traz à vida, abre os seus olhos e o seu entendimento, e ele passa a perceber sua situação miserável. Ele diz: "Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’".

(v. 17-19) Aqui temos o retrato do mais miserável dos homens. Além de tudo que já havia perdido da casa de seu pai e de sua herança, agora passara a reconhecer seu estado lastimável. Amados, como nos é triste e doloroso o momento em que reconhecemos nosso estado de podridão e falta para com Deus.

Na narrativa anterior ao versículo 17, nada fala sobre o reconhecimento do pródigo acerca de seu estado de miséria. Mesmo enquanto ele desperdiçava seus bens, quando já havia gasto tudo o que possuía, houvera se empregado no mais terrível trabalho aos olhos de um judeus; ainda não sabia onde estava.

Tal qual esse pródigo, talvez você já tenha experimentado a abundância de vida na casa de Deus e já tenha tido tempo de dedicação para com a palavra do Senhor. Quem sabe já houve tempos em que você se dedicou a oração e a perseverança nas coisas do reino, mas hoje se acha em falta - encontra-se na mais terrível anorexia espiritual.

Tiago 4.14 nos diz: "Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa". Muitos tem deixado para amanhã o dedicar-se as coisas de Deus. Muitos jovens tem desperdiçado suas vidas achando que são apenas os idosos ou os imprudentes do trânsito que vem a falecer. Lembremo-nos que a maioria das pessoas não morre feliz e deitada em suas camas com o sentimento de missão cumprida. A maioria que morre achou que poderia deixar para amanhã o que poderia fazer hoje, achou que viveria tempo suficiente para empenhar-se em seus projetos, mas não houve tempo. Quando menos esperavam, a morte os tragou e sua vida se esvaiu.

"A seguir, levantou-se e foi para seu pai". (v.20) O arrependimento que conduz à vida é uma graça salvadora, operada no coração do pecador pelo Espírito e pela Palavra de Deus, pela qual, reconhecendo e sentindo, não somente o perigo, mas também a torpeza e odiosidade dos seus pecados, e apreendendo a misericórdia de Deus em Cristo para com os arrependidos, o pecador tanto se entristece pelos seus pecados e os aborrece, que se volta de todos eles para Deus, tencionando e esforçando-se a andar constantemente com Deus em todos os caminhos da nova obediência

(Lc. 24:47;

2 Tm 2:25;

Jo 16:8-9;

At. 11:18, 20:21;

Ez 18:30, 32;

Lc. 15:17-18;

Ez 36-31. e 16:61, 63;

Sal. 130:34;

Joel 2:12-13;

Jer. 31:18-19;

II Cor. 7:11;

At. 26:18;

1 Reis 8:47-48;

Ez 14:6; Sl119:

59, 128;

Rm 6:17-18;

Lc 19:8).

Em contraste com o falso arrependimento que não produz mudanças, aqui temos o exemplo de um arrependimento sincero. Não que esse jovem estivesse totalmente comprometido para com a causa de seu pai (lembremos que ele resolveu ir para a cada de seu pai porque estava com fome e não porque o amava), mas houve uma guinada em sua vida.

Quando Deus verdadeiramente toca a vida de um pecador, ele sempre muda sua conduta. Não foi assim com Paulo, Pedro e tantos outros? Ora, acaso Paulo continuou perseguindo os cristãos e ao mesmo tempo pregando as suas boas novas? Porventura, Pedro continuou negando a Cristo durante toda sua caminhada cristã? Tal qual esses homens, o pródigo não continuou desejando a comida de porcos e ao mesmo tempo ansioso pela casa de seu pai - houve uma verdadeira mudança. Todos esses e muitos outros homens poderiam repetir as palavras de Paulo quando disse: "Prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus". Fp 3.14

Observemos atentamente a mudança de vida que aconteceu neste pródigo. "Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti". (v.18) Ele não disse que voltaria para a casa do seu pai e pronto. Não falou também que seu pai sempre aceitou os rebeldes de volta e por isso ele poderia voltar, mas ele disse: "Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti". (v.18).

Que diferença deste tipo de confissão de pecados daquele feito por faraó! O pródigo não silencia sua fala, mas vai adiante dizendo: "Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados". (v.19) O jovem não titubeou dizendo que achava que não era digno, não vacilou pensando que antes ele não era digno de ser filho, mas agora que verdadeiramente se arrependeu, deveria ser recebido como tal.

Também vemos que em momento algum o jovem cogitou a possibilidade de voltar e ser reconhecido como filho de seu pai, não tomou a resolução de voltar motivado por uma grande festa, por roupas novas ou coisa semelhante, pois sabia da situação deplorável em que se encontrava.

"A seguir, levantou-se e foi para seu pai". (v.20) De modo semelhante a quando éramos crianças e ficávamos temerosos de irmos ao encontro de nossos pais - pois sabíamos que havíamos desobedecido as suas ordens ou que não tínhamos cumprido para com nosso dever - provavelmente esse pródigo se sentia de maneira semelhante. Embora ele não houvesse furtado cousa alguma de seu pai, não houvera dito que não amava mais sua família e por isso iria fugir, tampouco lhes disse que não eram mais importantes para ele, ele sabia que estava perdido e só havia um lugar para onde pudesse ir: a casa de seu pai.

Quando Deus toca na vida de um homem, ele o faz por completo, mudando tudo o que é necessário para o crescimento e amadurecimento do crente, a fim de que "o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2Tm 3.17).

Esta parábola contrasta com a confissão de pecados que faraó fez. Enquanto a confissão de faraó não havia sido acompanhada de mudança, a confissão deste pródigo preencheu tal requisito. "O arrependimento é aquilo que descreve a resposta de converter-se do pecado para Deus. Este é o caráter específico do arrependimento, assim como o caráter específico da fé é receber a Cristo e confiar somente nEle para a salvação.

O arrependimento nos recorda que, se a fé que professamos é uma fé que nos permite andar nos caminhos deste mundo mau, na concupiscência da carne, na concupiscência dos olhos, na soberba da vida e na comunhão das obras das trevas, a nossa fé é apenas zombaria e engano.

A verdadeira fé é permeada de arrependimento. Assim como a fé é um ato momentâneo e uma atitude permanente de confiança e descanso direcionada ao Salvador, assim também o arrependimento resulta em contrição constante. O espírito contrito e o coração quebrantado são marcas permanentes da alma que crê… O sangue de Cristo é o instrumento da purificação inicial, mas é também a fonte à qual o crente pode recorrer continuamente. É na cruz de Cristo que o arrependimento começa; é ali que ele tem de continuar derramando seu coração, em lágrimas de confissão e contrição."

Interessante notarmos que o pródigo não estava confiante e animado pelo fato de fazer uma viagem de volta. A viagem por si mesmo não representava algo fácil ou agradável para o pródigo (pensemos por um breve instante em todas as dificuldades que poderiam assolar e impedirem que esse filho prosseguisse viagem: frio, fome, falta de dinheiro, assalto, doenças, desprezo, angústia, dúvidas constantes...), mas era algo necessário.

A motivação do pródigo não estava em passar por lugares bonitos, apreciar novas paisagens, encontrar velhos amigos ou coisa qualquer - sua motivação estava em voltar para a casa de seu pai.

Devemos então atentar para o fato de que a vida do cristão não deve ser motivada por aquilo que ele vê ou sente, mas por sua firme esperança de uma vida eterna junto à casa de seu pai. Hebreus 11.1nos diz que: "Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos."

"Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou." (v.20b) Notamos aqui que o pai não ficou esperando o filho, sentado em sua cadeira e fazendo pouco caso da volta de seu querido, mas "correu para seu filho, e o abraçou e beijou." Tal qual nessa cena simbólica, na salvação dos homens, o agente ativo é Deus. É Ele quem nos toca, é Ele quem nos perdoa, é Ele quem nos salva, é Ele quem nos leva para sua família! De nada adiantaria o filho ter voltado para a casa de seu pai se não fosse recebido. Diante de tal momento sublime, não podemos nos deixar de lembrar de João 6.37 que diz: "Todo aquele que o pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei."

Adiante vemos a atitude correta de um filho que percebeu que não digno de continuar sendo chamado desse jeito. "O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’" (v.21). Este filho pródigo teve a atitude correta diante de seu pai. Ele sabia que não havia nada de bom em sua vida que pudesse ser usado como mérito para ser recebido de volta.

Isso nos leva a pensar sobre a importância da humildade diante da eleição e da predestinação de Deus. Longe de nos levar a algum tipo de elitismo, a eleição e a predestinação nos levam a ser humildes pela graça recebida, pois "isto não vem de vós, é dom de Deus". Ef 2.8 Também lemos que: "Quem se gloriar, glorie-se em Cristo" (1Co 1.31) De igual modo, Paulo escreve aos gálatas dizendo: "Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo" (Gl 6.14).

Muitas vezes vemos pessoas tendo a atitude inversa a desse pródigo. Acham que as leis de Deus são ultrapassadas para esse mundo. Olham para as "necessidades" deste mundo moderno e dizem que a bíblia deve se moldar à cultura e aos gostos da geração a ser alcançada.

Algo que nos causa constante espanto é a velocidade com que os padrões deste mundo tem mudado. Não muitos anos atrás, o divórcio era algo proibido no Brasil (o casamento tinha fim apenas com a morte dos cônjuges) e constituía crime, pois o Estado entendia que o casamento era algo primordial para o sustento da sociedade. O que temos hoje é a (quase) mais pura banalização do santo matrimônio.

As mesmas terras tupiniquins que outrora defenderam com vigor a instituição estabelecida por Deus, hoje permite que qualquer casal (mesmo que tenham se casado no dia anterior) - preenchendo certos requisitos legais - se divorcie imediatamente, sem grandes trâmites burocráticos. A nova lei contra a homofobia é também um bom exemplo de como a sociedade tem se deteriorado.

Precisamos entender que a bíblia e suas ordenanças são perpétuas; elas nunca mudarão mesmo em face da mais terrível apostasia. Nós precisamos estar bem fundamentados e firmemente arraigados à rocha que é Cristo Jesus. "Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procure compreender qual é a vontade do Senhor" (Ef 5.15-17).

O nosso texto passa agora a nos dizer como que o pai recebeu aquele filho. "Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar" (v.22,23).

Vemos que o pai se alegrou com a volta do filho! Ele não ficou indiferente quanto a essa situação! Alguns poucos versículos anteriores (falando acerca das duas outras parábolas) enfatizam isso quando nos dizem que "haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se... Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende" (vs. 7 e 10). Não sabemos de que forma se dá essa alegria nos céus, mas entendemos que a volta para à casa do pai é um evento de grande importância para Deus.

A Bíblia de Estudo de Genebra comenta acerca dos adornos dados ao filho: "A melhor roupa: um sinal de honra; o anel: autoridade; calçados em seus pés (sandálias): os escravos andavam descalços, as sandálias significam que o filho tinha a posição de um homem livre; o novilho gordo: reservado para ocasiões especiais."

Então o pai passa a expor o motivo de todos esses adornos e festejos: "Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar" (v.24).

Lembremos que Jesus está respondendo à declaração dos fariseus que disseram: "Este homem recebe pecadores e come com eles" (v.2). Nos tempos antigos, sentar-se à mesa com alguém era sinônimo de amizade, companheirismo e afinidade. Significava haver um vínculo entre aquelas pessoas.

Lembremos das palavras de Jesus: "Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz.

Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido" (João 15.14,15).

O texto de hoje nos mostrou que quando vamos à casa do pai podemos ter a certeza de que ele nos receberá. Assim como as duas parábolas anteriores (a ovelha perdida, vs. 4-6 e a moeda perdida,vs. 8,9), a parábola do filho pródigo também nos mostra que o pai se importa com os seus. Davi expressou muito bem seu sentimento de poder estar diante do seu Senhor quando disse: "Alegrei-me com os que disseram: Vamos à casa de Senhor!" (Sl 122.1)

Que possamos juntos ecoar as palavras do salmista que dizem: "Senhor, tu és a minha porção e o meu cálice; és tu que garantes o meu futuro. As divisas caíram para mim em lugares agradáveis: Tenho uma bela herança! Bendirei o Senhor, que me aconselha; na escura noite o meu coração me ensina! Sempre tenho o Senhor diante de mim. Com ele à minha direita, não serei abalado" (Sl 16.5-8).

Devemos entender o processo de humildade verdadeira que envolve o verdadeiro arrependimento e os benefícios que são colhidos. E que somente em Jesus temos o melhor desta terra (Is 1.19).

Se você amado leitor estiver distanciado da presença do Senhor volte-se para o nosso Deus, pois Ele te espera de braços abertos para te resgatar, em nome de Jesus. Amém!

Descubra se a tua denominação é uma Igreja ou Torre de Babel

Descubra se a tua denominação é uma Igreja ou Torre de Babel 


Esta semana estamos assistindo a um debate na Rádio Melodia sobre a radiografia da Igreja atual. Esta se divide em Igreja como organismo vivo, e também como uma organização.

O organismo é algo vivo e espiritual;

Enquanto a organização é local e estatutária aonde aparece um líder para governá-la.

Mas é aí que surge o problema, até as Igrejas mais sérias tem se deixado levar pelas astúcias de Satanás que ultimamente introduziu no seio da Igreja heresias pesadas tais como:

1. A teologia da prosperidade;

2. O afrouxamento das doutrinas (já que hoje já não é possível discernir entre um crente e um ímpio);

3. Líderes gays e lésbicas, dentre outras aberrações.

Nesta matéria estaremos analisando o comportamento dos líderes comparando-os à Babel.

E no final faremos um comparativo entre a Igreja de Jesus e a Babel; através dele você poderá descobrir se de fato se encontra numa verdadeira Igreja ou se está sendo enganado por falsos líderes travestidos de pastores. Vamos acompanhar.

A Igreja é uma entidade sobrenatural. Não é fruto da mente engenhosa humana. É constituída por pedras vivas, não por tijolos fabricados pelo homem (1 Pe 2:5).

Assim como o Tabernáculo de Moisés, é um projeto divino para que Deus habite entre os homens, cuja planta e construção se conseguem por revelação e unção apostólica/profética e não pela mera implementação de práticas institucionais.

Babel não foi um projeto de Deus, foi fruto da engenhosidade humana, quando os homens substituíram as pedras por tijolos trabalhados pela mão do homem (Gn 11). O plano de Deus era que eles se espalhassem e povoassem a terra, mas eles preferiram se juntar em uma aliança profana para fazer algo grandioso e assim engrandecer seu nome.

O Legado da Torre de Babel

Após a virada do terceiro século da nossa era, o poder da Igreja de Roma começou a crescer e isso provocou um cisma entre os guardiões dos Mistérios. Quando Constantino legalizou o cristianismo, a Igreja Católica Romana adotou muita das doutrinas das religiões de mistério da Babilônia.

A Igreja adotou a adoração da mãe e do menino, o batismo de bebês, a confissão a um sacerdote, e muitos outros aspectos da religião de mistérios da Babilônia. No entanto, a Igreja Católica não adotou os aspectos ocultistas das religiões de mistério.

Esses aspectos permaneceram com as Escolas de Mistério do Oriente, os cabalistas e os gnósticos até o tempo das cruzadas. Os aspectos ocultos da Sabedoria Antiga apareceram publicamente na Europa Ocidental com a ascensão da Dinastia Merovíngia e as lendas de "Percival e a Busca Pelo Santo Graal". O cisma subseqüente dentro das escolas de mistérios da Magia Branca e Magia Negra explodiu e se tornou um grande conflito quando os Cavaleiros Templários (A Ordem do Templo) retornaram das Cruzadas como os homens mais ricos do mundo.

Os Cavaleiros Templários e o Priorado de Sião (A Ordem de Sião) se tornaram a elite cultural que adotou totalmente os aspectos ocultistas dos Antigos Mistérios. Isso os colocou em rota de colisão com a Igreja de Roma e seus aliados. O Priorado de Sião passou a operar às escondidas e se tornou uma "sociedade secreta" de elite, enquanto os Cavaleiros Templários foram violentamente atacados pelo rei francês Filipe IV, uma marionete católica, e pelo papa Clemente V.

Em 13/10/1307, Filipe IV ordenou a prisão de todos os Cavaleiros Templários. No entanto, na noite anterior, um número desconhecido de cavaleiros partiu da França, com dezoito navios carregados com o lendário tesouro da Ordem.

(3). Uma parte desses navios aportou na Escócia e os Templários associaram-se com os Guardas Escoceses, com os Rosa-cruzes, com o Colégio Invisível e a Sociedade Real (todos grupos ocultistas) e juntos formaram o Rito Escocês da Maçonaria.

(4) Os maçons têm os Templários como antecessores, bem como a custódia autorizada de seus segredos arcanos.

(5). Conseqüentemente, o Rito Escocês é "orientado em forma de magia, enfatizando uma hierarquia social e política, uma ordem divina e um plano cósmico subjacente."

(6) Essa é exatamente a essência dos Mistérios Antigos de Ninrode.

A partir dessa seqüência de eventos históricos, quem está familiarizado com a Palavra de Deus e, particularmente, com a profecia bíblica, pode concluir o seguinte:

1. Ninrode procurou restaurar o sistema pré-diluviano implantando um governo mundial, liderado por um rei-sacerdote, energizado diretamente por Lúcifer.

A. O nome Ninrode significa "rebelde". Ele foi o primeiro homem que realmente organizou uma rebelião contra Deus. Ele aparentemente foi influenciado por seu pai (Cuxe), que lhe deu este nome.

B. Ninrode foi um homem "poderoso" ou líder na terra [Gn 10:8].

C. Ele parece ter lutado para dominar, organizando a exterminação dos animais perigosos. Os animais se reproduzem mais rápido do que o homem, e devem ter sido realmente um problema após o dilúvio.

Podemos entender esta situação quando nos lembramos de que nos tempos modernos, houve relatos de um simples tigre ter matado centenas de pessoas no período de alguns anos. Ninrode se tornou uma lenda e um provérbio em seus dias [Gênesis 10:9]. Sua popularidade foi muito parecida com a daqueles famosos generais que foram promovidos para o alto escalão.

D. Ninrode organizou uma rebelião política contra Deus. Foi ordenado ao homem que repovoasse a terra [Gênesis 9:1]. Eles deveriam se espalhar e povoar a terra.

Por outro lado, Ninrode desejava manter todos juntos. Ele queria construir um governo centralizado e mundial, para consolidar assim os esforços dos homens. Deus parece ter usado o nacionalismo para restringir os pecados dos homens [At 17:26-27].

A divisão de governos e línguas impede os propósitos malignos dos homens. Note que tem sido sempre os homens maus que promovem um sistema de governo mundial e centralizado (globalização). Isto não fica bem evidente no governo dos Estados Unidos? Nisto vemos em Ninrode um tipo do anticristo.

E. Ninrode também organizou uma rebelião religiosa contra o Senhor. A Torre de Babel era um templo religioso. Esta religião permeou o mundo antigo e permanece bem vivo hoje em dia.

Quando estudamos as religiões pagãs, ficamos impressionados com as várias características comuns entre elas. Muitos livros excelentes têm sido escritos para mostrar como as doutrinas de Ninrode têm se infiltrado completamente na Igreja Católica Romana através dos anos.

Isto é tão evidente que o Catolicismo e o sistema Ecumênico de religião estarão presentes na terra quando o Anti-Cristo vier, e são mencionados como "Mistério, a grande Babilônia" [Ap 17:1-6].

F . A frase "diante do Senhor" em Gênesis 10: 9. Tem uma implicação que denota o mal. Isto parece indicar que Ninrode ousadamente e reconhecidamente desafiou ao Senhor.

B. A Torre de Babel - Gn 11:1-9.

Após estudarmos a respeito de Ninrode, podemos entender melhor a posição de Gn 11:1-9.

Versículos 1-2. A influência de Ninrode uniu o povo e o preservou de ser espalhado pela terra. Nesta época Sem ainda estava vivo e deve ter ficado espantado com esta rebelião, e por ela ter ocorrido logo após o dilúvio. Não há dúvidas de que ele se recusou em tomar parte deste movimento.

Versículos 3-4. Sem, que significa nome, era para glorificar o nome de Deus, trazendo através de seus descendentes o Messias ao mundo. Estes povos, no entanto, se rebelaram contra Deus quando desejaram fazer um nome para eles mesmos.

Vindo a planície de Sinar eles construíram uma grande e bonita cidade. Esta cidade foi conhecida mais tarde como Babilônia. Nesta cidade eles começaram a construir uma grande Torre, que seria um templo religioso e um lugar de adoração.

A intenção era que ali fosse o centro da política e da união religiosa. (Estes templos torres são chamados de "ziggurats" e foram freqüentemente construídos nas épocas antigas.

Ao redor da Babilônia existem vários destes templos torres, sendo que dois deles são tão antigos que os homens têm especulado se um deles não poderia ter sido a torre original. Tijolos assados no forno permanecem indefinidamente).

Versículos 5-6. Deus notou o progresso e a intenção destes homens maus. O pronome no plural no versículo 7, refere-se a natureza triunitária de Deus.

Versículos 7-9. Pela sua misericórdia, Deus se recusou a permitir que este esquema maligno tivesse êxito. Quanta vez na história, Deus interceptou os homens que queriam organizar o mundo através de um governo central (Napoleão e Hitler são exemplos disto).

Isto foi realizado com eficácia fazendo com que diferentes famílias falassem diferentes idiomas, e desta forma se espalhassem pela terra. Então o plano original de Deus de repovoar a terra foi realizado. Mesmo hoje, a variedade de idiomas impede os ditadores de alcançarem o controle do mundo. O povo queria ter um grande nome. No julgamento de Deus, a cidade foi chamada de Babel, que significa confusão.

1. Quando Deus estorvou os planos de Ninrode, a estratégia de Lúcifer foi alterada para criar um sistema de falsas religiões que preservassem esses poderosos Mistérios Antigos até o tempo em que ele (Lúcifer) possa estabelecer seu reino.

2. Esses mistérios foram guardados desde aquele tempo por um grupo de elite selecionado. Houve alguns períodos na história em que o lado ocultista mais tenebroso dos mistérios foi aceito, e períodos em que o ocultismo foi perseguido.

3. A Bíblia fala sobre o surgimento de um reino mundial futuro liderado pela Besta (o Anticristo), que declarará ser Cristo.

Esse reino mundial será acompanhado por uma igreja mundial até o tempo em que não seja mais útil para a Besta. A Besta também declarará ser o Messias dos judeus e o legítimo herdeiro ao trono de Davi.

4. A Besta revelará os segredos dos Mistérios Antigos, que foram fielmente conservados por seus servos durante milênios, como prova de sua posição para estabelecer plenamente seu reino.

O processo da destruição inevitável das civilizações humanas sem Deus, que culminará no Armagedom, começou com Ninrode e a construção da Torre de Babel.

As Religiões dos Antigos Mistérios estavam em direta oposição à adoração ao Deus da Bíblia, Ninrode era o servo de Lúcifer e a Torre de Babel foi o símbolo do desafio ao plano de Deus para a humanidade.

Como resultado desses fatos, até a mais vaga referência à Torre de Babel como uma imagem positiva para qualquer esforço nobre era absolutamente impensável durante os quatro mil anos desde que a construção foi abandonada.

Essa percepção começou a mudar nos anos 1980, quando a imagem da Torre de Babel começou a aparecer em material promocional para a União Européia. Isso, é claro, não deveria ser surpresa para o indivíduo biblicamente astuto que compreende as ramificações totais do moderno globalismo político. Afinal, a União Européia é simplesmente a incorporação das filosofias luciferianas que pavimentarão a estrada para o Armagedom.

Uma Torre de Confusão

O fator número um no fracasso- pois não conseguiram terminar a torre- foi à confusão que recaiu sobre eles. “Babel” significa confusão.

Quando estavam ocupados construindo a torre, Deus lhes confundiu a língua. Imediatamente eles passaram a pensar, falar e agi de forma diferente.

De repente, os construtores perceberam que eram incapazes de cooperar uns com os outros para construir a torre e dividiram em grupos que falavam a mesma língua.

É claro que nosso Pai celestial fica contente quando nós nos unimos para glória e louvor do seu nome. Os construtores da torre de Babel também estavam unidos; entretanto, uniram-se contra Deus, de forma que Ele teve de deter a construção, confundindo-lhes a língua. Até hoje, para conseguirmos sucesso, é preciso haver unidade. Para que vivamos uma vida bem sucedida devemos sempre trabalhar unidos e certificar-nos de que nenhuma confusão se aproxime de nossa vida. Disse Jesus Cristo:

“Todo reino dividido contra si mesmo acabará em ruína, e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma, não subsistirá” ( Mt 12:25 ).

Quando estamos divididos, caímos. O diabo sempre causa confusão para dividir pessoas, a fim de que a obra de Deus seja frustrada e as pessoas a abandonem. Portanto, precisamos estar de sobreaviso para que o inimigo de nossas almas não traga divisão.

Precisamos remover qualquer tipo de confusão e desarmonia de nossos corações, lares, sociedade, igrejas e grupos familiares. Devemos fazer o máximo para permitir que o Espírito Santo nos mantenha na unidade do Espírito, de forma que nos tornemos um em Jesus.

Uma Torre de Orgulho
Outra razão para os descendentes de Noé deixarem de completar a torre foi o fato de estarem cheios de orgulho diante de Deus e tentarem colocar-se acima de Deus. O orgulho é contrário á vontade de Deus e nosso pecado sempre tem origem nele. Pv 16:18 ensina:“A soberba procede a ruína, e a altivez do espírito, a queda”.

Desde o início, o motivo da construção da torre contradizia a vontade de Deus.Se eles tinham a intenção de construir uma torre naquele local com o propósito de ter uma estreita união entre eles, estavam desafiando diretamente a ordem de Deus, porque após o dilúvio, Deus lhes ordenara que se multiplicassem, e crescessem em número sobre a face da terra

( Gn 8:17 ). Se desejavam construir a torre para poder enfrentar um dilúvio futuro, estavam cometendo o pecado de não crer na promessa de Deus: “As águas não se tornarão mais em dilúvio, para destruir tudo o que tem vida” ( Gn 9:15 )Se desejavam demonstrar seu poder e honra para a geração seguinte através da torre, esse é claramente um ato de orgulho, colocando a si mesmos acima de Deus e de sua glória. Eles mereciam punição pelos seus atos, e por isso nenhum de seus propósitos foi atingido, mas todos falharam.

Portanto, devemos sempre nos resguardar contra o orgulho. Quando nos tornamos convencidos e nos gabamos de cada pequeno sucesso, é certo que a destruição nos sobrevirá. O orgulho sempre traz consigo uma “torre de Babel” e “Babel” sempre causa confusão. Precisamos ser sempre humildes diante de Deus e das outras pessoas.

A Torre da Rebeldia

Acima de tudo, os construtores da torre de Babel sofreram confusão, caos e fracasso porque deram pouquíssima atenção á ordem de Deus.

Deus havia ordenado aos filhos de Noé que se multiplicassem e se espalhassem por toda a terra, mas eles disseram uns aos outros em Gn 11:4:“Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume toque no céu, e façamo-nos um nome para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra”.

Isso foi um desafio e rebeldia diretos contra a ordem de Deus. Quando eles se rebelaram contra Deus, o Senhor lhes causou o caos ao confundir-lhes a língua, uma sábia medida da parte de Deus

.Como as pessoas não conseguiram comunicar-se uma com as outras, não puderam compreender-se, e onde não há compreensão, há ciúme, ressentimento, contenta e facção.

Hoje, quando o pecado de desprezar a Palavra de Deus entra em qualquer indivíduo, lar, sociedade ou nação, a confusão começa, cresce e acaba destruindo o fundamento e a existência da pessoa ou sociedade.

A “torre” que é chamada de “minha vida” pela pessoa, que é chamada de “meu lar” por uma família, e é chamada de “minha sociedade” ou “minha nação” por um povo, desmorona pelo pecado de oposição ao mandamento do Senhor Deus. A história humana comprova isso suficientemente.

Todos nós conhecemos bem demais países e igrejas que temeram a Palavra de Deus, tornaram-se poderosos e prosperaram, enquanto países que desprezaram a Deus e ao evangelho são hoje empobrecidos e ainda continuam fracassando.

Para ter uma vida bem sucedida, precisamos eliminar todos os elementos de confusão e divisão que podem ser chamados de “torres de Babel” em nossas vidas. Erradiquemos todos os venenos babélicos de nosso viver diário e marchem, os para frente em completa harmonia com o Espírito Santo.

Quando fizermos, todos os nossos propósitos e trabalhos serão bem sucedidos, pois darão muito fruto, e desfrutaremos as bênçãos abundantes de Deus.

Quando o mover do Espírito na Igreja é substituído pela religiosidade litúrgica, estamos edificando com tijolos trabalhados pela mão do homem. Quando perdemos de vista a Grande Comissão (fazer discípulos, edificá-los, equipá-los, comissioná-los e enviá-los) e tudo o que priorizamos são programas religiosos, aquisição e manutenção de propriedades, pensamos que estamos construindo a Casa de Deus (a Igreja, Ekklesia), mas estamos construindo uma torre de Babel. E se para o leitor é difícil distinguir uma da outra, aqui vão algumas dicas:

Os rebeldes agem contra a vontade de Deus:

Jr 23.1: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor”.

1. A rebelião é um pecado abominável

Deus rejeita as pessoas que se rebelam contra Ele.

(Sl 101.5b): “Aquele que tem olhar altivo e coração soberbo, não suportarei”.

(Sl 138.6): “Ainda que o Senhor é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe”.

(Pv 21.4): “Os olhos altivos, o coração orgulhoso e a lavoura dos ímpios é pecado”.

(Jr 50.31-32): “Eis que eu sou contra ti, ó soberbo, diz o Senhor Deus dos Exércitos; porque veio o teu dia, o tempo em que te hei de castigar. Então tropeçará o soberbo, e cairá, e ninguém haverá que o levante; e porei fogo nas suas cidades, o qual consumirá todos os seus arredores”.

(Sl 131.1): “Senhor, o meu coração não se elevou nem os meus olhos se levantaram; não me exercito em grandes matérias, nem em coisas muito elevadas para mim”.

(Hc 2.5): “Tanto mais que, por ser dado ao vinho é desleal; homem soberbo que não permanecerá; que alarga como o inferno a sua alma; e é como a morte que não se farta, e ajunta a si todas as nações, e congrega a si todos os povos”.

O que temos que entender é que até podemos nos opor aos escolhidos de Deus se estes estiverem errados, se opor não quer dizer rebelar-se e sim não estar de acordo. Sempre visando o bem estar da igreja e da sã

2. A rebelião se manifesta juntamente com a soberba

A soberba não é um modo de comportamento ordinário nas relações entre as pessoas. A soberba refere-se às relações do homem com Deus: É a negação, contrária à realidade, da relação de dependência da criatura para com o Criador: É um desconhecimento da criaturalidade do homem, da sua condição de criatura.

(Pv 16.18): “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda”.

(Pv 11.2): “Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria”.

(Pv 28.23): “A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito”.

(Pv 13.10): “Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria”.

(1 Jo 2.16): “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”.

(1 Tm 3.6): “Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo”.

A humildade também não é, em primeiro lugar, uma atitude externa nas relações da convivência humana. A humildade é, sobretudo, uma atitude do homem perante Deus. Aquilo que a soberba nega e destrói, a humildade reafirma e consolida: A condição de criatura do homem.

Esta condição constitui a essência mais profunda do homem. Em segundo lugar, a humildade não consiste num comportamento exterior, mas numa atitude interior, nascida da decisão da vontade. Consiste naquela atitude que, fixa em Deus e consciente da sua condição de criatura, reconhece a realidade graças à vontade divina[2].

(Pv 15.33): “O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade”.

(Pv 18.12): “O coração do homem se exalta antes de ser abatido e diante da honra vai a humildade”.

(Ef 4.2): “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor”.

(Cl 3.12): “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade”.

(1 Pe 5.5): “Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.

Sf 2.3: “Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; pode ser que sejais escondidos no dia da ira do Senhor”.

Mq 6.8: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e a ames e andes humildemente com o teu Deus?”

3. Foi assim com o anjo de maior destaque

No Antigo Testamento, Satanás aparece pela primeira vez no relato da queda de Adão e sua mulher (Gn 3). Neste relato, ele já é visto seduzindo os primeiros seres humanos ao pecado.

A Bíblia não relata até este momento, como teria sido, e qual a razão, da queda do anjo que é chamado em Ezequiel 28.14 de “querubim ungido”, no entanto, por meio do profeta Isaías, quando ele fala contra a Babilônia em Is 14.11-23, e por meio do profeta Ezequiel, quando ele repreende o rei de Tiro em Ez 28.11-19.

Percebe-se, em ambos os casos, uma referência, ainda que de forma indireta, a este anjo “o querubim ungido” e às causas que conduziram à sua queda. Dos textos de Is 14.12-23 e Ez 28.11-19 entende-se que:

O anjo “querubim ungido” foi criado perfeito a ponto de ser considerado como padrão de medida. Ele era cheio de sabedoria e de formosura: “Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura” (Ez 28.12b,13).

Este anjo estava “no Éden, jardim de Deus” (Ez 28.13). Este lugar não se refere ao Éden terreno onde Satanás invadiu para tentar à humanidade, mas à sala do trono em que Deus habita em absoluta majestade e perfeita pureza.

No versículo 14, Ezequiel chama este lugar de “monte santo de Deus”, lugar onde o anjo querubim andava “no meio das pedras afogueadas”.

Este anjo foi criado para proteger. Os querubins, uma classe elevada de anjos, são vistos, por exemplo, em Ex 25.18-22, esculpidos sobre a tampa do propiciatório que cobria a arca da aliança, símbolo do trono de Yahweh (um dos nomes de Deus). Tal fato indica o papel que eles exercem de “proteger o trono de Deus”.

Este anjo querubim teria sido então consagrado (ungido) por Deus para ocupar a mais alta posição dentre os demais anjos querubins: “Tu era querubim ungido para proteger, e te estabeleci...” (Ez 28.14).

Este anjo, como todos os demais anjos, foi criado também com “livre arbitro”. Assim, tendo sido criado com capacidade moral de escolher, em um determinado momento de sua história, a iniqüidade, ou seja, a vontade de se rebelar contra seu Criador, foi achada em seu coração: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti” (Ez 28.15).

Isaías 14 deixa claro que a razão de ter sido encontrada tal iniqüidade no anjo querubim foi o fato dele desejar usurpar a glória que pertence unicamente a Deus. Esse fato é evidenciado pelas cinco afirmações em Is 14.13,14: “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus,exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”.

O orgulho do querubim não encontra nele mesmo lugar para repreensão, e desta forma, ele segue este caminho enchendo o seu interior de violência o que culminou no ato do pecado: “Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste” (Ez 28.16b).

Como conseqüência de sua rebelião, o anjo querubim é lançado fora da presença de Deus e desta forma tem-se a sua queda e aquele que antes era cheio de formosura, sabedoria e resplendor perde toda sua glória, se transformando em Satanás, o arquiinimigo de Deus “Pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas.

Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem.

Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; em grande espanto te tornaste e nunca mais serás para sempre” (Ez 16b-19), estando para ele, e para todos os anjos que o acompanharam, reservado a condenação e a punição eterna “E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo” (Is 14.15), conforme também declarado pelo próprio Senhor Jesus: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41).

4. Foi assim com Saul

O que ocorreu no contexto dessa passagem de 1 Sm 15.22,23 citada pelo comentarista? Em 1 Sm 15 lemos que Samuel ungiu a Saul solenemente e deu lhe instruções do Senhor conforme 1 Sm 15.3: “Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos”.

O mandamento de Deus era claro. Saul tinha que matar todos os amalequitas, até mesmo as criancinhas de peito e animais. Toda a tribo tinha que ser total e impiedosamente arrasada – nenhum refém poderia ser tomando[4].

Os amalequitas eram uma antiga raça nômade, descendentes de Esaú (Gn 36.12). Eternos inimigos de Israel, desde logo após o Êxodo, na famosa batalha em que Arão e Hur tiveram que sustentar os braços de Moises (EX 17.8-13).

Eles emboscaram Israel pela retaguarda e massacraram os soldados dominados, que estavam extenuados (Dt 25.17,18).

Mas Saul obedeceu parcialmente a ordem divina, matou todas as pessoas, mas manteve vivo Agague rei dos amalequitas, e o melhor das ovelhas, dos bois, e os animais gordos e os cordeiros, e o melhor que havia e não os quis destruir totalmente (ver 1 Sm 15.9).

Porque Saul não deu ouvidos à ordem do Senhor, o Senhor rejeitou a Saul, para que não fosse mais rei sobre Israel. A partir daquele momento seu reinado entraria em declínio ( 1 Sm 15.22,23).
Veja neste comparativo se de fato você congrega numa verdadeira Igreja ou numa babel:

A Ekklesia é um organismo. Babel é uma organização.

A Ekklesia visa edificar o Reino de Deus. Babel visa edificar feudos.

A Ekklesia é o mover do Espírito no ajuntamento. Babel, é a força do braço e do carisma do homem.

Ekklesia é nutrir relacionamentos profundos. Babel é a superficialidade dos convívios religiosos.

A Ekklesia é prestação de contas em submissão mútua. Babel é soberba e independência.

A Ekklesia é servir uns aos outros. Babel é a indústria do entretenimento religioso.

Ekklesia é estar juntos na simplicidade e na comunhão do Espírito. Babel ocupa e distrai as pessoas com seus programas religiosos e as ilude com suas obras faraônicas.

A Ekklesia edifica pessoas. Babel edifica edifícios.

A Ekklesia busca engrandecer a Deus e seu Reino. Babel busca engrandecer o nome de um líder ou de uma organização.

A Ekklesia equipa os santos para a obra do ministério. Babel institui clérigos.

A Ekklesia comissiona e delega. Babel controla.

A Ekklesia envia e espalha. Babel junta e institui uma órbita ao redor de si mesma.

A Ekklesia forma o caráter. Babel forma o intelecto.

A Ekklesia cuida de pessoas. Babel as usa.

A Ekklesia dá Vida. Babel suga a vida de você.

Na Ekklesia, líder é aquele que serve. Em Babel, líder é quem manda e controla.

A Ekklesia pastoreia as ovelhas. Babel tira o couro das ovelhas.

A Ekklesia dá de forma extravagante. Babel pede de maneira constante.

A Ekklesia conta os frutos. Babel conta o dinheiro.

A Ekklesia é Luz. Babel é confusão e destruição.

Que o Senhor nos ajude a distinguir uma coisa da outra e nos proteja.

Depois deste estudo em qual dessas você acha que se encontra? Na Eclésia ou na Babel? Fique com Deus e a Paz do Senhor Jesus. Amém!

A Vida Cristã, O Mundo e a Politica

A Vida Cristã, O Mundo e a Politica

1Jo 3.7-14

Intr.

João agora em diante resolve mostrar a antítese existente na vida humana, pois se por um lado o viver para Cristo consiste em se ter uma vida totalmente diferente da vida mundana, o viver para o diabo constitui essa antítese ou paradoxo existente entre o santo e o profano. Não se pode servir a dois senhores; não é lícito viver em metades, não é admissível que participemos da mesa posta para os santos e da mesa posta para os profanos. João aproveita para falar sobre as diferenças existentes entre a vida cristã e a vida mundana, seja: na igreja, na família, na sociedade ou na Política.

1    Quem pratica o Pecado é do diabo:

João não está especificando, discriminando alguém ou algum grupo de pessoas, ele afirma de forma categórica que qualquer pessoa que pratica o pecado é do diabo:

a)    O fato de o diabo viver pecado sempre e desde o principio, o faz amante do pecado, e todo o que resolve viver na mesma prática torna-se, portanto, afiliado dele, filho por assim dizer; simpatizante das suas práticas.
b)    Não há privilégios para ninguém: quem pratica, diz João...(grande ou pequeno, sábio ou não, formado ou não, qualquer que vive pecando).
c)    João falou sobre alguém que é desde o principio: assim como o diabo peca desde o principio, Deus o combate desde o principio.

2    As Obras do diabo:

João de forma implícita faz menção das obras próprias do diabo:

a)    O medo e a dor
b)    Transgressão e opressão
c)    Injustiça e a mentira
d)    A vaidade e o ódio
e)    A inveja e a maledicência (difamar os outros, ter prazer em relatar da vida de outro)
f)    E coisas semelhantes


3    Cristo Veio Desfazer as Obras do diabo:
Por meio da sua obra vicária no calvário, Jesus Cristo na vida daquele que o aceitou de inteiro coração, desfaz a cada dia as obras que outrora eram peculiares a nós, e que as fazíamos por não conhecer aquele que é o redentor para todo o sempre.

a)    A graça de Deus em Cristo Jesus nos revela a maneira certa de vivermos – Tt 2.11...
b)    Jesus veio para tirar os pecados que nos antepassados estavam encobertos... Rm 3.10-24
c)    A finalidade das obras do diabo é causar o mal nas pessoas – Cristo, contudo, veio que tenham vida e a tenha em abundância.
d)    Desfazer as obras do diabo é portanto, causar no homem um efeito oposto que é o bem, a vida, a paz, a alegria e a felicidade...

4    Todo aquele que permanece nele não peca:
Não pode pecar porque é nascido de Deus.

Tais declarações não devem ser atenuadas, ou seja, menorizadas. Existe uma incompatibilidade entre o pecado e a profissão cristã, e nunca devemos ser complacentes com ele, mesmo que se trate de pecado ocasional. João mostra-nos duas situações pertinentes:

a)    Todo aquele que vive em Deus, não vive na prática do pecado
b)    Todo aquele que vive na prática do pecado, não o viu, nem o conheceu, pois o tivesse visto ou o conhecido, seria diferente.
c)    A vida do novo crente é uma vida de constante separação do mal, enquanto a vida do pecador habitual, é uma constante de separação das coisas que são de Deus.
d)    Não é a lei que obriga o verdadeiro crente seguir a cristo, mas o amor, que age como lei maior e nos constrange a deixarmos o mundo e as coisas que mundo há para assim, seguirmos a Jesus, pois permanece em nós a semente de Deus, a sua palavra.



5    Como Conhecer a filiação a Deus?
As últimas palavras do vers. 10 sugerem uma conexão íntima entre a justiça e o amor fraternal; isto é reforçado na seção que segue, onde todo o dever cristão está resumido na obrigação do exercício do amor.

a)     A pratica da justiça implica na semelhança do Criador, assim, aquele que é filho de Deus tem como regra de vida a prática da justiça pois essa faz parte da sua vida, pois como filho amado, aprendeu com o seu Pai, Ef 5.1
b)    Praticar a justiça é um ato reivindicativo de quem é de fato de Deus, por isso, todo o que é nascido de Deus é justo, como ele também é justo.
c)    O contraste com a pratica da política partidária e secular é realçada aqui porque, como o mundo jaz no maligno, embora a política seja neutra em sim, as forças que a influenciam faz assim a grande diferença neste contexto.
d)    É preciso que homens realmente de Deus, constante na fé, que não se vendam para a corrupção, que se oponham a ação do mal, que amem a Deus e não sejam covardes para se venderem por interesses pessoais, que não façam negociatas, que sejam íntegros para com Deus para que a política tenha desenvolvido o seu papel principio que é proporcionar um governo igualitário, justo, fiel, bom, misericordioso, amoroso, piedoso e acima de tudo, honesto.