segunda-feira, 21 de novembro de 2016

“ENFRENTANDO A DOR DA PERDA”

“ENFRENTANDO A DOR DA PERDA”
 TEXTOS: Lucas – 15 Parábola das cem ovelhas 03. E ele lhes propôs esta parábola, dizendo: 04. Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no campo as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la? 05. E achando-a, a põe sobre os seus ombros, gostoso; 06. E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. 07. Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Parábola da dracma perdida 08. Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? 09. E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. 10. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. Parábola do filho pródigo 11. E disse: Um certo homem tinha dois filhos; 12. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. 13. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
INTRODUÇÃO Estamos novamente reunidos a luz da palavra de Deus para nos alimentarmos novamente da boa e agradável palavra de Deus para que nossas vidas estejam sustentadas e preparadas para prosseguir no dia a dia de um mundo decaído, falido, doente, e jaz no maligno. Deus tem uma grande preocupação para com a igreja dos dias de hoje e quando pedimos a Ele uma mensagem para levar até o coração da noiva do cordeiro então vemos o teor da revelação que estão inseridos no interior de cada mensagem levados e proferidos nos púlpitos no Brasil e no mundo afora. Quero que cada leitor faça-me um favor, e divulgue esta mensagem, publique em seus blogs e sites, para que ela encontre um coração que vai ser transformados pelo poder da palavra de Deus. Esta será uma mensagem forte e verdadeira e espero e desejo que cada um dos meus amados leitores não estejam na condição de perda, e se por ventura já passaram por esta situação saiba que há um Deus que resolve qualquer problema e apaga qualquer cicatriz, e este Deus tem nome e sobrenome. Acredito firmemente que quando o Senhor Jesus proferiu estas parábolas, Ele estava vendo a mim e a você, preocupado que em nossos dias tivéssemos uma palavra que viesse de encontro com nossos problemas e assim resolve-los. Abra seu coração e deixe que a palavra de Deus penetre no profundo de sua alma e seja para você uma palavra de peso.
 1º) A PERDA NA VIDA FINANCEIRA A parábola da ovelha perdida Nesta parábola observo algo muito importante, pois vemos que um pastor ao perder uma de suas ovelhas primeiramente guardou as 99, eu creio que assim saiu ao encontro da que estava perdida e por longo tempo e depois de muito procurar ele a encontrou, assim, ao encontrar a pobre ovelha observa que ela estava suja e ferida, e o pastor a limpa e cura suas feridas e a devolve juntos das demais sã e salva, livre de ferimentos e traumas. Devemos observar que a ovelha é considerada o animal mais estúpido dentre os demais, pois este animal não possui senso de perigo, podendo chegar perto de um lobo e nem se dar conta disso, e dentre outros atributos peculiar da ovelha o que mais me chama atenção é que ela não sabe procurar pastagem, assim somente a presença do pastor pode preservar sua pobre vida. Mas sem dúvida o mais comovente é ver a preocupação do pastor em ir a busca da única ovelha que estava perdida e somente retornando após a encontrá-la. Ele poderia tê-la deixada perdida, pois ainda teria noventa e nove ovelhas que lhe dariam tudo que precisava. Isso é uma atitude nobre, que no mínimo nos mostra a preocupação em reaver sua ovelha, pois sofreu uma perda, um fator idêntico nas três parábolas, pois da mesma forma a mulher se alegra ao encontrar a dracma e o pai em encontrar o filho, que haviam perdido. Mas o que representa esta perda dentro do contexto que queremos compartilhar nesta mensagem? Isso veremos mais a frente, mas é certo que a perda da ovelha veio causar um sentimento profundo no coração do pastor.
 2º) A PERDA DE RELACIONAMENTOS A parábola da dracma perdida dracma era uma moeda grega, de prata, cujo valor era semelhante ao do pagamento de uma diária do trabalhador. Esta parábola nos mostra que a moeda se perdeu dentro de casa, provavelmente tivesse caído de maneira imperceptível da cabeça daquela mulher, pois as mulheres casadas, daquela época, usavam na cabeça um enfeite especial, um tipo de grinalda feita de moedas valiosas, neste caso as dracmas. Essas grinaldas de moedas representavam o dote da noiva e eram colocadas no dia do seu casamento. Elas representavam dote de casamento símbolo de comprometimento, elas também tinham um grande valor sentimental. Sefer bereshit 24, (Gn 24), vemos o servo de Avraham dar para a escolhida esposa de Ytzack, um dote valioso, que representaria a partir daquele momento que ela estava comprometida com alguém. Então perder uma dessas moedas era vergonhoso e inconcebível. Mas a mulher dessa parábola acende a candeia, varre a casa e a procura com diligência até encontrá-la. E então se alegra com as amigas, que conheciam o valor de cada dracma. Mas ela poderia deixar para lá a dracma perdida, pois ainda teria nove, e talvez uma não fizesse falta. Segundo a tradição judaica da época, uma mulher vista em público a sua grinalda de moedas na cabeça, era tida como uma prostituta, o que não era o caso da mulher relatada por Jesus nesta parábola, pois ela perdeu uma das dez dracmas, e não todas, e dentro de casa e não na rua, pois o fato de tê-la perdido dentro de casa nos leva a crer que a possibilidade de encontrar a dracma era grande, ao contrário do que seria se a perda tivesse se dado na rua. Para aquela mulher uma perda irreparável, e que para ela significava muito, pois ela se alegra de tal maneira que convida as amigas para celebrar o encontro daquela moeda perdida. Mas o que representa esta perda dentro do contexto que queremos compartilhar nesta mensagem? Isso veremos mais a frente, mas é certo que a perda da dracma moveu o coração da mulher.
 3º) A PERDA E UMA PESSOA IMPORTANTE A parábola do filho pródigo Era uma família feliz, pois o jovem papai se casa com uma bela mulher e juntos começam a construir um legado, e logo o desejo de serem pais se torna maior e eles providenciam o primeiro filho, que por uma graça era varão e naquela época a mulher que dava um varão como primogênito era muito valorizada, mas não foi só um varão e sim dois varões que ela deu a seu amado. Imagine a felicidade daquele pai tendo dois filhos homens, ele sabia que seu império, seu legado, sua posteridade estaria seguro e garantido. Tudo caminhava bem. Os meninos cresciam e com eles toda a fazenda, o pai se encarregava em ensinar seus dois filhos a como cuidar de tudo. O gado dava crias e as plantações davam os seus frutos e sementes. Com o passar dos tempos os meninos apreenderam a cuidar da fazenda do papai, a mamãe orgulhosa cuidava da casa e de providenciar uma boa refeição para o marido e os dois filhos, pois o trabalho era pesado, e era necessária uma boa alimentação para manter as forças. Os dias passam e os meninos cresceram, agora não eram mais crianças e sim homens formados, jovens varões e quando tudo parecia bem, certa manhã, o filho mais moço chega para o pai e pede sua parte na herança, era também um costume que o pai ainda em vida fizesse a partilha dos bens, e de acordo com o livro do Levítico o primogênito ficava com duas partes, ou seja, com a maior parte. Então aquele que era o menor causa um impacto com marcas profundas em toda a família, pois mesmo que a partilha fosse feita com o pai em vida, a herança só seria de fato do herdeiro após a morte do pai. Creio que a família tenta usar alguns argumentos para que ele não vá, até o irmão mais velho lhe diz: Se você se for, com quem irei conversar nas noites de frio, naquele quarto grande? Mas tudo parece em vão, ele está mesmo decidido. Aquela família sofre uma perda incomparável ao ver o caçula ir embora saindo para um mundo perigoso e traiçoeiro. Todos sofreram e aquela casa já não é mais a mesma, pois agora um grande vazio se instala. Mas o que representa esta perda dentro do contexto que queremos compartilhar nesta mensagem? Isso veremos mais a frente, mas é certo que a partida o moço deixou todos com uma imensa dor no coração. AS GRANDES PERDAS EM NOSSAS VIDAS Eu fico sempre tocado quando me aprofundo nas linhas da palavra de Deus, e vejo a todo dia a perfeição da bíblia. Vejo na colocação de Jesus ao citar tais parábolas a prioridade do que é menos ou mais importantes no contexto de uma perda em nossas vidas. Jesus sabia muito bem que existem coisas em nossas vidas que merecem maior empenho do que outras, talvez por suas consequências no contexto que vivemos. Então vejamos as parábolas na mesma ordem que Jesus recitou e que possamos aprender da boa palavra do Senhor.
 1º) 1% - AS PERDAS NA VIDA FINANCEIRA É de se levar em conta a situação de que o pastor dessa parábola tinha um total de cem ovelhas e perde uma, o que matematicamente representa 1% do total, e que para o pastor não poderia se perder, dando ele valor a sua propriedade e mostrando boa administração do que tinha. A ovelha é um animal que nela tudo se aproveita, e um pastor tirava de seu rebanho o sustento para sua casa, levando para dentro do seio da família a carne, a lã, o couro, o leite, e o dinheiro que ganhava com a venda de outras ovelhas, pois Jesus usa a figura do homem mostrando o cabeça que também é o mantenedor da casa. Então quero conjecturar que neste contexto também devemos considerar a representatividade das perdas que vem prejudicando muitas pessoas, AS PERDAS NA VIDA FINANCEIRA. Sabemos que no contexto bíblico que um pastor jamais abandona suas ovelhas, pois ele sabe que o lobo anda a espreita buscando ceifar seu rebanho, e sua ausência pode significar a perda não somente de uma ovelha, mas de todo o rebanho, o que seria uma lástima. É notório que uma crise financeira abala toda a família, pois seus reflexos atingem todas as áreas, tendo que haver um grande esforço para atravessar esta crise. Temos visto que pessoas tiram suas próprias vidas ao passarem por perdas na vida financeira. Mas se o pastor dessa parábola foi em busca da recuperação de sua ovelha, então nós não devemos desistir e entregar os pontos, também devemos continuar em busca de uma vida melhor, e a saída é deixar nossas ovelhas sempre no aprisco, onde estarão seguras, e este local é Jesus. Devemos colocar nossa administração financeira nas palavras de Jesus. Preste bem atenção meu amado leitor, a prosperidade não é riqueza, prosperidade é ter a sua vida suprida em todos seus aspectos, e riqueza é ouro e prata, o que não traz suprimento no amor ou mesmo na saúde. Mas existe uma fórmula para que sejamos prósperos, veja que a prosperidade vem quando observamos três aspectos: Trabalho, administração e semeadura.
 2º) 10% - AS PERDAS NA SENTIMENTAL Nesta parábola reparei em dois aspectos, a presença da casa e a figura da mulher, o que nos remete a fator relacionamentos, pois a casa aqui representa nosso interior, onde coletamos e decidimos nossos problemas, e a perda aconteceu dentro de casa e isso a deixou tão desesperada que ela não quis esperar amanhecer o dia, mas tão logo se deu conta da perda ela acendeu a lâmpada, pegou a vassoura e foi varrer a casa, pois em meio a bagunça e sujeira jamais poderemos encontrar o que está perdido. A porcentagem aqui é maior, sendo de 10%, haja vista, que ao sofrermos perdas tais como o rompimento de um relacionamento, ou mesmo de uma amizade isso nos faz sentirmos forte dor na consciência, que é a nossa alma. Em um relacionamento o que está em evidência é sem dúvida uma outra vida, uma outra pessoa, e quando um relacionamento é rompido fica uma lacuna em nossas vidas que pode levar uma pessoa a cometer atos absurdos, como até mesmo tirar a própria vida ou a de outra pessoa, e a mídia tem mostrado e dado ênfase em notícias desse tipo. Também é de se frisar que Jesus usa a figura da mulher para mostrar a perda, sabendo nós que a mulher é muito mais sentimental do que ao contrário do homem que vive mais a razão, por isso AS PERDAS NA VIDA SENTIMENTAL tem tratamento especial na parábola de Jesus, levando em conta o costume judaico da época observamos sim um relacionamento. Precisamos aprender a lidar com nossas perdas na área sentimental, mesmo sabendo que isso é uma prova muito difícil, ninguém gosta ou está preparado para uma perda na área sentimental. Por isso precisamos ter muita cautela ao abrirmos nossos corações a outras pessoas, sejam elas quem forem, pois se árvore que não dá fruto não leva pedradas, por outro lado, quem atira pedras para derrubar seus frutos não pode estar longe de você. As maiores pedras atiradas em nossas vidas vem de pessoas que estão ao nosso lado. 3º) 50% - AS PERDAS NA VIDA FAMILIAR Mas esta parábola a perda é consideravelmente mais pesada, ela sim tem um forte peso no contexto de nossas vidas, pois ela vem falar da perda na área mais dolorida de nossas vidas, a família. “Um pai tinha dois filhos...”, é assim que Jesus começa, mostrando que aquele homem tinha dois filhos, certamente para que isso fosse possível ele precisaria ter uma esposa, e assim completando um lar bíblico, e o que é mais notável é que este homem tinha não somente um mais dois filhos, e na cultura judaica da época ter filhos homens era uma dádiva de Deus para as mulheres que recebiam maior valor. Mas acredito que aquela família viveu feliz até que o filho caçula cresceu e decidiu ir embora para um lugar distante, deixando um grande vazio naquela família, e ao partir levou consigo a sua herança, o que nos leva a crer que seus pais e seu irmão sabiam que ele não tinha intenção de voltar. Ao lermos todo o contexto veremos que quando o filho retorna o pai fala da seguinte maneira: Verso 24 – “...Porque este meu filho estava morto, e reviveu,...” Muitas famílias estão perdendo seus filhos que morrem prematuramente contrariando a natureza de que os filhos deveriam enterrar seus pais. E ainda: Verso 24 – “...Tinha se perdido e foi achado,...”, nos mostrando que também outros tantos estão ficando perdidos nas drogas, no álcool, no adultério, ficando as famílias destruídas e falidas em todos os aspectos. Precisamos de alguma forma proteger nossas famílias para que as perdas não venham nos atingir. Que o sofrimento não seja comum dentro de nossas casas, que a perda não venha destruir a paz e a harmonia de nossas casas. Logicamente não existe uma fórmula, pois cada pessoa escolhe seus próprios caminhos, ainda que um pai queira que seus filhos seja advogado, ele pode escolher ser piloto de avião, o que aparentemente é muito mais perigoso aos olhos de seus pais. Mas com certeza Jesus tem algo a nos ensinar. 
 COMO RESOLVER GRANDES PERDAS EM NOSSAS VIDAS Mas como nos prevenir para aprendermos a lidar com as perdas? O que fazer para reavermos o que foi perdido? Como agir para não termos perdas em nossas vidas e famílias? Veja que nas três parábolas Jesus não cita nenhum nome, são pessoas anônimas, nos mostrando que no lugar delas pode ser eu ou você. O próprio contexto nos mostra alguns conselhos que devemos colocar em prática em nossas vidas agora mesmo, sem perda de tempo devemos agir, ou seja, tomada de atitudes. As atitudes tomadas também servem como precaução para que não aconteça uma perda em nossas vidas. E olhando para estas três parábolas veja o que o Senhor me revelou!
AS PERDAS NA VIDA FINANCEIRA A parábola da ovelha perdida O homem dessa parábola tinha um total de cem ovelhas e perde uma, o que matematicamente representa 1% do total, e mesmo sendo aparentemente pouco não poderia se perder. Mesmo aparentemente sendo um percentual pequeno o homem vai em busca do que se havia perdido, e tomando atitudes corretas ele consegue reaver o que perdeu. Assim vejamos as atitudes do proprietário da ovelha perdida.
 1. Deixou as 99 seguras. Ele não ab abandonou as que tinham em mão, ele não desprezou as noventa e nove, mas antes as guardou seguras em um aprisco, e somente depois saiu em busca da ovelha perdida. Isso vejo que precisamos cuidar daquilo que temos, seja um bem, ou um imóvel, pois muitos tem esbanjado suas economias em compras desnecessárias, ou mesmo vivendo uma vida de aparências mostrando ser o que na verdade não são, e assim gastam e perdem o que os levarão a falência.
 2. Foi atrás da ovelha perdida, até encontrá-la. O homem foi atrás, buscou recuperar o que se havia perdido, ele não ficou acomodado como muitos hoje fazem, pedindo oração e dizendo que o espírito devorador esta agindo quando na verdade o espírito devorador nem ousaria se aproximar dessas pessoas com medo de que elas o roubem, pois na verdade estas pessoas devoram a si mesmas. Precisamos tomar atitude e ir atrás do prejuízo e recuperar o que se foi perdido.
3. A põe sobre os ombros. Vejo que o dono da ovelha reconheceu que ele era quem deveria carregar o peso do que se havia perdido. Talvez a busca da ovelha represente o sentimento de remorso por de alguma maneira ter sido displicente com a ovelha que se perdeu. Essa atitude me mostra que precisamos assumir nossos erros e tomar em nossos ombros aquilo que se perdeu e reaver nossos bens. Uma atitude de quem é responsável não pode ser diferente da que este homem tomou.
 AS PERDAS NA SENTIMENTAL A parábola da dracma perdida A mulher dessa parábola não se conformou com sua perda, ela ficou tão desesperada que imediatamente resolveu tomar algumas atitudes. Ela não quis esperar amanhecer o dia, mas tão logo se deu conta da perda foi a luta, e se deu conta que sua vida precisava de uma mudança e tinha que ser imediata. Veja bem quais foram as atitudes dessa mulher.
 1. Acende a candeia. A primeira atitude de alguém que tem uma perda dessas é acender a luz, pois no escuro nada podemos ver, mas a luz remete nossa visão a locais mais longínquos e em um relacionamento precisamos ter uma visão que nos mostre a situação do outro lado, uma visão de águia. Ficamos olhando somente para nossos próprios umbigos e nos esquecemos de olhar para o próximo.
 2. Varre a casa. A limpeza da casa me mostra a necessidade de retirarmos de dentro de nossos interiores as sujeiras que muitas amarguras e devaneios da vida nos trás. Precisamos limpar nossos corações de coisas que nos leva a ficarmos tristes e depressivos, pois se estamos felizes qualquer pessoa que se aproximar de nós também ficará contagiado pela alegria. Quando estamos com o coração limpo conseguimos encontrar pessoas certas para caminharem conosco.
3. Busca com diligência até achar. Nessa atitude vejo o empenho, a dedicação, o esforço em continuar a buscar o que se havia perdido, quando muitos no primeiro obstáculo desistem e ainda criticam a situação ou mesmo outra pessoa. Buscar com diligência é se entregar com todos seus esforços para reaver, reconquistar, recuperar, pois se nos acomodarmos somos perdedores que perderam para si mesmos.
AS PERDAS NA VIDA FAMILIAR A parábola do filho pródigo “Um pai tinha dois filhos...”, é assim que Jesus começa, mostrando a perda de um pai. Duro é para uma pessoa que tinha algo ou alguém perder da noite para o dia o que aparente estava conquistado, mas se Jesus falou tão enfaticamente sobre perdas então precisamos aprender com Ele. Sabemos que só quem perdeu alguém sabe o quão dolorido é: Uma homem ou uma mulher que perdeu seu conjugue; um rapaz ou uma moça que perdeu sua namorado; uma pessoa que perdeu seu amigo. Então como devemos agir. 1. A melhor roupa. Foi a primeira atitude do pai ao ver o filho vivo novamente. Roupa representa aparência, e isso nos remete a como estamos cuidando da aparência das pessoas que amamos, de nossa família, como estamos cuidado dos momentos que temos ao lado dos maridos, esposas, filhos, noivos e namorados. Precisamos cuidar desse grande detalhe que pode significar tudo no seio de nossas casas.
2. Um anel nos dedos. Segundo. Um anel! Parece tão boba essa atitude! Mas o anel representa a identidade do filho ao retornar a sua casa. Estamos perdendo a identidade de nossas famílias, pois somos o que a mídia diz que somos e aceitamos isso com normalidade. Amados leitores precisamos recobrar nossas identidades verdadeiras de pessoas que se cuidam uns dos outros, que se amam, e se preocupam com os que estão por perto.
 3. Sandálias nos pés. Mas e as sandálias? O que representam? Representam a proteção. Você já tentou caminhar em pedregulhos com os pés descalços? Precisamos proteger aos que amamos cuidar melhor de nossos filhos. Vejo adolescentes saírem de casa sem que seus pais saibam onde estão e isso está ficando normal. Jovens que chegam em casa com o dia amanhecendo e se deitam embriagados sem que seus pais falem nada. Como estamos cuidado de nossos casamentos, pois os casais já não se beijam mais, e nem trocam carinhos, mas parecem mais como “porcos espinhos” que ao se aproximarem se ferem mutuamente.
 4. Matai um bezerro e comamos e nos alegremos. Aqui sim é o fechamento dos cuidados, a essa atitude eu vejo festa. Com isso eu percebo que os almoços em família estão se acabando. Nem mesmo nas datas onde deveríamos fazermos festas elas acontecem, mas os jovens estão indo para os carnavais da vida. Amados façam festa agora e mesmo fora de hora em sua casa, reúna seus filhos, noras, genros, e mostre a eles o quanto eles são amados e importantes, mostre o quanto eles devem se amarem. 
 CONCLUSÃO Espero em Cristo Jesus que algo nessa mensagem lhe sirva como uma boa palavra e que a luz da palavra de Deus cada leitor seja abençoado ricamente em todas as áreas de suas vidas.

“IGREJA DAS CINCO VIRGENS LOUCAS”

“IGREJA DAS CINCO VIRGENS LOUCAS” 
TEXTO Mateus - 25 01. Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. 02. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas. 03. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. 04. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. 05. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. 06. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. 07. Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. 08. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. 09. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. 10. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. 11. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: SENHOR, Senhor, abre-nos. 12. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. 13. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.
INTRODUÇÃO  ANALISANDO OS EVANGELHOS Analisando os quatro evangelhos vemos que Jesus se apresenta de quatro maneiras diferentes, pois bem sabemos que o profeta Ezequiel viu Os quatro seres Viventes, e o ministério de Jesus é quadrangular, e assim sendo vejamos: O evangelista Mateus apresenta Jesus como REI, e que na visão do profeta era o rosto de águia. Assim Jesus Cristo voltará para buscar a sua igreja, simbolizado pela coroa real. O evangelho de Marcos apresenta Jesus como SERVO e CURADOR, e na visão do profeta apresenta-se como o rosto de boi. Assim Jesus Cristo cura, simbolizado pelo cálice. O evangelho de João apresenta Jesus com O BATIZADOR, àquele que veio para trazer o Espírito Santo, e que na visão do profeta era o leão. Jesus Cristo batiza com o Espírito Santo, simbolizado pela pomba. O evangelho de Lucas apresente Jesus como FILHO DO HOMEM, ou seja, o filho de Deus, que na visão do profeta era o rosto de homem. Jesus Cristo Salvador, simbolizado pela imagem da cruz. Então verdadeiramente faço minhas as palavras de Aime Semple Mcpherson (fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular) quando pregava sobre a visão do profeta Ezequiel: “Verdadeiramente este não é outro senão o Evangelho Quadrangular!” Então como Rei, no evangelho de Mateus, Jesus tem sua genealogia apresentada desde Abraão (Mt,1:1), e como Rei verdadeiro podemos ver que no evangelho de Mateus as palavras de Jesus são diferentes, pois Ele fala como Rei e se mostra ser mesmo um Rei e como Rei Ele é o Juiz que penaliza o servo infiel; como Rei ele alimenta o povo multiplicando pão e peixe; como Rei Ele é deixa as noventa e nove ovelhas e vai buscar a única que se havia perdido; como Rei Ele entra de forma triunfal em Jerusalém; e como Rei ele fala das bodas do casamento entre o noivo e a noiva incluindo dez virgens das quais iremos falar nesta mensagem. Mas é notório que a mensagem de Jesus tem uma mudança drástica tão logo ele faz a entrada triunfal em Jerusalém, pois a partir do capítulo 21 a mensagem de Jesus é muito mais forte muito mais direcionada ao final dos tempos, e nos remete ao juízo final.
 AS DEZ VIRGENS DO CORTEJO DO NOIVO Jesus usa um contexto conhecido pelos judeus ao falar das dez virgens que esperavam o noivo, pois é sabido que dentro dos costumes judaicos o casamento começaria na casa da noiva quando o noivo chegasse. Assim era deixado um cortejo a espera do noivo que posteriormente o seguiram também quando este levasse a noiva para sua casa para outras festividades, e para um casamento realizado a noite era necessárias lâmpadas. Então o que Jesus está falando nada mais é do que algo conhecido para os judeus. Mas Jesus compara este momento com o reino dos céus, porém dentre as dez virgens do cortejo cinco eram néscias ou loucas, pois sabendo que já se escurecia elas não se preocuparam em ter azeite em reserva e cinco eram prudentes, mas dessas falaremos em outra mensagem.
TRÊS TIPOS DE AZEITE
 O AZEITE PARA COMIDA, que nos foi mostrado na passagem de Elias com a viúva de Sarepta, que representa a palavra de Deus que nos alimenta.
O AZEITE DA UNÇÃO, usado por Moisés ao ungir seu irmão Arão como sumo sacerdote, que representa a unção do Espírito.
O AZEITE DA LÂMPADA, que é mostrado nesta mensagem que representa a presença do Espírito Santo na vida de cada pessoa. Assim todas as vezes que na bíblia aparece a palavra azeite ela está se referindo ao Espírito Santo que nos trás a palavra que vivifica, o Espírito Santo que nos unge com uma capacidade sobrenatural, e do Espírito Santo que é a luz que nos conduz até o salvador Jesus de Nazaré. Mas das dez virgens cinco tinham azeite de sobra para uma eventual demora do noivo. E não atrasando o noivo, mas sim demorando o noivo, pois o Senhor não se atrasa Ele sempre chega na hora certa ainda que pareça demorado Ele vai agir em nossas vidas. Mas ao demorar o noivo todas as dez dormiram o que parece ser uma atitude normal, que às vezes nós nos peguemos em descanso, mas nunca sem azeite. Então a meia noite ouviu-se um grito, um brado uma voz alta, mas compreensível que dizia: “Eis o noivo! Saí ao seu encontro! Elas levantaram depressa. As prudentes tranqüilas, pois tinha azeite de sobra, mas a loucas preocupadas, desesperadas, pois não tinham mais azeite. O interessante é que o grito se deu a meia-noite, eu te pergunto, Por que a meia noite? Claro que por ser a hora peculiar de Deus, pois veja: • A meia noite Jacó começa a lutar com o anjo no Val de Jaboque; • A meia noite o anjo da morte passa pelo Egito e mata os primogênitos; • A meia noite a nação de Israel é liberta do Egito; • A meia noite Sanção arranca os portões de Gaza de três toneladas; • A meia noite Pedro é retirado da prisão por um anjo quando a igreja orava; • A meia noite Paulo e Silas provocam um terremoto na prisão; • A meia noite em ponto nasce o filho de Deus que iria salvar o homem do inferno. A meia-noite as dez virgens do cortejo do noivo foram acordadas para se encontrarem com o noivo, mas somente cinco entraram para as bodas, ou festa, junto com o noivo e outras cinco ficaram na escuridão das trevas. Aqui vejo que Jesus quer mostrar que 50% da igreja estão sem azeite e podem ficar na escuridão das trevas quando o Noivo amado vier. Pois é certo que no contexto não notamos a presença da noiva, mas somente das dez virgens, e assim eu aprendo que Jesus está se referindo a Igreja contemporânea, aquela que vai estar no arrebatamento, pois já existe uma igreja que foi levada pela morte e aguarda a ressurreição para encontrar-se com o noivo. Outra verdade nesta parábola é que não haverá uma segunda chance para os que não têm azeite, e não adianta pensar que a misericórdia de Deus vai lhe ajudar, pois Ele mesmo já está te avisando través desta palavra. Veja que as cinco virgens loucas até tentaram ir e buscar mais azeite, e embora a bíblia não relate se elas conseguiram mais azeite, mas diz apenas que voltaram, elas não entraram. Com certeza elas não acharam mais azeite, pois não se fazia comércio durante a noite naqueles dias. A IGREJA NÉSCIAS DOS DIAS DE HOJE Infelizmente temos visto que o mundo está entrando em muitas igrejas, pois a palavra que transforma já não é mais ministrada nos púlpitos de muitas igrejas. Vemos festas tais como “arraiá”, “arena”, “noite jovem”, “enterega de doces e balas no 12 de Outubro”, como se a igreja precisasse das datas mundanas para fazer festa e era só ler a bíblia encontraríamos as festas que o Senhor nos deixou e que deveríamos fazer, vivemos um tempo de igrejas néscias que estão contaminadas pelo mundo de idolatrias. A igreja contemporânera prioriza coisas que o Senhor dos senhores nunca priorizou. A mensagem da igreja néscia é voltada para uma alegria mundana; para uma prosperidade financeira; uma cura física aparente. E o noivo está nos dizendo que prosperidade e cura física são apenas uma consequencia da verdadeira adoração ao Eterno Senhor Deus dos céus. Entramos nas igrejas e já não vemos mais pessoas sendo batizadas com o Espírito Santo, pois a buscas dos líderes é pelo crescimento, que vão enriquecer seus bolsos, e em nada se preocupam com o azeite de suas ovelhas, e elas estão no escuro desta vida espiritual. Lembre-se, Deus não se deixa enganar (Gl, 6:7) então o azeite só se tem no templo na casa do azeite, e hoje vemos que a igreja não é mais priorisada, mas levam as pessoas a se juntarem e outros lugares em busca de um domingo lotado, e assim as ovelhas adquirem um pouquinho de azeite no domingo e vão para suas casas e depois irão mendigar azeite pelo o decorrer da semana, mas os pastores estão felizes, pois no culto de domingo a igreja estava cheia, mas cheia de pessoas sem azeite. É incrivel vermos pastores se degradiando na redes de TV e em redes sociais, um tentando denegrir o outro, ministérios renomados tentando manchar outros ministérios. Isso nada mais é que a pura demonstração de que seus azeites já acabaram e querem o azeite dos outros. Eles deveriam ser irmãos, deveriam estar no mesmo time, no mesmo barco, na mesma visão, mas agora fazem parte das Igrejas Nécias, loucas, imprudentes. Talvez você quizesse ou desejasse que eu estivesse falando das cinco virgens prudentes, mas elas não iriam causar o efeito que a mensagem das cinco virgens loucas causam. As cinco virgens prudentes massagiam o ego, mas as cinco lucas causam um impacto na alma.
AS CINCO VIRGENS LOUCAS Deus não mudou e nunca mudará, pois seus preceitos e suas leis já nos foram dadas e precisamos obedecê-las ou então sofreremos as conseqüências de nossos atos, assim como foi com o profeta Jonas, que tentou fugir de diante da palavra do Eterno e pagou um alto preço por isso. Mas estas cinco virgens loucas nos mostram mais, elas nos revelam as igrejas que ficarão para fora da festa do casamento. Então vejamos mais do que estas virgens representam como perigo para nossas vidas, pois é visivelmente notório que as cinco loucas estavam juntas num mesmo propósito, assim como as cinco virgens prudentes e isso muito me chamou a atenção. Vamos conhecê-las.
 A PRIMEIRA VIRGEM LOUCA Esta representa à Igreja insubordinada, que não tem a mínima vontade de seguir a palavra, as leis do Eterno. Assim vejamos o que realmente significa a insubordinação: “É o rompimento deliberado dos laços da hierarquia entre o subordinado e o superior, através da recusa irrevogável de cumprir uma ordem lógica, direta e pessoal, clara e que não permita interpretação.” Então se Deus disse que o julgo desigual é proibido; se ouvir o conselho do ímpio é proibido; se assentar na roda dos escarnecedores é proibido; é certo que não competem a nós tentar interpretarmos a lógica da vontade de Deus. A igreja insubordinada está fazendo aquilo que Deus disse que não é para fazer, está ensinando aquilo que o Eterno disse que não é para ser ensinado; está buscando coisas que o Senhor disse que não se buscasse. Isso é insubordinação contra o Eterno.
 A SEGUNDA VIRGEM LOUCA Esta representa a Igreja desobediente, que deliberadamente só faz o que quer, pois temos uma definição para desobediência também: “Desobediência é a ação deliberada de não se fazer o que se pede e nem o que tem o dever de se fazer”. A desobediência trás represália, e isso ninguém diz para aqueles que estão sem azeite. Deus não tem prazer em pessoas desobediente e é muito constrangedor estar ao lado de pessoas que não nos dá prazer. Não é mesmo? A igreja desobediente está fora do alcance dos milagres da mão de Deus, pois ela contraria o desejo do coração do Eterno e se lermos o escrito em Isaías 59:1,2, saberíamos entender e reconhecer uma igreja desobediente.
 A TERCEIRA VIRGEM LOUCA Esta representa a Igreja Incrédula, que por várias vezes é citada por Jesus. Veja que quando Jesus se aproxima da casa de Jairo, alguém sai e lhe diz que a menina já estava morta, tentando tirar de Jairo aquilo que Jesus havia dado, mas Jesus logo o adverte: “Não temas, crê somente!” Pois a incredulidade impede a ação do braço de Deus. Mas o que realmente é incredulidade? “É a Falta de fé; qualidade daquele que duvida; repugnância em acreditar.” Uma legião de incrédulos está dentro das igrejas e já não são mais identificados pelos pastores, pois talvez seja mais fácil dominar uma igreja incrédula que está acostumada com muita festa e pouca palavra do que uma igreja cheia de fé, que valoriza a palavra ministrada com muita unção e sabe reconhecer um verdadeiro homem ou mulher de Deus quando sobe no altar para ministrar. Talvez seja mais fácil ministrar em um altar incrédulo do que em um altar onde há verdadeiramente a presença do azeite. A QUARTA VIRGEM LOUCA Esta é a Igreja Infiel, que quando está na casa do Eterno se porta de uma maneira aparentemente correta, mas longe da casa do Senhor nada mais é do que uma pessoa sem compromisso, mas vejamos a definição mais aproximada para o que seja infidelidade: “É uma ruptura do compromisso; é a violação da confiança; traição a outra parte.” Quantos eu mesmo já vi em atitudes de traição ao compromisso firmado com o Senhor. Quantos pastores já caíram em adultério na vida pessoal, e isso nada mais é do que a infidelidade para com Deus. Quantos estão carregando a bíblia e se professando serem evangélicos quando na verdade nada mais são do que pessoas infiéis, e estes certamente não herdarão a vida eterna, mas antes serão jogados no lugar onde há choro e ranger de dentes. Onde estão os pregadores que pregam o que Deus mandou falar? Pois eu tenho uma máxima para comigo mesmo: “Pior do que não falar o que Deus manda, é certamente falar o que Deus não mandou – Pr. Alexandre Augusto”.
 A QUINTA VIRGEM LOUCA Esta é a Igreja Adúltera, pois infiel você pode ser com um amigo, com um colega, ou mesmo no trabalho, mas adultério está ligado a corrupção ao compromisso conjugal, ou seja, a quebra de um juramento de fidelidade, também podemos dizer que é a traição voluntária à pessoa que jurou amor, é a contaminação do corpo. Adultério é nada mais nada menos que: “Qualidade de quem corrompeu o compromisso de aliança; é literalmente a ruptura da aliança; violação das regras e limites concordados em um relacionamento.” Aqui vejo a igreja que deixou o mundo entrar no meio de seu relacionamento com o Senhor Jesus, uma igreja que quebrou o pacto de uma aliança de amor eterno, fazendo com o que a palavra do Eterno se invalidasse. Vemos hoje pastores se rebelando em seus ministérios e ao saírem de suas igrejas fundam novos ministérios que crescem na rebeldia. Igrejas que adoram o dinheiro adoram a tudo menos o prazer de adorar ao Eterno.
A IGREJA VERDADEIRA Mas ainda existe uma igreja que ainda tem o azeite verdadeiro, que está a espera da chegada do noivo para junto dele entrar para as bodas do casamento. Uma Igreja que não se contamina com as coisas desse mundo, que não se deixa ser envolvida por coisas terrenas e passageiras. Uma igreja que não prioriza a prosperidade e a cura, mas sabe que isso tudo é apenas conseqüência da adoração a Deus. Ainda existe pastores que ainda pregam o que Deus manda. Os olhos do Senhor estão atentos a tudo, e Ele não se deixar ser enganado ou iludido por uma igreja sem azeite.
CONCLUSÃO Precisamos avaliar nossas lâmpadas e nossas botijas para vermos se realmente existe azeite em nossas vidas para a chegada do noivo. Precisamos de uma conversão original que nos leve a realizar os desejos do coração do grande e maravilhoso Eterno Deus de Israel. Precisamos do azeite para que quando o anticristo vier ele não nos engane, pois escrito está que a muitos ele enganará. Principalmente aos pastores que darão conta das almas que o Senhor lhes confiou. E a vocês amados pastores, busquem o azeite que alegra o coração de Deus. Se esta mensagem não mudar sua vida, então reveja sua conversão para com os desígnios de Deus. Levem esta palavra a tantos quantos puder, eu lhes peço em o nome de Jesus.

O que é Missão?

O que é Missão?

“Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. João 3.17
-Introdução: A origem da palavra missão vem de Missil, que significa enviado. Então missão é ser enviado para um propósito (alvo) específico. Numa guerra, o míssil é mandado no lugar dos soldados, para atingir um local. Desta forma, o missionário é uma ‘bomba’ enviada ao campo de batalha.
O texto bíblico citado acima é a continuação do versículo áureo da Bíblia [João 3.16]. Este versículo explica mais ainda sobre a missão de salvar vidas e não de condenar.

Qual é a sua missão?

Vamos refletir alguns pontos sobre a Missão:

1- A Missão é de quem

I João 4.10 “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”.
A missão pertence a Deus (missio Dei). Deus é missionário porque enviou seu Filho Jesus Cristo para salvar o mundo (João 3.16). Deus é o dono da missão e Ele mesmo chama, capacita, envia e sustenta seus missionários. 
Por isso Jesus disse “rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara(Mateus 9.38). A obra missionária pertence a Deus, que é o maior interessado em levar sua missão ao mundo. Toda pessoa que se envolve na missão vem inspirado por Deus.

2- Tipos de missionários: Êxodo 17.8-16

Na Bíblia, podemos encontrar vários tipos de servos de Deus como no texto de Êxodo 17.8-16onde encontramos:
Josué, o guerreiro que vai ao campo de batalha.
Moisés, o intercessor, que fica orando.
Arão e Hur, os apoiadores, que sustentavam os braços de Moisés.

3- Como fazer missão? 

II Timóteo 4.5 “Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério”.
Podemos fazer uma comparação da missão com uma pescaria, que pode ser feita ser feita com:
REDE: evangelismo público.
ANZOL: discipulado e evangelismo pessoal.
Dependendo do peixe e também do pescador, pode-se usar qualquer destas formas. O importante é pescar.

Cumpra sua missão!

-CONCLUSÃO“ide” Mateus 28.20

Então você pode ser:
-Um missionário no campo onde está (Atos 1.8).
-Um fazedor de tendas que trabalha e faz missão onde está ou vai para um campo, mas se sustenta com seu próprio trabalho (Atos 18.3).
-Um intercessor por missões e missionários (Salmos 2.8).
-Um agente missionário: que trabalha em busca de recursos para sustentar a missão, contribuindo para missionários que estão em campo (II Coríntios 9.10).
Seja um missionário!

O que a Igreja tem para fazer Missões

O que a Igreja tem para fazer Missões

Texto: Atos 1.6-8


INTRODUÇÃO:
Quando o evangelho chega a um povo não alcançado, a indagação dos primeiros convertidos é quase sempre a mesma: Por que não nos trouxeram esta boa notícia antes? Como ficarão nossos antepassados que morreram sem ouvir da salvação em Cristo? A igreja não pode demorar a ouvir o clamor dos que jazem sem o evangelho de Cristo. Deus quer alcançar os povos da terra com o evangelho e os povos precisam desesperadamente da graça salvadora de Deus no evangelho de Cristo. A igreja é agência de Deus aqui na terra para a concretização do seu propósito salvador em direção aos povos. É ela quem deve fazer missões, porque missões é o trabalho de Deus através da igreja para trazer o homem à comunhão com ele através de Jesus Cristo.  Foi para essa prioridade que Jesus chamou a atenção dos seus discípulos no texto em questão.

Os discípulos queriam saber do futuro e das coisas não reveladas. Não foi esta aprimeira vez que eles perguntaram a Jesus o que estava por vir e, como das outras vezes, o Senhor não lhes deu resposta. Em vez disso, Jesus lhes focalizou aatenção para a missão atual. O futuro está nas mãos de Deus, e não lhes competia saber o que o futuro lhes traria, pelo menos não em minúcias. Eles tinham que concentrar suas energias na grande tarefa que lhes fora dada: fazer discípulos de Jesus de todos os povos da terra, ou seja, serem suas testemunhas “até os confins da terra”. Pensando nisso, eu te desafio a pensar comigo sobre o tema: O que a igreja tem para fazer missões? Primeiro, ela tem o Espírito Santo.

I – O ESPÍRITO SANTO (V.8)

O Espírito Santo é um Espírito missionário e ele é o maior recurso que a igreja tem para fazer missões. Ele é o próprio Deus presente na vida da igreja para conceder poder, dons e abrir os corações dos incrédulos para o evangelho. Lucas, que escreveu o evangelho que leva o seu nome e o livro de Atos, já havia registrado a recomendação de Jesus aos seus discípulos que não saissem de Jerusalém até que do alto fossem revistidos de poder, ou seja, eles não poderiam fazer missões sem a descida definitiva do Espírito Santo que ocorreu no dia de Pentecostes.

Com a descida do Espírito Santo, os discípulos foram capacitados com o seu poder para darem testemunho ousado da morte e da ressurreição de Cristo. Homens tímidos e de pequena fé, agora capacitados pelo Espírito Santo tinham grande coragem para falarem das maravilhas de Deus, estando dispostos a sofrer e a morrer por causa de Cristo. No primeiro sermão do apóstolo Pedro após estar cheio do Espírito Santo, cerca de três mil pessoas foram tocadas por Deus e aceitaram o evangelho. Em todo livro de Atos vemos a ação do Espírito Santo salvando, chamando e capacitando a igreja para aobra missionária. Aliás, alguém já disse que o livro de Atos poderia muito bem se chamar: Atos do Espírito Santo por intermédio dos apóstolos.

O Espírito tem um papel fundamental em missões. Ele enche a igreja de poder, concede dons espirituais, chama pessoas para missões como Paulo e Barnabé, além de agir na vida dos incrédulos, convencendo-os do pecado, da justiça e do juízo. É somente pela ação do Espírito que uma pessoa pode entender e aceitar o evangelho da salvação em Cristo Jesus. O novo nascimento, é uma obra do Espírito como bem falou Jesus a Nicodemos. Não podemos jamais desprezar a ação do Espírito na obra missionária. Percebo dois extremos perigosos com relação a pessoa do Espírito Santo: Os pentecostais tendem a exaltar sua pessoa em detrimento das demais pessoas da Trindade e as igrejas históricas, como a Presbiteriana, tendem a desconsiderar a sua atuação em detrimento do seu caráter divino. O maior recurso de Deus para missões não são homens eloqüentes, não são a estrutura e o dinheiro da igreja, mas o Espírito Santo que age em nós e através de nós.

Quando formos planejar um trabalho missionário, não fiquemos primeiro pensando quantas pessoas temos, quanto recursos temos, quanta estrututra temos, mas busquemos o poder, o auxílio e a direção do Espírito Santo. Façamos como os irmãos moravianos que mantiveram uma reunião de oração por cem anos ininterruptos, conseguindo enviar missionários para várias partes do mundo. Façamos como Jesus que antes de começar o seu ministério terreno foi conduzido pelo Espírito para o deserto para orar e jejuar a fim de resistir às terríveis tentações do inimigo. Façamos como a igreja primitiva que perseverava em oração enquanto era revestida pelo poder do Espírito Santo para pregar a Palavra de Deus com toda intrepidez. Façamos como apóstolo Paulo que escreveu: “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito Santo”. Que a nossa igreja busque o poder do Espírito para fazer missões. Você pode dizer amém em concordância coma essa grande verdade bíblica. Amém!

Além do Espírito Santo,outro recurso que a igreja tem para fazer missões são as testemunhas de Jesus.

II – TESTEMUNHAS DE JESUS (V.8)

Os métodos de Deus são homens, mais precisamente são testemunhas de Jesus, pessoas que foram lavadas e redimidas pelo sangue do Cordeiro, que tiveram uma experiência pessoal com Jesus e que agora pelo poder do Espírito podem dar testemunho do que creram, sentiram e experimentaram de Jesus na sua vida pessoal. “Vós sereis minhas testemunhas”. Começa a missão, a evangelização para a construçãodo corpo de Cristo. Para isso há necessidade de “poder”. Porém não basta o poder do intelecto, da vontade humana, da retórica. “Poder do Espírito que desce sobre a igreja: somente por meio dele que é possível realizar a tarefa missionária. Com ele, os apóstolos e nós somos as “testemunhas” eficazes de Jesus.

Ele nos transforma em testemunhas. Conhecemos o termo “testemunha” do linguajar jurídico. Num processo judicial são interrogadas as testemunhas. Não lhes cabe externar sua opinião, nem relatar seus pensamentos, mas – exatamente como fazem os apóstolos – “falar das coisas que viram e ouviram”. As testemunhas estabelecem o que aconteceu na realidade. Por isso agora os apóstolos, já podiam ser testemunhas de Jesus. No entanto, como se trata de realidades invisíveis, divinas, não bastam todos os testemunhos humanos para convencer o próximo dos fatos. Somente o poder do Espírito Santo pode atestar o testemunho de Jesus de forma que atinja a consciência da pessoa e ela creia ou se rebele contra a verdade, que já não pode ser negada. O termo grego para “testemunha” =“martys” nos lembra que justamente esse testemunho que atinge o coração é que conduz os mensageiros ao sofrimento, e ele somente pode ser prestado mediante o sofrimento.

Nem todos foram chamados para serem missionários em Guiné-Bissau, nem todos foram chamados para serem pastores ou músicos, mas todos os crentes foram chamados por Jesus para serem suas testemunhas. O privilégio e o desafio de dar testemunho de Jesus são para todos crentes que foram salvos por ele. Portanto, onde você está, foi colocado por Jesus para dar testemunho dele: no seu trabalho, na sua escola e na sua família. Veja como Deus é bom: coloca você no seu trabalho para testemunhar dele e ainda permite que você ganhe o sustento para sua família e para o sustento da obra missionária.

Querido irmão, saiba de uma coisa: Antes de você ser um médico, um advogado, um enfermeiro, uma professora, um pedreiro, uma dona de casa ou um estudante, você é uma testemunha de Cristo. Você não trabalha onde trabalha só para ganhar dinheiro; você não estuda onde estuda só para adquirir conhecimentos; você não mora onde mora só para viver. Mas, principalmente para testemunhar de Cristo às pessoas com quem convive no trabalho, na escola e na vizinhança. Será que temos essa consciência? Os pais querem que seus filhos sejam médicos, advogados e engenheiros. Isso é uma coisa boa. O problema é que, às vezes, se esquecem de inculcar na cabeça dos seus filhos que antes de tudo eles são testemunhas de Jesus.  É preciso enfatizar essa missão de Deus para nós desde cedo. Temos procurado fazer isso com os nossos filhos. Sempre perguntamos para eles: vocês já falaram para os amigos sobre Jesus, já convidaram para ir à escola dominical?

Como testemunha de Jesus você deve se envolver de forma direta e indireta com missões. De forma direta você deve testemunhar de Jesus com sua vida e com suas palavras para seus amigos e vizinhos, entregar folhetos, Bíblias e literatura cristã, visitar hospitais e cadeias, etc. De forma indireta você pode orar pelos missionários, escrever para eles, informar-se do trabalho missionário no mundo, participar de conferências missionárias, ser fiel nos dízimos e generoso nas ofertas missionárias para que a igreja tenha sempre recursos para investir na evangelização do Brasil e de lugares distantes. 

Por mais que vivamos no mundo da tecnologia e do desenvolvimento científico: internet, celular, vôos espaciais, etc., Deus ainda prefere usar uma pessoa como testemunha para falar diretamente para outra, portanto, a evangelização pessoal, o discipulado, o evangelismo através de relacionamentos ainda é o grande método de Deus para o avanço da obra missionária. Podemos e devemos usar a tecnologia disponível, mas ela jamais pode substituir o contato pessoal, o relacionamento, o evangelismo de pessoa para pessoa, ao vivo e a cores. Igreja é relacionamento: com Deus e com pessoas. Missões também! Por isso, precisamos investir tempo e dinheiro em pessoas.

Temos muito que agradecer a Deus porque ele tem dado as suas testemunhas que o servem na IPB, dons, talentos, oportunidades, boa formação bíblica e profissional, boa estrutura e recursos abundantes que precisam ser canalizados para a obra missionária. Precisamos entender que tudo que Deus nos dá é para ser usado para glória dele e expansão do seu reino aqui na terra e não só para o nosso deleite pessoal. O Brasil foi ricamente abençoado pela igreja americana que enviou seus melhores homens e mulheres: pastores, médicos e professores, além de enorme quantidade de recursos financeiros para a plantação de igrejas, fundação de seminários, hospitais, escolas e universidades. Eles entenderam seu papel como testemunhas de Jesus. Agora é a nossa vez, é a vez da sua igreja, é a vez da IPB ser uma testemunha de Jesus para o mundo.

Já vimos que a igreja tem para fazer missões o Espírito Santo, as testemunhas de Jesus e também a visão missionária de Jesus.


III – A VISÃO MISSIONÁRIA DE JESUS (V.8)

O campo da igreja, ou seja, sua esfera de atuação é o mundo porque a ordem de Jesus tem um escopo universal. Partindo de Jerusalém, os discípulos deveriam sair até os confins da terra. Estas palavras contêm o corretivo para a pergunta individualista dos apóstolos no v. 6, embora se possa duvidar que eles tenham entendido dessa maneira na época. O nacionalismo judaico da igreja primitiva demorou muito a morrer. Todavia, à época em que Lucas estava escrevendo, esse nacionalismo extremado em grande parte já era coisa do passado, e a frase "até os confins da terra" havia assumido sentido mais amplo. Abrangia agora o império romano, representado pela própria Roma e, nessa base, Lucas adotou o programa resumido nesse versículo como estrutura de sua narrativa. Jerusalém– Judéia – Samaria – todo o mundo. Durante longos capítulos ele nos manterá em Jerusalém; depois ele passa ao grande avivamento na Samaria, e, na seqüência, à conversão de Paulo, com o qual viajaremos até Roma.

Jesus abriu os olhos dos discípulos para que pensassem não em termos particulares (Israel), mas em termos universais (“até os confins da terra”). Ainda hoje a igreja tende a pensar em missões, em termos particulares (aumentar seu número de membros ou abrir uma congregação em outro bairro da cidade). Ela deve pensar nisso, mas não somente nisso, seu campo não é apenas sua cidade, mas o mundo. Por muito tempo, por má interpretação do texto em questão a igreja brasileira pensou cronologicamente e não simultaneamente. Ela pensou: primeiro vamos evangelizar Jerusalém (nossa cidade), depois vamos evangelizar a Judéia (nosso estado), depois vamos evangelizar Samaria (nosso país) e depois vamos evangelizar os confins da terra (o mundo). Porém, o texto não dá base para essa ideia. Jesus disse que a igreja deve ser testemunha dele tanto aqui quanto em outros lugares ao mesmo tempo.

A igreja de Jerusalém não esperou evangelizar toda a cidade para sair do seu território. A igreja americana não esperou evangelizar todo o país para enviar Simonton ao Brasil. O testemunho de Jesus é para ser dado pela igreja simultaneamente no Brasil e no mundo. Como não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo: damos testemunho de Jesus onde estamos e apoiamos aqueles que estão dando testemunho ou que vão dar em outros lugares. Portanto, toda igreja necessariamente precisa estar envolvida com o testemunho de Jesus até os confins da terra, ou seja, toda igreja precisa participar ativamente da obra missionária em todo o mundo, pois, esta é a visão e desejo de Jesus para ela. Damos graças a Deus pelo desejo da IPB de querer se envolver mais com missões.

Se pensarmos como Jesus, vamos entender que missões não é algo para um grupo da igreja, mas para todos os seus membros; não é uma programação da igreja, mas sua atividade diária; não é parte da vida igreja, mas sua vida, sua essência, sua totalidade, sua razão de existir no mundo. Cabe a nós, pastores e líderes passar para a igreja a visão missionária de Jesus para que ela pense e haja em termos mundiais e não locais. Em termos de mundo e não de cidade. Dentro dessa perspectiva, a pergunta que não quer calar é: O que a nossa igreja está fazendo efetivamente em relação a missões mundiais? Será que estou participando de alguma forma da evangelização do mundo? O que eu tenho feito para que o nome de Jesus seja pregado e conhecido em São Paulo, em Guiné-Bissau e em todos os cantos da terra? Será que tenho enxergado o mundo todo como o campo da minha atuação como testemunha de Jesus? Será que estamos dispostos a investir os nossos recursos e enviar os nossos filhos além das nossas fronteiras?


CONCLUSÃO:

Um casal de missionários estava se preparando para evangelizar um povo não alcançado das montanhas de um país africano. Após longa preparação e horas de caminhas para chegar às montanhas, logo se depararam com o líder da tribo que disse: “Por que vocês demoravam tanto a vir aqui para tirar o nosso povo das trevas?” Os missionários ficaram pensando: Nós não falamos para eles que viríamos aqui. Como aquele povo, muitos outros povos ao redor do mundo estão clamando para que alguém vá até eles a fim de libertá-los das trevas com a luz do evangelho de Cristo. Passa a Macedônia e ajuda-nos é clamor dos povos sem Cristo ainda hoje.  Por amor a Deus que nos salvou e por amor às pessoas sem Cristo, precisamos urgentemente fazer missões.

Aprendemos que Jesus deixou os recursos necessários para que sua igreja faça missões. Ele deixou o Espírito Santo que nos enche com o seu poder e opera eficazmente no coração dos nossos ouvintes. Ele nos deixou aqui como suas testemunhas a fim de que usemos a nossa vida, os nossos dons e recursos para mostrar o seu amor ao mundo. Ele nos deixou a sua visão missionária, isto é, ele nos deu o mundo como o nosso campo de atuação missionária. Façamos, então, o que nos cabe na obra missionária: pregar onde estamos com o auxílio do Espírito Santo e apoiar em oração e financeiramente quem está dando testemunho de Jesus onde não podemos estar. Lembre-se de uma coisa: Deus nos dá um grande desafio: a evangelização do mundo, mas também no dá um grande poder: Seu Espírito Santo. Portanto, temos tudo que precisamos para fazer missões, isto é, para cumprirmos o ide de Jesus. Que Deus nos ajude. Amém

As 10 características de um verdadeiro atalaia

 
As 10 características de um verdadeiro atalaia 


Nesta oportunidade eu convido ao amado internauta para juntos meditarmos na Palavra de Deus no Livro do Profeta Ezequiel 33.6,7 que diz:

"A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lha anunciarás da minha parte." (Ez 33 : 7) "Mas, se quando o atalaia vir que vem a espada, e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo, e a espada vier, e levar uma vida dentre eles, este tal foi levado na sua iniqüidade, porém o seu sangue requererei da mão do atalaia." (Ez 33 : 6)

Nas antigas cidades muradas havia o atalaia. Ele surgiu da necessidade de evitar os perigos dos invasores e ladrões. Era uma função obrigatória de defesa social, de abrigo das cidades e das nações.

Esses antigos guardas desempenhavam um papel de grande responsabilidade. Ao seu cuidado previdente e vigilância incansável ficavam entregues o sossego e a vida do povo; dia e noite tinham que vigiar (Is 21.8, 11, 12; 62.6).

A impiedade é o inimigo que anda a rondar o destino das criaturas. Ninguém escapa das suas investidas, por isso as Escrituras comparam os cristãos a atalaias e vigias fiéis.

 Vejas as dez características de um verdadeiro atalaia:

I. O ATALAIA DEVIA SER PESSOA DA MAIS ALTA CONFIABILIDADE


O atalaia não podia ser aventureiro, não podia agir com irresponsabilidade... Muitas vidas dependiam do seu trabalho.

A escolha do atalaia era uma eleição muito importante... hoje em dia diríamos hoje que seria um caso de segurança nacional.

Com a presença do atalaia, os moradores da cidade podiam dormir sossegadas... porque alguém estava de plantão, e caso alguma anormalidade ocorresse, a segurança de todos estava garantida: o atalaia soaria a trombeta, despertando os soldados e a população.

II. O ATALAIA DEVIA SER PESSOA COMPETENTE

Lemos no v.3 que a função do atalaia era "avisar o povo", sempre que ele visse o inimigo se aproximando: "Quando vê o inimigo chegando, o vigia dá o alarme para avisar toda a gente".

É interessante observar esta informação do v.3: "Quando vê o inimigo chegando".

O atalaia não podia ser cego não. Precisava ser alguém de boa visão.

Atalaia cego é igual a atalaia nenhum.

Também o atalaia não podia ser míope (naqueles dias óculos e binóculos ainda não existiam, portanto, o atalaia tinha que ter olhos sadios ele não podia ter trave de madeira nem cisco no olho (a linguagem de ontem diz "argueiro") tinha que ser competente para a função.

III. O ATALAIA DEVIA SER PESSOA QUE AMASSE O SEU POVO

Ai do povo cujo atalaia resolvesse "tirar uma soneca na rede" ou prestar serviço pro inimigo, deixando de dar o alarme ou os portões somente encostados!
Mas o atalaia não faria isto, porque o seu compromisso com a segurança do povo está no fato de amar o seu povo.

Um cristão do século passado dizia que "os oito primeiros versículos deste capítulo deveriam ser lidos de joelhos e com a oração para que manifestássemos uma obsessiva paixão pelas almas".

De fato, só um grande amor pela vida das outras pessoas poderia levar alguém a firmas os pés sobre o muro, e vigiar durante a madrugada para que o inimigo não apanhe a ninguém de surpresa...

Foi esse amor pelas pessoas, essa paixão pelas almas, que fez com que o inglês Guilherme Carey, considerado o pai das missões modernas, abandonasse a sua terra, para seguir, em 1793, para a Índia, num navio movido à vela, numa viagem que durou cinco meses.

E na Índia, Guilherme passou os quarenta e um anos restantes da sua vida e os primeiros convertidos só começaram a aparecer, depois de sete anos de trabalho intenso. Guilherme Carey foi atalaia... ele avisou muitos indianos do perigo que é viver sem Jesus.

O atalaia ama o seu povo, por isso o avisa... E faz isso tocando a trombeta - o v.3 nos revela isto: o atalaia toca a trombeta (nesse caso a versão na linguagem de ontem é melhor: "vendo ele que a espada vem sobre a terra, tocar a trombeta e avisar o povo". A NVI também traz "trombeta".

IV. DEVE OUVIR (verso 7).

O que devo ouvir da parte de Deus? Esta pergunta parece um tanto estranha, mas entendemos que Jesus é a Palavra encarnada, e é dEle que devemos falar. Lembre-se da transfiguração quando Deus deixou claro que é Jesus a quem devemos ouvir. Muitos dão ouvidos a outras vozes e tornam-se incapazes do ofício de atalaias do Senhor;

V. DEVE ADVERTIR.

Advertir até os ouvintes reconhecerem a sua iniqüidade. Jesus nos advertiu sobre muitas coisas. Ele nos advertiu sobre o pecado, esmola, oração, jejum, as riquezas deste mundo, ansiedade, sobre servir a dois senhores, sobre o hábito de julgar os outros, sobre os dois caminhos, os falsos profetas, sobre quem entrará no reino de deus, sobre os dois alicerces.

Se tudo isso não nos chama a atenção é devido a nossa falta de interesse em advertir àqueles que estão olhando em outra direção, e assim deixando de cumprir a nossa tarefa de atalaias.

VI. OBEDECER (verso 9).

A advertência é igual a uma ordem de conversão. Conversão é um ato de obediência e deve partir do coração do homem. A questão da obediência está ligada a idéia de que os advertidos precisam saber que sofrerão o castigo por causa dos seus pecados e de sua falta de obediência

VII . Estar sempre vigilante.

O menor cochilo era punido com rigor porque trazia conseqüências. Um guarda descuidado é inútil e perigoso como uma Igreja que dorme em vez de vigiar e proclamar a salvação em Cristo. Pregar a verdade é missão constante que deve tomar os cuidados da Igreja. Quando ela deixa para quando puder sua obra missionária, para quando terminar o templo está falhando com sua missão.

VIII . O guarda nas antigas cidades deveria ocupar os pontos mais estratégicos.

Tinha seu posto nas portas das cidades, nos morros, nas torres e lugares altos. Assim, deve a Igreja executar sua obra evangelística.

É preciso escolher os campos, os lugares, os meios e métodos de pregar e chamar os pecadores a Cristo. Nos negócios do Reino de Deus é preciso ocupar os pontos estratégicos, aproveitando os melhores meios para transmitir a mensagem.

A Igreja fará isso através dos seus membros, que ocuparão os lugares estratégicos e farão os contatos com as pessoas que têm de ser avisadas do perigo. Além disso, a igreja, como instituição, poderá manifestar-se quanto às grandes questões da nossa época, denunciando o pecado onde ele aparecer.

IX . O atalaia tinha que tocar a trombeta e avisar a cidade de qualquer perigo possível. Isso era feito ao mesmo tempo. Tocava a trombeta para despertar a atenção. Avisava, dando a notícia necessária no momento certo.

A Igreja, portanto, tem que unir sempre em sua obra de apoio e fundamento da verdade, a trombeta e o aviso. Precisamos falar a cada pessoa em particular mas precisamos fazer a mensagem chegar à cidade toda. Precisamos chamar a atenção para o perigo (trombeta), mas também entregar a mensagem que salva (aviso). Esses dois fatores devem andar juntos.

X . O atalaia não podia dar alarme falso. Era punido quando isso acontecia.

Da mesma forma é um grave erro todo alarme falso que uma determinada igreja use na sua obra de pregar o evangelho. A mensagem é uma só. Quaisquer acréscimos ou inovações devem ser imediatamente rejeitados. Só há um aviso certo: A alma que pecar, certamente morrerá. E só há um em quem se possa ter salvação: Jesus (At 4.12).

Mas nós não podemos nos iludir pois o inimigo não desiste fácil, e podemos ver no texto que mais uma vez que ele ficou por demais irado e agora sem tanta sutileza resolve fazer um ataque mais direto. Não devemos subestimá-lo (V.v 7,8)

Neemias mais uma vez busca forças através da oração, só que agora passa a se preocupar também com a vigilância. (V. 9) ler também (Mt 26:41)

Outra característica de Neemias é que ele era um líder de estratégias, e como vemos no verso 13 ele coloca as famílias juntas, (unidas) na luta para reedificar o muro. Ele sabia que se não houvesse unidade de propósitos seria muito difícil vencer aquela batalha.

Podemos observar outra qualidade em Neemias. ele sabia como incentivar seus liderados, colocando sempre o Senhor como a força, como aquele que pelejaria a batalha e lhes daria a vitória, como pode ser observado no verso 14.

Outra preocupação dele era a necessidade de trabalhar na reedificação armado , pois sabia que não poderia se defender e nem contra-atacar se estivessem desarmados.

No vs. 19 à 23 nos mostra que Neemias não deixou que largassem suas armas um só minuto. Se nós não estivermos sempre armados com a palavra de deus (que é a espada do espírito), não conseguiremos vencer os ataques que o inimigo dispara contra nós. Nós estamos engajados na obra do senhor (Ef 6:14-17)

 COMO DEVE SER UM ATALIA

A obra de Deus é muito extensa e é necessário estarmos preparados para fazei-la da melhor forma possível, como um instrumento de benção a ser usado por Ele. Um atalaia deve ser:

1. CHEIO DO ESPIRITO: Ao recebermos Jesus somos selados com o Espírito Santo (Ef 1:13) , mas nem todos são cheios do Espírito.

A condição para ser cheio do Espírito Santo é em primeiro lugar se submeter em tudo à vontade de Deus (Ef 5:17) e não viver em contendas mas, ao contrário, abrir a boca para falar e cantar a Palavra de Deus, ser sempre abundante na gratidão e estar sempre pronto a se sujeitar ao irmão, por temer a Deus. (Ef 5:18-21)

2. SUBMISSÃO: Submeter-se à uma autoridade é estar sempre pronto a obedecer, mesmo quando esta obediência contrariar a sua vontade. (Hb 13:17).

3. FIDELIDADE: Jamais receberemos uma grande responsabilidade das mãos do Senhor, se não formos fieis às pequenas coisas. (Mt 25:21)

4. PREOCUPAÇÃO COM A OBRA: É necessário que nos interessemos pela ordem dos cultos, limpeza da Igreja e principalmente pelas almas, em especial àquelas que não conhecem a Jesus Cristo como Salvador. (I Co 15:58)

5. RESPONSABILIDADE: Tudo que te vier a mão para executar faça bem feito, nunca haja com relaxamento na obra do Senhor. (Jr 48:10)

6. DEPENDÊNCIA DE DEUS: Jamais confie em suas próprias forças e nem na sua capacidade. É necessário ser humilde e reconhecer que sem Jesus nada podemos fazer, dependa sempre da capacitação que vem do alto. (Jo 14:26 / 15:5 – Cl 3:1)

7. PRONTIDÃO PARA OUVIR: O servo do Senhor também é conselheiro, porém, somente vai ter condições de aconselhar quando for pronto para ouvir. (Tg 1.19).

8. SIMPLICIDADE E PRUDÊNCIA: Ao mesmo tempo que o Atalaia deve ter um coração puro rejeitando a maldade, precisa ter prudência em suas ações para não ser pego de surpresa pelo inimigo. (Mt 10:16 ; I Co 14:20)

9. DESEJO ARDENTE DE SERVIR: Negue-se a sí mesmo e esteja totalmente entregue nas mãos do Senhor. Considere sempre o seu próximo superior a você, honrando-o. (Mt 20:26-28).

10. TER UM BOM TESTEMUNHO: O obreiro deve viver de acordo com a Palavra de Deus. É necessário ser irrepreensível para que o inimigo nunca tenha do que acusá-lo, pois conforme diz a Palavra, “… pêlos frutos vos conhecereis…” (Dn 6:4 ; Mt 7:20)

11. CONHECIMENTO DA PALAVRA: Ao vencer Satanás utilizando a Palavra de Deus, Jesus nos deixou o exemplo da importância de conhecermos a Bíblia e o seu poder. (Mt 4:10)

12. TER UMA VIDA DE ORAÇÃO: A oração deve ser o termômetro da nossa vida espiritual.

Muita oração muito poder, pouca oração pouco poder, nenhuma oração, nenhum poder. Aquele que não se habitua a orar não consegue ter intimidade com o Pai. (Lc 22:39-41)

13. TER O AMOR COMO BASE: Não adianta desempenharmos nossas funções na obra do Senhor se o amor não for o centro das nossas ações. O amor deve ser o motivo principal pelo qual você serve a Deus, pois Deus é amor e quem não ama não conhece a Deus. (I Co 13 ; I Jo 4:7-8)

 OS SERVOS DE DEUS SÃO ATALAIAS

No v.7 lemos: "eu estou pondo você como vigia de toda a nação de Israel". A eleição de Ezequiel se deu por determinação de Deus.

Como sentinela de plantão, Ezequiel tem de avisar do perigo que é morrer sem arrependimento compete a ele falar ao ímpio do seu caminho mal.

E lemos aqui: caso o ímpio desse importância ao aviso e se arrependesse dos seus pecados, tudo estaria bem com o ele e com o ímpio arrependido. Se, entretanto, o ele não advertisse o ímpio, o ímpio morreria, mas todas as conseqüências reservadas ao ímpio seriam creditadas na conta do atalaia criminoso.

Os atalaias, tinham uma responsabilidade de avisar, de soar a trombeta em alto som quando o inimigo se aproximasse e se o atalaia tocasse a trombeta e o povo não se desse por avisado, o seu sangue seria sobre eles, e se o atalaia visse o inimigo se aproximando e não tocasse a trombeta e o povo não se desse por avisado e ali se tivesse morte , o sangue seria cobrado da mão do atalaia.

E como podemos ver em Ez 33:7, Deus nos fala que somos constituídos por atalaia, e bem sabemos que temos a responsabilidade de soar a grande trombeta que há dentro de nós, como um som de trombeta que soa bem alto assim somos nós, devemos fazer o que Deus nos ordena porque Ele é a nossa trombeta e já foi dado o toque de guerra, uma guerra santa que bem sabemos que os vencedores somos nós, mas temos que fazer a nossa parte.

Que Deus nos ajude a cumprir esta tão difícil, mas importante missão com a graça do Senhor e em nome de Jesus, amém!

COMO SER UM OBREIRO APROVADO

COMO SER UM OBREIRO APROVADO 

INTRODUÇÃO - O que é ser um obreiro? Ser "obreiro" é estar comprometido com a obra de Deus na Terra. Logo, independente do cargo, ou da atividade ministerial na qual estejamos engajados, todos os que trabalham na obra de Deus são obreiros, desde o assistente diaconal até o bispo. O termo "obreiro" significa simplesmente "trabalhador". A diferença entre um simples membro da igreja e um obreiro, está no grau de comprometimento com o Reino de Deus. Um membro pode estar envolvido com o Reino, mas o obreiro está comprometido com o seu crescimento. Para entendermos melhor a diferença entre envolvimento e comprometimento, lancemos mão de uma simples analogia: numa refeição encontramos ovos e bacon. Os ovos vieram da galinha, enquanto o bacon veio do porco. Cada um deu a sua contribuição. Não obstante, qual deles precisou se comprometer para dar sua parcela de contribuição para a refeição? É claro que foi o porco. A galinha pôs seu ovo, e deu-o para ser comido. Entretanto, isso não interferiu em sua vida. Já o porco, para nos fornecer o bacon, teve que comprometer sua própria vida. Eis a diferença entre ser um membro envolvido, e um obreiro comprometido. Imagine uma igreja em franco crescimento. Para que ela estivesse cheia, alguns contribuíram com sua presença, mas outros contribuíram com seu trabalho. O obreiro é aquele que se dispõe a comprometer seu tempo, seus recursos, seus talentos, na propagação do Reino de Cristo Jesus. Ele não se satisfaz apenas em entregar seu dízimo e dar suas ofertas. Ele quer dar-se a si mesmo a Deus, e à Sua obra (2 Co.8:5), e para isso, está sempre disposto a arregaçar as mangas e trabalhar. Quanto mais o obreiro cresce na Obra, maior é o seu comprometimento com o Reino de Deus. 1 - O QUE É NECESSÁRIO PARA SER UM OBREIRO? • VOCAÇÃO - O primeiro requisito necessário para trabalhar na Obra de Deus é ser vocacionado. A palavra "vocação" significa literalmente "chamamento". O obreiro tem que ser chamado por Deus para o exercício do seu ministério. E a quem Deus chama? Ele chama todo aquele que Ele mesmo escolheu para a Sua Obra. Portanto, não se trata de uma opção nossa, e sim, de uma escolha soberana da parte de Deus. Jesus afirmou acerca disso aos Seus discípulos: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi, e vos designei para que vades e deis fruto..... JOÃO 15:16a É bom deixarmos claro que os critérios de Deus não são os nossos. Ele não nos escolhe levando em conta nossa aparência, nossa capacidade intelectual, nosso temperamento, ou nossos méritos. A razão que O levou a escolher-nos não está em nós, mas nEle mesmo. É Ele quem convoca, capacita e envia obreiros para Sua Seara. Jesus disse: "Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara" (Lc.lO:2). Ele primeiro diz vinde, pra depois dizer ide. • CAPACITAÇÃO - Ele não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos. Um exemplo disso é Jeremias. Ao ser chamado por Deus, o profeta Jeremias, que à época ainda era uma criança, relutou em aceitar sua vocação, por achar que não tinha capacidade para isso. Leia com atenção o texto bíblico: "Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que eu te formasse no ventre, te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Então disse eu: Ah! Senhor Deus! Não sei falar; não passou de uma criança; Mas o Senhor me disse: Não digas: Não passou de uma criança. Aonde quer que eu te enviar, irás, e tudo o que te mandar, dirás. Não temas diante deles, pois eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor. Então estendeu o Senhor a sua mão, tocou-me na boca, e me disse: Agora pus as minhas palavras na tua boca". JEREMIAS 1:4-9 Não adianta argumentar com Deus. Quando Ele nos convoca, não podemos sequer pensar em fugir. Alguém poderá dizer como Jeremias: Senhor, eu não sou capaz. Eu não tenho experiência suficiente. O apóstolo Paulo, que também foi escolhido por Deus mesmo antes de nascer (Gl.l:15), afirmou: "Não que sejamos capazes, por nós mesmos, de pensar alguma coisa, como se partisse de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus. Ele nos fez capazes de ser ministros de uma Nova Aliança..." (2 Co.3:5-6a). • DISPOSIÇÃO & DISPONIBILIDADE - Quando chamados por Deus, temos que estar dispostos e disponíveis. Disposição diz respeito ao estado de espírito. Um obreiro indisposto trabalha com má vontade, e por isso, não produz de acordo com a vontade de Deus. O apóstolo Paulo escreve: "Contudo, quando anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação. Ai de mim, se não anunciar o evangelho! Se o faço de boa vontade, terei recompensa; mas se de má vontade, apenas desempenho um cargo que me foi confiado". I CORÍNTIOS 9:16-17 Onde não há disposição, boa vontade, também não há resultados, e, portanto, não pode haver recompensa da parte de Deus. O obreiro indisposto é sempre vagaroso, descuidado, negligente, e por isso mesmo, corre o risco de ser desqualificado por Deus. "Não sejais vagarosos no cuidado" admoesta o apóstolo, "mas sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor" (Rm.l2:ll). Se não for pra fazer bem, é melhor não fazer. Tudo o que fizermos pra Deus deve ter a marca da excelência, não da negligência. Aqui vale a exortação feita por Jeremias: "Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente!" (Je.48:10a). Deve haver no coração do obreiro a disposição de gastar-se completamente na Obra de Deus. Era esta a disposição que havia em Paulo ao escrever: "Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado" (II Co.l2:15). Além da disposição, não pode faltar disponibilidade. Trabalhar pra Deus não pode ser um hobby, um passatempo, uma distração, mas uma prioridade. O obreiro deve estar sempre disponível pra Deus. A expressão "eis-me aqui", tão encontrada nas páginas das Escrituras, significa "aqui estou eu, pronto a atender". Escrevendo a seu discípulo Timóteo, Paulo o exorta: "Procura apresentar-te a Deus" (II Tm.2:15a). Em outras palavras: "Procura estar sempre disponível pra Deus". Nenhuma ocupação terrena pode privar-nos desta disponibilidade. No mesmo capítulo, Paulo diz: "Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra" (II Tm.2:4). É claro que há obreiros que têm suas atividades profissionais, e que delas depende sua sobrevivência. Estes devem buscar organizar de tal maneira seu tempo, que haja maior disponibilidade possível para trabalhar na Obra de Deus. Já os que trabalham em tempo integral (pastores, missionários e bispos, por exemplo), não devem comprometer seu tempo com qualquer outra atívidade que não esteja relacionada à Obra de Deus. Estar disponível pra Deus implica pontualidade nos compromissos da Igreja. O obreiro deve sempre chegar algum tempo antes do culto, e apresentar-se ao pastor, colocando-se disponível para qualquer serviço. Se ele já pastoreia uma igreja, deve chegar cedo e colocar-se à disposição dos irmãos, oferecendo atendimento pastoral às ovelhas de Deus. • QUALIFICAÇÃO - Para crescermos na Obra de Deus, e ocuparmos novos espaços, precisamos ser regularmente provados. Tomemos o exemplo dado por Paulo acerca dos diáconos. De acordo com o apóstolo, "estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis (...) Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição, e muita confiança na fé que há em Cristo Tesus" (I Tm.3:10, 13). Antes que uma pessoa seja empossada em um cargo na Igreja, ela precisa ser provada. Isto quer dizer que ela deve passar por um tempo de observação. Não podemos impor as mãos precipitadamente sobre ninguém (I Tm.5:22). De acordo com Atos 6:3, o candidato deve ter boa reputação, ser cheio do Espírito Santo e de Sabedoria. Além disso, deve ser considerado fiel, antes de ser colocado no ministério (I Tm.l:12). Mesmo depois de ser aprovado, o obreiro estará constantemente sendo submetido à prova. Até mesmo aquele que ascendeu ao ministério pastoral ou episcopal, corre o risco de ser desqualificado. Paulo, o grande apóstolo dos gentios, reconhece isso ao afirmar: "Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado" (I Co.9:27). Diante deste inevitável risco, ele aconselha a seu pupilo Timóteo: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (II Tm.2:15). Só tem do que se envergonhar, aquele obreiro que é passível de repreensão. Porém, aquele que goza de boa reputação com os irmãos, e com os de fora, que é cheio do Espírito e de Sabedoria, e que, portanto, sabe manejar bem as Escrituras, jamais será envergonhado. Envergonhado fica aquele que se lança em um empreendimento, mas sem calcular o preço. Depois de verificar que não tem condição de concluir o que começou, acaba servindo de chacota aos outros (Lc.l4:28). Há um preço a pagar, quando nos lançamos na obra de Deus. Se não nos dispusermos a pagá-lo, é melhor não nos comprometermos. Jesus disse: "A qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou muito mais se lhe pedirá" (Lc.l2:48b). Exige-se muito mais dos obreiros do que dos membros. E por quê? Porque o obreiro, seja ele um auxiliar, um pastor ou até um Bispo, ele servirá de referencial para os demais. Os membros e visitantes tendem a espelhar-se em quem está à frente. Portanto, o obreiro deve ser padrão para os demais. Uma coisa é estar em meio à multidão, sem ser notado. Outra coisa é estar à frente, ou em pé junto à portaria ou nos corredores da igreja trabalhando. Daí a necessidade de que seja irrepreensível. Isto é, não passível de repreensão. Observe o conselho que Paulo dá a Tito, seu cooperador: "Em tudo te dá por exemplo de boas obras. Na doutrina mostra integridade, reverência, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós." Trro 2:7-8 De acordo com esta passagem, entendemos a importância que há naquilo que o obreiro faz, no que ele crê, e na forma como ele se expressa. São três quesitos em que o obreiro pode ser reprovado: obras (comportamento), doutrina (em que ele crê) e linguagem (como ele se expressa). 1. Boas Obras - Como deve comportar-se um obreiro dentro e fora da igreja? Qual deve ser testemunho? Como vimos, o obreiro deve ser padrão para os demais membros da igreja. E quanto aos de fora? O obreiro deve portar-se de tal maneira no mundo, que as pessoas se sintam atraídas a Igreja. Se o seu testemunho for ruim, ele poderá ser uma espécie de vacina antiigreja solta no mundo. Por isso, "é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora" (l Tm.3:7). O que somos dentro da igreja, temos de ser do lado de fora. Não podemos envergonhar o Evangelho de Jesus, dando margem às pessoas ímpias para que difamem a obra de Deus. Quando falamos de obras, estamos falando de comportamento, e isto inclui a maneira como nos relacionamos, nos vestimos, pagamos nossas contas, trabalhamos, estudamos e etc. Ser irrepreensível é não dar oportunidade ao adversário para que fale de nós, e assim, envergonhe a obra de Deus. • Doutrina - O que é mostrar integridade na doutrina? Significa dizer que não pode haver ponto em aberto naquilo em que cremos. Se a Bíblia é a Palavra inerrante de Deus, não há qualquer doutrina nela contida que não deva ser abraçada. "Fiel é esta palavra e digna de toda a aceitação" (l Tm.4:9). Quando falamos de doutrina, não nos referimos a regras de comportamento, e sim, ao conjunto de ensinamentos bíblicos que formam o corpo doutrinário da Igreja de Cristo. Doutrina, portanto, refere-se àquilo em que cremos. Por exemplo: Cremos em um único Deus, que subsiste em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Cremos na Vida Eterna, que é um dom outorgado àqueles que receberam a Jesus. Cremos que todos haverão de prestar contas de suas obras a Deus no Juízo Final. Etc. Assim como há doutrinas bíblicas, há também doutrinas antibíblicas, que devem ser rejeitadas de imediato. Paulo as chama de "doutrinas de demónios","fábulas profanas" (l Tm.4:l,7), e diz que devemos rejeitá-las. Doutrinas como a da reencarnação, da mediação dos santos, do purgatório, da regeneração batismal, e outras, não podem encontrar abrigo no coração do povo de Deus, pois são antibíblicas. Compete ao obreiro ser um expoente da sã doutrina. Ele deve estar sempre disposto a reproduzir a outros aquilo que recebeu. Paulo escreve a Timóteo: "Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Tesus. E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros" (2 Tm.2:l-2). Não temos o direito de acrescentar nada, tampouco subtrair nada do que nos foi confiado. Temos que ser fiéis na transmissão daquilo que nos foi confiado: a são doutrina de Cristo. • Linguagem - Assim como é importante a maneira como procedemos, e aquilo em que cremos, também é importante a forma como nos expressamos. Por isso, Paulo instrui os crentes de Éfeso: "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, conforme a necessidade, para que beneficie aos que a ouvem" (Ef.4:29). Obscenidades, palavrões, piadinhas picantes, não podem constar do vocabulário de um obreiro aprovado. 2 – O CARATER DO OBREIRO "Alguns traços devem ser encontrados em um obreiro para que ele seja aprovado. A ausência de qualquer um destes traços poderá implicar em sua desqualificação. O obreiro, portanto, deve buscar ser "vaso para honra, santificado e idóneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra" (2 Tm.2:21). Em outras palavras, ele deve buscar se qualificar, santificando-se para estar preparado para ser usado na obra de Deus. E quais são os traços que devem ser manifestos na vida de um obreiro aprovado? Vamos encontrá-los na lista apresentada por Paulo, que juntos formam o fruto do Espírito. Esse fruto é dividido em gomos, que devem ser encontrados não apenas na vida dos obreiros, mas de todos os membros do Corpo de Cristo. São eles: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (G1.5:22-23). • Amor - Um obreiro que não ama, tende a fazer a obra de Deus de maneira mecânica e artificial. Não somos apenas engrenagens de uma máquina. Somos seres humanos, que necessitam encontrar sentido naquilo que fazem. É o amor que vai dar sentido e valor à nossa obra. "Fazei todas as vossas obras com amor" ordenou o apóstolo (l Co.l6:14). Seja o que for que tivermos que fazer, se não for com amor, é melhor que não faça. Afinal de contas, é para Deus que trabalhamos. Como disse Paulo: "E tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que servis" (Col.3:23-24). Além disso, devemos considerar que embora trabalhemos para Deus, estamos lidando com seres semelhantes a nós, com suas contradições, anseios, fraquezas e virtudes. Por isso, as Escrituras nos ordenam a suportar "uns aos outros em amor" (Ef.4:2b). É mais fácil lidar com coisas inanimadas, do que lidar com gente. As pessoas têm seus dilemas, suas manias, seus sonhos, e precisam ser amadas e compreendidas. Devemos ter "antes de tudo, ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados" (l Pe.4:8). Em outras palavras, o amor nos faz enxergar as pessoas, cobrindo-lhes a sua nudez espiritual, e não as expondo, como fez Cão, filho de Noé. • Alegria - "Servi ao Senhor com alegria" (S1.100:2a). Servi-lo com alegria, é o mesmo que servi-lo de boa vontade, e não apenas por uma obrigação religiosa. Ainda que, de fato, seja uma obrigação nossa. Observe o que diz Paulo: "Contudo, quando anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação. Ai de mim, se não anunciar o evangelho! Se o faço de boa vontade, terei recompensa; mas se de má vontade, apenas desempenho um cargo que me foi confiado" (l Co.9:16-17). Portanto, servir na obra de Deus deve ser encarado não apenas como um dever, mas, sobretudo como um prazer! Não devemos alegrar-nos apenas pêlos resultados de nosso trabalho, mas principalmente por termos sido alvo de Sua escolha soberana. Expulsar demónios é gratificante, curar os enfermos é maravilhoso, mas nada deveria nos alegrar mais do que saber que nosso nome está escrito no céu (Lc.lO:20). Além do mais, o obreiro alegre acaba por contagiar as pessoas com a sua alegria. Um obreiro carrancudo vai apenas espantar as pessoas, e vaciná-las contra o Evangelho. Devemos, portanto, ser alegres, para poder transmitir alegria aos que nos cercam. Jamais devemos deixar que os problemas particulares venham prejudicar nosso desempenho na obra de Deus. Um obreiro que almeje a aprovação de Deus, deve ser capaz de passar por cima dos seus próprios problemas, buscando sempre exibir em seus lábios um sorriso sereno, que passe tranquilidade, entusiasmo e satisfação em servir. • Paz - Quem trabalha pra Deus é, por definição, um pacificador. Estamos engajados na promoção da paz. Nosso objetivo é levar os homens a se reconciliarem com Deus, e a viverem em paz consigo mesmo, e com os seus semelhantes. Para promovermos a paz, precisamos estar em paz. Mesmo sendo perseguidos, não podemos perder a paz, a serenidade, a tranquilidade. Para nós, a paz é um estado de espírito, e independe das circunstâncias. Entretanto, a paz que excede todo entendimento, e que guarda nosso coração (Fp.4:7), deve influenciar nossos relacionamentos. Isto quer dizer que, devemos, a todo custo, evitar qualquer situação que busque privar-nos da paz com o nosso próximo. Paulo diz: "Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens" (Rm.l2:18). Infelizmente, nem sempre isso é possível. Mas no que depender de nós, busquemos a paz, evitando entrar em contendas, rixas e debates. Uma pessoa com o ânimo alterado, jamais vai se dispor a reavaliar seus conceitos. Portanto, não vale a pena discutir, pra tentar convencer ninguém. A Palavra de Deus nos ordena: "E rejeita as questões insensatas e absurdas, sabendo que produzem contendas. E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente; corrigindo com mansidão os que resistem, na expectativa de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade" (2 Tm.2:23-25). Devemos policiar até o tom de nossa voz. Há pessoas que se dirigem a outras, como se estivessem discutindo, embora, na verdade, não estejam. Há outras que têm facilidade de "dar fora", até sem querer. Parece que elas estão sempre de espírito armado, e acabam dando a impressão de que têm pavio curto. "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" (Pv.l5:l). Mesma a mais dura das verdades, deve ser transmitida com o tempero do amor, para que não possa ferir, mas edificar. • Longanimidade - Ser longânimo é o mesmo que ser paciente ou tolerante com a fraqueza alheia. Um obreiro deve manifestar tal característica, pois a mesma é um dos notáveis traços do caráter divino (S1.103:8). Assim como Deus é longânimo para conosco, devemos ser pacientes para com aqueles que estão chegando à igreja, ou mesmo para com aqueles que, embora tenham algum tempo de igreja, ainda não aprenderam a caminhar por si mesmos. O apóstolo Paulo deixou-nos uma importante orientação sobre isso: "Acolhei ao que é fraco na fé, não, porém, para discutir opiniões (...) Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos (...) Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus (...) Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus" (Rm.l4:l; 15:1,5,7). Ao nos deparar com alguém que esteja dando seus primeiros passos na fé, devemos nos lembrar dos nossos primeiros passos, e de quanto trabalho demos para os que nos receberam. Assim como alcançamos o amadurecimento, eles também hão de alcançar. Lembremo-nos de que "melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante" (Ec.7:8). Afinal, quem começou a boa obra, é fiel pra terminá-la dentro do prazo estabelecido (Fp.l:6). Devemos ter redobrado cuidado para não destratarmos ninguém, dando respostas deselegantes. Ser longânimo também é ser atencioso, gentil e cordato. • Benignidade - Ser benigno é estar sempre disposto para fazer o bem. Este fruto se manifesta na vida do obreiro quando este tem a oportunidade de beneficiar alguém, seja através de uma oração, de um conselho, ou até mesmo de um simples gesto, como um abraço ou um sorriso. A exemplo de Jesus, devemos fazer o bem a todos, independente de seu credo religioso, ou de sua posição social ou cultural (At.lO:38). Não podemos ser omissos. Tiago diz: "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tg.4:17). Um obreiro aprovado não joga fora uma boa oportunidade de enaltecer o nome de Jesus através de um ato benigno. Ainda que não sejamos reconhecidos pelas coisas boas que façamos, devemos esperar a recompensa de Deus, e não dos homens. Paulo admoesta: "E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé" (01.6:9-10). Devemos nos dispor a beneficiar até os que nos maltratam. É desta maneira que vencemos o mal com o bem (Rm.l2:21). • Bondade - Enquanto a benignidade é uma questão de atitude, a bondade está ligada à maneira como enxergamos as coisas à nossa volta. Assim como há pessoas maliciosas, que só conseguem enxergar o mal, até onde não há, há outras que têm o dom de enxergar coisas boas, até nas aparentemente ruins. Sobre isso, Jesus falou: "A lâmpada do corpo são os olhos. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas" (Mt.6:22-23a). Um obreiro aprovado deve ter os olhos iluminados pela bondade do Espírito Santo. Ele consegue identificar o agir de Deus em cada situação. Ele é capaz de enxergar as qualidades e potencialidades das pessoas que chegam à igreja, a despeito da situação que estejam passando. Ele deve ter um olhar puro, que expresse a bondade de uma criança. Foi isso que Paulo quis dizer ao ordenar: "Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento" (!Co.l4:20). • Fidelidade - Podemos definir a fidelidade exigida por Deus na vida do obreiro de diversas maneiras. Ser fiel é: a) Reproduzir exatamente o que recebeu, sem acrescentar nem subtrair nada - "E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros" (2 Tm.2:2). "Assim, pois, que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel" (l Co.4:l-2). "Pois eu recebi do Senhor o que também vos ensinei" (l Co.ll:23a). "Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso" (Pv.30:6). b) Servir de padrão para os demais - "Ninguém despreze a tua mocidade, mas sê exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza" (l Tm.4:12). c) Zelar por aquilo que lhe foi confiado - "Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. Se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?" (Lc.l6:10-12). d) Saber guardar segredo - "O mexeriqueiro revela o segredo, mas o fiel de espírito o mantém em oculto" (Pv.ll:13). e) Entregar a Deus o seu dízimo - "Tudo vem de ti, e somente devolvemos o que veio das tuas mãos" (l Cr.29:14b). "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa (...) E então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não serve" (M1.3:10a, 18). f) Cumprir seus votos e compromissos - "Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo. Ele não se agrada de tolos; o que votares, paga-o" (Ec.5:4). "Agora, porém, completai o já começado, para que, assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento, segundo o que tendes (...) Cada um contribua segundo o propósito do seu coração" (2 Co.8:12; 9:7a). g) Ser coerente, isto é, praticar aquilo em que crê - "E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos" (Tg.l:22). "O que aprendestes, e recebestes, e ouvistes de mim, e em mim vistes, isso fazer. E o Deus de paz será convosco" (Fp.4:9). • Mansidão - Foi Jesus quem disse: "Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrarei descanso para as vossas almas" (Mt.ll:29b). Ser manso é manifestar tranquilidade em qualquer situação, sem demonstrar altivez, arrogância. O manso não está preocupado em receber honra, elogios, nem faz questão de qualquer privilégio. Quando repreendido, o manso não reage, mas reconhece seu erro, e busca consertar-se. Ele sabe que "nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, mas de tristeza. Contudo, depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ela têm sido exercitados" (Hb.l2:ll). Qualquer repreensão que vise o nosso bem, e principalmente o bem da obra de Deus é bem-vinda. Devemos concordar com o salmista, quando diz: "Fira-me o justo, será isso bondade; repreenda-me, será um excelente óleo sobre a minha cabeça. A minha cabeça não o rejeitará" (S1.141:5a). "Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do tolo" (Ec.7:5). "O que ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que odeia a repreensão é estúpido" (Pv.l2:l). O obreiro aprovado jamais abre a sua boca em defesa própria. Ainda que seja injustiçado, ele prefere ceder a palavra ao seu Advogado, Jesus. Aprender de Jesus é ser manso e humilde, e agir como Ele agiu diante dos seus acusadores: "Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca" (Is.53:7a). Em outras palavras, se o obreiro está errado, ele curva a cabeça e reconhece o erro. Se ele estiver certo, ainda assim, ele mantém seu silêncio, e deixa que Cristo seja seu defensor. Ser manso também é colocar o interesse da obra de Deus, acima dos nossos próprios interesses. É ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, nada fazendo por contenda ou por vanglória, mas por humildade, considerando os outros superiores a si mesmo, e não atentando somente para o que é seu, mas principalmente o que é para o bem comum (Fp.2:3-5). • Domínio Próprio - Eis o último gomo do fruto do Espírito. Ter domínio próprio é ter auto-controle. Sem ele, podemos pôr tudo a perder. Por isso, João admoesta: "Olhai por vós mesmos, para que não percais o que ganhastes, antes recebais plena recompensa" (2 Jo.8). Olhar por nós mesmos é o mesmo que manter-nos em total vigilância. O sábio Salomão afirma que melhor é "o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade" (Pv.l6:32). E mais: "Como cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito" (Pv.25:28). O obreiro aprovado não pode se deixar levar pelas emoções carnais e passageiras. Somos guiados por convicções, não por emoções. Aquilo que vemos não pode nos afetar a ponto de nos levar a perder a compostura. Se for necessário nos calar, nos calaremos (Leia Tg.3:2). Se for necessário nos conter na hora da raiva, nos conteremos. Tudo para não prejudicarmos a obra de Deus com a qual estamos comprometidos. Ter domínio próprio é resistir aos apelos da carne, e optar pelo que é certo. É ser capaz de desagradar a si mesmo, para agradar aos outros e principalmente a Deus (Leia Rm.l5:l-3). 3 – OS TIPOS DE CULTO As Igrejas adotam diversos tipos de cultos. Cada tipo tem seu próprio estilo e finalidade. Todos, porém tem um objetivo comum: glorificar a Deus. As pessoas devem ser estimuladas, não a assistir ao culto, ou a frequentá-lo, e sim a prestar culto a Deus. A diferença entre assistir a um culto e prestar culto é que no primeiro, a pessoa é levada a uma conduta passiva, enquanto no segundo ela é levada a uma postura de interatividade. Ninguém pode cultuar no lugar de outro. Trata-se de um dever intransferível. Podemos orar por alguém, interceder por ele, mas não podemos cultuar em seu lugar. O culto deve ser encarado como um sacrifício oferecido a Deus; o que não deve ser entendido como algo doloroso, penoso, e sim como algo extremamente agradável. O termo sacrifício é a junção de duas palavras: sacro + ofício. Trata-se, portanto, de um ofício sagrado. Paulo nos orienta a apresentar nossos corpos a Deus como um sacrifício puro, santo e agradável, pois isto se constitui em nosso culto racional (Rm.l2:l). Há vários tipos de culto, de acordo com a classificação que se segue: • CULTO EUCARÍSTICO - Trata-se de um culto revestido de caráter muito especial, pois nele se relembra o sacrifício de Cristo na Cruz, através da celebração da Santa Ceia do Senhor. Usamos como elementos que compõem a Mesa do Senhor, o suco da uva e o pão. O suco deve ser servido em cálices especiais de vidro, plástico ou similar, e devem estar devidamente limpos. Em caso de necessidade, poderá usar-se copinhos descartáveis. O pão deve ser partido antecipadamente, ficando apenas um pão para ser partido no altar no momento da celebração (a critério do celebrante), e deve ser servido ern bandejas apropriadas. Caberá aos assistentes diaconais e diáconos servir a Ceia. Em reuniões especiais, este serviço poderá ficar a cargo de pastores previamente selecionados. Os elementos deverão ser oferecidos indistintamente a todos. Entretanto, caberá ao pastor celebrante advertir as pessoas quanto à seriedade que envolve a participação dos mesmos. E deverá ainda orientar para que somente os membros do Corpo de Cristo participem Mesa do Senhor. Depois de alertadas, caberá às pessoas julgarem a si mesmas, participando ou não. Os cultos eucarísticos deverão acontecer preferencialmente aos domingos pela manhã ou à noite, ou em ambos os horários, ou ainda em ocasião extraordinária. • CULTO EVANGELÍSTICO/ CAMPANHAS - São cultos dedicados a apresentar Jesus aos necessitados e aflitos. Ninguém poderá adorar a um Deus desconhecido. Para que recrutemos adoradores para Deus, precisamos apresentá-Lo como Alguém digno de receber nossa adoração. E como o faremos? Da mesma forma como Jesus fez no passado. Ministrando de acordo com a necessidade das pessoas. Elas precisam de cura, libertação, prosperidade, união familiar, e tudo o que só Deus pode promover na vida daqueles que O buscam. Para estimular o interesse das pessoas em buscar de Deus a solução de seus problemas, as Igrejas, em geral promove campanhas, movimentos e cruzadas. Nessas reuniões, a mensagem deve ser simples e objetiva. Deve-se evitar o uso de certos termos e jargões que somente os crentes entendem. As canções devem girar em torno do tema da reunião, e conter um tom evangelístico. Não se deve usar canções de adoração, nem de forte apelo doutrinário. As orações devem ser objetivas. Se a reunião for dedicada à libertação, deve-se orar para que o poder de Deus se manifeste, a fim de que os demónios não resistam e saiam, abandonando os corpos que possuem. Não se deve "invocar" demónios, isto é, chamá-los, para que venham de onde estiverem para manifestar ali. Se houver alguém possesso, certamente vai manifestar. Nosso papel é expulsar o demónio, não invocá-lo. O uso de nomes dados aos demónios nas seitas afro-brasileiras deve ser evitado. Tal prática é proibida pelas Escrituras, de acordo com Josué 23:7, onde lemos: "Não vos mistureis com estas nações que ainda restam no vosso meio; não fareis menção dos nomes de seus deuses, não os invocareis". Deve-se usar de cautela, para não dar qualquer crédito às coisas ditas por demónios, através dos lábios de pessoas manifestadas. Lembremo-nos que o diabo é o pai da mentira, e que "não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do iue lhe é próprio" (Jo.8:44). Não se deve dirigir qualquer palavra a um demónio, se ele não estiver manifestado em um corpo. Se o fizermos, estaremos conferindo onipresença ao diabo, atributo que só Deus possui. Nossas orações devem ser dirigidas a Deus. Entretanto, podemos e devemos dirigir palavras de ordem às enfermidades, para que se retirem. Tais ordens são chamadas de "Oração da Fé". Não se trata de orar a Deus, pedindo que cure as doenças. Jesus já tomou sobre Si as enfermidades. Não precisamos pedir que Deus faça o que já fez. A Oração da Fé nada mais é do que a Fé que se expressa em uma ordem dirigida à doença, para que deixe de vez a pessoa acometida. Deve-se também usar a imposição de mãos, conforme prescreve a Bíblia (Mc.l6:18). Além da unção com óleo, que representa o Espírito Santo (Mc.6:13; Tg.5:14). Deve-se evitar qualquer tipo de misticismo ou superstição, como por exemplo, atribuir poder à feitiçaria ou à inveja. Se anunciarmos que temos poder pra desmanchar macumba, estaremos afirmando que a macumba realmente funciona. As pessoas precisam ser conscientizadas de que o Poder pertence a Deus. Os demónios dizem que receberam isso ou aquilo em um trabalho de bruxaria, para manter as pessoas na ignorância espiritual. O que o diabo quer é ser adorado. Quando ele pede que uma pessoa lhe dê uma oferenda, o que lhe interessa não é a oferenda em si, mas a adoração que lhe está sendo dedicada. Os incautos pensam que podem manipular as forças do mal através de despachos, sacrifícios e oferendas, mas na verdade, eles é que estão sendo manipulados por tais forças. Não podemos mante-los neste estado de cegueira espiritual. Temos que abrir seus olhos, falando-lhes a verdade. Em lugar nenhum da Bíblia é-nos ordenado sair por aí desmanchando macumbaria. A ordem de Jesus é: Curai os enfermos, e expulsai os demónios. Além de orar por cura e libertação, devemos orar pela prosperidade do povo. E não só orar, mas ensinar-lhe os princípios bíblicos que produzem vida abundante. E para isso, promovemos reuniões especiais. Afinal, o salmista nos ordena a dizer continuamente: "O Senhor, que se deleita na prosperidade do seu servo, seja engrandecido" (51.35:27). Pra quem pensa que Deus só se importa com questões espirituais, vale lembrar o que diz João em sua terceira epístola: "Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma" (v.2). • CULTO DOUTRINÁRIO - Trata-se de um culto dedicado ao ensino das doutrinas e princípios da Palavra de Deus, que devem nortear nossa conduta no mundo. Toda igreja, deve dedicar pelo menos um culto na semana para este fim. Nele, o pregador deve assumir a posição de mestre, conduzindo seu rebanho a um estudo mais profundo das Escrituras. • CULTO DE ADORAÇÃO - A cada domingo, o povo de Deus deve dedicar-se inteiramente à adoração. Convém salientar que a música tem papel importante no culto de adoração, e por isso, deve tomar maior tempo do que nos demais cultos. Cada igreja, deve constituir um ministério de louvor e adoração, liderado por um ministro de música qualificado. Caberá a este ministério conduzir o período de louvor durante o culto. Para tanto, o pastor deve estimular os jovens a aprender a tocar instrumentos diversos, e investir na aquisição dos mesmos. Pode-se também levantar um coral, desde que haja alguém disposto e qualificado para regê-lo. Canções de louvor e adoração diferem das canções de apelo evangelístico, pois não são centradas nas necessidades humanas, mas no próprio Deus. Há ainda uma diferença entre louvor e adoração. Geralmente, o louvor fala de Deus, enquanto que a adoração fala a Deus. Em outras palavras, no louvor, referimo-nos a Deus como "Ele" e na adoração como "Tu". O louvor enfatiza o que Deus faz, enquanto que na adoração a ênfase recai sobre o que Deus é. Os componentes do ministério de louvor devem ser selecionados de acordo com os seguintes critérios: • habilidade musical; • bom testemunho; • vida comprometida com Deus e a Sua obra; • disposição e disponibilidade para ensaiar. • CULTO DE ORAÇÃO - Uma vez que cremos no sacerdócio universal dos crentes, devemos estimular o povo de Deus a uma vida de oração. Todos temos igual acesso à presença de Deus, e devemos desfrutar disso ao máximo, apresentando-nos a Ele regularmente para intercedermos em favor de todos os que necessitam. Para isso, é salutar que promovamos reuniões de oração, onde possamos dedicar a maior parte do tempo à intercessão. A Bíblia nos ordena a orar uns pêlos outros (Tg.5:16), pêlos aflitos (Tg.5:13), pelas autoridades constituídas (l Tm.2:l-2), e até pêlos que nos perseguem (Mt.5:44). Além do mais, deixar de interceder é incorrer em grave falta aos olhos de Deus (l Sm.l2:23). • CULTO JOVEM - Com fim evangelístico, ou com objetivo de promover maior entrosamento entre os jovens da igreja, o culto jovem tem suas peculiaridades. A começar pelo estilo musical, e pela forma extrovertida e informal em que deve ser conduzido. Além de música, oração, e ministração da Palavra, o culto jovem pode ter ainda gincanas, brincadeiras, e outros expedientes que possam atrair o interesse dos jovens, contanto que se mantenha a reverência a Deus. Pode ser promovido com fim evangelístico em outros ambientes além da igreja, como escolas, faculdades, praças e etc. Cada igreja e congregação, deve ter um Grupo Jovem, que deve ser dirigido com sabedoria, por alguém capaz de entender e fazer uso de uma linguagem sadia, porém contemporânea, que vá de encontro aos anseios da nova geração. O Grupo Jovem poderá promover evangelismos, passei-os, retiros, debates, torneios esportivos, festas, congressos, apresentação de peças teatrais e coreografia, concursos, vigílias de oração, e tudo o que vise o seu crescimento e fortalecimento. • CULTO FÚNEBRE - Embora aconteça em um momento de dor, deve ser ministrado com serenidade, e com o objetivo de infundir esperança no coração dos familiares da pessoa falecida. Recomenda-se que o ministro busque demonstrar compaixão pela dor, sem com isso deixar transparecer qualquer indício de desespero. A mensagem deve ser curta, e conter temas como a vida eterna, a ressurreição dos que morrem com Cristo, e a vitória de Jesus sobre a morte. Sugerimos a utilização dos seguintes textos: Salmo 89:48; 49:15; Ezequiel 18:32; João 5:24-29; 8:51; Romanos 8:38; Hebreus 2:14-15. • CASAMENTO - A Cerimónia Nupcial é revestida de um valor ímpar. Não foi em vão que Jesus escolheu uma festa de casamento para manifestar pela primeira vez Sua Divindade, transformando água em vinho. Da mesma forma, não podemos desperdiçar uma cerimónia de casamento, deixando de anunciar o poder restaurador e transformador de Cristo. Além de aconselhar de público aos nubentes, o celebrante deve aproveitar para firmar os valores do Reino de Deus concernentes à família, demonstrando que Deus é o seu autor, e que por isso mesmo, é quem mais está interessado na sua preservação. Pode-se também aproveitar para fazer uma breve exposição do Evangelho, comparando a maneira como o marido deve dar sua vida pela esposa, com a maneira como Cristo deu Sua vida por nós (Ef.5:25). Desta forma, apresentamos Deus como a figura central da cerimónia; e o que deveria ser apenas um ritual, torna-se em um verdadeiro culto a Deus. Logo no começo da cerimónia, deve-se invocar a presença do Criador, com uma oração simples, buscando lembrar às pessoas presentes que foi Deus o celebrante do primeiro matrimónio da história, e que Sua presença é indispensável, tanto no enlace matrimonial, quanto nos momentos que serão partilhados pelo casal a partir daquela data. Além da oração inicial, a cerimónia ainda tem pelo menos outras duas orações: a que apresenta as alianças, e a impetração da bênção nupcial, que a dará por encerrada. Durante a cerimónia, alguém previamente escolhido pêlos nubentes, ou pelo celebrante, poderá entoar uma canção de louvor a Deus, cujo tema gire em torno do amor conjugal.