segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

CRESCIMENTO, INCHAÇO OU GORDURA?

CRESCIMENTO, INCHAÇO OU GORDURA?



Crescer é o imperativo de Deus para a sua Igreja. “Ide e fazei discípulos de todas as nações” – ordenou o próprio Jesus. “Ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” – ensinou-nos o apóstolo Paulo. É, sim, uma questão de quantidade. Cada pessoa no Reino do Filho do Amor é uma pessoa a menos no Império das Trevas. Haverá alguma explicação razoável a respeito de nossa inércia evangelística para aqueles que não forem contados entre os Benditos de meu Pai?

Há, no entanto, diferença significativa entre os conceitos “crescer”, “inchar” e “engordar”. Quem cresce, desenvolve-se, amadurece, adquire novas habilidades e capacidades. Veja o que acontece ao corpo humano: seu crescimento está ligado ao desenvolvimento dos órgãos internos; envolvem alimentação, atividade, aprendizado e cuidados com a saúde. Se uma criança não cresce, logo entendemos que está doente e precisa de tratamento. Quando a Igreja cresce, seus membros são saudáveis e seus ministérios estão em pleno desenvolvimento.

Inchaço é anomalia. Um reflexo de que algo não vai bem. Quando o corpo, ou parte dele, incha, é sinal de uma entre várias razões preocupantes: retenção de líquido, inflamação, tumor, ou enfermidades de ordens diversas. Todo o esforço, então, passa a ser no sentido de resolver o problema e devolver o organismo à condição normal. Igrejas incham quando fazem promessas com base no interesse mesquinho das pessoas, enchendo-se de gananciosos e não de cristãos. Incham quando atraem pessoas a si mesmas e não a Cristo.

A gordura é sempre uma ameaça à saúde do corpo. Resulta de um processo útil, necessário, mas exercido de modo desequilibrado. É conseqüência do alimento, fundamental para a vida, mas ingerido em excesso e sem que seja acompanhado da devida atividade física. Quem engorda está comendo demais e exercitando-se de menos. Chamamos “vida sedentária” a este padrão de comportamento. Igrejas gordas são aquelas onde há alimento em abundância, mas pouco serviço cristão dedicado. Vida espiritual sedentária.

O objetivo de uma igreja deve ser o de crescer. Alcançar vidas para o Senhor. Ajudar a levar o evangelho aos quatro cantos do mundo. Mas não crescerá se não propuser uma vida cristã saudável. Não crescerá se não tratar-se aos primeiros sinais de enfermidade. Não crescerá se não trabalhar com afinco e disposição. E não adianta alegar que possui alguns membros que trabalham bastante, assim como não adianta ao corpo alegar que um único braço é bastante exercitado. Terá problemas no futuro, até para aquele braço.

A energia vital que garante crescimento ao corpo é fruto da presença do Espírito Santo no corpo. Seu poder gerador e fortalecedor garante o desenvolvimento de cada órgão e de cada membro. Sem Ele, nada de crescimento. Sem Ele, nenhuma vida. Cadáveres já não crescem mais. Pelo contrário, apenas diminuem. Assim que, se uma Igreja quer crescer, deve orar, meditar na Palavra, buscar os dons do Espírito e exercita-los com Sua ajuda e direção. Ele acrescentará, dia a dia, na Igreja, os que forem sendo salvos. Nossas portas continuarão abertas e, nosso corpo, desejando crescer.

O QUE É A MAÇONARIA

O QUE É A MAÇONARIA

Iniciação do Candidato
Antes da iniciação, a vida do candidato é inquirida por uma comissão, se aprovada segundo critérios pré-estabelecidos, uma dupla de maçons irá até a casa do candidato para estabelecer contato com sua família conhecendo assim o seu “modus vivendi”. Aprovado o seu ingresso na ordem, é então marcado sua iniciação que se dará num “Templo Maçônico” o qual também é denominado “Loja Maçônica”. No dia marcado, o candidato se apresenta no templo, trajando terno preto ou azul marinho. Na porta do templo é recebido por um maçom vestindo um balandrau - que é um tipo de vestimenta preta que cobre todo o corpo - tendo em sua cabeça um tipo de chapéu pontiagudo como se fosse um cone (como os utilizados pela inquisição) ficando à mostra somente seus olhos, nariz e boca. Aqui seus olhos são vendados com um pano escuro, de modo que nada veja o que ocorre à sua volta. O candidato tem acesso a uma espécie de átrio onde do mesmo são retirados todos os objetos metálicos, tais como anéis, relógios, pulseiras, abotoaduras, dinheiro e seu cinto. A calça na perna esquerda é enrolada até a altura do joelho, do seu pé direito é retirado sua meia e seu sapato, sendo calçado um chinelo ordinário; seu paletó é retirado assim como a gravata, a sua camisa é aberta, o lado esquerdo é despido, assim como a manga direita da sua camisa é enrolada até entre o ombro e o cotovelo, sendo então lhe é colocada uma pequena corda em volta do seu pescoço.
Desta maneira o candidato, de muito boa fé, de boa mente, degradado, na sua condição mundana e pobreza espiritual e em conseqüência desta situação que se encontra, o mesmo tem o ardente desejo de ser enriquecido com a sabedoria e luz maçônica, que o mesmo irá receber. Imagine caro leitor a que ponto chega o ser humano, quando iludido por enganos! Quantas pessoas inteligentes se submetem a estas condições degradantes em busca de crescimento espiritual! Os maçons afirmam que os templos são locais de estudo e aperfeiçoamento e que a mesma não é uma religião. Vamos verificar no decorrer deste estudo, que esta é uma falsa afirmação.
Voltando ao ritual de iniciação, ao candidato antes de adentrar o recinto é lhe perguntado se está bem, se está preparado para as provas que irá enfrentar, etc... criando assim um ambiente de misticismo e ansiedade no candidato. Com os olhos vedados, significando sua condição de profano (pois assim são chamados todos aqueles que não tem a sabedoria ou luz maçônica ou não conhecem a arte real). Já no interior do templo, amparados por dois maçons, é conduzido por caminhos imaginários que se supõe seja sua condição mundana e então o mesmo é colocado sob algumas situações, como a ponta de uma espada colocada em seu peito na altura do coração, o sentar em uma cadeira cheia de pontas de pregos, fazer alguns juramentos e depois, se estiver mentindo, tomar de uma taça como cheia de um veneno mortal, que na verdade é somente água com açúcar e muitas outras coisas sem relevância. Nestas iniciações podem também ser utilizados esquifes, crânios, velas, acácias e outros objetos que ficam a critério de cada loja. Depois de aproximadamente uma hora gasta neste ritual, a venda é tirada dos olhos do então agora chamado neófito. Todos os maçons presentes apontam suas espadas na direção do mesmo, que é denominado irmão aprendiz e é cingido com um avental branco com a abeta virada para cima. O neófito é aplaudido por todos os presentes e, a partir deste momento, o mesmo passa a fazer parte da ordem que no Brasil são regidos por – o Grande Oriente do Brasil, o Grande Oriente de São Paulo e grandes lojas (de orientação Inglesa e Escocesa).
Abro aqui um parêntese, porque se faz necessário um esclarecimento sobre a composição de autoridades maçônicas que regem o templo. O Venerável Mestre ou Presidente da Loja é eleito para determinado mandato, e é a autoridade máxima na diretoria eleita. Irmão Orador é um maçom de bastante cultura, que rege estudos ou aconselhamento na loja, chamado também de Irmão de Muita Sabedoria. O Irmão Tesoureiro é responsável pela coleta, administração, gastos, e prestação de contas do sistema financeiro da loja. Dentro das lojas o dinheiro é chamado de medalhas cunhadas. Irmãos Primeiro e Segundo Vigilantes são uma espécie de guardiões das colunas do templo, das quais falaremos mais adiante. Irmão Guardador da Porta do Templo é o que recebe a entrada e saída dos maçons no templo. Faço aqui uma observação: na maçonaria existe uma graduação como a seguir: Grau de Aprendiz, Grau de Companheiro e o terceiro grau que é o de Mestre Maçom, este é o grau da Plenitude Maçônica, os graus acima disso até 33º são somente graus simbólicos atingíveis por estudos e provas a que são submetidos.
Do Modelo do Templo
Internamente o templo é um misto de cópia que os maçons afirmam ser do Templo de Salomão, que na realidade, não é de longe nem um esboço do mesmo relatado pela Bíblia sendo uma invenção humana com muitas adaptações. Como afirmei, não pode ser considerado modelo de fidelidade.
A Composição Física da Loja
Pode ser assim descrita: Depois da porta principal estão localizadas duas colunas chamadas Boaz e Jaquin. Estes são posicionadas uma a direita e outra a esquerda conforme prefiguração que os maçons acreditam ser referência a II Crônicas 3:15-17. Existe no chão um mosaico quadriculado nas cores branco e preto, logo à frente tem um pequeno púlpito onde fica o livro da sabedoria, a Bíblia, o Alcorão, o Mahabharata ou outro segundo a preferência dos membros. Existem fileiras de cadeiras dos dois lados do salão onde se sentam membros e visitantes. Na parte frontal da loja fica um plano mais elevado onde ficam as outras autoridades da loja, como o presidente, orador, tesoureiro e secretário. Ninguém tem acesso às reuniões a não ser os próprios maçons; esposas, filhos e visitantes só têm acesso a loja nas chamadas festas brancas, que são eventos, banquetes, etc.
Do Ritual e Procedimentos
Existe um pequeno púlpito, onde está aberta uma Bíblia aberta no Salmo 133 que é lido na abertura da reunião, em outro leitura é lido Amós 7:7,8. Cada oficial eleito toma o posto para o qual foi eleito, os assuntos ali tratados são os mais variados possíveis, de interesse da própria loja e de outras lojas. Nunca entendi o porque do segredo destas reuniões pois são assuntos, a meu ver, irrelevantes e sem a necessidade do valor que a eles são atribuídos. Nos dezessete anos em que fui maçom, fora os estudos e iniciações ali realizadas, nada vi que tivesse a importância a ponto de não serem consideradas de conhecimento público.
A maçonaria atualmente está tão degradada a ponto de hoje existirem lojas maçônicas mistas (homens/mulheres) e lojas somente de mulheres e este fato se deu porque maçons revelaram as suas esposas os procedimentos e conteúdo das reuniões quebrando assim uma hegemonia masculina de quatro séculos.
A Bíblia, O Cristo Jesus e Outros
A Bíblia para os maçons não é de maneira nenhuma a sua regra de fé. A mesma para eles é apenas um livro filosófico sem nenhuma importância para a salvação dos homens. O sacrifício de Cristo na cruz para a salvação dos pecadores é ignorado pela maioria, senão digo pela totalidade. Cristo é apenas um iluminado. Os maçons não aceitam ateus, ou seja, ninguém que não crê num ser maior como o G.A.D.U. (Grande Arquiteto do Universo ou também o Grande Geômetra), assim como Alá dos Mulçumanos e outros.
Existem lojas Brasileiras que incluem em seu ritual correntes feitas por maçons que invocam o nome de maçons já falecidos. Inclusive existem lojas que aos iniciados é dado o nome de um maçom eminente já falecido como Jaques de Molay, Voltaire, Mozart, Andrada e outros.
Os maçons dizem descender dos antigos Egípcios mas não há provas verdadeiras destas afirmações. O que existe de comprovado é que este movimento se iniciou no século XV na França e também na Inglaterra de onde se propagou para o mundo então conhecido. Muitas lojas Brasileiras tem aderido as suas fileiras Espíritas-Kardecistas daí o seu caráter caritativo e a tendência do seu ritual religioso, do qual eles alegam não ser (maçonaria espírita).
Simbologia
O símbolo mais conhecido dos maçons é o esquadro e o compasso pelo qual os maçons são universalmente conhecidos. Existe também o olho direito inserido num triângulo, o qual é chamado pelos maçons do olho que tudo vê, ou seja, o olho de Deus.
Como a palavra maçom na língua Francesa significa pedreiro, são muitas as ferramentas usadas em seu simbolismo assim como o maço (martelo), o cinzel (palhadeira), a colher de pedreiro, o nível, o esquadro e o prumo. Aproveitando o simbolismo, atrelados a toda esta simbologia existe uma suposta lenda a respeito de Hirão (1 Reis 7.13,14) na construção do templo durante o reinado de Salomão. Esta lenda envolve a acácia, considerada pelos maçons como uma espécie de arvore sagrada que biblicamente não passa de uma estória inverídica, anti-bíblica, somente crível para aqueles que não pesquisam as Escrituras. São enganados porque assim o preferem, permanecendo no erro e se sujeitando a ele.
Esta sociedade secreta se deu no passado a aspirações políticas. Um exemplo disso é a independência do Brasil onde o Imperador Dom Pedro I foi iniciado na maçonaria e nesta mesma cerimônia foi elevado ao grau de mestre levando como segundo nome “Guatimozin” nome de um indígena Mexicano que foi mártir de um causa naquele país. Logo depois deste episódio deu-se a libertação do Brasil do Portugal, e Dom Pedro I como imperador do Brasil.
A maçonaria em épocas passadas teve seu braço interferindo na política de muitos países. Não podemos deixar de registrar a inimizade entre a maçonaria e a Igreja Católica que por séculos perdurou, por interesses comuns à ambas as partes. Atualmente existe uma tolerância mútua.
A literatura maçônica que envolve rituais e procedimentos são escritos com linguagem cifrada que só os iniciados conseguem traduzir.
Mitos e Enganos que Vulgarmente se fala das Lojas /Maçônicas.
1. Que a imagem de Cristo na cruz (crucifixo) é chicoteada em alguns rituais.
R: Falso, isto não acontece.
2. Ritos de magia negra e bruxaria acontecem dentro das lojas.
R: Falso, isto não acontece.
3. Que as artes maçônicas são tão antigas como a existência do próprio homem na terra.
R: Falso, não há comprovação histórica para tal alegação.
4. A veracidade Bíblica para atestar a lenda de Hirão e a acácia para embasar seu ritual.
R: Falso, a Bíblia nada fala a esse respeito, que este fato é citado como bíblico, mas isto não está escrito, sendo invencionice humana, mentira, para apoiar um ritual espúrio.
5. Que a maçonaria só aceita em seus quadros pessoas de ilibado procedimento em sua vida.
R: Falso, a maçonaria recebe em seus quadros pessoas de todos os tipos. Cada loja é soberana para aceitar pessoas de acordo com suas conveniências.
6. Que dentro dos templos todos são iguais, existe um nivelamento.
R: Falso, dentro das lojas existem elites que tem proeminências e destaque, devido aos cargos que exercem na vida secular.
6. Que a pessoa fica rica quando entra para a maçonaria.
R: Falso, todo maçom tem que trabalhar e prover sustento para sua família. Se o mesmo sofrer algum revés em sua vida, ele será amparado assim como sua família.
Dos Juramentos
Quando do seu ingresso na ordem, o iniciado tem que proferir juramento assim como em mudança de grau. Cito aqui os três juramentos principais:
Primeiro Grau – Aprendiz Maçom
Juro nunca revelar os segredos a mim revelados, como artes, procedimentos ritualísticos, revelações místicas, e outros.
Sob pena de ter cortada minha garganta de um lado ao outro, e ter arrancada a minha língua e após isto ter meu corpo enterrado nas areias do mar sob o fluxo e refluxo das ondas.
Segundo Grau – Companheiro Maçom
Idem ao juramento do primeiro grau.
Sob pena de ter meu coração arrancado e ter meu corpo enterrado nas areias do mar sob o fluxo e o refluxo das ondas.
Terceiro Grau – Mestre Maçom
Idem aos juramentos do primeiro grau – aprendiz e o segundo grau de companheiro maçom.
Sob pena de ter rasgado meu ventre e expostas as minhas entranhas e ter meu corpo enterrado nas areias do mar sob o fluxo e refluxo das ondas.
Rito Escocês, antigo e aceito.
Conclusão
O autor deste trabalho foi membro ativo da maçonaria por dezessete anos. Porque ingressei na ordem? Primeiro por curiosidade, depois para conhecimento do que se passava lá dentro - por exemplo, as coisas secretas. Tive parentes e amigos maçons que me incentivaram a ingressar nos seus quadros, estar próximos as elites, pois todas as pessoas influentes que conhecia eram maçons.
A Chamada
O meu Senhor Jesus, o Cristo de Deus, meu Salvador me chamou para servi-Lo. Foi um novo nascimento, Ele me tirou dum charco horrível e pôs seguro os meus pés sobre uma rocha firme. Ele me limpou para que eu me tornasse novo. “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;” Efésios 2.1,2
Porque a maçonaria é incompatível com o cristianismo Bíblico? Vou responder com versículos bíblicos (Bíblia Almeida Fiel).
“Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto.” João 18.20
“Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido. Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado.” Lucas 12.2,3
“Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto.” Marcos 4.22
“Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei; Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” Mateus 5.34-37
“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” I Coríntios 10.21
Advertência Final
Tudo o que aqui foi escrito, meu caro leitor, é uma advertência para te mostrar o que se passa nesta sociedade secreta e conhecendo esta verdade, te previnas e te esquives de incorrer no mesmo erro que cometi no passado. Não poderei voltar ao passado para fazer um novo presente, mas no presente com auxilio do Senhor Jesus Cristo faremos um novo futuro.
Amigo leitor tenha sempre em mente os versículos com que encerro este trabalho.
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14.6
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” II Coríntios 5.17
Que o Senhor te abençoe – Pr. Alfredo S. O. Figueiredo - Novembro 2011

Autor:
Alfredo Sergio Oliveira de Figueiredo
Fonte: www.palavraprudente.com.br 

O Cristão e a Inveja

O Cristão e a Inveja


De todos os sentimentos que o ser humano pode ter não há dúvida de que a inveja é um dos piores. E isso é tão verdade que dentre os dez mandamentos ordenados por Deus está escrito: “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo” (Ex 20: 17). E o livro de Provérbios registra que “O ódio é cruel e destruidor, mas a inveja é pior ainda” (Pv 27: 4).

Na Bíblia encontramos o registro de vários casos de inveja, o que nos proporciona preciosos exemplos sobre o tema. Caim invejou Abel por que Deus se agradou mais da oferta dele do que da sua (Gn 4: 1-16). Os filisteus invejaram a Isaque por que o Senhor o tinha prosperado (Gn 26: 14). Raquel invejou Léia por que está podia ter filhos (Gn 30:1). Os irmãos de José tinham inveja dele por que ele agradava ao seu pai (Gn 37: 11; At 7: 9). Datã e Abirão invejaram Moisés e Arão por que estes eram dedicados ao Senhor e eram os escolhidos Dele (Sl 106: 16,17). Saul invejou a Davi por que Deus lhe deu conquistas, a cabeça de Golias e o amor do povo (1 Sm 18: 6-16; 19:5). Os líderes judeus entregaram Jesus por que tinham inveja de suas obras (Mt 27: 18, Mc 15: 10). O Grande Sacerdote do partido dos saduceus e seus companheiros puseram os apóstolos na prisão por inveja dos sinais e maravilhas que o Senhor realizava através deles (At 5: 17,18). Simão, o Mago, invejou os apóstolos por que estes oravam e as pessoas eram batizadas com o Espírito Santo (At 8: 14 -25). Os judeus invejaram Paulo e Barnabé por que estes conseguiram reunir uma grande multidão para ouvi-los (At 13: 44- 46). Os judeus de Tessalônica ficaram com inveja de Paulo e Silas por que muitos se converteram ao evangelho, inclusive senhoras muito ricas (At 17:1-9). Enfim, a partir da queda do homem no jardim do Éden a humanidade sujeitou-se a este sentimento perverso e autodestrutivo.

Para um melhor estudo importa definirmos o que vem a ser inveja. É comumente aceito que este sentimento pode ser definido como o desejo que leva o ser humano a querer ter ou ser o que outro ser humano conquistou ou é. A principal razão, portanto, da inveja ser pecado é que a pessoa invejosa deixa de perceber que Deus reservou bênçãos para todas as pessoas, inclusive ela, e passa a ambicionar tola e desnecessariamente o que é de outrem.

As consequencias são terríveis. O livro de Provérbios (14: 30) ensina que “A paz de espírito dá saúde ao corpo, mas a inveja destrói como câncer”. O invejoso é, assim, o maior prejudicado. Ao estuda-la, é fácil perceber que ela pode levar o seu detentor a desenvolver três atitudes ruins e autodestrutivas.

A primeira atitude ruim que a inveja faz desenvolver em seu detentor é a acumulação de amargura no coração. O invejoso vive em um estado emocional de amargurada e infelicidade. Ele não está satisfeito com o que Deus lhe deu ou proporcionou para que ele desfrute.

Normalmente, como o invejoso se concentra mais na pessoa invejada do que em si mesmo, não sabe desenvolver seu potencial (Tg 4: 2). Esta é a segunda atitude autodestrutiva. O invejoso muitas vezes recusa todas as promessas de Deus pra sua vida por que quer ter a vida de outro. Quando se depara com uma pessoa que tem grandes talentos ele fica com medo de que seu brilho seja ofuscado, não percebendo que este medo do talento dos outros e o desejo desenfreado de tê-los será a causa da sua estagnação. A inveja pode levar o ser humano a se esquecer de que em Jesus Cristo somos filhos de Deus e em nós habita todos os recursos para realização de sua obra e de nossos sonhos. Ninguém é ofuscado por ninguém. Todos nós somos “sal da terra e luz do mundo”. Cada um tem uma chamada e uma utilidade que precisa ser desenvolvida (1 Co 12; Ef 4:1-16).

A terceira atitude que alguém pode desenvolver com a inveja é ódio para com o invejado. Esse sentimento de ódio se manifesta ou na inútil tentativa de copiar a pessoa invejada ou na também inútil tentativa de destruí-la. Assim, tentando aniquilar a raiva que sente da pessoa invejada, o invejoso busca conquistar o que ela tem ou ser o que ela é utilizando-se do artifício que for preciso e, em caso de fracasso, o que é que ocorre na maioria das vezes, tenta destruir o que tem ou o que ela é.

Caim poderia ter mudado seu coração e oferecido pra Deus outra oferta que o agradasse, mas preferiu matar Abel. A mesma atitude teve Saul para com Davi, os irmãos de Jose para com ele e os judeus para com Jesus e os apóstolos. Eles não aguentavam mais ter inveja e preferiram tentar acabar com os invejados. Entretanto, em todos os casos fracassaram. Os planos de maldades deles constituíram em obstáculos superados para as vitórias e a concretização dos propósitos de Deus.

Para finalizar quero dar a resposta de duas relevantes perguntas relacionadas ao tema: Como nos proteger de pessoas invejosas? Como podemos ficar livres de nos tornar invejosos?

A resposta para a primeira pergunta é: confiança em Jesus. A Bíblia diz em Salmos (34: 22) que “O Senhor Deus salva a vida dos seus servos; aqueles que procuram a sua proteção não serão condenados”. Quando os judeus, por inveja, começaram a insultar Paulo e Barnabé e a contradizê-los, eles “falaram com mais coragem ainda”. Portanto, não ligue para os invejosos, pois você está livre em Cristo Jesus. Prossiga sua obra com humildade e respeito a Deus e aos demais. Agindo dessa forma, seu caminho sempre prosperará.

A resposta para a segunda pergunta também é confiança em Jesus. A Bíblia diz em João (8: 36) que se Jesus nos libertar, verdadeiramente seremos livres. Em Jesus temos a certeza de que somos amados de Deus e que temos todos os recursos para desenvolvermos nosso potencial. O Senhor Jesus nos deu o exemplo ao dizer que os que cressem em seu nome iriam fazer obras maiores das que Ele fez nos seus três anos de ministério terreno (Jo 14: 12-14). Ele não tinha inveja de ninguém, mas incentivava seus seguidores a desenvolverem seu potencial. Portanto, não tenha medo do talento dos outros, procure descobrir os seus e seja útil conforme o que te foi dado. Tenho certeza de que lhe foi dado mais do que pensa ou imagina. Basta você desenvolver. E isso não ocorrerá se você estiver preso a este sentimento tolo.

A Paz de Cristo a todos!

Cuidado com a inveja

Cuidado com a inveja

(1Sm 18.1-9)

INTRODUÇÃO:

(DIC) “Desgosto e ódio provocado pelo sucesso ou pelas posses de outrem; desejo intenso de possuir os bens de alguém ou de usufruir sua felicidade”. É um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que os outros, não podendo suportar que o outro seja melhor. Numa outra perspectiva, a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.

A inveja destrói a confiança entre as pessoas; desfaz casamentos; acaba com amizades. O invejoso se alegra com o sofrimento dos outros e sofre quando suas vitimas celebram suas vitórias.

Somos chamados para servir. Quando a comunhão com o Senhor esfria, a carne se levanta com muita potência e produz obras desastrosas que podem atingir um membro ou o corpo, causando escândalos que maculam a causa do Mestre.

Lá fora é muito comum o menos favorecido, os que não conseguiram chegar num lugar mais alto, os que não possuem aptidões muito influentes... Invejarem àqueles que detêm tais predicados.

Mas, quando isto ocorre no meio do povo de Deus?
- Os irmãos de José tinham inveja dele;
- Paulo foi invejado;
- Jesus foi invejado;
- Raquel teve inveja de Lia, sua irmã.

Marcas de uma pessoa infectada com o vírus da inveja:
- Deseja possuir seus bens;
- Deseja tirar o que você possui;
- Torce pra você não conseguir;
- Se desespera quando você é promovido;
- Despreza o teu valor;
- Subestima o que você possui.

Saul não conseguia cultivar um relacionamento sadio com Davi.

1 – A INVEJA É UMA DOENÇA (Pv 14.30)

A inveja causa profundos ferimentos na vida espiritual, suficientes para lançar àqueles que a cultivam nas trevas eternas. A inveja é uma doença que corrói:

Pv 14.30 “O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos.”

A Bíblia nos alerta a não termos invejas das pessoas:

Gl 5.26 “Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.”

O Espírito faz-nos sentir este pecado ainda no princípio, cabe ao cristão não permitir que ele cresça, floresça e dê seus frutos. Você só conseguirá combater esse mau pela Palavra, oração e pelo Espírito Santo.

A inveja causa perdas terríveis, além de apagar o Espírito. Por quê?

Pv 27.4 “O ódio é cruel e destruidor, mas a inveja é pior ainda”

2 – O INVEJOSO SE INCOMODA COM O SUCESSO DO OUTRO (vv.7-9)

Saul não tinha nenhum motivo para se irritar com Davi. Ele ficou com inveja porque Davi foi reconhecido pelas mulheres como guerreiro valoroso. Se você possuir qualidades imponentes se prepare, vão invejar você. “Não se atira pedras em arvore sem frutos; não há disputa por um campo cheio de pedregulhos; não se discute por um poço entulhado.”

O sucesso de Davi incomodou Saul. Nosso sucesso incomoda os inimigos (sejam espirituais ou humanos). O invejoso perde seu sono, projetando o que fazer para colocar um limite no sucesso do invejado.

3 – O INVEJOSO DESEJA A MORTE DO INVEJADO (vv.11,25,29)

Várias vezes, Saul tentou matar Davi. Ele estava sendo consumido por esta doença.

A inveja é obra da carne. Quando o Espírito se apossa de você toda inveja tem que sair. Se não acontecer, algo está errado. A inveja é obra da carne.

1Co 3.3 “Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja,...não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?”

A inveja causa perturbação e obra perversa.

Tg 3.16 “Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa.”

Duas coisas importantes sobre a inveja.

4 – SE VOCÊ É INVEJADO, NÃO SE PREOCUPE, ELA NÃO ATINGE O CRISTÃO FIEL (vv.14,30)

Por mais que Saul perseguisse a Davi, ele morreu e não conseguiu derrotar Davi. Se você é invejado coloque a sua vida e a do invejoso diante de Deus. Se você for fiel a Deus sua vida não será atingida pela inveja.

5 – A INVEJOSO PODE SER CURADO (20.32)

Saul teve a oportunidade de ser curado, mas recusou. Como ser curado da inveja?

- Cultive o amor de Deus em seu coração: 1Co 13.4 “...O amor não é invejoso...”

- Saiba que você já tem mais do merece: 1Co 15.10 “Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.

- Reconheça sua singularidade. Você é único. Nunca será igual ao outro: Sl 139.16 “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe...”

- Seja grato a Deus pela sua vida. Ame-se. Você é especial para Deus: Is 53.5 “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

- Seja feliz com aquilo que você tem: Fp 4.11-13 “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.”

CONCLUSÃO:

Desvie seu olhar das coisas materiais.

Mt 6.20 “Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.”

2Co 4.18 “Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Coloque sua vida nas mãos de Jesus. Todas as demais coisas são secundárias, pois podem ser tiradas de você.
O único que ninguém pode roubar de você é Jesus e a vida eterna. Deus abençoe!!!

Aula 04 - ALEGRIA, FRUTO DO ESPÍRITO; INVEJA HÁBITO DA VELHA NATUREZA


Texto Base: João 16:20-24

"Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos" (Fp.4:4).


INTRODUÇÃO

Nesta Aula, estudaremos a Alegria, virtude do Fruto do Espírito, e a Inveja, obra da carne. A Alegria, aqui, nada tem a ver com a ideia mundana de emoção alegre, efêmera, que está presente nos bares, nas casas de festas, nos shows deste mundo. Do grego “chara”, a Alegria (ou gozo) é uma confiança festiva independentemente das circunstâncias adversas. A Inveja é o contraponto à felicidade alheia. A pessoa invejosa não se contenta em ver o outro se desenvolver, obter sucesso e respeito pela atividade reconhecidamente exitosa pelos seus pares. Completamente oposta à Alegria, a Inveja só traz incertezas, falta de esperança, desajuste emocional e espiritual. Portanto, há um claro contraste entre a Alegria, como virtude do Fruto do Espírito, e a Inveja como elemento da Velha Natureza. Veja, a seguir, um quadro demonstrativo, extraído da Revista Ensinador Cristão:

ALEGRIA
INVEJA
- É um estado de graça e bem-estar espiritual.
- É um estado de desgraça e mal-estar espiritual.
- Sua fonte é Deus.
- Sua fonte é o Diabo e o “ego”.
- Está interligada à nossa comunhão com Deus.
- Está interligada com a ruptura de nosso relacionamento com Deus.
- Nos estimula a ter bom ânimo.
- Nos estimula a ter um ânimo dobre.
- Nos estimula a servir a Deus e ao próximo.
- Nos estimula a servir aos nossos próprios interesses.
- Há felicidade em ver o outro bem-sucedido.
- Há ódio e amargura em ver o próximo bem-sucedido.
- É um sentido nobre.
- É um sentimento perverso.

I. ALEGRIA, FELICIDADE INTERIOR

O crente salvo tem a verdadeira Alegria dentro de si, pois “...o Fruto do Espírito é: ...Alegria [gozo]...”. Esta alegria gerada pela ação do Espírito Santo, fará sempre, independente das circunstâncias externas e adversas, com que o crente possa fazer suas as palavras de Maria: “...a minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc.1:46,47).

1. A Alegria do Senhor. A Alegria, como Fruto do Espírito, não está relacionada às circunstâncias e não depende dos bens materiais. Foi o que Paulo quis dizer quando escreveu aos Filipenses: “alegrai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp.4:4). Veja que o apóstolo Paulo nos ensina que a Alegria, como virtude do Fruto do Espírito, independe das circunstâncias externas. Paulo diz: “alegrai-vos sempre”. Paulo quer dizer que a Alegria, como virtude do Fruto do Espírito Santo, é ultracircunstancial. Porque está alegre, estar feliz quando tudo esta bem, até o ateu consegue. O desafio é ser a pessoa feliz apesar das circunstâncias adversas. Isto porque a Alegria do cristão não é apenas a presença de coisas boas ou ausência de coisas ruins. Veja que o apostolo Paulo quando escreveu a Epístola aos Filipenses não estava hospedado num hotel de luxo em Roma, mas numa prisão, algemado, no corredor da morte, na antessala do martírio, com o pé na sepultura, com a cabeça debaixo da espada de Roma.

O apóstolo Paulo diz, ainda, neste texto de Fp.4:4, que a Alegria, como virtude do Fruto do Espírito, não é um sentimento, é uma Pessoa; a Alegria do cristão é Jesus. Por isso Paulo diz assim: “alegrai-vos... no Senhor”. Quem tem Jesus, experimenta essa verdadeira Alegria. Quem não tem Jesus, pode ter momentos de alegria, mas não a Alegria verdadeira. Se você tem Jesus você é uma pessoa feliz, se você não tem Jesus você não é uma pessoa feliz. Neemias declarou: “a Alegria do Senhor é a nossa força” (Ne.8:10).

Todavia, você não precisa ser um bom entendedor da alma humana para perceber um fato: nem todos os crentes em Cristo Jesus estão desfrutando desta Alegria genuína, verdadeira, profunda, que o apóstolo Pedro diz ser “indizível e cheia de glória” (1Pd.1:8). Basta você olhar para o semblante de alguns crentes, conversar com eles, observar a conversa deles, você notará uma auréola de tristeza em seus rostos. E a pergunta é: o que esta acontecendo? E a resposta, talvez, possa ser clareada com o fato narrado em 1Samuel 30, lembram-se? A Alegria de Davi foi roubada.

Quando Davi chegou à cidade de Ziclagle, viu a cidade saqueada, queimada, ferida. E diz a Bíblia que os amalequitas levaram consigo os seus filhos, suas filhas, mulheres. E quando Davi viu aquela cena ele chorou até não ter mais força para chorar. Ele muito se angustiou. Seus companheiros de batalha queriam matá-lo. Mas diz a Bíblia que ele se reanimou no Senhor seu Deus e fez uma oração com apenas duas perguntas: “perseguirei eu o bando? Alcançá-lo-ei?”. E Deus disse a Davi: persegue o inimigo Davi porque tudo o que ele tomou de você, você vai trazer de volta! Em outras palavras, talvez você teve sua alegria saqueada, roubada, espoliado, mas hoje você pode tomar de volta aquilo que foi roubado de você, espoliado de você.

A orientação de Paulo é que, todos os nossos problemas, todas as nossas dificuldades e necessidades, devem ser colocados diante de Deus em oração: “... em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração...” (Fp.4:6b). Portanto, a oração é o nosso canal natural, de comunicação com Deus. Através dela, nós devemos abrir o coração diante d'Ele, com relação a todo tipo de desconforto e necessidade, apresentando minuciosamente a Ele, cada questão, de todas as que nos perturbam a alma.

Deus quer que você seja muito feliz, abundantemente feliz, superlativamente feliz, eternamente feliz! Portanto, “alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos”. Lembre-se, a maior Alegria do crente está no fato de que seu nome já foi escrito no Livro da Vida e que Jesus em breve voltará.

2. A fonte da nossa Alegria. A Alegria, que é Fruto do Espírito Santo, tem sua origem em Deus, e é Deus quem a coloca em nosso coração (Sl.4:7) e, por isso, não depende dos fatos que ocorrem à nossa volta, das circunstâncias, nem se abala com o que pode acontecer conosco, pois esta Alegria é o próprio Deus que habita em nós (Sl.43:4). É um verdadeiro óleo com o qual somos ungidos pelo Senhor (Sl.45:7). Jesus veio trazer esta Alegria, este óleo de gozo para substituir a nossa tristeza do tempo em que vivíamos em pecado (Is.61:3). Mas que operações divinas trazem Alegria ao homem? Cito apenas três:

a) A Salvação. A salvação gera no crente uma Alegria espiritual permanente, que não se acaba e que só tende a aumentar, assim como a nossa vida com Cristo, que, sendo uma vida, impõe um crescimento contínuo. A forte impressão de prazer trazida pela regeneração, pelo novo nascimento tem de aumentar a cada passo de nossa comunhão com Cristo, pois, se buscarmos mais a Deus, certamente seremos cada vez mais ungidos com o “óleo da alegria”, ou seja, teremos cada vez mais intensa comunhão com o Senhor, numa proximidade com Deus (Tg.4:8a), que só nos fará aumentar esta Alegria. Davi quando sentiu que não mais tinha comunhão com Deus, porque pecara contra Ele, pediu ao Senhor que lhe tornasse a dar “a alegria da salvação” (Sl.51:12). Nenhum crente salvo pode viver sem esta Alegria. Ela é o fim de nossa fé – “obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma” (1Pd.1:9).

b) A presença de Deus. A Alegria é a bandeira que tremula na torre do palácio quando o rei está presente. A presença de Deus é um elemento que aumenta ainda mais a Alegria do salvo. Quando o crente mantém uma vida devocional intensa, quando mantém uma vida de oração, uma vida de meditação na Palavra do Senhor, naturalmente que ganha maior intimidade com Deus, intimidade esta que é uma necessidade na nossa vida espiritual (Mt.6:6-8).

Sejam quais forem as circunstâncias externas que possam nos fazer sofrer, sentir tristeza, e até chorar, pelo Fruto do Espírito formado em nós, tem que emanar Alegria capaz de inundar nossa alma, pois “...na presença do Senhor há abundância de alegria...” (Sl.16:11). O próprio Deus é a fonte de toda a Alegria (Lc.1:47; Fp.4:4).

c) A bênção de Deus. No Salmo 126:3 está escrito: “Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres”. Quando recebemos bênçãos de Deus é motivo de Alegria. Diante daquilo que Deus nos tem feito, somos gratos e a manifestação mais propícia para o sentimento de gratidão é a Alegria. Quem é grato é alegre. O Louvor, que é uma expressão de Alegria, é filho da gratidão.

II. OS RESULTADOS DA ALEGRIA DO ESPÍRITO

1. Rosto radiante – “O coração alegre aformoseia o rosto...” (Pv.15:13). A Alegria, como Fruto do Espírito, é uma Alegria interna, que opera na alma e que mantém estreita comunhão com Deus e que faz com que um crente salvo, ainda que tenha um semblante sério, que seja introvertido, de pouco riso, e até “carrancudo”, se torne uma pessoa agradável, que irradia felicidade, uma bênção para quem convive com ele.

2. Cântico de Alegria. O louvor é resultado da Alegria espiritual. Afirma o apóstolo Tiago: “Está alguém contente? Cante louvores” (Tg.5:13b). O louvor provém de Deus (Rm.2:29) e só será apropriado e destinado ao Senhor por um homem que tenha alegria espiritual. Quem está alegre, louva ao Senhor, como nos provam vários exemplos bíblicos, como Davi, Maria, Jesus, Paulo e Silas, entre tantos outros.

O louvor é uma expressão de alegria espiritual, é consequência de uma vida de comunhão com Deus. Costumeiramente, nas Escrituras Sagradas, as expressões de alegria se fazem acompanhar de louvores (cf. 1Sm.18:6; 1Rs.1:40; 1Cr.15:16; 2Cr.23:18; 2Cr.29:30; 2Cr.30:21; Ne.12:27; Sl.59:16; Sl.100:2; Is.30:29; Jr.33:11). Por isso, o verdadeiro louvor é aquele que, em sua melodia e letra, exaltam a Deus, têm a Deus como centro e não buscam a agitação do corpo, pois é o resultado da Alegria espiritual, uma das qualidades do Fruto do Espírito que estão diretamente ligados ao relacionamento entre Deus e o homem.

3) Força divina. “...não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força” (Ne.8:10). Na vida de um verdadeiro crente só o pecado será capaz de roubar a Alegria de sua alma, visto que a Palavra de Deus diz, que “... o fruto do Espírito é: Alegria...”. Paulo escrevendo aos crentes de coríntios, declara: “Como contristados, mas sempre alegres...” (2Co.6:10). Contristados e Alegres, parece contradição. Contristar significa estar muito triste, aflito. Nesta condição, como pode alguém estar alegre? Para o homem sem Deus não pode, mas, para o crente fiel, pode. Ele pode estar “contristado”, no corpo, mas, alegre, no espírito.

No tempo de Neemias, literalmente, ninguém podia estar triste na presença do Rei (Ne.2:1). Mas, naquele dia, Neemias estava triste! - “E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isso senão tristeza de coração. Então, temi muito em grande maneira” (Ne.2:2). Neemias tinha razão em temer! Um copeiro com um problema tão grande capaz de refletir, negativamente, no seu próprio semblante, podia ser uma ameaça à vida do próprio rei. Eram poucas as pessoas de confiança que podiam ficar, a sós, com o rei. Neemias era uma delas. Podia perder não apenas o cargo, como também a própria vida. Assim, o homem de Deus, mesmo que esteja com “o coração sangrando”, quando ministra diante do Altar, e principalmente aos pecadores, eles precisam ver o seu rosto brilhar. Neemias conseguiu reverter o seu estado de tristeza em alegria. A Alegria do Senhor converteu-se em força na vida de Neemias e deu-lhe coragem para reconstruir Jerusalém. E assim, também, a Alegria, que é resultado da força divina, nos encoraja prosseguir em nossa difícil jornada.

III. INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA

“O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv.14:30).

1. Definição. A Inveja é definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de outra pessoa. O invejoso se queixa de tudo e de todos, acredita que não conquistará o que o outro possui, não reconhece as suas habilidades e talentos, pois está e vive focado no outro; portanto, torna-se um eterno insatisfeito. O invejoso não tem paz. Que Deus nos guarde!

2. Inveja, fruto da Velha Natureza. A Inveja é um sentimento negativo que pertence à natureza adâmica. Esse sentimento perverso tem a sua origem em Satanás, pois ele tentou usurpar os atributos divinos (Is.14:12-20). Ele permitiu que o orgulho e egoísmo dominassem seus pensamentos e ações, e logo o seu desejo foi o de ocupar o lugar de Deus. Ele queria ser maior que o Todo-Poderoso, porém sua tentativa foi um fracasso e por causa disso foi determinado o seu destino: o lago de fogo e enxofre, ou seja, o inferno (Ap.20:10). O apóstolo Paulo, também, diz que quem tem este sentimento da carne não herdará o reino de Deus (cf.Gl.5:21). Infelizmente, muitos crentes ainda se deixam dominar por esse sentimento e acabam prejudicando a Igreja do Senhor e impedindo até que algumas pessoas se convertam.

A Inveja é um sentimento ambicioso que não permite a pessoa vislumbrar o que está à sua frente nem o que lhe pertence. Por conta disso, pode gerar vingança, crimes, violência, enganos e maus-tratos, tudo pelo desejo de possuir o que o outro tem, de querer estar no lugar dele. A Inveja é um pecado grave; faz parte do rol das obras da carne exarado em Gl.5:19-21; é o tipo mais antigo de pecado e afeta a saúde física, social e espiritual (Pv.14:30).

A excelência, o triunfo e o sucesso motivam a inveja. Ninguém inveja um miserável ou um mendigo; inveja, sim, conquistas, reconhecimento, bens materiais, riquezas, família estruturada, casamento feliz, amizades. É possível invejar um bom carro, um corpo lindo, uma casa maravilhosa, uma saúde de ferro, um cargo alto na hierarquia, um bom marido, uma boa esposa, uma mulher inteligente, o carisma de certas pessoas, etc.

Analise suas emoções, aprenda a admirar e não invejar a prosperidade, o sucesso, ou qualquer feito alheio. Infelizmente, os invejosos só veem o final, não analisam o processo. Para conquistar, é preciso ter vontade, coragem, força, energia, integridade e confiança, percorrendo o caminho até à vitória. As conquistas devem inspirar-nos. O sucesso do outro deve sacudir nosso conformismo e estimular-nos a ser melhores a cada dia, olhando para Jesus, autor e consumador da fé (Hb.12:2a). Seja um eterno admirador dEle!

Você está descontente porque não tem o que deseja? Aprenda com o apóstolo Paulo a confiar nas promessas de Deus e no poder de Cristo (veja Fp.4:11). Paulo se concentrava no que deveria fazer e não no que achava que deveria ter. Paulo tinha as prioridades corretas e era grato por tudo o que Deus lhe dera. Ele havia se separado do que não era essencial, para que pudesse se concentrar no que é eterno.

Se você sempre quer mais, peça que Deus remova esse desejo e lhe ensine o contentamento em cada circunstância. Ele suprirá todas as suas necessidades, mas de uma maneira que Ele sabe o que é melhor para você. Em vez de pensar no que não temos, devemos agradecer a Deus pelo que Ele nos deu, e nos esforçar para ficar satisfeitos. Afinal, o nosso bem mais importante é gratuito e está disponível a todos: a vida eterna, que só é dada por Cristo.

3. Os efeitos da Inveja. A pessoa que permite que a inveja se instale no coração desenvolve uma compreensão equivocada de si e dos outros e nutre um sentimento maléfico de crítica, ódio e perseguição.

Conta-se a seguinte história sobre a inveja. “Uma serpente estava perseguindo um vaga-lume. Quando estava a ponto de comê-lo, o vaga-lume disse: ‘Posso fazer uma pergunta?’. A serpente respondeu: ‘Na verdade, nunca respondo a perguntas das minhas vítimas, mas, por ser você, vou permitir’. Então o vaga-lume perguntou: ‘Fiz alguma coisa a você?’. ‘Não’, respondeu a serpente. ‘Pertenço à sua cadeia alimentar?’, perguntou o vaga-lume. ‘Não’, ela respondeu de novo. ‘Então, por que você quer me comer?’, indagou o inseto. ‘Porque não suporto vê-lo brilhar’”.

A Inveja pode levar a outros pecados como adultério e assassinato. Na Bíblia Sagrada vemos relatos de alguns casos de homens e mulheres que se deixaram levar pela inveja.

- Caim matou seu irmão Abel (Gn.4:5), apesar da advertência de Deus. Observe a advertência do Senhor para Caim: “Por que te iraste? E por que desmaiou o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar”(Gn.4:6,7). Esta advertência do Senhor evidencia o perigo devido ao poder destrutivo e dominador da inveja. A consumação do homicídio não deixa dúvida. Uma pessoa tomada por inveja está vulnerável ao pecado, e dificilmente se livra de seu poder de dominação. O invejoso vai sendo tomado por uma série de outros sentimentos e atitudes, e esse descontrole pode levá-lo a praticar atos absurdos como no caso de Caim, que matou seu irmão. A pessoa que pratica a maldade é naturalmente perversa e está sempre pronta a prejudicar e a ofender o próximo.

- Raquel, mencionada em Gênesis 30:1, teve inveja de sua irmã, Lia, pois esta tinha filhos, e disse a seu marido, Jacó: Dá-me filhos, senão morro. Pessoas morrem espiritualmente por esse sentimento.

- Em Atos 7.9 está escrito que os irmãos de José, movidos de inveja, venderam-no para o Egito. A presença de José os incomodava. Por isso, não sossegaram enquanto não deram um fim nele. Mas, será que eles tinham paz? A história mostra que não. O invejoso não tem paz. O texto de Provérbios 14:30 afirma que a inveja é a podridão dos ossos. Ela mata o seu algoz aos poucos. O invejoso passa o tempo opinando sobre o que o outro tem e julgando, em vez de buscar alcançar seus objetivos.

- Saul, embora tivesse, a princípio, uma disposição favorável a Davi, demonstrou-se depois muito hostil a ele, perseguindo-o com o propósito de o matar. Essa mudança não se deu de uma hora para outra, mas gradualmente, na proporção em que Saul nutria a inveja no coração. Aparentemente, o problema começou quando o aplauso popular desviou-se dele para Davi. Era-lhe muito pesaroso ver o nome de Davi em evidência, e o dele em aparente esquecimento. Por isso, passou a tê-lo como rival e inimigo. Esse problema sempre estará presente onde existirem pessoas com inveja. De Saul podemos compreender que a inveja produz uma série de sentimentos ruins como: autoestima baixa, ódio, suspeita, medo, culpa e ira. Mas a pior consequência é o afastamento de Deus, que Saul infelizmente experimentou.

- Jesus Cristo foi preso e levado a Pilatos por inveja dos sacerdotes (Mt.27:18).

A inveja é obra da carne (cf. Gl.5:21) e somente encontra guarida nos corações daqueles que ainda são dominados pela velha natureza e não pelo Espírito Santo.

CONCLUSÃO

Existem muitos buscando alegria nas coisas do mundo, e da terra, e esta é uma alegria passageira, e por ela, muitos estão pagando um preço tão elevado, que pode lhes custar uma eternidade, sem Deus. Existem outros “fabricando” alegria artificial, por não saberem ou por não quererem pagar “o preço” para obtenção da verdadeira Alegria, como Fruto do Espírito. O segredo da felicidade está em termos comunhão com Deus, por meio de seu Filho, Jesus Cristo. Que a Alegria, como Fruto do Espírito, seja derramada em nossos corações, mesmo enfrentando lutas e tribulações e que jamais venhamos permitir que a Inveja tenha lugar em nossos corações.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A Luta da Carne contra o Espírito

A Luta da Carne contra o Espírito 


Texto Base: Gálatas 5:16-18.

No capítulo anterior, Paulo orientava os irmãos que moravam na Galácia sobre a necessidade de vivermos a liberdade que há em cristo Jesus, sobre a importância de os irmãos não se submeterem de novo ao jugo da Lei judaica, ao legalismo expressado em coisas como a circuncisão. Depois disso, Paulo faz um adendo no verso 16 “Digo, porém: Andai no Espírito, e não satisfarei à concupiscência da carne”.

É que havia um risco enorme: agora libertos da obediência ritualística à Lei, os irmãos poderiam se achar livres para viver uma vida não de liberdade, mas de libertinagem e, assim, agora se colocarem como escravos não mais da Lei, mas da carne.

E Paulo ensina que o dever do cristão é andar no Espírito, segundo as orientações do Espírito de Deus. Paulo, então, alerta sobre a luta que é travada na vida do homem: carne x Espírito (ler verso 17).

Paulo cita as Obras da Carne (19-21) e o Fruto do Espírito (21-22).


A carne ainda pode exercer influência nas nossas vidas mesmo quando aceitamos a Cristo, pode, mas não deve! Se não tivermos a postura de negarmos os anseios da carne, incorreremos em pecado e nos afastaremos da vontade de Deus.

A orientação do apóstolo é crucificar a carne (verso 24).

Pois é, a carne não se converte, ela se inclina para o pecado, para o erro, e deve ser crucificada com Cristo.

Eu estou falando dos desejos pecaminosos do homem, não das suas necessidades biológicas, fisiológicas, mas os seus desejos ilícitos, a sua inclinação para o pecado, os seus desejos imundos, as obras da carne. Tudo isso deve ser crucificado! E como devemos fazer isso?

Costumo dizer que a carne deve morrer de fome, ou seja, eu não devo alimentá-la.

No momento em que eu me exponho a uma situação que pode me induzir ao pecado, eu estou alimentando a carne. Se eu me exponho a tentação, eu alimento a carne e acabo caindo porque ela é fraca.

Mas se eu sigo a orientação bíblica que é de fugir da tentação, eu não alimento os desejos carnais.

Aí alguém me diz: irmão eu preciso que você ore por mim porque eu ando tendo sonhos eróticos, ando desejando outras mulheres.

A minha resposta será: pare de ficar vendo novela, pare de ficar prestando atenção em revistas pornográficas e coisas do tipo, pare de se expor às tentações, pois a Bíblia nos diz para fugirmos dos desejos da mocidade, fugir da aparência do mal e de toda espécie de exposição ao pecado.

Observe algumas recomendações bíblicas:

1 Co 5:18 = “Fugi da prostituição...”

1 Co 10:14 = “Portanto, meus amados, fugi da idolatria”.

1 Timóteo 6:10 e 11 = “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão”.

2 Timóteo 2:22 = “Foge também dos desejos da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com coração puro, invocam
ao Senhor”.

Não queira parecer forte diante do pecado, esse é um grande laço do diabo que antecipará a sua queda.

Se homem se acha bom o suficiente e crê que não corre riscos, este é o momento em ele se torna mais vulnerável (1Co 10:12) = “Aquele pois, que pensa estar em pé, cuida para que não caia”.

Antes, busque a Deus, ore, estude a Palavra, esteja na presença do Senhor e, assim, você andará no Espírito e sufocará a ação da carne na sua vida.

Mato a carne submetendo-me a Deus, resistindo ao diabo e fugindo das tentações.

O diabo está louco para nos fazer pecar, mas o primeiro inimigo a ser vencido está em nós mesmos, é a nossa carne!

Conta-se a história de um velho homem para quem um dia se fez a seguinte pergunta: o que decide o comportamento de um homem?
Ele respondeu: o homem tem dentro de si dois cachorros, um bom e um mau, e os dois vivem brigando.

Perguntaram pra ele: e quem vence a luta?

Ele respondeu: aquele que eu alimento mais.

O que você tem alimentado na sua vida: a sua carne ou o espírito?

O homem espiritual não é aquele que tem mais o Espírito de Deus, pois o Espírito é uma pessoa da Trindade, Ele não se divide, Ele não pode estar mais em um e menos no outro, ou Ele está ou não está, mas o homem espiritual é aquele que se deixa dominar pelo Espírito Santo, aquele que permite que o Senhor controle a sua vida, esse é o homem cheio do Espírito.

Busquemos a presença do Senhor e permitamos que Ele dirija as nossas vidas!


Produzindo Frutos

Produzindo Frutos
 
Para aqueles que estão acostumados à vida rural, onde se pode viver em maior contato com a natureza, é algo natural ordenhar uma vaca e tirar um balde de leite fresco ou colher do pé de uma laranjeira ou uma bananeira algumas frutas maduras.
O sentimento de ir colher os frutos maduros é muito agradável. E como é bonito contemplarmos uma árvore carregada, abundando com coloridos frutos.
Da mesma maneira, olhando agora pelo lado espiritual e baseando-se na Palavra de Deus, vemos no capítulo 15 de João a afirmação de Jesus que Ele próprio é a Videira e nós os Seus ramos, e seu Pai é o Agricultor. Há de chegar a hora em que o Agricultor há de procurar frutos em Sua plantação, e o que terá encontrado?
Como uma árvore Ele nos compara, dizendo que os ramos, os galhos, precisam estar ligados ao tronco para produzirmos frutos.
Quando paramos para refletir um pouco e percebemos que em algum tempo de nossa vida espiritual deixamos de produzir frutos, ou estes já não são tantos como anteriormente, como à época da conversão ou da fase do "primeiro amor", é hora de nos lembrarmos da árvore e seus frutos.
Em Mateus 18 verso 19 Jesus afirma que pelo fruto conhece-se a árvore. Qualquer um sabe que a bananeira é bananeira porque produz bananas. Se houver maçãs ou laranjas em uma árvore certamente aquela árvore não será uma bananeira. É lógico. No entanto, a situação do cristão improdutivo vai se tornando delicada, pois foi-lhe dado uma ordem:-"Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhí a vós. e vos nomeei, para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça". João 15:16.
Quando plantamos uma árvore não podemos esperar que ela produza fruto imediatamente. Sabemos que haverá a fase de completa germinação, crescimento e no momento apropriado, ela deverá estar florescendo e produzindo.
O Senhor nos escolheu, nos nomeou para irmos, darmos frutos e o nosso fruto deve permanecer. Ele deu-nos um tempo próprio. Não pede frutos imediatamente após a nossa conversão.
Em Lucas 13:7 encontramos: "e disse ao vinhateiro: eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; CORTA-A; porque ocupa ainda a terra inutilmente."
Hoje em dia existem centenas e milhares de cristãos ocupando a terra inutilmente. Há muito seus frutos já cessaram. "Mas a que produz espinhos e abrolhos é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada". Heb 6:8.
A árvore que não produz frutos deve ser cortada e queimada, e pior ainda, está perto da maldição. Acho que muitos ainda não acordaram para isso. Estão acostumados à uma vida cristã fácil, religiosa, sem muitos problemas, mas também sem frutos.
Aos fariseus e saduceus Jesus ordenou que produzissem FRUTOS DE ARREPENDIMENTO. (Mat 3:8)
A nós foi ordenado produzir:
  • frutos de justiça .........Fil 1:11
  • frutos para santificação...Rom 6:22
  • frutos para Deus...........Rom 7:4
  • frutos do Espírito Santo...Gál 5:22
"Assim, toda a árvore boa produz bons frutos". Mat 7:17a.
Que tipo de árvores temos sido? Que tipo de fruto temos produzido? A ordem do Senhor é para produzirmos frutos permanentes. " Mas de vós ó amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanhem a salvação". Heb 6:9
A árvore que produz frutos deve ser limpa, preparada para que dê mais fruto. Precisamos ser limpos pela Palavra de Deus. E Deus será glorificado com nossos frutos. E o mundo saberá, através de nossos frutos que viemos verdadeiramente da parte de Deus.
"Quem está em mim e Eu nele esse dá muito fruto". João 15:5.
O Senhor virá colher de nossa vida alguns frutos. Estaremos prontos para oferecer-Lhe frutos, espinhos, abrolhos, ou nada?