segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A DOUTRINA DA ADOÇÃO

A DOUTRINA DA ADOÇÃO

I.         INTRODUÇÃO

“Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef 2.3-6).

Todos aqueles que aceitam a Cristo como seu Salvador são elevados, de uma posição abaixo dos anjos, para serem herdeiros dos céus. Tudo isso é possível por causa da provisão da “reconciliação” que Cristo efetuou, ao consumar a obra da salvação. Embora o homem estivesse alienado de Deus, sem esperança da vida eterna, mediante a provisão de Cristo, este homem passa de “inimigo de Deus”, “a filho de Deus”.

“Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10).

O homem no pecado encontrava-se separado, inimigos de Deus. Mas pelo Seu imensurável amor somos reconciliados através da fé no sacrifício de Jesus.

Reconciliados, vem da palavra grega Katallassein que quer dizer mudar ou trocar. Veio a ter a ideia no N.T. de mudar de inimizade para amizade. Nossa relação mudou através da morte de Cristo. Passamos de inimigos para filhos amados (cf. 2ª Co 5.18-20).

II.      O SIGNIFICADO DA PALAVRA ADOÇÃO

A palavra traduzida como “adoção” é uma palavra grega, huithesia, que significa estar em lugar de filho. Ela não se refere absolutamente a um órfão ou adulto benevolente que talvez queiram “adotar” um órfão.

O vocábulo, do Novo Testamento, descreve o fato de Deus receber como filho alguém que, legal e espiritualmente, não goza do direito de tê-lo como Pai. A partir deste momento, passa esse alguém a desfrutar de todos os privilégios que Deus, desde a mais remota eternidade, preparou aqueles que aceitam a Cristo como único e suficiente salvador.

III.   O PROCESSO DA ADOÇÃO

Ao empregar a expressão “adoção” (Ef 2.5; Rm 8.14-17 e Gl 4.5-7), Paulo tinha em mente o que conhecia do processo legal de adoção, que era muito comum na Roma antiga. Naqueles dias, uma família de posses, podia resgatar uma criança da escravidão e integrá-la noutra família. Numa cerimônia, o pai adotante comparecia diante de um juiz e de uma testemunha, mantendo o preço da criança numa das mãos, e a própria criança na outra. Dizia à criança: “você quer ser meu filho”? Se a criança respondesse afirmativamente, o homem diria as testemunhas: “declaro esta criança meu filho (a), de acordo com a Lei Romana. Ela foi comprada com este dinheiro”. Daquele momento em diante, a criança tornava-se membro legitimo da nova família, tomava o nome do pai da família e tornava-se herdeiro do patrimônio daquela família.

Os atos do pai adotivo nos lembram duas expressões do grande amor de Deus para com o mundo. Primeiramente, Deus enviou Seu Filho como preço de resgate espiritual do homem (Jo 3.16), o qual, por amor, deu Sua vida pela humanidade: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13).

Em segundo lugar, Deus ama tanto aqueles que resolvem segui-lo, que se designou chamá-los de Seus filhos. Paulo maravilha-se que aqueles que outrora eram “filhos da ira” não somente ressuscitou para uma nova vida, mas também foram exaltados, sentando-se nos lugares celestiais juntamente com Cristo. João expressa a esta mesma expressão de amor, ao explicar como Deus condescendeu em relação ao homem, chamando os que creem em Jesus de Seus filhos (Ef 2.3-6).

“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo” (1ª Jo 3.1).

Mesmo assim, apesar do esforço divino e do preço da redenção envolvidos, ninguém pode ser divinamente adotado enquanto não aceitar pessoalmente este privilégio, decidindo entregar sua vida a Cristo. Daí, a Bíblia afirma que somente os que “recebem” adoção pela fé, são filhos de Deus.

“Você quer ser meu filho”? “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12).

“Para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4.5).
Dentre toda a humanidade, somente aquele que recebe a Jesus no seu coração desfruta deste relacionamento exclusivo com Deus. Uma vez que Deus é o Criador de todos os seres vivos, em certo sentido todos os seres são obras de Sua mão (At 17.26-28), mas nem todo são filhos! Mediante aceitação do sacrifício de Jesus o crente pode se chamar filho de Deus (Rm 8.14-15). Paulo ensina claramente que ninguém pode tornar-se filho de Deus, a não ser pela fé em Cristo, para a salvação. “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus” (Gl 3.26).

Ninguém é filho por causa de vínculo de família ou de nacionalidade. Deus falou da nação de Israel como sendo filho num sentido geral (Dt 14.1-2; Os 11.1), mas Paulo ensina claramente que ninguém pode tornar-se filho de Deus, a não ser pela fé em Cristo Jesus para a salvação.

IV.   COMO POSSO ME TORNAR UM FILHO DE DEUS

Examinando a Bíblia Sagrada, nos deparamos com uma surpresa triste, mas real. Nem todos são filhos de Deus! Existe uma clara diferença entre criatura e filho de Deus.

Um exemplo objetivo é: O oleiro que forma o vaso, porém o vaso não é filho do oleiro, e sim sua criatura, isto é, algo criado pelo oleiro. Assim também acontece com Deus, o grande Oleiro (Isa 64.8), que formou o homem do barro, porém como criatura.

Tudo o que Deus criou é criatura. Aí vem outra pergunta que nem todos sabem responder; se eu sou criatura, como posso me tornar filho de Deus? A resposta é simples:

“Mas a todos (aqueles) que O (Jesus Cristo) receberam, a estes (aqueles que receberam a Jesus) deu-lhes o poder de se tornarem (isto é não eram, mas se tornaram) filhos de Deus” (João 1.12).
Esta passagem diferencia aqueles que se tornaram filhos de Deus daqueles que ainda não se tornaram filhos de Deus. Você precisa receber a Jesus como único e suficiente salvador no seu coração (Ap 3.20). Você precisa nascer de novo (Jo 3.3). Você precisa crer. “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16.16). Crer e ser batizado. “Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus” (Jo 3.18). Crer é ter fé: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam”. (Hb 11.6).

V.      FILHO E SUAS DISTINÇÕES

Pois já sabemos que aqueles que recebem Jesus no seu coração são filhos de Deus. Mas esta posição é inteiramente diferente da de Cristo, que é o Filho de Deus. O crente desfruta de relacionamento com a Trindade, mas não é parte dela. Cristo é, e sempre foi Filho de Deus pela natureza do seu próprio ser. Por causa do seu grande e transcendente amor é que Ele consente em nos chamar seus irmãos.

Jesus é Deus, Eterno, Onisciente, Onipresente, Onipotente, Criador, mas nós somos suas criaturas e filhos de Deus somente pela fé.

VI.   AS BÊNÇÃOS DE SER FILHO DE DEUS

“Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1ª Jo 3.2).

Um dos benefícios de ser filho de Deus é a certeza de um dia ser como Ele é, ou seja, possuir um corpo espiritual e não mais um corpo material.

Outro privilégio de ser filho de Deus é a certeza de uma comunhão estreita e amorosa com o Pai celestial.

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15).

A Bíblia ensina o crente a temer a Deus, mas numa atitude de respeito e reverência, e não de angustia e de medo. O Espírito de Cristo libertou o crente do medo “servil” de ser castigado ou rejeitado por causa do mínimo erro que pudesse desagradar a seu Senhor. Os crentes devem saber que são filhos e não meros escravos.

A frase “Aba, Pai”, Paulo explica o relacionamento de intimidade e confiança entre o Pai Celestial e os crentes. “Aba” é uma palavra aramaica que significa, simplesmente “pai”, com a conotação afetiva da parte do filho expressando a confiança e intimidade que só ele tem como filho.

VII. NOSSA HERANÇA ATUAL

Certas riquezas espirituais o crente desfrutada nesta vida; outras somente no porvir. Paulo explica dizendo que já receberá as “primícias do Espírito”, enquanto esperava a plena “herança” da sua adoção.

“E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23).

É a manifestação inegável de nossa posição como filhos de Deus na concretização da esperança ao receber o corpo glorificado na vida eterna.

Na parábola do filho pródigo, o pai disse ao filho mais velho que mesmo antes dele receber a herança completa, tinha pleno direito a tudo quanto pertencia ao seu pai.

“Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu” (Lc 15.31).

Desta forma, os filhos espirituais participam de uma porção da sua imensa herança espiritual agora mesmo. Desfrutam da abundância de bênçãos espirituais, do poder do Espírito Santo e uma coparticipação da natureza divina.

VIII.       O FILHO DEVE SER FIEL AO PAI

O fato do crente ter sido honrado e colocado na posição de filho de Deus, deve motivá-lo a viver em retidão. O filho deve sempre lembrar-se da dignidade que seu novo título e posição que recebera, lembrando que ele representa o Pai aqui neste mundo.

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16).

“Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2.15).

Os crentes, como filhos de Deus, devem estar sempre seguros da sua linhagem real e das responsabilidades que temos diante do Pai e de permanecer separados do mundo e do pecado. Nenhum bom filho deve associar-se com aqueles que vivem em rebelião contra seu Pai e Rei.

“Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (2ª Co 6.17-18).

IX.   SOMOS ORIENTADOS PELO ESPÍRITO DE DEUS

Quando aceitamos a Cristo como salvador, temos o privilégio de receber o Seu Espírito como nosso guia e orientador de nossas vidas. Ele testifica dentro de nós que somos filhos de Deus.

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8. 14, 16).

O Espírito Santo guia e dá testemunho, mas não força, e nem coage. Como filho de Deus, o crente deve submeter-se ao Espírito para ser guiado, e ter o seu testemunho interior.

X.      O FILHO TEM ACESSO AO PAI

Como filho de Deus temos esta promessa: Acesso constante à presença de Deus. “Porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito” (Ef 2.18).

Por causa da promessa de acesso continuo a Deus e a certeza do seu cuidado para com Seus filhos, o crente pode levar todas as suas necessidades espirituais, sociais e físicas ao Pai Celestial, sabendo com certeza que será ouvido e atendido.

Aquele que rejeita a Jesus como salvador não podem desfrutar deste privilégio com o Pai. Por isso muitos em vez de pedir ao Pai em nome do Filho, estão pedindo ao a outros mediadores (Paulo, João, Pedro, Maria, etc.). Se recebemos a Jesus como único Senhor da nossa vida, então somos filhos do Pai Celeste que nos ouve no céu e nos ajuda através do Seu Espírito Santo.

“Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lhe pedirem?” (Lc 11.11-13).

Devemos lembrar-nos também que Deus, como bom pai, não dará ao filho tudo quanto ele deseja, mas, que dará tudo quanto é necessário e bom para ele. Podemos ter a certeza de que a resposta de Deus às nossas orações sempre terão em mente tanto nossas necessidades presentes, quanto nossos interesses internos.

XI.   FILHOS DE DEUS E IRMÃO DE CRISTO

Uma das frases mais singular da Bíblia acha-se em Hebreus, quando Cristo nos chama de irmãos. “Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos” (Hb 2.11).

Ser chamado de “filhos de Deus” é em si muito difícil entender, mas ser chamado de irmãos de Cristo, é quase além do nosso entendimento. Além de Cristo dar sua vida para nos resgatar ainda nos chama de irmão. Isso é um fato maravilhoso e glorioso. Isso podemos chamar de amor “ágape”, amor divino.

“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef 2.19).

Cristo trouxe não só um homem ao seu pai mas, sim, “muitos filhos” (Hb 2.10). Todos aqueles que foram adotados na família divina formam agora um grupo especial de pessoas, que devem ficar separados do mundo e perto uns dos outros.
“.... porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mt 23.8b).

XII. PERTENCEMOS A UMA NOVA FAMÍLIA

Aqueles que fazem parte da “família de Deus” são unidos pelo amor de Deus, tendo comunhão uns com os outros. Na realidade, é exatamente este amor que comprova a realidade da nossa adoção como filhos de Deus.

“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.35).

Este amor é demonstrado pela solicitude profunda e amorosa entre os irmãos e o desejo de uma estreita comunhão com a família da fé.

“Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6.10).

XIII.       O FILHO TORNA-SE HERDEIRO DO CÉU

Mediante a adoção divina, não somente o crente torna-se filho de Deus como passa fazer parte da herança divina. O crente torna-se herdeiro de todas as riquezas do universo.

“Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.17).

Aqueles que têm Cristo no seu coração, desfrutam de muitos privilégios: É filho; é herdeiro; é coerdeiro com Cristo. Em contraste com as heranças terrestres que são entregues ao herdeiro quando pai morre, o crente recebe sua plena herança quando ele morre (ou for arrebatado). A Bíblia oferece muitas descrições das riquezas que aguardam o crente além desta vida.

“Para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros, que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1ª Pe 1.4-5).

Ao aceitarmos a Cristo também passamos a ser coerdeiro de Suas riquezas. Paradoxalmente, todas as riquezas celestiais tornam-se nossas por Ele se fez pobre para que fossemos ricos nas regiões celestiais.

“Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos” (2ª Co 8.9).

XIV.      A HERANÇA CONDICIONAL

O crente como filho de Deus, embora adotivo, torna-se participante da herança divina enquanto ele permanecer fiel na casa do Pai. Mas até um filho, por sua própria escolha pode abandonar seu pai e seu lar e perder o que tem.

Podemos citar dois exemplos bíblicos: O primeiro exemplo é do Filho Pródigo que trocou a comunhão com seu pai pelos prazeres efêmeros do mundo. Felizmente, arrependeu-se, e não perdeu toda sua herança. O segundo exemplo é de Esaú que não foi tão feliz assim. Tendo desvalorizado sua herança espiritual, vendeu-a em troca de um momento de satisfação física (Hb 12.16). Mais tarde reconheceu o valor da primogenitura perdida, e implorou para tê-la de volta, mas foi tudo em vão. A oportunidade para arrepender-se já se fora (Hb 12.17), e assim será com todos aqueles que rejeitam sua herança espiritual, para depois descobrirem que a morte selou sua decisão para toda a eternidade (Hb 9.27).

No livro do apocalipse Cristo advertiu a João que a herança é somente para os que vencem o mundo até ao fim, pela sua fé.


“O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho” (Ap 21.70).

A importância de viver pela Fé

A importância de viver pela Fé 
 

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A primeira vez que vemos essa afirmação: “O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ” é em Habacuque 2:4. O contexto era de opressão e medo, ilegalidade e imoralidade. Os últimos quatro reis de Israel haviam sido homens ímpios que rejeitaram a Deus e oprimiram seu próprio povo. A Babilônia tornava-se a maior potência mundial e Judá logo sentiria sua força destrutiva.

“Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para asalvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.”Romanos 1:16,17

Foi através desses versículos, lidos acima, que Matinho Lutero conseguiu entender que a salvação não vem através de obras e nem de méritos pessoais, mas da exclusiva graça de Deus, recebida através do evangelho, que transforma a vida dos ouvintes.

Alguém já disse que se a Bíblia se perdesse e se salvasse apenas o livro de Romanos, já se teria uma idéia do plano de Deus para a humanidade: a salvação das almas, através da obra vicária de Jesus Cristo, na cruz do calvário.

O livro de Romanos, escrito por Paulo, sintetiza de uma maneira maravilhosa a graça de Deus sobre a humanidade, o pecado generalizado, suas conseqüências, e a forma sábia que Deus usa para levar os homens a receberem a salvação, a serem redimidos, justificados, santificados, para um dia viverem com Ele na sua glória.

A grande ação de Deus que é inexplicável para a mente natural: Como pode um Deus justo, salvar um pecador, sem que ferisse a sua santidade? Como ser justo e ao mesmo justificador? Paulo descreve a solução de Deus para uma humanidade perdida, provendo um salvador e ao mesmo tempo sendo justo. “…pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” Romanos 3:23-26

Fé é crer que o sacrifico de Cristo é suficiente para a salvação.

A fé é simplesmente crer que somente e tão somente o sacrifício de Cristo é capaz de nos salvar.

Isso realmente exige fé. Pois você é convidado para jogar fora qualquer esforço para conseguir a salvação por seus próprios méritos.

Fé é crer que o sacrifício de Cristo é perfeito para a Salvação.

O ser humano sempre tenta melhorar um pouquinho aquilo que Deus já fez de forma perfeita. Mas o sacrifício de Cristo é perfeito. Não precisa ser melhorado.

Fé é crer que o sacrifício de Cristo foi único. Não é preciso outro sacrifício. Cristo morreu de uma vez por todas: Hb 9.11-12.

Charles Spurgeon compara A Salvação pela Graça com uma criança a qual você oferece uma fruta. Ela estende a mão para recebê-la porque você a mostrou e prometeu-lhe dar. “Aquilo que a mão da criança é para a fruta é a sua Fé para a Salvação perfeita de Cristo. A mão da criança não faz a fruta, nem a melhora, nem a merece, toma-a simplesmente.”

Fé é crer que a Obra de Cristo é a base da Salvação
A base da nossa salvação é a obra consumada de Cristo.
Há uma história que ilustra isso. Um homem morreu e foi para o céu. Perguntou-lhe o anjo: porque devo deixar você entrar aqui? A resposta correta: porque Cristo morreu por mim.

Lembremos que somos salvos pela Graça. Então, a Fé não é a causa da Salvação, mas o meio pelo qual nos apropriamos dela. Somos salvos pela Graça de Deus, mediante a Fé em Cristo: Ef 2.8.

Fé é a mão vazia, o meio pelo qual se recebe a graça de graça. Para você receber essa graça é necessário esvaziar a mão. Se a mão estiver cheia, é impossível receber o presente de Deus. Fé é o esvaziar-se do eu.

Calvino dizia que a Fé é um vaso: “a menos que esvaziemos e abramos a boca da alma para a Graça de Cristo, não seremos capazes de recebê-Lo.”

"E é evidente que, pela Lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela Fé." Gl 3.11

A Fé é indispensável a todos que se doam ao Senhor, pois sem Fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6)

O que é viver pela Fé?

É "Perder a vida", nisto resume todas as demais definições.

Jesus disse: "... quem perder a sua vida por minha causa, achá-la-á." (Mt 16.25). Este é o grande segredo de viver pela Fé, perder a vida por Jesus! Deixando o pecado, que afasta o homem do Senhor (Gl 5.16-21).

Para viver pela Fé é necessário colocar-se em segundo plano, oferecendo o primeiro lugar para Deus. (Mt 6.33) Esta forma de vida, adquiri-se no convívio diário com o Mestre, observando os seus ensinamentos, desenvolvendo a comunhão, a justiça, o amor, a santidade etc. É indispensável ser sensível ao Espírito Santo e ouvi-Lo.

O viver pela Fé é uma realidade tão necessária quanto se alimentar; e não é privilégio de alguns, é dever de todos.

Disse Paulo:
"Cristo morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para simesmo... Quando alguém está unido com Cristo, é uma nova pessoa, ascousas antigas passaram e se fizeram novas." (2 Co 5.15, 17)

Se você já é uma nova pessoa, viva diariamente na Fé em santidade e pureza e verás o que Deus faz através de homem que se santifica.

Existe aqueles que enxergam esta situação como uma grande aventura floreada e romantizada, entendem que é preciso abandonar tudo - trabalho, bens, cidade etc.- e ficar esperando confiante na graça de Deus, algo parecido com o acontecido ao profeta Elias, quando foi alimentado pelos corvos (1 Rs 17.1-7 ). É um entendimento errôneo da verdade e vontade de Deus, pois o viver pela fé é para todos, envolve as 24 horas do dia. Não é um mandamento direcionado especificamente a alguns que se acham chamados para o "ministério, obras missionárias, etc". Estes espelham-se em narrativas de homens que viveram uma situação diferente em suas vidas.Muitos descobrem esta realidade um pouco tarde e tornam-se blasfemos, murmuradores diante do Pai.

Lembre-se: "Viver pela Fé é uma questão de vida e é para todos!"

A simples Fé implica uma disposição de alma para confiar noutra pessoa. Difere de credulidade, porque aquilo em que a fé tem confiança é verdadeiro de fato, e, ainda que muitas vezes transcenda a nossa razão, não lhe é contrário. A credulidade, porém, alimenta-se de coisas imaginárias, e é cultivada pela simples imaginação. A fé difere da crença porque é uma confiança do coração e não apenas uma aquiescência intelectual. A fé religiosa é uma confiança tão forte em determinada pessoa ou princípio estabelecido, que produz influência na atividade mental e espiritual dos homens, devendo, normalmente, dirigir a sua vida. A fé é uma atitude, e deve ser um impulso.

A Fé cristã é uma completa confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida que Ele aprovaria. Não é uma aceitação cega e desarrazoada, mas um sentimento baseado nos fatos da Sua vida, da Sua obra, do Seu Poder e da Sua Palavra. A revelação é necessariamente uma antecipação da fé. A fé é descrita como "uma simples mas profunda confiança Naquele que de tal modo falou e viveu na luz, que instintivamente os Seus verdadeiros adoradores obedecem à Sua vontade, estando mesmo às escuras". A mais simples definição de fé é uma confiança que nasce do coração.

Moisés subiu ao monte para receber de Deus as tábuas da lei, ele subiu, recebeu, mas quando ele desceu, viu que o povo estava num “bacanal”, estavam na festa ao bezerro de ouro, ou seja Moisés que demorou um pouco alem daquilo que se esperava no monte, a falta de Moisés já foi o motivo de se ter alguma pra pegar, porque Moisés era o canal entre Deus e o povo, de modo que Deus falava a Moisés e Moisés passava o recado de Deus ao povo, no primeiro aparente sinal da perda desse canal, o povo sentiu a necessidade de ter alguma coisa pra representar um Deus; eles tinham a carência de sempre ter alguma coisa representando Deus, eles tinham que de alguma forma tocar em um Deus, sentir esse Deus, porque eles não tinham fé suficiente, apesar de tantos sinais, e maravilhas que Deus já havia feito, eles não tinham a fé de esperar as coisas que não se viam, e não tinham o fundamento de viver pela fé!

Depois que Josué, no limiar da morte, conclamou o povo, a ser fiel a Deus, e só a ele prestar culto na terra que Deus lhe dava, o povo respondeu: “Ao Senhor nosso Deus serviremos e à sua voz obedeceremos” (Josué 24:24). Mas sabemos que logo após atravessar o rio Jordão e tomar posse da terra tão esperada, este povo não demorou a render-se aos encantos dos deuses dos cananeus. Isto mostra que não é fácil, também para nós vivermos a fidelidade a Deus, pois também hoje os deuses falsos nos atraem, e querem ocupar o nosso coração. A obediência sempre foi e sempre será a prova e a garantia da fidelidade a Deus.

Foi pela fidelidade a Deus que Jesus salvou a humanidade, porque fez exatamente o que Adão recusou-se a fazer. Na obediência incondicional a Deus Jesus Cristo desatou o nó da desobediência de Adão e nos reconciliou com o Pai. O profeta afirma que: A obediência é melhor que o sacrifício (I Samuel 15:22). Como agrada a Deus um filho fiel! E o Senhor Jesus disse: “Muito bem servo bom e fiel! Sobre o pouco fostes fiel, sobre o muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:21). Tudo o que recebemos de Deus nesta vida, é este “pouco” sobre o qual a nossa fidelidade está sendo provada por Deus.

A seguir, veja uma exposição de inúmeros textos bíblicos que abordam esta “condição de vida”, devemos meditar neles e praticá-los.

A Bíblia diz sobre a Fé:
Lc 17.5; Rm 10.17; 14.23; Gl 5.6; Hb 11.1; Tg 2.17; 1Jo 5.4; Mc 11.22; 1Jo 3.23

A fé que cultivamos no Senhor Jesus Cristo e:
- Dom de Deus Rm 12.3; Ef 2.8; 6.23; Fp 1.29
- Obra de Deus At 11.21; 1Co 2.5
- Preciosa 2Pe 1.1
- Santíssima Jd 20
- Frutífera 1Ts 1.3
- Acompanhada de Arrependimento Mc 1.15; Lc 24,47
- Seguida pela conversão At 11.21
- Cristo, autor e consumador Hb 12.2
- É um dom do Espírito Santo 1Co 12.9

A Fé é o meio para a:
- Remissão de Pecados At 10.43; Rm 3.25
- Justificação At 13.39; Rm 3.21,28,30; 5.1; Gl 2.16
- Salvação Mc 16.166; At 16.31
- Santificação At 15.9; 26.18
- Luz espiritual Jo 12.36,46
- Vida espiritual Jo 20.31; Gl 2.20
- Vida eterna Jo 3.15,16; 6.40,47
- Descanso no céu Hb 4.3
- Edificação espiritual 1Tm 1.4; Jd 20
- Preservação 1Pe 1.5
- Adoção Jo 1.12; Gl 3.26
- Acesso a Deus Rm 5.2; Ef 3.12
- Herança das promessas divinas Gl 3.22; Hb 6.12
- Dom do Espírito Santo At 11.15-17; Gl 3.14; Ef 1.13
- Possibilidade de agradar a Deus Hb 11.6
- Justificação Rm 4.16
- Aceitação do evangelho Hb 4.2
- Forças para lutar contra as trevas 1Tm 1.18,19; 6.12
- A eficácia do Evangelho na vida do homem 1Ts 2.13
- Necessidade da justificação Rm 10.3,4
- Humildade Rm 3.27
- Amor Gl 5.6; 1Tm 1.5; Fl 5

A Fé na vida do homem produz:
- Esperança Rm 5.2
- Alegria At 16.34; 1Pe 1.8
- Paz Rm 15.13
- Audácia na pregação Sl 116.10 e 2Co 4.13
- Amor a Cristo 1Pe 2.7
- Lugar para Cristo na vida Ef 3.17
- Oração verdadeira Mt 21.22; Tg 1.6
- Sinal claro de novo nascimento 1Jo 5.1
- O homem sem Cristo não a possui Jo 10.26,27

A Fé agindo na vida dos Filhos de Deus deve levá-los a:
- Ser sinceros 1Tm 1.5; 2Tm 1.5
- Abundar, fartos 2Co 8.7
- Continuar firmes At 14.22; Cl 1.23; 1Co 16.13
- Ser fortes Rm 4.20-24
- Sustentá-la conscientemente 1Tm 1.19
- Orar pelo seu crescimento Lc 17.5
- Ter plena certeza 2Tm 1.12; Hb 10.22
- Mostrá-la através dos frutos Tg 2.17,20-26
- Examinar-se e vê se estão na fé 2Co 13.5
- Vencer as lutas e dificuldades Mt 17.20; 21.21; Mc 9.23
- Ser conscientes, o que não é de fé, é pecado Rm 14.23
- Freqüentemente terá a fé testada 1Pe 1.6,7; Tg 1.3

A Fé é uma imposição de Deus na existência dos servos e:
- Garante vitórias 2Cr 20.20; Mc 11.22; Lc 8.50
- Fundamental na vida Jo 6.28,29; 20.27
- Protege-nos Ef 6.16; 1Ts 5.8; 1Tm 1.19; 6.12; Hb 1022
- Indispensável na vida cristã Hb 11.6
- Indispensável na oração Tg 1.5,6
- Unificada ao amor 1Jo 3.23
A Fé justifica o homem Hc 2.4; Rm 4.3; 5.1; Gl 3.6; Fp 3.9

A Fé produz bênçãos Mt 8.13; 9.29,30; 17.20; Mc 9.23

A Fé em Cristo, dá-nos a Salvação Jo 3.15; 3.36; 5.24; 11.25; 12.46; 20.31; Rm 10.9

Exemplos de homens que venceram na fé:
- Abraão Gn 22.8
- Calebe Js 14.12
- Jônatas 1Sm 14.6
- Davi 1Sm 17.37
- Josafá 2Cr 20.12
- Jó Jó 19.25
- Paulo At 27.25
- Elias, Jessé, Pedro e muitos outros!

Então disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque ouço o ruído de abundante chuva. Elias demonstrou que ouvia além dos limites humanos a voz de Deus determinando que a chuva viria mesmo depois de três anos e seis meses sem chover. Leia Tiago 5.17. Fé: é fazer o impossível Lucas 1.37 "porque para Deus nada será impossível. O anjo do Senhor ao anunciar a Zacarias que ele geraria um filho na velhice desafiou o impossível, que era uma mulher já idosa engravidar. Deus faz o que ao homem é impossível. Fé: é ver o invisível; É ouvir o inaudível e fazer o impossível. Viver pela fé é acreditar, ainda que seja absurdo.

Viver pela fé é caminhar com determinação e dependência de Deus. O escritor aos hebreus diz: “Mas o justo viverá da fé se ele recuar a minha alma não tem prazer nele “(Hb 10.38) (diz o Senhor)

Se fizemos uma decisão ao lado Cristo significa que devemos doravante vivermos pela fé que é o firme fundamento das coisas que se esperam, e prova das que não se vêem (Hb11.6). Deus nos conduz ao deserto à semelhança do povo hebreu e nos deixa faltar pão só para provar a nossa fé, mas no momento exato ele entra com providência e nos põe uma mesa no deserto.

Que o senhor nos abençoe e nos guarde no seu grandioso amor em nome de Jesus, Amém.

FILHOS AMADOS DE DEUS/PAI

FILHOS AMADOS DE DEUS/PAI 


Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. Romanos 8:15.

Quando nascemos de novo pela nossa inclusão em Cristo, nós não recebemos um espírito de escravidão para vivermos outra vez atemorizados. O desejo de nosso Pai celestial é que não tenhamos mais medo da morte, do diabo e do pecado, porque tudo isso Ele venceu por nós na cruz. É por causa de nossa relação com o Pai celestial é que nós somos livres de todo e qualquer tipo de medo. Sabe qual é o remédio e a cura de Deus para o medo? Pai! Ou nós temos o Pai ou nós temos o medo. Quanto mais nós entramos na experiência da paternidade de Deus e nos aprofundamos nessa relação de amor com o Pai, mais teremos nossas necessidades relacionais supridas. Assim são também com os filhinhos, pois para eles ver a face do pai é tudo. A face do pai vai trazer toda segurança, todo prazer, toda satisfação, todo conforto, todo aconchego. Morremos com Cristo, mas também ressuscitamos com Ele. Somos filhos de Deus em Cristo, por isso o nosso Pai nos protege de todo mal. O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma. Salmos 121:5, 7.
Infelizmente para muitos a palavra pai tem um significado de omissão, abandono e deserção, isso porque quando ainda crianças, foram abandonadas por aquele que deveria ser a cabeça do lar. A maioria das crianças que foram deixadas pelos seus pais, só será restaurada quando ganharem uma experiência de regeneração. Todo renascido tem esse Espírito de adoção, portanto não somos mais órfãos. Deus é o nosso Pai e somos os seus filhos. Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. 1 João 3:1.
Nós não somos mestres, profetas, crentes, católicos, religiosos, mas somos filhos de Deus. Chamá-lo “Abba” é penetrar na mesma relação íntima, destemida, confiante e fortalecedora que Jesus teve com Deus. Essa relação é no campo do Espírito, e esse Espírito nos é dado por Jesus e nos permite clamar: “Abba Pai”. O nosso Deus é também o nosso Pai. Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade. Isaías 63:16.
Quando nós olhamos para a família cristã, nós podemos ver ali como uma miniatura da Trindade santa. Pai, filhos e uma comunhão linda de amor no Espírito. A Trindade é uma comunidade.  Cada um de nós tem um nome que nos identifica como indivíduos, agora pai não é nome, mas reflete uma função. Nenhum de nós tem nome de pai, nós temos nosso próprio nome individual. Então, quando o nosso Deus foi identificado no Novo Testamento, esse termo “pai” é aplicado a Ele, e é tão precioso. Porque isso mostra qual é a Sua função, qual é seu encargo, o desejo do Pai, porque Ele tem um Filho, Seu amado Filho, e Ele deseja ter uma família de muitos filhos parecidos com Jesus Cristo. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Romanos 8:29.
O objetivo do Pai é que esses Seus filhos no Seu Filho, possam gozar dessa comunhão eterna que o próprio Filho sempre teve com o Seu Pai. Deus quer se relacionar conosco porque Ele nos ama. Ele sabe de todas as coisas erradas que fazemos antes mesmo que as façamos, mas, mesmo assim, Ele quis nos salvar de nossos pecados para que Ele pudesse ter um relacionamento conosco. Esse é um amor maravilhoso! Quando nosso relacionamento com Deus é livre, o resultado é um rio de vida fluindo de nosso mais profundo ser. Isso abençoa não somente a nós, como a todos ao nosso redor. Esse rio da vida é o que faz com que as pessoas olhem para nós desejando o que temos, mesmo que não tenhamos dito nenhuma palavra sobre nossa fé. Por isso a comunhão com Deus é fundamental. O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. 1 João 1:3.
Que coisa tremenda é desfrutar dessa comunhão com o Deus e Pai, pois é aqui que tudo começa. O que vemos aqui não é técnica, mas fato. É a busca de realidade, realidade da paternidade de Deus, realidade da Pessoa e obra do Senhor Jesus, realidade do encabeçamento de Cristo sobre as nossas vidas quando nos reunimos. Se nós não buscarmos isso como realidade espiritual, nós nunca vamos alcançar nada. Nós teremos o conceito na mente: Deus é nosso Pai, Cristo nos redimiu, Ele é o cabeça da igreja, mas tudo isso será apenas uma realidade confessional e nada mais. Precisamos de uma realidade experimental. E essa realidade começa quando amamos o Senhor. Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. João 14:23.
No evangelho de João são mencionados muitos pares de palavras. Essa palavra “morada” é mencionada apenas duas vezes. A primeira aparece em “João 14:2” (moradas), a segunda é também em João 14:23; que já lemos. Quando estudamos esses dois textos, podemos verificar que aquelas moradas se referem em nossa habitação em Cristo. Porque a Casa do Pai não é aquela que vamos ter lá na nova Jerusalém. A Casa do Pai segundo as Escrituras é o próprio Senhor Jesus. Por isso Ele disse que iria preparar lugar. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. João 14:2.
O que Jesus está dizendo é: Hoje sou um Salvador ao lado de vocês, mas quando Eu for e vos preparar lugar, serei o Salvador e Senhor dentro de vocês. Vocês estarão em mim, e Eu e meu Pai estaremos dentro de vocês. Aqui Ele usa morada duas vezes. Na Casa do meu Pai (Ele mesmo) há muitas moradas, que significa nós em Cristo que é a Casa do Pai. Agora quando Ele usa morada novamente ele diz que Eu e o Pai viremos para Ele e faremos nele morada. Agora a morada somos nós. Essas duas revelações governam todo o Novo Testamento, ou seja, nós em Cristo (casa do Pai) e Cristo em nós, porque somos moradas Dele no Espírito. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? 1 Coríntios 6:19.
Como isso é profundo e confortante para o nosso coração. Os pensamentos do Senhor para nós são pensamentos bons e de paz. Nós não estamos em Sua mente somente por poucos minutos. Nós estávamos em sua mente antes da fundação do mundo. Seus pensamentos para nós não podem ser numerados e ninguém pode nos separar de Seu amor. Nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Romanos 8:39.
Queridos quando nascemos de novo somos feitos filhos amados de Deus Pai. Confia no Senhor com todo o seu coração e deixa que Ele te direcione. Ele não prometeu que as tempestades nunca virão. Contudo, Ele sabe como acalmá-las. Na grande tempestade que bate sobre a nossa vida, basta da parte Dele um suficiente “Aquieta-te”. Ele sabe não somente trazer a calmaria, mas também usar a tribulação para nosso benefício. Sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo espírito santo que nos foi dado. Romanos 5:3-5.  Amém.

O VIVER É CRISTO, O MORRER É LUCRO

O VIVER É CRISTO, O MORRER É LUCRO 

Fp.1:21

Este versículo bíblico nos dias de hoje em meio a igreja evangélica está esquecido. São tantos os ensinamentos sobre vitória nas áreas espiritual, física e material que viver para Deus acaba se refletindo no quanto a pessoa tem de dons espirituais, na sua saúde e nos bens materiais que possui.

Uns se atrevem a dizer que muitos vivem uma vida cristã medíocre, por que não se utilizam do poder do Espírito Santo que habita em nós, que criou todas as coisas. Usam o fato da observação dos ímpios que desprezam a fé em Deus por causa da situação de muitos crentes.

Usam também versículos bíblicos que destacam o uso da fé e do poder das palavras, como se a simples pronúncia deve ser acatada por Deus, independente de Sua vontade.
E o que mais nos admira é atribuírem o sacrifício de Cristo na cruz á prosperidade, curas, poder por meio dos dons, etc. Insistem em dizer que pela morte de Cristo temos o direito a tais bênçãos!

De acordo com a Bíblia, devidamente interpretada, não para interesses pessoais, o único direito que o homem tem diante de Deus é o da VIDA ETERNA, alcançado pelo sacrifício expiatório de Cristo, pois Ele morreu por toda a humanidade: “Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas.” (1Tm.6:12).

1 Pedro 3:18: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito”. Cabe ao homem aceitar este direito que lhe assiste e zelar por ele através da fé e obediência.
Existem vários benefícios àqueles que aceitarem este direito: a adoção como filhos: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.” (Gl.4:4,5);
A justificação diante de Deus: “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.” (Rm. 5:18);

A regeneração: “pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.” (1Pe.1:23);

A santificação: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas.” (Hb. 10:10).

É evidente que Deus também permite que os incrédulos sejam prósperos: “Os céus são os céus do SENHOR, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens.” (Sl. 115:16). E que também a medicina obtivesse êxito sobre várias enfermidades: “Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.” (Lc. 5:31).

Isto acontece por causa da capacidade que Deus deu ao homem de trabalhar, descobrir, analisar, pesquisar, conquistar, evoluir, etc, prova do amor e da misericórdia de Deus através da Sua vontade permissiva.

Porém a manifestação do poder de Deus para curar e fazer prosperar dependem de Sua soberana vontade, independente da nossa fé, independente se alguém é salvo ou não. As promessas de Deus se cumprem em nós, mas não da maneira que queremos ou cremos, no tempo que desejamos, e nem é obrigação do Senhor realizar Suas promessas a todos.

O que seria uma vida cristã medíocre? Será que uma pessoa crente que se encontra agora em um leito de hospital, sofrendo de um câncer, ou então morando em um barraco bem pobre, em alguma favela no Brasil, viveu ou vive na mediocridade? Será que esta pessoa nunca fez nada para viver um pouco melhor? Por que Deus permite estas situações na vida do crente?

Imaginem: todos os crentes sendo curados, todos os crentes prosperando na vida material e espiritual... satanás nos acusando diante de Deus, assim como fez com Jó, atribuindo a nossa fidelidade aos bens que recebemos...

Infelizmente isso acontece no nosso meio de maneiras diferentes: uns quando conseguem prosperar se afastam de Deus; outros quando são acometidos pelas adversidades da vida abandonam a fidelidade ao Senhor.

É triste quando pessoas afirmam que devemos ter uma vida próspera em todas as áreas para que os ímpios nos admirem, sintam o desejo de se converterem e glorifiquem a Deus. Mal sabem elas que dessa forma os ímpios são atraídos não pela fidelidade que temos e sim pela vida que possuímos. Quantos são os que decidem servir a Deus com a promessa de prosperidade e vida saudável na presença Dele e quando as coisas não acontecem como esperado, logo abandonam a fé: “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo.” (Jo. 6:26,27).

Mas, por que Deus permite estas situações na vida do crente?

Para demonstrar a todos, sejam seres humanos ou espirituais, servos de Deus ou não, que a firmeza de fé e fidelidade de muitos crentes que sofrem estão firmados no amor e na alegria da vida eterna. Eles entendem a vontade de Deus para suas vidas e servem de exemplo para muitos outros que vivem murmurando, perambulando de igreja em igreja, completamente confusos diante de tantos ensinos sobre vida cristã, cheios de dúvidas sobre a possibilidade de estarem em pecado ou não, de terem fé ou não, se Deus os abandonou ou não.

Estes crentes fiéis demonstram que Jesus é maravilhoso em qualquer situação. Mesmo no sofrimento eles perseveram firmes e é isto que nos causa admiração: tamanha fé, tamanha determinação, tamanha fidelidade, apesar de tanto sofrer! Isto nos lembra o que fez Cristo por nós!

Ser cristão é parecer com Cristo, é imitar a Cristo, é sofrer com Cristo, é resistir ao dia mal pela fé!
E não podemos nos esquecer dos propósitos de Deus no sofrimento. O apóstolo Paulo sofreu com um “espinho na carne, mensageiro de satanás”, com o propósito de não se gloriar diante das grandezas das revelações. O poder de Cristo moldou a vida de Paulo, que na fraqueza se tornou forte, e ele ainda diz: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” (2 Co.12:10).

Qual seria a decisão correta: alguém aceitar a Cristo vendo a fidelidade de um crente próspero e saudável, ou vendo a fidelidade de um crente em meio ao sofrimento? Claro que qualquer decisão para Cristo seria correta, independente da situação, mas qual das duas situações acima causaria maior impacto? Qual das duas expressaria mais a realidade da vida eterna? Qual das duas demonstraria mais a ansiedade pela vida celeste e não pela vida terrena?

A prosperidade, a saúde, a pobreza e a enfermidade fazem parte da vida humana e cristã, segundo a vontade de Deus. Porém isto não significa que devemos nos acomodar e aceitar naturalmente as adversidades, devemos nos esforçar naquilo que podemos fazer para alcançarmos uma situação de vida melhor, aprendendo a viver em qualquer circunstância: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece. Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação.” (Fp.4:11-14).

Independente da situação, Deus está no controle de tudo! Aí, surgem aquelas perguntas: será que Deus, sendo o Pai amoroso, deseja que alguém sofra com a pobreza ou alguma enfermidade? Será que Deus quer que seus filhos, sendo co-herdeiros com Cristo, mesmo trabalhando e orando pela reversão de suas situações, continuem do mesmo jeito?

É este um dos grandes problemas daqueles que profundamente não confiam em Deus: eles se preocupam tanto com os fracassos, com as derrotas, com as orações não respondidas, com as acusações do pregadores da prosperidade, com o diabo, com o êxito de outros crentes ou ímpios, que se esquecem de algo muito mais importante do que prosperidade física ou material: os propósitos de Deus. O Senhor jamais irá permitir o sofrimento de qualquer um de seus filhos sem que haja um propósito maravilhoso diante das situações adversas! É o que muitos não conseguem enxergar, muito menos entender, porque lhes falta confiança profunda em Deus.

Sempre existirá uma vitória muito maior do que alguém imagina, quando o sofrimento do crente está dentro dos propósitos do Senhor! Cristo através do sofrimento, obteve a maior de todas as vitórias, Ele venceu a morte!

Quantos são aqueles que querem ser mais espirituais e não conseguem entender o propósito do sofrimento; vivem dizendo “eu não aceito, tá amarrado”, sem ao menos orar ao Senhor, clamar a Deus por uma solução, mas crendo que se a vitória não chegar é porque existe um plano divino operante em nós para a glória de Deus!

O Senhor sempre cumpriu os Seus desígnios mediante o sofrimento de um justo; temos vários exemplos na Palavra de Deus de homens e mulheres que confiaram em Deus no meio da tempestade e foram protagonistas da realização dos planos Divinos.

Os pregadores que se opõem a esta realidade gostam de afirmar que Cristo já sofreu por todos nós, por isso, não podemos sofrer, a não ser através do nosso pecado ou opressão maligna (são as duas únicas razões para o crente sofrer). Eles entendem que os planos de Deus se realizam somente na vida vitoriosa, sem pobreza e sem doenças, cheios dos dons espirituais: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando.” (1Pe.4:12,13).


Uma das maiores heresias no meio evangélico que trata da prosperidade e saúde plena é afirmar que se nós temos o Espírito Santo dentro de nós, que criou todas as coisas, jamais devemos viver em enfermidades e na pobreza. Onde lemos na Bíblia que ser cheio do Espírito Santo é ser sempre saudável ou bem de vida? Onde lemos que sendo o corpo o templo do Espírito Santo, não podemos adoecer?

Diz a Bíblia: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.

Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (1Co.2:10-16).

Os que não são espirituais não entendem os planos de Deus. Porém os espirituais, julgam todas as coisas e entendem pelo Espírito Santo que conhece as profundezas de Deus, que as adversidades e situações que causam sofrimento não acontecem por acaso.

O Espírito Santo, por mais poderoso que seja, cumpre todos os desígnios Divinos em Cristo, para a glória de Deus.

É muita falta de sensibilidade espiritual afirmar tais coisas. O corpo do crente, mesmo sendo o templo do Espírito Santo, sempre será CORRUPTÍVEL, sujeito a enfermidades e acidentes, principalmente debaixo da vontade de Deus!

A vontade de Deus: como ela está esquecida ou sujeita aos caprichos e desejos dos homens! É muito fácil nos dias de hoje criar argumentos triunfalistas baseados nas necessidades que temos, quando a verdadeira vida cristã se firma no centro da vontade do Senhor, isto é vida abundante, não interessa a situação, esta vida em abundância é vida plena no ESPÍRITO, não importando as circunstâncias. 

AS 20 ATUAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO

AS 20 ATUAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO 

Vamos meditar nesta oportunidade em João 16:8

“Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.”

É através da atuação do Espírito Santo que o homem reconhece seu pecado e o abandona, para tornar-se morada deste santo Ser (I Cor. 3:16).

O ladrão, via de regra, só assalta às escondidas; e, por que age assim? – Porque sabe que o que faz é errado. E, quem o leva a reconhecer isso? – O Espírito Santo! (Convence-o...).

Da mesma maneira, longe da civilização, sem contato com o homem branco, um índio, em sua taba, quando rouba uma flecha de seu companheiro, o faz também às escondidas.

E, por que o índio age assim? – É porque ele sente que não é certo este ato.

E quem leva o índio a sentir ou saber que o que faz é errado? – É o Espírito Santo que atua em todos os corações, e no dele também.

(Já não lhe aconteceu alguma vez ter a impressão de haver cometido alguma falta, vindo sua consciência a doer, produzindo-lhe profundo pesar e tristeza? Isso é a operação diária do Espírito Santo!).

A influência atuante do Espírito Santo se tornará maior ou menor no coração humano, dependendo da maneira como o homem agir. Se não recusar Seus apelos e atuação, progredirá e se tornará “cheio” do Espírito, e um vaso de bênção; recusando, poderá incorrer no pecado imperdoável (Mat. 12:31), e se perderá.

A atuação do Espírito na vida do crente é tão essencial quanto o é o querosene na lamparina e a gasolina no automóvel. A luz brilha e o carro anda pela atuação destes combustíveis. Ambos, no entanto, se tornarão inúteis quando os depósitos estiverem vazios.

Por isso, há suprema necessidade de se encher do Espírito, não só uma vez, mas, diariamente, constantemente, para testemunhar e brilhar para o Senhor Jesus. O crente sem o Espírito Santo nada realiza.

O Espírito Santo nos “convence” do pecado, isto é, faz-nos sentí-lo, e então, nossas naturezas (carnal e espiritual) entram em luta; quem prevalecer, reinará. Paulo, referindo-se a esta guerra (Rm. 7:20), dá-nos um vislumbre de que não pode haver vácuo no coração humano mais do que poderia haver na natureza ou no mundo físico. A natureza tende, a depressa preencher o vácuo, para evitar a proliferação dos grandes vendavais, tornados e furacões.

O vento é o ar em movimento, preenchendo todos os espaços. O vácuo leva a mudar o vento de direção. Tão depressa o vento volte a preencher o vácuo, o caos pode ser evitado.

Da mesma sorte, o coração humano deve estar constantemente sendo habitado, possuído pelo Espírito Santo. Sua influência santificadora deve ser uma constante em nosso viver, a fim de se evitar uma catástrofe espiritual.

O vento sopra (João 3:8), não o vemos, mas ouvimos sua “voz” e os resultados de sua atuação no espaço; da mesma forma, a atuação silenciosa do Espírito Santo no coração humano é traduzida pelos frutos na vida do cristão.

Assim, como a mangueira só dá manga, a bananeira, banana, o cristão cheio do Espírito Santo produz os frutos do Espírito (Gál. 5:22) normalmente.

Como essas árvores dão seus frutos porque foram criadas para isso, da mesma forma o cristão repleto do Espírito, produzirá gestos e atitudes que lhe São pertinentes.

É fácil saber se o Espírito Santo habita no coração da pessoa, ou se apenas a convence do pecado. Paulo dá a pista: São os frutos do Espírito (Gál. 5:22) e os frutos da carne (Gál. 5:19-21).

Portanto, uma maneira simples, correta e segura de saber se uma pessoa é batizada com o Espírito Santo, não é se ela fala língua estranha, e sim, os seus frutos (Mt 7:16).

Ser batizado com o Espírito é viver no gozo dEste Ser. É ser semelhante aos discípulos da incipiente Igreja Cristã (Atos 2:44). É viver em perfeita união, despojado de todo sentimento de supremacia, egoísmo, cólera, ira, ódio, amando-se mutuamente e todos a Deus.

Ser batizado com o Espírito Santo é compadecer-se do pobre, socorrer os órfãos e viúvas nas suas necessidades, ajudar o irmão carente, auxiliar o necessitado. Esta sim, é a maior prova do cristão batizado com o Espírito Santo. Estes são, de fato, os frutos de uma vida santificada, lavada, banhada, batizada com o Espírito Santo, que vive, sobretudo, de conformidade com os mandamentos de Sua santa Lei.

Tal cristão está plenamente apto para ser agraciado pelo Senhor (quando Ele o desejar), de receber a “Chuva Serôdia”, isto é, a plenitude do Espírito Santo, para a conclusão da obra do evangelho no planeta Terra.

Por que aprouve ao Senhor fazer da pombinha, o símbolo do Espírito Santo? Lucas 3:22. A pomba, como este Ser divino, é meiga, sublime, suave, macia, calma e tranquila. Por isso, o Espírito de Deus só atua assim:

No silêncio absoluto................................. Hc. 2:20

Sem confusão ......................................... I Co 14:33

Com decência e ordem .......................... I Co 14:40

Com reverência ....................................... Hb. 12:28

Sem gritaria .................................................. Ef 4:31

Vamos verificar agora “AS 20 ATUAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO”.

I. O ESPÍRITO SANTO

1. Conduz ao novo nascimento. Jo. 3:1-8.

2. Satisfaz plenamente o coração. Jo. 4:10-14.

3. Deseja fluir de nós em rios de água viva. Jo. 7:37-39.

4. Permanece conosco para sempre. Jo. 14:16,17.

5. Testemunha do Senhor Jesus. Jo. 15:26,27.

6. Convence o mundo do pecado. Jo. 16:7-11.

7. Conduz a toda verdade. Jo. 16:12-15.

II. O ESPÍRITO SANTO, COMO MESTRE. JO. 14:26. 

1. Seu Ser: 

a) Ele é divino. 1 Co. 3:16; Gl. 4:6.

b) É indispensável. 1 Co. 2:11,14.

c) É suficiente. 1 Jo. 2:27.

d) Continua a obra de Jesus Cristo. Jo. 16:14,15.

2. Sua instrução: 

a) Abre o entendimento. Ef. 1:17,18.

b) Revela os mistérios de Deus. 1 Co. 2:7 ss.

c) Revela as maravilhas da divindade. 1 Co. 2:9,10.

d) Faz lembrar das palavras de Jesus. Jo. 14:26.

e) Livra-nos de seguir nossos próprios caminhos. At. 16:6,7.

3. Somos instruídos por Ele enquanto: 

a) Obedecemos. At. 8:26 ss.

b) Meditamos. At. 10:19.

c) Aguardamos. Lc. 2:26.

d) Ouvimos. Ap. 2:7.

e) Servimos. At. 13:2.

4. A bênção da instrução aceita: 

a) Conhecemos o Senhor com mais clareza. Ef. 1:17ss.

b) Usamos palavras de sabedoria. 1 Co. 2:12,13.

c) Recebemos o ensino fundamental. 1 Jo. 2:27.

d) Temos a unção divina. 1 Jo. 2:20,27.

e) somos bênçãos para outros. At. 1:8.

III. O ESPÍRITO SANTO 

1. Quem é o Espírito Santo? 

a) Uma pessoa, como o Senhor. Jo. 16:13.

b) Se pensássemos mais nisso, levaríamos o Espírito Santo mais a sério e procuraríamos entristecê-lO menos. Ef. 4:30.

2. O que o Espírito Santo faz? 

a) Revela o Senhor Jesus. Jo. 16:14.

b) Demonstra o Ser de Deus. l Co. 2:9,10.

c) Reveste para o ministério. At. 1:8.

d) Batiza e enche o crente. At. 1:5; 2:4.

3. Como recebemos o Espírito Santo? 

a) Através da fé. Gl.3:2.

b) Pelo arrependimento e abandono do pecado. At. 2:38.

c) Pela obediência ao Senhor. At. 5:32.

d) Através da oração. Lc. 11:13.

IV. OS NOMES DO ESPÍRITO SANTO

É chamado de Espírito: 

1. Da verdade. Jo. 14:17; 15:26; 1 Jo. 4:6.

2. Da graça. Zc. 12:10; Hb. 10:29.

3. Da vida. Rm. 8:2.

4. Da promessa. Ef. 1:13.

5. De adoção. Rm. 8:15.

6. De poder, de amor e de moderação. 2 Tm. 1:7.

7. De santidade. Rm. 1:4.

8. De sabedoria e de revelação. Ef. 1:17.

9. Da glória. 1 Pe. 4:14.

10. Do amor. Rm. 15:30.

11. Da fé. 2 Co. 4:13.

12. Do Senhor. 2 Co. 3:17.

V. SEIS GRANDES PROMESSAS EM JOÃO 16. 

1. Do Espírito Santo como Consolador. V.7. 

2. De um Mestre: Vv.13,14. 

a) Que guia a toda a verdade. V.13.

b) Que revela cousas futuras. V.13; 1 Co. 2:9,10.

c) Que glorifica a Jesus. V.14.

3. Da volta de Cristo. V.22; Jo. 14:3. 

4. Da oração respondida. Vv.23,24. 

5. Da Sua paz. V.33. 

6. Da vitória. V.33. 

VI. SETE MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO

1. Ensina todas as coisas ao crente. Jo. 14:26.

2. Lembra dos ensinamentos de Jesus. Jo. 14:26.

3. Testifica do Senhor Jesus. Jo. 15:26.

4. Guia a toda a verdade. Jo. 16:13.

5. Anuncia o vindouro. Jo. 16:13.

6. Glorifica o Senhor. Jo. 16:14.

7. Transmite o que recebeu do Senhor. Jo. 16:14.

VII. O ESPÍRITO SANTO CONVENCE: Jo. 16:8-11. 

1. Do pecado. At.2:37; Sl. 32:3-5.

2. Da justiça. At.24:25.

3. Do juízo. At.17:31,32.

4. Da incredulidade. Jo. 16:8-11.

VIII. NO ESPÍRITO, NÓS DEVEMOS: 

1. Começar. Gl. 3:3.

2. Viver. Gl. 5:25.

3. Andar. Gl. 5:25.

4. Orar. Ef. 6:18.

5. Amar. Cl. 1:8.

6. Adorar. Fp. 3:3.

7. Pregar. 1 Ts. 1:5.

IX. O ESPÍRITO SANTO VEIO PARA: 

1. Dar poder para o ministério. At. 1:8.

2. Falar com intrepidez através dos Seus servos. At. 4:31.

3. Proteger-nos de hipócritas. At. 8:14-24.

4. Revestir-nos para o trabalho missionário. At. 13:1-4.

5. Glorificar o Senhor ressurreto. At. 7:55.

6. Ser nosso guia no ministério. At. 16:7-10.

X. PENTECOSTES. At. 2. 

1. O Espírito Santo veio quando:

a) O dia de Pentecostes se cumpriu. V.1.

b) Os discípulos esperaram por Ele. At. 1:4.

c) Os discípulos cumpriram a ordem de Jesus. Lc. 24:49; At. 1:4.

d) Perseveraram unânimes na oração. At. 1:14.

e) Esperaram pela promessa. Jl. 2:28-32.

2. O Espírito Santo veio sobre:

Todos os que esperaram o cumprimento da promessa. V.4; Jo. 7:39.

3. O Espírito Santo veio:

a) De repente, assim será a volta de Jesus. V.2; Mt. 25:6

b) Como um vento impetuoso, para vivificar. Ez.37:9.

c) Em forma de línguas de fogo. V.3.

4. O Espírito Santo veio para:

a) Glorificar a Cristo. Jo. 16:14.

b) Edificar a igreja de Cristo. Ef. 2:20-22.

c) Habitar no homem e fazer dele Seu templo. 1 Co. 6:19.

d) Conceder dons espirituais. v.4; l Co. 12:4.

e) Revestir as testemunhas de Cristo. At. 1:8.

f) Dar-nos a adoção de filhos. Rm. 8:15,16.

5. O Espírito Santo realizou coisas inéditas, grandes e poderosas:

a) Publicanos e pescadores encheram o mundo com o Evangelho de Cristo. At. 5:28; 17:6.

b) Ele causou grande espanto. V.12.

c) Perguntas sérias por Deus e conversões. Vv.37,41.

d) Obediência a Palavra de Deus. V.42.

XI. O TESTEMUNHO DO APÓSTOLO PEDRO. AT. 2:14-36.

1. Ele falou do cumprimento da promessa. Vv.16-21.

2. Da transformação dos seus irmãos. V.15 ss.

3. Da aceitação divina de Cristo. V.22.

4. Da grande culpa de Israel. V.23.

5. Do poder da ressurreição de Cristo. V.24.

6. Do testemunho de Davi. V.25 ss.; SI. 16:8.

7. Do fato da exaltação de Cristo. Vv.33-36.

XII. O PODER DO EVANGELHO. At. 2:37-47. 

A mensagem anterior foi dirigida a Israel que rejeitou o seu Messias, mas Deus ofereceu ao povo uma nova oportunidade, através do Evangelho.

1. O que a mensagem do apóstolo causou? 

a) Uma profunda convicção do pecado. A mensagem compungiu-lhes o coração. V.37.

b) Uma pergunta séria: o que devemos fazer? V.37.

c) Lima resposta clara. V.38.

d) A aceitação da mensagem. V.41.

b>2. Os frutos da fé: 

a) Perseveravam na doutrina e na oração. Vv.42,46.

b) Amavam-se de coração. V.42.

c) Lembravam-se do Senhor, no partir do pão. V.42,46.

d) Cuidavam-se mutuamente. Vv.44,45.

e) Louvavam a Deus. V.47.

f) O número dos salvos aumentava diariamente. V.47.

XIII. O PENTECOSTES SIGNIFICA QUE: 

1. O Senhor morreu por nossos pecados e foi exaltado. At. 2:23ss.; Jo. 7:39.

2. A promessa cumpriu-se. At. 2:16; Jl. 2:28-32.

3. Cristo tem poder para cumprir Sua palavra. At. 1:5.

4. Temos poder para testemunhar. At. 2:17,18.

5. Possuímos a plenitude de bênçãos. At. 2:39,40; Gl. 3:13,14.

6. Deus pode capacitar pessoas fracas e incapazes. At. 2:7.

7. Deus quer salvar todos. At. 2:21.

XIV. AQUELE QUE QUISER RECEBER O ESPÍRITO SANTO DEVE: AT. 19:2. 

1. Primeiramente aceitar, pela fé, a obra da salvação de Jesus Cristo.

Muitos falam do Espírito Santo, mas nunca experimentaram o que é morrer com Cristo.

2. Separar-se do pecado reconhecido.

3. Confessar e dispor-se a levar o opróbrio de Cristo. Hb. 13:13.

4. Entregar sua vida sem reservas a Deus. O Espírito Santo deve possuir-nos completamente.

5. Orar especificamente. Lc. 11:13; Mc. 11:24.

Quem ora assim, sabe que pede conforme a vontade de Deus. 1 Jo. 5:14,15.

XV.O PODER DO ESPÍRITO SANTO. Rm. 15:13. 

É indispensável para os filhos de Deus em todos os tempos para:

1. Convencer os pecadores. Jo. 16:8-1 1.

2. Iluminar os filhos de Deus. Jo. 16:13; Jo, 14:26.

3. Dar-lhes o espírito de adoção de filhos. Rm. 8:15; Gl. 4:5,6.

Segundo João 3, fomos renascidos pela palavra e pelo Espírito e, clamamos agora: Aba, Pai; e anelamos pela casa do Pai celeste. Jo. 14:1-3; Hb. 11:10.

4. Santificar-nos. l Co. 6:11; Rm. 15:16.

5. Despertar, em nós, o espírito de oração. Rm. 8:26; Ef. 6:18.

6. Dar comunhão. l Jo. 1:3 ; Fp. 2:1.

7. Dar verdadeira consolação. Jo. 15:26.

XV. O ESPÍRITO SANTO ATUA: 

1. Derramando o amor de Cristo no coração. Rm. 5:5.

2. Ensinando a andar no Espírito. Rm. 8:4,5.

3. Fortalecendo os crentes para o ministério. Ef. 3:16.

4. Assistindo os filhos de Deus em suas fraquezas. Rm. 8:26.

5. Produzindo o fruto espiritual no crente. Gl. 5:22.

6. Concedendo força para um testemunho alegre. At. 2:4.

XVI. NÓS AGRADECEMOS AO ESPÍRITO SANTO PORQUE: 

1. Concede sabedoria e conhecimento. 1 Jo. 2:20.

2. Guia e aconselha. At.15:28.

3. Reveste para o ministério. At. 6:3.

4. Mostra o caminho. At. 13:2.

5. Dá tarefas. 1 Pe. 4:14.

6. É a riqueza do crente. At. 8:29.

7. Sem Ele nada podemos fazer. Zc. 4:6.

XVIII. OS SOFRIMENTOS DO ESPÍRITO. EF. 4:30. Nós lemos e falamos muito sobre os sofrimentos de Cristo. Porém, ignoramos completamente os sofrimentos do Espírito. 

1. Ele é blasfemado pela arrogância e impiedade do homem. Mt. 12:3 1,32.

2. Ele é ofendido pela soberba do homem. Hb. 10:29.

3. É desafiado pela desobediência. Is. 63:10.

4. Os incrédulos resistem ao Espírito. Gn. 6:3; At. 7:51.

5. É tentado através da hipocrisia. At. 5:1-11.

6. Sente-se traído pela mentira e ganância do homem. At. 5:3.

7. Apagado pela desobediência do crente. 1 Ts. 5:19,20.

8. Entristecido por conversas torpes. E14:29,30.

XIX. OS DONS DO ESPÍRITO SANTO. I Co 12. 

O Senhor Jesus é a dádiva de Deus ao mundo. Jo. 3:16. Ele oferece tudo o que a humanidade pecaminosa necessita para poder comparecer diante de Deus. O Espírito Santo é a dádiva do Pai e do Filho a todo crente. Ele oferece todas as condições para uma vida frutífera e um testemunho poderoso. 2 Pe. 1:3-7.

1. Estes dons são diversos. Aqui se mencionam nove. Parece que, na igreja de Corinto, todos estavam presentes. Vv.8-10.

2. Os dons do Espírito devem ser procurados com zelo. V.31; 1 Co. 14:1,39.

3. Foram dados por Deus para a edificação da igreja. V.11.

4. Como membros do corpo devemos ser vivificados pelo Espírito e edificados como pedras vivas. 1 Pe. 2:5.

6. São em beneficio de todos. Toda igreja deve aproveitá-los. V.7.

7. Os dons do Espírito devem ser usados com cuidado. Muitos enterram seus dons e toda igreja sofre por isso danos. 1 Tm. 4:14; Mt. 25:18; Ef. 4:16.

7. Devem ser reavivados. 2 Tm. 1:6,7.

XX. NO ESPÍRITO. 

Após ter recebido o Espírito Santo, o nascido de novo deve mover-se e atuar neste Espírito.

1. Somente, no Espírito, podemos adorar. Jo. 4:23,24.

Adorar, no Espírito, não se limita apenas em ser alguém sério, o mundo também consegue isto. A adoração, que não é oferecida no Espírito, não é aceita por Deus. Ela é apenas fogo estranho sobre o altar. Lv. 10:1ss.

2. No Espírito, percebemos a voz de Deus. Ap. 1:10-18.

No Espírito, João ouviu e viu tudo o que há no céu e na terra, como descreveu em Apocalipse.

3. No Espírito, entendemos as coisas celestes. Ap. 4:1,2.

O livro de Apocalipse tem quatro grandes trechos e cada um deles inicia com: "Achei-me em Espírito" ou "Transportou-me em Espírito". 1:10; 4:2; 17:3; 21:10.

De outro modo, os grandes mistérios não são compreendidos. Eis a razão porque é tão difícil compreender as coisas futuras. 2 Co. 12:4.

4. No Espírito, vem o poder de Deus ao encontro da impossibilidade humana. Ez. 37:1-10.

5. No Espírito, o crente experimenta o consolo divino. At. 20:22-24.

6. Todo nosso serviço deve ser feito no Espírito. At. 6:3.

Deus não abre mão de santidade e nem negocia com princípios. É muito fácil para você e para mim compreender e aceitar que Jesus veio morrer na cruz e nos conceder vitória, salvação, paz e felicidade. Nada nos custa e nada temos a perder , só a ganhar.

O Espírito Santo precisa nos colocar na cruz, para que Jesus Se assente no trono do nosso coração. Na cruz terão que ser crucificados o egoísmo, ira, cólera, transgressão, intemperança, presunção e a indiferença ao estudo profundo e sistemático das Verdades bíblicas.

LIBERTANDO-SE DO SENTIMENTO DE INFERIORIDADE

LIBERTANDO-SE DO SENTIMENTO DE INFERIORIDADE 

Salmo 113.7-8: 
 Ele levanta do pó o necessitado e ergue do lixo o pobre, Para fazê-los sentar-se com príncipes, com os príncipes de seu povo. 

A. INTRODUÇÃO 


O complexo de inferioridade é um problema que muitos tem dentro de si. Sentir-se inferior em todas as situações da vida, faz com algumas pessoas não consigam prosperar e ser vencedoras. Ao aceitar a Jesus, recebemos uma nova identidade, somos chamados “filhos de Deus” e ao nos tornarmos seus filhos, usufruímos juntamente com Cristo dos direitos dessa Paternidade maravilhosa. Inclusive o mérito de sermos parecidos com o Pai, embora filhos por adoção. Um filho adotivo  leva consigo as marcas da convivência familiar: a sua voz, os gestos, as reações, até a forma de caminhar… E como Filhos de Deus, nossa convivência com esse Pai Santo, tem a finalidade  de nos deixar parecidos com Ele também.

Mas infelizmente, há muitos entre nós que não experimentam da graça já liberada, porque dão ouvidos as sugestões do seu velho homem, ou são abatidos por palavras de desanimo que levantam barreiras. E estas pessoas não conseguem mais avançar, ou crescer, ou mudar para melhor, e ainda vencerem os obstáculos que surgem a cada dia da vida cristã. E uma das principais barreiras para que cristãos sejam felizes e experimentem da vida abundante projetada por Deus para suas vidas ou mesmo, para que se disponham a trabalhar no Reino de Deus é o sentimento de incapacidade ou inferioridade. Quem carrega em sua alma tal sentimento não apenas se recusa a exercer o chamado de Jesus, mas também se afasta de todo e qualquer desafio profissional, estudantil ou familiar.

Quem sofre deste sentimento carrega consigo uma desconfiança para consigo – pensa que as chances de derrota e insucesso são muito maiores para com ele do que para as demais pessoas. A Bíblia nos apresenta alguns exemplos de pessoas que tiveram oportunidade de vencer tal sentimento. Vamos falar do exemplo de Moisés, o grande líder e profeta, e de  Gideão, o grande guerreiro e juiz. Ambos tiveram que ser tratados por Deus do sentimento de inferioridade. E se eles foram libertos, você também o será.

B. MAS, COMO VENCER O SENTIMENTO DE INFERIORIDADE? 


1. Assuma sua identidade como cidadão celestial através de Cristo. 

O exemplo de Gideão:  Cerca de 150 anos depois da morte de Moisés, Deus tratou com um jovem da tribo de Manassés. Sua história encontra-se em Juízes 6 e tem como contexto a opressão que os israelitas sofriam há sete anos. Os inimigos midianitas dominaram Israel e saqueavam todos os bens que o povo de Gideão possuía. Muitos israelitas eram obrigados a se refugiar em cavernas e nos montes para tentar preservar-se dos ataques. Foi num refúgio destes que o anjo do Senhor encontrou o jovem Gideão.     

A primeira frase que o anjo do Senhor declarou a Gideão lhe pareceu totalmente descabida: (Jz 6.12)O Senhor é contigo, homem valente.. Gideão nem conhecia o Senhor, apenas ouvira falar das grandes coisas que Ele fizera no passado. Além disso, o adjetivo valente não combinava com o que Gideão estava fazendo naquele momento: dentro de um lagar tratando de um pouco de trigo (o lagar era um buraco cavado na rocha Para pisar uvas!).      (Jz 6.15).

As palavras do jovem israelita ao anjo revelaram seu sentimento de inferioridade: Ah, Senhor. Como posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manasses, e eu sou o menor da minha família.      Mesmo assim tão fragilizado, Deus usou poderosamente a vida de Gideão, e nós aprendemos com ele que não contamos com a nossa própria força para realizar a obra de Deus, mas com a força do braço do Senhor! 

Não há desculpas cabíveis para se negar para Deus.  Se como Gideão você hoje habita em um buraco… seja essa caverna sua casa física,ou emocional(depressão), saiba que Deus quer contar com você, mesmo que o seu clã seja o menos importante desta cidade, e mesmo que você seja o menos favorecido de sua família…. Em 1 Coríntios 1:27 Paulo diz: “…pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes;”. Em nome de Jesus, assuma hoje quem você é. Deixe agora mesmo de ser agente secreto de Deus. Ele quer contar com você. A libertação dos sentimentos de inferioridade vem quando você finalmente quando você assume sua identidade como cidadão celestial através de Jesus Cristo.

2. Deixando de lado seus Preconceitos sobre si mesmo e acreditando na Palavra de Deus. 


O exemplo de Moisés: Quando você é tomado por sentimentos de inferioridade não consegue crer que haja planos no coração de Deus Para sua vida. Não encontramos outro herói bíblico que tivesse dado tanto trabalho com seus argumentos oriundos da alma tomada de sentimentos de inferioridade. Moisés vivia no deserto há cerca de quarenta anos. Estava acomodado àquela vida e não almejava coisas maiores. E Deus tinha um plano muito maior Para sua vida. A história do chamado de Moisés encontra-se em Êxodo 3 e 4.

Observe as frases que ele disse Para Deus à medida que o Senhor se revelava e instruía Moisés:

1.
 Quem sou eu, Para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel? (3.11).

2. Mas se não crerem em mim, nem ouvirem a minha voz, e disserem “O Senhor não te apareceu”? (4.1). 

3.
 Ó Senhor! Nunca tive facilidade Para falar, nem no passado nem agora que falaste a teu servo. Não consigo falar bem!  (4.10). 

4.
 Ah, Senhor! Peço que envies outra pessoa. (4.13).    
  

O motivo para tamanha baixa auto-estima em Moisés era o fracasso do passado. Ele fracassara quarenta anos antes quando intentou fazer algo em benefício do seu povo.

Agiu por si mesmo, sem conhecer a Deus, cometeu um crime no Egito e fugiu Para o deserto. Muitas vezes o fracasso, o insucesso, marca a alma das pessoas com um “selo de fracasso”.   *Talvez você viva isso na sua vida sentimental… alguém que te feriu no passado, te traiu, te machucou…  e você se sente incapaz de acreditar que pode ser amado por alguém *Na sua família, um irmão era tratado de forma diferente, ou você algum dia foi injustiçado e penalizado por isso… e você traz isso consigo sempre achando-se a segunda pessoa depois de ninguém.

*Talvez quando criança fosse comparado com outras pessoas e acusado de não ser igual a alguém… ou mesmo por ter visto outras pessoas terem sucesso, fazerem aquilo que você queria fazer mas não conseguiu… então você acha que tem uma vida medíocre e que ninguém se importa com você ou com o que vc faz.

*Na vida espiritual, as vezes isso também acontece… quando de forma repetitiva se comete o mesmo pecado, e quando você pensa que se libertou o inimigo te confunde e te derruba no chão…. Por isso o sentimento de fracasso na vida cristã pode estar dentro do seu coração impedindo que você cresça e dê frutos… Esta marca do fracasso precisa ser arrancada, como Deus fez com Moisés. Você precisa dar ouvidos a voz de Deus, pare de ouvir as vozes das experiências frustradas. Hebreus 3:15  Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração. Acredite na Palavra de Deus.

Em João 21: 1-11 vemos a história dos discípulos Pedro, Tiago e João que após terem fracassado durante toda uma noite de trabalho, resolvem guardar suas redes e retornar a praia, pois naquela noite, nada apanharam.

Mas veja o que diz o texto: 

“4 
 Mas, ao clarear da madrugada, estava Jesus na praia; todavia, os discípulos não reconheceram que era ele. 

5  Perguntou-lhes Jesus: Filhos, tendes aí alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. 

6  Então, lhes disse: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes. 

11  Simão Pedro entrou no barco e arrastou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e, não obstante serem tantos, a rede não se rompeu.” 


A pergunta de Jesus era clara… Ele tinha fome… Ele queria o fruto da pesca. Talvez hoje Jesus esteja perguntando a mesma coisa para você: O que tens para me oferecer? 

Se você olha para si mesmo e não consegue ver nada para apresentar a Deus, Lembre-se que Ele é Deus de milagres, e o mesmo Deus de Moisés, um Deus que capacita e  transforma o fracasso em vitória. O Senhor o recebe como filho e faz com que você se assente na mesa dos príncipes. Hoje é dia de você louvar a Deus pela sua identidade em Cristo. Você é nobre no Senhor. Nem o deserto, nem o buraco da depressão (o buraco onde Gideão estava) é habitat Para você. O Senhor lhe levanta e o faz assentar-se à mesa dos príncipes.

III- CONCLUSÃO ILUSTRAÇÃO: 

O Vôo Um jovem piloto experimentava um monomotor muito frágil, uma daquelas sucatas usadas no tempo da Segunda Guerra, mas que ainda tinha condições de voar… Ao levantar vôo, ouviu um ruído vindo debaixo de seu assento. Era um rato que roía uma das mangueiras que dava sustentação para o avião permanecer nas alturas. Preocupado pensou em retornar ao aeroporto para se livrar de seu incômodo e perigoso passageiro, mas lembrou-se de que devido à altura o rato logo morreria sufocado. Então, voou cada vez mais e mais alto e notou que acabaram os ruídos que estavam colocando em risco sua viagem , conseguindo, assim, fazer uma arrojada aventura ao redor do mundo que era seu grande sonho… MORAL DA HISTÓRIA Se alguém o ameaçar VOE CADA VEZ MAIS ALTO! Se alguém o criticar VOE CADA VEZ MAIS ALTO! Se alguém tentar destruí-lo por inveja VOE CADA VEZ MAIS ALTO!E, por fim, se alguém o injustiçar VOE CADA VEZ MAIS ALTO! Sabe por quê? Os ameaçadores, críticos, invejosos e injustos são iguais aos ratos….. não resistem às grandes alturas! E como conseguir andar em lugares altos?

Lembre-se sempre que se você ficar com medo dos ” ratos” que aparecerem em sua vida isso poderá lhe custar grandes perdas, porém se você confiar no Senhor , a certeza de que sempre você andará em lugares altos, fará com que a sua vida cresça e de lá de cima, onde o Senhor tem te colocado, você verá com amplitude tudo o que Ele tem feito por você e o que deseja ainda mais pra você ! O Senhor te faz andar em lugares altos !!

Pense nisso: O temor do homem armará laços, mas o que confia no SENHOR será posto em alto retiro. Provérbios 29:25 

Os três diferentes tipos de filhos de DEUS?

Os três diferentes tipos de filhos de DEUS? 
 

Quem são os filhos de Deus? O nascimento espiritual faz com que uma pessoa seja um filho de Deus. A Bíblia diz em João 1:12-13 “Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.”

Deus nos oferece a oportunidade de sermos Seus Filhos. A Bíblia diz em 1 João 3:1 “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele.”
Os Cristãos são adotados e fazem parte da família de Deus.

A Bíblia diz em Romanos 8:16 “O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” Gálatas 4:4-5 “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.”

Quem nunca ouviu alguém dizer,"Eu mereço ser feliz ,porque também sou filho de DEUS!". Agora será que realmente todos nós podemos dizer que somos filhos de DEUS ?

E o que a Bíblia, que é a palavra do PAI CELESTIAL nos diz? As Escrituras Sagradas realmente falam a respeito da paternidade universal de DEUS, mas não da forma que muitos alegam.

Na Bíblia vemos três formas de filiação divina,vejamos:

1. Criação: A primeira forma de filiação divina é a criação, exemplo disso são todos os seres humanos, por serem criados conforme a imagem e semelhança de DEUS PAI veja At:17-22,31, e os anjos apesar de não serem criados conforme a imagem e semelhança de DEUS, também são chamados de seus filhos devido o ato da criação, como descrito no livro de Jó capítulo: 1 e verso 6, e capítulo 2 e verso 1 do mesmo livro.
Somos todos filhos de DEUS no sentido de termos a nossa origem em DEUS.

2. Eleição: No que se refere a filiação divina não podemos perder de vista a eleição,ato soberano de DEUS.O povo de Israel é o maior exemplo de eleição divina, pois foi o povo adquirido por DEUS, nação eleita, veja Is:14-1,Is:41-8 e Rm: 9-1,33

3. Adoção: Nesta terceira forma de filiação divina se encontra a mais bela expressão de amor de um DEUS riquíssimo em misericórdia, que nos amou,mesmo estando mortos em ofensas e pecados deu-nos a oportunidade, chance e opção de escolhermos sermos feitos seus filhos por meio da fé em seu Único Filho, que morreu por todos nós na cruz do calvário, Jo:1-12,13 "Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem em seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de DEUS, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de DEUS...".

Neste texto vemos claramente a obra do SENHOR através do seu Espírito em todos os que crêem em JESUS, pois este novo nascimento na qual nos tornamos filhos de DEUS, não é por meio de um processo natural que traz pessoas ao mundo, não do sangue (literalmente sangues), sugerindo a mescla das correntes sanguíneas paterna e materna na procriação, e nem da vontade da carne, que sugere o desejo natural e humano de se ter filhos, muito menos da vontade do varão (palavra usada para marido ou homem), que sugere o desejo especial de se ter descendência que continue o nome da família, mas sim do próprio DEUS na qual nos deu o seu ESPÍRITO SANTO pelo qual clamamos Aba Pai,conforme escrito em Rm:8-15,16..

,b>"Porque não recebestes o espírito de escravidão,para outra vez estardes em temor,mas recebestes o Espírito de adoção de filhos,pelo qual clamamos: Aba Pai!O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de DEUS..."

A adoção divina não se trata de reencarnação ou outras crenças contrárias a palavra de DEUS como dizem alguns por aí,e muito menos é alcançada por méritos humanos,e sim pela fé em JESUS,tratasse de conversão,abandono de velhas práticas pagãs e uma nova vida seguindo e obedecendo á Cristo,é despir-se do velho homem,deixar que ele morra e nasça dentro de si uma nova criatura,veja:2ªCo:5-17 e Ef:4-17,24.

Não basta apenas ter um conhecimento teórico das coisas de DEUS e da sua palavra,e dizermos "eu também sou filho de DEUS",é preciso nascer de novo,foi o que o próprio JESUS disse a Nicodemos,mestre da lei em Israel.(Jo:3-3,7)..."JESUS respondeu,e disse-lhe:Na verdade,na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de DEUS.

Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? JESUS respondeu:Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de DEUS. O que é nascido da carne,é carne, e o que é nascido do Espírito, é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo... "Para termos o direito de sermos feitos filhos de DEUS precisamos nascer do alto, de cima.

A água pode se referir a ênfase de João Batista dada ao arrependimento e purificação do pecado como antecedente necessário, pode-se referir também a Palavra de DEUS, 1ªPe:1-23..."Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de DEUS, viva, e que permanece para sempre..."

O Espírito se refere ao ESPÍRITO SANTO DE DEUS, agente regenerador e transformador, que nos convence do pecado, da justiça e do juízo, Jo:16-8, mostrando-nos a necessidade de mudança e salvação dada somente por JESUS, nosso único mediador entre DEUS e os homens,1ªTm:2-5..."Porque há um só DEUS e um só mediador entre DEUS e os homens, JESUS CRISTO homem..."

"Todo aquele que crê que JESUS é o Cristo, é nascido de DEUS..."1 Jo:5-1, e então será que realmente você pode dizer que é um filho de DEUS, se a resposta for não está mais do que na hora de ser feito filho de DEUS, creia em JESUS e confesse-o como o seu SENHOR, e único e suficiente Salvador desfrutando assim de um relacionamento íntimo com o PAI CELESTIAL, podendo dizer realmente: "eu sou filho de DEUS"...

Deus é Criador de tudo quanto existe. Logo, todos somos e todas as coisas são, criação de Deus. Mas, filho de Deus só é aquele que é gerado pela semente de Deus. Considere comigo: Para que surja um filho, é necessária a união da semente do homem ao óvulo da mulher... a vida de tudo quanto é vivo e que se reproduz está em sua semente...

Na semente de uma laranja está uma laranjeira... na semente de um abacate, está um abacateiro... na semente de um gato, está outro gato... na semente de um homem pecador (porque é isto que somos), está outro pecador!

Deus também tem semente, ela se chama "Palavra de Deus" - lemos isto em Lc 8.11 na Parábola do Semeador: "Este é o significado da parábola: A semente é a palavra de Deus".

Esta semente, a Palavra de Deus, veio ao mundo na forma de homem... logo, a semente de Deus é uma pessoa, ela se chama Jesus, em hebraico é Yehoshua = O Senhor é Salvação!

Então, as palavras de Deus são sementes... nelas está o poder da vida - é por isso que Jesus declarou certa ocasião: "...As palavras que eu lhes disse são espírito e vida" (Jo 6.63).
Mas para que a vida, que está na semente, venha à luz, outro elemento se faz necessário.

As sementes de plantas precisam da terra... as sementes dos animais precisam da fêmea... a semente do homem precisa do óvulo materno... a semente de Deus precisa do Espírito de Deus.

A Bíblia mostra que na criação, Deus falava a palavra no caos e o Espírito cobria a Sua palavra... pois da união entre a Palavra de Deus e o Espírito Santo, tudo veio à luz.

Esse é o método de Deus: da união entre a Palavra e o Espírito, a vida é gerada.

Quando chegou o momento de Jesus vir ao mundo, Deus usou esse método.
Ele enviou Sua palavra a Maria... o arcanjo Gabriel foi portador dessa palavra, ele falou pra Maria: "Darás a luz um Filho... o Santo que de ti há de nascer será chamado Filho de Deus".

Por quê? Porque a semente que o geraria era de Deus, e não do homem... mas como poderia a semente germinar?

O arcanjo explicou pra Maria: "Descerá sobre ti o Espírito Santo e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra" (Lc 1.35).

Foi assim: da união entre a Palavra de Deus e o Espírito Santo, o Filho de Deus foi gerado.

Jesus mesmo declarou: "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito (único), para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).

Agora, Deus passou a ter um filho na terra... mas o plano de Deus é gerar outros filhos.
Por isso, Jesus veio na forma de homem e morreu na cruz... Ele tomou tudo quanto pertence ao homem pecador: nosso pecado, nossa doença, nossa maldição, condenação e morte. Levou tudo com Ele para a cruz.

Na cruz de Jesus, portanto, estava crucificado com Ele, toda a nossa natureza pecaminosa... o nosso castigo caiu sobre Ele... Jesus sofreu o nosso sofrimento, morreu a nossa morte....

E, foi sepultado, porém, daí a três dias, pelo poder do Espírito Santo, Jesus foi ressuscitado, Ele tornou a viver novamente!

E então, algo incrível aconteceu: Depois da ressurreição de Jesus, Ele não é mais chamado unigênito (único), mas primogênito (isto é, primeiro - Hb 1.6).
Porque agora Ele se tornou cabeça de uma nova raça: os filhos de Deus!

Jesus é a semente de Deus... Ele tem a vida de Deus!

E desde que Jesus Se encontrou com os discípulos, após a ressurreição, e soprou sobre eles o Espírito Santo, Jesus o Filho de Deus - tem se reproduzido em outros filhos para Deus. Aleluia!

Por isso, hoje, a questão mais importante para a vida é esta: Você já é um deles? ...você pode afirmar com certeza que é um filho de Deus?
Porque não é suficiente que você responda: "Bem, meus pais são cristãos, eles são crentes desde que eu nasci... então, eu sou cristão...". Não!

Não é suficiente que você responda: "Eu pertenço a uma igreja... eu evangelizo... dou o dízimo... então, suponho que sou um filho de Deus!" Não!

A Bíblia mostra quais são os sinais, quais são as características das pessoas que se tornaram filhas de Deus. Você gostaria de conhecer as características de alguém que se tornou filho de Deus?

Utilizando a Primeira Carta de João, posso mostrar pra você, quais são as marcas características dos que são filhos de Deus.

A. O FILHO DE DEUS É ALGUÉM QUE NÃO COMETE O PECADO COMO UM HÁBITO

(Jo 5.18): "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado...". ..outra versão da Bíblia traz: "Sabemos que os filhos de Deus não continuam pecando...".

A pessoa que se tornou filha de Deus, ela não comete o pecado como um hábito... ela não peca mais com o seu coração, ela não peca mais com a sua vontade, como fazem as pessoas que ainda não foram transformadas em filhos de Deus.

Havia um tempo na vida dessa pessoa em que ela não se preocupava se suas atitudes eram pecaminosas ou não... se eram más ou não... havia um tempo em que ela não se entristecia depois de fazer o mal, depois de cometer o pecado... porque ela e o mal, ela e o pecado, eram amigos!

Mas agora, porque se tornou filho de Deus, essa pessoa odeia o pecado, ela foge do pecado, ela luta contra o pecado... pra ela, o pecado passou a ser uma praga, e ela se entristece na presença do pecado, e lamenta quando comete pecado, e por causa disso tudo, o que ela mais deseja é se libertar do pecado.

Resumindo, para alguém que se tornou filho de Deus, o pecado não causa mais nenhum prazer, nenhuma satisfação.

O pecado, para o filho de Deus, se tornou uma coisa detestável... ele não pode evitar a presença do pecado, mas pode afirmar com sinceridade que odeia o pecado e que o grande desejo da sua vida é não pecar mais, é não pecar de maneira alguma.

Esta é a característica daquele que se tornou filho de Deus... O que acabei de mostrar, aplica-se à sua vida? Você é filho de Deus?

B. O FILHO DE DEUS É ALGUÉM QUE CRÊ QUE JESUS É O ÚNICO SALVADOR

Em Jo 5.1, lemos isto: "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus...".
Uma pessoa nascida de novo, ou seja, que passou pela experiência de se tornar filha de Deus, ela crê que Jesus Cristo é o bendito Filho de Deus, enviado ao mundo para salvar e que, além dEle, não existe outro Salvador para a sua alma.

Isso significa que o que se tornou filho de Deus, é uma pessoa que não vê nada em si mesmo, exceto indignidade, ela se vê injusta para com Deus, se vê impura, imunda em seus pecados...

Mas ela crê que, por causa da morte de Jesus na cruz, está considerada justa aos olhos de Deus e que pode aguardar a morte e o juízo final sem ficar alarmada, sem ficar amedrontada.

Essa pessoa, que se tornou filha de Deus, ela pode ter suas dúvidas e temores, mas se você perguntar pra ela se suas esperanças de viver no céu após a morte, estão baseadas em sua própria bondade, em suas realizações, em suas orações, em sua igreja... observe o que ela irá responder.

Pergunte à alguém que se tornou filho de Deus, se ele irá abandonar Jesus e colocar a sua confiança em santos como Pedro, João, Maria ou anjos como Gabriel, Miguel...

Essa pessoa responderá que, embora esteja realmente se sentindo fraca e má, ela não desistirá de Jesus em troca de todo este mundo... ela dirá que em Jesus tem encontrado preciosidade e doçura para sua alma, uma preciosidade e doçura que não pode ser encontrada em nenhuma outra pessoa, e que, portanto, ela tem é que se apegar mesmo somente a Jesus.

Apresentei para você esta segunda característica de alguém que é filho de Deus.
O que o apóstolo João falou aplica-se à sua vida? ...você é filho de Deus?

C. O FILHO DE DEUS É ALGUÉM QUE VIVE EM SANTIDADE

Lemos sobre isto em 1Jo 2.29: "Já que vocês sabem que Cristo sempre fez o que é certo, devem saber também que quem faz o que é certo é filho de Deus".
A pessoa nascida de novo, ou seja, que passou pela experiência de se tornar filha de Deus, é alguém que vive em santidade... é alguém que se esforça em viver de acordo com a vontade de Deus... é alguém que se esforça em praticar aquilo que agrada a Deus e que faz tudo para evitar aquilo que Deus não gosta.

Aquele que se tornou filho de Deus deseja estar continuamente olhando para Jesus, tomando-O como seu exemplo, e demonstra ser amigo dEle, fazendo aquilo que Ele manda.

Aliás, Jesus mesmo declarou aos discípulos (Jo 15.14): "Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando".

Sem dúvida, neste mundo, a pessoa que se tornou filha de Deus, ela não é perfeita... ela mesma dirá isso, mais rápido do que qualquer outra pessoa.
Ela olha para o seu íntimo e encontra o mau que constantemente luta contra ela, procurando afastá-la da presença de Deus.

Mas essa pessoa, porque se tornou um filho de Deus, ela não concorda com o mau... e embora não possa evitar sua presença, ela luta contra ele...

Então, apesar de todas as suas falhas, conforme lemos aqui, o que ela quer é a santidade... ela quer a vida pura, a vida santa... fazer aquilo que é certo.

Embora, muitas vezes, aquele que é filho de Deus, se sinta abatido por causa de sua natureza má, ele sempre será capaz de afirmar como John Newton, no passado: "Não sou o que deveria ser; não sou o que espero ser no mundo por vir, mas, apesar disso, não sou mais o que costumava ser e, pela graça de Deus, sou o que sou".

Apresentei esta terceira característica do filho de Deus. O que o apóstolo João falou aplica-se à sua vida? Você é filho de Deus?

D. O FILHO DE DEUS É ALGUÉM QUE TEM UM AMOR ESPECIAL POR TODOS OS QUE TAMBÉM OBEDECEM À JESUS

Isto o apóstolo João escreveu em 1Jo 3.14: "Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos".
A pessoa nascida de novo, ou seja, que passou pela experiência de se tornar filha de Deus, ela tem um amor especial por todos os discípulos de Jesus.

Assim como o seu Pai que está no céu, essa pessoa ama todos os outros com um grande amor geral, mas ela possui um amor especial por aqueles que experimentaram o mesmo que ela.

A maior sensação dos filhos de Deus é estarem juntos, adorando a Deus juntos, ceando juntos, congregando juntos...

Ela percebe que tais pessoas, assim como ela, são membros da mesma família... soldados do mesmo exército... companheiros da mesma jornada...

Talvez, sejam diferentes em vários aspectos: nacionalidade, posição social e bens... mas ela diz: "O que importa? Somos o povo do Senhor Jesus Cristo. Somos filhos e filhas de Deus!"

Portanto, aquele que é filho de Deus não pode deixar de amar tais pessoas num nível especial.

Eis aí, apresentei esta característica daquele que se tornou filho de Deus.
O que o apóstolo João falou aplica-se à sua vida? Você é filho de Deus?

E. O FILHO DE DEUS É ALGUÉM QUE NÃO FAZ DA OPINIÃO DO MUNDO O SEU PADRÃO DO QUE É CERTO OU ERRADO

O apóstolo João escreveu em 1Jo 5.4: "O que é nascido de Deus vence o mundo...".

Uma pessoa nascida de Deus, ou seja, que passou pela experiência de se tornar filha de Deus, ela não torna a opinião do mundo seu padrão do que é certo ou errado... ela não se preocupa em andar na direção contrária às opiniões e costumes do mundo.
O apóstolo João escreveu: O filho de Deus vence o mundo... O mundo pode zombar dele, mas ele não se abala... o mundo pode caçoar dele, porém, ele não desanima.

Agradar o mundo é a coisa menos importante para a pessoa nascida de Deus... ela não faz o que todo mundo faz... ela não se tatua, não se embriaga nem se empanturra como o mundo... o seu grande objetivo é agradar a Deus.

Eis aí, mais esta característica do filho de Deus.
O que apóstolo João falou aplica-se à sua vida? Você é filho de Deus?

F. O FILHO DE DEUS É ALGUÉM QUE É MUITO CUIDADOSO A RESPEITO DE SUA PRÓPRIA ALMA

Está escrito em 1Jo 5.18: "...o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo".
Uma pessoa nascida de Deus, ou seja, que passou pela experiência de se tornar filha de Deus, é muito cuidadosa a respeito de sua própria alma...

Ela se esforça não somente para manter-se limpa do pecado, mas também de tudo que possa induzi-la a praticar o pecado - nesse v.18 também lemos: "Sabemos que os filhos de Deus não continuam pecando...".

Aquele que é filho de Deus é cuidadoso a respeito de suas companhias... é alguém que sente que as más conversas corrompem o coração e que é mais fácil apegar-se ao mal do que ao bem.

Por isso, a pessoa que se tornou filha de Deus é cuidadosa a respeito das de suas companhias... Para ela, não basta que as pessoas sejam bondosas, amáveis e moderadas... tudo isso é bom, mas tais pessoas abençoarão a sua alma?

O apóstolo João escreveu: "...o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo".
A pessoa que se tornou filha de Deus é cuidadosa a respeito de seus hábitos e de seu comportamento...

Ela procura estar lembrada de que o coração é enganoso, que o mundo é mau e que o diabo se esforça em dar-lhe uma rasteira...

Então, ela se mantém vigilante, ela se mantém atenta... faz oração, lê a Bíblia... zela por sua própria alma.

Eis aí, apresentei pra você esta característica daquele que é filho de Deus.
O que o apóstolo João falou aplica-se à sua vida? ...você é filho de Deus?

O apóstolo João escreveu essa carta da Bíblia, para mostrar como é uma pessoa nascida de Deus:

Ela não vive na prática do pecado

Ela crê que Jesus é o Salvador

Ela pratica a justiça

Ela ama seus irmãos

Ela vence o mundo, e

Ela conserva-se pura.

Agora, o que vamos dizer diante destas coisas?

Eu posso chegar somente a uma conclusão: somente são filhos de Deus as pessoas que manifestam essas seis características.

Se você ainda não é filho de Deus entregue a tua vida nas mãos do Senhor e Ele irá te receber e adotá-lo como seu filho e assim você será um herdeiro dos céus para todo o sempre, em nome de Jesus, amém!