domingo, 18 de março de 2018

DÍZIMO: MAIS QUE UMA QUESTÃO DE FÉ, UM ATO DE AMOR

DÍZIMO: MAIS QUE UMA QUESTÃO DE FÉ, UM ATO DE AMOR

Antes de qualquer consideração sobre a contribuição financeira para a obra de Deus, é importante ter em mente que quaisquer ofertas, dízimos ou outro tipo de contribuição devem ter como motivação o amor, e não a barganha. Muitos, geralmente com más intenções, têm coagido o povo de Deus a dar o que têm e o que não têm, mediante chantagem emocional e constrangimentos.

Ofertar livremente ou contribuir com o dízimo (10% dos rendimentos) são práticas cristãs históricas, ligadas a mandamentos e a princípios contidos nos dois Testamentos (Malaquias 3:8-10; Mateus 23:23; 2 Coríntios 9:6-15). Mas elas são também voluntárias, e não compulsórias. Deus, como Supremo Arquiteto, criou o Tabernáculo, mas a obra-prima para as suas formação e feitura estava com o povo. 

Moisés não precisou propor desafios de semeadura, pois "...veio todo homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o impeliu, e trouxeram a oferta alçada ao Senhor" (Êxodo 35:21; grifos meus).

Tudo o que temos, nesta vida, pertence ao Senhor (Êxodo 13:2; 1 Coríntios 4:7; Tiago 1:17; Salmo 24:1), inclusive o dinheiro (Ageu 2:8,9). A Ele pertence não apenas 10% do que possuímos, e sim tudo (100%). Nesse caso, o Senhor permite que nós administremos o que nos tem dado, como bons despenseiros ou mordomos (1 Coríntios 4:1; 6:19,20). E devemos destinar uma parte de nossa renda à sua obra. Uns dão mais, outros menos, conforme cada um se move, voluntariamente, "segundo propôs no seu coração" (2 Co 9:7). 

Conquanto não devamos contribuir por obrigação, e sim espontaneamente (Êx 25:2; Ml 3:8-10), isso não quer dizer que tenhamos o direito de não contribuir com dízimos e ofertas para a obra do Senhor. A motivação da evangelização, por exemplo, deve ser o amor (Romanos 10:1; Judas 23). Ao mesmo tempo, ela é uma obrigação dos cristãos (Ezequiel 33:8; 1 Co 9:16). Quanto ao dízimo — que não é uma prática restrita ao Antigo Testamento, como muitos pensam —, deve ser entregue, a priori, por amor, em retribuição a tudo que temos recebido do Senhor. Mas temos, também, a obrigação, o dever, de contribuir para a obra do Senhor no que tange às nossas responsabilidades com o sustento e a manutenção de Sua obra.

Lei ou graça? 


Alguns oponentes do dízimo alegam que ele se refere exclusivamente a Israel, haja vista o sustento aos levitas, que serviam no Templo. Segundo os tais, com a inauguração da Nova Aliança, depois do brado na cruz (João 19:30), o dízimo teria sido anulado juntamente com a lei mosaica (Hebreu 9:16,17). Ora, assim como no Templo, na Antiga Aliança, os levitas precisavam do dízimo e das ofertas alçadas para manterem o lugar de culto ao Senhor, os templos de hoje (e a obra de Deus, de maneira geral), a exemplo daquele, precisam de recursos para a sua manutenção. 

Os que supõem estar a prática do dízimo restrita ao Antigo Testamento precisam entender que a natureza e os fundamentos do culto não mudaram. [...] O dízimo levítico pertencia à ordem de Arão, que era transitória. Todavia, o dízimo cristão pertence à ordem de Melquisedeque [...] Paulo faz referência ao dízimo levítico para extrair dele o princípio de que o obreiro é digno do seu salário (1 Co 9:9-14; Levíticos 6:16,26; Deuteronômio 18:1). Se o apóstolo não reconhecesse a legitimidade da prática do dízimo, jamais teria usado esses textos do Antigo Testamento.

Nos tempos de Jesus...


O Senhor Jesus inaugurou o tempo da graça (Jo 1.17), mas isso não significa que Ele "jogou fora" ou aboliu tudo o que foi dado a Moisés, nos tempos veterotestamentários. A obra vicária do Senhor foi eficaz no que tange a não mais dependermos da lei mosaica quanto à salvação da nossa alma, a qual se dá mediante a graça de Deus, pela fé (Efésios 2:8-10; Tito 2:11). Entretanto, boa parte dos mandamentos dados a Moisés são atemporais e aplicam-se à Igreja do Senhor (cf. Mateus 5-7). 

Muitos defendem a total anulação do dízimo no tempo da graça, alegando que estamos libertos da lei mosaica. Mas quais são as implicações de sua observância quanto à salvação pela graça de Deus? É pecaminoso contribuir com 10% dos rendimentos para a obra do Senhor? O ato de entregar o dízimo na igreja local implica crer que a salvação é pelas obras, e não pela graça? É óbvio que não! 

Outros alegam que o Novo Testamente fala muito pouco — quase nada — acerca do dízimo. De fato, não há muita ênfase direta ao dízimo nas páginas neotestamentárias. Por outro lado, não existe uma passagem sequer desaprovando essa forma de contribuição. Mas observe que o Senhor Jesus referiu-se ao dízimo como sendo um dever, ao dizer aos fariseus: 
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas" (Mt 23:23). 
Não preciso aprofundamento exegético para ver que a prática do dízimo era sim comum nos dias de Jesus (fato refutado por muitos os que a questionam). 

O que está registrado em Mateus 23.23 já seria suficiente para nos fazer crer que a prática do dízimo é neotestamentária, apesar de os seus destinatários terem sido os fariseus. A passagem de Mateus 23.13-33 também apresenta princípios e mandamentos universais, aplicáveis à igreja hodierna. Por exemplo, no versículo 28 está escrito: 
"...exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e iniquidade".
Não temos aqui o ensinamento de que não devemos ser hipócritas? Essa verdade aplica-se a todos. 

Indubitavelmente, ao lermos Mateus 23:23, estamos diante de uma grande verdade para os dias atuais. Qual? A verdade de que devemos, ao contrário dos fariseus, ser justos, misericordiosos, bem como ter fé e contribuir para a obra de Deus, em retribuição a tudo que dEle temos recebido. Nesse caso, o dízimo, que é uma instituição para manutenção da obra de Deus, pode sim ser baseado na passagem em apreço e em outras correlatas (Hb 7:1-10 com Romanos 4:11,12,16; Gálatas 3:9; Jo 8:39), inclusive as que não contenham, propriamente, a palavra "dízimo" (cf. At 4:32; 2 Co 8:1-9; 9:6; Filipenses 4:10-19). 

Muitos argumentam que Jesus falou do dízimo antes da inauguração da Igreja e que os apóstolos nada falaram acerca dessa prática. Ora, há muitos mandamentos da parte de nosso Senhor que foram transmitidos antes de a Igreja ter sido inaugurada no dia de Pentecostes. Ou abriremos mão das grandes verdades contidas em passagens como Mateus 5 a 9 e João 14 a 17, em razão de o Senhor as ter apresentado antes de sua obra expiatória? Se não podemos receber como verdade neotestamentária o que o Senhor disse antes de a Igreja ter sido inaugurada (Atos 2), isto é, antes de sua morte e ressurreição, em quê a igreja de Atos dos Apóstolos baseava os seus ensinamentos? 

O fato de um crente ser dizimista, em gratidão e amor a Deus e pensando no bem da sua obra, não deve, de modo algum, ser confundido com a prática da barganha. Contribuir para a obra do Senhor não é buscar riquezas nem deixar de se acomodar às coisas humildes. Mas o Senhor, sem dúvida, abençoa a quem contribui generosamente para a sua obra (2 Co 9:6-15). E isso não deve ser confundido com a barganha da teologia da prosperidade, condenada pelas Escrituras (2 Pedro 2:3; 2 Co 2:17). 

No Novo Testamento, vemos que o princípio veterotestamentário de que o trabalhador é digno de seu alimento (ou salário) é aplicado aos servos do Senhor (Mt 10:10; Lc 10:7; 1 Co 9:7-14; 1 Tm 5:17,18). Por quê? Porque a graça não anula todos os princípios e mandamentos divinos contidos na lei mosaica. E o dízimo pode, perfeitamente, ser visto como uma prática atemporal, que visa à manutenção da obra de Deus pelos seus servos. Uma análise do assunto, sem preconceito, não deixa dúvidas quanto à atemporalidade do dízimo, que antecede o período da lei mosaica (Gn 14:20) e é mencionado no Novo Testamento, direta e indiretamente (Mt 23:23; Lc 11:42; Hb 7:4-10). 

Conclusão


É fato que existem pessoas corruptas na liderança de muitas igrejas. Homens e mulheres que se aproveitam da boa fé dos fieis em benefício próprio. Mas e daí? Permitiremos que nossas convicções sejam baseadas em pessoas com desvios de conduta moral e espiritual? Não e não! Na comunidade em que pertenço é ensinado e entendido que sendo você dizimista ou não as bênçãos do Senhor estão garantidas. 

Lá não existem ameaças de pragas de gafanhotos migradores e nem de nenhum outro tipo de inseto. Também não há nenhuma condenação para quem não queira ou não possa dizimar. Somos livres e conscientes em Cristo, por uma ação do Espírito Santo de quais são os nossos compromissos e responsabilidades com a Obra de Deus. Nos sentimos privilegiados por podermos ser participantes financeiros ativos na manutenção da Igreja. A consequência disso são bênçãos indizíveis. É lei da semeadura e da colheita. Da ação e reação.

Graças a Deus, nem todos os crentes foram influenciados pela perigosa conduta de demonizar o dízimo, atrelando-o à tentativa de salvar-se pelas obras da lei. Caso contrário, algumas igrejas já teriam fechado as portas, haja vista ser tal prática necessária para a manutenção da obra do Senhor na terra, assim como o era nos tempos do Antigo Testamento (Ml 3:10).

sexta-feira, 2 de março de 2018

A procura dos verdadeiros adoradores (Jo 4.24).

A procura dos verdadeiros adoradores (Jo 4.24). 
 
(Jo 4.24).

INTRODUÇÃO: A palavra “ADORAÇÃO” tem sua origem no termo hebraico “SHACHAH” , que traduzida, literalmente significa “PROSTRAR-SE”; nela está implícito o sentido de (reconhecer o valor de:) Adoração pois a Deus é o reconhecimento da sua glória, soberania, senhorio e majestade; não só em palavras, mas em atitudes, procedimentos e comportamento. Em (Ap 4.10,11) encontramos a expressão básica que revela o verdadeiro significado do que é adoração.

OS 5 ELEMENTOS BÁSICOS DA VERDADEIRA ADORAÇAO: As características do verdadeiro adorador.

1-CONSCIÊNCIA: Adoração verdadeira é um ato consciente, isto implica conhecimento (Jo 4.22) Nós adoramos o que sabemos... (Rm 12.1,2) Culto racional... A verdadeira adoração envolve mais do que emoção, envolve a razão, o verdadeiro adorador não é inconstante e nem volúvel “adora hoje e amanhã quer deixar de ser crente”

2-REVERENCIA: A verdadeira adoração não pode ser irreverente (Sl 89.7) Ver: (Ml 1.6) Senhor e Pai...; (Ec 5.1) Guarda o teu pé...;(Ex 3.5) Tira as sandalhas dos teus ...

3-FÉ: A fé é um elemento indispensável na verdadeira adoração (Hb 11.6) Sem fé é impossível agradar a Deus... Vejamos alguns exemplos:

3-1 – O exemplo de Abraão: (Gn 22.5) “Aqui encontramos a primeira referência bíblica acerca da adoração”. A atitude de fé de Abraão aparece no fato de ele Ter dito: “...eu e o moço subiremos ali...e havendo adorado tornaremos a vós” A fé nos faz acreditar de forma incondicional nas promessas de Deus (Gn 21.12; Hb 11.17,18).

3-2 – O exemplo da mulher cananéia: (Mt 15.21-28) Pela fé ela consegue transpor todas as barreiras e adorar ao Senhor, vencendo assim a resistência de Deus.
a) – A barreira do silêncio (v 23a)...não lhe respondeu palavras;
b) – A barreira da indiferença (v 23b)...despede-a que vem correndo atrás de nós;
c) – A barreira do preconceito racial (24a) Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel – Ela adorou e disse: Senhor socorre-me. (v 25);
d) – A barreira da humilhação (v 26) ...pão dos filhos aos cachorrinhos.

3-3 – O exemplo de Jó: (Jó 1.20,21) Quando tudo lhe parecia perdido, seu mundo havia desmoronado, perdera tudo, mesmo assim ele rasga o seu manto, raspa sua cabeça, lança-se em terra (símbolo de humilhação) e adorou ao Senhor e disse: Nu sai do ventre...

Nota: Encontramos em Jó um dos maiores exemplos de adoração sincera e verdadeira, desprovida de qualquer interesse pessoal.

3-3-1-O diabo havia acusado Deus de suborno: (Jó 1.9,10) Tu o enchestes de bens...

3-3-2-Acusou a Jó de interesseiro: (Jó 1.11) Ele só te serve por interesse; “estende a tua mão e toca-lhe em tudo o que tens e verás se não blasfemas de ti na tua face”

3-4 – O exemplo de Habacuque: (Hc 3.17,18) O adorador incondicional “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, o produto da oliveira minta, os campos não produzam mantimentos, as ovelhas... e nos currais não...todavia eu me alegrarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação”.

Obs. Há uma nova geração de crentes hoje que são “Pseudo adoradores”. Fazem de Deus o seu objeto de consumo, um meio para os seus fins. Os verdadeiros adoradores adoram a Deus pelo que Ele é, não pelo que Ele tem; Deus procura os tais adoradores.

3-5 - E exemplo de Jó: (Jó 1.20-22) Jó provou que a sua adoração a Deus era incondicional, não dependia de circunstâncias, adorava a Deus pelo que Ele era, é e sempre será, sua adoração não era fruto do interesse pessoal, mesquinho e materialista “O Senhor deu, o Senhor tomou, bendito seja...” O mesmo se pode dizer de Habacuque.

4-OBEDIÊNCIA: A verdadeira adoração está intimamente ligada à obediência (Gn 22.3) Abraão não questiona com Deus, simplesmente obedece.

4-1-O verdadeiro adorador não pode ser desobediente: Ninguém pode oferecer a Deus verdadeira adoração se não vive em obediência: cantam, pulam, choram, gritam, porém, não obedecem.

5-DOAÇÃO, DISPOSIÇÃO PARA DAR: Na verdadeira adoração envolve o ato de dar; o verdadeiro adorador não pode ser egoísta, mesquinho ou avarento. Veja os exemplos a seguir:

5-1-Abraão ofereceu Isaque: (Gn 22.9,10).

5-2-O reis magos ofereceram ouro, incenso e mirra: (Mt 2.2,11).

5-3-O salmista trazia suas oferendas para tributar a glória devida a seu nome: (Sl 96.7-9). Adorar a Deus é dever de todo homem.

5-4-Salomão honrava ao Senhor com as primícias da sua renda: (Pv 3.9,10)

5-5-Deus disse a Moisés que ninguém deveria apresentar-se diante Dele vazio: (Ex 23.15).

Obs. O que dizer do crente que diz que adora a Deus e não tem coragem de trazer o seu dízimo na casa do Senhor, não tem coragem de ofertar ao Senhor? Tem gente que só quer receber! O verdadeiro adorador sempre tem algo para oferecer.

CONCLUSÃO: Deus está procurando os verdadeiros adoradores; Que tipo de adorador você é?
Adorador condicional? Aquele que depende das circunstâncias.

Adorador negociador e interesseiro? Só adora em troca de benefícios pessoais.

Adorador egoísta, mesquinho e avarento? Só quer receber, nunca tem nada para oferecer. 

MEDINDO OS ADORADORES

MEDINDO OS ADORADORES 

(Apocalipses 11.1)

E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram.

Preâmbulo: Não foi nada fácil à missão que João recebe de medir no livro de Apocalipses, duas medidas eram de objetos e uma de seres humanos, pessoas adoradores. Por certo os objetos são mais fáceis de medir, não se opõem como os adoradores, que são volúveis, mutável, instável, manhoso, cheio de vontade.

I - A SIMETRIA DO CÉU
1.    As medidas espirituais: Temos vários textos na Bíblia onde se nos apresenta seres espirituais. A Nova Jesuralém é medida e sabemos o seu tamanho 12 mil estádios. (1 estádio = 185 m.) 2.220 Km.(Ap 21.16) Jornada de um sábado (888 m.) (Nm 35.5)
2.    Os tipos de medidas: A Cana de medir, essa vara media aproximadamente 2.70 m. e o Cordel, uma medida para grandes distancias. Em Ezequiel foi medido 4 vezes de 1.000 côvados = 500 m.
3.    Deus é um Deus de ordem: A coisa que mais Deus se agrada não é de lagrimas, sacrifícios, ofertas, mas de ordem. O Tabernáculo tinha muitas ordens e posições. A Arca de Noé também. No Alfabeto hebraico, ordem e prioridade.
4.    Anjo medidor: Falamos de anjos e fica uma imagem preconcebida de um vulto branco de asas, só adorando, mas eles são mais que isso, cumpre certas funções. Em Ezequiel encontramos um anjo medidor, mensor, que mede. Conhece um agrimensor? (Ez 40.3) E, havendo-me levado ali, eis que um homem cuja aparência era como a do bronze, tendo um cordel de linho na sua mão e uma cana de medir, e estava em pé na porta.
5.    As medidas em Ezequiel: Os últimos capítulos de Ezequiel 40 a 48 estão cheio de medidas exaustivas (chega ser cansativa sua leitura) Ezequiel mostra três medidas ideais. Ocupa 4 capítulos para dar a descrição do Templo Ideal (40-43), 4 capítulos para medir o Culto Ideal (43-46) e 2 capítulos para a Nação Ideal (46-48).
6.    Anjo medindo a cidade: (Ap 21.15) E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro, para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro.

II – A SEMETRIA DO ADORADOR IDEAL
1.    Não são medidas físicas: As medidas físicas variam de uma para outra: altura, peso, manequim (90 – 60 – 90) A altura media vai de 1.65 a 1.80 m. O peso médio vai de 55 a 95 Kg. (não estou falando de medida e peso ideal).
2.    Medindo os templos: A medida não esta ligada a estrutura, à superfície quadrada e ao valor monetário ligado a santuários. A bitola popular mais usada na avaliação de templos é esta: sua grandeza material - como se grande, alto, requintado e antigo fossem sinônimos de autenticidade espiritual.
3.    As medidas de um adorador ideal são espirituais: As medidas de um adorador não é pelas suas silhuetas externas. As medidas mais vistosas são da humildade, da perseverança, da fé, do animo, da coragem, da fidelidade, do serviço.
4.    Pessoas que podemos conhecer suas medidas na Bíblia negativamente: Golias não só é gigante no físico, seu gigantismo é visível na sua soberba. Belsazar o ultimo rei do império Babilônico, foi achado em falta no seu peso, sua justiça não alcançou a gama ideal (Dn 5.27). O rei moabita Eglom o mais obeso de todos e o mais opressor de todos (18 anos) (Jz 3.17) A altura de Saul é a mesma da sua estultícia. (Tolo, néscio, imbecil, insensato, inepto; estúpido).
5.    Pessoas que podemos conhecer suas medidas na Bíblia positivamente: A grandeza de João Batista, se mede na sua humildade. A altura de Zaqueo se mede na sua disposição. A grandeza de Maria se mede na altura dos pés de Jesus.
6.    A vara é a Palavra de Deus: É a única medida possível de revelar a largura, altura e profundidade dos adoradores. A Vara é sondável, penetra, revela, descobre.

III – NÃO CUMPREM AS MEDIDAS DE ADORADORES
1.    Os anões estão fora do rango: Um anão não podia ser sacerdote (Lv 21.20) Anão envelhece, mas não cresce.
2.    Olhos grandes esta fora do rango: Que se abriram muito os olhos, o mais importante é ter os ouvidos abertos.
3.    Jactância esta fora do rango: Pessoas que acostumam gabar-se, se auto elogiar, é um tipo vaidoso, chegam a exagerar seus atos. Sempre conta quanto tempo hora e quantos dias jejuam na semana. É o fariseu que fez isso. (Lc 18.12) Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
4.    A estatura de Cristo: (Ef 4.13) Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.

A missão dos anjos

A missão dos anjos 

1 - ANJOS - A palavra "anjo" (hb. Malak; gr. Angelos) significa "mensageiros". Os anjos são mensageiros ou servidores celestiais de Deus (Hb 1:13,14), criados por Deus antes de existir a terra (Jó 38:4?7; Sl 148:2,5; Cl 1:16). No Apocalipse os anjos são descritos como mensageiros de Deus, questionadores da verdade, libertadores de forças espirituais, guerreiros, portadores de oráculos, guardadores de cidade, soldados nas batalhas espirituais, anunciadores de juízo e adoradores incessantes na presença de Deus. 1.1 -

AS ANJOS CAÍDOS - A Bíblia fala em anjos bons e em anjos maus, embora ressalte que todos os anjos foram originalmente criados bons e santos (Gn 1:31). Tendo livre?arbítrio, numerosos anjos participaram da rebelião de Satanás (Ez 28:12?17;11 Pe 2:4; Jd 6; Ap 12:9 ) e abandonaram o seu estado original de graça como servos de Deus, e assim perderam o direito à sua posição celestial Satanás na sua rebelião contra Deus arrastou consigo uma grande multidão de anjos das ordens inferiores (Ap 12:4) que talvez possam ser identificados (após a sua queda) com os "principados", "potestades", "dominadores deste mundo tenebroso" e "forças espirituais do mal", conforme escreveu o apóstolo São Paulo no capítulo 6 de sua epistola aos Efésios. Satanás e muitos desses anjos inferiores decaídos foram banidos para a terra e a sua atmosfera circulante, onde operam limitados segundo a vontade de Deus Hoje, parte deles se acha presa em algemas eternas (II Pedro 2:4; Jd 6), aguardando o juízo do grande dia, enquanto que a outra parte habita as regiões celestes (Ef 6:12), e agem revelando constantemente sua inimizade contra Deus (Ap 12:7), e procuram a destruição do homem, causam-lhes males na alma (Jo 13:27; At 5:3; Ef 2:2,3), no corpo (Lc 13:11?16) e em suas possessões terrenas (Jó 1:12; Mt 8:3I,32I). A fúria dos anjos maus também está especialmente dirigida contra a Igreja de Cristo, portanto: a)continuamente procuram destruí-la por suas investidas em geral (Mt 16:18); b) tentam impedir os ouvintes de que aceitem os favores do Evangelho (Lc 8:12); c) disseminam doutrinas errôneas (Mt 13:25; I Tm 4:1), d) incitam a perseguição ao reino de Cristo (Ap 12:7). Contudo, diz a Bíblia que todos eles serão julgados (II Pe 2:4; Jd 6 ), e lançados no lago de fogo juntamente com Satanás (Mt 25:41; Ap 20:10,14 ), de onde jamais sairão. Nota - lendo Apocalipse 9, podemos ver que esses anjos e espíritos maus que estão no inferno, presos em algemas eternas, terão uma permissão breve para saírem do inferno e somarem esforços com Satanás na terra no período da Grande Tribulação. Eles terão a forma estranha de gafanhotos. São uma espécie de querubins do inferno, em todos os sentidos contrários aos seres vivos que estão diante do trono, no céu.

1.1.1 - OS ANJOS CAÍDOS OPÕEM-SE AOS SALVOS Depoimento Bíblico "A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes." (Ef 6:12) O cristão está envolvido numa guerra de proporções inigualáveis, pois tem contra si uma força só superada pela força dos exércitos de Deus. Foi assim com os homens de Deus nos dias bíblicos, é hoje e continuará sendo até o arrebatamento da Igreja de Cristo. A oposição dos anjos de Satanás aos salvos manifesta-se de diferentes maneiras como podemos ver em seguida. a) Através de pessoas ímpias "Ele disse: Ide, e vede onde ele está, para que mande prende-lo. Foi-lhe dito: Eis que está em Dotã. Então enviou para lá cavalos, carros e fortes tropas; chegaram de noite e cercaram a cidade. Tendo-se levantado muito cedo o moço do homem de Deus e saído, eis que tropas, cavalos e carros haviam cercado a cidade; então o seu moço lhe disse: Ai! meu senhor! que faremos? Ele respondeu: Não temas: porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. (II Rs 6: 13-16) Nesta passagem Eliseu estava certo que os exércitos sírios, que vinham para prendê-lo, não estavam só; eles tinham a ajuda e o estímulo dos anjos de Satanás, pelo que Deus enviou os seus anjos em livramento do seu servo. "O Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu" (II Rs 6:17 ). b) Opõem-se as orações dos santos "Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia." (Dn 10:13) Dessa maneira o "príncipe" e "os reis da Pérsia" (referente aos anjos caídos que habitam as regiões celestes), lutaram por vinte e um dias para impedir a passagem do mensageiro do Senhor a Daniel. Podemos imaginar a força que esses agentes de Satanás possuem, não só para tentar impedir que as nossas orações subam até Deus, mas também para impedir que cheguem até nós as respostas de Deus às nossas orações. A oposição dos anjos maus aos crentes pode manifestar-se também por meio de diferentes tipos de tribulações e tentações, obstáculos à pregação do Evangelho, etc. Porém, é bom relembrar que, em todos os casos, esses anjos, ainda que agentes de Satanás, não podem ir além dos limites traçados pela permissão divina

1.1.2 - PODEROSOS, MAS TÃO TODO-PODEROSOS - Os anjos maus são poderosos, mas não todo-poderosos. "Maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. " (I Jo 4:4). Nem toda a força de Satanás, somada às forças de suas hostes, pode igualar-se à força espiritual que Deus põe à disposição de seus filhos. Diante do pavor de Geazi por causa do grande número de soldados do exército sírio que cercava Samaria, respondeu o profeta Elizeu: "... mais são os que estão conosco do que estão com eles." (II Re 6:16) No capítulo 1 de Efésios lemos que Deus ressuscitou a Jesus Cristo e o fez "sentar á direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestades, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro e por todas as coisas debaixo dos seus pés... " ( vv. 20-22 ). Lemos ainda em Efésios 2:6,7: "... e juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça em bondade para conosco, em Cristo Jesus ". Agora, compare estas duas passagens com Efésios 6:12, e veja que, se Cristo tem os principados, potestades e demais anjos maus sob seus pés, e se a Igreja está assentada com Cristo, e se fazemos parte da Igreja de Cristo, conclui-se que temos todas as forças do mal sob nossos pés. Não por aquilo que somos em nós mesmos, mas pela posição que temos em Cristo.

1.2 - O EXÉRCITO DE DEUS - Os anjos que mantiveram sua integridade pessoal e lealdade a Deus, foram confirmados em santidade; sua obediência se tornou habitual e sua bondade se tornou qualidade de seu caráter. Por isso a Bíblia os chama de "santos anjos". Sua santidade, à semelhança da santidade de Deus, não é apenas uma inseção de toda impureza moral, mas, antes, o conjunto de todas as excelências morais. Essas excelências, infinitas que são no caráter de Deus, são finitas no caráter dos anjos, visto que estes são simples criaturas. Eles, contudo, são exatamente aquilo que Deus quer que sejam. Brilham sua imagem moral e refletem sua glória. Por isso exclamam com reverente respeito: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda terra está cheia da sua glória" (Is 6:3). Possuem um senso de apreciação da santidade do Altíssimo, e sentem por essa santidade intensa admiração, pois são seres santos. A Bíblia fala numa vasta hoste de anjos bons ( I Rs 22:19; Sl 68:17; 148:2; Dn 7:9,10; Ap 5:11 ), embora os nomes de apenas dois sejam registrados nas Escrituras: Miguel (Dn 12: 1; Jd 9; Ap12:7) e Gabriel (Dn 9:21; Ic1:19,26 ). Segundo parece, os anjos estão divididos em diferentes categorias: Miguel é chamado de arcanjo (lit.: "anjo principal", Jd 9; 1 Ts 4:16 ); há serafins (Is 6:2), querubins (Ez 10:1-3), anjos com autoridade e domínio (Ef 3- 10; Cl 1:16) e as miríades de espíritos ministradores angelicais (Hb 1:13,14; Ap 5:11) Nota - Miguel é o nome do arcanjo. Foi ele o defensor de Judá (Dn 10:13-21; 12:1). Contendeu com o diabo a respeito do corpo de Moisés (Jd 9). Luta com Satanás em favor da Igreja (Ap 12:7). Estará com Cristo quando Ele vier, e sua voz ressucitará os mortos (1 Ts 4:16 ). Gabriel ( lit. "Poderoso de Deus"ou "Deus mostrou-se poderoso" ) é um dos mais destacados anjos e aparece a Daniel (Dn 8:16; 9: 21), a Zacarias (Lc 1:19) e a virgem Maria (Lc 1:26 ). É um dos príncipes angélicos. Como seres espirituais, os anjos bons louvam a Deus (Hb 1:6: Ap 5:11; 7:11), cumprem a sua vontade (Nm 22:22; Sl 103:20 ), vêem a sua face (Mt 18:10), estão em submissão a Cristo (1 Pe 3:22), são superiores aos seres humanos (Hb 2:6,7) e habitam no céu ( Mc 13:32; Gl 1:8 ). Não se casam (Mt 22:30 ), nunca morrerão (Lc 20:34-36) e não devem ser adotados (Cl 2:l8; Ap 19:9,10). Podem aparecer em forma humana, geralmente como moços, sem asas cf. (Gn 18:2,16; 19:1; Hb 13:2). Nota - Em Atos 16:9b, Paulo está incerto para onde ir, e , à noite, tem uma visão, na qual um varão macedônio se apresenta a ele e lhe diz: "...Passa à Macedônia, e ajuda-nos." Muitos teólogos acreditam que essa visão de Paulo foi de um anjo. Isto porque, chegando á Filipos - cidade da Macedônia - uma mulher chamada Lídia se converte (At 16:14 ), uma jovem possessa de espíritos de adivinhação é liberta (At 16:16-18 ), o carcereiro da prisão onde ficaram presos, Paulo e Silas se converte (At 16:29,30 ), uma igreja é estabelecida (At 17: 4), e , em virtude de todas essas coisas, o ministério de Paulo toma um novo rumo, devido ao atendimento do pedido feito para ir á Macedônia. Os anjos executam numerosa atividades na terra,, cumprindo ordens de Deus. Desempenhando uma elevada missão ao revelarem a lei de Deus a Moisés (At 7:38: Gl 3:19, Hb 2:2) Seus deveres relacionam-se principalmente com a obra redentora de Cristo (Mt 1:20-24; 2:13; 28:2; Lc 1:2; At 1:10; Ap 14: 6,7). - Regozijam-se por um só pecador que se arrepende (Lc 15:10 ); - Servem em prol do povo de Deus (Dn 3:25; 6:22; Mt 18:10; Hb 1:14); - Observam o comportamento da congregação dos cristãos (I Co 11:10; Ef 3:10; ITm 5:21); - São portadores de mensagens de Deus (Zc 1:14-17; At 10:1-8; 27:23,24 ); - Trazem respostas as orações (Dn 7:15,16); - Ás vezes, ajudam a interpretar sonhos e visões proféticos (Dn 7:15,16 ); - Fortalecem o povo de Deus nas provações (Mt 4:11; Lc 22:43 ); - Protegem os santos que temem a Deus e se afastam do mal (Sl 34:7; 91:11; Dn 6:22; At 12:7-10 ); - Castigam os inimigos de Deus (II Rs 19:35; At 12:23; Ap 14:17 ); - Lutam contra as forças demoníacas (Ap 12:7-9; Jd 9 ); - Conduzem os salvos ao céu (Lc 16:22); - Atuam como pré-evangelizadores, "preparadores de terreno" espirituais, tal como é narrado em Atos 10:3,4, quando Cornélio tem o coração preparado para receber a palavra que Pedro lhe traria, através de urna ação pré-evangelizadora de um anjo. - São algozes dos prepotentes (At 12:21-23 ); - Intercessores de campos missionários (At 8:26; At 8:4-8; At 16:9b); Durante os eventos dos tempos do fim, a guerra se intensificará entre Miguel, com os anjos bons, e Satanás, com suas hostes demoníacas (Ap 12:7-9). Anjos acompanharão a Cristo quando Ele voltar (Mt 24:30,31) e estarão presentes no julgamento da raça humana (Lc 12:8,9 ).

2 - O ANJO DO SENHOR - É mister fazer menção especial ao "Anjo do Senhor" ( às vezes, "o Anjo de Deus" ), um anjo incomparável que aparece no AT e no NT. Seu primeiro aparecimento foi a Agar, no deserto (Gn 16:7); outros aparecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22:11,15), Jacó (Gn 31:11-13), Moisés (Êx 3:2), todos os israelitas durante o Êxodo (Êx 14:19) e mais tarde em Boquim (Jz 2:1,4), Balaão (Nm 22:22-36), Josué (Js 5:13-15, onde o príncipe do exército do Senhor é mais provavelmente o Anjo do Senhor), Gideão (Jz 6:11), Davi (I Cr 21:1 ), Elias (II Rs 1:3-4), Daniel (Dn 6:22 ) e José (Mt 1:20; 2:13). O Anjo do Senhor realizou várias tarefas semelhantes ás dos anjos, em geral. Às vezes, simplesmente trazia mensagens do Senhor ao seu povo (Gn 22:15-18; 31:11-13; Mt 1:20). Noutras ocasiões, Deus enviava o seu anjo para suprir as necessidades dos seus (I Rs 19:5-7 ), para protege-los do perigo (Êx 14:19; 23:20; Dn 6:22) e, ocasionalmente, destruir os seus inimigos (Êx 23:23; 11Rs 19:34,35; Is 63:9). Quando o próprio povo de Deus rebelava-se e pecava grandemente, este anjo podia ser usado para destruí-lo (II Sm 24:16,17). A identidade do Anjo do Senhor tem sido debatida, especialmente pelo modo como ele freqüentemente se dirige às pessoas. Note os seguintes fatos: - Em Jz 2:1, o Anjo do Senhor diz: "Do Egito Eu vos fiz subir, e Eu vos trouxe à terra que a vossos pais Eu tinha jurado, e Eu disse: Eu nunca invalidarei o meu concerto convosco." Comparada esta passagem com outras que descrevem o mesmo evento, verifica-se que eram atos do Senhor, o Deus do concerto das israelitas. Foi Ele quem jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó que daria aos seus descendentes a terra de Canaã (Gn 13:14-17; 17:8; 26:2-4; 28:13 ); Ele jurou que esse concerto seria eterno( Gn 17:7), Ele tirou os israelitas do Egito (Êx 20:1,2) e Ele os levou à terra prometida (Js 1:1,2 ). - Quando o Anjo do Senhor apareceu a Josué, este prostou-se e o adorou (Js 5:14). Essa atitude tem levado muitos a crer que esse anjo era uma manifestação do próprio Senhor Deus; do contrário, o anjo teria proibido Josué de adorá-lo (Ap 19:10; 22:8,9). - Ainda mais explicitamente, o anjo do Senhor que apareceu a Moisés na sarça ardente disse, em linguagem bem clara: "Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó."(Êx 3:6). Porque o Anjo do Senhor está tão estreitamente identificado com o próprio Senhor, e porque ele apareceu em forma humana, alguns consideram que ele era uma aparição do Cristo eterno, Segunda pessoa da Trindade, antes de nascer da virgem Maria.

3 - REFERÊNCIAS BÍBLICAS 3.1 - OS ANJOS TIVERAM PRESENTES EM GRANDE PARTE DA VIDA DE JESUS Um anjo anunciou o nascimento de João (Lc l:1-17); E deu-lhe o nome ( Lc 1:13); Um anjo anunciou a Maria o nascimento de Jesus (Lc 1:26-37); Um anjo anunciou a José esse mesmo nascimento (Mt 1:20,21 ); E deu-lhe o nome (Mt 1:21); Anjos anunciaram aos pastores o nascimento de Jesus (Lc 2:8-15 ) E cantaram aleluias (Lc 2:13,14); Um anjo dirigiu Sua fuga para o Egito e no regresso (Mt 2:13-20); Anjos serviram a Jesus depois da tentação (Mt4:11; Mc 1:13); Um anjo esteve com Jesus, na agonia do Getsémane (Lc 22:43 ); Um anjo removeu a pedra do sepulcro (Mt 28:2); E anunciou a ressurreição ás mulheres (Mt 28:5-7 ); Dois anjos apresentaram o Salvador ressurreto a Maria Madalena (Jo 20:11-14).

3.2 - JESUS DISSE MUITAS COISAS A RESPEITO DOS ANJOS Falou em anjos que subiam e desciam sobre Ele (Jo 1:51 ); Disse poder contar com 12 legiões de anjos para O livrarem (Mt 26:53); Os anjos estarão com Ele, quando voltar (Mt 25:31; 31:27; Mc 8:38; Lc 9;26); Os anjos serão os ceifeiros (Mt 13:39); Ajuntarão os eleitos (Mt 24:31); E separarão os ímpios dos justos (Mt 13:41,49); Anjos conduziram o mendigo para o seio de Abraão (Lc 16:22 ); Os anjos se alegram com o arrependimento dos pecadores (Lc 15:10); As crianças têm anjos que as guardam (Mt 18:10 ); Jesus confessará os Seus perante os anjos (Lc 12:8 ); Os anjos não têm sexo e não morrem (Lc 20:35,36; Mt 22:30); O diabo tem anjos malignos (Mt 25:41), Foi o próprio Jesus quem disse estas coisas. As declarações de Jesus a respeito dos anjos foram de tal modo específicas, variadas e abundantes que, explicá-las sob a teoria de que Ele estava apenas se acomodando ás crendices do povo, é enfraquecer a validade de quaisquer palavras de Jesus, como verdades que são.

3.3 - NO LIVRO DOS ATOS - Um anjo abriu as portas da prisão aos apóstolos (At 5:19); Um anjo encaminhou Filipe ao oficial etíope (At 8:26 ); Um anjo soltou Pedro da prisão (At 12:7-9); E foi chamado "seu" anjo, (At 12:15), anjo da guarda de Pedro; Um anjo feriu Herodes de Morte (At 12:23 ); Um anjo orientou Cornélio em mandar buscar Pedro (At 10:3); Um anjo esteve com Paulo, durante a tempestade (At 27;23 )

3.4 - ANJOS NO ANTIGO TESTAMENTO - Um anjo socorreu Hagar (Gn 16:7-12); Anjos anunciaram o nascimento de Isaque (Gn 18 -15 ); E a destruição de Sodoma (Gn 18:16-33); Anjos destruíram Sodoma e salvaram Ló (Gn 19:1-19); Um anjo impediu a morte de Isaque (Gn 22:11,12); Anjos guardaram Jacó (Gn 28:12; 31:1 l; 32: l; 48:16); Um anjo comissionou Moisés a redimir Israel (Êx 3:2); Um anjo guiou Israel no deserto (Êx 14:19; 23:20-23; 32:34); Um anjo dirigiu os esponsais (contrato de noivado) de Isaque e Rebeca (Gn 24:7); A Lei foi dada por anjos (At 7:38,53; Gl 3:19; Hb 2:2); Um anjo repreendeu Balaão (Nm 22:31-35 ); Um "príncipe do exército do Senhor"apareceu a Josué (Js 5:13-15); Um anjo repreendeu os israelitas por sua idolatria (Jz 2:1-5); Um anjo comissionou Gideão a livrar Israel (Jz 6:11-40); Um anjo anunciou o nascimento de Sansão (Jz 13); Um anjo feriu o exército assírio (II Rs 19:35; Is 37:36); Um anjo acudiu Elias quando este fugia de Jezabel (I Rs 19:5-8); Eliseu esteve cercado de anjos invisíveis (II Rs 6:14-17); Um anjo livrou Daniel dos leões (Dn 6:22); Anjos acamparam-se em redor do povo de Deus (Sl 34:7; 91:11); Anjos ajudaram Zacarias a escrever (Zc 1:9; 2:3; 4:5) etc.,

3.5 - ANJOS NAS EPÍSTOLAS E NO APOCALIPSE - Há anjos eleitos (I Tm 5:21); Os anjos são "inumeráveis" (Hb 12:22; Ap 5:11); Ministram a favor dos herdeiros da salvação (Hb 1:13,14); Virão com Jesus em chama de fogo (II Ts 1:7); Um anjo dirigiu a redenção do Apocalipse (Ap 1:1); As Igrejas têm anjos que as aguardam (Ap 1:20; 2:8,12,18; 3:1,7,14); O livro do Apocalipse em grande parte é um drama de anjos. Os anjos não devem ser adorados (Cl 2:18; Ap 22:8,9 ); Há diferentes ordens de anjos com diferentes categorias e dignidades. São organizados em "principados, poderes, tronos, domínios"(Rm 8:38; Ef 1:21; 3:10; Cl 1:16; 2:15;1 Pe 3:22); Ocasionalmente a palavra "anjo" parece se referir a forças da natureza. Mas em geral significa ineqüivocamente personalidades do mundo invisível. Tanto se fala na Bíblia a respeito do ministério dos anjos que somos constrangidos a crer que Deus se serve deles, em parte, para executar a Sua vontade no governo do universo.

ANJOS - SERES CRIADOS Serão os anjos seres reais? A Bíblia nos diz que são tão reais quanto você e eu. São uma raça de seres superiores, com importante missão. Eles ocupam um lugar proeminente nas escrituras, sendo mencionados mais de 300 vezes!! Sabemos pelo Salmos que Deus os criou. ANJOS CAÍDOS Você sabe há quanto tempo existiam os anjos antes de a Terra ter sido criada? Ninguém sabe. Poderiam ter estado presentes milhões de anos atrás. Satanás foi um dos anjos ministeriais de Deus. Na realidade ele teve um dia domínio sobre a Terra, tempo esse em que era chamado de "Lúcifer, filho da manhã ". "Como caístes do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações" (lsaías 14:12). Antes de sua queda Satanás era um querubim ungido, que provavelmente dirigia os louvores angelicais no Jardina do Éden: "Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias: (...) te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus (...) Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti" (Ezequiel 28:13-15). A quantidade de anjos que não caíram é "inumerável ", de acordo com Hebreus 11:22. Também nos é revelado que um terço dos anjos (chamados de "estrelas" no livro de Apocalipse) se rebelaram e caíram junto com Satanás: "Viu-se também outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, sete diademas. A sua calda a terça parte das estrelas do céu, as quais, lançou para a terra (..) " (Apocalipse 12:3,4) A Bíblia nos diz que foi para estes anjos que Deus criou o inferno: "Então o rei dirá também aos que estiverem a sua esquerda: apartai-vos de mim, malditos para o fogo eterno preparados para o diabo e seus anjos" (Mateus 25:4)

OS ANJOS E SUAS CATEGORIAS - A partir da queda de Satanás travou-se uma guerra constante entre as forças do mal e Deus. Como em qualquer guerra, os "exércitos" em ambos os lados são dispostos em ordem específicas. Esta "corrente de comando" de anjos é observada em várias partes da Bíblia. Paulo menciona algumas categorias gerais na sua carta aos Efésios: "A cima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro" (Efésios l:21). Não há somente guerra entre anjos do bem e do mal. Paulo no relata que nós estamos envolvidos em guerras espirituais contra Satanás e seus exército de anjos. "... porque nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes" (Efésios 6:12). Como "lutamos" contra esses seres espirituais poderosos? Nossa "luta" tem o propósito de nos manter firmes na vitória que Jesus alcançou por nós. Paulo disse que devemos nos apossar do que ele proveu para nossa vitória completa: "Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mal, e, depois de teres vencido tudo, permaneceis inabaláveis. Estais, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade, e vestindo-vos com a couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do Evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamado do maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus, com toda oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito(...)" (Efésios 6:13-18) Estamos envolvidos numa luta de anjos o tempo todo. Temos que estar prevenidos contra qualquer coisa que o diabo nos lance, conservando nossas verdades firmes, enraizadas. Isto significa que não estamos envolvidos em nenhuma doutrina falsa, ou ensinamentos superficiais. Precisamos nos rodear da Palavra. Necessitamos também da couraça da Justiça. É importante que nos examinemos e tenhamos a certeza de que estamos caminhando segundo a Justiça. Onde há pecado ou carnalidade o diabo encontra uma maneira de aproximar de nós com intenção de nos destruir o testemunho e o caminhar cristão. Paulo menciona o "escudo da fé". Se não nos mantivermos firmes na fé cairemos, ao sermos atingidos por algum tipo de pressão. É essencial conservar sempre nosso capacete da salvação alimentando pensamento de Deus e avaliando tudo segundo a sua Palavra. Não temos que perguntar: "O que o jornal diz a respeito desta situação? " ou: "O que Dan Rather opina sobre este problema? " e sim: "O que a palavra de Deus declara sobre esta circunstância? " Certa vez um homem me perguntou se eu colocava diariamente minha armadura. Respondi: "Eu não atiro nunca!!" Estamos sempre envolvidos em conflitos. Não temos que esperar até sermos atacados pelo inimigo, para só então nos lembrar dela!!

ANJOS ELEITOS Os anjos que não se rebelaram contra Satanás são chamados de anjos eleitos: "Conjuro-te perante Deus e Cristo Jesus e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos sem prevenção, nada fazendo com parcialidade" (1 Tm 5:21). Lembre que para cada anjo caído existe dois anjos eleitos. Isto significa que a batalha pode ser a pior possível, com inúmeros ataques provenientes da atividade demoníaca. Contudo os anjos de Deus são infinitamente mais capazes de vir em seu auxílio e vencer as forças das trevas.

SERAFIM - Os serafins são uma categoria bem superior de anjos. No hebraico serafim significa "queimando, furioso" ou "exaltada, alto". Eles ardem, em sua imensa dedicação ao Senhor. Esta devoção fervorosa a Deus pode ter sido resultado da elevada e exaltada posição no Trono. Isaías é o único escritor bíblico que menciona estas criaturas fantásticas. "No ano da morte do rei Uzias eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as asas de suas vestes enchiam o trono. Serafins estavam por cima dele; cada uma tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam e clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos, toda terra está cheia de sua glória" (Isaías 6:1-3). O que parece é que os serafins supervisionam o louvor a Deus. Eles proclamam sua santidade. Podemos ser alçados até o lugar do trono de Deus, louvando e exaltando sua santidade em nossa vida. QUERUBIM A primeira menção a uma ordem de anjos é à dos querubins. Vemo-los guardando a entrada no Jardim do Éden, após a expulsão de Adão e Eva. "E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do Jardim do Éden, e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida" (Gênesis 3: 24). A outra referência aos querubins, e sua descrição, acontece no relato da decoração do tabernáculo. "Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório" (Êxodo 25:18, 20). Nem todos os anjos tem asas, mas os querubins - assim diz a palavra - as tem, e elas cobrem o propiciatório. Eles parecem estar intimamente ligados à presença Deus e nossa redenção. Ezequiel os menciona no capitulo 10, bem como João, no livro do Apocalipse, capitulo 4, chamando-os de "criaturas vivas".

ARCANJO - A Bíblia identifica o arcanjo como "chefe " (significado de "arqui"). Apesar de ser possível que existam outros (Gabriel pode ser um deles), Miguel é o único arcanjo mencionado pelo nome: "Contudo o arcanjo Miguel quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: o Senhor te repreenda" (Judas 9) Miguel significa: "quem é como Deus? " Sabemos por Daniel (10:13) que Miguel é " .... um dos primeiros príncipes (-) " Estas autoridades angelicais estão constantemente envolvidas em lutas em defesa de povo de Deus. Miguel contendeu com o diabo em relação ao corpo de Moisés. Nós o vemos novamente batalhando com o diabo no livro de Apocalipse: "Houve peleja no céu. Miguel e seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos, todavia não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles." (Apocalipse 12: 7,8) Miguel parece ter um interesse muito especial pela nação de Israel. Durante a grande tribulação ele lutará em favor dos Judeus: "Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo, mas naquele tempo será salvo o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro" (Daniel 12:1)

ANJOS DA GUARDA - O escritor de Hebreus, Novo Testamento, nos diz que Deus indicou anjos para ministrar aos herdeiros da salvação: "Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviços, a favor dos que hão de herdar a salvação?" (Hebreus 1:14) Você é herdeiro da salvação? Está na guarita da fé? Então você tem anjos especiais para você. Os anjos da guarda nos provam como Deus nos ama, e como está sempre fazendo tudo para atender as nossas necessidades, preparando-nos e assistindo-nos em todas as situações e circunstâncias. Esses anjos ficam apenas observando o que acontece? Não!! Eles são enviados para ministrar-nos. O Salmo 34 nos revela uma das coisas que fazem em nosso beneficio: "O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra" (Salmos 34:7) O que os anjos fazem? Eles nos livram sempre que necessário. O Salmo 91:11 revela que é sua missão proteger-nos em todos os momentos. Sua tarefa é cuidar de nós e dar-nos proteção. Os Israelitas tinham seu anjo da guarda. Foi ele que os ajudou a entrar na terra prometida. Deus disse que lutaria: "Enviarei um anjo diante de ti, lançarei fora os Cananeus, e os Amorreus, e os Heteus e os Ferezeus, e os Heveus e os Jebuzeus" (Êxodo 33:2) Quando obedecemos a Deus os anjos lutam por nós. Não gosto da figura que deles pintam: cabelos louros, longos, e harpa nas mãos. Não acredito que todos carreguem harpa. O que penso é que se mantém sempre ocupados, protegendo-nos e guardando-nos. Você já leu a sua viagem de Paulo a sua viagem a Roma? Em certos momentos parecia que o navio ia afundar (Atos 27). Contudo um anjo veio e garantiu ao apóstolo que nenhuma vida se perdia tia tempestade. De onde surgiu? Era o anjo dia guarda de Paulo. Anjos da guarda estavam presentes ali, porque Paulo se encontrava no navio, e todos se beneficiaram com a sua presença. 

AS CINCO ATITUDES VENCEDORAS DE JÓ

AS CINCO ATITUDES VENCEDORAS DE JÓ 
 



Texto: Jó 1:20
"Então, Jó se levantou, rasgou o seu manto, raspou a sua cabeça, se prostrou em terra, e adorou."


INTRODUÇÃO 

    Todas as vezes em que pensamos em Atitudes Vencedoras é automático pensar também em Atitudes Perdedoras. Um assunto está ligado ao outro.
   
 
    Conhecemos a história real de Jó. Esse livro de Jó, provavelmente foi o primeiro livro escrito no mundo. Escrito por Moisés, tem muitas revelações que Deus deu diretamente a Moisés. Jó realmente existiu e esses fatos também. Um dia, apresentou-se Satanás no Céu, na Sala do Trono (Apocalipse 4) e Deus lhe disse: Viste o meu servo Jó? E Deus deu um excelente testemunho dele. Não há ninguém semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a  que desvia-se do mal. E Satanás inquiriu: Também, tu o cercaste de bens. E Deus então permitiu que Satanás o tentasse, menos que tirasse a sua vida.
   
 
    E satanás atacou então Jó e sua família. O seu ataque foi planejado. Vindo do sul, oeste, norte e leste.

CARACTERISTICAS DO ATAQUE DE satanás A JÓ
PRIMEIRO

 1. O gado (500 juntas de boi) e jumentas (500) foram roubados pelos sabeus (Árabes vindo do sul) - Representa o sustento da casa de Jó, as finanças.

 2. As ovelhas (7000) foram queimadas por raios (Vindos de cima e do oeste, da direção do mar) - Além de somar-se à agricultura e ao gado como sustento funanceiro, as ovelhas serviam para sustento espiritual, pois com elas Jó oferecia holocausto, adorava a Deus.

 3. Os camelos (3000) foram roubados pelos caldeus (bandidos que vinham da região da Mesopotâmia, ao norte)- Os camelos servião para o transporte de mercadorias e da produção agrícula, representa a mobilidade e as possíblidades de Jó encontrar uma saída para sua vida em meio à crise.

 4. Os 10 filhos foram mortos por um tufão vindo do deserto (o deserto da Arábia ficava ao leste) - A intenção era dar um golpe fatal no coração do patriarca.

SEGUNDO
1. Foi em um único dia, o ataque era fulminante.

2. Foi imediatamente surpreendente, pegou Jó despreparado.

3. Foi no sentido horário (sul, oeste, norte, leste), mas contrário a tudo quanto Jó poderia compreender.

4. Atacou as principais colunas de sustentação da vida de Jó. (Gado e jumentas, vida financeira, o sustento; ovelhas, a base do sacrificio a Deus; camelos, transporte, mobilidade, a atitude de achar uma rota para a vida; filhos, a vida familiar e afetiva.)

5. E satanás agiu através do mal natural (elementos da natureza) e do mal moral (os bandidos).

6. Pela natureza do ataque, percebe-se que se tratava de um acontecimento sobrenatural.

7. Jó ficou com uma doença mortal, devendo ter dores lancinantes.

AS ATITUDES PERDEDORAS DA MULHER DE JÓ

Sua mulher desesperou frente a tudo isso e disse para Jó amaldiçoar o seu Deus e morrer. Ela teve Atitudes de Perdedor.
 
1) desesperou;
 
2) duvidou;
 
3) não estava bendizendo a Deus, mas mal-dizendo;
 
4) perdeu as esperanças de tal forma que quis morrer, o que é abandonar tudo radicalmente, não enfrentar seus medos, e que o seu marido morresse também.
 
Aprendemos que as Atitude Perdedoras aqui são perigosas e mortais. Quem tem Atitude Perdedoras, pode se matar e matar outros.

Porque a mulher de Jó não morreu e porque Jó não a amaldiçoou? Porque no casamento, ambos são uma só carne. Satanás não podia matar Jó, o que implicava que ele não podia matar a sua esposa também.

AS 5 ATITUDES VENCEDORAS DE JÓ

1 - JÓ LEVANTOU-SE -
 O homem pode ser visto de três formas posicionais:
 
1) deitado, que significa caido, desviado, dormindo, não pronto para a obra;
 
2) sentado, que também não é uma boa posição, ele não está totalmente caido, mas não está pronto para a obra também; a impressão que temos é que quem está sentado, está escorregando para o chão, para baixo; e
 
3) de pé, que significa que o homem está pronto para agir, pronto para fazer, de prontidão, cheio do Espírito Santo. Mas, Ezequiel é quem melhor esclarece esse assunto.
 
Quando Deus diz a Ezequiel no cap 2, verso 1: "Filho do homem, põe-te em pé, pois falarei contigo", não entendemos que Ezequiel estava caido, devido ao primoroso cap 1 do seu livro, onde ele teve revelações impressionantes, como rodas enormes, do tamanho de edificios, cheioas de olhos com o Trono de Deus por cima. Ele não estava caido, então o que siginifica ficar de pé em Ezequiel? Significava que Deus lhe daria novas revelações. Ficar depé tem o sentido de novas revelações, novo tempo de Deus na vida de alguém. E Jó ficou de pé, esperou na presença de Deus, o que Deus iria fazer, frente a tanta desgraça que o abatia momentaneamente.

2 - JÓ RASGOU O SEU MANTO –

PRIMEIRO
Temos aqui uma atitude dramática de gente com o sangue quente. Na história de Israel vemos alguns reis rasgando o seu manto, a sua capa, a sua vestimenta, como sinal intenso de contrariedade. Dennis Allan nos mostra esse texto, abaixo:

Por que as Pessoas na Bíblia Rasgavam as Vestes?

Na leitura da Bíblia é comum encontrar versículos que dizem que alguém rasgou as suas vestes. Qual o significado deste costume? O que podemos aprender para os dias de hoje?

A prática de rasgar as roupas, nas culturas orientais, mostrava emoções fortes, geralmente angústia, tristeza ou remorso. Podemos observar estes sentimentos nos contextos de vários trechos que falam deste ato.

Quando um mensageiro foi falar para Eli que a arca da aliança foi perdida e os filhos do sacerdote, mortos, ele chegou com suas vestes rasgadas (1 Samuel 4:12).

Quando Davi ouviu a notícia que Absalão havia matado os outros filhos do rei (embora tivesse morrido somente Amnon), ele e as pessoas que estavam com ele rasgaram as roupas (2 Samuel 13:31).

Quando os oficiais do governo de Judá ficaram perturbados com as ameaças dos assírios, foram ao rei com suas vestes rasgadas (2 Reis 18:37).

O sumo sacerdote mostrou ultraje quando Jesus afirmou a sua divindade, rasgando as próprias roupas e acusando o Filho de Deus de blasfêmia (Mateus 26:65).

Josias percebeu que o povo não estava obedecendo ao Senhor e rasgou suas vestes como sinal de angústia e de remorso. Deus aceitou este comportamento como sinal de seu arrependimento e ouviu sua oração (2 Reis 22:11,18-20).

O mesmo ato por Esdras mostrou seus sentimentos de vergonha e remorso quando soube do pecado do povo em fazer casamentos com os povos pagãos. Ele foi orar a Deus com as vestes rasgadas (Esdras 9).

É especialmente nestes últimos casos citados que encontramos uma lição importante. Deus não olha para as roupas rasgadas, embora tenham refletido os sentimentos das pessoas angustiadas e arrependidas. Num livro que avisa bastante sobre a vinda de castigo divino, Deus falou o que ele realmente quer dos pecadores:
 
 “Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto.
 
Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus...” (Joel 2:12-13).

Hoje, não temos o costume de rasgar as nossas roupas, mas devemos chegar a Deus com corações quebrantados e arrependidos!
 
Visite o Site:http://www.estudosdabiblia.net/bd14_12.htm
 
Um dia Deus acabou com esse costume oriental de rasgar as roupas e lhes mandou rasgar o coração, em Joel 2. Rasgar o coração tem a ver com conversão. Jó converteu-se, mais um pouquinho, naquele instante onde rasgou as suas vestimentas.

SEGUNDO

Entendo que rasgar as roupas tem a ver com romper com o passado. A atitude de Jó, onde frente a tantas adversidades, rasgou a sua roupa, tem a ver com um rompimento forte com o passado. A sua vida nunca mais seria a mesma, a partir daquele dia, então ele rompia com o seu passado e esperava em Deus um novo tempo. Não rasgamos mais as roupas hoje, mas rompemos com o passado ruim, que um dia tivemos e caminhamos para novas oportunidades e novas realidades em Deus. "Eis que faço novas todas as coisas." (Apocalipse 21:5) Deus promete trazer novas realidades à nossa existência. E Jó confiou.

3. JÓ RASPOU A SUA CABEÇA – Parece-nos estranho o costume oriental daquela época, onde Jó raspou a sua cabeça, ficando careca. Conversando com o pastor João sobre esse texto, ele me dizia que acima de tudo Jó era crente e agia como crente. Jó raspou a sua cabeça, diante de tanta aflição, como sinal de humildade. Mas espiritualmente ele profetizou, quando assim o fez. Em Números, Deus ensina o Voto do Nazireu, onde o votante, entre outras coisas não iria cortar o cabelo, em sinal de consagração a Deus, até o tempo aprazado de consagração. Paulo mudou o voto no Novo Testamento, cortanto o seu cabelo e cortanto o cabelo de outros. O voto mudado de nazireu em Paulo era o contrário, eles não deixariam crescer o cabelo como consagração a Deus.

O APÓSTOLO PAULO – segundo parece fez uma forma modificada de voto nazireu, mandou rapar a cabeça em Cencréia, um porto de Corinto, adiou a restante das obrigações do seu voto para quando fosse a Jerusalém (At. 18.18 ”...tendo rapado a cabeça...por que tinha voto” ). Em Jerusalém santifica 4 homens ao voto de nazireado (At. 21.24 ”...toma estes contigo, e santifica-te com eles... para que rapem a cabeça...” ).
 
Visite o Site:http://www.atosdois.com.br/print2.php?codigo=6253

Além de invocar um voto de consagração que iria ocorrer muito tempo depois dele, com Israel no deserto, recebendo a Lei de Deus, Jó fez o voto ao contrário, cortando os cabelos, em sinal do Voto de consagração de Paulo, no Novo Testamento. No Antigo Testamento cortava-se os cabelos como sinal de entrega da consagração, o que era um voto de desconsagração. Mas no Novo Testamento Paulo muda isso como sinal de consagração.

Em Leviticos 13:40-41, a calvície significava que o homem estava limpo do pecado.

Um calvo natural, ou careca, era o profeta Eliseu (2 Reis 2.23)

Aos pais de Sansão foi mandado fazerem o voto de nazireu ao menino, ele não poderia cortar o cabelo, no tempo da sua consagração.

O ATO APOSTÓLICO DE JÓJó cortou o cabelo, então como ato de humildade, dor e sem saber invocando consagração na Lei de Deus que iria ocorrer ainda em Móisés e posteriormente em Paulo. Se o pessoal da Renascer tivesse lido esse texto diriam que esse foi um ato apostólico, pois sem o saber, o foi. Sem saber Jó fazia ali um voto a Deus para que Deus olhasse por ele e para a sua dor.

JÓ DEU GLÓRIAS A DEUSO ato de Jó ainda faz outra coisa. Cortou o cabelo como sinal de que a glória pertence a Deus. Jó com esse ato destituiu-se de fama, de honra, de qualquer glória pessoal e deu assim a devida Glória a Deus. Jó honrou Deus profundamente fazendo assim.

4. JÓ PROSTROU-SE – Segundo o dicionário, prostrar-se significa sem forças, abatido, fraco. Prostrar é o mesmo que ajoelhar e um crente ajoelhado lembra muito a oração. Jó prostrar-se, ou jogar-se ao chão abatido, sem forças, invoca diretamente Deus, para vir ajudá-lo. Crente tem que orar de joelhos? Não é necessário, mas o ato de ajoelhar-se tem a ver com humilhação e reconhecimento que só Deus pode ajudar. Parece que ajoelhar-se é melhor do que não se ajoelhar. O muçulmano ora com a cabeça encostada no chão, num ato de humilhação total. A Bíblia dá exemplos de gente orando de pé, sentado e até deitado.

Jó prostrou-se. Com isso ele dizia a Deus que não tinha mais forças, que estava acabado e que esperava a intervenção divina, urgente, a seu favor. Jó, com suas Atitudes de Vencedor chamava a atenção de Deus, profundamente.

5. JÓ ADOROU – Adoração é a honra que prestamos a Deus, é o reconhecimento que só Ele é Deus. Associou-se com o tempo adoração com cantar, tocar e dançar perante Deus.

Na conversa de Jesus com a mulher samaritana, a mulher fez uma pergunta filosófica das mais importantes, onde devemos adorar? E Jesus lhe disse que os verdadeiros adoradores deveriam adorar em Espírito e em verdade. (Mateus 7:21-23; João 4:19-24, 31-34) Adorar em Espírito é adorar no Espírito Santo, ou cheio do Espírito. Adorar em Espírito significa que é adorar em todo lugar, a qualquer hora, pois o Espírito não está sujeito a lugares físicos. “Adorar em verdade é fazer tudo o que Jesus faria se estivesse em nosso lugar”

Misticismo religioso no contexto da igreja

Misticismo religioso no contexto da igreja




Como bem falou o grande “príncipe dos pregadores”, o grande C. H. Spurgeon, a mais de cem anos: “A apatia está por toda à parte. Ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso. Um sermão é um sermão, não importa o assunto”. Esta ainda é a realidade de muitas igrejas em nosso século.

O QUE É MISTICISMO?

Esta palavra pode significar muitas coisas dependendo do contexto que está inserida. Por exemplo: Se alguém gosta de orar muito ou de buscar de maneira enfática o poder de Deus, ele é denominado por alguns de místico. Vejamos uma definição de misticismo:

Aurélio: Misticismo: 1. Crença ou doutrina religiosa dos místicos; 2. Disposição para crer no sobrenatural. Místico: 1. Misterioso e espiritualmente alegórico ou figurado. 2. Relativo à vida espiritual e contemplativa; 3. Religioso; 4. Aquele que procura atingir o estado extático de união direta com a divindade.

Misticismo: Conjunto de normas e práticas quem tem por objetivo alcançar uma comunhão direta com Deus. O problema que os místicos sempre exaltam a experiência em detrimento a Palavra. É a atitude da pessoa que deposita sua confiança em algo que não existe, ou, mesmo que exista, é ineficaz. Exemplos: orixás, iemanjá, ninfas, duendes, ídolos, amuletos, simpatias, água benta, óleo ungido, galho de arruda e sal grosso. Seu nome deriva do termo grego “mystikós”, relativo aos mistérios. Estes eram religiões herméticas, somente reveladas aos iniciados, que deviam fazer voto de guardar total silêncio a seu respeito. Na Grécia antiga, conhece-se os mistérios de Elêusis e de Dioniso como seus principais representantes. O adjetivo “mystikós” deriva do verbo “mio”, que significa fechar; mais especificamente, fechar os olhos, porta de entrada do mundo sensível, para que se torne possível o acesso a uma experiência de ordem anímica ou espiritual; e fechar a boca, para que esta não procure falar disso que, em sua essência, manifesta-se como indizível.

Em sentido amplo, podemos considerar a mística como a irrupção do absoluto dentro da vida humana. Para a filosofia neoplatônica, a mística é a atividade que conduz ao contato direto entre a alma individual e seu fundamento divino. Este contato possui o caráter de participação da alma em Deus. Para isso, é preciso deixar de lado a realidade sensível, uma vez que Deus é intelecto puro, sendo a alma, de caráter inteligível, a única via de acesso a Ele.

A mística neoplatônica influenciou marcadamente o pensamento de vários filósofos e teólogos da Idade Média, de modo a que se constituísse, assim, uma mística cristã medieval. A mística é trabalhada pelos pensadores alexandrinos, em especial Orígenes e São Clemente, em relação à história da salvação por Cristo e à experiência de apreensão da Unidade Trinitária de Deus. Também no gnosticismo ela se faz presente. Os Pais da Igreja alargam esta noção, denominando místico todo o conhecimento da realidade divina, cujo acesso é facultado através de Cristo. Santo Agostinho a define como uma iluminação da alma pela luz procedente de Deus. Entre os séculos XI e XIV, ela aparece como contraposição à tendência excessivamente racionalista da teologia e filosofia escolástica. No século XVI, a mística volta a ser intensificada, especialmente na Espanha, através de São João da Cruz e de Santa Teresa d‟Ávila.

Além dos acima citados, os principais representantes do pensamento místico no Ocidente são Fílon, Dionísio Aeropagita, São Bernardo, São Boaventura, João Gerson, Mestre Eckhart, João da Bohêmia, João Ruysbroek, Angela de Foligno e Ângelo Silésio.

MISTICISMO MODERNO

O problema é que quase sempre, os místicos são induzidos a prescindir da Bíblia e se basear apenas em suas experiências. Este é um dos grandes problemas dos neopentecostais, pois eles colocam suas experiências acima da Bíblia e dão a ela uma interpretação particular fora dos recursos hermenêuticos.

O Misticismo neopentecostalista é a mistura de figuras, objetos e símbolos para representarem elementos espirituais. Eles tomam figuras do Antigo e Novo Testamento e as espiritualizam, transformando-as em “proteções” semelhantes às usadas pelas magias pagãs. E deste ato aparecem crentes com fitinhas no braço, com medalhas de símbolos bíblicos, ungindo portas e janelas com azeite, colocando sal ao redor da casa para impedir a entrada de maus espíritos; outros bebem copos de água abençoada, usam óleos consagrados em Jerusalém, guardam gravetos que misteriosamente aparecem brilhando nos montes, ungem roupas para libertar as pessoas e etc.

As magias pagãs estabelecem como pontos de contatos objetos tais como amuletos, talismãs, patuás, cristais, pedras e coisas para “proteção”. O problema é que tais pessoas acabam baseando sua fé em objetos. Estamos vendo novamente a famigerada doutrina da Idade Média das indulgências, só que agora no meio evangélico. A bênção é comprada. Quando mais dá, mais bênção. Hoje em dia, estão sendo chamadas de correntes místicas todas as crenças em seres intermediários, sejam anjos, demônios do bem e do mal, forças ocultas e todos os poderes que podem interferir no cotidiano das pessoas e que têm que ser dominados e controlados. Este tipo de misticismo poderia englobar as correntes da Teologia da Prosperidade e da Nova Era.

Essa tendência pode ser vista no número cada vez maior de pessoas que acreditam em uma revelação especial fora da Bíblia, que buscam nortear-se por sonhos e visões e não pela Palavra de Deus. Com a perda crescente dessa norma objetiva como regra de fé e prática a tendência é buscar o subjetivismo e emocionalismo. Cada um passa a crer naquilo que os grupos têm experimentado, e por isso o testemunho de experiências sensacionais vai cada vez mais substituindo o lugar da pregação da Palavra de Deus no culto.

É uma prática usada por várias seitas. Por exemplo: A ROSA-CRUZ. Utiliza-se de objetos em suas práticas ocultistas tais como: incenso, estátuas, toalhas, aventais, bandeiras, decalques, discos, fitas K-7; publicações como monografias, de vários graus, enviadas pelo Correio para os membros do Sanctum da Grande Loja. Promete desenvolver o poder da vontade; manter a saúde; superar hábitos maus, atingir uma conscientização cósmica; mudar o ambiente; superar o complexo de inferioridade; decifrar antigos símbolos.

O Misticismo tem estado presente em todas as épocas da humanidade. O Evangelho e as cartas de João e Colossenses foram escritos para combater o pensamento gnóstico que era cheio de misticismo (Cl 2.16-23). O Misticismo está intimamente ligado ao panteísmo (tudo é Deus e Deus é tudo). Nos Estados Unidos houve um movimento chamado Transcendentalismo que foi influenciado pela filosofia Hindu, paralelamente a isso foi fundado o movimento teosófico por Helena (Madame) Blavatsky, escritora russa. Paralelamente surgiu a Ciência Cristã. O que eles tinham em comum?

A idéia de que o homem deve desenvolver a sua divindade. Se descobrir o pleno poder que existe dentro deles. Tendo o poder sobre a enfermidade, dos problemas etc. Essek Kenyon, pastor evangélico, estudou numa das escolas da Ciência Cristã. Começou a pregar que nós somos pequenos deuses, que temos o poder de criar a realidade pelo que nós dizemos. Ele discipulou pela sua literatura Kenneth Hagin que introduziu grandes heresias dentro da igreja evangélica. No Brasil, a literatura de Hagin foi introduzida por R. R. Soares.

HERESÍAS DENTRO DAS IGREJAS

“Se existe algo que a história nos ensina, este ensino é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja”. – John F. MacArthur Jr.

ORAÇÃO MÍSTICA: R. R. Soares disse certa vez: “Nunca ore dizendo; Faça a tua vontade”. Paul (David) Yonggi Cho, especificando seus pedidos sobre a escrivaninha, bicicleta e a cadeira de rodas, disse: “Depois que aprendi a especificar os meus pedidos, eu não tive mais medo de Deus errar na entrega”. No entanto, veja estas passagens: Sl 94.10; Is 29.16 e Mt 6.8.

Resposta Bíblica. Contradizendo o que esses pregadores ensinam veja os seguintes exemplos: O pedido de Moisés (Dt 3.23-27), o espinho na carne de Paulo (2Co 12.7-10) e o próprio Jesus (Mt 26.39). O conselho de Tiago (4.13-16) A galeria dos heróis da fé (Hb 11.32-40). A Falácia do “Há poder em suas palavras” (até para criar) Exemplos bíblicos: Jacó (Gn 42.36); Davi (1Sm 27.1); os jovens na fornalha (Dn 3.17,18) e o pai do jovem lunático (Mc 9.23,24). Todos cristão, por mais fiel que possa ser, sempre passará por tribulações.

Usam palavras mágicas, é o “abracadabra” da fé. Não é preciso pedir e sim exigir. Jesus não só nos ensinou a orar: … seja feita a tua vontade (Mt 6:9 e 10), como também pôs em prática o que ensinou: … todavia, faça-se a tua vontade … (Mt 26.42). Pronunciar uma frase por deliberação própria e dar a entender que está autorizado por Deus, sem, na verdade, estar, é enganar o rebanho do Senhor. Deus não opera onde há engano; não compactua com enganadores e não terá por inocente aquele que tomar seu nome em vão (Êx 20.7).

HINOS ESTRANHOS E SEM CONTEÚDO: Devemos oferecer a Deus um culto racional – Rm 12.1-2. A música está sendo usada para animar os crentes. Há um triunfalismo exarcebado. A verdadeira adoração é voltada para Deus, nunca para o homem. O louvor místico não é adoração a Deus, mas instrumento de psicologia humanística. Quase não há hinos que exaltem a Pessoa de Deus.

Onde está a Cruz em nosso meio? Os grandes temas e mensagens de hoje são: “Você pode!”; “Você tem poder!”; “Você faz e acontece!” Além disso, você é que diz se pode liberar, soltar, prender e conquistar. É o homem, mediante fé na fé, que obriga Deus a agir. O sangue de Jesus virou uma confissão positiva-mágica, para ser usada antes de um tá amarrado! Assim, o sangue de Cristo não purifica mais todo o pecado, mas virou palavra de ordem para amarrar o pecador. O grande problema é que o fogo divino depende de Deus e o fogo humano é produzido a qualquer hora, circunstância e empolgação. “Emoções fortes despertadas durante o culto não constituem necessariamente uma evidência de que houve verdadeira adoração” – John MacArthur Jr.

OS CRENTES NÃO PODEM ADOECER: Os pregadores da fé afirmam que tanto a salvação quanto à cura física estão totalmente garantidas em Is 53.4,5. Veja Mt 8.14-17 e 1Pe 2.24. Ora, em Mt 8.14-17, Jesus ainda não havia morrido. Assim, o que Mateus quis dizer é que dentre as atribuições do Messias, uma delas seria curar os enfermos. Quanto ao texto de 1Pedro 2.24, podemos ver que o apóstolo aplicou a passagem de Isaías 53 para se referir ao pecado e não à enfermidade física. Deus cura sempre? A enfermidade de Timóteo (1Tm 5.23), de Trófimo (2Tm 4.20) e de Epafrodito (Fp 2.25-30). O espinho na carne do apóstolo Paulo (2Co 12.7-10). Veja Gl 4.13-15; 6.11 e At 23.1-5. A morte do profeta Eliseu (2Rs 13.14-21). Devemos nos lembrar que há uma cura melhor que a do corpo, é a cura da alma. Tenhamos mais medo do pecado que dos sofrimentos.

PROFETISMO SEM BÍBLIA: Escutamos frequentemente: “Eu profetizo!”; “Profetize pra seu irmão”. A Bíblia ensina que a profecia não depende do “EU” querer: “… porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirado pelo Espírito Santo”. (2Pe 1:21). É bom observarmos que os homens santos de Deus também não usaram essa frase; ao contrário, quando profetizaram, disseram: “Assim veio a mim a palavra do Senhor…” (Jr 1.4); “Assim diz o Senhor…” (Jr 2.5; Is 56:1; 66.1); “Ouví a palavra do Senhor…” (Jr 2.4); “E veio a mim a palavra do Senhor” (…) “disse o Espírito Santo…” (At 13:2); “…Isto diz o Espírito Santo…” (At 21.11); “Mas o Espírito expressamente diz…” (1Tm 4.1). Em todos os casos, não aparece o “EU”, aparece a pessoa divina.

Outro fator a pensar é este: As pessoas que profetizam bênçãos não esclarecem que tipos de bênçãos. As profecias bíblicas sempre especificaram que tipo de bênção ou de juízo sobreviria ao povo. Mas, hoje, é só isto: “Eu te abençôo”. É um procedimento totalmente fora da palavra de Deus. Deus é quem abençoa.

EXALTAÇÃO DO HOMEM: Algumas pessoas dizem: “Eu não quero saber o que a Bíblia dia, eu quero saber o que Kenneth Hagin diz”. O homem é o centro das atenções. O culto é preparado para ele. Os louvores, a pregação “positiva”. “Muitos vêm ouvir a Palavra somente para satisfazer seus ouvidos; eles apreciam a melodia da voz, a doçura suave da expressão, a novidade do conceito (At.17:21). Isso é amar mais o enfeite do prato do que o alimento em si; isso é o mesmo que desejar mais agradar a si mesmo do que ser edificado. É o mesmo que uma mulher que pinta o seu rosto e se esquece de sua saúde”. Thomas Watson.

ÊNFASE DEMASIADA NO MINISTÉRIO DOS ANJOS: A Nova Era fala também sobre o ministério dos anjos. Em nenhum lugar das Escrituras somos ensinados que podemos mandar nos anjos. Hoje existe até a troca do anjo. Os anjos estão sob a autoridade exclusiva do Senhor.

INTERPRETAÇÕES E PREGAÇÕES MÍSTICAS: Alguns dizem que existe um sentido oculto que só pode ser alcançado pelas pessoas especiais. As pessoas dizem: “Eu quero dizer uma coisa que não está revelada na Bíblia, pois Deus me revelou nesta noite”. Ignoram as regras de Hermenêutica e Exegese. Afinal, “Deus dá na hora”. As pregações de hoje são mais de auto-ajuda do que a ministração do alto. “A demanda gera o suprimento. Os ouvintes convidam e moldam os seus próprios pregadores. Se as pessoas desejam um bezerro de ouro para adorar, o ministro que fabrica bezerros‟ logo é encontrado” – John MacArthur Jr.

USO DE CHAVÕES: Chavões tais como: “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, “Eu decreto”, são pronunciados sem a menor reflexão ou sentido de responsabilidade. Os crentes e, infelizmente, muitos líderes, comportam-se como se fossem Deus; colocam o “EU” na frente e soltam palavras que não fazem parte das alianças divinas, das promessas divinas, dos oráculos divinos, dos estatutos divinos, da graça divina, da misericórdia divina, do amor divino. Falam da forma como Deus não mandou falar, declaram o que Deus não mandou declarar. “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, “Eu determino” são expressões despidas da espiritualidade ensinada na palavra de Deus; são frases que revelam a altivez do coração humano, são palavras que, por não terem respaldo bíblico, não mudam situação alguma. Veja o assunto: “Existe realmente poder em nossas palavras?”, na página 32.

“Toma posse da bênção”. Comparando isso com o procedimento de Jesus e dos apóstolos, afirmamos que é errado usar o termo “Toma posse da bênção” como meio de termos as bênçãos divinas concretizadas em nossa vida. Os discípulos e o próprio Jesus nunca cometeram esse tipo de equívoco, pois, em lugar de dizerem: “Toma posse da bênção”, eles disseram: “…se tu podes crer; tudo é possível ao que crê” (Mc 9.23); “…Tende fé em Deus…” (Mc 11.22), “…grande é a tua fé!…” (Mt 9.28) “…Seja-vos feito segundo a vossa fé” (Mt 9:23); “Em nome de Cristo, o nazareno, levanta-te e anda…” (At 3:6). Assim, em vez de as bênçãos serem direcionadas para o homem, a palavra de Deus ensina as pessoas a direcionarem suas esperanças para Deus, através da fé. Alguns pregadores, como Lutero, falam em “tomar posse” mas num sentido muito diferente dos pregadores hodiernos.

FALSIFICAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS: É “fogo estranho”. Levítico 9:1-24; 10:1-3. Podem-se encontrar incensários à venda, fogo em pacotinhos, se você quiser. Ninguém faz esta avaliação, ninguém pondera sobre estes sistemas, ninguém questiona nada, o que interessa é fazer o povo feliz e deter o controle e o poder. Que tipo de espiritualidade nós queremos? – Gl 3:3. Alguns dizem: – Está sob o nosso controle: a gente faz dançar, a gente faz pular, a gente faz chorar, se o Espírito não derrubar não faz mal não, a gente dá uma pernadinha e o irmão cai; uma tapa na testa e pronto, tá resolvido. É isto que o povo quer, é de espetáculo que o povo gosta, é novidade que mantém o interesse da Igreja. A diferença entre a chama divina e o fogo estranho é a de que a chama divina está no controle soberano de Deus.

Fala-se hoje de “Tapete de Fogo”; “Metralhadora do Espírito”; “Granada do Espírito”; “Vassoura de Fogo”; “Unção do Riso”; “Cola do Espírito Santo”.

USO DE AMULETOS: Um amuleto é um objeto de superstição. Pode ser descrito como: “um objeto no qual está escrito uma fórmula de encantamento ou sobre a qual se recitou um encantamento, com o fim de proteger a pessoa que usa contra perigos, doenças, demônios, fantasmas, magia negra, e para trazer boa sorte e fortuna”. (Frank Gaynor. Ed. Dictionary of Mysticism. Nova Yorque. Citadel Press. sd.pp.10).

O uso dos elementos mágicos dos cultos e das superstições populares do Brasil, entre eles o sal grosso (para afastar maus espíritos), a rosa ungida (usada nos despachos e nas oferendas a Iemanjá), a água fluidificada (usada por credos espiritualistas a fim de trazer a influência espiritual para o corpo humano), fitas e pulseiras (semelhantes na sua designação às fitas do chamado Senhor do Bonfim), o ramo de arruda (usado para afastar coisas más) e uma quantidade enorme de apetrechos aos quais se emprestam supostos valores espirituais que podem ser passados por seus usuários.

No começo era a simples fé na oração, agora a mistificação de objetos. Na crença animista cada objeto possui uma alma, ou seja, é um ser espiritual. Atualmente alguns segmentos acreditam que uma vez que se unge alguma coisa, ela passa a ter poder, ou nos proteger como se fosse um espírito.

Ao aceitarmos o senhorio de Jesus, recebemos o Espírito Santo (1Co 6.19 Ef 1.13); nossos pecados são perdoados (At 10.43; Rm 4.6-8); somos recebidos como filhos de Deus (Jo 1.12); somos filhos, logo somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo (Rm 8.17); passamos da morte espiritual para a vida espiritual (1Jo 3.14); somos novas criaturas (2Co 5.17); o Diabo se afasta e não nos toca (Tg 4.7; 1Jo 5.18); não estamos mais sujeitos às maldições (Jo 8.32,36); a salvação nos leva a um relacionamento pessoal com nosso Pai e com Jesus como Senhor e Salvador (Mt 6.9; Jo 14.18-23); estamos livres da ira vindoura (Rm 5.9; 1Tss 1.10; 4.16-17; Ap 3.10), além de outras bênçãos.

CARACTERÍSTICAS DE UMA VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE

1. Uma Espiritualidade Trinitária: A verdadeira espiritualidade coloca Deus no centro. O Espírito glorifica a Cristo. A soberania de Deus é proclamada e vivida. (1Cr 29.11; Dn 4.35; Sl 115.3; 1Tm 6:15; Ef 1.11; Rm 11.36; Sl 39.9). O homem não passa de vaso de barro. (Is 29.16; 45.9; 2Co4.7).

2. Uma Espiritualidade Verdadeira Coloca o homem no seu devido lugar: Quem é o homem? 1Rs 8.46; Jo 14.4; Sl 51.5; Sl 58.3; Ec 7.20; Is 64:6; Jr 4.22; Jr 9.5-6; Jr 13.23; Jr 17.9; Jo 3.3; Jo 3.19; Jo 3.36; Jo 5.42; Jo 8.43,44; Rm 3.10-11; Rm 5.12; Rm 7.18, 23; Rm 8.7; 1Co 2.14; 2Co 4.4; Ef 2.3; Ef 4.18; 2Tm 2.25-26; 2Tm 3.2-4; Tt 1.15.

3. Uma Espiritualidade Comunitária. A verdadeira obra do Espírito produz amor cristão na igreja. Reconciliação e comunhão que desemboca na sociedade.

4. Uma Espiritualidade Centrada na Palavra de Deus. A verdadeira obra do Espírito aproxima as pessoas da Palavra de Deus. O misticismo afasta.

5. Uma Espiritualidade Missionária. Há serviço, oração, intercessão, quebrantamento que extrapola os muros de nossas igrejas. Vai para o campo, para as ruas, guetos e becos. Não fica apenas “decretando” e “amarrando” os demônios na cadeira confortável de seu templo. Não existe verdadeira espiritualidade sem serviço. Hoje há muito ativismo, mas pouco serviço.

Como reconhecer o trabalho do Espírito Santo de Deus? Três critérios nos auxiliarão:

(1) O fim principal do trabalho do Espírito é a Glória de Deus. Cristo, cheio e liderado pelo próprio Espírito, assim especificou – Jo 4.34; 5.19; 5.30; 5.43; 6.38; 17.4. No que dizem respeito aos demônios, estes procuram a auto-adoração e a própria glorificação. Não é esse o desejo de muitos pregadores de hoje?

(2) A suprema autoridade do Espírito é a Palavra de Deus: Dt 29.29. Demonstrar mais estima e procura por “revelações ocultas” do que pela revelação bíblica, é um insulto ao Deus todo-poderoso, que nos criou em amor para que o adorássemos e o servíssemos. Sola Scriptura: Sl 19.7; 119.130; Pv 1.1,4; Ef 3.1-2,4; Dt 4.2; Dt 12.32; Pv 30.5-6; Ap 22.18-19; Mt 15.3-6; Mc 7.5-7; 1Tm 4.1-2.

(3) A mensagem principal do Espírito é o Evangelho de Deus (At 1.2 e 8).

O PERIGO OPOSTO DE TUDO ISSO: O racionalismo exagerado: Ou seja, não crer na ação do Espírito Santo nos dias de hoje. Não sentir mais a necessidade de orar, de buscar a presença de Deus, de santificação, de quebrantamento