AS SETE VESTES QUE JESUS USOU PARA NOS SALVAR
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Texto Is. 53.4-5
Introdução O profeta Isaias às vezes se referia à nação de Israel como servo (Is. 49.3). O principal Servo do Senhor que o profeta estava se referindo, era claramente um homem, o Messias Sofredor que ainda estava para vir ao mundo (Is. 53.6). Isaias retrata Cristo como Aquele que seria desprezado e rejeitado (Is. 53.3). Ferido e machucado (Is. 53.5). Este Servo, um dia teria a sua aparência desfigurada pelo homem, devido os maus tratos (Is.52.14). Conheceria a tristeza e a dor no coração, mas estabeleceria a Sua justiça para todos (Is. 42.4). Quando tomou sobre si a forma de homem, Cristo passou a ser sensível a toda dor, a toda tristeza, a todas as injúrias e aos desenganos que o ser humano já conhecia. Por meio da humanidade de Jesus, a sua divindade experimentou tudo que o homem herdou quando pecou. Sofreu maus tratos e maldades que o homem ímpio e os anjos caídos lhe causaram em forma de dor, humilhação, vexame e afronta. Ao invés de compartilhar a aflição de Cristo, os homens se apartaram dele com amargura e o desprezaram. O povo considerava que Cristo era “ferido de Deus”, porque a lei afirmava: “Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Dt. 21.22-23). Houve um dia que até os seus discípulos fugiram e o abandonaram. (Mt.26.56). Ele não protestou, nem se queixou para se defender. O seu silêncio foi a melhor evidência de uma submissão total e incondicional (Mt. 26.39-44). A missão de Jesus envolveu muita dor, sofrimento, desagrado e pesar por causa dos pecados da humanidade. Semelhantemente, todos que seguem Jesus, provavelmente terão os mesmos sofrimentos e frustrações de alguma maneira. Nascer para Morrer!. Essa é uma idéia estranha e contrária dentro da lógica humana. O normal é nascer para viver, desfrutar a vida e conquistar a vida eterna. Jesus foi à única exceção em todo o Universo. Ele mesmo declarou que “não veio para ser servido, mas para servir, e dar Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10.45). Queridos, esse propósito foi tão sobrenatural e comovente na vida de Cristo, que os Quatro Evangelhos dedicam mais de um terço de suas páginas para descrever a paixão, a morte e a ressurreição do Senhor. Jesus não teve interesse maior, ou motivação mais profunda do que vir, para salvar a humanidade. E para o cumprimento de tal finalidade, concentrou todo Seu amor pensando sempre na redenção do ser humano. Jesus sabia que o mundo precisava D’Ele para ser salvo. Jesus sabia que a ovelha extraviada devia ser encontrada, a maldade devia ser vencida, e a morte derrotada. Um só Ser podia realizar toda essa tarefa suprema: Jesus Cristo, O Deus encarnado, O Messias Prometido. Amados, não existe palavra humana que possa explicar essa dimensão infinita de amor. Não há mente que possa entender a sua plenitude. Com total submissão, Jesus aceitou a sentença de morte. Ele seria crucificado e um criminoso seria libertado. Interessante que o mesmo Jesus que havia modelado o homem com Suas mãos quando o criou, agora tinha as mãos cravadas na cruz. O mesmo Jesus que havia caminhado de povoado em povoado, e até sobre as ondas do mar, agora tinha os pés imóveis e sangrando sobre o madeiro. O mesmo Jesus que criou o Universo infinito com o poder de Sua palavra, agora mal podia balbuciar algumas frases na cruz. O mesmo Jesus que criou os oceanos, os mares e as fontes das águas, agora dizia “tenho sede”, e não teve quem lhe desse um copo de água sequer!. O mesmo Jesus que havia curado tantos doentes, agora não tinha ninguém a Seu lado que acalmasse sua terrível dor na cruz. Aquele que merecia receber o melhor tratamento dos homens, foi quem recebeu o pior tratamento!. Quem não merecia sofrer, foi quem mais sofreu!. O maior inocente da história foi crucificado entre ladrões, como o maior culpado!. Seu infinito amor nos acompanha até hoje. O sangue que Ele derramou na cruz continua nos purificando e assegurando o perdão de nossos pecados. Quem aceita pela fé essa entrega, pode ter certeza que terá nova vida na eternidade!. Em Mt.9.29 – A Bíblia diz que Jesus se Transfigurou na presença de três discípulos. Eles viram a Sua glória celestial. Viram exatamente como Ele era: Deus em um corpo humano!. A Bíblia relata que Jesus mudou Sua aparência e transformou-se em uma figura radiante, a ponto de Suas vestes ficaram “brancas e resplandecentes”. No entanto, não foi essa veste “branca e resplandecente” que ele usou na terra para cumprir a sua missão. Quando lemos a Bíblia, descobrimos que Jesus usou SETE vestes no Seu ministério. São as vestes que marcaram a trajetória da Sua missão. Foram através dessas vestes, que o mundo recebeu a Sua redenção e a Sua graça. No meio que vivemos, as nossas vestes representam o tipo de pessoa que somos. Vestes então, falam de comportamento, de classe social, de costume, de autoridade, e de atitude. Por isso convido você agora a uma profunda reflexão sobre as SETE vestes que Jesus usou para realizar a sua missão para salvar a humanidade. PRIMEIRA VESTE - A RESPLANDESCENTE (Lc. 23.11) Representa A Vaidade, O Orgulho, A Injustiça. O Poder. - O orgulho é um pecado (Pv.21.4); ele origina-se no desejo de poder e de autoridade que nasce no coração da pessoa (Lv.26.19); ele desencadeia situações que provocam a queda do homem (Pv.16.18). É uma maneira de insultar alguém; é uma atitude errônea de quem expressa justiça própria (Lc. 18.11-12); sai do coração do homem e é contaminador como outros pecados (Mc.7.20-23), passa a duvidar de Deus por causa do seu orgulho (Sl.10.4). Queridos, o verso que lemos, serve de base para destacar a atitude de um rei orgulhoso por seus feitos, e da sua posição privilegiada, que não reconhecia sua inferioridade diante de Deus Todo Poderoso. Nesse texto, lemos que Jesus é levado de um lado a outro para ser julgado. Primeiro e conduzido a Anás, depois a Caifás, depois a Pilatos, a Herodes, depois volta a Pilatos para ter sua sentença decretada: Morte de Cruz para o rei dos Judeus!. Quando Cristo é levado a Herodes, ele e seus homens já não temiam a Jesus. Desta forma decidiram divertir-se às suas custas e puseram Nele uma “veste resplandecente”. Foi uma atitude de zombaria por causa da Sua afirmação de ser Rei. Isto significa que os pecados estavam caindo sobre Jesus. O orgulho traduz um conceito elevado ou exagerado de si próprio, que acaba nos levando à soberba. É a descoberta de um orgulho exagerado, arrogante, insolente e brutal. A nobreza sempre cometeu muitas injustiças durante a história. O manto da realeza, nos fala da vaidade, do poder, do abuso, da força e da influencia, que aparenta tão bela, mas que por trás, existe muita sujeira. O orgulho, a soberba, a vaidade pessoal, o egoísmo, enfim, todos esses pecados caíram sobre o Santo e Justo Filho de Deus. Em Atos 12.21-23 – Há um relato muito interessante. O rei Herodes compareceu ao tribunal vestindo um manto prateado. Quando o manto brilhou ao sol, a multidão deslumbrada gritava, chamando Herodes de deus!. Ele não rejeitou a declaração de um ser um deus!. Gostou da bajulação o povo – por isso sofreu com a conseqüência de tal blasfêmia. Herodes adoeceu imediatamente, e depois de vários dias sofrendo de fortes dores, morreu. O desejo de ser divino, de ser tratado como um deus é a raiz do orgulho, do poder e da vaidade de uma pessoa. Por outro lado, a essência da humildade, nos faz lembrar de que somente Deus é Deus. SEGUNDA VESTE - A ESCARLATE (Mt. 27.26-28) Representa a Violência. O Derramamento de sangue na Terra. As guerras Mundiais e Familiares. A violência é um estado caracterizado pelo acúmulo de grande irritação que leva o indivíduo a um descontrole emocional sem precedentes. A veste escarlate, ou capa vermelha, usada pelos soldados romanos, nos fala da violência humana. A Bíblia relata que Pilatos mandou castigar Jesus de modo tão severo para que o povo tivesse pena dele e dissesse: “Já chega!. Pode soltá-lo” (Jo.19.4-5). Puro engano!. A multidão gritava cada vez mais para que Ele fosse crucificado imediatamente!. Amados, quanto sangue já não foi derramado na terra!. Seja por guerras, pelo tráfico ou por vingança. Lembra que o ser humano não se entende com seu próximo. Os impetuosos, assim como os soldados romanos, são maus, violentos e sanguinários. Jesus morreu por todos estes pecados, por isso lhe vestiram com aquela capa. Veja como a sabedoria de Deus é tremenda. Os soldados achavam que estavam zombando de Jesus, mas estavam na verdade, participando de um ato profético. Eles falavam de seus próprios pecados. E, despindo-o, o cobriram com uma capa de escarlate (Mt. 27.26-28) – O próprio Deus enviou Seu Filho para livrar o homem da violência. Jesus é o único escape para o homem que exerce a força bruta, a desunião, a guerra e o desejo ardente de vingança. Essas atitudes ferem e entristecem o coração de Deus. Veja o que diz Sl. 73.6 – “Pelo que a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de um adorno”. É próprio do ser humano que é violento sentir o desejo de matar seu próximo, quando é ofendido. O primeiro desejo de quem sofre uma ofensa é a pessoa “pagar com a mesma moeda”. Para o violento, tirano, bruto, essa atitude lhe traz prazer, como se fosse uma conquista, um troféu, uma vitória. Tal pensamento jamais foi coerente com o espírito cristão (Lc.9.52-55). A TERCEIRA VESTE – A HUMILDADE (Mt. 18.1-4) Fala da humanidade de Jesus que morreu por nossos pecados. Suas próprias vestes nos contam o quanto Jesus se identificou com o homem. Ele próprio se fez homem e habitou entre nós. Sentiu nossas dores, passou fome, frio, se angustiou. Viveu como um ser humano perfeito, assumiu a forma humana, nasceu como todo ser humano nasce. Se esvaziou, e assumiu a forma de servo. Era puramente humano, pois pensava, raciocinava e se emocionava como todo ser humano normal. Jesus não desceu dos céus, e sim nasceu de uma mulher humana. Passou por todas as fases que uma criança tem que passar. Cresceu como toda criança normal cresce: foi alimentada por comida e água. Não tinha características físicas diferentes de outras pessoas. Era um homem comum no meio da multidão. Possuía alma humana e emoções humanas. Os que cresceram na casa D’Ele, e trabalharam com Ele, não perceberam que era o próprio Deus vivendo em carne na terra. Era um homem simples, desde o seu nascimento até a sua morte, pois nunca conheceu o que era luxo. Seu nascimento nos dá uma lição de humildade. Veio ao mundo numa estrebaria de uma aldeia obscura, sua mãe envolveu-o em simples panos, e no seu “quarto” não havia decoração, nem conforto!. Foi assim que Jesus veio ao mundo!. Era filho de gente pobre, humilde, e o “berço” que seus pais puderam lhe dar foi um caixote onde os animais comiam. Lembramos que oferta que seus pais ofereceram no Templo, foram apenas duas pombinhas, um recurso de pessoas humildes!. Suas roupas eram simples, comuns, muita gente usava roupa comum, feita por homem comum, e para homem comum. Jesus morreu por todos, sem distinção. Na hora de sua maior aflição, Ele não pediu vingança ao Pai, pois naquela hora poderia transformar a terra em minúsculos grãos de areia se quisesse. O que Ele fez foi pedir ao Pai que lhes perdoassem. Deu-nos o maior exemplo de bondade e humildade, para que nós também o imitássemos em sua perfeição. Muitas vezes quando alguém nos elogia, reconhecendo algum ato de bondade ou mesmo alguma habilidade que há em nós, isso nos enche de alegria, de satisfação pessoal, e o nosso “eu” transborda, e esquecemos que somos simples criaturas. Toda a honra e glória só a Deus pertence!. Em Lc. 18.18-19 – Jesus nos dá outro belo exemplo de humildade, quando foi exaltado por um príncipe, o qual lhe chamou de “bom mestre”. Jesus não acolheu esse tratamento. Mesmo com todo o poder no céu e na terra, reverenciou o Pai, como único merecedor, digno de toda honra e glória. A QUARTA VESTE – A TÚNICA SEM COSTURA (Jo 19.23-24) Lembra do sacerdócio Perfeito e Eterno de Jesus. Segundo as leis romanas, as vestes de um condenado à morte pertenciam aos carrascos. Jesus usava duas peças de roupa. O manto que era longo e vistoso, e a túnica que era uma vestimenta fina que ia do pescoço ao calcanhar. As vestes que Jesus usava podiam ser facilmente rasgadas, mas não a túnica. Foi por isso que os soldados dividiram as vestes e “lançaram sortes sobre a túnica”. Sem saber os soldados também cumpriram a profecia de Davi registrada em Sl. 22.18. Essa passagem é considerada uma profecia messiânica. A Bíblia diz que a túnica era tecida toda, de alto a baixo e não tinha costura. (Jo. 19.23). Acima vemos o que João diz, que as vestes de Jesus foram repartidas em 4 partes. Isto só reforça que Jesus morreu por todos. Quatro é um número completo, geograficamente falando, pois os pontos cardeais são: norte, sul, leste e oeste. Deus amou o mundo, portanto Ele amou os 4 cantos da terra (Jo.3.16). A túnica não foi rasgada porque simboliza o sacerdócio de Jesus, indivisível, indestrutível e que dura para sempre. Jesus não divide sua gloria com ninguém, só Ele é o mediador entre Deus e os homens. Maria não pode interceder por nós, nem anjos, nem apóstolos, nem outro nome no céu ou debaixo do céu. Os sacerdotes também usavam esse tipo de túnica. Dizem que Jesus usava esta túnica por baixo das roupas, ou seja, seu sacerdócio ficara escondido, não fora revelado de imediato aos homens, mas hoje sabemos que Ele é o sumo Pastor das nossas almas A QUINTA VESTE – O LENÇOL (Jo. 19.40) Refere-se à Vergonha. A nossa Nudez. A Desonra e A Humilhação. Foi o nosso Pecado que caiu sobre Jesus. Depois de morto Jesus foi sepultado entre os ricos, com lençóis de linho fino. Isso nos fala de Justiça. Era tradição judaica sepultar e envolver seus mortos em linho fino. Esse procedimento era praticado pelos judeus, ao contrário dos egípcios, que tirava os órgãos internos e conservavam o corpo com produtos para isso. Jesus morreu como perfeito judeu, observante da Lei Mosaica. A Bíblia diz que Jesus cumpriu toda a Lei e a Justiça de Deus. Interessante que os judeus viam a morte de Jesus como um escândalo, mas a igreja vê a morte D’Ele como um cumprimento profético do AT. A morte de Cristo foi infinitamente mais que o sacrifício de um mártir, porque um mártir não pode nos regenerar ou perdoar, e tampouco resgatar um pecador do mal. Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, (Jo 20.6). Jesus ressuscitou e deixou os lençóis para trás, porque venceu a lei. Ele instituiu a nova aliança: A Graça de Deus! Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir (Mt. 5.17). O estado do pecador aos olhos de Deus é pura nudez. Jesus foi despido, pois nossa vergonha caiu sobre Ele. A SEXTA VESTE – A DA GLÓRIA (Jo.1.14) É a veste da Exaltação, que nos leva a Crer e Recebê-Lo como Deus. Nada pode mudar essa verdade. No AT, Deus manifestava a sua Presença no meio do povo através da sua glória. Moisés rogou a Deus que lhe mostrasse a sua glória (Ex.33.18). O profeta Ezequiel presenciou a glória do Senhor saindo do templo, e mais tarde no cap.34, presenciou a glória de Deus voltando ao templo. Era a presença de Deus retornando à sua habitação. Aqueles, que não reconhecem Jesus como o próprio Deus, estão procedendo da mesma forma como os soldados fizeram quando Ele estava na cruz: ainda estão despindo-o, debochando e duvidando da sua divindade. No NT, Deus manifesta a sua Glória ao homem na pessoa de Jesus. Ele é a Glória de Deus que veio habitar em nosso meio. Para que a glória de Deus fosse revelada ao homem, foi necessário que Jesus morresse e ressuscitasse ao terceiro dia com um corpo glorificado, para então subir aos céus para cumprir todas as coisas (Ef.4.8-10). Pela sua Majestade, Ele nos oferece uma grandiosa salvação (Hb.2.3). Ainda há aqueles que até reconhecem Jesus como Filho de Deus, mas não lhe tributam como o Deus Todo Poderoso. Por falta de verdadeiro conhecimento da Palavra de Deus, ficam prestando cultos para outros deuses, esquecendo-se do seu verdadeiro Criador. São deuses criados pelas suas fantasias, achando que podem operar milagres, que são deuses poderosos, que podem ajudar e resolver as suas necessidades. Quanto engano!. Quanta ingenuidade!. Só Jesus é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele está vestido de glória e majestade. Veio como profeta, vive nos céus como sacerdote, e está prestes a voltar para implantar o seu reinado na terra (Ap. 17.14). Ele, sendo Deus, conhece toas as nossas necessidades, até mesmo antes de pedir-lhe alguma coisa, porque Ele é Deus, e Nele podemos confiar sem sombra de dúvidas (Ef.3.20). Ele está presente conosco, todos os dias (Mt. 28.20), e nos concede a Sua Graça suficiente (II Co.12.9) A SÉTIMA VESTE – A DO PODER (Mc.6.56) Fala das nossas enfermidades. Da cura física. Da cura da Alma do homem. Jesus é o próprio Deus. Havia poder na sua veste para curar os enfermos, libertar os oprimidos e quebrar os grilhões do diabo (Mt. 28.18). Concedeu poder para a sua igreja, deu direito de usar esse poder contra todo mal que se levantam sobre nossas vidas. (Lc.10.19). Manifestou seu poder até sobre a natureza (Mt.8.26). Em Mc.5.25-34 - lemos na Bíblia a história de uma mulher que sofria 12 anos de um fluxo de sangue e ficou curada quando tocou nas vestes de Jesus. Os evangelhos falam de enfermos tocando em Jesus (Mc. 3.10 – 6.56), como também fala de Jesus tocando nos enfermos (Mc.1.41-42 – 7.33-35 – Mt.8.3-15 – 9.29-30 – 20.34 – Lc. 5.13 – 7.14-15 – 22.15). As curas aconteciam instantaneamente, bastava o contato de Jesus e a sua Presença, para que os todos os doentes fossem curados. Ele se compadecia dos sofrimentos dos enfermos que vinham ao seu encontro para serem curados. Nossa atitude e dever, é de sempre buscarmos a nossa cura se aproximando de Jesus. Ele nos concederá o seu amor, a sua graça, a sua misericórdia, e a nossa cura. São as virtudes que Jesus expressa com Seu eterno amor por nós. Jesus já demonstrou ao mundo, que está no coração e no propósito de Deus curar todos os que estão enfermos e oprimidos pelo diabo. Conclusão Queridos, Jesus andou no meio de homens carnais, incrédulos e escarnecedores. Enfrentou grandes desafios. Zombaram, perseguiram e duvidaram de que era o Messias. Como poderia capturar os corações daquele povo para moldá-los em uma nova criatura? Para isso, Jesus vestiu as Sete Vestes para nos ensinar o caminho da Salvação. Jesus veio para abolir a lei do apedrejamento, do olho por olho, do sentimento de vingança, da hipocrisia, e da incredulidade afim de conquistar o coração daqueles que estivessem dispostos a se arrependerem. Se não fosse assim, a humanidade estaria condenada para sempre!. Permita nesse instante que Jesus faça parte da sua vida como seu Senhor e Salvador. Que Deus te abençoe! Amém. |
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
AS SETE VESTES QUE JESUS USOU PARA NOS SALVAR
O Natal é Papai Noel ou Jesus?
O Natal é Papai Noel ou Jesus?
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Eu sou a raiz e a geração de Davi, a brilhante estrela da manhâ. Ap 22:16
Porque não demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo fábulas engenhosamente inventadas...2Pe 1:16b. Estamos em uma época de Mês muito bonita, mês de dezembro, onde o mundo comemora o natal. Época onde tudo brilha através dos efeitos iluminados de luzes em prédios, casas, ruas, cidades etc Tempo de presentes, todos querem presentear seus ente-queridos nesta época como prova do seu amor e afeição...mas também é época onde o mercado faz seu maior faturamento em cima do dinheiro ganho com esforço pelo trabalho de um pai, ou uma mãe de família. Não bastar isso, quantas crianças não ficam tristes e inconsoladas nesta época por não terem os seus pais, condições de lhes ofertar um presente, causando com isso dor, complexos, e vários tipos de sentimentos que um dia irão acarretar os seus sentimentos interropendo-a de que siga para uma vida firme e convicta de quem ela é ou poderia ser um dia! As pessoas sofrem por que lhes faltam entendimento, se acostumaram tanto a ser enganados e se conformarem com o engano, que não lutam mais pela verdade porque já não sabem mais o que é verdade nas suas vidas. Não renovam suas mentes procurando realmente saber o sentido das suas vidas ou porque o mundo é assim com tantas desigualdades onde uns têm tanto, enquanto outros nada possuem...porque? Nesta dúvida e comodismo por não procurarem saber a verdade é que colocam a culpa em Deus, naquele que é realmente verdadeiro e justo, e acabam dizendo que a vida é assim mesmo, que foi Deus quem fez as coisas assim, que nasceu para sofrer, e que este é o seu carma...sofrer, enquanto que outros possuem o carma de ter sorte e de obter uma vida próspera . É assim mesmo a vida? é isso que Deus criou para que vivessemos? Sabe, tudo isso acontece é porque as pessoas comemoram o natal mas nem sabem o que ou de quem estão falando. O que é o natal? Quem é papai Noel e o que ele tem haver com Jesus? Papai Noel é o pai de Jesus para ser o homenageado maior deste evento onde o responsabilizaram como o grande doador de presentes? ou foi Deus Pai Criador, o todo Poderoso que nos presenteou Jesus, seu único filho para salvação de todo aquele que nele crer? Natal, o verdadeiro sentido desta palavra é que um dia na cidade de Belém um bebê nasceu, um filho nos foi dado através do poder de Deus que envolvendo uma virgem deu à luz a um menino que seria o MARAVILHOSO, CONSELHEIRO DEUS FORTE PAI DA ETERNIDADE E PRINCIPE DA PAZ (Is 9:6), o presenteador daqueles que o buscam.(Heb 11:6). Quando Jesus nasceu na cidade de Belem da judéia, existiam três estudiosos(chamados na época de magos por serem sábios) que guiados pela estrela da manhã chegaram até onde o menino Jesus estava (Mt 2:2) aquela estrela indicava o nascimento do Salvador, e hoje aquela estrela nasce em nosso coração quando recebemos e acreditamos em Jesus e conhecemos quem verdadeiramente ele é: O nosso Natal. Não vejo em nenhuma parte do Novo Testamento, alguel falar que no nascimento de Jesus existia lá também alguem chamado Papai Noel. Natal quer dizer: nascimento, é Cristo que nasce em nosso coração quando cremos nele através da sua Palavra. Não temos que esperar o mês de dezembro para ser o natal em nossas vidas e fazermos coisas boas, ou olharmos para a nossa família, afinal foi para isso que fomos criados, para boas obras (Ef 2:8) etc...quando temos Jesus em nosso coração, todos os dias são natal, porque ele se renova todos os dias em nós através de sua misericórdia que não tem fim. Na verdade, esse (papai Noel) pagão, só foi incluido nesta história para que fosse interrompida a mensagem real do natal onde Cristo não permaneceria um bebê, mas nasceu, cresceu, morreu e ressucitou por amor de todos, para que até aquela mais humilde e pobre criancinha que não ganha presente nesta época ou em época nenhuma, venha a entender que Deus não criou desigualdades sociais, mais o homem com seu coração duro e pervertido por não acreditar em Jesus é quem gera todas essas coisas por amor ao dinheiro que é a raiz de todos os males. Quando sabemos disso, somos informados da verdadeira situação do homem sem Deus, que infelismente o sistema mundial ainda é governado por homens que amam mais o dinheiro e que são fanfarronas, que zombam de Deus, desobedientes a seus pais, injustos e ingratos, mentirosos, desordeiros, imorais, cruéis que preferem divertir-se com tudo isso, fazendo maldades do que adorar a Deus (2Tm 3) então entendemos o porque que Cristo morreu e ressucitou para nos salvar de tudo isso, porque Cristo em nosso coração, é a esperança da Estre-la da Manhã, Jesus, guiar nossas vidas e Ele prometeu que Feliz será a nação quando ele for o Senhor (Sl 33:12). Por isso que quando Maria, criatura serva do Senhor recebeu em seu coração a estrela do natal(o anuncio daquele que havia de vir salvar a humanidade, humanidade esta que ela estava incluída) ela cantou: Quanto me alegro em Deus meu Salvador, porque ele fez grandes coisas comigo, o seu braço é cheio de poder, ele derrota os ORGULHOSOS E ARROGANTES e exalta os humildes, satisfaz o coração dos Famintos e despede os ricos com mãos vazias...(Lc 147-54). Isso é que é presente! onde os cansados são ajudados, onde os famintos são sassiados, e os orgulhos são rebaixados pra que os humildes sejam exaltados diante daquele que os humilharam. Isso é um Verdadeiro Natal! onde todos os dias podemos dar glórias a Deus porque ele nos fez nascer para que ele habitasse em nós fazendo a Estrela da Manhã brilhar sobre cada um dos dias em nossas vidas, e assim declararmos: esse foi um dia de glória e paz porque ao acordarmos a Estrela Jesus iluminou nosso coração e nunca mais houve escuridão em nossas vidas. Feliz Natal realmente, só em Cristo, (sem papai Noel), afinal um é Verdade e Vida Eterna= Jesus. O outro... Papai Noel= mentira e engano profundo, ficção pagã. |
Natal: o dia do aniversariante esquecido.
Natal: o dia do aniversariante esquecido.
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“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz.” Is.9:6 Todos os anos, milhões de pessoas em todo o mundo comemoram o dia 25 de dezembro. Pintam e limpam suas casas, preparam comidas, compram presentes, convidam os amigos. Tudo isso é normal no que tange a preparação de uma festa de aniversário. Como é sabido, comemora-se nesta data o nascimento de Jesus, o Cristo, o Santo filho de Deus, que veio ao mundo para trazer salvação à humanidade. Mas infelizmente, apesar da festa ser sua, Ele nem sempre é convidado ou ao menos lembrado. Até os primeiros três séculos da era cristã, a humanidade não celebrava o Natal como conhecemos hoje. Foi preciso que o Império Romano adotasse o cristianismo como religião oficial, no século IV. A partir desse momento, a Igreja Católica passou a conferir significados católicos para as tradições e os simbolismos pagãos. Foi a apropriação destes cultos, sobretudo o de Mitra, que acabou gerando o nosso Natal, com a data de nascimento de Cristo sendo celebrada no dia 25 de dezembro, pois devido existir referências de que o Nazareno nascera na primavera, o imperador Julius achou por bem determinar que Cristo veio ao mundo no inverno, em 25 de dezembro, e assim absorver a milenar festa pagã de Mithra, comemorada na mesma data, e os festejos libertinos da Saturnália. Diante do que foi exposto acima, podemos refletir se realmente esta data é direcionada a comemorar a chegada de Cristo ao mundo, pois foi algo “determinado” por um homem, no caso o imperador Julius. Não se sabe com certeza a data real do nascimento de Jesus, mas sabemos que ele veio ao mundo para sacrificar-se por toda a humanidade e que está vivo e reina com o Soberano Deus. Talvez pela origem dessa comemoração, as pessoas não lembrem do aniversariante. Não me empolga essa data, pois sei que tudo isso é feito com fins capitalistas, para arrecadar lucros ao comércio. É tão falsa a intenção de comemorar o nascimento de Jesus que criaram a figura do “papai Noel” para intencionalmente substituir a pessoa de Cristo, afinal Jesus não traz lucro ao comércio. Enoja-me a hipocrisia das pessoas se passando por boazinhas quando chega o Natal, e somente nele, trocando presentes, abraçando-se, mas os corações cheios de ódio e inveja de seus semelhantes. E lembrar de Jesus não faz parte da festa. Quando esse mundo e seus mentecaptos moradores vão parar para refletir sobre o que Cristo fez por eles? Será que é tão importante comemorar bebendo e comendo, recebendo presentes do que agradecer a Deus por ter enviado seu filho unigênito para nos salvar? Ou talvez a minha roupa nova me renove mais que Cristo pode restaurar minha vida? E fazer o bem ao meu próximo, é somente neste dia? Meus irmãos, deixemos de lado a conduta hipócrita do mundo e sigamos os ensinamentos do grande Mestre, as coisas que este lugar pecaminoso e blasfemico em que vivemos nos oferece são armadilhas de satanás para as nossas vidas. Pode parecer um pouco radical o que estou a dizer, mas é a pura verdade. Eu particularmente não comemoro o Natal, porque sei que Cristo não nasceu nesse dia, mas a minha alegria por seu nascimento é uma constante, visto que Ele nasce todos os dias em meu coração trazendo a paz que eu necessito. Comemore diferente, todos os dias agradeça a Deus pelo nascimento da nossa esperança em Cristo Jesus, pela vinda do nosso Messias a este mundo em trevas, onde a sua luz iluminou-o. “O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz” Is. 9:2. Jesus é verdadeira luz do Natal, e essa luz está a nossa disposição todos os dias do ano. Só ele multiplica as nossas alegrias e transforma as derrotas em manifestações da Glória do Deus Altíssimo. Faça diferente, convide o aniversariante deste dia para homenageá-lo em sua casa e realmente viva o espírito de união e paz que supostamente se prega no Natal, pois com Jesus presente esse momento nunca será efêmero. Glória à Deus pelo nosso Redentor que vive e reina para todo o sempre. E porque ele vive, podemos crer no amanhã! A paz de Cristo a todos. |
O milagre do Novo Nascimento em Cristo
O milagre do Novo Nascimento em Cristo
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Em 1 Timóteo 2:4, Paulo afirma que Deus, nosso Salvador, "Deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade". A expressão "todos os homens" abrange toda a humanidade. Deus não seleciona alguns homens para a perdição e outros para a salvação, embora pudesse fazê-lo, por sua soberania, porque o desejo do seu amor é que "todos os homens se salvem".
Falando sobre a volta de Cristo, Pedro afirma que "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que não retarde a sua promessa, ainda que alguém a tenha por tardia, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se".
É óbvio demais para não ser entendido: Deus não quer que ninguém (nenhum ser humano) se perca, senão que todos (todos os seres humanos) venham a arrepender-se.
Esse é o desejo de Deus. "nenhum" quer dizer que ser humano algum fica de fora do propósito da redenção. "Todos" incluem todos os seres humanos sem discriminação, na possibilidade de arrependimento. Em Tito 2:11, Paulo afirma que a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens.
Em Efésios 2:8, Paulo afirma que "Pela graça sois salvos por meio da fé". A graça oferece o dom. A fé o aceita. Todos os que aceitam a oferta do amor de Deus, o seu dom gracioso, inserem-se, por isso, no número daqueles que foram predestinados por Deus para a vida eterna.
Portanto acredito que, Deus na sua presciência e nas prerrogativas da sua soberana vontade, antes da fundação do mundo, predestinou para a salvação a todos aqueles seres humanos de toda a história que, no uso da liberdade que o próprio Deus lhes deu, voluntariamente aceitaram crer em Jesus como Salvador e Senhor.
Ø O motivo porque é necessário.
Jesus falou do novo nascimento a Nicodemos, um dos principais dos judeus, o qual tinha vindo ter com ele de noite. Jesus lhe disse: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. “O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. (Jo 3:3-8)
Das palavras de Jesus sobre o novo nascimento se evidência que para entrar e para ver o reino de Deus é indispensável nascer de novo. As seguintes expressões: "...não pode ver o reino de Deus... não pode entrar no reino de Deus... Necessário vos é nascer de novo.." o demonstram. Portanto todos aqueles que querem entrar no Reino de Deus que está nos céus têm que nascer de novo, de outro modo ficarão fora dele.
Mas porque é que os homens têm que nascer de novo para poder entrar no Reino de Deus? Porque eles estão mortos nas suas ofensas e nos seus pecados privados da vida de Deus (cfr. Ef. 2:1). O novo nascimento é de fato uma ressurreição espiritual que permite àquele que está morto espiritualmente ressuscitar e tornar-se vivo do ponto de vista espiritual e, portanto apto a entrar no Reino de Deus.
Ø Como o se experimenta.
Mas como se faz para nascer de novo? Das pregações que Jesus Cristo dirigiu aos Judeus, tendo presente que as palavras que ele disse a Nicodemos: "Necessário vos é nascer de novo" eram dirigidas a todos os homens (e não Judeus naturalmente), se evidência que para nascer de novo é necessário arrependimento e crer no Evangelho conforme o que dizia Jesus aos Judeus: "Arrependei-vos e crede no evangelho" (Mc 1:15).
Não é, pois necessário o batismo na água para nascer de novo? Não; porque o novo nascimento se experimenta quando nos arrependemos e cremos no Filho de Deus, e não quando se é imerso nas águas batismais ou quando se sai fora delas. O Batismo representa o que o crente já experimentou pela fé no Cristo de Deus, ou seja, o novo nascimento; a imersão é o sepultamento com Cristo, a saída da água a ressurreição com Cristo.
Alguém dirá: Mas não está porventura escrito que se nasce de novo da água? Sim, mas ela não é a água do batismo, mas a Palavra de Deus que na Escritura é simbolizada pela água conforme está escrito aos Efésios: "Cristo amou A Igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra" (Ef. 5:25,26), e também em Isaías: "Assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não torna, mas rega a terra, e a faz produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será A Palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes, fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" (Is. 55:10-11).
Notai com quanta clareza a Palavra de Deus é comparada à água que desce do céu para regar a terra e fazê-la brotar. Ora, João disse que "aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus" (Jo 3:34), e de fato, Jesus, enviado por Deus, desceu do céu e anunciou-nos o que ele ouvira de seu Pai, isto é, a Boa Nova do Reino de Deus.
E nós que estávamos mortos nas nossas ofensas, fomos regenerados exatamente pela Palavra da Boa Nova nos anunciada por Cristo, conforme está escrito: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre... E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada" (1 Pe 1:23,25) e também: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra de verdade" (Tg 1:18).
A Palavra de Deus nos anunciada por Cristo é, portanto o poder regenerador. Eis porque Jesus um dia disse: "As palavras que eu vos disse são espírito e vida" (Jo 6:63). E porventura não é verdade que o evangelho da Graça de Deus nos vivificou comunicando-nos aquela vida da qual nós estávamos em tempos privados? Sim, é esta a verdade; nós nascemos de novo pela Palavra de Deus. Mas como disse Jesus, é preciso também nascer do Espírito de Deus. Vamos, pois falar também daquilo que fez o Espírito de Deus para nos fazer renascer.
Irmãos, foi o Espírito Santo que nos convenceu de ser pecadores e incrédulos; nós, antes de nascer de novo considerávamos (apoiados no nosso falso discernimento) não ser pecadores que mereciam ir para o fogo eterno, porque também nós éramos escravos do pecado; nós não falávamos como devíamos porque éramos também nós filhos da rebelião; havia quem dizia: “Mas que mal fiz para merecer o juízo de Deus?’, quem: ‘não mato, não roubo, não blasfemo, do que tenho que me arrepender se não tenho pecados?’, enquanto a Palavra de Deus dizia e diz ainda: "Tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.
Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o caminho da paz.
Não há temor de Deus diante de seus olhos" (Rom. 3:9-18; Sal. 14:1-3; 5:9; 140:3; 10:7; Is. 59:7,8; Sal. 36:1). Mas Deus foi paciente conosco e esperou que nós reconhecêssemos diante d`Ele ser pecadores, que nos arrependêssemos e que o invocássemos para que Ele tivesse piedade de nós.
Quando nós ouvimos a Palavra da Graça, o Espírito nos convenceu quanto ao pecado, à justiça, e ao juízo e de fato o Espírito Santo foi enviado do céu também para fazer esta obra de convencimento conforme o que disse Jesus antes de ser glorificado: "E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.
Do pecado Quantos de nós antes de crer no Senhor dizíamos crer? Muitos; mas não éramos crentes, mas incrédulos, porque não tínhamos ainda crido com o nosso coração no Evangelho. Com efeito, nós, quando dizíamos: “Eu creio”, queríamos dizer: “Também eu ouvi falar dele”; para nós ter ouvido falar do evangelho e crer no evangelho era a mesma coisa, enquanto há uma grande diferença entre ter somente ouvido falar de Cristo (sem crer nele), e ter ouvido falar dele e ter crido nele com todo o coração; no primeiro caso está-se ainda perdido, no segundo está-se salvo com a certeza de ter a vida eterna.
Nós todos, antes de nascer de novo éramos rebeldes e malvados, mas graças damos a Deus que pelo seu Espírito, primeiro nos convenceu quanto ao pecado, depois nos vivificou; "O Espírito é vida" (Rm 8:10) e Ele nos vivificou conforme está escrito: "O Espírito é o que vivifica" (Jo 6:63).
Equivale a dizer que todos os homens são nascidos de Deus, mas esta afirmação é falsa porque a Escritura ensina que só aqueles que estão no caminho da salvação são filhos de Deus; todos os homens foram criados por Deus, mas nem todos os homens foram regenerados por Deus.
Jesus disse: "Larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem" (Mt 7:13,14); Nós sabemos que a porta é Cristo, porque Jesus disse: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim salvar-se-á" (João. 10:9), e que o caminho que leva à vida é também Jesus Cristo, porque ele disse: "
Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (Jo 14:6), mas sabemos também que são poucos os que encontram o caminho que leva à vida e que o seguem, o que significa que o número daqueles que são nascidos de Deus e que estão sobre o caminho da salvação é pequeno comparado ao número dos incrédulos que caminham sobre o caminho da perdição.
A Escritura ensina que só os que receberam Cristo Jesus são filhos de Deus, de fato está escrito: “Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o Poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (Jo 1:12,13), e ainda: "Todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus" (Gl 3:26).
É crendo em Jesus Cristo que o homem se torna filho de Deus por isso os incrédulos não são filhos de Deus, mas filhos do diabo porque não crêem no nome do filho de Deus e para confirmar-vos isto vos recordo o que Jesus disse àqueles judeus que não criam nele e que queriam matá-lo; ele disse-lhes: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai" (Jo 8:44).
O apóstolo Paulo, em Chipre, chamou àquele falso profeta judeu de nome Bar - Jesus (que procurava desviar o procônsul da fé) ‘filho do diabo’. Nós sabemos que os falsos profetas são filhos do diabo porque não crêem no Filho de Deus e procuram desviar da fé.
Muitos sustentam que todos os homens são filhos de Deus, o que fé os que creram no Senhor. Jesus, quando explicou a parábola do joio do campo, disse aos seus discípulos: " O que semeia a boa semente é o filho do homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino e o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou, é o diabo" (Mt 13:37-39); das palavras do Senhor se entende claramente que neste mundo há os filhos de Deus e os filhos do diabo, por isso não podemos dizer que todos os homens são filhos de Deus.
O novo nascimento é uma experiência real que se está perfeitamente consciente de experimentar quando ela acontece e se está perfeitamente seguro de tê-la vivido depois que a se experimentou; e isto apesar de nós não conseguirmos explicar como ele pôde fazer-se na nossa vida porque é uma obra inescrutável operada por Deus pela sua Palavra e o seu Santo Espírito. Podemos compará-lo à saída de um morto da sepultura onde tinha sido sepultado; à saída de um prisioneiro de uma prisão, à saída para a luz do sol de uma pessoa fechada anos em um quarto escuro; a recuperação da vista por um cego de nascença, a um ser libertado de fortes e pesadas correntes; em suma queremos dizer que quem o experimentou sabe o que provou quando nasceu de novo porque é uma experiência que marca a sua existência de maneira radical.
O que se experimenta quando se nasce de novo é a salvação, o perdão de todos os velhos pecados. O desaparecimento, portanto daquele sentido de culpa que aflige o homem sem Deus. Por isso quem nasce de novo está seguro de ter no instante sido salvo, de ter sido purificado de todos os seus pecados e de não ter mais a consciência que o acusa.
E isto logo produz nele um grande gozo, um gozo profundo que jorra de Cristo que vem morar no seu coração; e juntamente com o gozo uma paz profunda, verdadeira, que vem ainda de Cristo. Ele torna-se assim um Filho de Deus; como? Já o vimos; pelo arrependimento e a fé em Cristo. Mas está seguro de ser um filho de Deus? Com certeza.
Com que fundamento pode dizer ser um filho de Deus? Em virtude daquilo que diz a palavra de Deus; "Mas , a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (Jo 1:12), e ainda: "Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus!" (1 Jo 3:1); e em virtude do testemunho do Espírito Santo que veio morar no seu coração de fato está escrito: "Recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba! Pai! O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rm 8:15-16).
E, portanto ele está seguro de ser um herdeiro de Deus e um co-herdeiro de Cristo; ele está seguro de ter a vida eterna porque tem no coração aquele que é a vida eterna; e por isso sabe que quando morrer irá habitar no céu com Cristo e com os outros santos à espera da ressurreição.
Além disso, dizemos que todos os que crêem, sendo que nasceram de novo, são também sacerdotes de Deus; de fato Pedro depois de ter dito no início da sua primeira epístola: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos..." (1 Pe 1:3-4), afirma: "Mas vós sois... o sacerdócio real.." (1 Pe 2:9).
Veis? Todos aqueles que foram gerados de novo, ou seja, que renasceram são sacerdotes de Deus. E, portanto todos aqueles que creram no Filho de Deus são sacerdotes. E, ainda segundo a Escritura, todos aqueles que creram foram feitos também reis e reinarão com Cristo sobre a terra de fato João diz que Cristo "nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai" (Ap. 1:6), e que ouviu as criaturas viventes e os vinte e quatro anciãos afirmarem: ".. E com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra" (Ap. 5:9-10).
Ø Quantos podem nascer de novo
A este ponto é lícito perguntar-se: “Mas quantos podem nascer de novo?” Todos os que o querem.
Precisamos porém que com esta expressão não entendemos dizer que os que nascem de novo experimentam o novo nascimento porque o querem eles, porque eles o experimentam porque o quer Deus de fato está escrito que eles “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (Jo 1:13), e também: “Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra de verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas” (Tg 1:18).
Com a expressão acima referida queremos dizer somente que nós não conhecemos o número êxito daqueles que Deus decretou gerar pela sua Palavra e por isso dizemos a todos os homens que eles têm que nascer de novo para entrar no Reino de Deus.
Como se reconhecem os nascidos de novo
Ora, mas como se reconhecem os filhos de Deus neste mundo? Como se faz para perceber se alguém é nascido de Deus?
Os que são nascidos de Deus são novas criaturas, na sua vida as coisas velhas (isto é os velhos e maus hábitos ) já passaram e tudo se fez novo de fato está escrito aos Coríntios: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.(2 Co 5:17); portanto se alguém diz ser um cristão mas não é uma nova criatura, ele não é nascido de Deus.
Alguns dizem que são cristãos, mas não são de todo novas criaturas porque a sua conduta dissoluta e malvada mostra que eles ainda são filhos da desobediência e escravos de toda a sorte de concupiscências; João diz: "Quem comete o pecado é do diabo porque o diabo peca desde o princípio" (1 Jo 3:8) e também: "Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo: Qualquer que não pratica a justiça não é de Deus..." (1Jo3:10).
Também neste tempo há uma raça de gente que se diz cristã, mas adora ídolos e entra em delírio por eles, mas a Escritura diz que "aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade" (1 Jo 2:4), portanto todos os que recusam obedecer ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não são nascidos de Deus e não são filhos de Deus.
Todos os que dizem que quando morrerem irão para o purgatório para serem purgados dos seus pecados não são nascidos de Deus e não são dos nossos porque a Escritura diz: "Se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (1 Jo 1:7);
o purgatório não existe e os que crêem na sua existência enganam-se a si mesmos. Os que dizem que vão confessar os seus pecados aos padres e que fazendo assim os seus pecados lhes são perdoados não são nascidos de Deus e enganam-se a si mesmos, porque o padre não tem o poder de perdoar a um homem os pecados que ele cometeu contra Deus.
A Escritura ensina que só Deus pode perdoar os pecados ao pecador, conforme está escrito: "Ele é o que te perdoa todas as tuas iniqüidades" (Sl 103:3). Os que vão confessar-se aos padres não são de modo nenhum purificados dos seus pecados, de fato continuam a ter consciência de pecado, porque a confissão dos pecados, o pecador a deve fazer a Deus para ser perdoado e para renascer, conforme está escrito: "Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado" (Sl 32:5).
Nós que somos nascidos de Deus temos a vida eterna porque cremos no Filho de Deus; Jesus disse: "Aquele que crê em mim tem a vida eterna" (Jo 6:47) e João nos escreveu: "Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna (1 Jo 5:13).
Se alguém diz ser um Cristão, mas diz de não ter a vida eterna não é nascido de Deus; muitos nos consideram presunçosos porque dizemos de ter a vida eterna, mas o que dizemos é a verdade, porque está escrito: "Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho" (1 Jo 5:11).
Os que dizem ser Cristãos, mas ao mesmo tempo dizem que não têm a vida eterna porque estão ainda fazendo do seu melhor para ganhá-la não são nascidos de Deus; a vida eterna não pode ser ganha fazendo boas obras porque ela não está à venda; a vida eterna não é a recompensa que Deus dá ao pecador que se esforça para consegui-la ganhar, mas o seu dom que Ele dá gratuitamente a todos os que se arrependem e crêem em Jesus Cristo, conforme está escrito: "O dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 6:23).
Neste momento você que lê esta palavra e ainda não teve um encontro com Jesus ou um dia se afastou dos propósitos do SENHOR. Pode estar pensando ser você indigno do Amor e da Salvação de Jesus Cristo.
Mas eu lhe digo, que Deus lhe ama tanto do jeito que você é ou está. Mas a partir do momento que você retomar sua comunhão com Ele, certamente sua vida será mudada e tudo o que era velho (o que você praticava o seu jeito de viver antes de conhecê-lo) o que não agradava a Deus, você não mais praticará.
O Espírito Santo de Deus fará morada em você e aí será uma nova mulher, um novo homem, um novo jovem! Jesus te ama e te chama. O aceite hoje mesmo!
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Substituição
Substituição
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______________________________________________________________________________ IS 53:4 - Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. IS 53:5 - Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. IS 53:6 - Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. IS 53:7 - Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. IS 53:8 - Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. IS 53:9 - E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca. IS 53:10 - Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. ___________________________________________________________________________ Introdução: Deus tinha já pré estabelecido um propósito de enviar seu filho para que o mesmo pudesse demostrar a infinita graça do Senhor através de sua morte. A partir do momento da queda do homem toda a criação pecadora esperava a vinda do Redentor. Sendo que a cruz tornou-se o foco principal da atenção tanto no céu como na terra. 1 O PORQUE DA SUBSTITUIÇÃO. Um dos pontos mais importantes da doutrina da Salvação é a substituição. Pelo simples motivo Deus condenou o pecado com a morte Rm 6:23. Em Ez 18:4 Deus usou o seu servo e decretou “A alma que pecar morrera” E foi confirmada Ez 18:20, dizendo que cada um seria responsável pelo seu próprio pecado. Caso não fosse aceito Cristo como nosso substituto todos estaríamos mortos. Mas através de Cristo podemos estar vivos Ef 2:1. Satanás foi taxativo quando disse para Eva Gn 3:4 “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis” Eva pensava em um tipo de morte, Satanás falava de outro, ou seja entendia o que Deus havia determinado. Muitas pessoas estão vivendo vegetalmente. Estando o homem no pecado ele não poderia livrar-se do castigo por isso foi necessario a substituição. a) O Homem Como Réu. Quando Deus reuniu as partes Satanás, Adão, Eva, e a Serpente foi determinado para cada um uma sentença Gn 3:11-16. Para o homem Deus determinou o trabalho etc. Gn 3:17-18. Não precisava mais Deus falar que Adão estava morto pois já era uma evidencia objetiva tinha pecado estava morto Gn 2:17. Preste atenção essa ordem foi dada antes da criação da mulher. Provavelmente foi Adão quem contou para Eva. É importante relembrar novamente as causas do pecado pois sem este ponto de partida seria impossível compreender o porque da substituição .Com o pecado o homem estava literalmente arrasado, é como o sub titulo “O Homem Como Réu” no tribunal falam os advogados, os promotores, as testemunhas o juiz, de uma só pessoa o réu, mesmo todos falando dele mesmo assim ele continua calado. b) O Deus Da Condenação Sendo Deus justo Is 45:21. Deus determinou uma ordem “Não comeras” se o homem comeu Deus sendo justo tinha que julgar o erro do homem. Foi julgado considerado culpado veio a punição Rm 2:6-8. Naquele momento o homem estava prestando contas a Deus pelo seu erro Tg 1:15. O Senhor Deus não poderia naquele momento tomar outra iniciativa. Is 59:2 . Deus tomava uma posição de justiça, quem condena o homem não é Deus mas os nossos pecados, pecado quer dizer transgressão. A palavra de Deus esta ai para todos examinar, obedecer, ter como regra de fé, mais a humanidade não Deus ouvidos, tudo isso esta diante de Deus, quando comparecerem perante o Senhor será essas iniquidade quem vai condenar o homem ímpio. c) O Deus da Salvação. Deus é justo e justificador, por causa disso Ele providenciou a Salvação para o homem Gn 3:15. Naquela epoca seria impossível entender. Deus deu dois parâmetros para essa palavra “feriras o calcanhar” 1) coletivo a raça humana esmagaria o Diabo.2) No singular o nascimento de Jesus 1º Jo 3:8. Deus lançou o homem fora do Jardim Gn 3:23. Mas a promessa de restabelecer ao homem foi dado para Abraão Gn 12:1-2 . Deus é um ser inigualável, no mesmo momento que Ele estava condenado , o próprio Deus arruma uma atenuante para o homem sair da enrascada que ele havia entrado, isso chama-se graça de Deus Tt 2:11. Rm 5:15 diz que pelo pecado morreram muitos mas por Jesus a graça abundou. 2 A SUBSTITUIÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO O fato de Deus não ter enviado o seu filho imediatamente após o pecado, não quer dizer que abandonou o homem, ouve outros tipos de salvação destacando a fé Hb 11:1-2. Para o povo de Israel Deus providenciou um tipo de substituição. Quando o homem pecava involuntariamente tinha que haver o holocausto Lv 1:6-13, Pombos, Bois, Carneiros. Também tinha a oferta pelo pecado Lv 4:1-5, bezerro, bode, cabra, carneiro, rolas, pombas, para expiação de pecado especifico e involuntário confissão, perdão limpeza, etc. Ninguém poderia ou pode em sã consciência dizer que Deus é injusto, por que agiu com determinada severidade pois Deus é justo, e sua justiça e desde a antigüidade e principalmente permanece para sempre. O homem que quer que Deus vá alem das circunstancias ditados pelo Senhor, e que o homem não quer de maneira alguma obedecer. a) Apaziguava a Ira de Deus Sobre o Pecado Todas as vezes que o homem comparecia com seu sacrifício, Lv 1:3 tinha que ser voluntário, o ofertante não poderia ser induzido. Mas note bem o animal não tinha opção. Para cada grupo se bem possamos chamar havia os animais a serem sacrificados. Mas tudo isso era refeito novamente, pois o homem continuava pecando. Todas as vezes que Deus olha para o homem ímpio ( não Santo ) Ele somente vê pecado Is 59:2. No Antigo Testamento para que Deus olhasse para a nação eleita, foi instituído o sacrifício para que o homem, ( digamos ) acertasse as contas com Deus. Isso era uma coisa momentânea. ( tinha que haver o perfeito). b) Como Chegava-se A Deus No Antigo Testamento Levitco 1:1-10 desmostrava-se como na antigüidade podia se chegar ao Senhor, Após todas as sistemáticas, as quais Deus havia determinado ao homem, ai Deus recebia como cheiro suave Lv 1:17. As ofertas eram de manjares, flor de farinha, Mas tudo tinha que haver algo substancial para se chegar a Deus. Havia uma purificação total em todos os aspectos. Deus simplesmente determinou, ditou as regras cabia ao homem o cumprimento das determinações de Deus, ou seja tudo tinha que ser feito para que a substituição fosse aceita por Deus. Nunca o substitudo consegue a mesma excelência do titular isso tanto na vida atual passada, secular ou espiritual. c) Os Substitutos Os substitutos não poderiam ser qualquer coisa Deus havia pré estabelecido a) Holocausto simbolizava Cristo sem macula Hb 9:14. b) Novilho Servo Paciente Hb 12:2-3. c) Ovelha Cristo submisso Is 53:7, d) A cabra o pecador Mt 25:33, e) Rolas ou pombinhos inocência Is 38:14. Todos os tipos eram ditados por Deus . A finalidade da sistemática usada por Deus na antigüidade foi uma atenuante usada pelo Senhor para que o homem pudesse ainda se redimir de seu pecado mais não deixava de existir o tal pecado pois ate o sumo sacerdote tinha de cumprir o ritual pelos pecados dele próprio o que não acontece nos dias de hoje, pois Jesus foi o cordeiro imaculado sem pecado. 3 COMO DEUS AGIU COM O HOMEM Havendo o homem pecado e simplesmente destituído da glória de Deus Rm 6:23. Deus encontrou um método de ser justo e principalmente justificador. Não poderia haver imparcialidade em Deus 1º Rs 1:32. Deus achou na substituição a maneira ideal para poder ser justo e justificador, ou seja Deus foi fiel a si mesmo, a seu caráter a sua palavra e principalmente na derrota a Satanás não o homem Adão mais um descendente sem pecado Jesus Cristo O Salvador. Imagine o leitor se Deus deixasse passar ( Ele tinha e tem poderes para tal ) ou se por acaso Deus estivesse esperando um homem com as características ideais para ser o redentor, e consequentemente ser o substituto do pecador, mas achou Deus melhor enviar seu Filho, daí que vem o importante nascido de mulher mas que não conheceu o pecado, mas derrotou o pecado. a) Não foi uma imposição Em Lucas 22:19 “Isto é o meu corpo, que por vós é dado;” ou seja ; estou dando meu corpo por vocês, eu não mereço mas em amor (Jo 3:16) a vos. Lucas 22:20 “Este cálice é o novo testamento ( da nova aliança) no meu sangue, que é derramado por vós.” Deus estava fazendo um novo pacto com o homem as regras mudaram. A espontaneidade de Jesus na obra substitutiva, quando o homem tinha que morrer Gn 2:17. Mas Jesus morreu em nosso lugar, não precisava mis de bois cabras ovelhas rolas etc. pois o sangue de Jesus foi derramado por todos e para todos. Assim como o sacrifício na antigüidade era algo que o homem tinha de fazer, na atualidade o homem tem que procurar o cordeiro de Deus Jo 1:29. João somente mostrou. b) A Substituição é Condicional Mesmo Jesus morrendo por todos 1º Tm 2:6. Ele sofreu o castigo que era reservado para o homem Gl 3:13. Mas quando lemos em Tt 2:14, o apostolo esta dizendo que Jesus se deu para purificar para si um povo zeloso, esse povo tinha como anteriormente Deus tinha deliberado regras; Jo 3:16 “para que todo aquele que nele crê” Jo 10:15 “e dou a minha vida pelas ovelhas.” Para ser ovelha tem que estar no aprisco. Mesmo Jesus morrendo pelos pecados de toda a humanidade, o homem precisa reconhecer Jesus, aceitar e guardar suas palavras pois as palavras de Jesus tem vida eterna, não é mais como antigamente que era feito ate o sacrifício nacional, agora é individual, pois todos somos pecadores, e se o pecado não vai herdar a glória temos de nos lavar. c) Jesus Como Exemplo Jesus tem sido nosso exemplo 1º Pe 2:21, exemplo pois ele morreu uma só vês pelos pecados indiferente de sermos justos ou não, pois somos justificados através de seu sacrifício 1º Pe 3:18, com o objetivo de conduzir a Deus. Jesus sofreu por nos não por hipótese, mas sofreu na própria carne 1º Pe 4:1, note bem sempre a palavra é precedida da seguinte frase “por nos” . Uma das principais coisas que o pecador tem de saber é que Jesus nos substituiu, naquilo em que nos tínhamos que pagar. Isso vem de encontro com nosso pensamento Jesus, não precisava morrer, mas ele se fez de vitima por nos, isso quer dizer que em todos aspectos o Senhor se ofereceu para estar em nosso lugar como o substituto Santo, Imaculado, sem pecado, mas sujeitando a todas as atrocidades, por amor ao homem. 4 Jesus Homem, Jesus Divino Um fator importante para entendemos a doutrina da substituição, é que Jesus sendo divino não precisava vir ao mundo pois a divida com Deus não era dele, Hb 12:1-3, Vários homens de Deus dos tais destacamos Moisés falou de um maior profeta Dt 18:15. Arão foi em exemplo Deus destacou um dos descendentes de Abraão, mas todos É importante dizer que temos como a principal chave da questão o fato da encarnação de Jesus a) Jesus tinha que ser homem para cumprir as palavras de Deus lá no jardim, b) Jesus tinha quer ser Deus para poder vencer o Deus da terra Satanás. Tudo foi devidamente planejado por Deus para não deixar nenhuma brecha ao inimigo. a) Jesus Como Serviçal Jesus ao deixar sua glória já era de sua inteira consciência que veio para servir Mt 20:28. A tipificação do Novilho era uma evidencia Fp2:7-8 . Quando Jesus morreu ele tomou o lugar das pessoas que estavam no corredor da morte ( local que os condenados Americanos aguardam a execução) libertando os cativos Lc 4:18 Jesus estava ungido para um propósito. O fator Cristo aqui na terra e claro em todos os momentos ele serviu a humanidade. A) Com curas, B) Expulsando demônios, C) Pregando a palavra, D) Ensinando a todos, E) Trabalhando com seu pai, e tantas outras coisa mais. b) O Cumprimento das Escrituras A substituição tem sua culminância no comprimento total das Escrituras Mt 3:11-12. Jesus nasceu de uma virgem Is 7:14. Foi Batizado Mt 3:14-16, Teve fome, Lc 24:41, Teve sede, Bebeu Jo 4:7, teve dores tudo isso para que a escritura fosse cumprida no filho de Deus, At 3:18, At 3:32. Jesus teve uma historia como a de qualquer homem referente a sua índole, sentiu vergonha todos os atributos naturais do homem. Mas como Deus venceu a todos. A coisa mais linda a qual nos estudamos é o fato da duplicidade de Cristo Humana e Divina, mais é bom que entendamos que ambas tinham funções distintas na vida do filho de Deus. Jesus não se podia deixar levar por nenhuma, vejamos bem o Diabo tentou misturar ambas “E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito:” Mt 4:6 Seria uma vitoria para Satanás se Jesus tivesse misturado os seus atributos. c) A Doutrina da Substituição A substituição foi um ato que Deus usou no Jardim para cozer vestes para Adão e Eva, Gn 3:21. O sangue cobriu o seu pecado. Em Abel foi uma demonstração do cordeiro que haveria de vir Gn 4:4. Quando Deus pediu Isaque para Abraão, note bem Deus pediu literalmente a Isaque Gn 22:2, mas providenciou Deus um cordeiro como substituto Gn 22: 11-13. Jesus foi o substituto nosso pelas nossas transgressões, Is 53:4-5. As trez cruzes estavam preparadas pelos romanos para os dois malfeitores e Barrabas sendo que a do meio era para o pior de todos Barrabas, culpado de traição ao império romano. Mas Barrabas jamais foi levado aquela cruz para pagar por seus delitos em seu lugar morreu o filho de Deus . Mesmo sendo julgado considerado culpado, outro tomou o seu lugar. Você foi julgado condenado mas outro tomou nosso lugar. Conclusão. A substituição não é uma questão de culpado ou inocente , pois todos estão condenados perante Deus. Existe agora apenas uma duvida se aceitamos ou não o substituto providenciado por Deus, aos que aceita são salvos, aos que não aceitarem serão condenados a pagar pelos seus delitos. |
Nicodemos se converteu?
Nicodemos se converteu?
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JESUS instrui Nicodemos acerca do novo nascimento (Jo 3.1-13)
1 E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. 2 Este foi ter de noite com JESUS e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de DEUS, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se DEUS não for com ele. 3 JESUS respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de DEUS. 4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? 5 JESUS respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do ESPÍRITO não pode entrar no Reino de DEUS. 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do ESPÍRITO é espírito. 7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. 8 O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do ESPÍRITO. 9 Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso? 10 JESUS respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso? 11 Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que vimos, e não aceitais o nosso testemunho. 12 Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes como crereis, se vos falar das celestiais? 13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu. Mediante o novo nascimento, mantemos plena comunhão com DEUS, reconhecendo o seu senhorio em todas as esferas de nossa vida Jesus rejeitava, muitas vezes, aqueles que tentavam segui-lo. A um jovem rico que buscava o seu conselho, ele replicou com palavras tão fortes que o homem foi embora entristecido, não disposto a seguir Jesus a tão alto preço (Mt 19:16-22). A um importante líder religioso, Nicodemos, que tinha vindo louvando Jesus, o Senhor respon- deu abruptamente: Você tem que nascer de novo, se quiser ao menos ver o reino de Deus (João 3:1-8)! Jesus pintava francamente as dificuldades em segui-lo e rejeitava todos os que tentavam fazê-lo de forma inadequada (Lc 9:57-62). Jesus pregou sobre o tema: "Não pode ser meu discípulo", discutindo abertamente a necessidade de calcular o custo antes de embarcar na vida de discípulo (Lc 14:25-33). Não era porque Jesus não quisesse seguidores. Ele veio ao mundo para buscar e salvar os perdidos (Lc 19:10). Ele estava profundamente comovido pelas multidões perdidas e ansiava pela sua conversão (Mt 9:35-38; Lc 19:40-41). Mas Jesus sabia que não seria fácil para os homens segui-lo e que eles estariam inclinados a enganarem-se a si mesmos, pensando que eram discípulos, quando não eram. O Senhor nunca deixou de declarar francamente o que a conversão real exige. Em duas ocasiões separadas, Jesus retratou a cena apavorante do julgamento, quando os homens condenados estivessem esperando ser aceitos por Deus, mas não seriam (Mateus 7:21-23; Lucas 13:22-30). Há muitos, que se consideram fiéis a Deus, que ele não aceita. É essencial examinarmo-nos. Talvez nos sintamos confiantes em nossa salvação, mas assim o fizeram aqueles de Mateus 7 e Lucas 13. O que Jesus exige para sermos realmente convertidos? Humildade Espiritual Em Mateus 18:1-5 Jesus usou uma criança para ensinar a lição que temos que humilharmo-nos para entrarmos no reino de Deus. Freqüentemente, a humildade era a qualidade que distinguia os verdadeiros discípulos (Mc 2:13-17; Lc 7:36-50; 18:9-14). O primeiro passo em direção à bem-aventurança é ser pobre em espírito, isto é, reconhecer o nosso próprio vazio espiritual e a indignidade (Mt 5:3). Os sermões do livro de Atos sempre destacaram a culpa do homem. A verdadeira conversão nunca ocorre, a menos que a pessoa se tenha humilhado primeiro. A troca de palavras entre Jesus e Nicodemos, em João 3, é fascinante. Nicodemos era um chefe religioso. Ele veio a Jesus, louvando seus ensinamentos e milagres. É difícil saber o que se passava na mente de Nicodemos, enquanto falava. Talvez estivesse esperando louvor, uma posição na administração de Jesus ou um voto de confiança pela obra que ele mesmo estava fazendo, como mestre em Israel. Mas a resposta surpreendente de Jesus foi: "Nicodemos, você precisa começar tudo de novo, se quiser entrar no reino de Deus." Seja o que for que Nicodemos estivesse esperando, não era isto! A resposta de Jesus significava que toda a religião de Nicodemos, toda a sua atividade no ensino, toda a sua posição no judaísmo, eram sem valor, em relação ao domínio de Deus. Nós também precisamos ver que toda a nossa religião e nossa própria grandeza nada valem. As realizações do passado nada representam. Precisamos recomeçar tudo novamente para sermos capazes de entrar num relacionamento com Deus. Jesus rejeitava, muitas vezes, aqueles que tentavam segui-Lo. A um jovem rico que buscava o Seu conselho, Ele replicou com palavras tão fortes que o homem foi embora entristecido, não disposto a seguir o Senhor a tão alto preço. A um importante líder religioso, Nicodemos, que tinha vindo louvar Jesus, o Senhor respondeu abruptamente: “Você tem de nascer de novo se quiser, ao menos, ver o reino de Deus!”. Jesus revelava, francamente, as dificuldades em segui-Lo e rejeitava todos os que tentavam fazê-lo de forma inadequada. Jesus pregou sobre o tema: “Não pode ser meu discípulo”, discutindo abertamente a necessidade de calcular o custo antes de embarcar no discipulado. Não era por que Jesus não quisesse seguidores; Ele veio ao mundo para buscar e salvar os perdidos. Ele estava profundamente comovido pela multidão perdida e ansiava pela sua conversão. Mas Ele sabia que não seria fácil para os homens segui-Lo e que eles estariam inclinados a enganarem-se a si mesmos, pensando que eram discípulos, quando não eram. O Senhor nunca deixou de declarar francamente o que a conversão real exige. A troca de palavras entre Jesus e Nicodemos, neste Evangelho de hoje, é fascinante. Nicodemos era um chefe religioso e veio até Jesus, louvando Seus ensinamentos e milagres. É difícil saber o que se passava na mente deste homem enquanto falava. Talvez estivesse esperando louvor, uma posição na administração de Jesus ou um voto de confiança pela obra que ele mesmo estava fazendo como mestre em Israel. Mas a resposta surpreendente de Jesus foi: “Nicodemos, você precisa começar tudo de novo se quiser entrar no reino de Deus”. Seja o que for que Nicodemos estivesse esperando, não era isto. A resposta de Jesus significava que toda sua religião, toda a sua atividade no ensino e sua posição no Judaísmo eram sem valor em relação ao domínio de Deus. Nós também precisamos ver que toda a nossa religião e nossa própria grandeza nada valem. As realizações do passado nada representam. Precisamos recomeçar tudo novamente para sermos capazes de entrar num relacionamento com Deus. Mas para isso basta olhar para o que Jesus ensinou. Para Ele é loucura começar um projeto sem entender primeiro o que será exigido para terminá-lo. Ele ilustrou com a idéia de um homem que começou a construir uma torre, mas, loucamente, esqueceu-se de fazer um orçamento para determinar, não sabia se teria fundos para completá-la e, assim, teve de parar no meio do projeto. A verdadeira conversão necessita de um cuidadoso exame do estilo de vida que Deus espera do convertido. O arrependimento, que é essencial à verdadeira conversão, envolve morte ao pecado. A Bíblia o compara à morte e ressurreição de Cristo. Tem que haver uma mudança de estilo de vida radical. A Bíblia usa termos como matar o velho homem e revestir-se com o novo, e descreve com minúcias as mudanças exatas que precisam ser feitas. Maus hábitos — embriaguez, imoralidade sexual, ira, ganância, orgulho, precisam ser eliminados da própria vida, ao passo que devem ser acrescentados o amor, a verdade, a pureza, o perdão e a humildade. Este é o resultado do arrependimento. Muitas pessoas tentam ser convertidas e converter outras, sem arrependimento. Elas ensinam um Cristianismo “indolor”, que não exige sacrifício. Elas salientam as emoções, a felicidade e as bênçãos, porém, pensam pouco sobre as mudanças reais que a conversão exige na vida diária da pessoa. Entendamos isso claramente: não há conversão sem que haja também uma transformação. Aquele que creu e foi batizado, aquele que até mesmo participa fielmente das atividades religiosas dentro da comunidade cristã, mas que não se arrependeu, não é salvo. O arrependimento é um compromisso sério, determinado, para mudar sua própria vida. Para tomar parte realmente na Ceia do Senhor, a pessoa precisa “nascer de novo” no poder da água e do Espírito Santo. Ela precisa executar o ato certo pelo motivo certo. A pessoa precisa ser um discípulo fiel. NICODEMOS FOI SALVO? Muitos já empreenderam discursos e escritos a respeito de Nicodemos, afirmando NÃO ter sido ele salvo pela Graça do Senhor Jesus Cristo. E a afirmação desses pregadores é estribada tão-somente no fato de ele ter sido fariseu. Realmente, naqueles idos a seita farisaica engendrou, juntamente com a casta sacerdotal, os piores inimigos de Jesus Cristo. Tão algozes eram, que o Senhor Jesus dirigiu-lhes as seguintes Palavras: “Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?” (Mt 23:23) Mas não é por essa razão que devemos descartar a possibilidade de um fariseu ser salvo. “Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível” (Mt 19:26) O Apóstolo Paulo foi fariseu (Fl.3:5), mas alcançou “fé igualmente preciosa na Justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2Pd.1:1), e tornou-se, incontestavelmente, no cristão que mais trabalhou na Obra do Senhor Jesus Cristo, em toda a História do Cristianismo (2Co.11:22). E os sacerdotes? Num conluio perfeito com os fariseus, os sacerdotes tornaram-se obreiros infrutuosos das trevas, no escancarado ódio ao Senhor Jesus Cristo (Mt.16:21; 20:18,19; 21:15,45,46; 26:3-5,14,15,47,59; 27:1,2,20,41-43,62-66; 28:11-15; Mc.8:31; 10:33,34; 12:12; 14:1,2,10,11,43,55; 15:1,3,10,11,31,32; Lc.9:22; 20:19,20; 22:2-5; 23:4,5,10; Jo.11:47,48,57; 12:10,11; 18:35; 19:6,15,21; At.4:1-3); contudo, mais à frente a Bíblia informa-nos: “E muitos sacerdotes obedeciam à fé.” (At.6:7) Sim! Até mesmo os sacerdotes, até mesmo os religiosos, quando aceitam e recebem a Jesus Cristo como Único e Todo-Suficiente Salvador e Senhor, unicamente pela fé, também são salvos! Vou agora responder à minha pergunta, colocada como título deste artigo. É no Evangelho de João que vamos encontrar os relatos sobre Nicodemos. E, contrariando todos os pregadores que condenam esse homem ao inferno, já no capítulo 3 eu o vejo alcançando a Fé igualmente preciosa. No seu encontro com o Divino Mestre, Nicodemos demonstra sua notável sabedoria. Ele sabia que Jesus, por causa da fama (Mt 4:24), vivia constantemente cercado de multidões, e estas eram formadas por “MUITOS MILHARES de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros.” (Lc.12:1). Tanto é que Zaqueu teve que subir a um sicômoro a fim de ver o Senhor (Jo.19:4). Noutra ocasião, os homens tiveram que descer um paralítico pelo telhado de uma casa superlotada (Mc.2:1-4; Lc.5:18,19). Nicodemos, certamente tendo conhecimento desses fatos, “foi ter com Jesus, de noite” (v.2). Sim, foi na calma da noite, longe dos atropelamentos das multidões, que esse religioso foi procurar o Senhor, a fim de um diálogo a sós, bastante tranqüilo. Num passado mais remoto, para ouvir a “voz mansa e delicada” do Senhor (1Rs.19:12), o Profeta Elias teve que se isolar de todos, atravessar o deserto e chegar a Horebe, o monte de Deus. Disse Jesus: “Mas eu o conheço, porque dEle venho, e Ele me enviou. (...) Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou para o Pai.” (Jo.7:29; 16:28). Nicodemos cria nesta Palavra de Jesus: “Rabi, sabemos que és Mestre, VINDO DE DEUS...”, ao passo que os demais fariseus não criam: “Por isso alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus; pois não guarda o sábado. (...) Sabemos que Deus falou a Moisés; mas quanto a este, não sabemos donde é” (id.9:16,29) “... POIS NINGUÉM PODE FAZER ESTES SINAIS QUE TU FAZES, SE DEUS NÃO ESTIVER COM ELE”, conclui Nicodemos a sua confissão, na abertura do diálogo (v.2) Nicodemos sabia que JESUS VEIO DE DEUS, e que por isso Ele operava todos aqueles sinais maravilhosos. Diferentemente dos demais fariseus que, além de não crerem, atribuíam a belzebu, príncipe dos demônios, os sinais de Jesus, motivo pelo qual incorreram em gravíssimo pecado, cometendo destarte a imperdoável blasfêmia contra o Espírito Santo (Mt.12:22-32). E ao fazer Nicodemos sua confissão, Jesus sabia da sua veracidade. Sabia que ele não estava sendo hipócrita, como os demais fariseus. Quando se tratava de hipocrisia, o Senhor logo percebia, pois “o próprio Jesus não se confiava a eles, por que os conhecia a todos, e não necessitava de que alguém lhe desse testemunho do homem, pois Ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2:24,25) Agora, vejamos a arenga ardilosa dos fariseus hipócritas, e a imediata percepção do Senhor: “Enviaram-lhe então alguns dos fariseus e dos herodianos, PARA QUE O APANHASSEM em alguma palavra. Aproximando-se, pois, disseram-lhe: Mestre sabemos que és verdadeiro, e de ninguém se te dá; Mas Jesus, PERCEBENDO A HIPOCRISIA DELES, respondeu-lhes: POR QUE ME EXPERIMENTAIS?...” (Mc.12:13-15) Sabedor de que Nicodemos estava verdadeiramente sedento de Vida Eterna, o Senhor Jesus passa então a ensinar-lhe como alcançá-la, nos vv.3-21. E aqui está um fato singular, incomparavelmente belo: Nicodemos foi o mortal que teve o privilégio de ouvir da sacrossanta boca do Senhor Jesus Cristo o mais belo, profundo e inefável Texto das Escrituras Sagradas: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna.” (Jo.3:16) Ora, se neste capitulo 3 não está explícita a conversão evangélica de Nicodemos, também não está explícita a sua rejeição, como querem os açodados pregadores da dubiedade. Eu tenho a mais absoluta certeza que, após ouvir as mais belas Palavras do Mestre, Nicodemos foi para sua casa não se contendo de tanta felicidade, tentar dormir (será que ele conseguiu?) a noite mais abençoada de sua vida! Dando continuidade à história desse homem, folheemos algumas páginas e examinemos, agora, o capítulo 7:25-52. Para este segundo episódio, envolvendo o nosso personagem em estudo, a minha versão bíblica apresenta o seguinte título: OS FARISEUS MANDAM PRENDER JESUS. E é o que diz o v.32: “Os fariseus ouviram a multidão murmurar estas coisas a respeito dEle; e os principais sacerdotes e os fariseus mandaram guardas para o prenderem”. Sempre os sacerdotes e os fariseus! Mandaram prender Jesus... Para quê? Para matá-lo (v.25). Mãos empunhando armas mortíferas; coturnos que pisoteavam qualquer indefenso que lhes atravessasse o caminho; e couraças que escondiam ainda mais os corações capazes das piores atrocidades (Mt.26:47,50,57; 27:27-31,64-66; 28:11-15; Mc.14:43; 15:16-20; Lc.22:47; 23:11; Jo.18:3,12,22; 19:1-3,23,24,31-33), lá vão os guardas, no cumprimento das indiscutíveis ordens dos carrascos religiosos a serviço do diabo! Certamente chegaram até Jesus abrindo caminho com suas armas e com suas palavras ferinas, sem nenhum cuidado no trato com as pessoas, exatamente como fazem os guardas dos nossos dias... Só que, desta vez, algo muito estranho lhes aconteceu. Suas mãos terminaram por segurar frouxadamente as armas. Dentro dos coturnos, pés bambos. E, dentro das couraças, corações que se derretiam sob as Palavras mais poderosas e cheias de Amor que um pobre mortal pode ouvir! Qual o poder de uma arma de guerra diante do Poder do Senhor Jesus Cristo? Partiram aqueles soldados com a ordem absurda de trazer um Homem inocente, e retornaram aos carrascos com as mãos vazias... O que aconteceu com os truculentos guardas? Deixemos a própria Palavra de Deus responder: “Os guardas, pois, foram ter com os principais dos sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? Responderam os guardas: NUNCA HOMEM ALGUM FALOU ASSIM COMO ESTE HOMEM” (vv.45,46). Amargando destarte o indigesto sabor da derrota, os odientos sacerdotes e fariseus despejaram suas peçonhentas verborréias: “Mas esta multidão, que não sabe a lei, é maldita” (v.49). Permitam-me uma digressão: Ora, se a multidão, que não sabe a lei, é maldita, segundo os verdugos religiosos; e eles, verdugos religiosos, que conhecem sobejamente a lei, o que são? Porém um fariseu, que estava ali presente, certamente transformado pelo mesmo Amor que amoleceu os corações dos guardas, levanta-se em defesa do seu Mestre Bendito. Quem é ele? Diz o Evangelho: “Nicodemos, um deles, que antes fora ter com Jesus, perguntou-lhes: A nossa lei, porventura, julga um homem sem primeiro ouvi-lo e ter conhecimento do que ele faz?” (vv.50,51). Na conclusão deste nosso exame sobre Nicodemos, vamos agora para o capítulo 19, último episódio deste privilegiado personagem. O v.30 mostra-nos que Jesus consumou, de fato, a sua Obra Salvífica e Vicária na cruz do Gólgota. Então, dois homens tiram da cruz o Corpo de Jesus e começam a preparação para o seu sepultamento. Um deles leva cerca de cem libras (aproximadamente, 35 quilos) duma mistura de mirra e aloés. Ora, se em Vida uma mulher teve o desvelo de ungir os pés do Senhor com bálsamo (12:3), momento em que “Respondeu, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha preparação para a sepultura o guardou.” (v.7); se Vivo Ele recebeu tamanho gesto de amor, receberia também quando Morto. Dois homens foram ao Gólgota realizar esta obra de indescritível amor. Aliás, esta obra só pode mesmo ser realizada com indescritível amor. Um deles era José, da cidade judaica de Arimatéia. E o outro, quem era? Era Natanael? Lázaro, a quem Ele ressuscitara dos mortos? Zaqueu, o publicado? Um dos seus onze Apóstolos? Não! Nenhum desses homens fez companhia ao arimateano. O companheiro de José nesta obra de indescritível amor foi NICODEMOS! E, para que ninguém tenha dúvida de que se trata do mesmo Nicodemos que fora ter com Jesus, de noite, na hipótese de ser outro homem com nome homônimo, o Evangelista João arremata: “E NICODEMOS, AQUELE QUE ANTERIORMENTE VIERA TER COM JESUS DE NOITE, foi também, levando cerca de cem libras duma mistura de mirra e aloés. Tomaram, pois, o Corpo de Jesus, e o envolveram em panos de linho com as especiarias, como os judeus costumavam fazer na preparação para a sepultura” (19:39,40) Por que será que a Bíblia repete aqui o substantivo noite? O que aconteceu com Nicodemos naquela noite? Por que, no segundo episódio, ele sai em defesa de Jesus? E por que só ele foi capaz de repetir o mesmo gesto de Maria, na preparação de Jesus para a sepultura? E você, prezado leitor, que tem a capacidade de condenar à perdição o justo, santo e bem-aventurado Nicodemos; acaso se você estivesse lá, participando daquele momento ímpar da História, teria a mesma coragem e o mesmo amor de Nicodemos? Ou se acovardaria como os demais discípulos? Naquela noite, a mais memorável de toda a sua vida, Nicodemos foi para casa repensar as mais belas Palavras, de tantas quantas o Senhor Jesus Cristo pronunciou; e agora, no crepúsculo de uma Sexta-feira histórica, preparando o Corpo do Senhor para a sepultura, Corpo “ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades” (Is.53:5), Nicodemos certamente se lembrou das Palavras mais belas já ditas aos mortais pecadores, e as amou no seu íntimo: “PORQUE DEUS AMOU O MUNDO DE TAL MANEIRA QUE DEU O SEU FILHO UNIGÊNITO, PARA QUE TODO AQUELE QUE NELE CRÊ NÃO PEREÇA, MAS TENHA A VIDA ETERNA.” (JO, 3:16)! O Novo Nascimento é a Transformação interior operada pelo ESPÍRITO SANTO na vida daquele que crê em JESUS Cristo e o aceita como Salvador. Se você ainda não teve um encontro com Jesus, faça isso agora mesmo e obterá a salvação eterna. |
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