Ética ministerial
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Ética ministerial O OBREIRO E A ÉTICA MINISTERIAL
Como podemos ver em nossos dias a falta de ética por parte de muitos servos de Deus é muito grande inclusive nos meios dos OBREIROS, quando o Espírito Santo orientou a Paulo nos critérios de escolha dos candidatos ao Presbitério ele estava estabelecendo os critérios éticos para tal função homens de boa reputação isso nos mostra como o candidato deveria ser visto pela sociedade, (I Tim c 3 v 7 ) cheios do Espírito Santo, ( Gal c 5 v 22 -26) isso mostra que seu caráter deveria estar moldado pela pessoa do Espírito Santo, cheios de sabedoria a Bíblia diz em (Sal c 111 v 10 ) que o temor ao Senhor é o principio da sabedoria. Então no contexto cultural da Igreja Judaica Cristã apostólica o Presbítero deveria ser um homem temente a Deus. Como se comportar no ministério é uma pergunta que às vezes ouvimos a Bíblia já nos mostrou o padrão moral dos candidatos agora vamos ver sua conduta ética dentro do ministério o Apostolo Paulo a referir-se aos Presbíteros em ( I Tim c 3 v 1-7 ) segue no versículo, ( 8) dizendo o seguinte “DA MESMA SORTE OS DIACONOS.” Ou seja o padrão de comportamento ético é o mesmo seja para o Pastor, Presbítero ou Diácono, falando aos Presbíteros no versículo, (4 ) do mesmo capitulo Paulo foi bem claro, que saiba governar sua casa, isso reforça o cuidado bíblico com a família, o apostolo esta mostrando que a liderança deve começar em casa no versículo (15) é muito claro quando diz PARA QUE SAIBAIS COMO CONVEM ANDAR NA CASA DE DEUS, o apostolo estava falando de comportamento ético de como exercer o ministério seja como Diácono ou Presbítero. O companheirismo ministerial e submissão à obediência aos seus lideres é algo imprescindível na vida de todo obreiro que queira trilhar o caminho de sua chamada sabendo que aquele que o chamou é o mesmo que lhe entregara a cora de gloria na eternidade, ( II Tim c 4 v 7-8 ) mas quantos por não serem submissos e companheiros ficaram de fora do reino dos céus, Paulo sabia o que era isso quando citou no versículo (10) do mesmo capitulo o exemplo de Demas que abandonando-o desviou-se da verdade e no versículo (11) ele é categórico Lucas esta comigo e traga também a Marcos pois muito me será útil, no versículo (13-14) Paulo é claro traz a capa e os livros e os pergaminhos, o Apostolo era um Doutor em Teologia, ( I Tim c 1 v 11) um mestre que sabia o valor do companheirismo e também a falta do mesmo, Alexandre o latoeiro me causou muitos males, Paulo não fala quais, mas fala muito bem de todos os Seus companheiros, e isso é importante, pois no ministério nem todos são iguais os cargos são os mesmos mas o caráter de cada um é individual e nesse caso uma pessoa que não é companheiro e muito menos submisso é um mal caráter ou seja tem um desvio de comportamento ético, as vezes o individuo não faz por mal foi mal orientado ou as vezes não estava preparado para exercer o cargo se esse for o caso o mesmo deve ser honesto e mudar de comportamento ou entregar o cargo e esperar no Senhor é melhor entrar no céu como servo do que ir para o inferno com o cargo. COMO SE COMPORTAR NO MINISTÉRIO Já vimos o exemplo do Apostolo Paulo e suas recomendações agora vamos analisar o que é o comportamento ético dentro do ministério, devemos ter em mente que estamos debaixo de uma organização hierárquica onde existe sempre acima de nos alguém que foi colocado por Deus e que devemos respeitar e honrar ou seja estamos sempre debaixo de autoridade espiritual e quando isto não acontece a insubmissão que poluiu o universo santo de Deus quando Lúcifer se rebelou e a mesma e a rebelião é inevitável, devemos ser humildes o suficiente para entendermos que somos limitados e que as vezes nós damos pouco a obra de Deus e queremos as vezes criticar a quem se da mais. Se estou debaixo de autoridade espiritual Deus esta no controle mesmo quando houver injustiça ele não terá o culpado por inocente ( Na c 1 v 3 ) embora que as vezes prova-nos com sua longanimidade compassiva mas ele sabe conduzir-nos no meio da tempestade. Sabemos que temos autoridade por causa do cargo, mas não podemos dar liberdade à vaidade de nosso ego e esquecermos do maior exemplo de todos os tempos o de Cristo que veio para servir e não para ser servido, quantos se esquecem disso quando chegam ao ministério, saber respeitar os limites próprios e dos outros é algo imprescindível para quem é chamado por Deus a servi-lo através de algum cargo, evitar falatórios desnecessários e inconveniente é fundamental para um bom comportamento dentro do ministério, evitar a calunia a mentira o disse me disse a contenda as murmurações os escândalos e rebeliões é o mesmo que cuidar de si e da Igreja sabendo aconselhar quem assim se portar e nunca apoiar tais atitudes mas sim reprová-las. A HIGIENE E A APARÊNCIA Ter um terno só não é recomendável o conveniente e ter mais de um, mas pior do que só ter um é não cuidar dele é se apresentar perante a Igreja com um terno sujo fedendo, rasgado faltando botões da mesma forma a gravata suja mal arrumada grande ou pequena demais sapatos sujos, furados enfim cuidar da nossa aparência é muito importante, pois as pessoas estão observando nosso comportamento. Alias tem pessoas que acham que usar perfume, desodorante loções é pecado, mas pior do que isso é chegar à Igreja fedendo a suor a mofo, isso é um desrespeito a ao templo do Espírito Santo que é nosso corpo, ( I Co 6 . 19 ). Tomar banho escovar os dentes se barbear, pentear os cabelos e cortá-los periodicamente é necessário ao desempenho da função, ( I Tm 3 . 7). Evitar comer alimentos que exalam um cheiro forte ao se falar como cebola, alho e peixe principalmente, quando for ministrar ou participar de celebrações. COMPORTAMENTO MINISTERIAL O comportamento ministerial tem sido definido como “Ciência Moral”. Trata-se de um alto padrão de conduta humana que envolve consideração e cortesia por todos os homens. O modelo de comportamento para o obreiro de modo geral e para o Pastor especificamente “é” Jesus, o Sumo-pastor e Mestre. Cabe ao obreiro conhecer os diversos contextos em que vive e exerce seu ministério: 1) O contexto espiritual - Onde Jesus é o Senhor (Fp. 3.8) e o obreiro conta com a presença, a graça e o poder do Senhor, sem a presença de Jesus, o homem nada pode realizar (Jo.15.5; 21.3); a alma do homem é imortal e sua restauração é alvo principal do ministério evangélico; o obreiro tem um inimigo terrível, já vencido, mas que não descansa. Nesta luta, a vitória é certa (Ef. 6.10-13; Rm. 8.37). 2) O contexto social - Onde o obreiro vive, trabalha e exerce sua cidadania. Uma sociedade cheia de injustiça, ódio e promiscuidade, mas ao servo de Deus é concedida a graça de conviver com os homens, sem se contaminar, vencendo as barreiras para proclamar a mensagens do Evangelho. 3) O contexto religioso - Onde existem religiões para todos os gostos, princípios e filosofia. Compete ao homem de Deus pregar o evangelho genuíno, sem agredir ninguém, respeitando o direito de liberdade religiosa, garantido pela constituição. 4) O contexto político - Formado por instituições públicas e privadas, com as quais o obreiro e a Igreja têm que se relacionar de forma correta e digna, sem aceitar corrupção, suborno ou associações ilícitas. OBJETIVO DO MINISTÉRIO A tarefa principal do ministério do obreiro é a pregação da Palavra de Deus, realizada de três modos diferentes, embora co-relacionados, como no ministério de Jesus (Mt. 4.23): a) Pregar - Anunciar as Boas Novas a todos os que não conhecem; b) Ensinar - Não é apenas transmitir conhecimento, mas é fator de mudança, correção e edificação, através da Palavra de Deus, embora nem todo professor tenha o dom Pastoral, todo Pastor tem o dom de ensinar; c) Curar - Comunicar as verdades espirituais através da ação sobrenatural de Deus. PERIGOS NO CAMINHO DO OBREIRO 1) Acomodação - (I Tm. 4.14; II Tm. 2.3-5; I Co. 9.25-27): Usas as mesmas mensagens, manter tudo como está, é uma cilada para o obreiro, que deve manter sua saúde ministerial através de autodisciplina, vida devocional (leitura), alto padrão moral e de santidade, cursos de aperfeiçoamento, reciclagem. 2) Profissionalismo - (At. 20.7. 11): O obreiro, mesmo em tempo integral, é um vocacionado e a força que o motiva é o amor profundo aos homens, ao evangelho e ao Senhor. Embora alguns sejam assalariados, não é por dinheiro que trabalham. Alguns afirmam que vivem “pela fé”, mas não pregam, cantam ou tocam sem saber de quanto será a oferta. Há pregadores e cantores que além de exigir um valor alto pela sua participação no culto ou congresso, ainda exigem o hotel no qual se hospedarão e a marca do carro que fará o transporte. A escritura diz que o obreiro é digno do seu salário (I Tm. 5:18), mas também que se deve juntar tesouros no céu (Mt. 6:20). 3) Tentações sexuais - (I Pe. 5.8-9): A recomendação Bíblica é que obreiro seja casado e que seja um marido irrepreensível. Grandes partes dos problemas começam quando o relacionamento conjugal está em crise ou o obreiro sofre desajustes na área sexual. Uma forma de evitar o assédio é fazer da esposa uma companhia constante em reuniões de aconselhamentos, visitas ou saídas ocasional. Quando a crise conjugal é muito seria e o dialogo já não é possível, convém procurar a ajuda de um conselheiro experiente. 4) Inveja e cobiça ministerial - Alguns obreiros, insatisfeitos com o lugar que ocupam na obra de Deus caem na cilada de desejar estar no lugar de outro obreiro, numa congregação maior, ou melhor, localizada, sem considerar que cada um deve ser diligente, segundo o dom que recebeu do Senhor (I Co. 12.12-30; Rm. 12.3-8). Para vencer esta tentação, o obreiro deve perguntar a si mesmo se está no centro da vontade divina, exercendo suas funções de acordo com os seus propósitos. 5) Tentações do púlpito - O púlpito é lugar de força, mas também de reverência. É dele que o obreiro prega e ensina a Palavra de Deus a fim de aperfeiçoar os santos e salvar os perdidos. As armadilhas mais comuns são a auto-exaltação, excesso de confiança em sua capacidade, pregar a Palavra sem compromisso de viver conforme o que ela diz, mentir ou exagerar ao contar uma ilustração ou história, falar o que as pessoas querem ouvir e não o que o Espírito Santo que dizer, manipular os ouvintes com pregações excessivamente emocionais, usar o púlpito para desabafar ou criticar abertamente os membros, relaxar na preparação da mensagem por preguiça ou comodismo, copiando pregações de livros, rádios ou pela internet. O obreiro deve lembrar-se que o Senhor tem compromisso com o Seu povo e mais cedo ou mais tarde, prestará contas do trabalho que realiza. 6) Sacerdotalismo - A história da Igreja registra como uma marca negra, o momento em que os obreiros afastaram do corpo e passaram a dominá-la com leis rigorosas e antibíblicas. Com a Reforma Protestante, o sacerdócio universal dos crentes foi novamente praticado (I Pe. 2.9). Infelizmente, em nossos dias, esta ameaça volta a rondar nossas Igrejas. Obreiros que se colocam em posição de superioridade, fazendo valer sua autoridade para justificar suas atitudes, estabelecem a Igreja como seu território, onde podem fazer leis e regulamentos, conformem sua conveniência, impõe seus filhos e parentes ao ministério, mesmo sem vocação, para manter o seu domínio. Cuidado, o Senhor vive! O RELACIONAMENTO ENTRE O OBREIRO E SEUS COLEGAS A relação entre os obreiros e colegas de ministério é também algo que deve ser definido por um bom código de ética. É prejuízo para a Igreja quando surgem atritos e mal-entendidos entre os ramos do ministério evangélico ou entre os obreiros. O amor e o respeito entre eles devem ser exemplo para o rebanho, expresso por ajuda mútua, desejo sincero de ver o progresso do outro como crescimento do Reino de Deus. Os comentários sobre atitudes ou trabalho de outro obreiro devem ser evitados, evitando depreciar a figura do obreiro ou fazer julgamento impróprio (Tg. 4.11-12). Quando o obreiro receber a visita de outro, devidamente identificado, deve apresentá-lo, convidando-o a sentar-se junto a ele, se for possível ou dando oportunidade para dirigir uma Oração. Não é aconselhável convidá-lo a pregar, sem conhecê-lo, melhor considerar outra ocasião em que terá tempo para preparar a mensagem. Ao convidar um preletor, o obreiro deve ter o cuidado de perguntar sobre suas despesas de condução, alimentação ou hospedagem, oferecendo-lhe a quantia necessária para honrar com estes compromissos. Pregadores itinerantes e missionários em geral têm família para sustentar, dependendo de ofertas para se manter. É conveniente que estes detalhes sejam combinados antes, a fim de evitar reclamações de ambas as partes. Quando o obreiro for convidado para uma reunião de caráter Interdenominacional, não convém tirar vantagens da ocasião. Algumas vezes, varias denominações cooperam num culto coletivo, como na época de Natal, Dias da Bíblia ou dia de Ação de Graças. Caso o obreiro seja solicitado nessa ocasião, escolha um assunto aceitável a todos os ouvintes, evitando pontos doutrinários ou discordantes. As questões que porventura surgirem entre os obreiros devem ser resolvidas considerando-se o bem maior da obra de Deus, onde deve prevalecer o bom senso e a justiça. COISAS QUE O OBREIRO DEVE EVITAR 1) Ele jamais deve criticar sua denominação, a não ser que isso ocorra numa tribuna convencional (I Co. 6.7). 2) Deve ser cauteloso no modo de cumprimentar as pessoas do sexo oposto (I Tm. 4.12). 3) Deve ser reservado quanto às confidências feitas por um membro da Igreja (Tg. 3.17-18). 4) Deve ficar fora das questões que surjam na Igreja, as quais não lhe dizem respeito, a não ser que seja convidado a dar uma Palavra de conselho (Pv. 26.17). 5) Somente deve aceitar convite para pregar em outra Igreja quando formulado pelo Pastor ou seu substituto legal. 6) Deve cultivar junto aos companheiros o hábito da franqueza, bondade, lealdade e cooperação (Rm. 12.10). 7) Não deve interferir nos assuntos de outra Igreja e nem exercer proselitismo. 8) Jamais deve humilhar a alguém com duras palavras por causa do preconceito racial, porque Deus não faz acepção de pessoas (At. 10.34-34). 9) Não deve criticar ou ter inveja de alguém que é reconhecidamente melhor do que você; mas antes ore por ele, para que cumpra até o fim, com fidelidade, a sua vocação (Pv. 14.30). 10) Não se deve entrar em juízo contra alguém sem antes apresentar o problema e esperar uma solução da direção da Igreja (I Co. 6.1-2). O OBREIRO E A ÉTICA NO PÚLPITO CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS PELO PREGADOR Convidado para pregar em uma Igreja, João chegou ao culto quase na hora da pregação e foi logo “puxando” conversa com os obreiros que ali estavam. Muito à vontade, sentou-se com as pernas bem esticadas. Ele parecia não se importar com a platéia, pois se coçava com muita naturalidade e tamborilava na cadeira do púlpito enquanto os jovens louvavam a Deus. De repente, ouviu-se uma estridente música em ritmo merengue, capaz de fazer com que as pessoas sentadas nos primeiros bancos olhassem para a tribuna – era o celular do pregador convidado. Alô! Tudo bem, Eufrásia? Estou aqui na Igreja do Pastor Herculano. Vou pregar daqui a pouco... Quem olhava para ele podia perceber que não estava nem um pouco preocupado com o andamento do culto. Além de chegar atrasado, não cantava os hinos nem prestava atenção às pessoas que falavam... Chegou, então, o momento da pregação. E João, saudando os irmãos, disse que chegara tarde em virtude dos “muitos compromissos” e começou a “pregar”. - Antes de eu falar um pouco das grandes coisas que Deus tem feito através do meu ministério, saia do seu lugar e cumprimente o seu irmão... Depois de alguns minutos, leu um versículo bíblico e começou a contar vários testemunhos e experiências. Seu sermão era, na verdade uma palestra motivacional, e não uma mensagem cristocêntrica, baseada na Palavra de Deus. As citações bíblicas eram raras. E, quando isso acontecia, ele utilizava expressões pouco conhecidas dos não-crentes. Ao perceber que o povo estava um tanto enfadado de ouvir testemunhos e experiências, resolveu contar umas piadinhas e pedir às pessoas que olhassem umas para as outras e repetissem frases de efeito. Na verdade, não era necessário o pregador fazer o povo rir. Havia algo estranho na roupa e no comportamento dele que já estavam sendo motivo de riso. Sua calça estava frouxa na cintura, obrigando a suspendê-la. Às vezes, punha as mãos no bolso, provavelmente para segurar a calça. Não bastasse isso, sua gravata estava bem desajeitada. Mas os problemas não eram apenas esses! Ele falava “atropelando” as palavras e gritava demais. Ficou clara a sua tentativa de querer avivar a Igreja por conta própria. Quando citava algum texto bíblico, o fazia sem nenhuma expressividade. No entanto, ao falar de seu passado, dava muita ênfase e glorificava a Deus fora de contexto... Irmãos, eu era um ébrio! Glória a Deus! Para piorar, o trejeitoso pregador, ora olhava para o teto, ora mirava o chão! Alguns irmãos, incomodados – e aproveitando que as horas estavam avançadas -, retiraram-se do recinto, alegando não suportar a gritaria e o artificialismo do preletor convidado. Outros, que ficaram até o fim, arrazoaram: - Nenhuma alma se entregou a Jesus! E estamos voltando para casa, “vazios”. Será que tudo não teria sido diferente se o pregado expusesse a Palavra de Deus com simplicidade, em vez de falar tanto de si mesmo e interagir exageradamente com o público? A SIMPLICIDADE DO PREGADOR A narrativa mencionada acima mostra que o pregador não deve se apartar da prudência e da simplicidade que há em Cristo (Ef. 5.15 e II Co. 11:3). Lembremo-nos do que Jesus disse aos seus mensageiros: “EIS QUE VOS ENVIO COMO OVELHAS AO MEIO DE LOBOS; PORTANTO, SEDE PRUDENTES COMO AS SERPENTES E SÍMPLICES COMO AS POMBAS” – Mt. 10.16. Muitos, em vez de agir com simplicidade, recorrem à excentricidade dramática! Preferem o ritualismo, o formalismo e o artificialismo. É claro que não precisamos adotar uma imobilidade sepulcral, mas devemos nos portar com sabedoria diante da Igreja de Deus (I Co. 10.32), a fim de que sejamos exemplos em tudo (I Tm. 4.12). Como deve ser a nossa postura ao pregar o Evangelho? O mestre Jesus – Nosso maior exemplo (Jo. 13.15) – simplesmente expunha a Palavra de Deus: “E, ABRINDO A BOCA, OS ENSINAVA, DIZENDO: BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPIRITO...” – Mt. 5.2-3. Alguns pregadores dramatizam ao extremo. Sentam-se ou se deitam no piso do púlpito; provocam as pessoas ou usam-nas como coadjuvantes; e fazem gracejos ou brincadeiras de mau gosto. Esquecem-se de que a sua missão é apenas expor a Palavra, e não chamar atenção para si (Jo. 1.22-23 e 3.30). Pregue com naturalidade, sem gesticulação excessiva e uso abusivo de recursos do tipo: “Quem achou diga amém; quem não achou diga misericórdia” ou “Olhe para o seu irmão e diga isso ou aquilo”. Certo pregador exagerou tanto, a ponto de dizer ao público: “Fale para o seu irmão: Você é uma menina”, concluindo que somos a menina dos olhos do Senhor! Imagine a cena... Não quero, com esses exemplos, incentivar você a ser uma estatua. Para ser simples, não é necessário abrir mão da personalidade e da ousadia no falar (At. 9.29). Seja autêntico. O OBREIRO E A LINGUAGEM A linguagem do obreiro também deve ser simples, não rebuscada. Não é preciso empregar palavras difíceis e raras (I Co. 2.4-5). O pregador deve falar de tal modo, que possa ser entendido até pelas crianças. Você pode até utilizar uma palavra que não seja usual, porém explique o seu significado. Caso contrário, embora todos admirem o seu belo português, ficarão sem entender o que quis dizer. Outro erro é empregar expressões chulas, mesmo com boa intenção de querer falar a linguagem do povo. Há algum tempo, ouvi um pregador dizendo: “Irmãos, Jesus nunca deu uma mancada. Nós sempre damos mancadas, mas ele nunca manca..” Ora, isso é linguagem de um pregador do Evangelho? Evite a linguagem demasiadamente coloquial, não digna de uma tribuna santa (Tt. 2:8).Gírias e expressões populares, salvo exceções, devem ser descartadas. É claro que, ás vezes, valer-se de uma ou outra expressão popular pode facilitar a comunicação ou exemplificação de uma verdade. Mas isso é uma exceção! Em geral, empregar uma linguagem assim não é bom. Muitos crentes – inclusive obreiros – não se preocupam com a linguagem. Não lêem nem se aperfeiçoam na gramática; consideram que orar e jejuar são o suficiente. Conquanto essas ferramentas sejam indispensáveis, estar bem preparado na arte de falar é uma grande virtude (I Tm. 4.13 e At. 19.24-25). Por incrível que pareça, já ouvi até profecia com emprego de gírias! O “profeta” disse a uma pessoa: “Meu servo, fica frio. Eu vou te tirar dessa gelada!” Nesse caso, a mensagem “profética”, em vez de edificar, consolar ou exortar (I Co. 14. 3), resultou em descontração, pois todos começaram a rir da estranha predição. PRATICAS QUE O OBREIRO DEVE EVITAR: 1) Conversar com os companheiros à Sabemos que existem exceções (as vezes, há assuntos relacionados com o bom andamento do culto), mas há obreiros que conversam à vontade; brincam, riem, fazem gestos... Será que não percebem que há várias pessoas os observando? Atenção para o conselho de Paulo: “EM TUDO TE DÁ POR EXEMPLO DE BOAS OBRAS...” – Tt. 2.7. 2) Assentar-se deselegantemente à A cadeira do púlpito não é o sofá de nossa sala! Não é um lugar para relaxar. Aliás o obreiro, embora sentado, deve estar preparado, sabendo que poderá entrar em ação a qualquer momento, para pregar, orar ou cumprir algum procedimento litúrgico (At. 2.2, 14). Estejam pronto! 3) Falar ao celular à Entendo que hoje o telefone móvel tornou-se algo comum.Entretanto, atende-lo no púlpito, mesmo em uma emergência, é um péssimo exemplo. Tenha visto obreiros atender chamadas no púlpito com a maior tranqüilidade... E ainda falam alto, riem, discutem etc. Ora, se não for possível desligar o celular, use o modo vibrador, disponível em quase todos os aparelhos. Dia desse, se eu não tivesse adotado tal procedimento, teria passado por um grande vexame. Durante a pregação, meu telefone “tocou” sete vezes! 4) Não participar do culto à Os obreiros devem ser os principais crentes da congregação, pois todos se espelham neles. Nesse caso, devem orar, cantar os hinos congregacionais, prestar atenção quando alguém estiver testemunhando ou pregando etc. Um mau costume de alguns preletores, inclusive, é chegar quase na hora da pregação... Procura chegar no horário. 5) Contar testemunhos em vez de pregar a Palavra à Há obreiros que pensam que pregar é ficar contando experiências. Isso não é pregação! A exposição tem de ser bíblica e cristocêntrica. Um ou outro testemunho pode até ser empregado para reforçar uma verdade da Escrituras; apenas isso. “CONJURO-TE, POIS (...) QUE PREGUES A PALAVRA...”- II Tm. 4:1-2. 6) Usar corretamente a oportunidade dada à A obreiros que é dado a oportunidade de trazer uma saudação a Igreja, e o mesmo então, cumprimenta a Igreja, lê o maior texto que encontra na Bíblia, prega, testemunha, ora, canta e depois agradece a oportunidade. Isto é falta de ética e educação. O obreiro tem que ter postura e ética, se for dado a oportunidade para uma saudação, de os cumprimentos à igreja e agradece; se for para cantar, não lê nenhum texto testemunhe e nem ore, só cante e agradece a oportunidade. 7) Pregar com as mãos no bolso ou suspender calça enquanto fala à Ás vezes, fazemos algumas coisas por mania ou cacoete. Não me interprete mal; a minha intenção ao escrever sobre isso é orientar. No entanto, pregar com as mãos no bolso ou ficar suspendendo a calça não fica bem para um obreiro. É melhor apertar o cinto ou usar um suspensório... 8) Pregar com o colarinho e a grava desajeitados à Lembro-me de que uma vez um obreiro chegou à congregação com a gravata por cima do colarinho. Tentei ajudá-lo, para que não passasse por uma situação constrangedora, mas ele – curiosamente – disse que gostava de usar a gravata daquela forma! Bem, embora haja gosto para tudo, não podemos nos dar ao luxo de fazer tamanha extravagância. 9) Pregar com roupa amassada ou sapato sujo à Lembro-me de certa feita estava em uma congregação, um obreiro que tinha carro iria pregar naquela noite chuvosa. Subiu a tribuna de carpete vinho com o sapato cheio de barro, a qual ficou as marcas das pisadas, da escada ate seu assento. No momento que começou a pregar começou a transpirar e tirou o paletó, e o mesmo estava com a camisa toda amassada que parecia que tinha tirado debaixo de uma pedra. A palavra de Deus nos ensina ser humilde de coração e não relaxados, o apostolo Paulo traz um aconselhamento acerca disto “PROCURA APRESENTAR-TE A DEUS APROVADO, COMO OBREIRO QUE NÃO TEM DE QUE SE ENVERGONHAR...” – 2Tm. 2.15. Diante do exposto, quero enfatizar que o púlpito – embora muito hoje o estejam transformando em palco – é um lugar sagrado. Dele se ministra a Palavra do Senhor: “E ESDRAS, O ESCRIBA, ESTAVA SOBRE UM PÚLPITO DE MADEIRA, QUE FIZERAM PARA QUELE FIM... E ESDRAS ABRIU O LIVRO PERANTE OS OLHOS DE TODO O POVO...” – Ne. 8.4-5. Que não subamos nele se não estivermos preparados (2 Tm. 2.15). Valorizemos o privilégio que temos de ser mensageiros do Senhor, pregando a Palavra – e somente a Palavra – com temor e tremor (I Co. 2.3). Que Deus nos ajude a nos aperfeiçoar no exercício de nossa função ministerial, pois precisamos ser perfeito como perfeito é o nosso pai celestial. Fiquem com Deus e a Paz do Senhor Jesus Cristo, amém! |
domingo, 25 de março de 2018
Ética ministerial
A Bíblia e o princípio da ética Cristã
A Bíblia e o princípio da ética Cristã
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Á ética cristã é o sistema de valores morais associado ao Cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus preceitos.
Como as demais éticas já mencionadas acima, a ética cristã opera a partir de diversos pressupostos e conceitos que acredita estão revelados nas Escrituras Sagradas pelo único Deus verdadeiro. São estes: 1. A existência de um único Deus verdadeiro, criador dos céus e da terra. A ética cristã parte do conceito de que o Deus que se revela nas Escrituras Sagradas é o único Deus verdadeiro e que, sendo o criador do mundo e da humanidade, deve ser reconhecido e crido como tal e a sua vontade respeitada e obedecida. 2. A humanidade está num estado decaído, diferente daquele em que foi criada. A ética cristã leva em conta, na sistematização e sinterização dos deveres morais e práticos das pessoas, que as mesmas são incapazes por si próprias de reconhecer a vontade de Deus e muito menos de obedecê-la. Isso se deve ao fato de que a humanidade vive hoje em estado de afastamento de Deus, provocado inicialmente pela desobediência do primeiro casal. A ética cristã não tem ilusões utópicas acerca da "bondade inerente" de cada pessoa ou da intuição moral positiva de cada uma para decidir por si próprio o que é certo e o que é errado. Cegada pelo pecado, a humanidade caminha sem rumo moral, cada um fazendo o que bem parece aos seus olhos. As normas propostas pela ética cristã pressupõem a regeneração espiritual do homem e a assistência do Espírito Santo, para que o mesmo venha a conduzir-se eticamente diante do Criador. 3. O homem não é moralmente neutro, mas inclinado a tomar decisões contrárias a Deus, ao próximo. Esse pressuposto é uma implicação inevitável do anterior. As pessoas, no estado natural em que se encontram (em contraste ao estado de regeneração) são movidas intuitivamente, acima de tudo, pela cobiça e pelo egoísmo, seguindo muito naturalmente (e inconscientemente) sistemas de valores descritos acima como humanísticos ou naturalísticos. Por si sós, as pessoas são incapazes de seguir até mesmo os padrões que escolhem para si, violando diariamente os próprios princípios de conduta que consideram corretos. 4. Deus revelou-se à humanidade. Essa pressuposição é fundamental para a ética cristã, pois é dessa revelação que ela tira seus conceitos acerca do mundo, da humanidade e especialmente do que é certo e do que é errado. A ética cristã reconhece que Deus se revela como Criador através da sua imagem em nós. Cada pessoa traz, como criatura de Deus, resquícios dessa imagem, agora deformada pelo egoísmo e desejos de autonomia e independência de Deus. A consciência das pessoas, embora freqüentemente ignorada e suprimida, reflete por vezes lampejos dos valores divinos. Deus também se revela através das coisas criadas. O mundo que nos cerca é um testemunho vivo da divindade, poder e sabedoria de Deus, muito mais do que o resultado de milhões de anos de evolução cega. Entretanto é através de sua revelação especial nas Escrituras que Deus nos faz saber acerca de si próprio, de nós mesmos (pois é nosso Criador), do mundo que nos cerca, dos seus planos a nosso respeito e da maneira como deveríamos nos portar no mundo que criou. Assim, muito embora a ética cristã se utilize do bom senso comum às pessoas, depende primariamente das Escrituras na elaboração dos padrões morais e espirituais que devem reger nossa conduta neste mundo. Ela considera que a Bíblia traz todo o conhecimento de que precisamos para servir a Deus de forma agradável e para vivermos alegres e satisfeitos no mundo presente. Mesmo não sendo uma revelação exaustiva de Deus e do reino celestial, a Escritura, entretanto, é suficiente naquilo que nos informa a esse respeito. Evidentemente não encontraremos nas Escrituras indicações diretas sobre problemas tipicamente modernos como a eutanásia, a AIDS, clonagem de seres humanos ou questões relacionadas com a bioética. Entretanto, ali encontraremos os princípios teóricos que regem diferentes áreas da vida humana. É na interação com esses princípios e com os problemas de cada geração, que a ética cristã atualiza-se e contextualiza-se, sem jamais abandonar os valores permanentes e transcendentes revelados nas Escrituras. É precisamente por basear-se na revelação que o Criador nos deu que a ética cristã estende-se a todas as dimensões da realidade. Ela pronuncia-se sobre questões individuais, religiosas, sociais, políticas, ecológicas e econômicas. Desde que Deus exerce sua autoridade sobre todas as dimensões da existência humana, suas demandas nos alcançam onde nos acharmos – inclusive e principalmente no ambiente de trabalho, onde exercemos o mandato divino de explorarmos o mundo criado e ganharmos o nosso pão. É nas Escrituras Sagradas, portanto, que encontramos o padrão moral revelado por Deus. Os Dez Mandamentos e o Sermão do Monte proferido por Jesus são os exemplos mais conhecidos. Entretanto, mais do que simplesmente um livro de regras morais, as Escrituras são para os cristãos a revelação do que Deus fez para que o homem pudesse vir a conhecê-lo, amá-lo e alegremente obedecê-lo. A mensagem das Escrituras é fundamentalmente de reconciliação com Deus mediante Jesus Cristo. A ética cristã fundamenta-se na obra realizada de Cristo e é uma expressão de gratidão, muito mais do que um esforço para merecer as benesses divinas. A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais os homens poderão chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são à vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas. A BÍBLIA FALA SOBRE ÉTICA? Sim. O mais antigo código de ética que conhecemos é a listagem dos 10 mandamentos. Ali se encontram as diretrizes que deveriam fundamentar o relacionamento do povo com Deus, o relacionamento de hebreu com hebreu e o relacionamento com os estrangeiros. Esse código de ética é exposto em seu real sentido no NT. O vocábulo grego ethos é a palavra comum para designar costumes, ritos, procedimentos e maneiras. É de onde deriva a nossa palavra ética. Os seus principais usos no NT são: a. Costume, hábito (cf. Lc 1,9; 2,42; 22,39; Jo 19,40; At 25,16; 28,17; Heb 10,25) b. Lei, norma (cf. At 6,14; 15,1; 16,21; 21,21) Analisemos mais de perto o item b acima, a ética entendida como Lei, Norma. (1) Estêvão é acusado de quebrar a ética vigente, e por isso deveria ser punido: “Este homem não cessa de proferir palavras hostis contra o Lugar santo e contra a Lei; de fato nós o ouvimos dizer que esse Jesus, o Nazoreu, destruiria este lugar e mudaria as normas que Moisés nos transmitiu” (TEB – At 6,14-15); (2) A ética segundo a Lei de Moisés era o padrão requerido pelos judaizantes junto aos novos convertidos, razão de conflito com a mensagem de Paulo (At 15,1; 21,21); (3) Não apenas os judeus se sentiam ameaçados com a pregação da nova ética cristã. Os romanos assim também argumentavam: “Esses homens lançam a perturbação em nossa cidade: são judeus e preconizam normas de comportamento que não é permitido a nós, romanos, nem admitir nem seguir” (TEB – At 16,20b-21). Portanto, o que se configura é que a mensagem neotestamentária estabelece normas comportamentais ideais, mais de acordo com o verdadeiro espírito da Lei de Moisés. A questão que se nos apresenta é como esse novo padrão cristão, que já desde o início provocara polêmica com os judeus e romanos, deve ser exercitado por nós cristão modernos. 1. A ÉTICA DO ANTIGO TESTAMENTO 1.1 O caráter ético de Deus A religião dos judeus tem sido descrita como “monoteísmo ético”. O Velho Testamento fala da existência de um único DEUS, o criador e Senhor de todas as coisas. Esse Deus é pessoal e tem um caráter positivo, não negativo ou neutro. Esse caráter se revela em seus atributos morais. Deus é Santo (Lv 11, 45; Sl 99, 9), justo (Sl 11, 7; 145, 17), verdadeiro (Sl 119, 160; Is 45, 19), misericordioso (Sl 103, 8; Is 55, 7), fiel (Dt 7, 9; Sl 33, 4). 1.2 A natureza moral do homem A Escritura afirma que Deus criou o ser humano à sua semelhança (Gn 1, 26-27). Isso significa que o homem partilha, ainda que de modo limitado, do caráter moral de seu Criador. Embora o pecado haja distorcido essa imagem divina no ser humano, não a destruiu totalmente. Deus requer uma conduta ética das suas criaturas: “Sede santos porque eu sou santo” (Lv 19, 2; 20, 26). 1.3 A Lei de Deus A lei expressa o desejo que Deus tem de que as suas criaturas vivam vidas de integridade. Há três tipos de leis no Antigo Testamento: cerimoniais, civis e morais. Todas visavam disciplinar o relacionamento das pessoas com Deus e com o seu próximo. A lei inculca valores como a solidariedade, o altruísmo, a humildade, a veracidade, sempre visando o bem-estar do indivíduo, da família e da coletividade. 1.4 Os Dez Mandamentos A grande síntese da moralidade bíblica está expressa nos Dez Mandamentos (Ex 20, 1-17; Dt 5, 6-21). As chamadas “duas tábuas da lei” mostram os deveres das pessoas para com Deus e para com o seu próximo. O Reformador João Calvino falava nos três usos da Lei: judicial, civil e santificador. Todas as confissões de fé reformadas dão grande destaque à exposição dos Dez Mandamentos. 1.5 A contribuição dos profetas Alguns dos preceitos éticos mais nobres do Antigo Testamento são encontrados nos livros dos Profetas, especialmente Isaías, Oséias, Amós e Miquéias. Sua ênfase está não só na ética individual, mas social. Eles mostram a incoerência de cultuar a Deus e oferecer-lhe sacrifícios, sem, todavia ter um relacionamento de integridade com o semelhante. Ver Isaías 1, 10-17; 5, 7 e 20; 10 1-2; 33, 15; Oséias 4, 1-2; 6, 6; 10, 12; Amós 5, 12-15, 21-24; Miquéias 6, 6-8. 2. A ÉTICA DO NOVO TESTAMENTO 1. A ética do Novo Testamento não contrasta com a do Antigo, mas nele se fundamenta. Jesus e os Apóstolos desenvolvem e aprofundam princípios e temas que já estavam presentes nas Escrituras Hebraicas, dando também algumas ênfases novas. 2. A ética de Jesus: a ética de Jesus está contida nos seus ensinos e é ilustrada pela sua vida.O tema central da mensagem de Jesus é o conceito do “reino de Deus”. Esse reino expressa uma nova realidade em que a vontade de Deus é reconhecida e aceita em todas as áreas. Jesus não apenas ensinou os valores do reino, mas os exemplificou com a vida e o seu exemplo. 3. O Sermão da Montanha: uma das melhores sínteses da ética de Jesus está contida no Sermão da Montanha (Mateus Caps. 5 a 7). Os seus discípulos (os Filhos do Reino) devem caracterizar-se pela humildade, mansidão, misericórdia, integridade, busca da justiça e da paz, pelo perdão, pela veracidade, pela generosidade e acima de tudo pelo amor. A moralidade deve ser tanto externa como interna (sentimentos, intenções): Mt 5, 28. A fonte do mal está no coração: Mc 7, 21-23. 4. A vontade de Deus: Jesus acentua que a vontade ou o propósito de Deus é o valor supremo. Vemos isso, por exemplo, em Mt 19, 3-6. O maior pecado do ser humano é o amor próprio, o egocentrismo (Lc 12, 13-21; 17, 33). Daí a ênfase nos dois grandes mandamentos que sintetizam toda a lei: Mt 22, 37-40. Outro princípio importante é a famosa “regra de ouro”: Mt 7, 12. 5. A ética de Paulo: Paulo baseia toda a sua ética na realidade da redenção em Cristo. Sua expressão característica é “em Cristo” (II Co 5, 17; Gl 2, 20; 3, 28; Fp 4, 1). Somente por estar em Cristo e viver em Cristo, profundamente unido a Ele pela fé, o cristão pode agora viver uma nova vida, dinamizado pelo Espírito de Cristo. Todavia, o cristão não alcançou ainda a plenitude, que virá com a consumação de todas as coisas. Ele vive entre dois tempos: o “já” e o “ainda não”. 6. Tipicamente em suas cartas, depois de expor a obra redentora de Deus por meio de Cristo, Paulo apresenta uma série de implicações dessa redenção para a vida diária do crente em todos os aspectos (Rm 12, 1-2; Ef 4, 1) 7. Entre os motivos que devem impulsionar as pessoas em sua conduta está a imitação de Cristo (Rm 15, 5; Gl 2, 20; Ef 5, 1-2; Fp 2, 5). Outro motivo fundamental é o amor (Rm 12, 9-10; I Co 13, 1-13; 16, 14; Gl 5, 6). O viver ético é sempre o fruto do Espírito (Gl 5, 22-23). 8. Na sua argumentação ética, Paulo dá ênfase ao bem-estar da comunidade, o corpo de Cristo (Rm 12, 5; I Co 10, 17; 12, 13 e 27; Ef 4, 25; Gl 3, 28). Ao mesmo tempo, ele valoriza o indivíduo, o irmão por quem Cristo morreu (Rm 14, 15; I Co 8, 11; I Ts 4, 6; Fm 16) 9. Acima de tudo, o crente deve viver para Deus, de modo digno dele, para o seu inteiro agrado: Rm 14, 8; II Co 5, 15; Fp 1, 27; Cl 1, 10; I Ts 2, 12; Tt 2, 12. CERTO OU ERRADO? A ética da sociedade é extremamente relativista, em termos de moral e costumes, o terreno é como um pântano, lodoso e escorregadio, do qual não se sabe onde estão os limites a serem observados. Cumpre-se o versículo em que Deus condena os relativistas do tempo do profeta Isaias, que diziam que o amargo era doce, e que o doce era amargo; que o escuro era claro, e que o claro era escuro – Is. 5.20. "Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vêm a ira de Deus sobre os filhos da desobediência" (Cl 3.1-6). Mais do que uma simples lista de “faça” ou “não faça”, a Bíblia nos dá instruções detalhadas de como um Cristão deve viver. A Bíblia é tudo que precisamos para saber como viver a vida Cristã. No entanto, a Bíblia não se dirige diretamente a exatamente todas as situações que vamos ter que encarar em nossas vidas. Como então ela é suficiente? Em situações assim é que temos que aplicar a Ética Cristã. O Cristão, como sal da terra e luz do mundo, tem dificuldade em se movimentar num mundo em que os valores morais estão invertidos. Entretanto, tem a vantagem de não adotar como referencial ético a sociedade sem Deus. Enquanto os referenciais do mundo são movediços, instáveis e mutantes, ao sabor do tempo e do lugar, o guia infalível do crente em Jesus é a Palavra de Deus, que é Lâmpada para os pés e luz para o caminho - Sl. 119.105. Assim, um crente fiel não só deve fazer diferença, mas seu comportamento deve ser um exemplo para a sociedade. É grande responsabilidade, perante Deus, a Igreja e o mundo. Para o crente em Jesus a Palavra de Deus é lâmpada e luz para o seu viver. VISÃO GERAL DAS ABORDAGENS ÉTICAS Todas as abordagens éticas partem da necessidade de se responder a questões que envolvem o que é certo e o que é errado. Por exemplo: Mentir é sempre errado? Há situações em que deixar de falar a verdade é justificável para o cristão? O aborto é certo, se uma jovem crente foi vitima de um estupro? O posicionamento do cristão, neste inicio de século, não é fácil de ser tomado, face as abordagens e questões éticas contemporâneas. É que, em termos de moral, de conduta, de costumes, que formam as culturas dos povos, o que se vê é um verdadeiro terreno escorregadio e pantanoso, em que não se sabe onde o certo termina, e começa o errado. Os limites da moral estão cada vez mais sendo elastecidos e abolidos. O que era certo há apenas 10 anos, hoje é visto como errado; o que era errado, agora é visto como certo. O profeta Isaias bem traduziu esse fenômeno, há quase mil anos antes de Cristo, quando bradou: “AI DOS QUE AO MAL CHAMAM BEM E AO BEM, MAL! QUE FAZEM DA ESCURIDADE LUZ, E DA LUZ, ESCURIDADE, E FAZEM DO AMARGO DOCE, E DO DOCE, AMARGO!” – Is. 5.20. Isso prova que a humanidade, não obstante o perpassar dos séculos, continua a mesma, em termos de ética e moral, sob o domínio avassalador dos formadores de opinião; principalmente nos tempos pós-modernos, com a influência dos meios de comunicação, notadamente da TV e da Internet, a rede mundial de computadores, que colocam dentro dos lares uma gama imensa de informações, as quais, na maioria dos casos, não permitem ao expectador uma filtragem daquilo que é certo ou errado. Admitindo que tudo isso seja verdade, como deve o cristão posicionar-se, face às questões éticas e suas abordagens mais comuns? A resposta não pode ser tão simples, mas o cristão tem a vantagem de possuir um código de ética extraordinário, que é a Bíblia Sagrada, por ele aceita como inspirada a revelada por Deus, através do Espírito Santo. Ele pode dizer com ousadia, como fez o salmista: “LÂMPADA PARA OS MEUS PÉS É A TUA PALAVRA E LUZ, PARA O MEU CAMINH0” – Sl. 119.105. Pode confiar no que disse Jesus em relação a sua Palavra: “O CÉU E A TERRA PASSARÃO, MAS AS MINHAS PALAVRAS NÃO HÃO DE PASSAR” – Mt. 24.34. - Essa afirmação é fundamental, é alicerce inabalável para o crente em Jesus. Ele sabe que tudo pode passar neste mundo, os homens, as idéias, as coisas, a moral, os usos e costumes, mas as palavras de Jesus não passarão. O PRINCIPIO DA LICITUDE E DA CONVENIÊNCIA Na primeira Carta aos Coríntios, vemos Paulo ensinar: “TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVÊM; TODAS AS COISAS ME SÃO LÍCITAS, MAS EU NÃO ME DEIXAREI DOMINAR POR NENHUMA” – I Co. 6.16 - “TODAS AS COISAS ME SÃO LICITAS, MAS NEM TODAS AS COISAS CONVEÊM” – I Co. 10.23a. Esse critério orienta o cristão a que não faça as coisas apenas porque são licitas, mas porque são licitas e convêm, à luz do referencial ético que é a Palavra de Deus. Há quem entenda esse principio, argumentando que se podemos fazer algo, é porque é licito. À luz da ética cristã, não é bem assim que se deve argumentar. Primeiro, diante de uma atitude ou decisão a tomar, é preciso indagar se tal comportamento está de acordo com a Palavra de Deus, se tem apoio nas Escrituras. Segundo, mesmo que seja lícito, se convém. Por exemplo: é lícito o crente tomar conhecimento de uma falta cometida por um irmão, e dizê-la a algumas pessoas? Dependendo do caso, podemos responder que sim. Mas há outra indagação: Convém dizer? Essa conveniência envolve não só a licitude em si, mas também a oportunidade de se dizer ou não. Conveniência e oportunidade devem juntar-se à licitude na aprovação ou não de uma atitude cristã. Testemunhei o caso de um irmão que vendeu um automóvel usado a outro, recebendo a devida importância do comprado, membro da mesma Igreja local. Uma semana depois, o veiculo apresentou grave defeito, “Batendo motor”, como se diz na linguagem dos mecânicos. O comprador diante do prejuízo, procurou o vendedor e reclamou do fato. Este lhe disse que nada tinha a ver com o caso, pois já houvera vendido o veiculo, e que o comprador deveria assumir o dano, pois ocorrera em sua mão. Acontece que, o vendedor sabia que o carro esta preste a apresentar o problema, segundo um mecânico que examinara o carro. Mas silenciou quanto a isso, e passou o carro “para frente”, para um irmão seu em Cristo. Com isso, ele não se pautou pela ética da Palavra de Deus, e causou grande mal-estar entre as respectivas famílias. Fosse o vendedor um verdadeiro cristão, indagaria: “É lícito fazer isso?, e acrescentaria: “Convém a mim, como cristão, agir dessa forma?”. Decerto, se tais perguntas fossem feitas em oração, diante de Deus jamais teriam respostas positivas”. Interessante é dizer que, tempos depois, o vendedor desonesto sofreu grave acidente em outro veiculo, sofrendo danos materiais e humanos. Não terá sido uma cobrança do Juiz de toda terra? Não se deve brincar de ser crente, pois a diz a Bíblia: “NÃO ERREIS: DEUS NÃO SE DEIXA ESCARNECER; PORQUE TUDO O QUE O HOMEM SEMEAR, ISSO TAMBÉM CEIFARÁ”- Gl. 6.7. Conforme este principio o cristão deve indagar: “O que desejo fazer é licito?Convém fazer, segundo a Palavra de Deus?”. Se a resposta for positiva, diante da Bíblia, pode ser feito. Se não, deve ser rejeitado. O que é licito e conveniente não fere outros princípios bíblicos. 1. A NECESSIDADE DE UMA ÉTICA CRISTÃ COMO CARACTERÍSTICA PESSOAL O caráter cristão só pode ser formado e desenvolvido se tivermos a mente de Cristo (1Cor 2,16). Paulo é enfático ao afirmar que o crente não tem o espírito do mundo, mas o Espírito que vem de Deus (1Cor 6,12). Há dois vocábulos para a palavra mente: (1) nous, conforme 1Cor 2,16 (cf. também, dentre outros, Lc 24,45; Rm 7,23.25; 11,34; 12,2; Ef 4,23). Trata-se do entendimento, da compreensão. O ensino de Paulo é que tal entendimento humano deve ser na perspectiva de Cristo – e não dos homens! (2) nóema, conforme 2Cor 3,14; 4,4; 10,5; 11,3 e Fl 4,7. Trata-se dos sentidos, das percepções ou intenções que temos. Por exemplo, Paulo afirma que o deus deste século cegou os entendimentos (nóema) dos incrédulos (2 Co 4,4), razão pela qual eles não tinham condições de ver a luz do evangelho da glória de Cristo. Um texto bem conhecido, mas pouco compreendido, fala exatamente da necessidade de termos uma mente transformada. Transformação implica necessariamente em movimento. Quando Paulo falou “… e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12,2), o apelo é que a nossa mente, o nosso entendimento, não deve mais ficar nem a mercê do mundo, nem à nossa mercê, mas segundo a mente de Cristo. APLICANDO: Para desenvolvermos essa “mente” de Cristo é necessário que conheçamos o que Cristo fez, como fez e por que fez. Imagine-se aprendendo um novo idioma: (1) é necessário ouvir, (2) ouvir bem e repetir de forma audível, (3) falar para alguém para testar a clareza daquilo que você aprendeu. De forma análoga, para se ter a mente de Cristo é necessário, (1) ter sensibilidade para sentir como Cristo sentiu, (2) repetir para si mesmo quais são os padrões que Cristo deseja que tenhamos, (3) agir com o próximo de acordo com os padrões aprendidos (passar do teórico para o prático). O Sermão do Monte (Mt 5-7) é um manancial de instruções para o desenvolvimento de posturas éticas segunda a mente de Cristo. 2. A NECESSIDADE DE UMA ÉTICA CRISTÃ NOS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS Este tópico se refere à parte prática da ética cristã. Quando nos relacionamos com o próximo, que postura a mente de Cristo exige que tenhamos? Paulo foi enfático ao afirmar que, nos relacionamentos interpessoais, o cristão não deve pensar a respeito de si mesmo além do que convém (Rm 12,3). Este é o primeiro passo: eu devo me relacionar com o próximo sem que haja em mim qualquer sentimento de superioridade. Assim sendo, a minha sensibilidade de julgamento sobre o que é certo ou errado no próximo estará submissa à consideração sobre a minha própria pessoa. O segundo passo é que há uma imperiosa necessidade de associarmos opinião pessoal com opinião alheia. Os fortes devem respeitar os fracos (Rm 15,1), com o devido cuidado de não pormos tropeço ou escândalo aos nossos irmãos (Rm 14,13). Ou seja, ainda que o nosso “eu acho” seja aceitável, nem sempre ele convém (1Cor 6,12; 10,23). APLICANDO. Temos opiniões diferentes sobre muitos temas. Ao contrário do que muitos pensam, essa pluralidade tende a ser mais benéfica do que negativa. Porém, quando há impasse, quem deve prevalecer? A solução proposta por Paulo é simples: seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração (ARA – Col 3,15). Literalmente, o verso afirma a paz de Cristo arbitre em vossos corações. O verbo arbitrar (gr. brabéuo) é raro no NT (somente essa ocorrência). É de onde provém a nossa palavra brabo/bravo. O juiz era encarado como uma pessoa austera, brava. Talvez Paulo estivesse fazendo um jogo de palavras, pois ele reivindica a paz de Cristo – alguns textos trazem a paz de Deus (e não a ira de Deus) como a responsável por dominar os sentimentos. O bravo dá lugar ao pacífico. Muitas das nossas opiniões antagônicas (muito de nossa ética) seriam resolvidas simplesmente pela observação e promoção da paz de Cristo. 3. A NECESSIDADE DE UMA ÉTICA CRISTÃ NOS RELACIONAMENTOS SECULARES É freqüente nos depararmos com situações sociais onde a consciência cristã (a mente de Cristo) nos inquire se aquilo está correto ou não e, naturalmente, qual devem ser a nossa opinião e atitude diante de situações controversas. Opinião. Entendemos que o cristão deve coletar o máximo possível de informações a respeito de um tema e passá-las pelo crivo do segredo, da universalidade e da oração (vide acima). Por exemplo, para respondermos sobre “o que você acha sobre o aborto?”, um bom procedimento é conferirmos um conjunto de informações sobre o tema que nos permita uma opinião mais adequada. Há muitos “eu acho” no nosso meio, oriundo de informações precárias sobre o tema em pauta e, especialmente, sem que uma mentalidade cristã os norteie. A opinião pessoal é bem enfatizada por Paulo: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente… assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14,5.12). Atitude. Uma opinião deve levar a ação. Não importa quão razoável possa ser uma idéia – se ela não implicar em ação torna-se idéia morta, inútil. Observemos dois exemplos: (1) Uma rápida análise no que a imprensa fala, escreve e mostra, nos daria a certeza: é a imprensa quem possui a solução e os mecanismos para um bom governo. Na inquirição de Rubem Amorese, um apanhado das observações do Boris Casoy, uma amostra apenas dos últimos seis meses, seriam suficientes para canonizá-lo. Será que ele é tão bom quanto suas opiniões? (2) O segundo exemplo pode ser visto no âmbito do discurso político partidário. A rigor, não há idéias anti-éticas. Na análise enquanto discurso, as idéias são na verdade um primor de ética. O contra-senso se evidencia é na descontinuidade opinião e atitude. Pois o que se requer da Igreja não é somente uma apresentação de um manual de ética para os seus membros e para a sociedade. A postura da Igreja deve revelar opinião e atitude. Não é porque o Estado, a TV, as personalidades formadoras de opinião acham algo sobre um tema que os cristãos assim também devam achar. A pregação, o ensino e a atitude da Igreja devem ser reflexos de sua cristounous (mente de Cristo). Enquanto é verdade que a Palavra de Deus não se refere diretamente a toda situação que teremos que encarar em nossas vidas, ela ainda é completamente suficiente para vivermos a vida Cristã. Na maioria das situações, podemos ver claramente o que a Bíblia diz e seguir o percurso apropriado baseado nisso. Nos casos onde as Escrituras não nos dão instruções explícitas, precisamos procurar por princípios bíblicos que se aplicam a tal situação. Novamente, na maioria dos casos isso vai ser fácil de fazer. A maioria dos princípios que os Cristãos seguem é suficiente para a maioria das situações. No raro caso onde não há uma passagem bíblica nem um princípio aparentemente claro, precisamos depender de Deus. Precisamos orar meditar em Sua Palavra e abrir-nos ao Espírito Santo. O Espírito vai usar a Bíblia para nos ensinar e guiar ao princípio que precisamos honrar para que possamos andar e viver como um Cristão deve. Que Deus nos ajude a viver bem com todos numa sociedade pluricultural machista e preconceituosa, de diversas formas; para isso devemos nos pautar pelos princípios da Palavra do Senhor; e que Ele nos abençoe e nos guarde em nome de Jesus, amém! |
domingo, 18 de março de 2018
NÃO AGUENTO MAIS OS PROBLEMAS
NÃO AGUENTO MAIS OS PROBLEMAS
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Na atualidade nós vivemos em tempos de grandes problemas, seja ele na área financeira, espiritual ou sentimental.
A própria Terra em que vivemos tem sofrido muitos desastres, terremotos, incêndios, inundações, furo na camada de ozônio, tufões, furacões etc.
Temos presenciados muitos conflitos familiares, separações, brigas, pai contra filho, filho contra pai. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mateus 24:12Enfrentamos problemas de todos os lados.
Enfrentamos problemas provocados e não provocados
Na nossa vida há dois tipos de problemas: aqueles que nós mesmos causamos e temos culpa e aqueles dos quais não temos culpa.
Esses problemas são diferentes, mas ambos sempre estarão presentes em nossas vidas.
É sem dúvida uma época muito difícil de se viver, problemas, problemas e problemas.
Qual é o motivo de tantos problemas? Qual é a origem de nosso sofrimento?
Por causa do pecado original – Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Romanos 3:23
Por causa de ataques de satanás- “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo.” (Efésios 6:11)
Por causa da lei da semeadura – Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6:7
O que fazer para enfrentar e vencer as dificuldades da vida?
Temos que analisar algo muito importante: para vencer os problemas da vida, temos que aprender que: Deus é maior que os meus problemas.
O meu socorro está em Deus. O salmista, no salmos 121 certamente passava por alguma situação difícil, ele busca o socorro em Deus. Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. Salmos 121:1,2
Tem um hino do Matos Nascimento que diz: mas ainda existe solução para os seus problemas, entrega a Cristo ele pode resolver...
Ou seja não existe problemas que Deus não possa resolver, entrega tudo nas mãos de Deus.
O rei Josafá está com um grande problema, um grande exército inimigo se ajuntou para vir destruí-lo. Parece estar tudo perdido, quando então Deus levanta um profeta que tráz A Palavra de Deus, e A Palavra era “Não temais, nem vos assusteis por causa dessa grande multidão, porque a peleja não é vossa, mas de Deus”. II Crônicas 20:15
Paulo escrevendo aos Filipenses disse: "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças" Filipenses 4:6.
Hoje vivemos num mundo onde todos os dias enfrentamos: a ansiedade, as preocupações e os estresse diário do dia a dia.
Por isso Paulo está dizendo que é para nós não andarmos ansiosos sobre coisa alguma, mas antes entregar tudo nas mãos de Deus.
O próprio Jesus disse: Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:31-33.
Se você não aguenta mais os problemas da vida, ENTREGA TUDO NAS MÃOS DE DEUS. |
Mentalidade Deformada ou Transformada?
Mentalidade Deformada ou Transformada?
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"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos." (Salmos 139 : 23) "Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;" (Colossenses 3 : 2) "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (Filipenses 4 : 8) "Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito." (Romanos 8 : 5) A nossa mente é um campo de Batalha onde ou Deus vence ou o diabo! “As nossas atitudes são fruto da mentalidade que temos” " Eu sou o que penso e o que penso eu sou” Pv.23:7 "Quanto mais nos esforçamos para ser como deveríamos, menos precisamos esconder o que somos". A nossa mentalidade é importante por alguns motivos: 1 – A nossa mentalidade define o nosso futuro 2 – A nossa mentalidade define o tipo de pessoa que eu sou e serei 3 – A nossa mentalidade define se eu agrado a Deus ou ao diabo. "Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem." (Marcos 7 : 23) Como saber se minha mente é deformada ou Transformada?
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1 – Quando os princípios se tornam algo sem valor.
Para uma mente deformada quebrar um principio é como quebrar um copo de extrato de tomate! Uma pessoa que diz: “Eu sei que é errado, mas....” É no mínimo Burro!!!!! Porque um animal se pisar no fogo uma vez por ali ele não passa mais e muitas vezes estamos perdendo para eles em termos de saber que é errado e continuar fazendo!!! Mudança de palavras só convence platéia de comício!!!! Temos que mudar em muitas coisas como igreja e uma delas é a mentalidade de Egito (mundo) Todo mundo faz, todo mundo age assim, todo mundo do mundo, você é do mundo ou do Reino? Se do Reino trate de ter uma mentalidade de Reino! “Viver o Reino de Deus em Cristo Jesus não é opção. É condição”. “Quanto mais forte é um caráter, menos sujeito está à inconstância”. Inconstância é sinônimo de Falta de caráter! "Consciência é a base para excelência". “O maior prazer do desobediente é a desobediência” “Seu futuro não esta na sua frente, mas dentro de você”. "A maior de todas as ignorâncias é rejeitar alguma coisa sobre a qual você nada sabe." 2 – Quando eu não tenho mais identidade diante do mundo Qual é a sua identidade no mundo? Como as pessoas conhece você? O que mais chama a sua atenção por onde você passa? Identidade = È o que faz de você alguém único, que diferencia você dos demais!!!! “O fato de Jesus comer com os pecadores não significava cumplicidade de Deus com o pecado, e sim a busca de Deus pelos pecadores.” Tenha identidade!!!! E um mundo de iguais a Diferença deve ser a marca da Igreja! O evangelho é para me tornar melhor e não pior! 3 – Quando eu deixo de colocar a vontade de Deus em primeiro lugar na minha vida. "Quando a sua vontade está em sintonia com a de Deus, seu conhecimento vai estar em sincronia com a verdade." “Nunca confie em você ao ponto de dispensar o que Deus está falando”. "Nosso valor não está no que possuímos e sim a quem pertencemos." “Todos querem o melhor de Deus, poucos querem dar seu melhor a Deus”. Posso não ser capaz de mudar o mundo a minha volta, mas posso mudar o que vejo dentro de mim." (John Maxwell) 4 – Quando o pecado se torna um hábito na minha vida. "Pensamos que a tentação esta ao nosso redor, mas Deus diz que ela começa dentro de nós." (Rick Warren) Pecado tem que ser acidente de percurso e não hábito de vida diária! Costumam dizer que todo ser humano tem seu preço. Concordo! Fomos comprados pelo sangue de Jesus. Triste é que muitos se vendem p/ o pecado. Pecar todo mundo peca? Sim mas procurar, correr atrás do pecado é algo bem diferente!!!! “Quando o pecado vira um hábito, sua consciência para com Deus morre” Tanto faz! A mente se cauteriza, a sensibilidade da lugar a carnalidade! Ai ou você se desvia ou vira um crente Raimundo “Pé na igreja e outro no mundo” Existem pessoas que cometem pecados que acham tão agradáveis que, se os confessassem, pensam cometer o pecado do orgulho. Já pensou? Crente não deve se orgulhar do pecado, deve combatê-lo!!! “Cometa um pecado duas vezes e ele não vai mais parecer como sendo pecado.” Ditado Chinês “O diabo me vê sempre como eu ERA, eu me vejo como SOU, mas Deus me vê como eu SEREI. Por isso que Ele (Deus) continua investindo”. 5 – Quando você acha que consegue enganar a Deus. “Ninguém é usado por Deus sem antes ter sua fé provada e aprovada” “Com Deus não se brinca” "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará." (Gálatas 6 : 7) "Quando decidimos mudar, mas não nos esforçamos para mudar, estamos convencendo a nossa mente de que é impossível mudar". `Se você não puder controlar o seu ambiente,controle o seu foco” “Arrependimento voluntário apaga passado e projeta futuro”.. “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” Conclusão: Não se deforme, transforme! |
O Mistério da Iniquidade – São Todos os Evangélicos Exploradores?
O Mistério da Iniquidade – São Todos os Evangélicos Exploradores?
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Como se sentem os médicos que são profissionais corretos, probos, honestos, competentes, quando ouvem alguém dizer que todos os médicos são exploradores e maus?
De igual modo, como se sentem os pastores que são santos, fiéis, honestos, e em tudo irrepreensíveis, segundo a norma bíblica, quando ouvem muitos afirmando que todos os evangélicos são um bando de exploradores e insensatos?
Eu respondo, por este segundo grupo, que é algo triste e duro de ser ouvido, porque não corresponde à verdade de modo geral, ainda que deve ser admitido que tanto no caso de médicos, ou de quaisquer outros profissionais, e de pastores, que sempre houve e haverá o joio entre eles.
Todavia, isto deve ser encarado como um fato, uma realidade já conhecida e prevista nos conselhos de Deus, pois que Ele mesmo permite que haja o erro e os escândalos (tropeços à fé) por parte destes que não se encontram a seu serviço, mas a serviço de Satanás, para que a fé dos que são aprovados seja revelada em meio aos que vivem no erro, como afirma o apóstolo Paulo em I Cor 11.19.
Não é portanto, algo surpreendente, que os que ocupam a maior parte do espaço da mídia televisiva sejam exatamente estes que produzem escândalos, não somente em nosso país como em todo o mundo, especialmente nos EUA, com o assim chamado e falso evangelho da prosperidade material, e pelo tráfico de promessas de curas e toda sorte resolução de problemas associados não à graça dada liberalmente e à mera fé, senão a determinadas obrigações e sacrifícios a serem feitos pelos seus ouvintes e seguidores.
E quanto a isto cabe ressaltar que o propósito principal da fé é a salvação da alma, e não a resolução de problemas temporais, os quais a propósito serão resolvidos ou não segundo a sabedoria e soberania de Deus, que usa as tribulações para o aperfeiçoamento da fé, conforme está fartamente revelado na Bíblia.
Nosso Senhor Jesus Cristo disse que importava que viessem tais escândalos ao mundo, mas ai daqueles pelos quais eles viessem, porque estariam debaixo de um grande juízo de Deus, a ser revelado no tempo do fim.
E quanto aos seus seguidores, destes se afirma que os tais falsos ministros lhes são enviados porque insistiram em dar crédito à mentira e não à verdade. Então receberam o que queriam, e sobre eles também será manifestado o juízo divino no tempo oportuno. Não são portanto, em sua grande maioria, apenas vítimas que são exploradas financeiramente ou de qualquer outro modo por estes oportunistas interesseiros, mas têm neles o juízo divino manifestado em suas vidas por não amarem a Cristo e o evangelho verdadeiro.
Por outro lado, os que se opõem a todo este erro, que a Bíblia chama de mistério da iniquidade, e que no entanto, o fazem para justificar o ódio que sentem por Cristo, pelo seu Evangelho e pelos cristãos, estão também debaixo de um juízo, não simplesmente por generalizarem os seus julgamentos e assim serem injustos em relação aos que são fiéis e verdadeiros em sua piedade, mas, em razão da dureza de seus corações, que não lhes permite abraçarem a salvação que estaria também reservada para eles em Cristo Jesus, caso se arrependessem do pecado e cressem no Jesus da Bíblia, e não neste falso Jesus do qual muitos fazem ousadas asseverações, conforme o dizer do apóstolo Pedro em relação a eles em sua segunda epístola.
O valoroso e fiel servo do Deus vivo, Pr David Wilkerson, que partiu para a glória celestial recentemente, assim se expressou sobre este assunto em um de seus sermões:
“O apóstolo Paulo fala de duas coisas assustadoras que atingirão a Igreja um pouco antes da volta de Jesus. Em verdade, o Senhor não voltará até que estas duas coisas terríveis aconteçam. E eu desejo lhes mostrar, que ambas as coisas estão acontecendo agora mesmo - bem diante dos nossos olhos!
Primeiro, Paulo nos diz que nos últimos dias haverá uma grande apostasia. E segundo, ele previne que um maligno espírito anticristo alcançará muitos cristãos que estão mudando de lado (apostasia)! (II Tes 2.1-12).
Tão certo como é o fato de ter Cristo nos dado o Seu Espírito, há um espírito anticristo possuindo muitos cristãos apóstatas. E este espírito está em ação no mundo - preparando corações para a vinda do Homem da Iniquidade!
"...este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo" (I Jo 4:3).
João está dizendo aqui: "Vocês ouviram a respeito da vinda do Anticristo. Isto tem sido pregado e ensinado, e vocês esperam a sua chegada. Mas, amados, acordem - porque o espírito do Anticristo já está em ação!".
É preciso entender: o Anticristo não vai aparecer de súbito em cena, e dominar a humanidade.
Mas em vez disto, o seu espírito está trabalhando de maneira misteriosa neste momento, estabelecendo o seu reino em corações frios e que aceitam soluções conciliatórias.
E quando o Homem da Iniquidade finalmente aparecer, ele será publicamente revelado para um mundo que já estará preparado para ele - para corações que já são possuídos pelo seu espírito!”.
É a isto que Paulo se referiu quando disse que “o mistério da iniquidade já opera”, pois isto vem acontecendo desde os seus dias, preparando os corações para a recepção do Anticristo (v. 5).
Jesus alertou sobre os falsos profetas que se levantariam no tempo do fim, e também os apóstolos. Paulo disse que nos últimos dias falsos profetas iriam se infiltrar na Igreja, pregando um outro evangelho e um outro Jesus no verso 7.
João escreveu: Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo... Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora" (I Jo 2:15-18).
O espírito anticristo se opõe a todos que andam junto a Deus. Ele procura os verdadeiros adoradores - porque deseja que a adoração destes seja para ele próprio!
Ele irá lhe atacar com o medo, com a dúvida, com a lascívia - com qualquer coisa que forneça a ele uma via de acesso para lhe impedir o louvor.
Os cristãos desinteressados, ociosos - aqueles que nunca abandonaram os seus pecados, que estão absorvendo as coisas do mundo - não serão capazes de se sustentar nestes últimos dias. Eles serão colhidos pelo mal!
É por este motivo que Paulo disse que não queria que os tessalonicenses fossem enganados quanto ao tempo da volta do Senhor (v. 3), mas também lhes alertou para que não se deixassem enganar pelo espírito do engano que está operando no mundo e que terá o seu clímax com a manifestação do Anticristo (v. 9).
Engano este que atinge completamente aqueles que perecem, porque não amaram a verdade para serem salvos ( v. 10), antes amaram a mentira.
Estas coisas são permitidas por Deus, isto é, que haja esta operação do erro, de maneira que sejam julgados todos aqueles que não creram na verdade, porque tiveram prazer na injustiça (v. 11, 12). Porque quando não se ama a verdade e não se vive na verdade, a consequência é a de ser enganado aceitando como verdade o que é falso, e é nisto que consiste o engano.
Os verdadeiros cristãos não serão contados nesta condenação porque eles foram escolhidos por Deus desde antes da fundação do mundo para a santificação dos seus espíritos e para terem fé na verdade, e não para viverem na impureza dando crédito à mentira e tendo prazer na injustiça (v. 13).
Ainda que sejam enganados por um período, não poderão permanecer nos enganos, porque o Espírito Santo não permite que os eleitos sejam enganados. Daí quanto a tal possibilidade, nosso Senhor afirmou que se possível fora, como a dizer, não é possível que os eleitos o sejam.
Por isso Paulo exortou os tessalonicenses a serem constantes na sua firmeza e conservarem tudo o que lhes havia ensinado, quer pessoalmente, quando estivera com eles, quer através de suas epístolas (v. 15).
O Pr David Wilkerson disse o seguinte:
“O espírito de permissividade torna-se mais e mais ousado, e a nossa sociedade está à beira de se tornar um inferno de violência. O espírito anticristo penetra agora em nossas escolas, nossos becos, nossas ruas, em nossos negócios, mesmo em nossos lares. E, tristemente, este mal está rapidamente se mudando para dentro da Igreja.
É exatamente sobre isto que a Bíblia previne - Igrejas com forma de piedade, mas sem poder.
O espírito anticristo passa a morar dentro do coração, quando a verdade de Deus deixa de ser amada ou de ser apropriada. "...não acolheram o amor da verdade..." (2 Tes 2:10).
1. O primeiro sinal de perda do amor pela verdade é quando você deixa de se congregar com os outros cristãos. Se ir à Igreja se torna algo que você faz forçado, então você perdeu o seu amor pela verdade de Deus (Hb 10:25).
Aonde estarão os filhos de Deus, se eles não estão na casa do Senhor? Estão nos restaurantes, nas festas, em eventos sociais, esportivos. Mais do que tudo, estão paralisados diante de suas TVs, assistindo programas com uma perniciosidade cada vez maior!
2. Um segundo sinal de perda do amor pela verdade é quando as mensagens de reprovação fazem você pensar no pecado de outra pessoa e não no seu.
3. Um terceiro sinal de perda de amor pela verdade é quando a reprovação lhe torna raivoso em vez de tornar-lhe humilde.
Deus declara que a raiva devida à reprimenda, revela abandono da vereda da santidade: "Disciplina rigorosa há para o que deixa a vereda, e o que odeia a repreensão morrerá" (Prov 15:10).
Talvez algumas vezes você se afaste de um sermão do tipo reprovador, dizendo:
"Esta palavra foi dura demais. E aquele pregador também é muito zangado! ".
Amado, todo pastor piedoso irá pregar com ira santa. E isto porque ele está irado com o diabo, com o espírito do anticristo - irado contra qualquer coisa que desvie a sua alma da verdadeira adoração do Pai!
Em 2 Tes 2:12 Paulo está falando da "loucura do prazer."
Nos últimos tempos, aquelas pessoas que vivem em busca de prazeres, às quais ele se referiu, são encontradas dentro da própria Igreja!
Paulo avisa: "Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus" (2 Tim. 3:1-4).
Quando Paulo usa a frase: "...mais amigos dos prazeres que amigos de Deus..." ele está sugerindo que estas pessoas possuem certa medida de amor por Deus. Mas este amor é sobrepujado e contaminado por um amor pelos prazeres do mundo. Paulo está falando daqueles que vão no encalço dos prazeres de iniquidade!
Amado, se você conserva o seu coração aberto à verdade - se você continua a amar a Palavra de Deus - o Senhor o estabelecerá. E quando o maligno espírito deste mundo chegar como em torrentes, Satanás estará incapacitado para construir uma via de entrada para dentro de seu coração (Salmo 125:1-3).
Você não será abalado, porque estará firmemente estabelecido sobre a verdade da Palavra de Deus. Você será encontrado na casa de Deus, adorando com um coração puro. E a sua fé vencerá tudo aquilo que o inimigo trouxer contra você - porque Jesus está assentado sobre o trono do seu coração.”
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O Evangelho de Hoje
O Evangelho de Hoje
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O Evangelho é para ser pregado com Amor, fora disso passa a ser coisa de homem Bíblia diz que se pregue o Evangelho das seguintes formas: I Coríntios 9:16"Porque, se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o Evangelho I Coríntios 9:18 Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o Evangelho de Cristo, para não abusar do meu poder no Evangelho O apóstolo diz que anunciar o Evangelho deve ser simples e sem querer algo em troca, é uma honra anunciar o Evangelho, para quem faz isso sem interesse, comercial, mas por Amor as almas, Jesus poderia ser reconhecido por todos os homens da época como o mais sábio, o mais rico, porém Ele foi odiado pelos homens não tinha bens materiais algum, e mais era pobre materialmente falando. Jesus poderia fazer pactos com os romanos, quando Pilatos lhe ofereceu a palavra para falar bastaria uma palavra de Jesus para Pilatos deixá-lo de seu lado. Se Jesus não nascesse numa manjedoura, Ele poderia ser o Rei dos Judeus da época, Ele poderia ser o Messias tão esperado até hoje. Mas o Evangelho é sinonimo de renuncias , nosso Deus enviou seu filho para morrer por nós. O Salvador Jesus não tem nada a haver com o evangelho que muitas vezes são pregados nos pulpitos das igrejas de hoje, ouvimos tantas bobagens que muitas vezes da vontade de gritar e perguntar ao pregador Que evangelho é este que você está pregando? Pregadores ficaram profissionais, alguns são bem arrumados até de mais sapatos de cor brilhantes, gravatas diferentes cabelos estranhos a marca dos pregadores de hoje muitas vezes não é a marca de Cristo muitos menos a marca do Espírito santo, e sim a marca do homem . Porque pergunto eu uma coisa tão simples se torna muitas vezes glamurosa para alguns e buscam seu beneficio próprio, esqueceram que o evangelho tem sua base no amor . O amor é o mais importante disse Paulo em 1corintios 13, o apostolo que tinha conhecimento da palavra tinha sido ensinado por grandes professores havia na carreira de Paulo vários diplomas e mesmo assim ele pregador do evangelho dizia: Efésios 6:19"e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho," Ele pede em outra versão poder para pregar o Evangelho. Sem este poder do Espírito santo que nós é dado de graça pela graça para pregar o evangelho não libertação nem mesmo salvação. Hoje o que vemos é o interesse de homens que olham para o Evangelho pensando no seu bolso na sua conta corrente no banco, quanto vai ser sua oferta, ou já cobrada a pregação receber o dinheiro que cobrou para pregar o Evangelho. Não querem trabalhar em serviços seculares, vivem do Evangelho alguns picaretas vivem pela fé dizem isso , mas na verdade são exploradores do Evangelho suas esposas muitas das vezes trabalham, lavam pra fora, são empregadas domésticas, mas eles estão em casa se consagrando dormindo. Você conhece alguém assim? Pois infelizmente estamos vivendo o tempos dos gigolos de evangelhos. O que nós resta a fazer é orar a Deus e pedir discernimento quantos os falsos profetas falsos que tem visão, da carne pois eles estão na carne vivem para ela e não sabem. Se intitulam pastores itinerantes, cantores que de unção não tem nada, são a vergonha para aqueles que amam o evangelho. O Evangelho não é lugar para artistas, cantores o Evangelho é lugar de pessoas que se negam a si mesmo como Davi, o Rei Davi, como Paulo o apóstolo, Elias, Eliseu, José, e muitos outros que primeiro amavam ao Senhor negavam a si mesmo perdoavam, não olhavam para si. Hoje ainda conheço homens e mulheres que estão na igreja que são desta forma mas estes vivem no anonimato, pois eles não fazem tratos com o mundo nem com o diabo. O evangelho que nos traz a salvação é puro sem mistura e diz que só Jesus Salva Cura e batiza no Espírito Santo, este é o evangelho que conheci e este é o evangelho que pregamos pois é o que liberta o resto, já diz é resto, muitos pregam o resto para tirar proveito próprio, e se gloriar naquilo que não devia, os humilhados serão exaltados , e o exaltados serão humilhados. Viva um Evangelho de Amor de graça pois Jesus não cobra sua salvação, aprendemos com Ele há que dar o nosso melhor sem esperar nada em troca. |
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