sábado, 10 de outubro de 2015

A Parábola da Figueira Estéril

A Parábola da Figueira Estéril


Lc. 13:1-9
Naquela mesma ocasião, chegando alguns, falavam a Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam.Ele, porém, lhes disse: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas?Não eram eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém?Não eram eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra? Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la.
Introdução:
Contextualizando e interpretando o texto exegeticamente para uma melhor compreensão.
1.A figueira é símbolo de Israel, da igreja "religiosa" ou do cristão "nominal".
2.O Viticultor é símbolo de "Jesus Cristo", que vai aparecer com diversas funções na parábola.
3.Os frutos ausentes são a "falta de arrependimento" de Israel e o seu não reconhecimento de Jesus como o "Messias", o Rei de Israel.
4.O tempo pedido é símbolo da "longanimidade, graça e paciência de Deus em Cristo" para com seu povo no exercício do Seu ministério terreno.Jo 1:9-11 Ali estava à luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo, estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
5.O corte é símbolo do juízo de Deus e da destruição de Israel profetizada por Jesus através de Tito no ano 70 d.C. (Lc 21:20-24).
6.A base do ensino parabólico: a parábola ensina uma perspectiva "doutrinaria e escatológica".
7.Versículo-chave: (v.5) este versículo constrói a ponte hermenêutica, e nos serve como ponto de contacto para a aplicação aos ouvintes.
I.O Principio Histórico da Parábola (ant: Josefo 17-18).
-Alguns vieram a Jesus e lhe relataram a tris­te história, que Josefo amplia, de alguns galileus impetuosos que fo­ram mortos por Pilatos, o qual mis­turou o seu sangue com os sacrifíci­os que foram oferecidos. Jesus percebeu os sinais de um espírito de autocomplacência naque­les que falavam com ele, e que se comportavam com atitude farisaica. Se aqueles galileus foram ceifados por morte repentina, certamente o fato dos que se consideravam dignos do favor de Deus terem escapado, levava à conclusão que terem sido preservados da morte era um sinal de que Deus os aprovava de forma especial. Estavam cegos para com­preender que uma calamidade em particular não mede e nem prova a culpa específica dos que a sofrem. Note como Jesus replicou a isso: "Pensais vós que esses galileus fo­ram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coi­sas?" Se aqueles com quem ele fala­va imaginavam que tal julgamento rápido era evidência de pecados fla­grantes, deveriam também perceber que estavam completamente enga­nados com relação à providência de Deus e à vida: "Não, vos digo! Antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis".
-Quando Jesus disse àquelas pes­soas que, a menos que se arrepen­dessem, de igual modo pereceriam, quis dizer que morreriam da mesma maneira trágica, como os galileus.
Trench faz esta colocação: "A amea­ça é que eles literalmente perecerão da mesma forma. Certamente, a se­melhança entre essas duas calami­dades, aqui apresentadas, e a des­truição definitiva que surpreendeu os rebeldes judeus, que se recusaram a obedecer à ordem do Senhor e se arrependerem, foi casual. Assim como a Torre de Siloé caiu e esma­gou dezoito dos moradores de Jerusalém, também multidões de habi­tantes dessa cidade foram esma­gadas debaixo das ruínas de seu tem­plo e de sua cidade; e durante o últi­mo sítio e assalto a Jerusalém,TAMDescrição: http://cdncache-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png­bém houve um número deles que fo­ram atravessados pelos dardos ro­manos e, pior ainda, pelas armas de suas próprias facções fanáticas, nos pátios do templo, durante a própria preparação dos sacrifícios, de tal for­ma, que o seu sangue, como o daque­les galileus, foi literalmente mistu­rado com o dos sacrifícios: sangue com sangue".
-Depois de fazer tal advertência, Jesus usou a pará­bola para ampliar o alcance de seu chamado a um arrependimento na­cional, a fim de acrescentar algo àquela advertência e torná-la ainda mais precisa e explícita.
·Uma lição espiritual muito significativa para todos os judeusEm vez deles se preocuparem com os outros, deviam primeiro preocupar-se consigo mesmos.Era como Jesus estivesse dizendo: preocupem-se em produzir frutos para Deus, antes que uma calamidade venha sobre vocês também. A tolerância de Deus tem limites... Mudem de vida urgentemente; mudem de estilo; mudem de atitude; mudem de mentalidade; senão... De igual modo perecereis... Um dia acabaria a tolerância de Deus para com Israel, passando Ele a exercer Juízo sobre a Nação.
II.A intolerância de Deus para com os judeus improdutivos se dá pelo fato de que:
a.A figueira não foi plantada em qualquer lugar, mas deliberadamente dentro da vinha, ela não foi plantada em lugar errado.
O projeto do proprietário estava perfeito. Esse certo homem, a que Jesus aludiu, plantou uma figueira emsua vi­nha, e ela poderia ter tirado do solo desse homem tudo o que precisas­se para produzir fruto. A figueira fora plantada. Não era uma plan­ta estranha e proibida, semeada na vinha (Dt 22:9). Fora deliberadamente plantada onde não ti­nha direito, e crescera no canto onde o solo era mais favorável. O proprietário desejava aquela árvo­re em particular; fora adaptada conforme a sua própria natureza para produzir figos; e ele planeja­ra a sua localização numa área pro­tegida da vinha onde seria cuida­da. Portanto a linguagem é exata. A figueira fora plantada dentro da vinha, numa posição extremamen­te favorável, num ato deliberado de seu dono, para que finalmente ele pudesse saborear de seu fruto.
A chave da parábola nos é fornecida por sua circunstância. O privilégio peculiar da figueira ilus­trava a nação judaica (Is 5:1-7); e a vinha, que encerrava dentro de si aquele privilégio, simbolizava a na­ção separada de todas as outras, e honrada por Deus, de forma especi­al, com a luz de uma revelação sobre­natural através dos profetas e de to­das as influências de uma graça so­brenatural.
-A. B. Bruce aponta para o fato de que uma videira é o emble­ma mais encantador para a vida da nação judaica que uma figueira, e Jesus empregou o símbolo da figuei­ra com o propósito de rebaixar o or­gulho de seus ouvintes. No entanto toda a estrutura da parábola sugere o privilégio especial de Israel, como o povo escolhido de Deus.
-Deus havia plantado os judeus numa terra que manava leite e mel, ou seja, Ele fez dos judeus um povo plantado em terra boa, numa terra produtiva, em um local que eles podiam crescer e produzir espiritualmente para Deus. E tiveram tudo para produzir, entretanto não o fizeram pela dureza de coração, e comportamento contumaz.
Somos hoje o Israel de Deus, a Igreja é a vinha de Deus, o melhor local que Deus poderia nos proporcionar para que pudéssemos produzir frutos para Sua glória e louvor.
-Pense nisso, você foi plantada (a) na igreja, na vinha de Deus, a vinha é o local onde Deus vai buscar frutos.Mais cedo ou mais tarde, Ele vem procurar nossos frutos.
b.A figueira (Israel) tinha que produzir frutos, mas acabou produzindo decepção para Deus.
-Ouça o lamento de Dono da Vinha: há três anos procuro fruto em ti e não acho...
-Deus como o proprietário da vinha espera encontrar frutos.Havia um objetivo que dominava a mente daquele "certo homem", quando ele plantou a sua figueira na vinha, que era o de colher o fruto no seu devido tempo. Depois de todo o cuidado, tempo e dinheiro que ele havia em­pregado em sua plantação, tinha todo o direito de esperar que produ­zisse o seu fruto.
-Por três anos se­guidos ele procurava os frutos ansi­osamente, mas a sua expectativa, que era natural e razoável, deu lu­gar à decepção. Por "três anos", não devemos entender, como querem al­guns escritores, que a figueira pro­duziu fruto três anos após sua plan­tação, e sim que o seu dono veio no primeiro ano, no segundo e no ter­ceiro, e todas às vezes ficou decepci­onado. "Três anos" sem fruto é pro­va de esterilidade. Três anos infru­tíferos em conseqüência de sua com­pleta esterilidade; daí a ordem ao viticultor: "Corta-a!"
-O solo era mui­to valioso para que fosse desperdi­çado com uma figueira infrutífera; portanto essa teria de perecer e ce­der espaço a outra árvore.
-Com todo o direito de esperar fru­to, a justa esperança do proprietá­rio não foi concretizada.
-Qual é a interpretação desses três anos de decepção e da ausência de frutos?
-Israel era a vinha divina pela qual Jesus se esforçou tanto durante os "três anos" de seu ministério terre­no. Durante todos aqueles anos Cris­to procurou, pela sua vida, por pa­rábola, por milagre e por palavras, tornar Israel frutífero. Agora nova­mente surgiam sinais promissores; mas, ao final, aconteceu a sua total rejeição pela nação que ele cultiva­ra. Mas quando Cristo retornar, a figueira florescerá, e ele não será de­cepcionado (Mt 24:32,33).
-Alguns es­critores interpretam os "três anos" como representando todo o curso da história de Israel. Agostinho consi­derava que eles representavam, res­pectivamente, a lei natural, a lei es­crita e a graça. Outro teólogo insi­nuava que esses "três anos" repre­sentavam Moisés, os profetas e Cris­to; ou então, a infância, o homem adulto e o idoso, referindo-se ao indi­víduo.
-Uma coisa é certa: Cristo veio na esperança de encontrar fruto produzido pelo seu próprio povo, e não o encontrou, porque eles haviam dei­xado de produzi-lo. Onde ele procu­rava santidade, encontrou corrupção; onde ansiava por ver reverência, en­controu desprezo. A figueira de Isra­el desejava satisfazer-se com todos os benefícios da luz, do sol e da chuva do privilégio divino, mas estava ex­tremamente sem vontade de produ­zir fruto para o seu dono. Por isso veio a ordem: "Corta-a!"
c.Há pessoas (como Israel) que desejam os privilégios, mas não querem os deveres.
-Tem pessoas que desejam está numa boa Igreja, principalmente hoje em dia, onde qualquer coisa que desagrada o "cliente do Evangelho" leva-o logo a mudar de vinha (denominação).
-Israel queria os privilégios do reino, mas não queriam os preceitos do reino.
-Israel queria a restauração de sua posição entre as cabeças das nações, mas não queria passar pela restauração de caráter.
-Israel queria ser o povo eleito, mas não queria fazer de sua eleição uma missão de produtividade divina.
-O poeta diz: Mas se ainda nos recusarmos a aten­der ao seu chamado E abusarmos de todo o seu maravi­lhoso amor, Breve ele tristemente voltar-nos-á as costas; Nossa oração será amarga por rejei­tar o perdão. Tarde demais, tarde demais, será o lamento, Após Jesus de Nazaré ter passado.
-Sabedor que o dono da vinha tinha toda razão para estar decep­cionado com a contínua esterilida­de da figueira, o viticultor, aquele que cuidava do vinhedo, pediu encarecidamente que a figueira fos­se preservada.
-Num ato de intercessão ele implorou: "Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque. Se der fruto, ficará! Se não, depois a mandarás cortar". Deixa-a este ano —Não sentimos "o pulsar de uma emoção intensa" nesse apelo? "Dê-me mais um ano", disse o viticultor, "para que eu detenha essa esterilidade contínua". Ele não pediu para que a árvore infrutífera continuasse a existir por tempo indefinido. Apenas solicitou por mais um ano em que adotaria as mais es­tritas medidas, para estimular aque­la árvore estéril a se tornar frutífe­ra. Se, com aquele tratamento, vies­se a dar fruto, o viticultor saberia que o dono permitiria com satisfação que permanecesse em sua posição privi­legiada; mas, se teimasse em ser improdutiva, então ele a abandona­ria ao seu destino merecido. Portan­to, foi solicitado um intervalo, um adiamento.
-No apelo com forma de intercessão do viticultor, temos uma ilustra­ção da relutância de Jesus em per­mitir que Israel se afastasse dele. Quando estava na cruz, ele orou pela nação infrutífera que O rejeitara: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem". Em resposta a essa ora­ção, Pedro e os demais apóstolos fo­ram enviados para oferecerem outra oportunidade de arrependimento.
- Habershon faz esta colocação: "O li­vro de Atos relata a história de 'mais um ano', não um ano literal, mas o 'ano aceitável do Senhor', concedido à figueira em resposta à oração do viticultor". Mas tal período de gra­ça, que fora ampliado, acabou, e não teve proveito algum; o que se seguiu foi que a nação judaica foi rejeitada.
d.Deus fez o máximo para ajudar Israel a produzir, mas a nação não fez nem o mínimo para manter-se de pé.
- A vinha e a figueira que estava plantada nela pertenciam ao Senhor; portanto, ele tinha o di­reito moral e absoluto de desejar os frutos e também o direito de punir com a destruição qualquer coisa que fosse estéril e inútil dentro da sua terra. E terrível a decisão que vem da parte do intercessor: "Corta-a". Se os homens desperdiçarem o dia da graça, até mesmo Jesus não pedirá por eles no dia seguinte, o do julga­mento. "Já não resta mais sacrifício pelos pecados".
- A ordem divina: corta-a foi exe­cutada no decreto de "destruição de Jerusalém e remoção dos judeus de seus privilégios como vinhedo, o que foi uma preparação, e assim aconte­ceu para dar lugar a chamado dos gentios". O golpe de justiça foi conti­do por algum tempo, pois o amor di­vino relutava em desferi-lo sobre os culpados. Talvez o povo tenha inter­pretado aquele intervalo como evi­dência de que o julgamento não viria sobre eles. "Visto que não se exe­cuta logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto à prática do mal" (Ec 8:11; 2Pe 3:3-10).
- Os que, deliberada e definitivamente, não se arrependem, são destruídos repen­tinamente, sem que haja cura (Pv 29:1). Para Israel, finalmente, o machado foi usado na raiz da árvo­re e essa foi abatida e lançada no fogo (a raiz, no entanto, permane­ceu intacta).
III.As Figuras de Jesus na Parábola.
·Ele é o Preservador da Vinha: ele é o vinhateiro (aquele que cuida da vinha) Diz Isaías 5: 4 que mais se podiam fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito?
·Ele é o Intercessor da Vinha: No diálogo dessa pequena pará­bola, podemos ver Jesus no papel de intercessor. O dono da vinha queria destruir a figueira, mas o viticultor orou para que permanecesse viva por mais um ano. Não devemos for­çar esse diálogo além da conta, para fazê-lo representar Deus como o dono cheio de ira, e Jesus pedindo-lhe para que se arrependa de sua raiva. Tanto o Pai como o Filho iram-se com relação ao pecado, e ambos, da mesma forma, estão cheios de amor pelo pecador. Portanto, o que o Filho pensava a respeito de Israel era também o que o Pai imaginava. Cristo é um intercessor que se im­porta com o homem e governa junto com Deus.
-O seu primeiro apelo é: poupe. No entanto, apesar de tão longânimo, Cristo concorda com o dono da vinha quanto ao cortar e derrubar a árvore, se a oferta de mais uma porção da graça for rejei­tada.
-O Filho jamais nega o direito do Pai de destruir. Ambos concordam em oferecer salvação ao pecador, e também em condená-lo, se ele final­mente recusar a oportunidade que lhe foi oferecida por preço de sangue. Ele roga ao dono em favor da figueira:Senhor deixa-o este ano... (v.8) Pai, perdoa-lhes... (Lc. 23:34) Jesus, diz a Bíblia, vive para interceder (Hb. 7:25).
·Ele é o Fertilizador da vinhaAté que eu a escave e a esterque...
Cavar é dar mais profundidade doutrinária, é está mais arraigado no firme fundamentoLc 6:47 - 7:1 Qualquer que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante.48 É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo à enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre rocha.49 Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.
-Adubar é trazer mais estimulo para a vida cristã através dos exercícios espirituais, tais como a oração, da meditação na Palavra, do jejum que mata a carne e libera o espírito para ouvirmos melhor a voz do Eterno...Você tem buscado de Deus mais profundidade e fertilidade na sua vida espiritual, frutos dignos de arrependimento; (Mt 3:8).
·Ele é o Executor da Vinha: E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar (v.9). Ambos concordam, tanto o Vinhateiro como o Dono da vinha, que se ela não produzir será cortada... A punição é certa e precisa Deus realmente mandou cortar a vinha. ( No ano 70, Tito Vespasiano, destruiu Jerusalém, esmagando a revolta judaicaJerusalém foi destruída e meio milhão de judeus morreram e 100.000 foram escravizados. Os sobreviventes que abandonaram a Palestina vieram a engrossar as comunidades da diáspora (dispersão), e o judaísmo sobreviveu em torno das sinagogas. Tudo isso foi profetizado por Jesus Cristo em Mt 24).
-A condição para os Judeus ficarem na terra prometida era produzir, todavia se tornaram degenerados: Is 5:7 7 Porque a vinha do SENHOR dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor.
-A condição para permanecer não depende mais do Vinhateiro, mas do fruto produzido:Is 5:4-64 Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?5 Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derribarei a sua parede, para que seja pisada;6 e a tornarei em deserto; não será podada, nem cavada; mas crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela.
-Como não produziram frutos e não obedeceram às ordenanças do Deus de Israel, o Juízo caiu sobre a nação: Mandarás cortar...Is 1:2-82 Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu, ó terra, porque fala o SENHOR: Criei filhos e exaltei-os, mas eles prevaricaram contra mim.3 O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.4Ai da nação pecadora, do povo carregado da iniqüidade da semente de malignos, dos filhos corruptores! Deixaram o SENHOR, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.5 Porque seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco.6 Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não espremidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecida com óleo.7 A vossa terra está assolada, e as vossas cidades, abrasadas pelo fogo; a vossa região, os estranhos a devoram em vossa presença; e está devastada, como em uma subversão de estranhos.8 E a filha de Sião se ficaram como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como cidade sitiada.
-Corta-a! Esse foi o fim para Israel. Essa sentença foi justa, pois Israel, a despeito de seus privilégios, era uma figueira infrutífera, uma árvore improdutiva e inútil. Apenas atrapalhava, pois ocupava o espaço no solo onde outra com certeza teriam produzido fruto com abundância. Nessa parábola, há uma séria advertência para a Igreja, assim como para cada pessoa que se diz membro dela.
-Habershon diz: "A árvore estéril é uma advertência para um mundo infrutífero, para um pecador infrutífero, para uma igreja infrutífera, ou para um crente infrutífero".
-Esse é ainda o dia da graça e, por causa disso, os pecadores devem ser advertidos, apesar de, nesse momento, serem poupados da condenação. Também nesse ano a sentença ainda permanece sobre eles: Corta-a!
-À luz dessa parábola todos os que decididamente rejeitam as propostas da misericórdia divina serão cortados por atrapalharem e ocuparem inutilmente espaço no solo, e será terrível a condenação dos que estiverem sem Cristo!
Conclusão:
-A intolerância e o desconforto de Deus para com os "cristãos nominais" improdutivos (judeus ou todos aqueles que se enquadram neste esboço) foram gerados porque Deus havia colocado Seu povo em um excelente local para produzir frutos, a terra da promessa. Mas não se houveram sabiamente para com os privilégios de Deus, antes, acharam-se merecedores dos favores de Deus, sem nunca sentirem a necessidade de um compromisso com Seus preceitos. Ao invés de produzirem frutos, trouxeram desprazer para Deus, a ponto de Deus lamentar os sentimentos malignos e invejosos dos judeus para com o Messias de Israel.
Implicações Conclusivas:
  • Israel não reconheceu Jesus como o Preservador, Intercessor, Fertilizador e também como o Executor da Figueira. Israel pesavam que os frutosdependiam de observarem normas legalistas e de dogmas humanos:
-Mc 7:6-9 Jesus, respondeu: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo (Israel) honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.8 Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens, como o lavar dos jarros e dos copos, e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.
  • O fruto não dependia de sacrifícios vazios, senão os Galileus teriam escapado com vida da chacina promovida por Pilatos.
-Davi, disse: Abre Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoarão o teu louvor. Porque te não comprazes em sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarásó Deus. Sl 51:15-17.
  • O Apostolo Paulo, disse:Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivermos no Espírito, andemos também no Espírito. Gl 5:22-25
  • O fruto não dependia de trabalhos forçados, senão os dezoito sobre os quais a torre caiu não os teriam matado... Paulo, disse:6 Mas, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.7 Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram... Rm 11:6-7.
-Na verdade o fruto depende apenas de um arrependimento sincero, gerando o perdão dos pecados, que por sua vez gera comunhão com Deus, e faz com que o Espírito Santo seja insuflado no íntimo do ser humano para que esse possa produzir frutos para Deus por meio de Jesus Cristo.-Jo 15:1-10




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